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Tarcísio dá poder de investigação à PM e batalhão vai suprir delegacia

Com o argumento de desafogar as delegacias, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) deu início a um conjunto de ações para que agentes da Polícia Militar (PM) exerçam atividades de investigação no estado.

As medidas constam em uma ordem preparatória, à qual o Metrópoles teve acesso, para implementar o Termo Circunstanciado Policial Militar (TC/PM), um tipo de registro feito para ocorrências consideradas de “menor potencial ofensivo”. Atualmente, esses casos são conduzidos pela Polícia Civil em São Paulo.

O documento é assinado pelo atual subcomandante da PM, coronel José Augusto Coutinho, número 2 da corporação e ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da Polícia Militar.

Nele, a gestão Tarcísio prevê, ainda, reforma em batalhões e um rápido treinamento de soldados, cabos e outros agentes para lidar com assuntos da legislação criminal.

As ações preparatórias já começaram neste mês e há expectativa de que estejam implementadas até o fim deste ano. Na prática, o TC/PM vai permitir que agentes da corporação paulista realizem diligências, como requisitar exames e apreender provas.

Segundo juristas, a medida abre margem para que a PM faça até oitiva de testemunhas. A implementação repercutiu negativamente entre integrantes da Polícia Civil. Para a classe, o ato representa “usurpação das suas funções”.

Termo Circunstanciado

O Termo Circunstanciado (TC) é lavrado em casos de contravenção penal ou de crimes com pena máxima de até dois anos de detenção. Com julgamentos mais rápidos, esses casos tramitam em juizados especiais.

A lista de delitos registrados em TCs inclui lesão corporal, posse de droga, esbulho possessório (invasão de propriedade) ou desobediência – cenário em que, alertam os juristas, a PM poderia figurar simultaneamente como “vítima” e “investigadora”.

Pela dinâmica descrita na ordem preparatória, o TC será registrado em um formulário eletrônico por um policial militar que está na rua e depois revisado por um agente graduado no batalhão.

Em seguida, o registro deve ser assinado pelo oficial responsável ou comandante da companhia antes de remetê-lo para o juizado.

Mesmo com o rito mais simples no Judiciário, integrantes do Tribunal de Justiça (TJSP) ou do Ministério Público de São Paulo (MPSP) podem solicitar novas informações antes de tomar uma decisão sobre uma dessas ocorrências. Nesse caso, os procedimentos seriam conduzidos pela PM.

Diligências

A PM prevê, no documento, que os batalhões sejam preparados, ainda neste ano, para “cumprir as diligências requisitadas” e “zelar pelo material apreendido”. Atualmente, essas atribuições são exclusivas da Polícia Civil.

Para isso, a ordem preparatória estabelece que toda companhia da PM crie um “Compartimento de Apreensões”, com no mínimo 40 m², para armazenar provas daquela ocorrência, como droga ou arma, até o fim de novembro deste ano. O valor do investimento não foi informado pelo governo.

A ordem não cita ou descreve o protocolo para realização de eventuais oitivas de testemunhas ou interrogatórios – caso em que, pela legislação brasileira, o suspeito tem direito de ser acompanhado por advogado.

Por ser tratar de um procedimento conduzido pela corporação, juristas analisam que esses atos devem acontecer dentro do batalhão. Todos os militares precisam estar preparados para cumprir o devido rito legal, sob pena de qualquer eventual punição ao infrator ser anulada pela Justiça mais tarde.

O texto da PM destaca que as ações têm respaldo em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Também afirma já ter feito reuniões conjuntas com o TJSP, “visando à preparação de Termo de Cooperação”, para discutir o funcionamento do TC/PM e as eventuais comunicações entre as instituições.

Risco

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo (Sindpesp), a delegada Jacqueline Valadares diz que a implementação do TC/PM pode representar “riscos para população” e tem sido recebida com maus olhos por integrantes da Polícia Civil.

Recentemente, a ausência da Civil em megaoperações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) também provocou revolta entre delegados.

“A partir do momento que Secretaria da Segurança Pública distribui para a PM funções que são da Polícia Civil, como realizar o Termo Circunstanciado, isso acirra uma disputa entre as corporações”, diz Jacqueline. “Cada uma tem sua função. Se a PM está registrando essas ocorrências, quem vai fazer o patrulhamento da rua? Quem vai atender as ligações do 190?”, completa a delegada.

