Saúde

Dentista alerta: compartilhar objetos pessoais eleva risco de disseminar coronavírus

Já há um ano vivendo com a pandemia do novo coronavírus, está mais do que clara a necessidade de uso de máscara toda vez que sair de casa, de fazer o distanciamento social e de lavar as mãos com frequência com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel. Mas há cuidados que precisam ser tomados dentro de casa, inclusive, principalmente neste momento em que várias cidades estão passando pelo pior momento da pandemia. Além de higienizar o que traz da rua e trocar calçados e roupas ao chegar em casa, é importante a família adotar medidas de precaução no seu dia a dia porque a transmissão do coronavírus ocorre pela saliva e por partículas presentes no ar e depositadas em objetos, alerta a dentista Rafaela Magda, do Sistema Hapvida.

Por isso, a orientação é não compartilhar objetos pessoais que possam conter resquícios de saliva, como talheres, pratos e copos nem entre membros da família. Também muito cuidado com manifestações de carinho, como abraço, beijo ou mesmo aperto de mão. “Temos de lembrar sempre que a transmissão do coronavírus ocorre através da saliva, das partículas de saliva que ficam suspensas no ar e em objetos e do contato da mão contaminada com a boca, olhos e nariz. Neste momento de aumento de casos de Covid-19, é importante ficar em casa e fazer a sua parte”, completa a dentista.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

fonte: Lettera Comunicação

Câmara contra a covid-19: matérias aprovadas em fevereiro que ajudam no enfrentamento da pandemia

Ainda que o início de 2021 tenha ficado marcado com a chegada da vacina contra a covid-19, a pandemia do novo coronavírus chegou a um de seus momentos mais críticos neste mês de fevereiro no país. Até dia 25/02, o Brasil ocupava a segunda posição mundial dos países com o maior número de mortes causadas pelo vírus, um total de 251.661 mortes de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. Já em Botucatu, atualmente na fase vermelha do Plano São Paulo, segundo o boletim diário divulgado pela Prefeitura 7.785 pessoas foram infectadas desde o início da crise sanitária, enquanto os óbitos totais registrados até o momento foram 100, 42 deles só nos dois primeiros meses deste ano.

Diante deste cenário, em sua esfera de competência a Câmara de Botucatu buscou ajudar no enfrentamento da pandemia de coronavírus apresentando matérias relacionadas a diversas áreas impactadas, como a própria saúde, a educação e a economia. Saiba o que os vereadores aprovaram em relação ao assunto neste mês de fevereiro:

Serviços de saúde

Recursos financeiros e melhorias nos serviços de saúde do município entraram na pauta relacionada à pandemia na Casa de Leis botucatuense já na primeira sessão do ano: em 8 de fevereiro, todos os vereadores assinaram o requerimento 37/2021. Destinado ao Governador do Estado de São Paulo, João Dória, e ao Secretário de Estado da Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, o documento solicitou a criação de um orçamento anual para o Hospital Estadual de Botucatu, de forma a manter a qualidade do atendimento à população da cidade e região.

Também a fim de proporcionar melhor atendimento em saúde, o requerimento 78/2021, de autoria do vereador Lelo Pagani (PSDB) (destinado ao governador, ao secretário estadual de saúde, ao deputado estadual Fernando Cury e à diretora regional de Saúde, Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira demandou a efetiva criação do Departamento Regional de Saúde de Botucatu. Ele foi apresentado e aprovado na sessão ordinária de 22/02.

Vacina

Além das funções de legislação e fiscalização, os vereadores também podem atuar como ponte entre poder público e população. Por isso, pedidos de informação são relativamente comuns durante o Pequeno Expediente das sessões plenárias. Em 15 de fevereiro, duas proposituras abordaram a questão da vacina com perguntas endereçadas ao Secretário Municipal de Saúde, André Spadaro. De iniciativa dos vereadores Alessandra Lucchesi (PSDB), Palhinha (DEM) e Lelo Pagani (PSDB), o requerimento 47/2021 queria um esclarecimento em relação à programação e aos grupos prioritários na campanha de vacinação contra a covid-19. Já o requerimento 52/2021, de autoria do vereador Sílvio (Republicanos), cobrava a relação nominal dos cidadãos vacinados, entre outros dados a respeito da imunização.

