Artigos do Autor: Fernando Bruder

Atendimento ao cliente é determinante para o sucesso das vendas presenciais e on-line

Diversos são os motivos que contribuem para o aumento das vendas por meio do comércio on-line. Além das facilidades que o ambiente virtual dispõe, no qual o consumidor encontra inúmeras opções de produtos e preços atrativos, é possível receber o item em poucos dias. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), desde o início da pandemia, mais de 135 mil lojas aderiram às vendas pelo comércio eletrônico, com destaque para os setores de moda, alimentos e serviços. Antes, a média mensal era de 10 mil estabelecimentos por mês.

Mas Gustavo Luigi do Amaral, docente da área de gestão e negócios do Senac Botucatu, esclarece que há diferença entre e-commerce e venda on-line. “No mercado, é considerado e-commerce quando há uma estrutura pensada, planejada e executada para o atendimento ao cliente, com diferentes níveis de atuação. Já na venda on-line, isso não ocorre necessariamente, pois há uma maior liberdade nas negociações.”

Gustavo ressalta também que as duas modalidades não exigem a necessidade específica de aperfeiçoamento, entretanto, quando se amplia o conhecimento sobre um tema, surgem novas possibilidades e ideias, reforçando as estratégias do negócio. “É sempre importante aprofundar o conhecimento e desenvolver habilidades em outras plataformas, tecnologias e cenários. Além de ser fundamental buscar conteúdo relacionado à gestão empresarial, pois o que muda é a forma, mas o bom atendimento, as técnicas de administração, o marketing e o pós-venda são os mesmos e fundamentais.”

Para o docente, os segmentos que melhores se adaptam ao ambiente eletrônico são os de eletrodomésticos e eletrônicos. Mas, diante do aumento de vendas on-line e das inúmeras possibilidades que se apresentam, os setores de moda e bens de consumo estão em evidência. “A questão não está tão atrelada ao comércio desse ou daquele item em si, e sim, a um hábito de consumo que está mudando, conforme o comprador fica mais íntimo da tecnologia, os sistemas de segurança garantem a compra segura e os processos logísticos se aperfeiçoam e se tornam mais rápidos na entrega do produto. É um ambiente que tende a crescer cada vez mais, porém, a atenção com o cliente precisa continuar, como no presencial.”

Bom atendimento em qualquer ambiente

Todas as vendas, sejam on-line, sejam presenciais, só ocorrem graças aos clientes. E com tanta concorrência entre os segmentos, ganha aquele que prioriza o bom atendimento e a satisfação do consumidor. Para isso, é fundamental entender a necessidade de prospecção e qual a melhor forma de abordagem, de acordo com o perfil do negócio. “Independentemente do meio, é fundamental priorizar a satisfação e isso acontece por meio de uma recepção rápida e eficiente. A fidelização do cliente começa no bom atendimento, passa pela venda do produto e se conclui no pós-vendas”, explica Gustavo.

Para auxiliar os empreendedores na formatação de vendas no ambiente digital e no adequado atendimento ao público, garantindo a satisfação do consumidor e a longevidade dos negócios, o Senac Botucatu disponibiliza cursos como E-commerce: do planejamento à execução e Atendimento ao Cliente. Ambos estão com inscrições abertas e aulas previstas para começar de maneira remota nos dias 17 e 25 de novembro, respectivamente. Para mais informações, acesse o Portal: www.sp.senac.br/botucatu.

 

 

Serviço:

Senac Botucatu

Local: Rua Dr. Rafael Sampaio, 85, Boa Vista – Botucatu/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/botucatu

“Depois da Tempestade”

Vem a dúvida. Não venham com essa de que depois da tempestade vem a bonança. Essa bonança está muito longe de acontecer. Vai demorar pra caramba. Antes de vir a bonança, as pessoas terão que reconstruir tudo que foi destruído. Perdão, já que nem a tempestade terminou ainda – muita coisa ruim ainda vai acontecer – as pessoas ainda precisam ficar muito espertas, muito atentas, muito preocupadas. Está acabando a tempestade das eleições municipais. Aliás, nem sei se essas eleições foram uma tempestade. Parecia que as pessoas estavam mais preocupadas com a tempestade eleitoral dos EUA do que com as eleições do Brasil. Lá nos States, a tempestade desmanchou de vez o topete do presidente Trump. Aqui no Brasil, foi mais uma ventania. Não foi um furacão. Se provocou estragos, foram estragos que já estavam a caminho, já eram previstos. Por exemplo, o PT, o partido do Lula, foi um dos que mais sofreram com a ventania eleitoral. Por outro lado, o PSOL botou a camisa da oposição e foi pra luta, com resultados significativos. Mas nada que mereça manchete na primeira página do New York Times.