Jacqueline contesta, ainda, a prerrogativa de soldados, cabos e outros policiais militares para definir o que seria um crime de menor potencial ofensivo e então lavrar um TC/PM.

“Uma pessoa ferida, por exemplo, pode ter sido vítima de uma lesão corporal [passível de Termo Circunstanciado] ou de uma tentativa de homicídio [Boletim de Ocorrência]. O delegado é a autoridade que está preparada, a partir da sua formação jurídica, para definir o tipo penal. Se essa ocorrência deixar de ser apresentada na delegacia, há um prejuízo para toda a sociedade”, diz Jacqueline – para se tornar delegado é preciso ser formado em direito.

“Celeridade”

Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), chefiada por Guilherme Derrite, que é capitão da reserva da PM, confirma que a Polícia Militar tem “adotado as medidas administrativas necessárias para eventuais adequações institucionais a elaboração do Termo Circunstanciado”.

“A medida tem como objetivo dar mais celeridade ao atendimento ao cidadão, otimizar recursos e garantir condições à Polícia Civil para o fortalecimento das investigações de crimes de maior potencial ofensivo”, diz a pasta.

Com base em decisões do STF, a SSP afirma que “a lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) não é atribuição exclusiva da Polícia Judiciária” – ou seja, da Polícia Civil.

“Trata-se de um procedimento administrativo para o registro de crimes de menor potencial ofensivo, que tenham pena máxima de até dois anos ou contravenções penais”, diz. “A medida é autorizada pelo TJSP e já é adotada em 17 estados brasileiros.”

Fonte: Metrópoles

Foto: Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo

Prefeitura de Botucatu alerta para golpe sobre cartão do SUS

A Prefeitura de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que não está telefonando para os usuários das Unidades de Saúde solicitando dados do cartão SUS para atualização e posteriormente buscar o novo cartão nos Postos de Saúde.

Caso necessite de atualização do Cartão SUS, o usuário deve procurar a Unidade de Saúde do seu bairro, do qual faz parte.

Não repassem seus dados. É golpe!

Prefeitura Municipal de Botucatu

Bauru: Acidente com animal na pista deixa mais um motorista ferido

Um novo acidente com animal na pista foi registrado em Bauru pelo Policiamento Rodoviário, no início da madrugada desta quinta-feira (18), no quilômetro 229 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), na altura do viaduto Tangarás-Manchester. A ocorrência envolveu dois automóveis, um Onix e um Virtus, e provocou ferimentos em um homem, que foi levado ao Pronto-Socorro Central (PSC). Já o animal atropelado morreu na hora. Era por volta da 1h30.

O acidente aconteceu sentido Bauru-Pederneiras, segundo a corporação, que por enquanto não tem como precisar em qual carro estava a vítima. Uma equipe da concessionária Eixo-SP, responsável pelo o trecho, recolheu o corpo do animal.

Por conta de um acidente semelhante, o morador de Piratininga Fernando de Sousa Faria, 45 anos, morreu no último sábado (13), após permanecer internado por 16 dias. Em 28 de março, ele colheu dois cavalos no quilômetro 242 da rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó (SP-225), a Bauru-Piratininga, próximo ao trevo do condomínio Lago Sul, em Bauru.

A Lei

A criação de animais em perímetro urbano, conforme o JCNET noticiou diversas vezes, é proibida por lei municipal de 2018. Ao transitarem livremente, eles também podem provocar acidentes de trânsito.

Segundo o regramento, nestes casos, responsáveis por equinos, bovinos, caprinos, suínos e ovinos estão sujeitos à multa, assim como devem pagar taxa (com acréscimo de IPCA) pelos serviços de remoção e registro. O tutor do animal levado ao CCZ também deverá arcar com a diária, limitada a cinco dias. O telefone do Centro é o 14 3103-8050.