Economia

Ainda no período de recesso parlamentar, em 4 de fevereiro o plenário se reuniu em sessão extraordinária remota para votar o projeto de lei 3/2021, de autoria do Poder Executivo. A justificativa do projeto lembrava que a categoria profissional foi bastante afetada pela pandemia e, assim, poderia ser amparada até o retorno das aulas presenciais no município. Com a aprovação unânime pelos vereadores, o auxílio financeiro emergencial foi estendido a um maior número de prestadores de serviço de transporte escolar.

Duas proposituras apresentadas pelo vereador Sargento Laudo (PSDB) e aprovadas em plenário na noite de 15 de fevereiro pediram outras formas de amparo a grupos atingidos pelos impactos da pandemia. O requerimento 40/2021 solicitou ao prefeito Mário Pardini a concessão de isenção de IPTU a proprietários de estabelecimentos comerciais. Em resposta, a Prefeitura informou que “em função das disposições legais que tratam a questão da renúncia de receitas a demanda fica prejudicada, mas, recentemente, o prefeito postergou os tributos municipais (IPTU e ISS) como colaboração à atual situação econômica que alguns munícipes se encontram”.

Já o requerimento 64/2021, endereçado ao presidente Jair Bolsonaro, ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, e à Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves pleiteou a volta do auxílio emergencial federal.

Educação

A sessão ordinária de 22 de fevereiro, realizada em data próxima à retomada das aulas presenciais no município, deu destaque ao tema da educação com pedidos endereçados ao prefeito e à secretária municipal de educação, Cristiane Amorim. Por meio do requerimento 76/2021, os vereadores Sargento Laudo e Alessandra Lucchesi (PSDB) pediram a instalação de rede de acesso à internet nas escolas que ainda não contam com tal benfeitoria, assim como notebooks e tablets para os professores da rede municipal. A vereadora Alessandra Lucchesi também foi autora do requerimento 85/2021, que solicitou um estudo quanto à possibilidade de implantar na rede de ensino uma “playlist” de material on-line que pudesse facilitar a compreensão dos conteúdos ministrados no formato remoto/virtual. Já providências e informações quanto ao plano de retorno das aulas presencias e fornecimento de equipamento de proteção individual (EPIs) a professores e profissionais de educação foram demandadas pela vereadora Rose Ielo (PDT) com o requerimento 88/2021.

Homenagens

As moções de congratulações são um tipo de matéria que aparece praticamente em todas as sessões ordinárias da Câmara de Botucatu. Neste mês, profissionais envolvidos diretamente no combate à pandemia foram homenageados desta maneira pelo Poder Legislativo.

O Diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, e todos os seus funcionários e colaboradores receberam a moção 1/2021 pela dedicação e empenho na produção da vacina Coronavac. Já a moção 4/2021 homenageou profissionais de saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), na pessoa do superintendente, André Luis Balbi, e do município, na pessoa do secretário de Saúde, por sua atuação no enfrentamento à Covid-19. As moções foram apresentadas pelos vereadores Lelo Pagani, em 8 de fevereiro, e Cula (PSDB), em 15 de fevereiro, respectivamente.

Vale lembrar que todas as proposituras aprovadas em plenário ficam disponíveis no site da Câmara de Botucatu (www.camarabotucatu.sp.gov.br). Os requerimentos que não tiveram respostas citadas não a receberam ainda. Quando recebidas, elas também ficam disponíveis para consulta da população no portal do Legislativo.

fonte: Câmara Botucatu

Botucatu terá ação para vacinar idosos entre 80 e 84 anos e profissionais da saúde acima dos 60

Botucatu avança na imunização contra a Covid-19. O Município receberá nesta sexta-feira, 26, mais doses da vacina de Oxford Astrazeneca para imunizar idosos entre 80 e 84 anos e profissionais de saúde acima dos 60 anos.