Pelo menos, durante esses dias, o pessoal não ficou falando da pandemia da COVID-19. Por falar nisso, um dia desses, uma amiga me perguntou por que COVID-19 é uma palavra feminina. Não é o vírus? Perguntava ela. Não, não é o vírus. É o coronavirus disease 2019. A gente adora o que vem dos EUA. Então, é CO de corona, VI de vírus, D de disease (doença) e 19 de 2019. Assim, é a COVID-19, no feminino, porque é a doença do coronavírus. Mas voltando à vaca magra, nesses dias, parecia que o tal do coronavírus tinha viajado para outras plagas. Bye-bye Brasil! Quando na verdade as coisas com a pandemia não mudaram. E não mudarão, enquanto não houver uma vacina confiável. Não acreditem muito nessa briga Bolsonaro-Dória ou na briga Globo-opositores da Globo. Nenhuma dessas brigas vai resolver o problema. Em primeiro lugar, quando surgir uma vacina confiável, ela não será exclusividade brasileira. O criador da tal vacina não vai chegar para o Dória ou para o Bolsonaro e dizer: ‘Olha, eu criei essa vacina especialmente para você salvar a sua população’. O país que criar essa vacina testada e comprovada vai vendê-la para quem pagar mais. Não sei se o país e o governo de São Paulo estão com esse cacife todos para enfrentar, na grana – o Brasil com o real e os outros países com o dólar e o Euro – os demais países. Se oferecerem a vacina para o Brasil, sem tê-la oferecido para os EUA ou para o Japão e a Europa, é bom desconfiar.

Nossa! A gente começou com as eleições e continuou com a pandemia. A intenção dessa crônica era comentar sobre eleições apenas. Mas conversa vai, conversa vem, a gente vai mudando de assunto. Por falar nisso, em Botucatu, nenhuma novidade. O Pardini confirmou o favoritismo. Tomara que continue a boa administração do primeiro mandato. E a Câmara de Vereadores foi renovada em menos de 50%. Normal. A grande novidade é a presença de quatro mulheres. É a primeira vez que há essa quantidade feminina na história da Câmara de Botucatu. Tomara que tenham êxito e trabalhem pela cidade.

BAHIGE FADEL

“Eu já sabia…” Sabia nada inocente!… o povo virou a mesa

Se houve na história de Botucatu algumas certezas, não aconteceram nestas eleições de 2020. Botucatu foi palco do mais diferente pleito da história local. Uma eleição silenciosa, onde em um ano de pandemia, todos acordaram às vésperas da eleição, ciente que tinham que trazer às urnas um voto. Esse voto foi de confiança por um trabalho bem feito na gestão anterior ou um grito de renovação, porém essa é a resposta que não poderemos dar com certeza, pois foram praticamente 50% da Câmara botucaense renovada, ou seja, quem fez um bom trabalho ficou.

O que chamou muito a atenção nessas eleições foram suas peculiaridades, uma eleição “limpa”, pelo menos ao que se diz respeito à limpeza pública, pois foram poucos os “santinhos” impressos espalhados pela cidade, alguns deles dos “velhos” políticos que ainda encontraram nisso um meio de divulgar seus números. Poucas notícias divulgadas pela Polícia Militar ou pela Guarda Civil Municipal de ocorrências por descumprimento de leis eleitorais no dia da votação, porém chegaram à nossa redação notícias dos famosos churrascos, porém o tiro saiu pela culatra, ou seja, candidato não levou nessa (mas segundo informações a carne estava de primeira). Até teve pesquisa fake de candidato que se dizia estar em primeiro lugar (que coisa feia), pois quando se pensa que atitudes como estas poderiam vir do fulano ou do ciclano, vem de gente com formação e graduada.

