Denúncia

Pronto-Socorro Adulto expõe uso político de cargos e salários elevados na “fiscalização” da saúde em Botucatu

 

Em meio a uma série de denúncias sobre o atendimento no Pronto-Socorro Adulto (PSA) de Botucatu, a Prefeitura decidiu nomear e manter três assessores políticos atuando diretamente dentro da unidade de saúde. A justificativa oficial é de que eles exerçam funções de “fiscalização” e contribuam para a “humanização” do atendimento.

A medida ocorre após reportagens da Rede Alpha de Comunicação revelarem o recebimento de dezenas de reclamações semanais, principalmente relacionadas à demora no atendimento aos pacientes.

Os três nomeados fazem parte da base política do prefeito Fábio Leite e têm em comum o fato de não terem sido eleitos nas eleições municipais de 2024. São eles: Fernando Aparecido Carmoni, Assessor de Gabinete II; Antonio Carlos Francisco, conhecido como Biro Árbitro, Assessor de Gabinete I; e Dáurio Pereira de Oliveira, nomeado como Subprefeito de Vitoriana. Todos são servidores comissionados, com salários pagos com recursos públicos, cujos dados constam no Portal da Transparência Municipal.

Apesar dos cargos formais, os três assessores desempenham atividades dentro do Pronto-Socorro Adulto que não guardam relação direta com suas atribuições legais. Segundo apuração da Rede Alpha, a atuação chamada de “humanização” se resume a tarefas operacionais, como empurrar cadeiras de rodas, macas, distribuir copos descartáveis e circular pelo hospital abordando pacientes — muitas vezes conhecidos pessoais — questionando “se poderiam ajudar”, o que gera desconforto e a percepção de possível favorecimento indevido no atendimento.

O caso mais emblemático envolve Dáurio Pereira de Oliveira, que consta na folha de pagamento da Prefeitura como Subprefeito de Vitoriana, com carga horária de 40 horas semanais e salário mensal de R$ 7.445,56, lotado formalmente na Secretaria Municipal de Saúde. No entanto, durante visita do jornalista Fernando Bruder à Subprefeitura de Vitoriana, a secretária informou não conhecer o subprefeito, afirmando que outra pessoa exerceria a função, sem presença diária no local. Apesar disso, Dáurio cumpre escala noturna no Pronto-Socorro Adulto, exercendo atividades alheias à função de subprefeito.

 

Situação semelhante ocorre com Antonio Carlos Francisco (Biro Árbitro), servidor vinculado à Secretaria de Esportes, nomeado como Assessor de Gabinete I, com salário mensal de R$ 7.460,89. Mesmo não sendo da área da saúde, ele atua em escala vespertina no PSA, desempenhando as mesmas funções informais de “humanização”.

Fernando Aparecido Carmoni, Assessor de Gabinete II, está lotado oficialmente no Gabinete do Prefeito e recebe R$ 4.602,17 por 40 horas semanais. Ele atua diariamente no período da manhã dentro do Pronto-Socorro Adulto, também vinculado ao serviço de “humanização”, sem formação técnica ou atribuição legal na área da saúde.

A presença constante desses três assessores políticos dentro do hospital tem causado desconforto entre médicos, funcionários e pacientes. Eles transitam livremente por áreas internas da unidade, inclusive locais de acesso restrito, o que levanta questionamentos sobre segurança, sigilo médico e possível acesso indevido a informações sensíveis dos prontuários dos pacientes. Em diversas ocasiões, segundo relatos, a equipe da Rede Alpha foi abordada pelos assessores ao comparecer ao local para apurar denúncias de atraso e falhas no atendimento.

Outro ponto que tem gerado forte indignação popular é o custo mensal dessa estrutura paralela. Somados, os salários dos três assessores totalizam R$ 19.508,62 por mês, o que representa um gasto anual de aproximadamente R$ 234 mil aos cofres públicos. Considerando os quatro anos da atual gestão municipal, o custo estimado dessa função informal chega a cerca de R$ 936 mil, valor que, segundo especialistas da área, seria suficiente para custear centenas de plantões médicos ao longo do mesmo período.

