Artigos do Autor: Fernando Bruder

Nota de Repúdio

NOTA DE REPÚDIO

Manifestamos nosso veemente repúdio à decisão da Prefeitura de Botucatu, através da arbitrariedade da Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage e do Nutricionista William Fernandes de expulsarem o Jornalista Fernando Bruder, da Cozinha Piloto do município, enquanto exercia legitimamente seu trabalho jornalístico, durante diligência oficial da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.

O episódio ocorreu no contexto da fiscalização sobre a distribuição de carne estragada em kits escolares de férias destinados a crianças do ensino fundamental, fato de extrema gravidade e de inequívoco interesse público. Impedir a atuação da imprensa nesse cenário representa uma afronta direta aos princípios constitucionais da liberdade de imprensa, do direito à informação e da transparência na administração pública.

A presença de um jornalista em uma diligência dessa natureza não configura obstrução, mas sim um instrumento essencial de fiscalização social, garantindo que a população tenha acesso a informações claras e verdadeiras sobre ações que envolvem a saúde pública e a segurança alimentar de crianças.

Causam ainda maior indignação as tentativas de cerceamento da atividade jornalística justamente no momento em que o poder público deveria agir com máxima transparência, prestar esclarecimentos à sociedade e colaborar com os órgãos de controle e fiscalização.

Repudiamos qualquer forma de intimidação, constrangimento ou censura ao exercício da profissão jornalística. Exigimos respeito ao trabalho da imprensa e reiteramos que calar jornalistas não protege a gestão pública, apenas agrava a desconfiança da população.
A sociedade botucatuense merece respostas, responsabilidade e transparência — não atitudes autoritárias que atentam contra a democracia e o direito à informação.

 

Rede Alpha de Comunicação

Botucatu, 22 de janeiro de 2026.

 

Desabamento em frigorífico de Promissão deixa quatro mortos

Quatro trabalhadores morreram soterrados durante uma obra em um frigorífico de Promissão, no interior de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (21). As identidades das vítimas não foram divulgadas até a última atualização desta reportagem.

De acordo com a Defesa Civil, o acidente ocorreu enquanto os trabalhadores atuavam no interior de uma escavação, quando um barranco de aproximadamente seis metros de altura cedeu e atingiu as vítimas. O chamado de emergência foi registrado por volta das 16h40.

Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência. Os trabalhadores chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos e morreram ao dar entrada na unidade de saúde.

A reportagem entrou em contato com a MBRF, responsável pelo frigorífico, que informou que as vítimas eram prestadoras de serviço. Em nota, a empresa afirmou que, após o acidente, todos os protocolos de segurança foram imediatamente acionados e que equipes de resgate foram direcionadas para o atendimento dos profissionais envolvidos.

Ainda no comunicado, a MBRF lamentou o ocorrido e declarou que está colaborando com os órgãos competentes para a apuração das circunstâncias do acidente.

As causas do desmoronamento deverão ser investigadas pelas autoridades, que também devem avaliar as condições de segurança da obra.

Defesa Civil de São Manuel interdita represa após morte de peixes

Na manhã desta quarta-feira (21), a Defesa Civil de São Manuel interditou uma represa localizada próximo à Vila Ayres, no distrito de Aparecida, após denúncias de moradores sobre a morte de uma grande quantidade de peixes. Segundo relatos, o local também é frequentado por pessoas que pescam e por crianças que utilizam a represa para nadar.

Ao chegar ao local, os agentes confirmaram a presença de diversos peixes mortos na margem da represa. Imediatamente, a área foi isolada com fitas de interdição e banners informativos. A Defesa Civil acionou a Secretaria de Meio Ambiente e a Polícia Militar Ambiental para que sejam tomadas as providências necessárias e realizadas análises para identificar a causa da mortalidade dos peixes.

Em nota, a Defesa Civil alertou a população para não frequentar, não pescar e não entrar na água até que a investigação seja concluída. A recomendação visa garantir a segurança de todos enquanto as causas do incidente são avaliadas.

