Denúncia

Médicos expõem que falhas do PSA de Botucatu se devem ao desmonte na gestão da terceirizada PROMEDSP

Médicos que atuavam, há anos, no Pronto Socorro Adulto (PSA) de Botucatu denunciaram à Rede Alpha de Comunicação um grave processo de desmonte do serviço após a empresa PROMEDSP assumir a gestão da unidade em 2025.

Segundo os profissionais, a equipe médica local — experiente, integrada à rede municipal e conhecedora do perfil epidemiológico da cidade — foi sumariamente retirada, sem transição técnica adequada, sendo substituída por médicos oriundos de municípios como Igaraçú do Tietê, Mineiros do Tietê e Barra Bonita.

De acordo com os relatos, a substituição completa da equipe assistencial coincidiu com um agravamento significativo da situação do pronto socorro, marcado por demora excessiva no atendimento, altas médicas precoces, falhas na avaliação clínica, além de um aumento preocupante no número de óbitos, conforme denúncias recorrentes feitas por pacientes e familiares.

Os médicos afirmam que o rompimento abrupto com a equipe local comprometeu princípios básicos da assistência em urgência e emergência, como continuidade do cuidado, segurança do paciente e tomada de decisão clínica qualificada.

A ausência de médicos com vínculo com a cidade e conhecimento da rede de apoio — incluindo exames, leitos de retaguarda e fluxos de referência — teria criado um cenário de improviso, risco e instabilidade permanente.

As denúncias levantam questionamentos graves sobre a responsabilidade da empresa PROMEDSP e da Prefeitura de Botucatu, uma vez que o serviço de pronto socorro é essencial e ininterrupto, devendo obedecer aos princípios constitucionais da administração pública, como legalidade, eficiência, moralidade e supremacia do interesse público.

Segundo os denunciantes, não houve transparência sobre os critérios adotados para a substituição da equipe, tampouco apresentação pública de indicadores técnicos que justificassem a retirada de médicos que já atuavam no serviço há anos.

Para os profissionais, a decisão teve impacto direto na assistência e pode configurar negligência administrativa, ao expor a população a risco evitável.

“Não estamos falando de uma simples troca de contrato. Estamos falando de vidas perdidas, de atendimentos que não aconteceram a tempo e de decisões clínicas tomadas sem conhecimento da realidade local”, afirmou um dos médicos, sob condição de anonimato, temendo retaliações profissionais.

A situação relatada pode, em tese, caracterizar infrações éticas médicas, falhas na gestão do serviço público de saúde e até eventual responsabilidade civil e penal, caso seja comprovado nexo entre a desorganização do serviço, altas indevidas ou demora no atendimento e os óbitos registrados no Pronto Socorro Adulto.

Diante da gravidade dos relatos, médicos defendem a abertura de investigação pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle interno e externo, para apurar:

  1. os termos do contrato com a PROMEDSP;
  2.  os critérios de substituição da equipe médica;
  3. os indicadores de mortalidade antes e depois da mudança;
  4. e as condições reais de trabalho e atendimento impostas aos profissionais atualmente no serviço.

A equipe de Jornalismo da Rede Alpha procurou o prefeito Fábio Leite, o vice-prefeito e secretário de saúde, Dr. André Spadaro; a secretária de comunicação, Cinthia Al-Lage e o diretor responsável pela PROMEDSP, Dr. Vinícius Barrionuevo Garcia Gullo, mas nem deles deu qualquer esclarecimento sobre as denúncias.

A Rede Alpha de Comunicação seguirá acompanhando o caso, reunindo denúncias, documentos e relatos de familiares de pacientes, e cobrando posicionamento oficial da Prefeitura de Botucatu e da empresa PROMEDSP.

📌 Se você ou algum familiar sentiu que houve alguma falha no atendimento do PSA, entre em contato com a nossa equipe de jornalismo pelo WhatsApp (14) 99695-5853.

O que está em jogo não é apenas a gestão de um contrato, mas o direito constitucional da população a um atendimento de saúde seguro, digno e eficiente.

Munícipe denuncia supostas irregularidades em obra de ponto de ônibus em Botucatu

Um munícipe, morador do bairro Chácara dos Pinheiros, denunciou possíveis irregularidades na construção de um ponto de ônibus no bairro Jardim Itália, em Botucatu. A estrutura está localizada na Rua Mariana Jaqueta Santos e, segundo o relato, o alicerce da obra estaria sendo executado de forma inadequada.