 

Esta fase da vacinação será feita em duas etapas.

 

A primeira será voltada exclusivamente para idosos entre 80 e 84 anos. No sábado, 27, será realizado um drive-thru no Largo da Catedral das 8 às 13 horas.

 

A Secretaria de Saúde orienta que aqueles que desejarem se vacinar, devem portar um documento oficial com foto e CPF. Também é orientado que os veículos cheguem com os vidros abertos e que os condutores sigam estritamente as orientações dos profissionais de saúde. Não é recomendado que pessoas se dirijam ao drive na Catedral a pé, para evitar aglomerações e acidentes.

 

Ônibus, peruas, vans e outros veículos que se diferenciem de veículos de passeio não terão passagem permitida.

 

Esta ação é exclusiva para idosos entre 80 e 84 anos que ainda não tomaram a vacina contra o Coronavírus. Idosos com 90 anos ou mais, já imunizados com a primeira dose da Coronavac, não devem tomar esta vacina por se tratar de um imunizante de laboratório diferente, com orientações e indicações distintas.

 

A segunda dose de Coronavac para quem tem 90 anos ou mais deverá ocorrer no final da próxima semana, dentro do prazo de 28 dias entre as doses, conforme recomendação do fabricante.

 

“É importante destacar que esta ação é apenas para primeira dose da vacina para idosos de 80 a 84 anos. Quanto a segunda dose de Coronavac para idosos de 90 anos ou mais, as vacinas devem chegar na próxima semana, quando faremos uma ação de imunização específica para este grupo. Portanto, idosos já vacinados com a primeira dose, não devem comparecer no drive-thru deste final de semana”, explicou André Spadaro, Secretário de Saúde.

 

Idosos que não comparecerem ao drive-thru no sábado, 27, devem procurar as Unidades de Saúde do Município a partir de segunda-feira, 01 de março, a partir das 14 horas.

 

Também na segunda-feira, 01 de março, a partir das 14 horas, começará a vacinação de profissionais de saúde acima dos 60 anos. Estes poderão procurar a Unidade de Saúde mais próxima de casa para imunização, portando documento original com foto, CPF e Carteira de identidade de conselho de classe ativa (ex: CRM, COREN, CREFITO, etc). Trabalhadores gerais da área da saúde, como recepcionista, segurança e faxineiros, devem levar documento original com foto, RG e documento que comprove a função e vínculo com empresa da área da saúde, como carteira de trabalho, holerite ou crachá de identificação.

 

Conforme orientação do Documento Técnico da Campanha de Vacinação Contra a Covid-19 do Governo do Estado de São Paulo, são considerados profissionais da saúde aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Confira a lista:

 

– Profissionais da saúde: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais de educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares;

 

– Trabalhadores de apoio: recepcionistas, seguranças, trabalhadores de limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros;

 

– Profissionais que atuam em cuidados domiciliares: cuidadores de idosos, doulas/parteiras. Para cuidadores é necessário que o profissional apresente a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162;

 

– Funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados.

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores

Telefone: 3811-1100

Botucatu tem dez Prontos Atendimentos noturnos abertos

Cidadãos que necessitarem de atendimento médico em Botucatu têm outras alternativas além do Pronto Socorro Adulto.

São dez Prontos Atendimentos espalhados pela Cidade que, das 18 horas até às 23 horas, se mantêm abertos para atender os botucatuenses mais próximos de suas casas, desafogando assim o atendimento no PS.

“Nossa expectativa é oferecer atendimentos objetivos para os casos mais simples, com rápida solução, e evitar longas esperas para os casos mais graves que forem ao Pronto Socorro”, cita André Spadaro, Secretário Municipal de Saúde.

