Economia

Reforma Tributária: Aprovado com urgência texto que regulamenta detalhes sobre impostos

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), a regulamentação do texto da Reforma Tributária. O novo relatório do projeto de regulamentação propõe alíquota reduzida em 60% para todos os medicamentos.

A versão anterior do texto estabelecia uma lista de 850 remédios que tinham direito à redução. A mudança foi anunciada pelo relator, deputado federal Reginaldo Lopes (PT – MG). Além de medicamentos, a proposta também incluiu itens de higiene menstrual na lista da alíquota zerada.

Fonte: BandNews

Imagem Ilustrativa

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do gás de cozinha

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que aumentará em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina a partir desta terça-feira (9). Com o reajuste, de 7,12%, o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,01 por litro.

O impacto no preço da gasolina vendida ao consumidor final, que tem 27% de etanol em sua composição, deverá ser de R$ 0,15 por litro. No entanto, o valor cobrado pelos postos de combustível depende de cada varejista, uma vez que ainda são incluídos no valor as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

Segundo a Petrobras, esse é o primeiro reajuste da gasolina neste ano. A última vez que a estatal havia modificado o preço do produto havia sido em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento ocorreu em 16 de agosto daquele ano (16%).

GLP

A Petrobras também anunciou aumento do preço do gás de cozinha (GLP), que subirá R$ 3,10 por botijão de 13h kg (9,81%) e passará a custar R$ 34,70. O último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Paulo Liebert

Tribunal de Contas do Estado alerta cidades sobre descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) emitiu um alerta de que 82% das cidades paulistas, ou seja, 529 dos 644 municípios, correm risco de não cumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por estarem com arrecadação abaixo do previsto ou apresentarem indícios de comprometimento da gestão orçamentária.

Mais de 80 dessas cidades são do centro-oeste paulista, entre elas Bauru, Botucatu, Marília e Ourinhos (SP). A fiscalização foi feita com base nas contas do primeiro bimestre de 2024. A análise final do TCE ocorre ao fim de cada ano.
Até lá, os apontamentos dos alertas podem ser corrigidos sem que ocorram penalizações. Em todo o estado, os municípios receberam algum tipo de alerta por um dos três motivos:
  • Risco de estarem com baixa arrecadação;
  • Efetuarem gastos excessivos com pessoal;
  • Ou apresentarem um quadro com indícios de comprometimento da gestão orçamentária.

José Paulo Nardoni, diretor do TCE de Bauru, explica que os alertas do órgãos têm o intuito de orientar os gestores para auxiliar as prefeituras, que ainda podem reorganizar a situação no decorrer do ano. Caso não façam, as contas podem ser rejeitadas pelas Câmaras de Vereadores e pelo próprio Tribunal de Contas do Estado.

“A emissão de alertas eu faria uma leitura de que é uma contribuição. O Tribunal está contribuindo com a transparência e controle social, já que todos nós cidadãos somos os financiadores do poder público. Em face disso, o pior dos problemas é quando não há o envio das informações por parte das prefeituras”, comenta.

Segundo o TCE, as prefeituras que não enviarem o balancete respondem por improbidade administrativa e crime de responsabilidade, “ficando o responsável sujeito a diversas penas, inclusive ao pagamento de multa”.

O que dizem as Prefeituras?

Parte das prefeituras afirmou à TV TEM que, apesar do alerta do TCE, estão com as contas em dia e dentro das exigências. Outras informaram que farão correções na gestão orçamentária, se houver necessidade.

Todas garantiram que vão cumprir a lei de responsabilidade fiscal. Veja, abaixo, o posicionamento de algumas delas:

Bauru

A Prefeitura de Bauru informou que está com todas as suas contas em dia e devidamente aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que a execução orçamentária do município neste ano está ocorrendo dentro do previsto.

Ressaltou, ainda, que as despesas com pessoal estão dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e que os alertas do TCE são pontuais e periódicos, uma vez que no início do ano a arrecadação supera os gastos, mas ao longo dos meses as despesas são computadas e a situação é equacionada.