De acordo com um morador do local, a base da construção estaria sendo feita praticamente sobre o solo natural, com presença de mato e grama, e utilizando areia como suporte, o que levanta questionamentos sobre a resistência e a durabilidade da estrutura. Imagens encaminhadas à reportagem mostram a base de concreto instalada sem a devida preparação do terreno, o que, segundo especialistas da área, pode comprometer a segurança da obra.

A denúncia gera indignação e reforça a percepção de parte da população de que serviços públicos estariam sendo executados sem o devido rigor técnico. Para o munícipe, o caso pode refletir tanto a falta de fiscalização por parte das secretarias responsáveis quanto possível descuido na execução dos trabalhos contratados pelo poder público.

Moradores afirmam que situações semelhantes já foram registradas em outras obras da cidade e destacam que a população tem perdido o receio de denunciar problemas. Eles ressaltam a importância do papel da imprensa local, como a Rede Alpha de Comunicação, na divulgação de denúncias e na cobrança por transparência e qualidade nos serviços públicos.

A comunidade cobra providências da Prefeitura de Botucatu e espera que a obra seja avaliada tecnicamente, com correções, caso sejam constatadas falhas e que o tal do “serviço porco” não seja uma constante no governo do Prefeito Fábio Leite. O sentimento predominante entre os moradores é de que o município deve oferecer serviços de qualidade, compatíveis com os recursos públicos investidos.

Idoso recebe alta do Pronto Socorro Adulto e em seguida tem hemorragia em casa

Mais um caso de complicações para pacientes no atendimento do Pronto Socorro Adulto de Botucatu.

A família procurou a Rede Alpha de Comunicação para denunciar situação de alta indevida de um idoso que procurou atendimento no Pronto Socorro Adulto de Botucatu.

A família reclama de omissão de socorro e risco de morte do paciente que procurou o serviço na semana passada con queixa de sangramento digestivo.

A família alega que o paciente deveria ter sido internado na sala de emergência, mas que o médico resolveu dar alta hospitalar e orientou queno caso deveria ser acompanhado na Unidade Básica de Saúde (UBS). A decisão de liberar o paciente, segundo familiares, foi tomada mesmo diante de sinais evidentes de sangramento ativo.

Poucas horas após a alta, já em casa, o idoso sofreu hemorragia maciça, com sangramento abundante, colocando sua vida em risco iminente.

A família revoltada com a situação, enquanto aguardava a ambulância para transportar o paciente para um hospital, fez um vídeo pra expor a situação e denunciar possíveis crimes e violações éticas no Pronto Socorro Adulto de Botucatu.

O caso do idoso que recebeu alta do Pronto Socorro Adulto de Botucatu, mesmo apresentando quadro de situação possível de risco de morte, recebu alta sem o devido atendimento.

A situação ultrapassa a esfera da falha administrativa e entra no campo de possíveis ilícitos penais, infrações éticas graves e responsabilidade civil do Município.

O paciente, pertencente a grupo de risco, buscou atendimento médico em situação de urgência.

A família alega que o idoso foi liberado sem a realização adequada de exames, sem estabilização clínica e sem observação hospitalar. Condutas estas, amplamente previstas nos protocolos médicos e nas diretrizes do atendimento de emergência.

A família registrou em vídeo o estado crítico do paciente, material que agora circula como prova concreta do agravamento previsível e evitável para pacientes graves que procuram o Pronto Socorro Adulto.

Possíveis crimes

À luz do Código Penal Brasileiro, o caso pode configurar, em tese:
1. Omissão de socorro (art. 135 do Código Penal), uma vez que o paciente buscou ajuda médica e não recebeu a assistência compatível com a gravidade do quadro.

2. Lesão corporal culposa (art. 129, §6º), caso fique comprovado que a conduta negligente resultou em agravamento da condição de saúde.

3. Homicídio culposo, na forma tentada ou consumada, caso o desfecho seja fatal e se estabeleça nexo causal entre a alta indevida e o resultado.

4. Prevaricação ou conivência administrativa, se houver indícios de que a liberação ocorreu para aliviar demanda, superlotação ou metas internas, em detrimento da segurança do paciente.

Infrações éticas médicas

No âmbito ético-profissional, a conduta pode violar frontalmente o Código de Ética Médica, que proíbe expressamente:

– Negar assistência em casos de urgência e emergência;
– Expor o paciente a risco desnecessário por imprudência, negligência ou imperícia;
– Abandonar o paciente ou interromper tratamento sem garantir continuidade segura da assistência;
– Deixar de empregar todos os meios disponíveis e cientificamente reconhecidos para preservar a vida e a saúde.

