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Defesa Civíl continua com “Alerta de Altas Temperaturas” e com a baixa umidade relativa do ar!

A Defesa Civil informa que, entre segunda-feira (25) e quarta-feira (27), uma forte massa de ar quente continuará elevando as temperaturas em todo o estado. Além do calor, há condições para fortes pancadas de chuva durante as tardes, acompanhadas por raios, rajadas de vento e queda de granizo em diversas áreas.

Com o tempo mais seco, a umidade relativa do ar (URA) cairá, atingindo valores abaixo dos 25%, exceto em faixas litorâneas.  Em caso de emergências, acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Para receber nossos alertas, instale o aplicativo ALERTASP, disponível para Android e IOS. #defesacivilsp #defesacivil

Sessão Presencial de Cinema Pontos MIS exibe o filme Minhocas, na Pinacoteca Fórum das Artes

A magia do cinema chega a Botucatu em uma emocionante sessão presencial realizada em colaboração entre a Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu e o programa Pontos MIS do Museu da Imagem e do Som. O filme escolhido para essa experiência única é “Minhocas”.

Sinopse: Júnior está na pré-adolescência. Cavando acidentalmente para fora da terra, Júnior vive uma aventura com seus novos amigos Nico e Linda e precisa voltar para casa. Porém, antes, ele precisa impedir os planos de dominação de um terrível tatu-bola.

Uma oportunidade imperdível para mergulhar no mundo cinematográfico e compartilhar essa experiência com amigos e familiares. A entrada é gratuita, então não deixe de participar!

SERVIÇO
Sessão Presencial de Cinema Pontos MIS exibe Minhocas
Direção:
 Paolo Conti e Arthur Nunes
Países de Produção: Brasil e Estados Unidos
Ano: 2013
Duração: 80 minutos
Classificação Livre
Data: 
28 de setembro (quinta-feira)
Horários: às 08h30 e às 14h
Local: Auditório da Pinacoteca Forum das Artes
– Rua General Telles, 1040, Centro
ENTRADA GRATUITA

Botucatu é destaque na 6ª edição do Ciclo de Palestras Médicas em Marília

Dando sequência nas ações voltadas para a Semana Nacional de Trânsito, Botucatu foi destaque durante a 6ª edição do Ciclo de Palestras Médicas realizado pelo Centro Universitário Eurípides de Marília com o tema SAÚDE X TRÂNSITO – Impactos e desafios nas cidades brasileiras.

O evento foi realizado na última quinta-feira, 21, no SESI de Marília e contou com a participação de representantes locais como a Superintendente do HC FAMEMA Dra. Paloma Libanio, Diretora do SESI Sra. Luciana Ventola,Sra. Daniela Biudes representando a Dirigente Regional de Ensino Sra. Ana Luiza Guimarães,  Dra. Ilce Degani representando a classe médica, Sr. Willian Buim representando a Polícia Rodoviária Federal e o Sr. Nelson Feitosa coordenador do evento.

Durante o evento o Secretário Adjunto de Assuntos de Transporte Coletivo e Trânsito de Botucatu Rodrigo Fumis apresentou diversas informações sobre o trânsito local com destaque para a redução no número de ocorrências, além de questões técnicas como a readequação dos limites de velocidade sendo elemento importante na gestão de segurança viária, os fatores críticos estabelecidos pela ONU visando evitar os sinistros viários e a educação para o trânsito como pilar fundamental para a boa convivência coletiva.

A Semana Nacional de Trânsito é prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro entre os dias 18 a 25 de setembro e neste ano tem o tema: No trânsito, escolha a vida.

Atriz Camila Menoni está no Miss São Paulo de Las Américas 2023

Camila Menoni é Atriz, Bailarina, formada em Educação Física, trabalha nos palcos e com televisão há 15 anos em São Paulo e no Rio de Janeiro. A nova candidata no concurso de Beleza Miss São Paulo de Las Américas 2023, é da cidade de Ibitinga, interior de São Paulo, trabalha como modelo profissional desde os 14 anos de idade e está lançando a sua marca de beleza, “MENONY BEAUTY”.
Para falar sobre a sua carreira, infância, da sua dedicação a defesa e proteção dos animais, que eu convidei para um bate-papo descontraído, a modelo e atriz, Menoni.