Marília

A prefeitura de Marília informou que todos os alertas estão sendo apurados pela auditoria e corregedoria para as devidas correções.

Botucatu

Segundo a Prefeitura de Botucatu, “como o nome já diz, são alertas feitos pelo Tribunal de Contas”, que acontecem de forma corriqueira para adequação orçamentária. Esses alertas são uma forma de acompanhar a estimativa de despesas feitas no início do ano (empenhos emitidos) e a arrecadação mês a mês, até o fechamento do ano.

Fonte: G1

Pedágios sofrem reajuste anual a partir de segunda-feira; veja os novos valores na região

A tarifa dos pedágios das estradas de São Paulo sofrerá um aumento de até 4,4% a partir de segunda-feira (1º), incluindo praças que ficam em rodovias que cortam cidades das regiões de Botucatu.
A medida foi definida pela Agência Reguladora de Transportes de São Paulo (Artesp) e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (27).

Segundo o órgão, o reajuste ocorre por causa da recomposição inflacionária nos últimos 12 meses (de junho de 2023 a maio deste ano).
Os preços estão baseados no Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM) e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com cada contrato.

Veja a seguir a tabela com os novos valores de algumas das rodovias na região de Botucatu. A lista completa está no Diário Oficial de SP.

Rodovia Marechal Rondon, SP-300
Botucatu – km 259
Categoria Tarifa
Passeio/utilitário É R$ 7,00 vai para R$ 7,30
Motos É R$ 3,50 vai para R$ 3,65
Comercial por eixo

Oferta pública da Sabesp é aberta; operação deve ser concluída até 22 de julho

Sabesp publicou nesta sexta-feira, (21), após o fechamento do mercado, o prospecto da oferta pública de ações. Com isto, inicia-se o período de venda das ações da empresa para o mercado, etapa final da desestatização da companhia.

Concluímos hoje mais uma importante etapa deste processo, que está sendo conduzido com muita responsabilidade e transparência. Desde o início, temos seguido nossas premissas, com o objetivo de aprimorar e universalizar o saneamento no estado de São Paulo,” afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Na próxima semana, entre os dias 24 e 28 de junho, os investidores profissionais que se credenciaram na B3 até o último dia 17 poderão apresentar suas propostas de preço por 15% das ações da companhia. Os dois investidores de referência selecionados serão anunciados no dia 28, após o fechamento do mercado.

O bookbuilding terá início em 1 de julho, e vai até 15 de julho, e nele serão oferecidos cerca de 17% das ações da Sabesp. Neste período, os investidores aptos a operar no mercado de ações, inclusive pessoas físicas, poderão apresentar ordens nos dois books abertos, por meio de suas corretoras.

Se um investidor de referência tiver o melhor preço no livro de mercado mas estiver gerando menor retorno financeiro ao Estado, esse poderá recorrer ao right to match e cobrir o valor da oferta do concorrente, vencendo a disputa.

O investidor de referência selecionado será divulgado no dia 15 de julho. Na sequência, em 18 de julho será fechado o preço final da oferta pública. A liquidação e o encerramento serão em 22 de julho.

“Uma etapa muito importante que a gente passou agora, que a gente vai começar também esse processo de book building e uma satisfação grande de ver um processo muito bem construído, muito robusto, com premissas que desde o início a gente colocou e a gente vem seguindo no sentido de melhorar o saneamento no estado de São Paulo, de levar investimento para áreas onde a gente não tem hoje chamadas áreas atendíveis e aí se envolve muitas pessoas vulneráveis que. Hoje não tem nem acesso a água. A gente está falando de, de fato, levar água, levar esgoto para áreas rurais, para áreas informais consolidadas, ou passíveis de regularização, de despoluição do Tietê, de fato, de despoluição de mananciais, que é um sonho para o paulista, para o paulistano. E isso através desse processo que, de novo, desde o início a gente vem conduzindo com muita responsabilidade, com muito diálogo, isso é importante, com muita transparência e de uma forma com que a gente agregue a sociedade, a sociedade civil, os municípios, o Estado, os investidores, sempre com essa perspectiva de aprimoramento”, explicou a secretária.

