Denúncia

Moradores reclamam de falta de água no Convívio, Parque dos Pinheiros e Altos da Serra

Botucatu volta a registrar queixas relacionadas à falta de água em diferentes regiões da cidade. Além do bairro Convívio, moradores do Parque dos Pinheiros e do Altos da Serra afirmam enfrentar interrupções constantes no abastecimento, situação que, segundo eles, ocorre há semanas sem uma solução definitiva.

A reclamação foi encaminhada pelo morador Sidney Bertaglia, que relata transtornos recorrentes. “Na terça-feira a água acabou às 22h e só retornou por volta das 16h30 do dia seguinte. Ontem acabou às 15h e não voltou até agora. Sem contar que praticamente todas as noites ficamos sem água. Já fiz várias reclamações na Sabesp e até agora nada foi resolvido”, afirmou.

No Parque dos Pinheiros, o problema também é motivo de insatisfação. Rafael Fleischacker, morador do bairro, disse que “A falta de água tem sido frequente e que o abastecimento só tem sido mantido graças à reserva nas caixas d’água das residências”. Moradores do Altos da Serra relatam situação semelhante, com cortes prolongados, principalmente no período noturno.

Para tentar minimizar o problema e reforçar a rede de abastecimento, a Prefeitura de Botucatu informou que acionou a Justiça para que a Sabesp apresente um plano de investimentos. O prefeito Fábio Leite declarou que a concessionária prevê investir cerca de R$ 200 milhões em obras de melhoria e ampliação do sistema entre este ano e 2028.

Mães relatam que receberam doações de carne da Prefeitura de Botucatu com odor podre

A Rede Alpha foi procurada por mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu que denunciaram uma situação considerada alarmante envolvendo os kits de alimentação escolar distribuídos durante as férias de janeiro. O jornalista chefe da REDE ALPHA, Fernando Bruder, foi pessoalmente ouvir as mães de alunos que receberam a carne cedida pela Prefeitura de Botucatu. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresentava cheiro extremamente forte, descrito como “insuportável” e “odor de carne podre”, levantando sérias preocupações sobre a segurança alimentar de crianças e adolescentes.

Moradora do Jardim Monte Mor,  Thalia, mãe de aluno da Rede Municipal de Ensino, relatou à reportagem que a justificativa apresentada inicialmente por representantes da Prefeitura seria de que a carne de charque possui cheiro mais forte por característica do produto. No entanto, ela rebate a explicação. “Carne do sol tem cheiro mais forte, mas dá pra distinguir. Isso aqui está insuportável. Começou a pingar um líquido da carne, um cheiro horrível. Isso é um descaso total entregar isso para crianças”, afirmou. Segundo ela, há relatos de que uma criança chegou a consumir a carne e precisou de atendimento médico. A distribuição dos kits teve início no dia 14 e seguiu até o dia 15 de janeiro, período em que, segundo Thalia, servidores das escolas não sabiam como agir diante das reclamações, já que todos os kits continham a mesma carne. Para a mãe, a situação aponta falha grave no armazenamento do alimento.

Outra mãe, Priscila, também moradora do Jardim Monte Mor, também confirmou o problema. Ela contou que retirou cinco peças de carne em dois dias diferentes e todas apresentavam o mesmo cheiro forte. “Sem condição. Nem prestei atenção na cor, na hora que abri já descartei no lixo”, disse. Priscila afirmou esperar providências da Secretaria de Educação e da Prefeitura. “É complicado, porque tem famílias que dependem desse kit para se alimentar”, desabafou.

A mãe Débora Reis, moradora do Jardim Ciranda e responsável pela publicação que viralizou nas redes sociais, explicou que o objetivo inicial não era fazer uma denúncia, mas entender se o problema era isolado. Ela contou que uma colega de trabalho a procurou perguntando se era normal o cheiro da carne. Ao verificar o próprio kit, Débora percebeu que o odor era o mesmo. “Não é cheiro de carne salgada. É cheiro de carne podre, cheiro de peixe podre. De 100% das mães que comentaram, cerca de 90% relataram que a carne estava estragada”, afirmou. Segundo ela, o produto estava dentro do prazo de validade, o que aumentou ainda mais a preocupação. Após a repercussão, Débora disse que foi procurada pelo Secretário de Educação e por um assessor do gabinete do prefeito Fábio Leite, que afirmaram que uma nutricionista iria até sua residência para averiguar a situação. “É o mínimo. Nenhuma família espera receber uma doação desse tipo”, declarou. Ela também relatou que uma mãe afirmou que a filha passou mal após consumir a carne e precisou ser atendida na Unesp.