A liberação de um paciente com sangramento ativo, sem diagnóstico e sem controle da hemorragia, afronta princípios básicos da Medicina, como a não maleficência e a proteção à vida.

Responsabilidade civil do Município e da Empresa Terceirizada

Por se tratar de unidade pública de saúde, o caso também pode gerar responsabilidade civil objetiva do Município, conforme o artigo 37, §6º da Constituição Federal.

Isso significa que o poder público e a empresa terceirizada PROMEDSP, responsável pela contratação dos médicos que assumiu contrato com a Prefeitura de Botucatu há cerca de 4 meses, também podem ser responsabilizados e serem obrigados a indenizar a vítima e seus familiares, independentemente, de dolo, bastando a comprovação do dano e do nexo causal com o serviço defeituoso.

Perguntas que exigem resposta imediata

1. Quem realizou a avaliação clínica do paciente?
2. Quem autorizou e assinou a alta médica?
3. Quais exames foram solicitados — e por que não foram feitos?
4. O prontuário registra adequadamente o quadro de sangramento?
5. Houve pressão institucional para liberação rápida de pacientes?

A Rede Alpha de Comunicação procurou o prefeito Fábio Leite, o vice-prefeito e secretário secretário de saúde, Dr. André Spadaro; a secretária de comunicação, Cinthia Al-Lage; e o médico responsável pela empresa terceirizada PROMEDSP, Dr. Vinícius Barrionuevo Garcia Gullo; mas não deram qualquer resposta sobre a grave situação que o atendimento do Pronto Socorro Adulto se encontra.

A ausência de respostas oficiais até o momento reforça a suspeita de tentativa de silenciamento e banalização de um episódio gravíssimo.

Providências urgentes

Diante da gravidade dos fatos, o caso exige:
1. Abertura imediata de sindicância administrativa;
2. Investigação pelo Ministério Público;
3. Apuração pelo Conselho Regional de Medicina;
4. Acesso integral da família ao prontuário médico;
5. Esclarecimentos públicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Prefeitura de Botucatu.

Não se trata de erro isolado ou fatalidade.

Trata-se de um possível fracasso do dever legal de proteger a vida.

Quando um paciente procura socorro e sai do hospital em situação pior do que entrou, o sistema falhou — e essa falha precisa ter nome, responsáveis e consequências.

A sociedade precisa saber até quando a negligência será tratada como rotina no Pronto Socorro Adulto.

Pombas e acúmulo de lixo preocupam na entrada do Hospital das Clínicas de Botucatu

Um flagrante registrado por um munícipe que esteve recentemente no Hospital das Clínicas de Botucatu chamou a atenção para uma situação preocupante na principal entrada da unidade. As imagens mostram pombas circulando livremente pelo Boulevard, área de acesso central ao hospital, além do acúmulo de diversos sacos de lixo no local.

O Hospital das Clínicas é referência regional e atende não apenas Botucatu, mas dezenas de municípios do interior paulista, recebendo diariamente grande fluxo de pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde. A presença de pombas em ambientes hospitalares representa um risco à saúde pública, já que essas aves podem ser transmissoras de doenças e comprometer as condições de higiene do espaço.

Além disso, o acúmulo de lixo pode agravar ainda mais o problema, favorecendo a proliferação de animais e gerando impactos negativos ao ambiente hospitalar. A situação levanta questionamentos sobre a manutenção e o cuidado com uma área estratégica de um dos principais equipamentos de saúde do município.

Moradores e usuários do hospital pedem mais atenção e providências por parte dos responsáveis, reforçando a importância de limpeza, controle sanitário e preservação do espaço, garantindo segurança, bem-estar e respeito a todos que dependem do Hospital das Clínicas de Botucatu.

Morador denuncia caos no Pronto-Socorro Adulto de Botucatu e cobra providências do Prefeito Fábio Leite

Um vídeo enviado à Rede Alpha neste fim de semana trouxe à tona denúncias sobre a situação do atendimento no Pronto-Socorro Adulto (PSA) de Botucatu. As imagens foram gravadas pelo munícipe Maurício José de Moraes, conhecido como Juca Bala, que buscou atendimento para a esposa e relatou demora excessiva, superlotação e falta de médicos na unidade.