Polícia Civil realiza operação de incineração de drogas em Botucatu

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu, sob supervisão da Delegacia Seccional da cidade, realizou a operação “Incineração” com o objetivo de destruir 20 quilos de drogas apreendidas em ações policiais na região. Entre os entorpecentes estavam maconha, crack e cocaína, provenientes de diversas diligências realizadas pelas autoridades.

A incineração ocorreu com autorização judicial, contando com a supervisão do Ministério Público e acompanhamento da Vigilância Sanitária, garantindo a legalidade e segurança do procedimento.

Segundo a Polícia Civil, a operação reforça a efetividade das ações de combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado na região da Seccional de Botucatu. As autoridades destacaram que essas medidas são fundamentais para reduzir a circulação de drogas e proteger a população local.

Polícia Civil e Vigilância Sanitária EstaduaL abrem inquérito sobre a carne estragada do kit escolar em Botucatu

A denúncia feita pela Rede Alpha de Comunicação ganhou contornos ainda mais graves e chocantes na tarde desta quarta-feira, 21 de janeiro, durante diligência da Polícia Civil na Cozinha Piloto de Botucatu. O local foi alvo de investigação após a revelação de que carne estragada teria sido distribuída em kits de alimentação escolar entregues a alunos da rede municipal neste mês de janeiro.

A apuração, que já resultou na abertura de inquérito policial, foi formalizada pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE) junto à Polícia Civil. A diligência foi comandada pelo delegado Marcelo Lanhoso de Lima e contou com o acompanhamento da Vigilância Sanitária, do vice-presidente do CAE, Luciano Valim e da Guarda Civil Municipal, que deu apoio à operação.

Durante o interrogatório, o nutricionista da Cozinha Piloto, Willian Fernandes, confirmou ao delegado que a carne foi retirada das escolas e das residências das famílias e que o produto está sendo substituído, inclusive por carne de outra marca, a Seara. No entanto, o ponto mais alarmante veio em seguida: questionado sobre o estado da carne recolhida, o nutricionista admitiu que as amostras estavam, de fato, estragadas.

Segundo o relato feito ao delegado, a Vigilância Sanitária recolheu nove amostras, que foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise.

O vice-presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Luciano Valin, revelou ainda um detalhe importante, a Vigilância Sanitária proibiu a devolução da carne à empresa fornecedora, temendo que o produto pudesse ser reprocessado e recolocado no mercado, colocando novamente a população em risco. Por isso, o material permanece sob tutela da Cozinha Piloto, da Vigilância Sanitária e da Prefeitura de Botucatu, aguardando incineração no próprio município.

🚨 TENTATIVA DE SILENCIAR A IMPRENSA CAUSA REVOLTA

O que mais indignou a imprensa presente foi um episódio grave ocorrido durante a diligência. O nutricionista da Cozinha Piloto entrou em contato com o secretário de Educação, Gilberto Mariotto, e posteriormente com a secretária de Comunicação, Cinthia Al Lage, informando sobre a presença da equipe da Rede Alpha acompanhando a ação policial. Segundo apurado, a secretária teria solicitado que a equipe de jornalismo fosse retirada imediatamente do local, levantando suspeitas de tentativa de ocultar a verdade.

Diante dos fatos, a Rede Alpha aguarda um pronunciamento oficial da Prefeitura de Botucatu, desta vez baseado na verdade, sobre um caso que envolve educação, saúde pública e segurança alimentar, atingindo diretamente crianças e famílias do município.

A Rede Alpha de Comunicação repudia veementemente a atitude da Prefeitura de Botucatu ao impedir a permanência da imprensa em um local de interesse público em local público e em situação de interesse coletivo durante a diligência oficial (art. 5º, XIV e art. 220), prática que fere o princípio constitucional da liberdade de imprensa e do direito à informação, configurando uma ação ilegal e inaceitável, especialmente em uma reportagem de extrema relevância para os munícipes de Botucatu, que têm o direito de saber a verdade sobre fatos que envolvem saúde, educação e segurança pública. O papel da imprensa é defender a transparência e informar a população, destaca o jronalista Fernando Bruder.