A conselheira Talita Gutierrez do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), acompanhou a reportagem da REDE ALPHA e confirmou que esteve na cozinha piloto, onde as carnes não apresentavam odor forte. No entanto, após sentir a carne levada por mães do Jardim Monte Mor, ela destacou a diferença. “Eu estava a mais de um metro de distância e sentia o cheiro de carne podre. Não é o mesmo cheiro da carne aberta na cozinha piloto”, afirmou. Talita também chamou atenção para o fato de uma carne seca estar “pingando líquido”, o que, segundo ela, não seria normal. Para a conselheira, não faz sentido um produto fabricado entre os dias 7 e 8 de janeiro já apresentar sinais de deterioração. “Algo aconteceu no caminho até chegar às casas dessas famílias”, pontuou.

Diante da gravidade dos relatos, a Rede Alpha de Comunicação reforça que aguarda um posicionamento oficial e transparente da Prefeitura de Botucatu. Para as mães e conselheiros, o mínimo esperado neste momento é o recolhimento imediato de todas as peças de carne distribuídas, a apuração rigorosa dos fatos e, caso confirmada qualquer irregularidade, a substituição dos alimentos por produtos seguros e adequados. Afinal, quando o assunto é alimentação escolar, não se trata apenas de logística, mas da saúde e da dignidade das crianças do município.

Confiram a Reportagem:

 

Mães relatam problemas em carne de kits de alimentação escolar em Botucatu

Mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu recorreram às redes sociais nesta semana para denunciar uma situação alarmante envolvendo os kits de alimentação distribuídos pela Secretaria Municipal de Educação. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresenta cheiro forte de podre, além de aspecto visivelmente deteriorado, levantando sérias preocupações quanto à segurança alimentar de crianças e adolescentes.

As denúncias se multiplicaram, acompanhadas de fotos, vídeos e relatos de mães que afirmam ter descartado o produto por medo de intoxicação alimentar. Em alguns casos, o alimento teria sido percebido como impróprio para consumo logo ao abrir a embalagem; em outros, o odor só se tornou evidente no momento do preparo.

Diante da gravidade dos relatos, o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) foi acionado e, segundo informações apuradas, encontra-se neste momento reunido com o secretário municipal de Educação, Gilberto Marioto, e com a equipe responsável pela Cozinha Piloto, para averiguação das denúncias. Até o momento, no entanto, nenhum resultado preliminar foi divulgado oficialmente.

O silêncio do governo municipal chama atenção. A Rede Alpha procurou o prefeito Fábio Leite, o vice-prefeito e também secretário de Saúde, Dr. André Spadaro, o secretário de Educação Gilberto Marioto e a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage. Apesar de todos terem sido contatados, nenhuma autoridade se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Não houve, até agora, qualquer esclarecimento público sobre pontos centrais do caso, como:

  • Se os produtos suspeitos serão recolhidos imediatamente; se foi realizada ou será realizada inspeção sanitária nos lotes distribuídos;
    se haverá exames laboratoriais para verificar a qualidade e a segurança da carne; se a Prefeitura já notificou ou responsabilizou os fornecedores; quais são as implicações legais e administrativas diante da possível distribuição de alimento impróprio; e, principalmente, quais orientações estão sendo dadas às famílias que receberam os kits.

A ausência de respostas oficiais agrava ainda mais a situação, sobretudo por envolver um programa de alimentação destinado a crianças, grupo especialmente vulnerável a riscos sanitários. Especialistas em saúde pública alertam que o consumo de alimentos deteriorados pode causar desde quadros leves de intoxicação até infecções graves, dependendo do tipo de contaminação.

Enquanto a Prefeitura se cala, mães seguem expostas à insegurança e à dúvida: descartar o alimento, denunciar, guardar para eventual perícia? Até agora, nenhuma diretriz foi apresentada pelo poder público.

A Rede Alpha seguirá acompanhando de forma rigorosa os desdobramentos deste caso, cobrando transparência, providências imediatas e responsabilidade das autoridades envolvidas. Assim que houver manifestações oficiais, laudos, decisões do Conselho de Alimentação Escolar ou medidas adotadas pela Prefeitura, a população será informada.

A alimentação escolar é um direito básico e uma política pública essencial. Qualquer indício de falha nesse sistema exige respostas rápidas, técnicas e, acima de tudo, públicas. O silêncio, neste caso, é inaceitável.

