Artigos do Autor: Fernando Bruder

Boletim Corona Vírus 16/06 do da FMB

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) atualiza suas principais informações desta segunda, 16 de junho.

Anexo, tabela atualizada com número de pacientes internados (casos suspeitos e confirmados) em enfermarias e UTI do HC, além das altas e óbitos confirmados.

Exames

De 31 de março até a data de hoje, foram realizados 1.522 exames de COVID-19 no Hemocentro do HCFMB. Destes, 118 foram positivos (8%), sendo 63 da cidade de Botucatu. É importante destacar que este dado engloba tanto pacientes internados quanto em isolamento.

Leitos de UTI

O Governo do Estado de São Paulo destinou ao HCFMB na última quinta, 11, um lote de 14 novos respiradores. Os equipamentos estão  sendo devidamente adequados e permitirão, em breve, a abertura de mais 14 leitos de UTI, com foco na assistência aos pacientes com COVID-19.

Até que essa ação se efetive, o HCFMB continua disponibilizando 16 leitos de UTI para tratamento exclusivo de pacientes com COVID-19.

Incêndio consome setor da Soletrol

Neste momento, um incêndio acontece nas instalações da empresa Soletrol, na Rodovia Marechal Rondon, em São Manuel.

Viaturas dos Bombeiros estão a caminho e um caminhão pipa da Prefeitura de São Manuel também esteve na contenção do fogo.

O Alpha Notícias acompanha a ocorrência.

foto: Integração FM

Covid-19: Medidas emergenciais não justificam gastos milionários com respiradores

Desde o início do combate à Covid-19, governos têm se mobilizado para frear o avanço do vírus e evitar o uso de todos os leitos de unidades de tratamento intensivos (UTI) da rede pública. Se a burocracia atrapalha o salvamento de vidas, torna-se urgente pensar em ferramentas para facilitar os processos de compra dos necessários equipamentos. Porém, é preciso fazer isso de forma transparente, pois é o dinheiro do contribuinte que está em jogo.

Um exemplo recente e que despertou a atenção da população é a compra de 3 mil respiradores mecânicos importados da China, realizada pelo governo do Estado de São Paulo, comandado por João Doria. O valor da compra é de US$ 100 milhões, que corresponde a mais ou menos R$ 550 milhões! São mais de R$ 183 mil por respirador.

É verdade que a dispensa de licitação para compras emergenciais está prevista em lei, mas isso não permite que o administrador público as realize sem tomar os cuidados essenciais. É por isso que, corretamente, o Ministério Público do Estado de São Paulo abriu investigação da gestão de Doria, para averiguar este gasto.

Em meio à pandemia, os fornecedores de respiradores e demais itens de proteção e segurança das pessoas têm praticado preços abusivos, mas o que o governo paulista pagou é um valor muito, mas muito alto. A gestão de João Doria se defende, dizendo que o governo federal comprou toda a produção nacional e que, por isso, recorreu aos chineses.

Licitações existem para evitar que o dinheiro público seja utilizado de forma errada e, consequentemente, dificultam a ação de agentes corruptos que se aproveitam da compra de itens e serviços para fazer dinheiro fácil. Não é possível afirmar que seja má-intenção do governador (o MP vai averiguar), apenas para deixar claro que quando licitações não são realizadas, as aquisições são sempre questionáveis, como a dos 3 mil respiradores. Como dinheiro não nasce em árvore, alguém vai pagar essa conta no futuro. E adivinhe quem é?

Também merece críticas a relação entre os governos federal e de Paulo. O Ministério da Saúde diz ter enviado respiradores para São Paulo, enquanto Doria nega tê-los recebido. Quem está faltando com a verdade? Se isso faz parte de um jogo político, a população pede que, por favor, parem. Não há tempo para joguinhos de poder. É preciso salvar vidas usando recursos de forma transparente e inteligente, e prestando contas ao povo brasileiro.

Antonio Tuccílio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

HC, FMB e Famesp promovem live show solidária

No dia 20 de junho, das 14h às 20h, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), através de seu Núcleo de Relações Externas, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), através do Comitê de Ação Cultural (CAC), e a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) promoverão uma live show solidária, com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que serão destinados ao HCFMB e ao Centro de Saúde Escola (CSE), unidade auxiliar da FMB.

O evento faz parte da campanha Sem Luta, não há Vitória, lançada pelo Hospital no último mês de março. Durante todo o sábado, artistas de diversos estilos se revezarão nas apresentações: Aerofole, Fundo de Conversa, Ricardo & Natália, Léo Carvalho, Aquijazz e Inter-pretando.

A live vai ser transmitida pelo endereço hcfmb.unesp.br/live e pela página do HCFMB no Facebook, com apoio logístico e técnico da equipe da TV Unesp. Também apoiam este evento a Leão Produções e Eventos e o Instituto de Biociências da Unesp Botucatu (IBB).