A oferta pública de ações da Sabesp está sendo conduzida pelos bancos coordenadores: BTG Pactual, Bank of America, Citi, UBS e Itaú BBA. Não há oferta primária, o que significa que apenas ações que hoje são do Governo de São Paulo estão sendo ofertadas.

Roadshow internacional

O Governo de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (24), em Nova Iorque (EUA), a terceira missão internacional do ano, que prevê agendas também na Europa. Liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, a comitiva paulista participa de uma série de encontros com executivos de grupos e fundos globais de investimentos para apresentar o modelo da oferta pública de ações da Sabesp e as próximas etapas do processo de desestatização.

Fonte: https://semil.sp.gov.br/2024/06/oferta-publica-da-sabesp-e-aberta/

 

Quanto pode render o novo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu mudanças no cálculo do Fundo de Garantia em votação concluída na última quarta-feira (12). Assim, surge um novo FGTS. E uma nova remuneração também.

Nesse sentido, o IPCA passa a ser adicionado ao valor depositado por trabalhadores e empresas. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, principal indicador de inflação do país.

Mas isso só acontecerá quando a TR+3% ficar inferior ao índice. TR é a chamada Taxa Referencial.

“Essa decisão representa um avanço significativo na proteção dos direitos dos trabalhadores, garantindo que o FGTS renda, no mínimo, o equivalente à inflação, preservando de maneira mais eficiente o poder de compra dos saldos”, avalia Marcos Piellusch, professor da FIA Business School.

Quando começa a valer a nova forma de correção do FGTS?

A nova forma de correção do FGTS, que garante ao menos a inflação como índice de correção, começa a valer para novos depósitos a partir de 2025.

Além disso, ficou definido que a correção “não retroagirá para os depósitos realizados no passado”, acrescenta Henrique Soares Melo, do NHM Advogados.

Assim, a remuneração do valor contido no FGTS até 2025 não será alterada. “Em princípio permanece sendo remunerada pela TR (taxa referencial) + 3%”, explica Melo.

Correção é pela variação mensal ou anual?

Não há consenso entre os especialistas consultados pela Inteligência Financeira. Assim, não há certeza sobre se o indicador aplicado será mensal ou anual. Isso pode ser um problema para aplicação do cálculo do novo FGTS.

Inclusive, segundo Melo, esse ponto poderá ser contestado pelo governo para a não aplicação da nova regra.

Como vou saber quais contribuições serão corrigidas pela poupança?

O extrato do FGTS conterá as contribuições corrigidas pela nova regra e as contribuições antigas. Ele ficará disponível no aplicativo, site e agências da Caixa Econômica Federal.

“Em suma, o extrato detalha os lançamentos mensais. Isso inclui depósitos feitos pelo empregador e ajustes anuais de correção”. A explicação é de Alberto Macedo, advogado da área Trabalhista do escritório Böing Vieites Gleich Mizrahi Rei Advogados.

Luciana Ikedo, planejadora financeira, aconselha o cidadão a acompanhar a evolução do IPCA. Assim, é possível comparar com a variação do saldo da conta FGTS.

“Uma forma simples de acompanhar a variação do IPCA é pela calculadora do cidadão“, acrescenta.

Haverá uma conta FGTS nova a partir da decisão?

As contas existentes serão ajustadas para aplicar a nova forma de correção pela inflação. A afirmação é de Piellusch.

Nesse sentido, o professor diz que “os saldos serão atualizados conforme a nova metodologia, sem necessidade de criar outras contas”.

Quanto renderá R$ 100 mil no FGTS em 1 ano a partir da nova decisão?

Em um cenário hipotético, mas próximo da relidade, o IPCA a 4% ao ano geraria rendimento de R$ 4 mil para uma conta que detenha R$ 100 mil. Isso se ficar definido que o cálculo é sobre a variação anual.