Tudo isso ocorre em um momento em que médicos e profissionais da saúde denunciam salários defasados, sobrecarga de trabalho e precarização do atendimento no Pronto-Socorro Adulto. Diante do cenário, cresce a cobrança da população por explicações claras da Prefeitura de Botucatu sobre a legalidade, a necessidade e a real efetividade da atuação desses assessores, bem como sobre os critérios adotados para a utilização de recursos públicos em meio a uma crise que afeta diretamente a vida dos pacientes.

A Rede Alpha de Comunicação segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura, do prefeito Fábio Leite e dos órgãos de controle e fiscalização.

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo investiga Presidente da Câmara Cula por uso de carro oficial como veículo particular desde 2023

Relatórios revelam prática repetida por anos, uso de servidores públicos e gastos pagos com dinheiro da população

Um novo capítulo de polêmica atinge a Câmara Municipal de Botucatu. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) escancaram um cenário grave: veículos oficiais teriam sido utilizados como transporte particular pelo presidente da Casa, vereador Cula (Antonio Carlos Vaz de Almeida).

A denúncia não é pontual. Segundo os documentos, a prática ocorreu de forma repetida ao longo de 2023 e 2024, mesmo após alertas do órgão de fiscalização.

Carro oficial virando carro particular

Os relatórios são diretos: registros da frota apontam diversas viagens com destino descrito como “casa do presidente”, indicando que os veículos públicos eram usados para deslocamentos pessoais.

Na prática, isso significa que um bem pago com dinheiro público pode ter sido transformado em meio de transporte privado.

Reincidência que agrava o caso

O que mais chama atenção é que o problema não foi corrigido.

O Tribunal de Contas aponta que a irregularidade já havia sido identificada anteriormente, mas voltou a acontecer, sendo classificada como reincidente — um fator que aumenta a gravidade do caso.

Conta para o contribuinte

O uso indevido não é apenas uma questão administrativa — ele pesa no bolso da população.

Entre os impactos apontados estão:

  • Combustível pago com dinheiro público
  • Desgaste e manutenção dos veículos
  • Estrutura da Câmara utilizada para fins particulares

Ou seja, segundo o Tribunal, há indícios de gasto público para benefício pessoal.

Motoristas a serviço particular?

Outro ponto preocupante: motoristas da Câmara teriam sido utilizados para atender os deslocamentos do presidente, o que pode caracterizar uso indevido de servidores públicos.

Falta de transparência levanta suspeitas

Para agravar a situação, o Tribunal também aponta falhas na divulgação de informações sobre o uso da frota, dificultando o acompanhamento pela população.

Sem transparência, o controle social fica comprometido — e as dúvidas aumentam.

Possível violação de princípios públicos

De acordo com o TCE-SP, as condutas identificadas ferem princípios básicos da administração pública, como:

  • Legalidade
  • Moralidade
  • Impessoalidade
  • Transparência

E agora?

Diante dos apontamentos, o caso pode ter desdobramentos sérios. Especialistas apontam que situações como essa podem, em tese, configurar:

  • Desvio de finalidade
  • Uso indevido de recursos públicos
  • Possível improbidade administrativa

A reportagem procurou o Presidente da Câmara, Vereador Cula para sua manifestação, porém até o fechamento da matéria nenhum retorno havia sido feito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


REPERCUSSÃO

O caso deve gerar forte repercussão entre moradores e órgãos de controle, já que envolve o uso de recursos públicos em benefício direto de agente político.

 

Prefeitura de Botucatu é notificada pelo FNDE por supostas irregularidades na distribuição dos Ovos de Páscoa

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação, notificou oficialmente a Prefeitura de Botucatu após receber denúncia de possíveis irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O documento, datado de 9 de abril de 2026, solicita esclarecimentos sobre a distribuição de alimentos considerados inadequados aos alunos da rede municipal.