Como surgiu a sua vontade em ser modelo e atriz?
R:  Desde pequena eu sempre gostei de aparecer em câmeras e subir nos palcos e achava isso o máximo. A vontade de ser atriz surgiu da oportunidade que tive de ir para Lima no Peru, trabalhar com dança e televisão.
A partir daí entrei para cursos de teatro, tv e cinema. Trabalho como modelo desde criança, sempre amei, iniciei minha carreira como modelo profissional aos 14 anos. Esse período no exterior durou quase um ano. No Peru trabalhei na TV América, onde me apaixonei por novela, cinema e teatro. Cursei Educação Física, quando ainda era bem nova e morava no interior. No entanto, sempre gostei da dança.
–  Em 2013 retornei a São Paulo e comecei a estudar teatro. Fiz 15 anos de teatro, TV, cinema, sapateado, dança, sempre fui apaixonada por arte. Morava em São Paulo e fiquei um tempo no Rio de Janeiro estudando também.
Qual dessas atividades você mais ama?
R:   Amo mais, com certeza, atuação. Já gravei alguns curtas e filmes, participação em novela, então com certeza amo estar no palco e na frente das câmeras. Arte é vida e todos deveriam fazer.
Como foi a sua infância?
R:  Minha infância foi muito boa, muitos amigos, divertida, muitos vizinhos, crianças como eu, só recordações boas. Amava jogar bola, ficar descalça na rua, pena que nos tempos de hoje é meio complicado esta liberdade que tive devido à violência em que vivemos.

Quando e como você percebeu que tinha talento como empreendedora? Qual ou quais os segmentos nos quais você tem investido?
R:   Já trabalho com publicidade há uns 15 anos. Como percebi que vendo muito produtos de beleza para terceiros, pensei: por que não ter meu próprio negócio? Foi aí que decidi ter minha própria linha de beleza, meu nome, registrada, e do jeitinho que eu gosto.
Estou produzindo-a do zero com químico em laboratório a mais de um ano e meio para ficar do jeitinho que eu quero.
Já adianto, é mega cheirosa rs.
Você tem um projeto social. Qual é? Quais os objetivos desse projeto e desde quando ele existe?
R:  Meu projeto social tem mais de 8 anos, realizo ações sociais nesse período voltadas para a causa animal. Ajudo com adoção, resgate e com trabalhos voluntários alimentando e cuidando dos bichinhos abandonados na rua. Vale frisar, que não peço dinheiro nem ajuda, faço isso de coração mesmo.
Como está sendo participar do Miss?
R:  Sou muito grata em estar participando deste concurso e realizar um sonho de infância ao lado mulheres tão lindas.
Quais as suas redes sociais?
R: Instagram: @ca_menoni.  Trata-se da rede social que mais uso no momento.

Foto: Eddy Marchi

Crianças da periferia de São Paulo apresentam hip-hop à Infanta Elena de Borbón, membro da família real espanhola

Atual diretora de projetos da Fundación MAPFRE encerra semana de visitas ao Brasil incentivando educação de crianças e adolescentes apoiados pela Liga Solidária

Utilizar a cultura do hip-hop como ferramenta de transformação é um dos principais objetivos do programa Crianças e Adolescentes, desenvolvido pela Liga Solidária, em regiões do distrito de Raposo Tavares, em São Paulo. Foi por meio dessa arte, que a entidade resolveu, nesta quinta-feira (21), dar as boas-vindas à Infanta Elena de Borbón, irmã do atual rei Filipe VI da Espanha e diretora da Fundación MAPFRE, uma das maiores apoiadoras do projeto social.

“Com esse incentivo, conseguimos aprimorar nossos projetos internos e a implementação de políticas públicas com maior qualidade, inovação e, de fato, gerar impacto nos locais atendidos. Hoje, as crianças que participam do programa Crianças e Adolescentes têm a oportunidade de realizar atividades de hip-hop, uma iniciativa que surgiu a partir do próprio desejo delas”, afirma Priscila Rodrigues, Head de captação de recursos e Voluntariado da Liga Solidária.