Fonte: JCNET

Combater o etarismo é uma tarefa de todos

É um prazer ver a atriz Arlete Salles em cena. No papel das gêmeas Frida e Catarina, duas mulheres com personalidades completamente distintas, a protagonista da novela da Globo não esbanja apenas talento e carisma na televisão. Aos 85 anos e em plena forma, ela também vem conseguindo demolir estereótipos e preconceitos que costumam ser associados à velhice.
      Cunhado no final dos anos 1960 nos Estados Unidos, o termo etarismo (ou idadismo) só recentemente se tornou mais conhecido no Brasil. Não é de hoje, porém, que idosos e idosas sofrem as duras consequências da discriminação.
      De acordo com a segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil, realizada em 2020 pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo, nada menos que 81% das pessoas com mais de 60 anos concordam que existe preconceito contra o idoso no Brasil –um percentual praticamente idêntico ao registrado na primeira edição do levantamento (80%), de 2006. Mais grave: 18% afirmaram terem sido discriminados ou maltratados em um serviço de saúde; e 19% declararam terem sofrido algum tipo de violência física ou verbal.
      Chama atenção ainda que a percepção dos idosos sobre como os mais jovens os enxergam seja majoritariamente negativa (75%). Entre as principais citações espontâneas estão referências à “incapacidade”, como “não servem para nada” ou são “um incômodo”; em seguida aparecem menções a “desprezo” e “desrespeito”.
      Na visão do professor Egídio Dórea, coordenador do programa USP 60+ e especialista no tema, o etarismo constitui o mais universal e frequente dos preconceitos, porque não depende de cor, nacionalidade, renda, orientação sexual ou religião. De tão arraigado na sociedade, ele se reproduz até no nível das leis.
      Foi só no início deste ano que o Supremo Tribunal Federal, de forma unânime, tornou possível aos maiores de 70 anos escolher o regime de bens a ser aplicado no casamento ou na união estável. Até então, pelo Código Civil, eles só tinham direito de se casar no regime de separação de bens –uma forma nada sutil de, sob o pretexto de proteger os eventuais herdeiros, determinar que essas pessoas são incapazes de fazer as próprias escolhas. Não à toa a ministra Cármen Lúcia afirmou, durante o julgamento, que o dispositivo apresentava “presunção de etarismo”.
      Muitas vezes tratado como simples brincadeira –o que definitivamente não é–, essa discriminação por idade pode acarretar consequências graves para a saúde e o bem-estar dos idosos. Está associada, por exemplo, à redução da expectativa de vida e ao desenvolvimento de depressão, doenças cardiovasculares e problemas cognitivos. Ele também aumenta o isolamento social e o sentimento de desamparo dos mais velhos – condições que tendem a desencadear problemas de saúde–, restringe sua capacidade de expressar a própria sexualidade e aumenta o risco de violência e abusos.
      Por fim, ele também contribui para a pobreza e a insegurança financeira dos idosos, uma vez que muitos terminam excluídos do mercado de trabalho.
      Uma pesquisa realizada em 2022 pela consultoria Ernst & Young e pela agência Maturi com quase 200 empresas de 13 setores fez uma radiografia do mercado de trabalho brasileiro para pessoas com mais de 50 anos –e os resultados são pouco alentadores.
      Dois terços das companhias entrevistadas possuem menos de 10% de funcionários nessa faixa de idade, e quase um terço delas contam com menos de 5%.
      Além disso, 78% das organizações ouvidas afirmam que o mercado em geral é etarista, criando barreiras para a contratação de trabalhadores maiores de 50 anos. Apesar dessa percepção, conclui o estudo, o discurso sobre a importância do tema se choca com a ausência de ações concretas: 80% das empresas respondentes não possuem políticas específicas e intencionais de combate à discriminação etária em seus processos seletivos.
      Mais preocupante ainda: falta uma visão clara por parte delas sobre como deixarem de ser discriminatórias. As ideias para enfrentar o problema costumam ser genéricas e pouco inovadoras, tocando apenas a sua superfície. Dado o rápido envelhecimento da força de trabalho nacional, mudar essa realidade se afigura urgente. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que, em 2040, quase 60% dos trabalhadores terão mais de 45 anos.
      A mudança de mentalidade, claro, não cabe apenas ao mercado de trabalho. Respeitar e valorizar a velhice é uma tarefa de todos. A transição demográfica em curso no país fará com que, em poucas décadas, nos tornemos um país de adultos e idosos. Segundo o IBGE, cerca de um terço da população terá mais de 60 anos em 2060.
      Como a presença da octogenária Arlete Salles nos ensina, a velhice é uma conquista, e um idoso saudável e ativo é um bônus –e não um ônus– para a sociedade.
Colunista Dimas Ramalho: Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Foto: Reprodução Rede Globo

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (18) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o benefício sobe para R$ 680,90. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,89 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,19 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Cadastro

Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 130 mil de famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 120 mil famílias foram incluídas no programa neste mês. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Regra de proteção

Cerca de 2,68 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 370,87.