De acordo com o ofício encaminhado ao prefeito Fabio Vieira de Souza Leite, a denúncia aponta que escolas municipais estariam distribuindo Ovos de Páscoa industrializados aos estudantes, prática que pode contrariar as diretrizes nutricionais do programa federal.

O FNDE destaca que o PNAE tem como objetivo garantir alimentação saudável e adequada aos alunos da educação básica pública, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados. A legislação vigente, especialmente a Resolução nº 4/2026 do Conselho Deliberativo do FNDE, restringe a oferta de produtos ultraprocessados e proíbe a utilização de recursos federais para aquisição de itens como chocolates, balas e outros alimentos com alto teor de açúcar.

No documento, o órgão federal estabelece prazo máximo de 10 dias para que a Prefeitura se manifeste oficialmente, informando quais providências foram adotadas diante dos fatos denunciados. O não cumprimento das normas pode resultar na adoção de medidas administrativas por parte do FNDE e de órgãos de controle.

Além da Prefeitura, o FNDE também notificou o Conselho de Alimentação Escolar, presidido por Gislaine Aparecida Mendes, para que acompanhe o caso e informe as ações tomadas para apuração e eventual correção das irregularidades.

O Conselho tem papel fundamental na fiscalização da merenda escolar e deve garantir que os recursos e diretrizes do programa sejam corretamente aplicados, assegurando a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes.

O caso agora aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Botucatu e poderá ter desdobramentos conforme a análise técnica do FNDE sobre as justificativas apresentadas.

Críticas à “inauguração de lombada” geram troca de farpas entre munícipe e vereador Japaem Botucatu no Facebook

Uma publicação feita pelo munícipe Bruno Costa nas redes sociais provocou forte repercussão em Botucatu ao questionar a postura de vereadores que realizaram uma espécie de “inauguração” de lombadas instaladas na cidade. No texto, Bruno ironiza a situação e demonstra inconformidade com o que considera uma valorização exagerada de ações básicas do poder público.

Finalmente a nossa cidade pode respirar aliviada. Os vereadores pararam suas agendas ‘importantíssimas’ para inaugurar… DUAS LOMBADAS!” Isso mesmo. Em uma cidade com tantas demandas na saúde, educação e infraestrutura, o grande evento do dia é um monte de asfalto no meio da rua”, escreveu. Em outro trecho, ele critica o tom adotado pelos parlamentares: “O pior é a coragem de agradecer ao Prefeito Fábio Leite como se fosse a construção de um hospital. Parabéns aos envolvidos pela ‘gigantesca’ competência. Botucatu não merece esse teatro”.

A crítica também faz comparações com outras cidades e cobra maior efetividade na atuação política.

Enquanto cidades vizinhas atraem empresas e investem em tecnologia, em Botucatu os vereadores estão fazendo festa para inaugurar duas lombadas e rasgar elogios ao Prefeito”, afirmou.

Ele ainda conclui com uma analogia:

Agradecer por uma lombada é como agradecer ao garçom por ele trazer o cardápio: é o mínimo, do mínimo, do mínimo. Menos marketing e mais trabalho de verdade, por favor!”.

A publicação motivou resposta do vereador Welinton Rodrigo de Souza, conhecido como Welinton Japa. Em tom direto, ele rebateu o munícipe:

Esse Bruno é uma piada. Mesmo assim obrigado por divulgar meu trabalho. Quer ser vereador um dia faça por merecer sem precisar falar mal do próximo meu amigo”.

A resposta gerou nova manifestação de Bruno, que contestou o posicionamento do parlamentar: “Não sou político e não tenho pretensão nenhuma. Mas pode ter certeza vereador, se eu fosse um, jamais seria como você. Eu respeitaria meus eleitores”. Ele ainda reforçou sua condição de cidadão: “Sou um cidadão botucatuense e tenho dever de cobrar meus representantes. É lamentável esse é o tipo de resposta de um representante do povo”. Por fim, acrescentou: “Nas próximas eleições vamos nos lembrar de você”.

