Destaque

Polícia Civil e GCM recuperam motocicleta furtada em São Manuel

A Polícia Civil de São Manuel, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), em ação conjunta com a Guarda Civil Municipal (GCM), recuperou na tarde desta sexta-feira (17) uma motocicleta que havia sido furtada no período da manhã do mesmo dia. A rápida resposta das forças de segurança foi fundamental para o êxito da operação.

Após o registro do furto, as equipes iniciaram diligências ininterruptas, o que possibilitou a localização do veículo em poucas horas. A motocicleta foi encaminhada à unidade policial para os procedimentos de praxe e posterior restituição ao proprietário. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do crime, reforçando o compromisso das forças de segurança com a proteção do patrimônio da população de São Manuel.

Três pessoas são presas em flagrante por furto em supermercado no Centro de Botucatu

Três pessoas foram presas em flagrante na noite de sexta-feira (16) suspeitas de envolvimento em um furto qualificado ocorrido em um supermercado localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na região central de Botucatu. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar após acionamento da gerência do estabelecimento, que identificou a ação suspeita de um grupo no interior do comércio.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais realizaram a abordagem logo após os envolvidos deixarem o local. Durante a revista pessoal, foram encontrados diversos produtos sem comprovação de pagamento, entre eles itens de higiene pessoal, cosméticos e produtos para cabelo. As mercadorias foram avaliadas em pouco mais de R$ 280 e posteriormente apreendidas e devolvidas ao estabelecimento.

Ainda conforme o registro policial, quatro pessoas foram abordadas no total, porém apenas três permaneceram presas após a apuração inicial. Uma das envolvidas foi liberada por não ter sido encontrado nenhum objeto ilícito em sua posse, além de apresentar nota fiscal dos produtos adquiridos. A Polícia Civil entendeu que, neste caso, não havia elementos suficientes para caracterizar participação no crime.

Os detidos foram autuados por furto qualificado consumado, já que o crime teria sido praticado em concurso de pessoas, conforme prevê o artigo 155, parágrafo 4º, inciso IV, do Código Penal. A autoridade policial decretou a prisão em flagrante e informou que, devido à soma da pena máxima prevista, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados à Cadeia Pública de Itatinga, onde permaneceriam à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Botucatu.

foto: imagem ilustrativa internet

Operação Direção Segura Integrada fiscaliza mais de 600 condutores em Botucatu

A Operação Direção Segura Integrada (ODSI) realizada na última quinta-feira, 16 de janeiro de 2026, em Botucatu, apresentou números expressivos de fiscalização e reforçou o combate à condução sob efeito de álcool no município. A ação ocorreu nas avenidas Dom Lúcio e Dante Delmanto e contou com a atuação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e do Detran.

Durante a operação, foram realizados 603 pré-testes de etilômetro, resultando em 22 recusas ao teste e um flagrante de embriaguez ao volante, que segue em andamento com apresentação do condutor no Plantão Policial. Ao todo, 49 motocicletas e 68 automóveis foram vistoriados, com a remoção de seis motocicletas e oito automóveis por irregularidades constatadas no momento da abordagem.

Além disso, as equipes elaboraram 66 Autos de Infração de Trânsito (AITs) e 14 Termos de Recolhimento de Veículo (TRVs). Segundo os órgãos envolvidos, a ODSI tem como principal objetivo preservar vidas, reduzir acidentes e conscientizar os motoristas sobre os riscos da combinação entre álcool e direção, reforçando a importância do cumprimento das leis de trânsito e da responsabilidade ao volante.

Chuvas desta sexta-feira já expõe falhas em obra da Prefeitura na Floriano Peixotto

Uma chuva de baixa intensidade registrada na tarde desta sexta-feira (16/01) foi suficiente para evidenciar problemas na obra de revitalização da Avenida Floriano Peixotto, em Botucatu. No trecho da pista sentido centro–bairro, já é possível observar a formação de poças d’água em uma área que passou por reforma recente, levantando questionamentos sobre a qualidade do projeto e da execução dos serviços.

Com o acúmulo de água na via, a passagem de veículos acaba lançando respingos sobre pedestres que transitam pela calçada, gerando transtornos que, segundo moradores e comerciantes da região, poderiam ter sido evitados com um sistema de drenagem adequado. Em um trecho de aproximadamente 300 a 400 metros, os problemas já ficaram evidentes logo nas primeiras chuvas do mês de janeiro, escancarando indícios de falta de planejamento.