Confira quais são as unidades:

USF Cohab IV

Endereço: Rua José Domingos Corte, 565 – Jardim Bandeirantes

Telefones:

(14) 3813-2999 | (14) 99861-6739

Policlínica Jardim Cristina

Endereço: Rua José Miguel Salomão, 705 – Jardim Cristina

Telefones: (14) 3814-2696 | (14) 99849-8511

UBS Cecap

Endereço: Praça Carlos César, s/n – Vila Santana

Telefones: (14) 3882-8913 | (14) 99842-8493

Policlínica CSI (Farmácia Noturna)

Endereço: Rua Dr. Raphael Sampaio, 58 – Centro

Telefones: (14) 3814-2022 | (14) 99848-2957

CSE Vila dos Lavradores (Sala de Vacinação Noturna)

Endereço: Rua Dr. Gaspar Ricardo, 181 – Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3882-5222

USF Jardim Iolanda

Endereço: Rua Lourenço Castanho, 2114 – Jardim Flamboyant

Telefones: (14) 3882-9731 | (14) 99854-1617

UBS Cohab I

Endereço: Rua José Maurício de Oliveira, 345 – Cohab I

Telefones: (14) 3814-3413 | (14) 99846-3353

USF Jardim Aeroporto

Endereço: Rua Dante Corsatto, 60 – Jardim Aeroporto

Telefones: (14) 3813-9231 | (14) 99852-4439

USF Rubião Júnior

Endereço: Rua Vicente Pimentel, 35 – Rubião Júnior

Telefones: (14) 3813-8283 | (14) 99852-0521

USF Vitoriana

Endereço: Rua Visconde do Rio Branco – Vitoriana

Telefones: (14) 3882-2697 | (14) 99850-9929

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Endereço: Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores

Telefone: (14)3811-1100

Em menos de 2 meses, Araraquara já tem mais mortes por Covid-19 que 2020 inteiro

Em menos de dois meses, Araraquara (a 273 km de São Paulo) já registrou mais mortes provocadas pelo novo coronavírus que o ano passado inteiro.

Nesta quarta-feira (24), o comitê de contingência do coronavírus do município confirmou as mortes de mais quatro pessoas, o que fez o total chegar a 185 desde o início da pandemia. Dessas, 93 ocorreram entre 1º de janeiro e esta quarta, ante as 92 registradas em 2020.

Assim como ocorre desde o início da semana, a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e de enfermaria está em 100% na cidade, o que tem feito com que pacientes sejam transferidos para hospitais de cidades como Barretos e Ribeirão Preto. Na terça-feira (23), havia quatro moradores de Araraquara internados em Barretos e outros sete em Ribeirão.

O cenário da pandemia no município da região Central do estado fez a prefeitura prorrogar até as 6h de sábado (27) a vigência do lockdown na cidade.

Inicialmente, o término ocorreria na terça (23), mas a prefeitura decidiu prorrogar devido à alta ocupação dos leitos hospitalares e aos baixos índices de isolamento, que não passaram de 51%.

A avaliação da Secretaria da Saúde é de que o crescimento de casos, internações e mortes se deve à circulação da nova cepa, a chamada variante de Manaus, mais transmissível.

O novo lockdown de Araraquara tem algumas mudanças em relação ao inicial, que vigorou entre 12h de domingo (21) e 23h59 de terça. Agora, postos de combustíveis poderão abrir das 8h às 18h e, além de supermercados, também poderão atender por delivery mercearias, padarias, açougues, hortifrútis e estabelecimentos que entreguem gás de cozinha e água.

Supermercados, porém, seguem fechados. Os ônibus do transporte coletivo também não vão funcionar.

O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou ação para que o Ministério da Saúde conclua imediatamente os trâmites para viabilizar o financiamento de 30 leitos hospitalares de UTI do SUS (Sistema Únicos de Saúde) para pacientes com Covid-19 na cidade.

O lockdown adotado na cidade se espalhou por municípios vizinhos. Com 4.800 habitantes, Gavião Peixoto decretou o fechamento de todas as atividades não essenciais e vetou a circulação de pessoas e veículos, exceto se provarem que estão em deslocamento para atendimento médico.