Daí uma regra que muita gente não entende, o tal de coeficiente eleitoral. Como explicar para a população que candidato que estava entre os 3 mais votados não entrou… Aquele coisa, ganhou mas não levou… O que fica de lição para isso? Partido ou coligação errada?

Sem contar com candidatos que esbarraram no limite… Devem estar pensando: “Por que não trabalhei mais alguns dias?”. O “já estava ganho” não colou desta vez.

O que falar do primeiro candidato com 2660 votos? Foi a zebra da vez? Ah não foi… Acredito ser o grito da população por entender que o vereador não é aquele figura pública que está na sessão toda segunda-feira à noite e sim aquele que está disponível 24 horas para a população. Ah, o nome dele? Abelardo “aquele da TV Alpha”.

Vereador é funcionário do povo, nem deveria ter outro emprego como muitos e sim se dedicar 24 horas para a cidade. Caso isso não agrade à todos, passa o bastão, pois tem muita gente boa que queria ter a oportunidade de estar como vereador e fazer a coisa certa, muitos deles até sem salário topariam.

Falar o que do prefeito Mário Pardini (PSDB)? Uma resposta nas urnas inédita em Botucatu. Foram 85,51% dos votos válidos creditados à ele. Nunca em nossa história houve um candidato que ganhasse em todas as urnas. Se ele merece? Ah, a pergunta nem cabe… Tive a oportunidade de conhecê-lo antes da vida pública na política e ele não se contaminou. Atuou nos primeiros quatro anos como gestor, alguém que entendeu a nossa Prefeitura como uma empresa em que a conta precisa sempre fechar. Se não tem dinheiro para fechar o mês ou ele cortava os gastos ou ia buscar investimento em outras esferas. Passou pelo pior evento nas chuvas de fevereiro, foi muito criticado pela capa de chuva no meio do caos, chorando com os que choram e só para constar, a maioria das fotos publicadas eram da imprensa e não pela equipe da prefeitura. Não era campanha naquele momento, era a ajuda que o povo não pensava que aconteceria dessa forma. Tudo isso sem contar com a Pandemia que assolou o país, Botucatu em sua gestão foi exemplo para a região e para muitas cidades do país. Fez a lição de casa…

Espero que de fato possamos estar vivenciando nesse momento um renovar da política local. Tanto nosso prefeito quanto nossos vereadores estão tendo a chance de botar em prática tudo que falaram e prometeram durante a campanha e que assim seja feito, deixando a cidade daqui 4 anos melhor do que ela está hoje e passando o bastão para novos administradores.

Fazer o melhor, deixar sua marca no desenvolvimento da cidade e não somente no quadro de fotos na entrada da Prefeitura ou da Câmara Municial. O legado das boas obras ficarão para sempre em nosso município, é só fazer!

Fernando Bruder

 

 

foto: Câmara Municipal de Botucatu

Bruno Soler é o novo diretor de Comunicação da Liga de Futsal Feminino

Bruno Soler assumiu o futsal feminino de Botucatu há cerca de 3 anos e vem desenvolvendo um trabalho de reconstrução da modalidade em nossa cidade através de um apoio da Secretaria Municipal de Esportes.

Formado em educação física na UNIFAC, o professor Bruno Soler se mostra um apaixonado pelo futsal feminino e foi um dos responsáveis pela campanha de Botucatu nos Jogos Abertos da Juventude em 2019 (4º lugar), Jogos Regionais 2019 (4º lugar) e também uma boa participação nos Jogos Abertos do Interior em Marilia 2019.

fonte: Esportes em Botucatu

Idade, raça e histórico familiar podem interferir no diagnóstico do câncer de próstata

O rastreamento do câncer de próstata é importante. Mas qual a idade para começar? A resposta está relacionada a fatores como idade, raça e histórico familiar. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens de etnia negra ou aqueles com parentes de primeiro grau com câncer de próstata iniciem a avaliação urológica com 45 anos, enquanto que os demais devem começar aos 50 anos. “Homens com parentes de primeiro grau, ou seja pai ou irmão, com câncer de próstata, têm duas vezes mais chances de desenvolver a doença ao longo de sua vida quando comparado à população masculina em geral”, afirma o urologista Pedro Ivo Rocchetti Pajolli, do Grupo São Francisco, que faz parte da Hapvida, e é membro titular da SBU.