Outro ponto que chama atenção é o fato de o asfalto ter sido aberto diversas vezes após a conclusão parcial da obra. Mesmo sem uma inauguração oficial, apenas com a liberação do trânsito, vários trechos precisaram ser refeitos pouco tempo depois da execução inicial. A situação se repete em relação à acessibilidade: os acessos para cadeirantes só começaram a ser implantados após o dia 20 de novembro, data inicialmente prevista para a inauguração. No dia 19/11, a Rede Alpha já havia divulgado uma reportagem com o jornalista Fernando Bruder, mostrando a ausência dessas adaptações, problema que persiste até hoje, com esquinas ainda sem rampas adequadas para pessoas com mobilidade reduzida.

Além disso, os bolsões de estacionamento anunciados no projeto continuam, em sua maioria, apenas no papel. Até o momento, apenas um pequeno bolsão foi implantado, localizado na esquina da Avenida Paula Vieira, número considerado insuficiente diante da proposta original, o que tem levantado uma série de reclamações dos comerciantes locais que estão indignados com a diminuição do fluxo de clientes pelas questões de vagas de estacionamento.

Diante desse cenário, a obra da Avenida Floriano Peixotto se soma a outras intervenções do poder público municipal que têm gerado insatisfação em parte da população. A condução dos trabalhos pela Prefeitura de Botucatu, sob a gestão do prefeito Fábio Leite, volta a ser alvo de críticas relacionadas à qualidade da execução e à falta de planejamento, especialmente em uma obra que deveria melhorar a mobilidade e a segurança urbana, mas que já apresenta problemas poucos meses após sua entrega parcial.

Imagens: Emerson Gamito

Botucatu está entre os piores municípios em Inclusão Social

Botucatu figura entre as cidades com pior desempenho do Brasil em relação a Inclusão Social de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025.

O IPS é um dos mais importantes indicadores que medem o desenvolvimento social e a qualidade de vida da população, indo além de dados econômicos como o PIB.

Ele avalia se as pessoas conseguem viver com dignidade, segurança, bem-estar e oportunidades reais, com base em resultados concretos na vida da população.

No Brasil, o IPS é elaborado de forma independente, inspirada no índice internacional Social Progress Index, e utiliza apenas dados oficiais de órgãos como IBGE, Ministério da Saúde (Datasus), TSE e CadÚnico.

O índice analisa todos os 5.570 municípios brasileiros, estruturando os dados, com pontuação de 0 a 100, em três dimensões:

1. Necessidades Humanas Básicas;
2. Fundamentos do Bem-Estar e;
3. Oportunidades

De acordo com os dados divulgados pelo IPS Brasil, o município de Botucatu, infelizmente, ocupa a 5.342ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros, com nota 36,15 em 2025. Em 2024, ocupava 5304° lugar com a nota de 27,70.

Mesmo apresentando um leve aumento no ranking de 42 posições, esse ganho não foi susbtancial em comparação às outras cidades paulistas.

E infelizmente, o desempenho é considerado extremamente fraco quando comparado a cidades de porte e perfil econômico semelhantes e com outras cidades do Estado e da região da Cuesta.

Assim, esse resultado coloca Botucatu na parte mais baixa do ranking nacional e muito abaixo da média brasileira, que foi de 46,07 pontos, neste componente.

O IPS avalia não apenas renda ou crescimento econômico, mas a capacidade real dos municípios de garantir direitos, inclusão, segurança e oportunidades à população.

Inclusão social: onde Botucatu falha

O componente Inclusão Social integra a dimensão Oportunidades do IPS e analisa indicadores diretamente ligados à equidade, representatividade e proteção social.

No caso de Botucatu, os dados revelam fragilidades estruturais importantes:

1. Paridade de gênero na Câmara Municipal, evidenciando baixa representatividade de gênero no poder político local;
2. Paridade de negros na Câmara Municipal é classificada como relativamente fraca, evidenciando baixa representatividade racial no poder político local;
3. Indicadores de violência contra mulheres apresentam desempenho relativamente fraco, apontando taxas elevadas de ocorrências;
4. Violência contra a população negra e a violência contra povos indígenas aparecem como relativamente neutras, mas ainda distantes de um cenário considerado satisfatório.

O conjunto desses fatores contribui para a pontuação final extremamente baixa no ranking nacional.

Comparação com municípios semelhantes

O IPS Brasil agrupa municípios com faixa de PIB per capita semelhante para permitir comparações mais justas.