Caso de importunação sexual é registrado em empresa CAIO de Botucatu

 

Um caso de importunação sexual foi registrado na tarde desta segunda-feira (12) na empresa CAIO de Botucatu. A ocorrência foi atendida pela Guarda Civil Municipal após acionamento para averiguar uma denúncia de assédio no ambiente de trabalho.

Segundo o relato da vítima às autoridades, um colega de trabalho teria feito comentários de cunho sexual, considerados ofensivos, além de realizar gestos e insinuações de natureza íntima, o que teria causado constrangimento e abalo emocional. Após o episódio inicial, a vítima tentou se afastar, mas o suspeito ainda teria se aproximado novamente, reforçando o desconforto.

Abalada, a vítima procurou outro colega para relatar o ocorrido. Em um novo contato, ao questionar o comportamento do suspeito, teria recebido uma resposta evasiva, minimizando a situação. A Guarda Municipal foi acionada e conduziu as partes até a delegacia para os procedimentos legais.

O suspeito negou a intenção de assédio, afirmando que suas ações teriam sido mal interpretadas. No entanto, após análise dos depoimentos e das circunstâncias apresentadas, a autoridade policial entendeu que houve indícios suficientes para enquadramento no crime de importunação sexual, previsto no Código Penal.

O caso foi registrado como crime consumado, com lavratura de flagrante, e as medidas legais cabíveis foram adotadas. A investigação seguirá para apuração completa dos fatos.

Reunião do FUNDEB ocorre nesta quinta 15/01, mas falta divulgação

A primeira reunião do Conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) de Botucatu em 2026 está marcada para esta quinta-feira (15), às 9h30, na EMEF Luís Tácito, localizada no Jardim Flamboyant. Apesar da relevância do encontro, a convocação tem gerado questionamentos pela ausência de divulgação oficial por parte da Prefeitura.

Não é a primeira vez que reuniões de conselhos municipais deixam de ser amplamente divulgadas pelos canais institucionais do município. Desta vez, a reunião do Fundeb não foi anunciada no site oficial da Prefeitura nem em suas redes sociais. A comunicação, segundo relatos, ficou restrita a um aviso encaminhado via WhatsApp a um grupo limitado de servidores e conselheiros da Educação, o que tem sido interpretado como falta de transparência e descaso com a categoria.

Na pauta da reunião, considerada estratégica para a área educacional, estão a definição do calendário e dos cronogramas de encontros do conselho ao longo do ano, a escolha de temáticas consideradas oportunas e relevantes, além da discussão de uma irregularidade apontada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) relacionada ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), referente ao ano de 2022, que ainda permanece pendente. Também está prevista a apresentação dos selecionados para suplência, entre outros assuntos. Tal pendência chamou muito a atenção no ato da convocação, gerandu muito burburinho entre os convidados e convocados para a reunião

Embora a reunião seja aberta à participação de toda a população, conselheiros e servidores apontam dificuldades práticas para o acompanhamento do encontro. O local escolhido fica no extremo da região norte do município e o horário, durante a manhã, dificulta a presença de trabalhadores. A crítica ganha força pelo fato de a Prefeitura disponibilizar a Casa dos Conselhos para esse tipo de reunião, espaço considerado mais central e acessível.

Outro ponto recorrente de debate é a reposição de cadeiras destinadas a representantes de pais, servidores e diretores no Conselho do Fundeb. De acordo com membros do colegiado, essas vagas estão desocupadas desde a gestão anterior e nunca foram devidamente recompostas, o que compromete a representatividade, a logística de funcionamento e a qualidade das decisões tomadas pelo conselho.

A falta de divulgação e de estrutura adequada para as reuniões reforça cobranças por mais transparência, participação social e valorização dos conselhos municipais, especialmente em um órgão responsável por fiscalizar e acompanhar recursos fundamentais para a educação pública.

Novo ponto de ônibus na curuzú gera preocupação nos usuários

Quando o assunto é prevenção de acidentes e tragédias anunciadas, um local específico de Botucatu volta a preocupar moradores e autoridades: a Rua Curuzu. É nesse trecho que a Prefeitura de Botucatu, por meio da Semutran, iniciou a implantação de um novo ponto de ônibus — justamente ao lado de um prédio antigo, visivelmente deteriorado e com sérios indícios de risco estrutural.

