Saúde

Embaixada dos EUA chama Mais Médicos de ‘golpe diplomático’ que ‘enriqueceu regime cubano’

A Embaixada dos EUA no Brasil publicou, nesta quinta-feira (14), nas redes sociais, críticas ao programa Mais Médicos, criado em 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff. A embaixada afirmou que o programa é um “regime diplomático”.

“O programa Mais Médicos do Brasil foi um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da OPAS. Não restam dúvidas: os EUA continuarão responsabilizando todos os indivíduos ligados a esse esquema coercitivo de exportação de mão de obra”, escreveu a embaixada.

A publicação acontece após sanções dos EUA a funcionários do Ministério da Saúde brasileiro ligados ao programa e à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Um dos afetados pela medida é o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales.

Iamspe lança o maior plano de teleatendimento em saúde mental da América Latina para servidores públicos

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) lançou o maior plano de teleatendimento em saúde mental da América Latina. A iniciativa vai beneficiar mais de um milhão de servidores públicos estaduais e seus dependentes, oferecendo atendimento psicológico e psiquiátrico por videoconferência.

Com esse serviço, o Governo do Estado de São Paulo se torna a primeira instituição pública do País a se adequar à Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece diretrizes para a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.

O atendimento é destinado a beneficiários do Iamspe com mais de 14 anos. Para solicitar o serviço, basta enviar uma mensagem pelo link oficial via WhatsApp. Os agendamentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, das 8h às 14h. No primeiro contato, uma triagem define o plano terapêutico e direciona o paciente ao profissional indicado em até 24 horas. As sessões duram 45 minutos, com tolerância de 10 minutos para atrasos.

O recurso faz parte do projeto “Saúde Mental do Servidor”, do Governo de São Paulo, que visa promover a saúde emocional dos trabalhadores do setor público estadual.

O atendimento é realizado por psicólogos e psiquiatras selecionados para o projeto. Após a triagem, o paciente é acompanhado pelo mesmo profissional durante o tratamento, com a frequência das consultas definida individualmente. Caso haja indicação para uso de medicação, a receita é emitida digitalmente. Já as receitas de medicamentos controlados são enviadas à residência do paciente em até sete dias.

Reconhecimento em dose dupla – HCFMB é destaque nacional com pesquisas premiadas em radioterapia

O Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) foi premiado com dois trabalhos científicos apresentados no Congresso Brasileiro de Radioterapia 2025. O evento foi realizado em Vitória (ES) e reuniu centenas de especialistas nacionais e internacionais da área. O objetivo foi promover a atualização científica, troca de experiências e discussão de inovações tecnológicas em radioterapia.

Reconhecimento científico

Dois trabalhos desenvolvidos por profissionais de saúde do HCFMB foram premiados em primeiro e segundo lugar na categoria “apresentações orais” no Congresso.

1º lugar: “Mapeando o Risco de Recidiva na Fossa Supraclavicular e Mamária Interna: uma meta-análise”

2º lugar: “Previsão Otimizada do Volume de Bexiga na Tomografia de Planejamento: Uma Ferramenta Rápida e Precisa para a Radioterapia Prostática”

O trabalho que ficou em primeiro lugar tratou de um importante problema no tratamento com radioterapia para câncer de mama: quais áreas da região do pescoço e do tórax devem ser incluídas no campo de radiação. Com base em uma análise de quase mil casos de recidiva (quando o câncer volta), coletados de estudos internacionais, os autores criaram uma proposta de recomendação mais clara e baseada em evidências. Essa proposta ajuda a melhorar os resultados do tratamento, diminuir efeitos colaterais e preencher uma lacuna nas orientações atuais usadas pelos profissionais.

Já o segundo colocado apresentou uma solução prática para clínicas que não têm tomógrafos específicos para radioterapia. O estudo desenvolveu uma fórmula matemática simples e precisa para calcular o volume da bexiga durante o planejamento do tratamento de câncer de próstata. Com isso, é possível verificar rapidamente se a bexiga está no volume ideal, sem precisar repetir exames ou atrasar o início do tratamento. É uma ferramenta barata, fácil de usar e que contribui diretamente para um atendimento mais eficiente e de qualidade.