Nesse grupo de cidades com renda per capita de 55 a 56 mil, da qual Botucatu faz parte, a situação é ainda mais alarmante. Das 11 cidades, do Estado de São Paulo, que compõem esse grupo, Botucatu fica em último lugar em Inclusão Social.

Esse grupo inclui as seguintes cidades:

1. Aparecida d’Oeste: 96,20;
2. Mesópolis: 85,26;
3. Cafelândia: 63,15;
4. São José do Rio Pardo: 54,68;
5. Morungaba: 54,26;
6. Ubarana: 51,82;
7. Guararapes: 50,31;
8. Pirapozinho: 47,24;
9. Aguaí: 37,95;
10. Anhembi: 36,41
11. Botucatu: 36,15

Esse desempenho de Botucatu sinaliza que o problema não pode ser atribuído apenas a questões econômicas.

Em relação a cidades paulistas com população entre 150 a 200 mil habitantes, Botucatu continua entre as piores. Nesse grupo estão:

– Mogi Guaçu: 52,54;
– Itapecirica da Serra: 50,5;
– Franco da Rocha: 48,90;
– Santana do Parnaíba: 48,08;
– Ferraz de Vasconcelos: 46,75;
– Bragança Paulista: 42,23;
– Francisco Morato: 42,03;
– Pindamonhangaba: 40,27;
– Botucatu: 36,15

Botucatu aparece entre os piores desempenhos, mostrando que o problema também não pode ser atribuído a quantidade populacional, ficando a frente apenas de Itapetininga: 32,84; São Caetano do Sul: 28,58; Itu: 28,32 e Atibaia: 26,82.

Comparação com outras cidades da Região

Botucatu ocupa posição abaixo de outras cidades da região, tais como:

– Paranapanema: 84,61
– Areiópolis: 64,24
– Barra Bonita: 57,41
– Pardinho: 54,99
– Bofete: 51,92
– São Manuel: 50,58
– Itatinga: 49,39
– Pratânia: 40,14
– Bauru: 38,70
– Anhembi: 36,41
– Conchas: 30,83
– Avaré: 30,19
– Jaú: 27,89

Contraste com outros indicadores

O desempenho negativo, em inclusão social, contrasta com resultados mais positivos em outros componentes avaliados pelo IPS.

O município apresenta indicadores relativamente fortes em Acesso à Educação Superior, como proporção de trabalhadores com ensino superior e desempenho médio no Enem.

Ainda assim, os dados mostram que esse avanço educacional não têm se convertido em inclusão social efetiva, sobretudo para mulheres, negros e populações vulneráveis.

O que o ranking revela

Mais do que uma posição numérica, o 5.342º lugar expõe um alerta sobre a incapacidade das políticas públicas locais de enfrentar desigualdades estruturais.

O IPS Brasil 2025 evidencia que crescimento econômico, oferta de ensino superior ou infraestrutura urbana não são suficientes quando não há ações consistentes voltadas à proteção social, equidade de gênero e racial, segurança pública e representatividade política.

Em um ranking que avalia todos os municípios brasileiros, Botucatu passa a integrar o grupo das cidades que mais falham em garantir inclusão social, reforçando a necessidade de revisão profunda das prioridades e estratégias da gestão pública municipal.

O IPS é uma ferramenta essencial para as cidades brasileiras, porque permite diagnosticar desigualdades sociais, comparar municípios de forma justa e fortalecer a transparência e o controle social.

Mais do que medir crescimento econômico, o índice mostra se o desenvolvimento está, de fato, chegando às pessoas e contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com oportunidades para todos.

Não basta constuir estradas, represas, ruas e prédios, se as pessoas não tem suas vidas melhoradas.

Não basta ter obras de infraestrutura, se essas obras não atendem às necessidades de todos os moradores.

Deslizamento de terra preocupa motoristas e empresas na Castelinho

A Rede Alpha de Comunicação esteve na Rodovia João Hipólito Martins, conhecida como Castelinho, para acompanhar de perto uma situação que começa a gerar preocupação. O local, que passou por uma grande reforma nos últimos meses e integra o chamado Complexo Botucatu — obra que trouxe avanços significativos para a mobilidade urbana da cidade — já apresenta problemas estruturais visíveis.