Com mais de cem anos de história, a Liga Solidária iniciou suas atividades com cursos de economia doméstica voltados para mulheres. Hoje, atende todos os públicos com uma série de cursos de desenvolvimento e aprimoramento de habilidades. Ao todo, a organização impacta positivamente a vida de mais de 24 mil pessoas por meio de seus nove projetos sociais.

O programa Crianças e Adolescentes da Liga Solidária atende mais de mil crianças de seis a 15 anos durante o contraturno escolar. Seu foco principal é a formação extracurricular, oferecendo atividades socioeducativas como dança, música, esporte e aulas de robótica. Entre as principais ações estão as oficinas de hip-hop, que une a música e a dança em prol do fortalecimento da cultura local e da construção de identidades dos participantes.

De acordo com os educadores do programa, o hip-hop ajuda as crianças a pensarem, sentirem e explorarem o mundo de uma maneira particular. “É interessante observar como a educação se desenvolve com o auxílio da arte, do grafite, da literatura, do ritmo e do movimento corporal. É isso que buscamos: formação de agentes críticos e criativos, que possam se tornar grandes transformadores sociais ”, observa Fátima Lima, Representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

Sobre a Fundación MAPFRE

A Fundación MAPFRE é uma instituição sem fins lucrativos, que promove e apoia iniciativas em cinco áreas: Prevenção e Segurança Viária; Promoção da Saúde; Seguro e Previdência Social; Ação Social; e Cultura. Com sede na Espanha e presença em diversos países da Europa e América Latina, a Fundación MAPFRE completou 31 anos de atuação no Brasil em 2023, beneficiando milhões de pessoas com os diversos programas desenvolvidos em todo o país nesse período. Desde então, trabalha para melhorar a qualidade de vida das pessoas e contribuir para o progresso social, garantindo a formação do cidadão e a conscientização da sociedade.

Sobre a Liga Solidária

A Liga Solidária é uma organização centenária da sociedade civil (OSC), sem fins lucrativos. Fundada em 1923, com o nome de Liga das Senhoras Católicas de São Paulo, a Liga Solidária oferece programas socioeducativos que beneficiam, direta e indiretamente, mais de 24 mil crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de alta vulnerabilidade na capital paulista. Site: www.ligasolidaria.org.br

Botucatu terá um Guarda Civil para cada mil habitantes

O Prefeito Mário Pardini sancionou o projeto de lei que autoriza a ampliação do efetivo da Guarda Civil Municipal de Botucatu para até 150 agentes. Com isso, a Cidade passa a contar com um GCM a cada mil habitantes.

Os novos guardas irão comporto o Grupamento Escolar Comunitário, vinculado a Guarda Civil Municipal, que será um instrumento de segurança e prevenção nas instituições públicas de ensino de Botucatu, com ênfase no atendimento às crianças e aos adolescentes. Ou seja, cada escola pública de Botucatu passar a contar com um guarda civil municipal para atender os alunos e comunidade escolar.

A ampliação da GCM faz parte de um pacote de investimentos realizados pela Prefeitura de Botucatu em segurança pública. Além disso, a Secretaria de Segurança adquiriu novas viaturas, armamento, munições e coletes, além de implantar a Muralha Virtual. Desde o início deste ano a Cidade é monitorada por mais de 100 câmeras de monitoramento das principais entradas e saída, praças, vias públicas e fachadas de escolas públicas.

Destes equipamentos, mais de 50 são câmeras do modelo PTZ que tem capacidade de monitoramento 360º, com longo alcance e funcionamento 24 horas por dia. As imagens produzidas por esses equipamentos serão monitoradas pelo Centro de Operações Integradas da Muralha Virtual.

Com tais investimentos em segurança, aliado com empenho do trabalho realizado pelos homens e mulheres das Forças de Segurança, Botucatu foi eleita a segunda cidade mais segura do País de acordo com o Ranking do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A cidade ficou atrás apenas de Jaraguá do Sul, cidade de Santa Catarina.

Projeto EducaTran celebra Semana Nacional de Trânsito 2023

Prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro, a Semana Nacional de Trânsito é celebrada entre os dias 18 e 25 de setembro, com o tema para este ano: No trânsito, escolha a vida.