Morte pelo COVID -19 e o pagamento de indenização do seguro de vida

Muito se tem ouvido acerca da negativa de pagamento de indenizações por parte das Seguradoras em casos de óbitos de pessoas infectadas pelo Novo Coronavírus (Covid-19).

Tal discussão está lastreada no fato de que, em boa parte das apólices de seguro de vida, reza cláusula de exclusão do pagamento da indenização por morte em situações de epidemias e pandemias.

Estamos diante de uma situação contratual, a princípio, sem vícios de consentimento e abusividades, devendo, pois, prevalecer entre as partes contratantes, o chamado “pacta sunt servanda” ou “os pactos devem ser observados”.

Dessa forma, as apólices que estipulam a exclusão de pagamento em caso de epidemias/pandemias, desobrigam a empresa seguradora em proceder ao pagamento da indenização ao beneficiário do seguro.

Contudo, o que se vem notando atualmente, em plena crise pandêmica do Covid-19, é uma liberalidade e flexibilização por partes das companhias seguradoras, as quais não vêm se opondo ao pagamento das indenizações, em que pese a cláusula de exclusão.

O que vale para uma companhia não necessariamente obriga a outra e nem poderá servir de paradigma para os beneficiários. Não se trata de um precedente vinculante.

Com o questionamento recorrente acerca do real número de mortes pelo Covid-19 pelos mais variados segmentos da sociedade e motivos (não adentraremos nessa seara), em caso de aumento significativo dos pedidos indenizatórios, poderá ocorrer uma análise mais criteriosa e sistemática por partes das Companhias de Seguro, inviabilizando-se o pagamento espontâneo, abrindo-se uma brecha para discussão jurídica sobre o tema.

Outra questão e talvez mais relevante sobre o assunto poderá surgir acerca da real “causa mortis” aposta nos atestados de óbito pelo médico assistente, em razão da determinação do Governo do Estado de São Paulo, publicada no Diário Oficial de 21/03/20 (pag.5), a qual determina ao médico certificar o óbito pelo Covid-19, durante a situação de pandemia, a qualquer cadáver, independentemente da causa da morte ou da confirmação de exames laboratoriais.

Tal situação poderá autorizar a Seguradora a valer-se da cláusula de exclusão e, ao beneficiário, discutir a veracidade da causa-mortis através das medidas judiciais pertinentes.

* José Salamone é advogado especialista em Direito Médico e Hospitalar pela Escola Paulista de Direito e Universidade de Coimbra, Portugal. É membro da Comissão Especial de Direito Médico da OAB/SP e credenciado pelo Conselho de Ética e Disciplina junto ao CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). https://www.jsalamone.com.br/ advocacia@jsalamone.com.br OAB/SP: nº 103.587.

Campanha do Agasalho 2020 ajuda quase 3 mil famílias

A tradicional Campanha do Agasalho, realizada todos os anos em Botucatu, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, não deixou de ajudar as famílias que mais precisam.

Neste ano de 2020, por conta da imensa arrecadação realizada no mês de fevereiro, após as fortes chuvas que atingiram a Cidade e desabrigaram dezenas de famílias, não foi necessária uma nova arrecadação de roupas, calçados e cobertores.

Aproximadamente 3 mil famílias foram até os 11 pontos de recolhimento em toda a Cidade, onde receberam roupas totalmente higienizadas e prontas para o uso, que sobraram da imensa arrecadação ocorrida em fevereiro.

“A distribuição das roupas respeitou todas as orientações de higiene e prevenção do novo coronavírus, para que ninguém corresse qualquer risco. Agradecemos mais uma vez a solidariedade do povo botucatuense, que sempre mostra ser muito preocupado com aqueles que mais precisam”, disse a Presidente do Fundo Social, Pida Pardini.

O Fundo Social de Solidariedade de Botucatu está atuando em um novo endereço, na Rua José Barbosa de Barros, 120, na Vila Jahu, nas antigas instalações da oficina da Fepasa.

O telefone para contato é o (14) 3811-1524.

Liberdade de Ofensas

Uma das características da nossa Constituição de 1988 é a determinação da Liberdade de Expressão, principalmente nos incisos IV e IX do artigo 5º. Poderíamos dizer que foi um grande avanço, pois vínhamos de um regime militar em que a censura estabelecia o cerceamento do livre expor das ideias. Contudo, uma observação deve ser avaliada em um contexto não apenas político, mas na esfera social em que se davam as relações interpessoais nos últimos anos do regime de exceção até os dias de hoje.