No registro, ele afirma que a esposa aguardava atendimento havia cerca de duas horas e meia, assim como dezenas de outros pacientes que, segundo ele, apresentavam mal-estar e permaneciam sentados à espera de atendimento. Juca Bala descreve o cenário como um “caos total” e afirma que o PSA contava, naquele momento, com apenas um ou dois médicos para atender toda a demanda. “Não dá mais para continuar com essa situação que nós estamos passando na cidade de Botucatu. É vergonhoso”, desabafou.

Durante o vídeo, o morador diz ainda que decidiu acionar a imprensa e que pretende formalizar uma denúncia junto ao Ministério Público. Ele critica o fato de Botucatu ser uma cidade que recebe milhões de reais destinados mensalmente à saúde pública e possuir estrutura universitária na área, mas, ainda assim, enfrentar longas filas e demora no atendimento. Segundo o relato, algumas pessoas estariam esperando há até quatro horas para serem atendidas.

Ao final da gravação, Juca Bala faz um apelo direto ao prefeito do município, pedindo que vá pessoalmente aos postos e ao pronto-socorro para acompanhar de perto a realidade vivida pela população. Ele também questiona a destinação de recursos para eventos e outras áreas, defendendo que a saúde pública seja tratada como prioridade em Botucatu.

foto: Prefeitura de Botucatu

Morro de Rubião Júnior: cartão-postal com trilha de lixo

Botucatu carrega com orgulho o título de Top Destino Turístico, reconhecimento que valoriza suas belezas naturais, trilhas, mirantes e paisagens que atraem visitantes de diversas regiões. No entanto, uma contradição salta aos olhos e compromete essa imagem: o acesso a um dos principais ícones do turismo local, o Morro de Rubião Júnior, começa literalmente em meio ao lixo.

Quem visita o local se depara, logo no início do trajeto, com descarte irregular de resíduos, entulho e falta de cuidados básicos com o espaço público. A cena causa espanto e frustração, especialmente para turistas que esperam encontrar organização, preservação ambiental e respeito ao patrimônio natural da cidade. Afinal, como sustentar o título de destino turístico de referência quando a porta de entrada de um de seus pontos mais emblemáticos revela abandono?

O turismo vai além da divulgação e dos títulos: ele se constrói no dia a dia, na zeladoria, na fiscalização e na consciência coletiva. Um cartão-postal não começa apenas no topo do morro ou na vista privilegiada, mas sim no caminho que leva até ele. Ignorar essa realidade é fechar os olhos para um problema que afeta diretamente a imagem de Botucatu e a experiência de quem a visita.

Se Botucatu deseja, de fato, consolidar-se como um destino turístico de excelência, é fundamental que o poder público e a comunidade assumam a responsabilidade de cuidar dos acessos, preservar o meio ambiente e garantir que seus símbolos naturais sejam tratados com o respeito que merecem. Caso contrário, o título corre o risco de se tornar apenas um selo bonito no papel, distante da realidade encontrada no chão — ou, pior, no lixo.

Foto: Fototurismo Botucatu

Funcionários da SEMUTRAN pintam faixas nas ruas sem o uso de equipamentos de proteção individual

Servidores da Secretaria Adjunta de Assuntos de Transporte Coletivo e Trânsito (SEMUTRAN) da Prefeitura de Botucatu vêm sendo flagrados trabalhando na pintura de faixas de pedestres nas ruas da cidade sem o uso dos equipamentos de proteção individual (EPI) essenciais, expondo-se diretamente ao tráfego de veículos, ao sol intenso e a riscos graves à saúde e à integridade física.

A prática, além de perigosa, fere normas de segurança no trabalho e pode configurar omissão administrativa.

Moradores e motoristas têm registrado imagens e vídeos de equipes em atividade sem coletes de alta visibilidade, sem proteção para os olhos, mãos e pés, muitas vezes sem qualquer separação segura entre a área de serviço e os carros que passam a poucos centímetros.

A situação se agrava sob o sol escaldante do verão, que aumenta o risco de estresse térmico e exaustão dos trabalhadores.

EPI obrigatórios para pintura de vias

Segundo normas técnicas de trânsito e segurança, trabalhadores expostos ao fluxo de veículos durante serviços sobre o pavimento devem usar, no mínimo:
1. Coletes ou vestimentas de alta visibilidade retrorrefletiva, conforme a norma técnica ABNT para vestuário de segurança, para serem vistos a distância pelos condutores;

2. Proteção para olhos e face, como óculos de segurança, para proteger contra respingos de tinta e detritos;

3. Luvas de proteção, para evitar contato direto com produtos químicos e fricção constante;

4. Calçados de segurança, preferencialmente com biqueira e sola adequadas, para proteger contra objetos perfurantes ou escorregamentos;

5. Proteção auricular, se houver exposição prolongada a ruídos de máquinas

Esses equipamentos devem ser fornecidos gratuitamente pelo empregador e mantidos em bom estado para garantir a eficácia da proteção.