 

O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum em homens, só atrás do tumor de pele. A estimativa é que neste ano o Brasil tenha cerca de 65 mil novos casos da doença. Porém, não há indicação para que toda população masculina antecipe o rastreamento, visto que o tumor atinge mais frequentemente homens após os 40 anos de idade. Além disso, os exames para diagnóstico e mesmo o tratamento do câncer, quando não bem indicados, podem trazer complicações que irão impactar negativamente na qualidade de vida, alerta Pajolli. “Há uma classificação quanto à gravidade do tumor de próstata. A partir desta classificação, urologista e paciente irão determinar a melhor forma para tratar. Classificar é imprescindível para tomarmos a decisão mais assertiva no intuito de curar o paciente e diminuir o risco de complicações indesejadas, como incontinência urinária e disfunção erétil”, explica.

 

O rastreamento do câncer de próstata, que deve ser anual, consiste em dois exames iniciais: toque retal, quando o médico averigua a existência de alteração da próstata, como um nódulo, e exame de sangue denominado Antígeno Prostático Específico (PSA), que é uma proteína produzida pela próstata. É fundamental, frisa Pajolli, uma abordagem individualizada do paciente a fim de evitar complicações com diagnóstico e tratamentos agressivos da doença, principalmente em pacientes portadores de tumores indolentes, que se desenvolvem lentamente e não se espalham para outros tecidos e órgãos. Dentre as formas de tratamento do câncer de próstata atualmente, estão a cirurgia, seja ela por via aberta, laparoscópica ou robótica, radioterapia, braquiterapia e até a vigilância ativa do câncer sem, necessariamente, a retirada da glândula. “Importantíssimo esclarecer que esta vigilância ativa deve ser feita através de um acompanhamento rigoroso do urologista a fim de reduzir o risco de complicações futuras”, frisa Pajolli.

 

Como o câncer de próstata é uma doença silenciosa, que apresenta sintomas somente quando já está em estágio avançado, o rastreamento da doença é a melhor maneira de obter o diagnóstico precoce. “Os homens no Brasil, culturalmente, vão menos ao médico que as mulheres e ainda têm certo preconceito em fazer o exame de toque retal. É exatamente por isso que campanhas como Novembro Azul são realizadas anualmente com a finalidade de quebrar o paradigma em relação à avaliação da próstata e conscientizar a população masculina da gravidade da doença. O toque retal e/ou PSA alterados auxiliam no diagnóstico do câncer e são fundamentais para indicar a biópsia da glândula ou complementação com outros exames de imagem. “Mesmo na presença de todos esses outros métodos auxiliares no diagnóstico do câncer, deve-se ressaltar que nenhum deles substitui o exame digital da próstata”, acrescenta.

 

Os sintomas relacionados ao câncer da próstata tendem a se manifestar quando a doença já está em fases avançadas, muitas vezes impossibilitando tratamento curativo ou mesmo quando já afeta outros órgãos. “No Brasil, 20% dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata chegam ao médico com a doença avançada. De cada quatro homens com diagnóstico de câncer de próstata, um morre em decorrência da doença. Essas taxas podem ser reduzidas através do diagnóstico precoce, quando a chance de cura é de 90%. Fica assim evidente a importância de fazer o exame do toque e PSA anualmente. A melhor maneira de prevenir o tumor é a avaliação urológica anual e hábitos de vida saudáveis, como realização de atividade física diariamente e controle do peso”, completa o urologista.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde e Medical, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 35 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 43 hospitais, 191 clínicas médicas, 43 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

 

 

Polícia Militar conduz criminosos à delegacia por furto, receptação e tráfico de drogas em Botucatu

Após receber a notícia acerca da autoria de um furto a um estabelecimento de ensino (creche municipal), de onde foram levados 03 aparelhos de tv, as equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e GCM diligenciaram e lograram localizá-los.