Para nos aprofundarmos no conceito social muito influenciador a partir dos anos 80, temos que traçar duas vertentes, uma na esfera cultural, na qual se esboçava a liberdade de não mais aprisionar as crianças em uma educação mais rígida ou mais antiga, seguindo os novos preceitos da psicologia, que preconizava liberdade em excesso às crianças, e outra ampliada pela televisão, que, através das novelas, mostrava jovens desrespeitando seus pais e até contestando sua educação. Na época, costumava-se dizer de forma jocosa que “os psicólogos defendiam que todos problemas dos jovens eram advindos da educação dada pelos pais”, jargão que se utilizava para justificar inclusive no inconsciente coletivo dos pais que foram reprimidos, ou tiveram uma “educação antiga”, que as regras mudaram, que o caminho certo para a felicidade futura dos filhos era deixá-los fazer o que quisessem, para não serem “traumatizados”.

Criamos, assim, uma geração de mimados, inseguros, contestadores sem fundamentos, que, com o advento da Constituição de 1988, que consagra a Liberdade de Expressão, tiveram seu comportamento legitimado por nada menos que a Carta Magna.

Foi assim que, ao surgir um governo de direita, que faz uso de palavrões, xingamentos e propõe o politicamente incorreto, ocorreu uma explosão que subverte preceitos constitucionais, levando ao desrespeito por parte dos jovens da geração nascida a partir dos anos 70 com relação aos mais velhos.

E é com esse pensamento, com essa reflexão político-social que engloba todo um histórico de desrespeito às instituições, aos pais, aos que pensam diferente, que a direita canalizou essa força histórica de educação não opressiva para a novidade explosiva: culpar a esquerda, desrespeitar as instituições, xingar autoridades e até ameaçar membros do Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, último baluarte da defesa do Estado Democrático de Direito.

Nessa “balbúrdia” generalizada, foi necessária então uma investigação por parte do STF sobre as fake news, uma vez que todos sabemos que o STF é composto por pessoas de notável saber jurídico, defensores da Constituição, juristas renomados que se dedicam ao labor da manutenção do devido processo legal e que jamais poderiam ser ameaçados, ultrajados, desrespeitados, num verdadeiro atentado à democracia do nosso país.

Portanto, quando alguém grita na frente da casa de um Ministro ou de uma autoridade, como se dizia antigamente, “a culpa é dos psicólogos, pois não podemos contrariar as crianças”. Com todo respeito aos psicólogos e sublinhando aqui que não concordo com essa afirmação leviana que se fazia outrora não só no Brasil, pois talvez seja ela mesma o motivo de o Brasil precisar hoje se sentar no divã e iniciar um processo de “livre associação”, obviamente não a tal associação criminosa, tão em moda nesse nosso pobre país.

Fernando Rizzolo

advogado, jornalista, mestre em Direitos Fundamentais

Cultura promove Semana Angelino de Oliveira de forma virtual neste ano

Até o dia 21 de junho, a Secretaria Municipal de Cultura promove a Semana Angelino de Oliveira, que homenageia todos os anos o grande músico e compositor, que exaltou de forma tão singular as belezas da cultura caipira e da Cidade de Botucatu.

Diferente dos últimos anos, quando foram realizadas diversas apresentações musicais e teatrais em palcos da Cidade, neste ano a comemoração é virtual, nos canais da Secretaria de Cultura no Facebook, por conta da necessidade de isolamento social da população motivada pela pandemia do novo coronavírus.

“Até o dia 21 teremos diferentes postagens com apresentações gravadas de músicos, bandas, e até da nossa Orquestra Municipal, homenageando Angelino de Oliveira. Convidamos a todos para que assistam, curtam e compartilhem esses muito ricos culturalmente”, afirma Cris Cury Ramos, Secretária Municipal de Cultura.

A página no Facebook da Secretaria de Cultura pode ser acessada no link https://www.facebook.com/cultura.botucatu/.

Instituída em 1982, a Semana Angelino de Oliveira resgata a memória de um dos compositores mais reconhecidos no início do século passado, com a mistura de música e manifestações artísticas em um evento que relembra e homenageia este cidadão botucatuense, que chegou ainda criança à cidade e onde desenvolveu uma sólida carreira musical.

Aos seis anos de idade Angelino mudou-se, com os pais, para Botucatu. Aqui faz seus primeiros estudos e tomou contato com violeiros vindos de diversos pontos do Brasil, em busca oportunidades, o que despertou seu interesse para música caipira.

Angelino de Oliveira foi um verdadeiro homem dos sete instrumentos: dentista, escrivão de polícia, comerciante, radialista, violonista, trombonista e compositor. Mas seria com esta última profissão que ficaria para sempre na história da música.

Mais informações:

Secretaria Municipal de Cultura

Avenida Dom Lúcio, 755 – Centro

Telefone: (14) 3882-0133 / 3882-1489

cultura@botucatu.sp.gov.br