Normas e responsabilidades legais

No Brasil, o uso de EPI é disciplinado pela Norma Regulamentadora NR-6, que exige que o órgão (público ou privado) forneça, treine e exija o uso de equipamentos adequados, de acordo com os riscos da atividade, mantendo registros e condições de conservação desses itens.

A legislação estabelece que é responsabilidade da organização – neste caso, proveniente da administração pública municipal – prover e fiscalizar o uso de EPI pelos servidores.

Além disso, órgãos como o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) orientam que trabalhadores em sinalização de vias devem ter vestuário de alta visibilidade para reduzir o risco de atropelamentos ou colisões em ambientes com tráfego.

Uso de EPI é obrigatório por Lei

Em termos trabalhistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as Normas Regulamentadoras brasileiras são de observância obrigatória, inclusive para terceirização e órgãos públicos que empregam trabalhadores vinculados à administração pública.

A falta de fornecimento ou exigência de uso de EPI pode resultar em autuações pela Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e responsabilização administrativa pelo não cumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho.

Quem responde por essa situação

A responsabilidade pelo cumprimento das normas de segurança é do chefe imediato da SEMUTRAN, do Secretário Adjunto de trânsito, do Secretário Municipal de Zeladoria a qual a SEMUTRAN é ligada, e também, do Prefeito de Botucatu, como autoridade máxima do Executivo local.

Cabe a essas autoridades zelar pela integridade física dos servidores, providenciar a compra e o uso correto de EPI, além de implementar medidas de segregação e controle de tráfego durante obras e serviços em vias públicas.

A omissão na adoção dessas medidas pode gerar implicações legais, incluindo:
– Multas e autuações em inspeções trabalhistas, com base no descumprimento de normas regulamentadoras;

– Responsabilização administrativa e funcional dos gestores responsáveis pela saúde e segurança dos servidores;

– Ações civis por danos morais e materiais, caso um trabalhador sofra acidente;

– Impactos na imagem institucional da Prefeitura, demonstrando negligência com a segurança dos próprios servidores.

Enquanto isso, os trabalhadores continuam expostos às intempéries, sob o sol forte e no meio do trânsito, sem a proteção mínima que lhes permitiria realizar um serviço essencial com segurança e dignidade.

A denúncia está lançada: omissão e risco ocupam o lugar da proteção e da responsabilidade pública.

Nota de Repúdio

NOTA DE REPÚDIO

Manifestamos nosso veemente repúdio à decisão da Prefeitura de Botucatu, através da arbitrariedade da Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage e do Nutricionista William Fernandes de expulsarem o Jornalista Fernando Bruder, da Cozinha Piloto do município, enquanto exercia legitimamente seu trabalho jornalístico, durante diligência oficial da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.

O episódio ocorreu no contexto da fiscalização sobre a distribuição de carne estragada em kits escolares de férias destinados a crianças do ensino fundamental, fato de extrema gravidade e de inequívoco interesse público. Impedir a atuação da imprensa nesse cenário representa uma afronta direta aos princípios constitucionais da liberdade de imprensa, do direito à informação e da transparência na administração pública.

A presença de um jornalista em uma diligência dessa natureza não configura obstrução, mas sim um instrumento essencial de fiscalização social, garantindo que a população tenha acesso a informações claras e verdadeiras sobre ações que envolvem a saúde pública e a segurança alimentar de crianças.

Causam ainda maior indignação as tentativas de cerceamento da atividade jornalística justamente no momento em que o poder público deveria agir com máxima transparência, prestar esclarecimentos à sociedade e colaborar com os órgãos de controle e fiscalização.

Repudiamos qualquer forma de intimidação, constrangimento ou censura ao exercício da profissão jornalística. Exigimos respeito ao trabalho da imprensa e reiteramos que calar jornalistas não protege a gestão pública, apenas agrava a desconfiança da população.
A sociedade botucatuense merece respostas, responsabilidade e transparência — não atitudes autoritárias que atentam contra a democracia e o direito à informação.

 

Rede Alpha de Comunicação

Botucatu, 22 de janeiro de 2026.