Uma mulher de 30 anos, vítima de estupro e agressão física em Bofete (SP), carrega também uma história recente marcada por dor e denúncia contra o poder público. Ela é mãe da bebê de seis meses que morreu em dezembro de 2025, em um caso que levantou questionamentos sobre possível negligência no atendimento de saúde.
O crime de estupro foi registrado pela Polícia Civil no dia 25 de março de 2026. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que, na madrugada do dia 23, foi surpreendida dentro de sua residência após ouvir um barulho forte. Em seguida, teria sido puxada pelos cabelos para fora da casa e agredida por ao menos dois homens.
De acordo com o depoimento, durante a violência houve luta corporal, danos no interior do imóvel e, posteriormente, a vítima foi levada novamente para dentro da residência, onde teria ocorrido o abuso sexual. Ela afirmou não conseguir identificar os autores devido ao efeito de medicação e à baixa iluminação do local. Após o crime, os suspeitos fugiram.
Abalada emocionalmente, a mulher não buscou ajuda imediata. Na manhã seguinte, foi encaminhada para atendimento médico e, posteriormente, ao Hospital da Mulher, onde recebeu assistência especializada.
O caso foi registrado como estupro (artigo 213 do Código Penal) e lesão corporal (artigo 129), ambos consumados, e segue sob investigação. Até o momento, os autores não foram identificados.
Histórico recente: morte da bebê e denúncia contra o poder público
A vítima é mãe de uma bebê de seis meses que morreu em dezembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência à época, a criança foi encontrada sem sinais vitais na própria residência e levada ao serviço de saúde, onde o óbito foi confirmado.
Inicialmente, a causa provável apontada foi um quadro grave de refluxo, com possibilidade de broncoaspiração durante a noite. No entanto, dias depois, familiares retornaram à delegacia para incluir no registro uma denúncia de suposta omissão do poder público. Segundo o relato, a criança necessitava de um medicamento havia cerca de quatro meses, e dificuldades no acesso ao tratamento teriam contribuído para o agravamento do quadro.
Ainda conforme o documento, os familiares alegaram falhas no atendimento em diferentes setores, incluindo as áreas de saúde e assistência social, além de apontarem demora no recolhimento do corpo da bebê após a constatação do óbito.
O caso envolvendo a morte da criança também foi registrado e segue como objeto de apuração.
Investigação
A Polícia Civil investiga o caso mais recente de violência, enquanto o histórico envolvendo a morte da bebê levanta questionamentos mais amplos sobre assistência pública e vulnerabilidade social.
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