“Essas premiações representam um marco histórico para o HCFMB, pois é a primeira vez que a instituição conquista simultaneamente o 1º e o 2º lugar nas apresentações orais do principal congresso nacional de radioterapia”, pontua o Chefe do Serviço de Radioterapia do HCFMB, Gustavo A. Viani.

Autores

1º lugar – “Mapeando o Risco de Recidiva na Fossa Supraclavicular e Mamária Interna: uma meta-análise”

Marcelo Dante Tacconi Alvarez

Ana Carolina Hamamura

Gustavo Arruda Viani

2º lugar – “Previsão Otimizada do Volume de Bexiga na Tomografia de Planejamento: Uma Ferramenta Rápida e Precisa para a Radioterapia Prostática”

Rafaela Ferraz Camargo

Lucas Francisco Carmello Guimarães

Marcelo Dante Tacconi Alvarez

Gustavo Lopes Gonçalves

Ana Carolina Hamamura

Gustavo Arruda Viani

Os dois trabalhos foram apresentados por Marcelo Dante (físico médico residente) e Rafaela Camargo (técnica em radioterapia), representando a equipe multiprofissional da Radioterapia do HCFMB.

Jornal HCFMB

Prefeito de Botucatu Reduz Equipe do Pronto Socorro Infantil em Pleno Pico de Doenças Respiratórias

Em uma decisão que tem causado indignação entre profissionais de saúde e pais de crianças em Botucatu, o prefeito Fábio Leite reduziu de 6 para apenas 4, o número de médicos atuando no Pronto Socorro Infantil (PSI).

A medida ocorre justamente no período mais crítico do inverno, quando há aumento significativo de casos de doenças respiratórias entre crianças e a demanda por atendimento cresce de forma exponencial.

E neste momento mais crítico do inverno, quando doenças respiratórias lotam unidades de saúde, a gestão do prefeito Fábio Leite decidiu reduzir os médicos da equipe do PSI.

Esta medida afeta diretamente a rapidez e a qualidade do atendimento às crianças. E contraria a promessa feita, pelo próprio prefeito, durante os 100 primeiros dias de governo.

A promessa foi de ampliar o número de médicos e criar novos serviços de urgência e emergência em outras regiões da cidade.

Quase 200 dias depois, nada foi ampliado. Ao contrário, houve corte de profissionais, justamente, no setor mais sensível para a saúde pública, a saúde das crianças.

1. PROMESSAS X REALIDADE

A promessa feita nos início de abril, em coletiva com os secretários municipais e a imprensa, nos primeiros 100 dias de governo, era que em 60 dias haveria aumento de médicos e início de mais 5 serviços de urgência e emergência tanto para adultos quanto para as crianças. No entanto a realidade, quase 200 dias depois, é que pouco ou quase nada ainda foi concretizado.

Em relação ao PSI, a promessa era ampliar o quadro de médicos mas na verdade, houve redução de 6 para 4 médicos.

Já sobre a criação de outros 5 novos serviços de urgência e emergência para descentralizar e estar mais perto de outras regiões populosas da cidade, facilitando o acesso da população, principalmente de areas distantes dos atuais Pronto Socorros, tanto do PSA quanto do PSI, até o momento, nenhum novo serviço foi implantado.

Além disso, a redução no tempo de espera para atendimento, segundo vários usuários, só aumentou.

O prefeito Fábio Leite, no início do mandato, disse que a priorização da saúde seria o “pilar de gestão”. Mas a falta de transparência e retrocessos tem causado muitas reclamações da população.