Procurado pela Rede Alpha, Bruno Costa reafirmou que:

“Fiz uma publicação cobrando os vereadores Welintom Souza (Japa) e Cula Vaz de Almeida por estarem fazendo ‘festa’ para inaugurar duas lombadas, enquanto nossa cidade sofre com problemas graves na saúde, transporte e educação. Ressaltei que zeladoria básica é obrigação, não conquista.
​A resposta do vereador (conforme o print) foi um ataque pessoal regado a deboche. Ele tentou me diminuir chamando minha indignação de ‘ignorância’ e disse que eu “quero cargo”. É preciso deixar claro: não se trata de querer cargo, mas de exercer a cidadania. Fiscalizar o uso do dinheiro público e exigir prioridade na saúde e educação não é ódio, é um direito meu. Se o vereador acha que o mínimo merece festa, quem está com a régua baixa para a cidade é ele, não a população.
​É curioso como ele tenta pintar a crítica como ‘falar mal do próximo’. Existe uma diferença enorme entre a pessoa física e o representante eleito. Eu não estou atacando o indivíduo, estou questionando o trabalho público dele, e como representante, ele deve satisfações ao povo.
​Ele ainda citou a TV Alpha com desdém, o que só confirma que vocês são, de fato, um espinho na carne desses políticos. A Alpha é o único jornalismo sério da cidade, que não se vende e dá voz ao cidadão. Gostaria que vocês expusessem esse tipo de postura, pois, como cidadão, não me sinto diminuído e continuarei cobrando.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e reacende o debate sobre prioridades administrativas e postura de agentes públicos no ambiente digital.

Contrato milionário de transporte por aplicativo da Prefeitura de Botucatu gera reclamações de motoristas e falhas no sistema

 

O contrato firmado pela Prefeitura de Botucatu com a empresa Ribeiro Tecnologia Ltda. — que não possui nome fantasia registrado na Receita Federal — inscrita no CNPJ nº 48.779.248/0001-29, no valor estimado de R$ 1,23 milhão, destinado à prestação de serviços de transporte individual de passageiros por meio de aplicativo, passou a ser alvo de questionamentos após relatos de motoristas parceiros e problemas técnicos registrados nesta quinta-feira (24). Os motoristas conveniados com a Ribeiro Tecnologia Ltda se reportam À empresa como Macuxi, que inclusive não aparece nos documentos entre as partes, aliás até existe em Roraima, portanto ligado à outro CNPJ que não é o documentado entre a Prefeitura e a empresa contratante.

Segundo denúncias encaminhadas à reportagem, motoristas vinculados à plataforma afirmam que não estão recebendo os repasses financeiros dentro do prazo previamente estipulado, situação que estaria causando prejuízos diretos aos profissionais que realizam o atendimento das corridas. Além disso, nesta data de 24 de abril, o aplicativo móvel utilizado para a operação do sistema ficou fora do ar, deixando usuários e motoristas impossibilitados de acessar o serviço contratado pela administração municipal.

Cláusulas do contrato levantam questionamentos técnicos

A análise do Contrato nº 353/2025 aponta pontos considerados sensíveis do ponto de vista jurídico e administrativo. Um dos aspectos que chama atenção é a previsão de prorrogação do contrato por até 10 anos, mesmo tratando-se de serviço contínuo com características típicas de transporte por aplicativo, modalidade que normalmente exige reavaliações periódicas de competitividade e economicidade.

Outro ponto que levanta dúvidas é a cláusula que proíbe a subcontratação do serviço, apesar de o modelo operacional desse tipo de plataforma normalmente depender da atuação de motoristas parceiros credenciados. Especialistas apontam que essa divergência pode indicar inconsistência entre o contrato formal e a execução prática do serviço.

Empresa contratada fica em outro estado

A empresa responsável pela operação do sistema possui sede em Boa Vista, a mais de 3 mil quilômetros de distância de Botucatu. Embora isso não configure irregularidade automática, a situação levanta questionamentos sobre a existência de estrutura operacional local suficiente para garantir atendimento contínuo e suporte técnico adequado ao serviço contratado.