 

Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Abril 2024 Arte Agência Brasil
Arte Agência Brasil
Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quarta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 2. O valor foi mantido em R$ 102, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 5,8 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Fonte: Agência Brasil

Instituto Jatobás celebra cultura dos povos originários na Biblioteca Pública

Pardinho, abril de 2024 – Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, administrado pelo Instituto Jatobás, celebra durante o mês de abril o Dia dos Povos Originários, com programação especial na Biblioteca Pública de Pardinho, que terá atividades focadas na cultura indígena, com roda de leitura, contação de histórias e exposição literária.

Durante todo o mês, acontece a Mostra de Livros e Varal “Herança dos Povos Originários”, com mais de 30 obras que abordam a rica herança cultural, incluindo saberes, mitos, lendas e medicina ameríndia. O espaço vai exibir mais de uma dezena de livros do escritor e educador indígena Daniel Munduruku, que dedica a sua literatura ao público infanto-juvenil, remontando a tradição oral dos povos originários, através de fábulas, contos e mitos de criação. Entre os livros escolhidos para compor a Mostra, estão as premiadas obras Meu Vô Apolinário: Um Mergulho no Rio de Minha Memória (2009) e Coisas de índio (2003).

O livro “Os olhos do jaguar”, do escritor, professor e líder indígena Yaguarê Yamã, autor de mais de 30 histórias infantis, estará também na mostra. A obra traz um pouco da tradição do povo Maraguá, cujas histórias são contadas para as crianças pelos malylis, que são os pajés, dentro da mirixawaruka, a casa de conselho. “A lenda do guaraná: mito dos índios sateré-maué” e “A linguagem dos pássaros: mito dos índios Kamairá”, da escritora, ilustradora e ganhadora do Prêmio Jabuti por três vezes, Ciça Fittipaldi, igualmente marcam presença na Mostra. Estas obras que refletem a pesquisa e dedicação a culturas indígenas pela a autora.

Em 19 de abril, dia oficial da celebração da data, a atriz Gabriela Hess fará a narração dos mitos “O Sol e a Lua”, a história de um amor proibido entre um homem e uma mulher indígenas de aldeias diferentes, transformados em astros pelo pajé. Contará, em seguida, a lenda do povo carajás, “Tainá Can, estrela d’alva”, entidade indígena representada por uma estrela, levando o público a uma viagem pelas histórias dos povos originários. O evento se destina a pessoas de todas as idades e começa às 8h30.

Seguindo nessa temática, no dia 26, das 16h às 17h, em sua reunião mensal, o Clube de Leitura irá discutir o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, líder dos povos originários, ambientalista e escritor que há poucos dias assumiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se o primeiro indígena a ocupar uma cadeira nesse instituto literário. O bate-papo discutirá sustentabilidade, cultura e vida e será mediado por Dhara Rodrigues, de ascendência negra e indígena, que traz uma visão sob lentes contra-coloniais. Nesse livro, Krenak critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, sendo essa a origem do caos socioambiental da atualidade. A atividade é destinada para maiores de 16 anos.

Confira a programação da Biblioteca Pública de Pardinho (todas as atividades são gratuitas):

Mostra de livros e Varal “Herança dos povos originários”

Durante todo o mês de abril

Narração de Histórias com Gabriela Hess

19 de Abril | Sexta-feira | às 8h30

Clube de Leitura: “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak

26 de Abril | Sexta-feira | das 16h00 às 17h00

Mediação: Dhara Rodrigues (ela/elu) é piauiense, de ascendência negra e indígena, e vê as paisagens sob lentes contra-coloniais como um grande livro de memórias visuais, físicas, sensitivas e afetivas. Atua em pesquisas arqueológicas no interior do estado de São Paulo, desenvolve ações educativas, intermediações e guianças que envolvam o diálogo entre a Geociências e Arqueologia da Paisagem em pontos de interesse geológico e geomorfológico da região de Botucatu.