A solicitação para a instalação do abrigo é antiga e partiu, inclusive, de um vereador do município. No local, já é possível observar sapatas no solo, cones de sinalização e uma placa informando que a área está em obras para a construção do novo ponto. No entanto, a escolha do endereço levanta questionamentos técnicos e de segurança.

O prédio ao lado do futuro ponto apresenta diversas trincas estruturais em toda a parte externa, sinais claros de desgaste provocado pelo tempo. Trata-se de uma construção histórica, datada do ano de 1900, portanto 126 anos de existência, que está abandonada há alguns anos e aparenta estar em estado avançado de deterioração. O mais preocupante é que essas trincas estão exatamente acima do local onde os usuários do transporte público deverão aguardar os ônibus.

Especialistas e moradores questionam como um local com essas características pode ter sido aprovado por engenheiros e pelo setor de trânsito do município. A situação remete a episódios anteriores em Botucatu, como o ocorrido na região da Avenida Floriano Peixoto, há mais de um ano, onde um prédio histórico acabou desabando parcialmente, colocando em risco pessoas que utilizavam um ponto de ônibus instalado nas proximidades — por pouco, uma tragédia maior não foi registrada.

Diante do histórico e das condições visíveis do imóvel, a decisão da Prefeitura causa indignação. A avaliação é de que, antes da autorização, uma análise técnica mais criteriosa deveria ter sido realizada. Também há críticas quanto à escolha do local indicado, que claramente não oferece segurança adequada para a população.

A situação reforça o alerta: prevenir acidentes exige mais do que atender pedidos antigos — exige responsabilidade, planejamento e, acima de tudo, a preservação da vida.

https://youtu.be/uehx7XcDzkQ 

 

Muro inclinado e risco iminente: descaso preocupa moradores do Lavapés

Uma denúncia recorrente volta a preocupar moradores do bairro Lavapés, em Botucatu. Localizado na Rua Curuzu, nos fundos da Secretaria Municipal de Trânsito (Semutran), um muro muito antigo apresenta sinais graves de deterioração e risco iminente de colapso, sem que providências efetivas tenham sido adotadas pelo poder público.

De acordo com relatos e imagens registradas no local, a situação se arrasta há mais de anos. A mais de um ano, o muro já apresentava trincas e chegou a ter parte da área isolada pela Prefeitura de Botucatu devido ao perigo. No entanto, atualmente, o espaço encontra-se em total abandono. As faixas de isolamento colocadas anteriormente permanecem jogadas ao chão, evidenciando a falta de manutenção e acompanhamento da área.

O problema se agrava com o período de chuvas, comum no início do ano. As imagens mostram grandes trincas no muro, algumas com medições que chegam a cerca de 1,5 centímetro, além de rachaduras visíveis no pavimento superior. Também é possível notar a inclinação da estrutura em direção à rua, o que aumenta o risco para pedestres que utilizam a calçada — que, segundo moradores, já é precária por si só.

A equipe da REDE ALPHA esteve em abril de 2024 no local e nada mundou

Outro ponto de alerta são as marcas de barro escorrendo pela parede, indicando falhas na drenagem da água acumulada no interior do terreno. Mesmo diante desse cenário, o local voltou a ser utilizado para a guarda de veículos, o que aumenta o peso sobre a borda do muro e potencializa o risco de desabamento.

A área fica muito próxima a uma creche do bairro Lavapés, o que preocupa ainda mais moradores e frequentadores da região. Em caso de colapso, crianças, transeuntes e motoristas podem ser atingidos.

Moradores antigos afirmam que o muro pode ter mais de 50 anos e nunca passou por obras de contenção ou manutenção preventiva. Diante disso, a população volta a cobrar uma ação urgente da Prefeitura de Botucatu e da própria Semutran, que utiliza o espaço, para evitar uma possível tragédia anunciada.

A denúncia reforça que o risco já foi comunicado diversas vezes ao longo do último ano e pede atenção imediata das autoridades responsáveis para garantir a segurança da população.

Assistam a reportagem:

 

Postos de Saúde não resolvem e mandam pacientes para o PSA e PSI

A abertura dos Postos de Saúde para Pronto Atendimento no período noturno, finais de semana e feriados, pela Prefeitura Municipal de Botucatu, como forma de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, não tem produzido resolutividade dos casos, nem evitado a sobrecarga dos Pronto-Socorros Adulto (PSA) e Infantil (PSI). E ainda, tem produzido custos elevados para a administração pública.