👉 A pergunta que fica é: por que tentar esconder o que a própria investigação policial confirmou?

Acompanhe a Reportagem:

 

Após denuncia da Rádio Alpha FM, Prefeitura entrega kit de dieta para criança

Após a veiculação de uma denúncia no jornalismo da Rádio Alpha FM, a família da pequena Stephanie obteve uma resposta do poder público. A mãe da criança, Priscila, entrou em contato com a emissora para agradecer o apoio e informar que, ainda mesmo de manhã em que a situação foi exposta no ar, a Prefeitura entrou em contato e realizou a entrega de 11 latas de suplemento alimentar, indispensável para a sobrevivência da filha.

Além da ação do município, Priscila de Lima Campos relatou que representantes da DRS de Bauru também fizeram contato, confirmando que o suplemento fornecido pelo Estado já foi providenciado e que uma nova remessa deve chegar já no dia seguinte. Segundo a mãe, a mobilização trouxe alívio e segurança à família após um período de angústia.

Em sua mensagem, Priscila destacou a importância do papel social do jornalismo e agradeceu à Rádio Alpha por dar visibilidade ao caso. “Foi um alívio enorme. Muito obrigada ao jornalista Fernando Bruder por darem voz à minha filha, à Stephanie”, afirmou. O episódio reforça a relevância da imprensa como instrumento de mediação entre a população e o poder público, garantindo direitos e respostas rápidas em situações de urgência.

Liminar é ignorada pela Prefeitura de Botucatu e criança fica sem suplemento vital

O jornalista Fernando Bruder recebeu uma grave denúncia envolvendo a falta de fornecimento de suplemento alimentar essencial para a sobrevivência de uma criança de 12 anos, moradora de Botucatu. A mãe, Priscila de Lima Campos, participou ao vivo do Jornal Alpha Notícias, na Rádio Alpha FM, e relatou a situação dramática enfrentada pela família após a interrupção do fornecimento do produto, utilizado como única fonte de alimentação da filha, que possui paralisia cerebral, microcefalia e se alimenta exclusivamente por gastrostomia.

Segundo Priscila, o processo de renovação do fornecimento do suplemento deveria ter ocorrido em novembro, o que não aconteceu. Desde então, a família passou a depender de doações esporádicas, insuficientes para garantir a nutrição contínua da criança. Diante da ausência de respostas da Prefeitura, da Secretaria de Saúde e da DRS de Bauru, a mãe recorreu à Justiça. Conseguiu, uma liminar judicial determinou que a Prefeitura realizasse a compra imediata do suplemento. No dia seguinte, o município foi oficialmente notificado e recebeu prazo de 24 horas para cumprir a decisão — o que, segundo a família, não ocorreu.

A mãe afirma que a Prefeitura alegou existência de doações, informação que ela contesta veementemente. “Não houve doação. Se houve, que apresentem um documento assinado por mim ou pelo meu esposo comprovando o recebimento, o que não existe”, afirmou. A última ajuda recebida, segundo ela, foi no dia 12/01, com apenas três latas, quantidade suficiente para poucos dias. O suplemento acabou, e atualmente a criança está sem qualquer nutrição adequada, colocando sua vida em risco.

Desesperada, Priscila buscou ajuda do Conselho Tutelar, que tentou localizar o produto em farmácias e estabelecimentos de produtos hospitalares, sem sucesso. Como medida emergencial e improvisada, uma nutricionista — que se encontra de licença médica — orientou uma dieta alternativa caseira, que não é a indicada para o quadro clínico da criança. A mãe alerta que esse tipo de alimentação já causou graves complicações no passado, incluindo ganho excessivo de peso e internação na Unesp, o que levou a equipe médica a determinar o uso exclusivo do suplemento específico.

Priscila reforça que o fornecimento sempre foi regular ao longo dos 12 anos de vida da filha, inclusive em administrações anteriores, e que esta é a primeira vez que a criança fica sem o suplemento. “É a única coisa que ela se alimenta. É essencial para a sobrevivência dela. Eu não sei mais a quem recorrer”, desabafou, pedindo que o poder público providencie a compra imediata do produto.