Funcionamento:

Centro Max Feffer:

De terça a sexta-feira, das 8h00 às 18h00. Aos sábados, das 8h00 às 17h00.

Domingos e feriados, abertura de acordo com a programação.

Local: Praça Ademir Rocha da Silva, sn, Pardinho – SP.

Para mais informações sobre atividades e acesso ao equipamento via WhatsApp: (14) 99879-2760.

Instituto Jatobás

O Instituto Jatobás é uma organização da sociedade civil que, há 18 anos, trabalha comprometida com acesso à cultura, educação e inclusão produtiva. Está presente em dois territórios distintos, mas com desafios comuns: a cidade de Pardinho, no interior de São Paulo, e a região da Água Espraiada, na Zona Sul da capital.

Agência Lema

Leandro Matulja / Leticia Zioni / Guilherme Maia

Informações para a imprensa

Ana Cláudia Luiz

anaclaudia@agencialema܂com܂br

Ihanna Barbosa (11) 98109-7296

Ihanna@agencialema܂com܂br

Ana Luiza Pêgo

ana܂pego@agencialema܂com܂br

Foto: Eduarda Santos – Acervo do Instituto Jatobás

Santa Cruz do Rio Pardo: Caminhoneiro morre após colisão traseira na Castello

O motorista de um caminhão morreu em um acidente na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Santa Cruz do Rio Pardo, na terça-feira (16).

Segundo a Polícia Rodoviária, Aleilton Ribeiro Meireles, de 36 anos, viajava sentido capital – interior quando bateu na traseira de outro caminhão carregado com uma carga de grama, que seguia na mesma via.

A cabine do veículo ficou destruída e o motorista morreu no local. O motorista do caminhão atingido não ficou ferido

A rodovia precisou ser interditada por cerca de duas horas para limpeza e remoção dos veículos e a Polícia Civil investiga as causas do acidente

Fonte: G1

Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas amplia horário de atendimento

Com o objetivo de zerar a fila de espera, o Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) ampliou seu horário de atendimento. Desde janeiro, a unidade está com o expediente fixado de segunda a sexta-feira das 5h às 24h; antes, era das 8h às 21h.

De acordo com o médico responsável pelo Serviço, Batista de Oliveira Júnior, a medida foi implementada em virtude do período (quatro meses) que os pacientes diagnosticados com câncer tinham que enfrentar até chegar a Unidade.

Em janeiro, havia 70 pessoas que aguardavam para iniciar o tratamento radioterápico e, neste mês de abril, o número chega a 26. Estes pacientes são chamados em até quatro semanas para realização das sessões de radioterapia, após a consulta ambulatorial.

Dinâmica de atendimentos

Com a ampliação do horário, os pacientes de cidades da região e vinculados ao Departamento Regional de Saúde (DRS-VI) são inseridos nas sessões ao longo do dia e àqueles de Botucatu ou que estão hospedados nas Casas de Apoio são direcionados para o período noturno ou nas primeiras horas da manhã.

“O paciente é o maior beneficiário. Houve uma compreensão da Superintendência do HC que a medida era importante e deu certo”, frisa o médico Batista de Oliveira Júnior.

No fim de 2022, antes da ampliação do horário, aproximadamente 70 pacientes eram atendidos diariamente pelo Serviço de Radioterapia. Atualmente são mais de 90 pessoas que recebem atendimento.

Encaminhamentos

As pessoas que necessitam de sessões de radioterapia chegam até o Serviço por encaminhamento das consultas ambulatoriais realizadas no próprio HCFMB.

“Abrir mais vagas para pacientes com tratamento oncológico de radioterapia no HCFMB tem um impacto significativo. Para o Hospital, significa um olhar humanizado que estabelece uma conexão com os pacientes e para os pacientes possibilita um acesso mais rápido ao tratamento, redução do tempo de espera e potencialmente melhores resultados no tratamento do câncer”, explica o médico Alessandro Lia Mondelli, Gerente de Exames Diagnósticos e Terapêuticos do HCFMB.

Acelerador Linear (imagem ilustrativa)

JORNAL HCFMB