Instabilidade do aplicativo compromete atendimento

Outro fator considerado preocupante é a instabilidade do aplicativo registrada nesta quinta-feira (24). Motoristas relataram que ficaram impedidos de trabalhar durante o período de indisponibilidade do sistema, enquanto usuários também não conseguiram solicitar corridas por meio da plataforma.

A falha ocorre dentro da vigência de um contrato público que prevê a prestação contínua do serviço, o que pode caracterizar descumprimento contratual caso seja confirmada a interrupção operacional sem justificativa técnica formal.

Motoristas relatam atraso nos repasses

Além das falhas técnicas, motoristas parceiros afirmam que enfrentam atrasos no pagamento dos valores referentes às corridas realizadas, contrariando prazos previamente estabelecidos pela empresa operadora da plataforma. A situação, segundo os relatos, tem provocado insegurança financeira entre os profissionais que dependem diretamente da atividade.

Caso confirmados, os atrasos podem configurar descumprimento das obrigações operacionais previstas no contrato e justificar apuração administrativa por parte do poder público.

Caso pode exigir esclarecimentos da Prefeitura

Diante das denúncias envolvendo atraso de pagamentos, falhas no aplicativo e questionamentos sobre cláusulas contratuais sensíveis, o caso pode motivar pedidos de esclarecimento junto à administração municipal e eventual acompanhamento por órgãos de controle. No contrato, podemos observar o gestor do contrato sendo o secretário do prefeito André Rogério Barbosa (Curumim) e o fiscal sendo Fernando Alves de Mora Sarzi. O secretário Curumim foi procurado pelo jornalista Fernando Bruder da REDE ALPHA e até o fechamento da matéria não nos retornou com os questionamentos solicitados. A reportagem permanece aberta para manifestação das partes envolvidas.

Esgoto a céu aberto persiste há décadas no Jardim Santa Mônica e moradores cobram solução da Prefeitura de Botucatu

Anos após a primeira denúncia feita pela Rede Alpha de Comunicação, o problema de esgoto a céu aberto e acúmulo de água parada no Jardim Santa Mônica, na zona sul de Botucatu, continua sem solução definitiva. O jornalista Fernando Bruder voltou ao local após novos chamados de moradores e constatou que a situação permanece praticamente inalterada, agravando riscos sanitários e ambientais na região.

Segundo relatos de residentes, o problema existe há décadas e se intensifica em períodos de chuva, quando o local se transforma em uma grande área alagada com características de esgoto acumulado. Moradores afirmam que já registraram diversos protocolos junto à Prefeitura solicitando providências, mas até o momento nenhuma intervenção eficaz foi realizada. A expectativa surgiu recentemente com a presença de maquinário no local, porém a obra não resultou na implantação da tubulação esperada pela comunidade.

A área afetada fica entre bairros importantes da região sul, como a Cohab 3, Jardim Aeroporto e Santa Maria, e ainda assim permanece com infraestrutura precária. A água parada, descrita pelos moradores como semelhante a “chorume”, levanta preocupações com proliferação de mosquitos, ratos, baratas e animais peçonhentos, além do risco de contaminação ambiental, já que o córrego da região segue em direção a um pesqueiro próximo.

A situação já havia sido apresentada anteriormente ao poder público municipal durante a gestão do ex-prefeito Mário Pardini, mas nenhuma solução definitiva foi executada. Agora, moradores cobram providências da atual administração do prefeito Fábio Leite, destacando que o problema continua afetando diretamente a qualidade de vida da população local.

Além do impacto ambiental, o mau cheiro constante e a presença de água parada reforçam o sentimento de abandono relatado pelos moradores. A comunidade afirma que seguirá cobrando medidas urgentes e estruturais da Prefeitura, enquanto a reportagem da Rede Alpha mantém o acompanhamento do caso e aguarda posicionamento oficial das autoridades responsáveis.