Procurado pela Rede Alpha, o secretário de Saúde e vice-prefeito de Botucatu, André Spadaro, que acompanhou ao vivo a entrevista pelas Rádio Alpha FM, informou via whatsapp que a DRS de Bauru alega não ter sido notificada e que o fornecimento seria de responsabilidade do Estado. Segundo ele, no final do ano, por questões burocráticas de renovação do processo, a dieta deixou de ser enviada pela DRS, e a Prefeitura passou a fornecer provisoriamente até a regularização, fato que foi contradito pela mãe ao vivo na entrevista.

No entanto, a resposta do secretário é considerada vaga e insuficiente diante da gravidade do caso. A denúncia expõe um grave descaso do poder público frente a uma situação que envolve o direito à vida, à saúde e à dignidade de uma criança em condição de extrema vulnerabilidade. Uma solução que poderia ser simples — como a compra emergencial do suplemento ou um contato direto entre os órgãos responsáveis e a família — se arrasta em meio à burocracia, enquanto a criança permanece sem alimentação adequada.

A Rede Alpha segue acompanhando o caso e cobrando providências urgentes das autoridades competentes.

Canetas emagrecedoras ilegais: um risco silencioso à saúde

O uso de canetas emagrecedoras tem crescido de forma expressiva nos últimos anos, impulsionado pela promessa de perda de peso rápida e pelos conteúdos disseminados nas redes sociais. No entanto, junto com essa popularização, avança também um problema grave de saúde pública: o uso de canetas emagrecedoras ilegais, sem prescrição médica e fora do controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É fundamental esclarecer que nem toda caneta emagrecedora é autorizada para uso no Brasil. Medicamentos não regulamentados não passam por avaliação rigorosa de segurança, eficácia e qualidade. Isso significa que o paciente pode estar injetando no próprio corpo uma substância de origem desconhecida, com dosagem inadequada ou até diferente do princípio ativo anunciado.

Riscos reais e potencialmente graves

O uso dessas canetas ilegais pode provocar efeitos adversos sérios, como:

  • Intoxicação medicamentosa, com dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e alterações hepáticas;
  • Complicações neurológicas, incluindo fraqueza muscular, alterações na fala, dificuldades de locomoção e
  • comprometimento de funções vitais;
  • Distúrbios metabólicos, como hipoglicemia grave;
  • Risco cardiovascular, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes;
  • Falta de resposta ao tratamento ou agravamento de condições de saúde já existentes.

Casos recentes de internações em estado grave, associados ao uso desses produtos adquiridos de forma clandestina, mostram que o perigo não é teórico — ele é real e pode deixar sequelas permanentes ou levar à morte.

O perigo da automedicação

Outro ponto crítico é a automedicação. Medicamentos para emagrecimento, mesmo quando regulares, exigem avaliação clínica, indicação precisa, acompanhamento médico e monitoramento contínuo. Cada organismo reage de forma diferente, e o que parece seguro para uma pessoa pode ser extremamente perigoso para outra.

Além disso, quando o produto é ilegal, não há como rastrear sua procedência, nem garantir armazenamento adequado, esterilidade ou concentração correta da substância.

O papel da Anvisa e do médico

A Anvisa alerta que medicamentos não autorizados não oferecem qualquer garantia ao consumidor. A prescrição médica não é um detalhe burocrático: ela é uma medida de proteção à vida.
Emagrecer com saúde envolve mudança de hábitos, acompanhamento profissional e, quando indicado, uso responsável de medicamentos regularizados, sempre com orientação médica.

Informação salva vidas

Diante da pressão estética e da busca por resultados rápidos, muitas pessoas acabam se expondo a riscos desnecessários. É papel dos profissionais de saúde, da imprensa e da sociedade reforçar: não existe atalho seguro quando se trata de medicamentos ilegais.

Antes de utilizar qualquer caneta emagrecedora, informe-se, procure um médico e desconfie de produtos vendidos sem receita, especialmente os importados clandestinamente ou anunciados como “milagrosos”.

Cuidar do corpo é também cuidar da vida.