Dentro das diversas ações previstas pela SEMUTRAN na Semana Nacional de Trânsito, está o trabalho executado pelo Projeto EducaTran que durante esta semana teve suas atividades ampliadas e que em 2023 já atendeu mais de 6.000 alunos do ensino infantil ao ensino médio pertencentes a 23 unidades escolares públicas e privadas.

O Projeto de Educação para o Trânsito “EducaTran” foi instituído pela Prefeitura de Botucatu através da Secretaria Municipal de Educação e o Departamento de Engenharia de Tráfego, com o objetivo de prevenir sinistros viários envolvendo crianças e adolescentes. Segundo dados do sistema gerencial do Governo do Estado de São Paulo (INFOSIGA) não há registro de nenhum óbito no trânsito na faixa etária de 0 a 17 anos nos anos de 2022 e 2023 em Botucatu.

As aulas são realizadas diariamente no Centro Vivencial de Trânsito Engº Sergio Gonçalves e consistem na orientação sobre os deslocamentos seguros e respeito as regras de trânsito, de modo que essa vivência passe a auxiliar e promover o bem-estar de todos, além de conscientizar os alunos sobre a importância em multiplicar as boas práticas aprendidas para seus familiares.

Agendamento de atividade disponível para 2024 via e-mail: mobilidade@botucatu.sp.gov.br.

Saiba mais sobre o Centro Vivencial de Trânsito: https://www.youtube.com/watch?v=tAa9EjwqbOg.

Ministra Rosa Weber vota pela descriminalização do aborto; Barroso suspende julgamento

Prestes a se aposentar, a ministra Rosa Weber, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), votou na madrugada de hoje pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O voto foi o único contabilizado no julgamento, iniciado no plenário virtual.

A discussão foi suspensa logo em seguida por um pedido de destaque feito pelo ministro Roberto Barroso. O instrumento leva a discussão do plenário virtual para as sessões presenciais da Corte. Ainda não há data para quando isso deve ocorrer.

Como votou Rosa Weber

Em longo voto de 103 páginas, Rosa ressaltou que a criminalização da decisão de uma mulher pela interrupção da gravidez perdura por mais de 70 anos no Brasil e que as mulheres não puderam se expressar sobre a criminalização durante o debate do tema.

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A ministra reforçou ainda que, durante décadas, as mulheres foram “subjugadas” e “excluídas da arena pública”. “Tratadas à margem da sociedade”, afirmou.

Fomos silenciadas! Não tivemos como participar ativamente da deliberação sobre questão que nos é particular, que diz respeito ao fato comum da vida reprodutiva da mulher, mais que isso, que fala sobre o aspecto nuclear da conformação da sua autodeterminação, que é o projeto da maternidade e sua conciliação com todos as outras dimensões do projeto de vida digna Rosa Weber, presidente do STF

Rosa defendeu a posição da autodeterminação da mulher e reforçou que a questão do aborto é um problema de saúde pública, sendo inclusive uma das quatro causas diretas de mortalidade materna. Para a ministra, a ilegalidade do procedimento provoca insegurança à mulher.

“As mulheres que em algum momento da sua vida reprodutiva decidem pela interrupção voluntária da gravidez são as mesmas que convivem com todos nós no cotidiano da vida”, disse.

A criminalização do ato não se mostra como política estatal adequada para dirimir os problemas que envolvem o aborto, como apontam as estatísticas e corroboraram os aportes informacionais produzidos na audiência pública Rosa Weber, presidente do STF

Rosa afirmou ainda que a criminalização “perpetua o quadro de discriminação com base no gênero”, uma vez que nenhum homem é reprovado pela sua conduta de liberdade sexual. A ministra cobrou ainda a necessidade de políticas públicas que ajudem a evitar gravidez indesejada.

“Tanto que pouco —ou nada— se fala na responsabilidade masculina na abordagem do tema. E mesmo nas situações de aborto legal as mulheres sofrem discriminações e juízos de reprovação moral tanto do corpo social quanto sanitário de sua comunidade”, afirmou.