Segundo relatos de pacientes, familiares e da própria equipe das unidades de saúde, a maioria dos atendimentos acabam sendo encaminhados ao PSA e PSI devido à falta de estrutura para a realização de medicações, coleta de exames e outros procedimentos. E ainda, quando há alguma prescrição de receita de medicamentos, o paciente precisa retornar em outro dia, em horário comercial, para obter as medicações.

Embora as Unidades de Saúde permaneçam abertas, elas não contam com as farmácias em funcionamento, nem com equipamentos necessários para exames considerados essenciais e não agendam consultas com especialistas. Toda essa situação, dificulta a assistência de saúde, principalmente dos trabalhadores e servidores municipais, que não conseguem ir às unidades, em horário comercial. Diante desse cenário, muitos pacientes atendidos nos horários alternativos, recebem orientação para buscar o Pronto-Socorro Adulto, onde precisam enfrentar novas filas para conseguir um atendimento mais satisfatório. E no caso das crianças, a falta de pediatras nas unidades de saúde, também promovem o encaminhamento para atendimento no PSI.

Especialistas em Administração em Saúde Pública e Profissionais de Saúde questionam que:

“Se há uma equipe à disposição da população nas unidades de saúde, próximas às suas residências, mas não há condições de resolutividade e encaminham os paciente para os Pronto Socorros, o custo desses serviços tem sido onerosos ao Município. E poderiam ser empregados para a melhoria dos atendimentos nos Pronto Socorros, como a contratação de mais profissionais, a manutenção de uma farmácia central e um laboratório municipal para que os atendimentos fossem mais eficientes.”

O valor total de investimentos para a Saúde, em 2025, na cidade de Botucatu, foi cerca de 165 milhões. O município precisa investir 15% do seu orçamento anual no setor de saúde, o que equivale a aproximadamente 72 milhões de reais. No entanto, a Prefeitura de Botucatu investiu mais que o dobro do valor obrigatório no ano de 2025.

Mais apesar disso, o que causa perplexidade é que os postos de saúde de Botucatu são terceirizados para várias empresas. Sendo a principal delas, a OSS Pirangi, desde 2018 ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini. A OSS Pirangi recebeu dos cofres publicos, no ano de 2025, 0 repasse de 55 milhões de reais, aproximadamente.

O cenário da precária assitência à saúde básica do Munícpio de Botuatu expõem a ineficiência da gestão; a incompetência da operacionalização dos serviços de saúde  pelas terceirizadas, a falta de fiscalização por órgãos de controle, como o Conselho Municipal de Saúde e pela Câmara Municipal. O resultado dessas contrariedades são unidades de saúde abertas sem capacidade de resolutividade dos atendimentos, ausência de integração entre sistemas dos postos de saúde com os Pronto Socorros, limitações estruturais dos
Serviços de Urgência e Emergência. Tais deficiências, seguem impactando diretamente na assistência à população.

Dessa forma, muitas pessoas cientes dessas limitações, tem optado por procurar diretamente os Pronto Socorros sobrecarregando ainda mais os atendimentos de Urgência e Emergência. Situação que familiares de um paciente de 80 anos, que buscou atendimento na USF do Lavapés, neste domingo 11/01, relataram a frustração com a situação. Segundo eles, se soubessem previamente que os exames só poderiam ser realizados no Pronto-Socorro Adulto, nem teriam se deslocado até a USF Lavapés.

A equipe de reportagem da Rede Alpha esteve na USF do Lavapés e encontrou o local completamente vazio. Ao procurarem o PSA, o local estava completamente cheio. Reflexo, segundo relatos, do descontentamento da população em buscar atendimento em uma unidade que não consegue concluir o cuidado ao paciente. Questionados, os profissionais de plantão da USF informaram que o sistema de informática não é integrado ao do Pronto-Socorro Adulto, o que compromete o fluxo de informações e torna o atendimento ineficiente. Informaram ainda que nos horários estendidos, como noturno e finais de semana, os exames não são coletados e nem a farmácia está aberta para entrega de medicamentos. Os profissionais também pediram que a reportagem procurasse o Secretário Municipal de Saúde para esclarecimentos.

Prontamente, a Equipe de Jornalismo da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o Prefeito Fábio Leite; o secretário de Saúde e Vice-Prefeito, o médico Dr André Spadaro; e a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage, questionando sobre o atendimento precário dos Pronto Atendimentos nos Postos de Saúde em horários estendidos. Mas até o fefchamento desta matéria, nenhum deles deu qualquer esclarecimento.