Durante os procedimentos de polícia judiciária os criminosos confessaram a autoria e informaram os receptadores, sendo que, um deles, é um conhecido traficante do município.

Com o apoio do CANIL setorial a ordem foi cumprida e durante as buscas, além da tv, foram localizadas diversas drogas, dinheiro e embalagens, sendo que em outra diligência, outro aparelho de tv foi localizado.

Diante disso todas as partes foram conduzidas ao DP local onde o delegado de polícia deliberou acerca das providências de Polícia Judiciária.

fonte: Polícia Militar

E depois?

Sabe, caro leitor, às vezes, a gente se cansa de ouvir tanta coisa inútil. Parece que as pessoas, mesmo quando não têm nada para dizer, fazem questão de dizer alguma coisa, só para marcarem território. Não importa o que falam. Têm que falar. E nesse longo período de pandemia ouvimos um turbilhão de inutilidades. Pessoas que queriam falar. E encheram os nossos ouvidos e olhos  de palavras vãs: inania verba. Enquanto isso, a gente que é leigo no assunto, fica esperando que alguma ideia luminosa surja. Espera inútil. Não há luz nas ideias.

E eu queria ouvir como é que o mundo solucionará, após a pandemia, a grave questão econômica. Será que houve alguém que enriqueceu nesse período? Só se for o fabricante de máscaras. Os demais… Foi uma catástrofe. Está sendo uma catástrofe. Falências a rodo. Desespero total. Descrença completa. Os governos se viram. É só aumentarem os impostos, que o caixa governamental vai sendo abastecido. Não é assim mesmo que se faz, senhor Dória? E nos outros estados deve estar ocorrendo a mesma coisa. Não se pensa em otimizar serviços. Não se pensa em reduzir gastos. É muito mais fácil e com resultados mais imediatos aumentar impostos. Principalmente, tirar dinheiro de aposentados. Afinal de contas, aposentado não faz greve, né?

Mas o que eu não ouvi ou li em lugar algum foram os planos de retomada da economia. Acredito que, em primeiro lugar, deve haver um plano de auxílio àqueles que se ferraram, que perderam tudo ou quase tudo nesse período. Sem esse plano de auxílio, será difícil retomar a economia. Não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo. E estou me referindo a grandes empresas que não têm mais como produzir e empregar. Mas eu não vejo plano algum. Só vejo gente dando palpite – palpite é o que não falta – e os oportunistas de plantão, sempre pensando em si mesmos, não no coletivo.

E uma questão crucial, que é a educação? Quais são os planos. Só vejo gente falar que devem ou não devem voltar as aulas presenciais. Só isso. Está certo, um dia as aulas presenciais irão voltar. Hão de voltar. Mas não será pra já. Há muita coisa ainda por se fazer antes. Mas e depois? Vai-se desconhecer, por exemplo, o que é que se conseguiu fazer nas aulas remotas? O que vai acontecer com aquele que não tinha meios de assistir às aulas on-line? Qual é o plano para esse tipo de aluno. E para os outros, que conseguiram assistir às aulas remotas, porque tinham melhores condições? O que se fará com eles? As avaliações que eles tiveram foram eficientes para avaliar as reais condições em que se encontram? Como deverá ser a retomada de conteúdo. Como será a readaptação à nova realidade? O aluno, simplesmente, retornará à sala de aula e, num passe de mágica, tudo voltará ao normal? Vai ser assim? Já não era tempo de se pensar nisso?  Quando o aluno voltar à sala de aula – e ele voltará – esse plano deverá estar completo. Caso contrário, será uma lástima!

Como vai ser?

BAHIGE FADEL

 

imagem: Pinterest

Mutirão de Renda Básica Emergencial para o setor cultural termina amanhã

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo realiza até amanhã, 4/11,  o mutirão de cadastramento da Renda Básica Emergencial da Lei Aldir Blanc, para que artistas e trabalhadores do setor  aptos a receber o auxílio se inscrevam. A ação  começou no dia 28 de outubro e tem parceria com os CICs (Centros de Integração da Cidadania) e as Secretarias de Cultura de Municípios do Estado de São Paulo.  Hoje, dia 3/11, também termina o prazo de cadastramento dos projetos culturais no ProAC Expresso LAB, para pessoas físicas e jurídicas.