Olhar para as consequências do problema e resolvê-lo com base em uma única lógica, a da continuidade forçada da gestação, em nome da tutela absoluta de único bem –nascituro– em um conflito policêntrico, não é o caminho Rosa Weber, presidente do STF

Entenda o julgamento

A ação, proposta pelo PSOL, tramita no Supremo desde 2017 e teve avanços lentos desde então. O partido alega que a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação viola direitos fundamentais das mulheres à vida, à liberdade e à integridade física.

Hoje, a interrupção da gravidez é considerada crime para a mulher que o comete, com pena de um a três anos. Quem faz o aborto em uma gestante, com ou sem o seu consentimento, também incorre em crime, com pena de três a dez anos.

O aborto só é permitido em casos de gravidez derivada de estupro, gestação em que não há outro meio de salvar a vida da mulher ou se o feto for anencéfalo. As duas primeiras exceções estão previstas no Código Penal, e a última foi decidida pelo próprio STF, em 2012.

O STF julgaria o caso em plenário virtual. Os ministros votariam da meia-noite de hoje até as 23h59 da próxima sexta (29), mas como Barroso pediu destaque, a ação será levada para as sessões presenciais da Corte.

A expectativa era que o julgamento não fosse concluído neste momento. Fontes consultadas pelo UOL davam como certo que algum ministro pediria vista —mais tempo de análise— ou destaque assim que a discussão fosse iniciada nesta madrugada.

Prioridade antes de se aposentar

Relatora do caso, Rosa Weber já sinalizava que pretendia levar a questão do aborto a julgamento. Nas últimas semanas, porém, a agenda do plenário presencial da Corte foi ocupada pelos julgamentos dos primeiros réus dos atos de 8 de janeiro e do marco temporal das terras indígenas.

A interlocutores, Rosa afirmou que dedicou o seu tempo nos últimos meses à ação e, por isso, gostaria de ter o seu voto contabilizado. Mesmo que o caso seja interrompido e só retomado após a aposentadoria da ministra, o voto dela continuará valendo.

A decisão de levar o caso inicialmente ao plenário virtual também se deveu ao tamanho do processo. Como muitas entidades estão inscritas na ação como amicus curiae — “amigos da corte” —, só as sustentações orais poderiam tomar duas sessões do plenário presencial.

Rosa Weber deixa o Supremo no próximo dia 2 de outubro. Antes disso, na quinta-feira (28), ela passará a presidência ao ministro Luís Roberto Barroso, atual vice-presidente do STF.

STF tem histórico pró-descriminalização

O Supremo tem um histórico de decisões favoráveis à liberação do aborto, apesar de o tema ser considerado “espinhoso” até por ministros simpáticos à descriminalização. Em 2012, o aborto para fetos anencéfalos foi aprovado por oito votos a dois.

O entendimento firmado na ocasião é que a gravidez de um feto com anencefalia (falta de partes do cérebro) pode provocar complicações à saúde da mulher. Como o feto tende a ser natimorto, a interrupção da gravidez não poderia ser equiparada ao aborto, decidiu o tribunal.

Em 2016, a 1ª Turma do STF não viu crime no aborto realizado nos primeiros três meses da gestação. O entendimento, porém, foi restrito a um caso que tratava de uma clínica de aborto clandestina em Duque de Caxias (RJ), e não tinha repercussão geral.

Na ocasião, votaram a favor dos réus os ministros Barroso, Weber e Edson Fachin. Barroso, relator do caso, afirmou que a criminalização do aborto no primeiro trimestre da gestação viola diversos direitos da mulher.

O ministro afirmou em voto que a criminalização atinge principalmente mulheres mais pobres. O ministro ponderou que elas precisam recorrer a clínicas clandestinas sem infraestrutura, aumentando riscos de lesões, mutilações e óbito no processo.

Como pode o Estado – isto é, um delegado de polícia, um promotor de Justiça ou um juiz de direito — impor a uma mulher, nas semanas iniciais da gestação, que a leve a termo, como se tratasse de um útero a serviço da sociedade, e não de uma pessoa autônoma, no gozo de plena capacidade de ser, pensar e viver a própria vida? Luís Roberto Barroso, ministro do STF, em votação em 2016

Fonte: UOL

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF