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Quatro milhões de pessoas terão de fazer prova de vida no INSS

Quatro milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão de fazer prova de vida para não ter seu benefício bloqueado. De acordo com o instituto, todos já foram notificados por meio do aplicativo Meu INSS ou por meio do extrato do banco no qual é feito o pagamento.

Segundo o INSS, a mensagem foi entregue somente para os beneficiários cuja comprovação de vida não pôde ser feita de forma automática pelo sistema.

Os beneficiários terão o prazo de 30 dias para fazer a prova de vida, contados a partir da data do aviso para realizar o procedimento.

O instituto divulgou um passo a passo para ajudar os beneficiários a regularizarem a situação:

  • Acesse o site ou aplicativo Meu INSS, faça login e siga as instruções para o reconhecimento facial, se for pedido;
  • Em alguns bancos, é possível realizar a Prova de Vida online, diretamente pelo aplicativo ou site do banco;
  • Se preferir, o beneficiário também pode comparecer presencialmente à agência bancária responsável pelo pagamento e apresentar um documento oficial com foto.

Quem precisa fazer? 

Mesmo com o novo sistema automático, em alguns casos o INSS não consegue confirmar a Prova de Vida sozinho. Quando isso acontece, o próprio beneficiário deve realizar o procedimento, que pode ser feito pelo Meu INSS, pelo aplicativo ou site do banco, ou indo à agência bancária pessoalmente, se preferir.

Por que a Prova de Vida é importante?

A Prova de Vida é a confirmação de que o beneficiário está vivo e tem direito de continuar recebendo o benefício previdenciário. O procedimento é fundamental para prevenir fraudes e garantir que os pagamentos sejam feitos de forma correta, protegendo o sistema e o dinheiro de quem contribuiu a vida inteira para o país.

Alerta contra golpistas

Aposentados e pensionistas devem ficar atentos para os golpistas que tentam enganar os beneficiários com ligações e mensagens falsas, ameaçando corte do benefício, solicitando dados pessoais ou até marcando falsos agendamentos.

O INSS não realiza contatos diretos pedindo a realização da Prova de Vida nem envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando o bloqueio do benefício. Também não envia servidores às residências dos beneficiários para recolher documentos ou para fazer o procedimento de comprovação de vida.

Dúvidas podem ser esclarecidas por meio dos canais oficiais do INSS:

  • Site: gov.br/inss
  • Aplicativo Meu INSS
  • Central 135 (funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h)

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Receita abre consulta ao novo lote residual de restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal disponibiliza nesta sexta-feira (24), a partir das 10h, a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF), referente ao mês de outubro.

O lote inclui  restituições de quem enviou a declaração de 2025 com atraso ou com pendências já resolvidas, além de valores atrasados de anos anteriores. Ao todo, serão  248.894 contribuintes contemplados.

Data do pagamento

O crédito bancário referente às restituições do lote será disponibilizado no dia 31 de outubro, segundo o governo federal. O valor total destinado aos contribuintes é pouco mais de R$ 602,9 milhões.

Do total, R$ 349,3 milhões serão  pagos a contribuintes com prioridade legal. Desse grupo, 6.627 são idosos acima de 80 anos, 36.714 têm entre 60 e 79 anos, 5.040 são pessoas com deficiência física, mental ou doença grave, e 10.871 têm o magistério como principal fonte de renda.

Outros 158.775 contribuintes também receberão a restituição por usarem a declaração pré-preenchida ou optarem pelo pagamento via Pix, o que garante prioridade. Fora os grupos prioritários, o lote inclui outras 30.867 restituições para contribuintes.

Como saber se serei contemplado?

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”.

No site, é possível escolher entre uma consulta simples ou uma consulta completa, que mostra o extrato de processamento da declaração no portal e-CAC. Caso haja alguma pendência, o contribuinte pode corrigir as informações enviando uma declaração retificadora.

 Fonte: IG

Foto: Reprodução

Brasil tem 5,42% das crianças indígenas sem certidão de nascimento

O Brasil ainda tem 5,42% das crianças indígenas de até cinco anos de idade sem registro de nascimento. Esse percentual é 10,6 vezes maior do que o da população brasileira em geral – 0,51% das crianças de até cinco anos não possuem esse registro.

O dado foi divulgado nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), como parte do Censo Demográfico 2022 ─ Etnias e línguas indígenas.

A certidão de nascimento é o primeiro documento com validade jurídica de uma pessoa. Com ela, a criança passa a ter nome, sobrenome, nacionalidade, filiação e direitos à saúde e à educação.

No Brasil, a emissão da primeira via da Certidão de Nascimento é totalmente gratuita para todos os que nascem em solo brasileiro, garantida por lei federal (Lei nº 9.534/97). A certidão é o comprovante de existência do cidadão. Sem esse documento, a pessoa é impedida de exercer os seus direitos civis e sociais, ou seja, na prática ela fica invisível.

Segundo o Censo, 1.694.836 pessoas indígenas vivem em 4.833 municípios do país. Os indígenas representam 0,83% do total de 203 milhões de habitantes no Brasil. Desde o último Censo, em 2010, houve um aumento de 896.917 indígenas, o equivale a uma expansão de 88,82%.

Em 2010, segundo o último Censo, a maioria da população indígena vivia em áreas rurais ─ 63,78%. Em 2022, o cenário era o contrário, com a maioria (53,97%) em áreas urbanas. Em todo o país, há 391 etnias e 295 línguas indígenas faladas.

Condições de moradia

Os dados divulgados nesta sexta-feira mostram ainda que muitos domicílios indígenas não têm acesso a saneamento básico. O IBGE não considerou as habitações indígenas sem paredes e as malocas.

A pesquisa mostra que os Tikúna lideram como a etnia com menos acesso à água encanada até dentro do domicílio proveniente de rede geral de distribuição, poço, fonte, nascente ou mina, com 54 897 moradores nessa situação, correspondendo a 74,21% dos moradores desse grupo étnico. Tikúna é a etnia indígena mais populosa do Brasil. Eles são seguidos pelos Guarani -Kaiowá com 35 011 (70,77%) sem acesso à água encanada e pelos Kokama com 29 641 (46,26%). 

Os Tikúna também são os que menos têm esgotamento sanitário, com 68.670 moradores nessa situação, correspondendo a 92,82% dos moradores desse grupo étnico, seguido dos Kokama com 53 197 (83,02%) e dos Guarani Kaiowá com 40 590 (82,05%). Essas pessoas ou não têm esgotamento ou utilizam fossas rudimentares, buracos, valas ou mesmo rios, córregos ou mar.

Entre as etnias com maiores quantitativos de moradores em domicílios particulares permanentes sem acesso a serviço de coleta direta ou indireta do lixo, também se destacam os Tikúna, com 56.660 moradores nessa situação, correspondendo a 76,59% dos moradores desse grupo étnico, seguido dos Guarani-Kaiowá com 39 837 (80,53%) e dos Makuxí com 36 329 (70,35%). 

Analfabetismo

Segundo o IBGE, das 308 mil pessoas indígenas de 15 anos ou mais falantes de língua indígena, 78,55% (242 mil) são alfabetizadas, uma taxa de alfabetização inferior à das pessoas indígenas como um todo, que é 84,95%.

Brasília - 06/06/2023 Acampamento indígena contra o Marco Temporal na Esplanada dos Ministérios.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
 Censo revela que 1.694.836 pessoas indígenas vivem em 4.833 municípios do país- Foto – Fabio Rodrigues

Por sua vez, as taxas de alfabetização da população indígena são inferiores à da população brasileira em geral. Segundo o Censo 2022, a taxa de alfabetização brasileira é 93% e a taxa de analfabetismo, 7%.

De acordo com o gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, a educação e a alfabetização podem contribuir para o exercício da cidadania e para o fortalecimento das línguas indígenas, mas elas não devem ser feitas apenas em português, com o risco dessas línguas deixarem de ser faladas nos domicílios.

“A alfabetização, se for feita de forma a simplesmente incentivar a substituição da língua indígena pelo português, pode ser absolutamente nociva. Agora, quando ela é uma educação bilíngue ou uma educação na língua indígena, ela contribui muito para o fortalecimento linguístico”, argumenta.

Segundo o IBGE, o mapeamento divulgado contribui para identificar onde está essa população, onde estão as maiores carências e onde é necessário intensificar o alcance das políticas públicas no território brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Giovani Oliveira

Câmeras flagram onça-parda em propriedade rural de Botucatu após sumiço de aves

Na madrugada de terça-feira, (21), uma onça-parda foi registrada por câmeras de segurança em um sítio localizado na região rural de Botucatu. O flagrante ocorreu após os proprietários instalarem o sistema de monitoramento motivados pelo desaparecimento de galinhas do galinheiro.

Nas imagens, o felino de grande porte, aparentemente adulto, aparece circulando com tranquilidade dentro do galinheiro. Conforme relatado pelos donos do local — situado nas proximidades do Morro do Peru, na estrada da Bocaina, sentido Piapara — todas as aves foram predadas pelo animal.

A presença desse tipo de felino, conhecido cientificamente como Puma concolor, não é novidade na região. A onça-parda é um predador típico de áreas de mata e regiões serranas, e costuma circular por zonas de transição entre o meio rural e silvestre. Em Botucatu, é comum seu avistamento em locais com vegetação densa e até próximos a áreas urbanizadas.

Segundo especialistas, a espécie é solitária e percorre longas distâncias em busca de alimento. Galinheiros, por oferecerem fácil acesso a presas, acabam atraindo esses animais, especialmente quando não há proteção adequada.

A orientação para os moradores é reforçar estruturas como galinheiros, evitar restos de alimento expostos e acionar órgãos ambientais em caso de novos avistamentos, mantendo distância e evitando qualquer tentativa de aproximação.

Pratânia: Irmão é preso após esfaquear e matar familiar durante briga em residência rural

Briga entre Irmãos Termina em Morte e Prisão em Flagrante na Zona Rural de Pratânia

A Polícia Civil está à frente da investigação de um violento homicídio registrado na tarde desta terça-feira (21) em Pratânia. O crime ocorreu em uma residência familiar na Rua Trinta de Dezembro, no bairro Nova Prata, e teve como protagonistas dois irmãos.

O alerta foi dado à Polícia Militar por volta das 15h, através de uma denúncia anônima que indicava um esfaqueamento no local. Ao chegarem, os agentes se depararam com o autor do crime em frente à casa. Ele prontamente confessou o ato, justificando-o como reação a agressões sofridas pela vítima, afirmando que “não iria apanhar calado” naquele dia.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas o médico plantonista confirmou o óbito do esfaqueado no próprio local. A Perícia Técnica realizou a coleta de evidências na residência, incluindo a faca utilizada no assassinato.

O autor foi detido imediatamente e conduzido ao Plantão Policial da Delegacia Seccional de Botucatu, onde sua prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial. Posteriormente, o indivíduo foi transferido para a Cadeia Pública de Itatinga, ficando à disposição da Justiça. A ocorrência foi classificada como homicídio qualificado, sob a alegação de ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Feira “Canil de Portas Abertas” acontece neste sábado (18), com cães e gatos disponíveis para adoção em Botucatu

O Centro de Acolhimento de Animais de Botucatu realiza no próximo sábado, 18 de outubro, mais uma edição da feira de adoção “Canil de Portas Abertas”. A iniciativa acontecerá das 10h às 14h, diretamente no local, oferecendo uma nova chance a cães e gatos resgatados.

Todos os animais disponíveis já passaram por cuidados essenciais: estão vacinados, vermifugados, microchipados e castrados (filhotes com castração agendada). Eles foram recolhidos de situações de abandono, conforme os protocolos do serviço municipal.

Para adotar, é necessário ter mais de 18 anos, apresentar um documento com foto e comprovante de residência atualizado. Também é obrigatório levar uma guia/coleira (para adoção de cães) ou caixa de transporte (para gatos).

Serviço:
– Evento: Canil de Portas Abertas – Feira de Adoção
– Data: Sábado, 18 de outubro
– Horário: Das 10h às 14h
– Local: Centro de Acolhimento de Animais de Botucatu – Av. Itália, 425 – Vila Juliana (atrás do Tiro de Guerra)
– Informações: (14) 3811-1515

Não precisaremos do horário de verão neste ano, diz ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (14) que o governo federal está “completamente seguro” de que o país não precisará retomar o horário de verão neste ano.

De acordo com Silveira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne todo mês para tratar da segurança energética nacional e também da modicidade tarifária – princípio que garante a cobrança de tarifas justas.

“Chegamos à conclusão que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Silveira lembrou que o Brasil é um país que depende naturalmente de suas hidrelétricas.

“Elas nos dão segurança energética e dependem das nossas térmicas. Por isso, estamos implementando e vamos, na próxima semana, lançar o leilão das térmicas.”

Energias renováveis intermitentes

Segundo o ministro, o Brasil é um país com grande capacidade para produzir energia renovável que, embora limpa, tem a característica de ser intermitente, por depender de fatores naturais. Para lidar com isso, o governo federal aposta no armazenamento por baterias.

“São energias ainda intermitentes. Por isso, também estamos com uma expectativa muito grande de lançar, ainda neste ano, nosso leilão de bateria. A gente vai literalmente armazenar vento. O vento vai ser armazenado através das baterias.”

O ministro explicou que, com as baterias, será possível armazenar a energia solar, por exemplo.

“Através da bateria, vamos ter o sol até 22 horas armazenado. Energia solar armazenada em baterias. É um grande sistema que vem estabilizar o nosso sistema”, completou.

Ao citar o apagão ocorrido na Península Ibérica, em abril, Alexandre Silveira lembrou que a instabilidade gerada por energias intermitentes não se restringe ao Brasil.

“É um grande problema e não é um problema nacional, é um problema no mundo inteiro. Portugal, Espanha sofreram agora recentes apagões de longo prazo por causa dessas intermitências”.

O sistema energético brasileiro, no entato, é “muito robusto”, segundo Silveira, e com o planejamento “muito bem feito”. Por esse motivo, o governo descarta a necessidade do horário de verão em 2025.

“O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Por isso, teríamos coragem completa e absoluta, caso fosse necessário, independentemente das opiniões e das controvérsias sobre o horário de verão, de implementá-lo”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução/Fabio Rodrigues

Declaração do prefeito sobre o Espaço Cultural ser uma “aberração” divide Botucatu e revolta o arquiteto que o criou

O prefeito de Botucatu, Fábio Leite (PSD), gerou forte reação da população ao afirmar, em entrevista, à Rádio Prever, que o Espaço Cultural da cidade — construção histórica de 1966 — foi “uma aberração”.

O prédio, considerado um marco da arquitetura local, foi projetado pelo arquiteto botucatuense Nadir Curi Mezerani, profissional reconhecido no estado de São Paulo e autor de diversos projetos pelo país.

Nadir Curi Mezerani

Durante a entrevista, o prefeito demonstrou desconhecimento sobre o autor da obra, referindo-se ao arquiteto “como mulher” e afirmando que havia procurado o nome “na internet” sem encontrar resultados. Na sequência, justificou sua intenção de construir um prédio elevado no lugar como um “mini-MASP”, através de uma parceria público-privada (PPP).

O problema, segundo críticos, é que a população não foi consultada, até o momento, apesar dele dizer que será “discutido com a sociedade“. Não há clareza sobre como essa parceria será feita e nem se haverá critérios de preservação do prédio histórico.

A declaração foi considerada um desrespeito ao patrimônio cultural da cidade e provocou revolta do arquiteto Nadir Mezerani, que se manifestou publicamente.

Após tomar conhecimento das falas do prefeito, o arquiteto destacou a importância histórica e social do projeto, concebido originalmente como um Centro Educacional Infantil Municipal, voltado a crianças de famílias humildes de Botucatu, na décadade 60.

Segundo ele, o espaço sempre teve “DNA cultural”, abrigando escola, museu, biblioteca e atividades artísticas ao longo de seis décadas.

Cabe neste caso esclarecer, a quem se interessar, a grande diferença entre um projeto arquitetônico, sua execução em obra e ao final o efetivo uso e sua conservação no tempo. Este projeto arquitetônico é de minha autoria em 1965, seu cálculo estrutural é do engenheiro J.C. Figueiredo Ferraz e a obra foi executado por Geraldo Rezende Magela na gestão do prefeito Amaral Amando de Barros. Este me solicitou projeto de um “Centro Educacional Infantil Municipal” como escola destinada a crianças de famílias de menor poder aquisitivo, em período integral, na área aberta da antiga caixa d´água desativada.

O arquiteto ressaltou sobre o abandono e a falta de manutenção das edificações.

A estrutura maior necessita de tratamento técnico, mas é um exemplo de solidez. O problema é o hábito histórico brasileiro de não restaurar seus patrimônios”.

Ele também criticou o Departamento de Engenharia da Prefeitura como responsável direto pela deterioração da estrutura.

 “há um “ESPAÇO de CULTURA” onde hoje se abriga a Biblioteca Municipal e o Museu Histórico e Pedagógico, havia um Cine Clube da Secretaria de Cultura também … e a visão que temos do Espaço Cultural hoje é de abandono…., embora ainda seja ocupada e esteja em uso.” Tudo parece mais grave, pois o DNA da proposta original está estampada como ESPAÇO CULTURAL, onde há hoje descaso maior do Departamento de Engenharia da PMB na estrutura da abóboda maior, obvio também à todas as demais estruturas, hoje com 60 anos!”

O apelo de Nadir Mezerani

A angústia do arquiteto Nadir Mezerani destaca o valor social e cultural do espaço, lembrando que ele foi concebido como Centro Educacional Infantil e mais tarde se tornou símbolo da cultura local, mas que podem ser destruídos.

“A praça deve ser restaurada com retrofit às funções desejadas desde a estrutura, a arquitetura e o paisagismo; ridiculamente abandonados na Avenida Dom Lúcio”, ambiente articulador histórico de Botucatu de bons ares e escolas”.

Ele defende que a praça e o edifício sejam restaurados, preservando sua arquitetura e paisagismo originais, e sugere transformar em um espaço para as crianças e os jovens; proposta que conciliaria educação, ciência e cultura, a exemplo do Museu Catavento, em São Paulo.

“O prédio percorre 60 anos em constante metamorfose, desde Centro Educacional Infantil, mas gloriosamente sempre destinado à cultura. Certamente a obra pública é da sociedade e ela que deve dizer se merece um reestudo global a permanecer como obra cultural, obviamente sugiro inicialmente, obra destinada a escola durante o dia para as crianças que ainda infelizmente necessitam do Estado e à noite à tantas outras para os jovens. Mas por aqui vejo se amigo permite-nos uma regional do “Museu Catavento”!

A fala do prefeito também foi criticada por especialistas

A fala do prefeito, ao classificar uma obra símbolo da cidade como “aberração”, é vista por especialistas do Direito Administrativo, Arquitetos, Engenheiros e Defensores do Patrimônio Histórico da cidade como um ato de despreparo e desprezo à memória coletiva e à identidade botucatuense.

“Mais uma vez o prefeito expõe sua opinião sem conhecimento causando transtorno à população que se sente insegura diante de suas decisões. Provocando ainda mais desconfiança e reduzindo a sua popularidade, diz o especialista em Direito Público”, Arthur Tellot.

Enquanto isso, a Prefeitura planeja abrir mais uma PPP para os espaços de cultura do município. A mais recente está ocorrendo para a reforma do Cine Neli que passou muitos anos fechado e para a qual a população não foi ouvida.

Agora para a construção do novo Espaço Cultural, a população aguarda mais transparência e participação nessa decisão que envolve um dos marcos históricos mais emblemáticos de Botucatu.

Os especialistas apontam que existem vários problemas neste caso, envolvendo a área mais valorizada da cidade, a Av. Dom Lúcio, principal via da cidade e ponto estratégico do comércio e urbanismo botucatuense.

Há problemas quanto às áreas de zoneamento do município; riscos de exploração comercial do espaço público; falta de transparência sobre a parceria; falta de estudos de impacto social; de consulta da população, entre outros.

“Estamos diante de uma ameaça real de que um espaço histórico e público seja entregue à exploração comercial e imobiliária travestida de parceria cultural. A PPP é um instrumento legítimo, mas precisa obedecer à Lei Federal nº 11.079/2004. Isso inclui audiências públicas, estudos técnicos e consulta popular. Qualquer desvio transforma o processo em uma forma de privatização do patrimônio municipal.” alerta a arquiteta urbanista Luciana Prado, especialista em Planejamento Urbano.

O que diz a lei das Parcerias Público-Privadas

A Lei das Parcerias Público-Privadas (Lei nº 11.079/2004) exige rigorosos critérios de transparência e controle social, entre eles:

  • Estudos de viabilidade técnica e financeira, demonstrando a vantagem da parceria para o município.
  • Audiência pública obrigatória antes da assinatura de qualquer contrato.
  • Publicação integral dos termos da PPP, incluindo prazos, responsabilidades e garantias.
  • Fiscalização contínua pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público.

“Sem essas garantias, o município corre o risco de perder o controle do espaço público por décadas. A prefeitura precisa demonstrar claramente que a PPP não beneficiará grupos privados, incorporadoras ou empresas ligadas ao setor imobiliário ou à cúpula do governo. Caso contrário, pode ser questionada judicialmente por violação do princípio da publicidade e do interesse público”, explica o advogado Rafael Venceslau, especialista em Direito Administrativo.

O risco da entrega do patrimônio municipal à iniciativa privada sem garantias definidas pela população

O Espaço Cultural está situado em um dos terrenos mais cobiçados de Botucatu, cercado por escolas, centros comerciais e residenciais de alto padrão.

Urbanistas alertam que, sem garantias legais e fiscalização cidadã, a iniciativa pode abrir caminho para exploração comercial, elitização e perda definitiva do caráter público da área.

“A Avenida Dom Lúcio é um eixo simbólico da cidade. Não se pode substituir história por concreto espelhado. Em vez de demolir, o caminho responsável seria restaurar o prédio, mantendo a essência da obra e integrando novos usos. O que o prefeito propõe é apagar 60 anos de identidade cultural de Botucatu, critica a arquiteta Luciana Prado.

O que a sociedade cobra agora

Entidades culturais, organizaçõesda sociedade civil, arquitetos, urbanistas e moradores cobram que a Prefeitura de Botucatu:

  1. Realize uma audiência pública sobre o futuro do Espaço Cultural.
  2. Garanta que o terreno continue sendo de uso público, com função cultural e educacional.
  3. Proíba o uso comercial ou imobiliário do espaço em qualquer contrato de PPP.
  4. Crie um conselho gestor com representantes da sociedade civil para acompanhar o processo.
  5. Valorize o patrimônio existente, restaurando-o com técnicas de preservação em vez de demolição.

A Rede Alpha já fez várias reportagens sobre a situação do Espaço Cultural, mas a Prefeitura nunca respondeu aos questionamentos.

Reportagens da Rede Alpha sobre a grave situação do Espaço Cultural

Em fevereiro deste ano, o Jornalista Fernando Bruder, do Portal Alpha Notícias, realizou uma série de reportagens, após denúncias de munícipes e servidores municipais sobre os riscos de acidentes no Espaço Cultural e sobre a falta de manutenção dos iglus; bem como, da negligência com o acervo histórico do Museu Municipal de Botucatu, chamado Museu de Ensino e História Francisco Blasi.

Na época, o Prefeito Fábio Leite, a Secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage e a Secretária de Cultura, Cristina Cury foram procurados para darem esclarecimentos de cada matéria, porém nenhum deles se manifestaram.

Veja as matérias, na íntegra, através dos links abaixo:

www.alphanoticias.com.br

  1. https://www.alphanoticias.com.br/espaco-cultural-de-botucatu-esta-abandonado/
  2. https://www.alphanoticias.com.br/cine-janelas-de-botucatu-mais-um-espaco-cultural-perdido-pelo-descaso/
  3. https://www.alphanoticias.com.br/bens-historicos-doados-por-familias-de-botucatu-entulhados-no-espaco-cultural/
  4. https://www.alphanoticias.com.br/prefeito-fabio-leite-afirma-que-espaco-cultural-de-botucatu-esta-com-estrutura-condenada/

Youtube (@redealphadecomunicação):

  1. https://youtu.be/zbnX1GG-fYE?si=dckJZW8Rj0aMc5Ph
  2. https://youtu.be/8L9vheQpQMw?si=ZxmKg_YQhFNykBgA
  3. https://youtu.be/LcERw0SaylM?si=gjmD7iq8bIuKkjJA

Vereadores de Botucatu também são omissos com a situação do Espaço Cultural

Em março, deste ano, logo após as denúncias da situação do Espaço Cultural, feitas pela equipe de jornalismo da Rede Alpha, o jornalista Fernando Bruder protocolou uma solicitação de reunião com as Comissões Parlamentares da Câmara Municipal de Botucatu.

A iniciativa foi direcionada às duas comissões internas:

  1. Comissão de Educação, Cultura, Lazer, Turismo, Meio ambiente e agronegócios, composta pelos vereadores: José Fernandes de Oliveira Junior (Presidente da Comissão); Antonio Mario de Paula Ferreira Ielo (relator) e Welinton Rodrigo de Souza, o Japa (membro).
  2. Comissão de Assistência Social, Defesa do Cidadão, Segurança e Direitos Humanos, composta por: Antonio Carlos Trigo (Presidente da Comissão); Thiago Alves Padovan (relator); e Abelardo Wanderlino da Costa Neto (membro da comissão).

Da mesma forma, o Presidente da Câmara, Antônio Carlos Vaz de Almeida, o Cula, também foi convocado.

A reunião tinha como objetivo central, tratar das denúncias sobre a precariedade e riscos da falta de manutenção dos prédios culturais do município de Botucatu; dentre eles, o Teatro Municipal e o Espaço Cultural.

A reunião aconteceu no dia 13 de março deste ano e compareceram juntamente com o Jornalista Fernando Bruder; a Dra. Júlia Bruder, Diretora da Rede Alpha de Comunicação; a advogada, Dra Raphaela Siloto e o cinegrafista, Régis Vallée.

Os vereadores asseguraram que seria montada uma comissão para visitar os espaços culturais e nova reunião seria agendada em até 30 dias para dar satisfação sobre que providências seriam tomadas. Mas, até hoje, nem as visitas ocorreram por parte dos vereadores, e nem a nova reunião foi realizada para responder as denúncias.

No último mês de setembro, novamente, o Jornalista Fernando Bruder protocolou nova solicitação de resposta à Câmara Municipal endereçada ao Presidente da Câmara, Vereador Cula; porém, novamente, não foram dadas qualquer explicações sobre a fiscalização do vereadores nos espaços culturais do município de Botucatu.

Tal situação pode caracterizar crime de Prevaricação por parte dos vereadores envolvidos.

Veja a matéria sobre a reunião com os vereadores através do link abaixo:

https://www.alphanoticias.com.br/?s=Pr%C3%A9dios+cultura

A Rede Alpha reafirma seu compromisso com o jornalismo independente, com a defesa: do patrimônio histórico, da transparência na gestão pública e do direito de participação da população botucatuense perante às decisões que moldarão o futuro da nossa cidade.

Patrimônio público não é moeda de troca. É memória viva de um povo e deve ser preservado com responsabilidade e respeito.

A Rede Alpha continuará acompanhando os desdobramentos de mais esse caso e atualizando em próximas reportagens.

imagens: Prever FM

foto: Revista Projeto