O total de recursos destinado para o Estado de São Paulo pela Lei Aldir Blanc é de R$ 566 milhões, sendo que o Governo estadual recebeu diretamente R$ 264 milhões. Deste montante, até R$ 189 milhões poderão ser designados para pagamento da renda básica, que beneficiará cerca de 63 mil profissionais da cultura com R$ 3 mil cada um e disponibilizará R$ 75 milhões para editais culturais. Já as 645 prefeituras do Estado receberão cerca de R$ 302 milhões do Governo Federal.

“O setor cultural é muito importante para a economia de São Paulo, com 3,9% do PIB estadual e 1,5 milhão de empregos”, afirma Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa. “Foi, porém, um dos setores mais impactados pela crise gerada pela pandemia. O investimento do Governo Federal em parceria com estados e municípios, por meio da Lei 14.017/20, é fundamental para mitigar a crise e acelerar a recuperação.”

Caso haja sobra na renda básica, os recursos serão realocados para os 25 editais do ProAC Expresso LAB. As inscrições podem ser feitas online no endereço www.dadosculturais.sp.gov.br. Ao todo, o programa deve apoiar a realização e premiar 1,8 mil projetos e profissionais do setor cultural de todas as regiões do Estado de São Paulo, com uma média de R$ 41,6 mil por beneficiado – os valores das linhas variam de R$ 5 mil a R$ 200 mil. Ao menos 50% dos recursos serão destinados a proponentes do interior e do litoral.

Os regulamentos das 25 linhas estarão disponíveis para consulta. Há editais para todas as áreas da cultura, como teatro, dança, audiovisual, artes visuais, patrimônio material e imaterial, eventos, circo, museus, literatura, produção cultural online, música e espetáculos infanto-juvenis

Uma das linhas mais importantes do ProAC Expresso LAB é a que vai destinar R$ 20 milhões para 100 circos, 100 cinemas, 100 museus e 200 teatros independentes de todas as regiões do Estado, num total de 500 espaços culturais. Em contrapartida, esses espaços deverão disponibilizar ao todo 1 milhão de ingressos a preços populares (máximo de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia).

Mutirão Renda Básica Emergencial

Para saber qual unidade do CIC procurar para participar do mutirão, acesse o link: https://justica.sp.gov.br/index.php/coordenacoes-e-programas/integracao-da-cidadania-cic/postos-cic/. A relação de municípios está no endereço: www.cultura.sp.gov.br. Não deixe de levar: RG, CPF, informar o endereço completo (com CEP) e, se for possível, um telefone celular.

“A necessidade do isolamento social como medida para conter a pandemia da Covid 19 impactou fortemente os profissionais da classe artística, um dos primeiros a serem atingidos pela quarentena. Importante ressaltar que a retomada será gradativa, tornando de extrema relevância a decisão de viabilizar o Mutirão do Cadastramento da Renda Básica Emergencial da Cultura para apoiar essa parcela da população. As unidades CIC estão de portas abertas para colaborar com essa iniciativa”, afirma o secretário da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa.

Tem direito ao auxílio os profissionais que tenham atuado em áreas artísticas nos 24 meses anteriores à data da publicação da lei, o que deve ser comprovado de forma documental ou autodeclaratória. A lei determina ainda que a mulher provedora de família monoparental receba o valor dobrado.

Requisitos para solicitar o auxílio:

  • não ter emprego formal ativo;
  • não apresentar renda familiar mensal per capita superior a meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total maior do que três salários mínimos;
  • não receber benefício previdenciário, assistencial, seguro-desemprego ou verba de programa de transferência de renda federal, à exceção do Programa Bolsa Família;
  • não ter recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;
  • não ser beneficiário do auxílio emergencial previsto na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020;

Mais informações no site: www.dadosculturais.sp.gov.br e dúvidas no e-mail: auxiliocultura@turismo.gov.br

com Assessoria