Já Santa Lúcia, com cerca de 9.000 habitantes, implantou lockdown até sexta-feira (26). Em Ribeirão Bonito, com 13 mil moradores, foram implementadas barreiras sanitárias para controlar os acessos, priorizando a entrada de moradores e profissionais do transporte de cargas.

As cidades tomaram as medidas por terem Araraquara como referência em saúde. Sem leitos disponíveis nela, os pequenos municípios temem faltar vagas para pacientes que necessitarem.

fonte: JCNet

NOTA OFICIAL – Esclarecimento sobre a CEI José Luiz Amat

A Prefeitura de Botucatu vem a público esclarecer informações sobre a situação da CEI José Luiz Amat. Não há surto de Covid-19 na Unidade Escolar. Há apenas a confirmação de um caso de Covid-19 em uma professora. Ela está afastada do trabalho desde a semana passada, período anterior à retomada das aulas presenciais, após ter exame confirmado de Covid-19.

Uma segunda professora aguarda em casa resultado do exame RT-PCR após o marido ter diagnóstico positivo para a doença.

Uma terceira professora também aguarda em casa o resultado do exame, após o marido apresentar sintomas da doença.

Uma quarta professora, em um dos dias de trabalho, pegou carona com a professora anterior, pediu para ser testada e aguarda resultado em casa, sem apresentar qualquer sintoma.

Uma cuidadora da escola também apresentou sintomas da doença, foi testada e o resultado negativo. Sendo assim, retornou ao trabalho.

A Secretaria Municipal de Saúde acompanha os casos. A Secretaria de Educação reitera que todos os protocolos de segurança e prevenção a Covid-19 estão sendo executados nas unidades de ensino infantil.

Alunas do IB organizam lives sobre mulheres na ciência

Nesta quinta-feira (25), acontecerá a última live da série “Donas da Ciência Toda”. Ao longo de todo o mês de fevereiro, os episódios foram transmitidos semanalmente pelo canal da Agência de Divulgação Científica e Comunicação (AgDC) do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB). A iniciativa promoveu debates sobre a  presença das mulheres na universidade, disparidade e representatividade, passando pela importância de projetos como o “Meninas na Ciência”, coordenado pela Profa. Percilia Giaquinto, do IBB.

 Essa ideia partiu de alunas da pós-graduação do próprio IBB que, juntas, produzem o Podcast Mafagados, apoiado pela AgDC,  no qual produzem conteúdos descontraídos e informativos sobre ciência de forma acessível, democrática  e interessante.

 A realização dessa série foi possível, pois encaixa-se perfeitamente no objetivo da AgDC: promover atividades colaborativas entre  docentes, discentes de graduação e pós-graduação e técnico-administrativos para desenvolver atividades e materiais voltados para educação, divulgação científica e comunicação, expondo ideias, produtos e serviços para levar informação à sociedade.

Professor do IB pesquisa sobre variantes do Coronavírus

O professor João Pessoa Araújo Junior, do Departamento de Ciências Químicas e Biológicas do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), é membro da Rede CoronaÔmica que tem por uma de suas finalidades sequenciargenomas do Coronavírus e alertar sobre a circulação de variantes em todo o território nacional. Professor João está responsável por algumas cidades no interior do Estado de São Paulo. Entre elas São José dos Campos que recebeu um alerta da rede em relação às variantes encontradas.

 A Rede pertence ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e faz parte da RedeVírus, que surgiu no início da pandemia como resultado de reuniões onde o MCTI convidou algumas sociedades científicas importantes da área, incluindo a Sociedade Brasileira de Virologia, para fazer parte da equipe de pesquisa sobre o vírus.

“Na época, eu era o tesoureiro da Sociedade Brasileira de Virologia e, junto com o professor Fernando Spilki, que era o presidente, começamos a organizar com outros membros da Sociedade o quanto os virologistas poderiam contribuir para ajudar a responder questões importantes dessa pandemia”, explica João.