Link da Reportagem:

http://youtube.com/watch?v=VdmFUsVW3Jc&feature=youtu.be

Posto de Informações Turísticas de Botucatu permanece fechado nos principais dias de movimentação da cidade

A equipe da Rede Alpha de Comunicação esteve no Posto de Informações Turísticas localizado na Avenida José Pedretti Neto, ponto considerado uma das principais portas de entrada da cidade para quem chega pela Rodovia João Hipólito Martins (SP-209), conhecida como a Rodovia Castelhinho. No local, o que deveria ser um espaço de acolhimento ao visitante se transformou em motivo de preocupação: o posto permanece fechado justamente em períodos de maior circulação de turistas, como finais de semana, feriados e vésperas de feriado.

As imagens registradas mostram um cenário de abandono. O prédio está fechado, com sinais de falta de manutenção, mobiliário escasso e aparência de descuido. No entorno, o mato alto e a ausência de jardinagem reforçam a sensação de negligência. Além do impacto negativo na recepção de visitantes, a situação levanta alerta para riscos à saúde pública, já que o acúmulo de vegetação e a falta de conservação podem favorecer a proliferação do mosquito da Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

A estrutura, que deveria funcionar como referência inicial para orientar turistas e valorizar a imagem da cidade, hoje transmite o oposto: abandono e falta de planejamento. Quem chega a Botucatu pela principal via de acesso encontra um espaço que não representa o potencial turístico do município, reconhecido regionalmente por suas belezas naturais, trilhas, cuestas e atrativos ecológicos.

Moradores e visitantes questionam como o município pretende fortalecer sua imagem como destino turístico sem manter em funcionamento um serviço básico de recepção e orientação ao público. A ausência de atendimento justamente nos dias de maior fluxo compromete a experiência de quem chega e enfraquece a proposta de consolidar Botucatu como Estância Turística.

A situação reforça a necessidade de atenção imediata do poder público para reativar o posto, garantir manutenção do espaço e assegurar que a principal porta de entrada da cidade esteja à altura da importância turística que Botucatu busca consolidar.

Acompanhem a reportagem:

http://youtube.com/watch?v=stwE-6oA54E&feature=youtu.be

 

 

 

Prefeito Fábio Leite criticou empresa por “serviço porco”, mas mantém contrato de R$ 2,6 milhões com a mesma construtora em Botucatu

Uma contradição envolvendo declarações públicas da administração municipal e contratos vigentes chama atenção em Botucatu. Após afirmar em vídeo divulgado nas redes sociais que não permitiria que empresas responsáveis por serviços “mal feitos e porcos” continuassem trabalhando para a Prefeitura, o prefeito Fábio Leite mantém ativo um contrato milionário com a mesma empresa anteriormente criticada publicamente.

A empresa Dellazari e Borlina Soluções Ltda foi alvo de críticas do próprio prefeito após falhas na pavimentação executada na Rua Veiga Russo e na Rua Carlos Corsi. Segundo a denúncia feita na época, a camada asfáltica apresentou deterioração em menos de dez dias após a conclusão da obra, executada ao custo aproximado de R$ 259 mil aos cofres públicos.

 

Na ocasião, o prefeito declarou:

Não vamos permitir que fornecedores desse tipo continuem prestando serviços à Prefeitura.”

Ele também afirmou que a Procuradoria Municipal havia sido acionada para notificar e responsabilizar a empresa pelos problemas apresentados.

Contrato milionário segue ativo

Apesar da declaração pública, dados do Portal da Transparência mostram que a mesma empresa segue contratada pela Prefeitura por meio do contrato nº 0418/25, no valor de R$ 2.666.022,99, para execução da primeira etapa da canalização do Córrego Tanquinho, dentro do projeto de revitalização viária da Avenida Vital Brasil com a Rua Tiradentes.

O contrato:

  • foi firmado após processo licitatório nº 025493/25
  • possui regime de execução por empreitada global
  • está vigente até novembro de 2026
  • permanece ativo sem registro público de suspensão contratual

A manutenção do vínculo contratual ocorre mesmo após manifestação pública do chefe do Executivo classificando serviços anteriores da empresa como inadequados.