2. IMPACTOS DIRETOS

Toda essa situação tem gerado:

* Filas mais longas;
* Aumento no tempo de espera: há relatos, nas redes sociais, de pais que esperaram mais de 3 horas pelo atendimento;
* Sobrecarga de profissionais: os médicos e equipe de enfermagem precisam atender mais pacientes por hora, comprometendo a qualidade do atendimento.
* Risco à vida: especialistas orientam que doenças respiratórias exigem intervenção rápida para evitar agravamento do quadro. A diminuição de médicos no PSI levanta preocupações sobre o tempo de espera para atendimento, a sobrecarga dos profissionais restantes e o risco direto à saúde das crianças. Especialistas alertam que, em períodos de alta demanda, a falta de profissionais pode agravar o estado clínico de pacientes, aumentar internações e até levar a desfechos fatais.

3. DEPOIMENTOS

Meu filho ficou quase 4 horas esperando para ser atendido com febre alta e dificuldade para respirar. Quando entrei, o médico estava visivelmente exausto” — relatou Ana Paula, mãe de uma criança de 3 anos.

Nós trabalhamos no limite, e cada redução de equipe significa mais risco para os pacientes e para a equipe. O inverno é nosso período mais crítico, e não faz sentido cortar médicos agora” — afirmou um profissional do PSI que pediu para não ser identificado.

4. FALTA DE EXPLICAÇÕES

A assessoria de imprensa da prefeitura; o próprio Prefeito de Botucatu, Fábio Leite; e o Vice-prefeito que também é o Secretário de Saúde, e ainda Secretário de Governo, o médico Dr André Spadaro; foram procurados pela equipe de Jornalismo da Rede Alpha de Comunicação e nenhum deles, mais uma vez, quiseram dar explicações sobre mais essa demanda da população.

A falta de transparência agrava ainda mais a situação do PSI, pois a prefeitura não apresenta um plano de implementação de melhorias para o serviço de saúde municipal, em seus canais oficiais, e nem informa quando serão cumpridas as promessas feitas nos 100 dias do mandato para a cidade de Botucatu.

Enquanto isso, a população, que aguardava melhorias no atendimento de urgência e emergência, agora vê um retrocesso em plena alta sazonal de doenças respiratórias.

Famílias continuam enfrentando filas, incertezas e medo de não conseguir atendimento em tempo hábil para seus filhos.

Tempo que crianças passam em dispositivos eletrônicos pode impactar na saúde cardíaca

O tempo que crianças e jovens passam em celulares, jogos eletrônicos e outros dispositivos pode colocar sua saúde cardíaca em risco, revela um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association. De acordo com os resultados da pesquisa, há maior maior risco de doenças cardiometabólicas, como pressão alta, colesterol elevado e resistência à insulina, com base em dados de mais de 1.000 participantes de um estudo na Dinamarca. A análise foi revisada por pares da American Heart Association.

“Limitar o tempo de tela discricionário na infância e adolescência pode proteger a saúde cardíaca e metabólica a longo prazo”, disse o autor principal do estudo, David Horner, pesquisador do Copenhagen Prospective Studies on Asthma in Childhood (COPSAC) da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. “Nosso estudo fornece evidências de que essa conexão começa cedo e destaca a importância de ter rotinas diárias equilibradas.”

“Conseguimos detectar um conjunto de alterações metabólicas no sangue, uma ‘impressão digital do tempo de tela’, validando o potencial impacto biológico do comportamento de passar tempo em tela”, disse Horner. “Reconhecer e discutir hábitos de tela durante consultas pediátricas pode se tornar parte de um aconselhamento mais amplo sobre estilo de vida, assim como dieta ou atividade física.”

Análises

O estudo mostra que aumenta cada vez mais o número de crianças e adolescentes que passam horas excessivas grudados em telas e dispositivos eletrônicos. Pelos dados, apenas 29% dos jovens americanos, com idades entre 2 e 19 anos, tinham saúde cardiometabólica favorável com base em dados de 2013-2018 da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição.

Para a pesquisa, foram usados dados de 1.287 crianças, de 6 a 10 anos, em 2010, e de 364 jovens, de 18, em 2000. Os pesquisadores examinaram a relação entre o tempo de tela e os fatores de risco cardiometabólico. O tempo de tela incluiu o tempo gasto assistindo TV, filmes, jogando ou usando celulares, tablets ou computadores para lazer.