  • R$ 100.000×0,04=R$ 4.000

Portanto, ao final de um ano, o saldo corrigido seria de R$ 104 mil.

Quanto renderá R$ 10 mil no FGTS em 1 ano a partir da nova decisão?

Dessa forma, usando a mesma suposição de uma inflação de 4% ao ano, o rendimento de um saldo de R$ 10 mil seria:

  • R$ 10.000×0,04=R $400

Assim, ao final de um ano, o saldo corrigido seria de R$ 10.400.

Na Organização Internacional do Trabalho, Marinho defende taxação de grandes fortunas

Segundo o ministro, em dezembro do ano passado, o presidente Lula assinou a lei sobre a taxação de fundos exclusivos e o resultado já pode ser visto nos primeiros meses deste ano, quando o Brasil registrou a sua melhor arrecadação desde 2000. “Entendemos que é preciso mais”, afirmou Luiz Marinho.

“Temos de taxar globalmente as grandes fortunas. Sem isso, não será possível acabar com a miséria e a fome no mundo”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na manhã desta quarta-feira (12/6), durante discurso na plenária da 112ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Genebra, na Suíça.

O ministro do Trabalho e Emprego também defendeu a inclusão do Estado Palestino na Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Quero registrar a opinião e o desejo do Brasil de ver a Palestina como membro pleno da OIT.

Aplicativos – Luiz Marinho falou sobre a proposta de regularização do trabalho por aplicativos de quatro rodas, que está em análise no Congresso Nacional e deverá ser votada ainda neste ano. “A proposta visa a proteção e remuneração justas com jornada de trabalho digna para motoristas, baseada no binômio autonomia com direitos”, afirmou o ministro. Segundo ele, é necessário que as normas respondam a um mundo do trabalho em transformação.

Agenda – Nesta quinta-feira (14/6), o ministro integrará a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discursará na abertura do Fórum Inaugural da Coalizão Global pela Justiça Social. O presidente do Nepal, Ram Chandra Paudel, também fará um discurso  na cerimônia de abertura.

Fonte: Rede Brasil

Foto: Reprodução

Supremo Tribunal Federal decide que correção do FGTS deve garantir a reposição da inflação

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) que a correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve garantir, pelo menos, a reposição da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A posição aumenta a atual remuneração das contas de cada trabalhador vinculadas ao fundo. A maioria dos ministros entendeu que essa mudança deve valer daqui para frente.

A decisão será aplicada ao saldo existente na conta a partir da data de publicação da ata do julgamento, que deve ocorrer nos próximos dias.

A definição do julgamento foi feita pela proposta intermediária, apresentada pelo ministro Flávio Dino.

O voto do ministro acolheu a proposta feita pelo governo federal. Seguiram seu entendimento: Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Relator do caso, ministro Roberto Barroso, presidente do Supremo, votou para que a correção das contas fosse pelo menos igual ao rendimento da poupança. Seguiram sua posição Nunes Marques, André Mendonça e Edson Fachin.

Votaram para rejeitar a ação os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Pela decisão do STF, a remuneração das contas do FGTS, daqui para frente, deve ter um valor que garanta, no mínimo, o índice oficial da inflação.

Essa remuneração é feita pela sistemática que envolve: TR (taxa referencial) + 3% + distribuição de lucros do fundo. A partir de agora, essa remuneração deve garantir, ao menos, a reposição do IPCA.

Pela decisão do STF, nos anos em que a remuneração não alcançar o IPCA, caberá ao Conselho Curador do Fundo “determinar a forma de compensação”, conforme a sugestão.

A proposta foi apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), depois de acerto com centrais sindicais.

Hoje, a correção das contas do FGTS segue a TR + 3%. A distribuição de lucros do fundo não é obrigatória. A TR hoje tem o valor de cerca de 0,04% ao mês.

Já a poupança rende a TR acrescida de juros de cerca de 0,5% ao mês. O índice varia de acordo com ao valor da meta da taxa Selic.