Histórico anterior de problemas em obras públicas

As críticas à empresa não se limitaram à pavimentação recente. Sob o contrato nº 171/2023, no valor de R$ 9.826.467,21, com posteriores aditivos financeiros, a empresa foi responsável pela implantação de estruturas do Parque Linear de Botucatu.

Entre os problemas relatados por usuários e apontados em denúncias públicas estavam:

  • falhas na drenagem da pista de skate
  • água minando na pista de ciclismo
  • canalizações danificadas
  • falta de acabamento em diversos trechos
  • necessidade de correções estruturais após a entrega

Esses apontamentos reforçaram questionamentos sobre a qualidade da execução e a fiscalização contratual das obras.

Declarações políticas e responsabilidade administrativa

Durante a divulgação do vídeo sobre a obra da Rua Veiga Russo, o prefeito destacou que havia determinado providências administrativas contra a empresa responsável e afirmou que fornecedores com esse padrão de execução não permaneceriam atuando no município.

No entanto, a permanência da empresa como executora de obra estratégica de drenagem urbana levanta questionamentos sobre:

  • critérios de responsabilização contratual
  • eventual aplicação de penalidades administrativas
  • atuação da fiscalização técnica municipal
  • coerência entre discurso público e prática administrativa

Relembre a Reportagem:

 

Continuidade de contratos após críticas públicas

Outro ponto que chama atenção é que parte das obras executadas pela empresa ocorreu ainda durante o período em que o atual prefeito integrava o núcleo administrativo da gestão anterior do ex-prefeito Mário Pardini, tendo ocupado secretarias estratégicas como Administração, Fazenda e Governo.

Isso reforça o debate público sobre:

  • continuidade de fornecedores
  • fiscalização histórica dos contratos
  • controle de qualidade das obras públicas
  • responsabilidade compartilhada entre gestões

Questionamentos que permanecem sem resposta

Diante das declarações feitas pelo próprio prefeito e da permanência do contrato vigente com a empresa anteriormente criticada, permanecem questionamentos relevantes:

  • A empresa foi formalmente notificada?
  • Houve aplicação de multa contratual?
  • Existe processo administrativo sancionador aberto?
  • Houve impedimento de contratar com o município?
  • Quais garantias técnicas foram exigidas para continuidade da execução da obra atual?

A população aguarda esclarecimentos sobre quais medidas efetivamente foram adotadas após as críticas públicas feitas pela própria administração municipal e quais mecanismos de fiscalização estão sendo aplicados para garantir a qualidade das obras financiadas com recursos públicos.

Os dados do contrato também indicam quem são os responsáveis pela fiscalização da execução da obra da canalização do Córrego Tanquinho. Conforme registros administrativos, a fiscalização está atribuída ao secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Colauto Taborda, ao secretário municipal adjunto de Infraestrutura, William de Oliveira e Silva, ao chefe da Divisão de Serviços Topográficos, Guilherme Henrique Gomes Valim, e ao engenheiro Eduardo Wochnik Silva.

A presença de quatro fiscais vinculados à Secretaria de Infraestrutura reforça que a obra possui acompanhamento técnico formal durante sua execução. No entanto, diante das críticas públicas feitas anteriormente pela própria administração municipal à empresa responsável por serviços considerados inadequados, cresce a expectativa sobre qual tem sido o papel efetivo da fiscalização técnica na verificação da qualidade dos serviços atuais e na eventual adoção de medidas administrativas caso irregularidades sejam identificadas.

Essas informações ampliam o debate público sobre a responsabilidade técnica e administrativa no acompanhamento de contratos milionários com recursos públicos, especialmente em situações nas quais já houve registros anteriores de problemas em obras executadas pela mesma empresa, aumentando a cobrança por transparência, controle e prestação de contas à população.

A reportagem da REDE ALPHA DE COMUNICAÇÃO segue acompanhando o caso.