Para o estudo, foi avaliado um conjunto de pontuação formado por componentes que integram a chamada síndrome metabólica — medida da cintura, pressão arterial, lipoproteína de alta densidade (HDL) ou colesterol “bom”, triglicerídeos e níveis de açúcar no sangue — e ajustada para gênero e idade. A pontuação cardiometabólica refletiu o risco geral do participante em relação à média do grupo de estudo (medida em desvios-padrão): 0 significa risco médio e 1 significa um desvio-padrão acima da média.

A análise constatou que cada hora extra de tela aumentou a pontuação cardiometabólica em cerca de 0,08 desvios-padrão nas crianças de 6 a 10 anos e 0,13 desvios-padrão nas de 18 anos. “Isso significa que uma criança com três horas extras de tela por dia teria um risco cerca de um quarto a meio desvio-padrão maior do que seus pares”, disse Horner.

A análise também constatou que tanto a duração do sono quanto o horário do sono afetaram a relação entre o tempo de tela e o risco cardiometabólico. Tanto a menor duração do sono quanto o momento de dormir mais tarde intensificaram a relação entre o tempo de tela e o risco cardiometabólico. Crianças e adolescentes que dormiram menos apresentaram risco significativamente maior associado à mesma quantidade de tempo de tela.

“Na infância, a duração do sono não apenas moderou essa relação, como também a explicou parcialmente: cerca de 12% da associação entre tempo de tela e risco cardiometabólico foi mediada pela menor duração do sono”, disse Horner. “Essas descobertas sugerem que a falta de sono pode não apenas amplificar o impacto do tempo de tela, mas também ser um caminho fundamental que liga os hábitos de tela a alterações metabólicas precoces.”

Para Amanda Marma Perak, presidente do Comitê de Prevenção de Doenças Cardiovasculares de Corações Jovens da American Heart Association, que não participou do estudo, há urgência nas ações.

“Se reduzir o tempo de tela parece difícil, comece a antecipar o tempo gasto nele e concentre-se em ir para a cama mais cedo e por mais tempo”, disse a especialista.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Reprodução

Famesp abre processos seletivos para Botucatu nas áreas da saúde e engenharia; inscrições de 2 a 11 de agosto

A Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) anuncia a abertura de novos processos seletivos para atuação em diferentes unidades em Botucatu. As vagas são para as áreas da saúde e engenharia, com prazos de inscrição que vão de 2 a 11 de agosto.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp (HCFMB), estão disponíveis vagas para engenheiro de segurança do trabalho, terapeuta ocupacional (saúde mental) e técnico em radiologia (radioterapia).

Para o Centro de Saúde Escola (CSE), há oportunidade para médico geriatra, com contrato por prazo determinado.

A contratação das funções será para prestação de serviços nas unidades administradas pela Fundação ou com as quais mantenha convênio na cidade de Botucatu.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da Famesp: www.famesp.org.br, na aba Processos Seletivos, onde também estão disponíveis os editais completos com todas as informações.

Sobre a Famesp

A Famesp é uma fundação privada, sem fins lucrativos, com mais de 40 anos de existência. Em 2011, foi qualificada como Organização Social de Saúde, o que a possibilitou firmar contratos de gestão de equipamentos estaduais de saúde.

Além de possuir um hospital próprio na cidade de Botucatu (o Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia “Domingos Alves Meira” – SAEI-DAM), onde mantém sua sede, a Famesp também está presente nas cidades de Bauru (SP), Itapetininga (SP) e Tupã (SP), fazendo a gestão de hospitais e ambulatórios médicos por meio de contratos de gestão com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu realiza captação de múltiplos órgãos

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) realizou recentemente a captação de múltiplos órgãos de um único doador.

Foram captados o coração, os pulmões, o fígado, os rins e as córneas — órgãos vitais que beneficiaram pacientes em situação crítica, reforçando o impacto transformador da doação de órgãos. Foi a primeira captação pulmonar após o recente credenciamento do Serviço no Ministério da Saúde para realização de transplante desse órgão. O fígado foi o único órgão que permaneceu no HCFMB para ser implantado.