Entenda

Cálculos do governo federal apresentados ao STF em outubro de 2023 apontam que equiparar a remuneração do FGTS à da poupança elevaria a despesa do orçamento da União em cerca de R$ 8,6 bilhões para um período de quatro anos.

O governo também disse que haveria aumento de até 2,75% na taxa de juros do financiamento habitacional para a faixa de renda familiar de até R$ 2 mil.

A análise do caso no STF começou em abril de 2023 .

A ação no STF sobre o FGTS foi proposta em 2014 pelo partido Solidariedade. O argumento principal é o de que a Taxa Referencial não acompanha a variação da inflação.

Por isso, o partido entende que a taxa não deveria ser usada como índice de correção monetária. O Solidariedade sugere como alternativas o IPCA-E, o INPC/IBGE ou “outro índice à escolha” da Corte, “desde que inflacionário”.

Votos

O primeiro a votar nesta quarta (12) foi o ministro Cristiano Zanin. Ele havia pedido vista (mais tempo para análise) em novembro do ano passado.

Para o magistrado, deve prevalecer no caso a jurisprudência do STF, que entende pela impossibilidade do Judiciário “afastar critério de correção monetária escolhido pelo legislador com base em razões de ordem econômica e monetária”.

“O FGTS é direito social que deve ser considerado em sua inteireza com os privilégios e limitações de sua natureza multifacetada, e não como uma espécie de investimento do trabalhador”, disse.

Conforme Zanin, não há violação a preceitos constitucionais da propriedade ou moralidade administrativa no critério da correção monetária do fundo.

Flávio Dino entendeu que a referência para correção das contas do FGTS não pode ser a do mercado financeiro, pela natureza social do fundo.

“O FGTS tem que cumprir a função social da propriedade. E isso explica critérios diferenciadas de correção que não do mercado financeiro. A referência não pode ser o mercado financeiro, porque isso teria um impacto no acesso à linha de crédito. Por que a remuneração é essa e não aquela? para viabilizar o efeito social do FGTS”, afirmou.

Segundo o ministro, o dinheiro do fundo com uma função social beneficia os mais pobres.

“No momento que você financia habitação e saneamento você está gerando emprego para os mais pobres. Por outro lado, quem são os destinatários das casas? os mais pobres”, disse.

“É exatamente pelos mais pobres, pela questão social, que não defendo a tese. Estou defendendo o modelo das centrais sindicais, que defendem os trabalhadores. E o Supremo não pode pretender substituir o entendimento feito pelas próprias centrais sindicais, que detém a legitimidade sindical. Com efeito prospectivo”.

Moraes disse que o FGTS, desde sua criação, em 1966, está “intimamente” e “umbilicalmente” ligado à questão do financiamento habitacional.

“Toda a estrutura do FGTS foi pensada, ao mesmo tempo, em como garantir o pecúlio ao trabalhador de forma individual e ao mesmo tempo aproveitar esse dinheiro para garantir ou pelo menos propiciar a casa própria, a política pública de habitação. Então qualquer que seja o posicionamento, a decisão dessa Suprema Corte, entendo que devemos analisar prós e contras em relação a essas finalidades”, declarou.

“Agora, há mais de meio século, quase 60 anos, há uma estrutura montada, há milhares de contratos assinados, e há, e esse é um reflexo importante, há milhares de empregados, trabalhadores da construção civil que dependem desses contratos e dependem da continuidade dessa política pública de financiamento à casa própria”.

Edson Fachin seguiu o voto do relator, defendendo que a correção das contas do fundo passe a ser ao menos igual à da poupança. Ele disse que os depósitos do FGTS devem ser “adequadamente corrigidos”.

“Não me parece seja possível cometer essa grave injustiça com os saldos que estão à conta dos trabalhadores brasileiros”, disse.

Para Fachin, é necessário levar em conta os diferentes cálculos que foram trazidos sobre o caso, para avaliar o impacto da decisão a ser tomada.

Fonte: CNN

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