Nas proximidades do Parque Marajoara e do Parque Tupy, é possível observar deslizamentos de terra ao longo do barranco que margeia a rodovia. A área faz divisa com o Jardim Tupy, onde também estão instaladas empresas. O barranco, com altura estimada entre 20 e 30 metros, apresenta sinais evidentes de infiltração, agravados pelas chuvas recentes registradas no município, aumentando o risco de novos deslizamentos.

Especialistas apontam que uma das medidas preventivas seria a implantação de cobertura vegetal, como o plantio de grama, para ajudar na contenção do solo e reduzir os riscos ou até a aplicação de concreto jateado. Diante da situação, a Rede Alpha chama a atenção da Prefeitura de Botucatu para que notifique, com urgência, a empresa responsável pela obra. Embora o Complexo Botucatu seja uma intervenção do Governo do Estado de São Paulo, cabe ao poder público municipal intermediar e fiscalizar a comunicação além de exigir providências imediatas, especialmente considerando a existência de uma alça de acesso que liga diretamente a região do Parque Marajoara. A adoção de medidas rápidas e enérgicas é fundamental para garantir a segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores que transitam diariamente pelo local.

Assista a Reportagem:

Ministério quer proteger crianças e adolecentes no carnaval

Carnaval é tempo de pular e brincar, mas também de assegurar o cumprimento dos direitos humanos, especialmente de crianças e adolescentes. Com isso em mente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, nesta quinta-feira (15), uma campanha nacional para conscientizar a população sobre a importância da proteção integral de meninos e meninas durante grandes eventos populares, como a folia de Momo.

Realizada anualmente, a campanha Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes, busca sensibilizar a sociedade acerca da responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, especialmente o abuso, a exploração sexual, o trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade que tendem a se intensificar em momentos de grande mobilização popular – e que podem ser denunciadas por meio do Disque 100.

“O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para meninas e meninos. A campanha busca mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos e gestores públicos para a corresponsabilidade na garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos”, explicou a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda, em nota.

Segundo o ministério, a edição da campanha deste ano consolida uma estratégia que articula comunicação pública, mobilização social, inovação tecnológica e presença institucional qualificada, reafirmando o compromisso do Estado brasileiro com o direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação cultural.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Falta de fiscalização em imóveis abandonados em botucatu trazem sérios riscos aos munícipes

Ao circular pelas ruas de Botucatu, situações recorrentes levantam um questionamento inevitável: Há, de fato, fiscalização eficiente das obras e estruturas urbanas na cidade? A dúvida ganha ainda mais peso quando se relembra o episódio que quase terminou em tragédia na Avenida Floriano Peixoto, onde parte de um prédio desabou sobre um ponto de ônibus. Mais de um ano após o ocorrido, o cenário no local continua preocupante e evidencia a ausência de providências efetivas por parte do poder público.

O endereço é conhecido da população. Trata-se de um espaço histórico da cidade, onde funcionou a antiga rodoviária de Botucatu e, posteriormente, estabelecimentos comerciais como uma casa de shows entre outros. Após o desmoronamento da parte superior do prédio, causado principalmente pela deterioração da estrutura e agravado pelas chuvas, esperava-se o isolamento da área e uma solução definitiva. No entanto, o que se viu foi a reinstalação do ponto de ônibus a poucos metros do local do acidente, justamente ao lado de outra estrutura igualmente comprometida, que também apresenta sinais claros de colapso.

Imagens aéreas e registros feitos no local mostram que o imóvel segue em condições precárias, com partes já cedendo recentemente. Mesmo assim, usuários do transporte coletivo aguardam diariamente o ônibus sob uma estrutura que representa risco iminente. Em um dos episódios, uma senhora chegou a se ferir no local. A pergunta que fica é até quando situações como essa serão toleradas: quantos acidentes, ou quantas vítimas fatais, serão necessárias para que providências concretas sejam tomadas?

A população cobra o mínimo: fiscalização rigorosa, isolamento imediato de áreas de risco e responsabilidade na tomada de decisões. O poder público não pode agir apenas após tragédias consumadas. Secretários, fiscais e gestores municipais têm a obrigação de zelar pela segurança da população, função para a qual são remunerados com recursos provenientes dos impostos pagos pelos próprios munícipes.

Botucatu pede socorro. Pede fiscalização, planejamento e respeito à vida. Um ato cotidiano, como aguardar um ônibus, não pode se transformar em um risco de morte. Cabe à população exigir seus direitos e ao poder público lembrar que sua função é servir, proteger e trabalhar em favor de quem sustenta a máquina pública: o cidadão.