Além das especialidades médicas do HCFMB, participou da captação uma equipe do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (InCor). A ação foi possível graças a generosidade da família do(a) doador(a), que, mesmo em um momento de profunda tristeza, autorizou o procedimento.

Seja um doador de órgãos

Para ser um doador de órgãos, a pessoa deve manifestar seu desejo à família e pessoas mais próximas. De um doador, é possível obter vários órgãos e tecidos para realização do transplante. Podem ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões.

Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos e tecidos de um mesmo doador. Na maioria das vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam da doação. Para um transplante, só importa a compatibilidade entre o doador e as várias pessoas que esperam por novo órgão.

Pacientes do SUS também poderão ser atendidos por planos de saúde a partir de agosto

Pacientes da rede pública de saúde, a partir de agosto, poderão contar com atendimento também por meio de planos de saúde. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas e prevê a conversão de até R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS, acumuladas por operadoras de saúde, em serviços especializados, como consultas, exames e cirurgias.

O principal objetivo ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera na rede pública. O programa foi apresentada na segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a presidente da ANS, Carla de Figueiredo Soares.

Com a medida, o governo federal autoriza operadoras de saúde a quitarem suas dívidas com o SUS por meio da oferta de serviços à população, sem qualquer custo ao paciente. As dívidas  são provenientes  de atendimentos realizados pela rede pública que deveriam ter sido cobertos pelos planos.

“Estamos implementando pela primeira vez na história do SUS um modelo que transforma dívidas em ações concretas para reduzir filas e garantir dignidade a quem mais precisa”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

Segundo a presidente da ANS, a inovação vem acompanhada de mecanismos rigorosos de fiscalização. “Não há espaço para que operadoras deixem de atender seus clientes. Pelo contrário: o programa incentiva que ampliem sua capacidade, beneficiando tanto usuários de planos quanto pacientes do SUS”, ressaltou Carla Soares.

Com a nova regra, os planos de saúde poderão oferecer assistência ao SUS em seis especialidades prioritárias: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. A participação será voluntária e deverá atender às necessidades apontadas por estados e municípios.

Para aderir ao programa, as operadoras devem comprovar capacidade técnica e apresentar uma matriz de oferta de serviços. Entre as vantagens da adesão estão a regularização fiscal, o melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já contratada e a redução de disputas judiciais e administrativas.

Operadoras devem oferecer serviços de acordo com demanda local do SUS

O processo começa com a manifestação de interesse via plataforma InvestSUS. O Ministério da Saúde avaliará a situação da operadora e a compatibilidade dos serviços oferecidos com as demandas locais do SUS. Se aprovados, os serviços entram em uma espécie de “prateleira” acessível a estados e municípios, que poderão selecionar os atendimentos conforme suas necessidades. A prestação dos serviços começa imediatamente após a aprovação.

Os valores convertidos em serviços serão negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas já inscritas.

A prestação dos serviços será distribuída por região, de acordo com critérios de equidade e prioridade clínica. Para evitar pulverização e garantir escala, os planos deverão realizar, no mínimo, 100 mil atendimentos mensais. Em casos excepcionais, planos de menor porte poderão participar com um mínimo de 50 mil atendimentos mensais, desde que atendam a áreas com alta demanda e pouca oferta. O monitoramento será feito por estados, Distrito Federal e municípios, com apoio técnico do Ministério da Saúde.

Uma das grandes inovações do programa está no modelo de pagamento: as operadoras serão remuneradas apenas após a conclusão dos chamados Combos de Cuidados Integrados (OCIs), pacotes que incluem consultas, exames e tratamentos, como cirurgias, dentro de prazos previamente definidos. As especialidades contempladas nos OCIs são ginecologia, cardiologia, oncologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia

Cada serviço prestado será convertido em um Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), documento necessário para que a dívida com o SUS seja abatida.

Fonte: ICL Notícias

Foto: Reprodução