O trabalho da Rede CoronaÔmica teve início quando o Instituto de Biotecnologia da Unesp de Botucatu, juntamente com o Laboratório Nacional de Computação Científica (RJ), a Universidade Feevale, de Novo Hamburgo, onde o Spilki atua, e a Universidade Federal de Minas Gerais, começaram a estudar quais seriam as melhores estratégias para sequenciar o coronavírus.

Para isso, avaliaram fornecedores de kits e estratégias diferentes de sequenciamento para ver o melhor custo benefício com foco em melhores resultados e chegaram a 2 fornecedores. Atualmente, estão finalizando a compra em um processo lento. Espera-se que grande parte dos insumos chegue em março para que os pesquisadores possam começar a fazer um número de amostras muito maior do que têm feito.

Tanto João quanto Spilki já tinham familiaridade com o estudo de coronavírus, pois ambos são veterinários e reconheceram que o corona aviário, causador de bronquite infecciosa em aves, tem comportamento semelhante ao que temos hoje no coronavírus que atinge os humanos. São mutações, recombinações e escapes vacinais, comportamento comum de todos os vírus para terem vantagens evolutivas e manter a espécie.

João explica que a Rede CoronaÔmica não vai só estudar as sequências virais, mas também outros aspectos importantes de exoma ou transcriptoma dos pacientes envolvidos. Trata-se de uma rede ampla, com 10 laboratórios, financiados pela FINEP e CNPq e por outras instituições como FAPESP, FAPERJ, FAPEMIG, FAPERGS e Embraer, e que luta para conseguir mais investimentos.

“Em relação a São José dos Campos, sequenciamos amostras de setembro/agosto de 2020 e já obtivemos algumas sequências homogêneas dentre as variantes, mas ainda não tínhamos as sequências de agora. A partir do momento que pegamos amostras de janeiro de 2021 e, utilizando a sobra dos kits que testamos, avaliamos 6 amostras de São José dos Campos, sendo 3 variantes diferentes”, explica.

Entre as 3 variantes, a P1 é a que mais preocupa os pesquisadores. Trata-se da variante de Manaus, também conhecida como variante brasileira. O pesquisadorenfatiza que, se em um pequeno número de amostras já conseguiram identificar um terço dessa variante, é porque ela, efetivamente, está em vantagem evolutiva, ou seja, se transmitindo mais e substituindo os outros vírus.

“Quando se tem 2 vírus diferentes infectando uma população, o que tem uma vantagem em transmissão substitui o outro, é isso que estamos observando e nos preocupa. É um vírus com transmissão mais rápida e que deixa o paciente mais tempo transmitindo-o.  Ainda não está provado o quanto ele é virulento, mas quanto mais tempo fica em multiplicação no paciente, mais complicações temos”, salienta.

 Não somente essas mutações preocupam os cientistas, mas também as recombinações que ocorrerão, como aconteceu na Califórnia, onde dois vírus diferentes, no mesmo indivíduo, se recombinaram e geraram um vírus diferente.

 A rede CoronaÔmica foi criada justamente para monitorar esses comportamentos do vírus e desenvolver estratégias para minimizar a transmissão ou até mesmo avisar sobre a necessidade de desenvolver novas vacinas para os novos coronavírus.

“Temos uma ciência que, quando financiada, dá respostas. O Brasil teve muitos erros durante a pandemia, o que está nos custando vidas e muito dinheiro. Houve muitas estratégias erradas, mas, felizmente, algumas certas. Uma delas foi vinculada ao MCTI, de financiamento de projetos de pesquisa importantes dentro das áreas envolvendo vacinas, sequenciamento, patogenia e até avaliação de drogas, que, inclusive,  serviu para mostrar que as usadas aqui não eram efetivas. Nosso país tem algumas ilhas de financiamento que funcionam, como a Fapesp, mas precisamos de muito mais. Só com a ciência vamos sair da crise fortalecidos e mais rápido”, finaliza o pesquisador do IBB.