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Postos de Saúde não resolvem e mandam pacientes para o PSA e PSI

A abertura dos Postos de Saúde para Pronto Atendimento no período noturno, finais de semana e feriados, pela Prefeitura Municipal de Botucatu, como forma de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, não tem produzido resolutividade dos casos, nem evitado a sobrecarga dos Pronto-Socorros Adulto (PSA) e Infantil (PSI). E ainda, tem produzido custos elevados para a administração pública.

Segundo relatos de pacientes, familiares e da própria equipe das unidades de saúde, a maioria dos atendimentos acabam sendo encaminhados ao PSA e PSI devido à falta de estrutura para a realização de medicações, coleta de exames e outros procedimentos. E ainda, quando há alguma prescrição de receita de medicamentos, o paciente precisa retornar em outro dia, em horário comercial, para obter as medicações.

Embora as Unidades de Saúde permaneçam abertas, elas não contam com as farmácias em funcionamento, nem com equipamentos necessários para exames considerados essenciais e não agendam consultas com especialistas. Toda essa situação, dificulta a assistência de saúde, principalmente dos trabalhadores e servidores municipais, que não conseguem ir às unidades, em horário comercial. Diante desse cenário, muitos pacientes atendidos nos horários alternativos, recebem orientação para buscar o Pronto-Socorro Adulto, onde precisam enfrentar novas filas para conseguir um atendimento mais satisfatório. E no caso das crianças, a falta de pediatras nas unidades de saúde, também promovem o encaminhamento para atendimento no PSI.

Especialistas em Administração em Saúde Pública e Profissionais de Saúde questionam que:

“Se há uma equipe à disposição da população nas unidades de saúde, próximas às suas residências, mas não há condições de resolutividade e encaminham os paciente para os Pronto Socorros, o custo desses serviços tem sido onerosos ao Município. E poderiam ser empregados para a melhoria dos atendimentos nos Pronto Socorros, como a contratação de mais profissionais, a manutenção de uma farmácia central e um laboratório municipal para que os atendimentos fossem mais eficientes.”

O valor total de investimentos para a Saúde, em 2025, na cidade de Botucatu, foi cerca de 165 milhões. O município precisa investir 15% do seu orçamento anual no setor de saúde, o que equivale a aproximadamente 72 milhões de reais. No entanto, a Prefeitura de Botucatu investiu mais que o dobro do valor obrigatório no ano de 2025.

Mais apesar disso, o que causa perplexidade é que os postos de saúde de Botucatu são terceirizados para várias empresas. Sendo a principal delas, a OSS Pirangi, desde 2018 ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini. A OSS Pirangi recebeu dos cofres publicos, no ano de 2025, 0 repasse de 55 milhões de reais, aproximadamente.

O cenário da precária assitência à saúde básica do Munícpio de Botuatu expõem a ineficiência da gestão; a incompetência da operacionalização dos serviços de saúde  pelas terceirizadas, a falta de fiscalização por órgãos de controle, como o Conselho Municipal de Saúde e pela Câmara Municipal. O resultado dessas contrariedades são unidades de saúde abertas sem capacidade de resolutividade dos atendimentos, ausência de integração entre sistemas dos postos de saúde com os Pronto Socorros, limitações estruturais dos
Serviços de Urgência e Emergência. Tais deficiências, seguem impactando diretamente na assistência à população.

Dessa forma, muitas pessoas cientes dessas limitações, tem optado por procurar diretamente os Pronto Socorros sobrecarregando ainda mais os atendimentos de Urgência e Emergência. Situação que familiares de um paciente de 80 anos, que buscou atendimento na USF do Lavapés, neste domingo 11/01, relataram a frustração com a situação. Segundo eles, se soubessem previamente que os exames só poderiam ser realizados no Pronto-Socorro Adulto, nem teriam se deslocado até a USF Lavapés.

A equipe de reportagem da Rede Alpha esteve na USF do Lavapés e encontrou o local completamente vazio. Ao procurarem o PSA, o local estava completamente cheio. Reflexo, segundo relatos, do descontentamento da população em buscar atendimento em uma unidade que não consegue concluir o cuidado ao paciente. Questionados, os profissionais de plantão da USF informaram que o sistema de informática não é integrado ao do Pronto-Socorro Adulto, o que compromete o fluxo de informações e torna o atendimento ineficiente. Informaram ainda que nos horários estendidos, como noturno e finais de semana, os exames não são coletados e nem a farmácia está aberta para entrega de medicamentos. Os profissionais também pediram que a reportagem procurasse o Secretário Municipal de Saúde para esclarecimentos.

Prontamente, a Equipe de Jornalismo da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o Prefeito Fábio Leite; o secretário de Saúde e Vice-Prefeito, o médico Dr André Spadaro; e a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage, questionando sobre o atendimento precário dos Pronto Atendimentos nos Postos de Saúde em horários estendidos. Mas até o fefchamento desta matéria, nenhum deles deu qualquer esclarecimento.

 

Lei contra fios soltos em Botucatu existe, mas não funciona

Ao caminhar pelas ruas de Botucatu, é fácil notar postes com dezenas de fios soltos, emaranhados ou simplesmente pendurados sem controle.

A imagem dos postes abarrotados de cabos — energia, telefonia, internet e TV a cabo — já se tornou símbolo do descaso da administração pública com a cidade.

Moradores relatam situações em que cabos arrastam ao longo dos passeios, se enroscam em árvores ou ficam apenas a alguns centímetros da cabeça de quem passa.

Além de poluir visualmente as vias, esses fios representam riscos reais:

  • 1. Perigo de choque elétrico: fios desencapados, expostos ou soltos podem energizar objetos metálicos ou tocar pessoas inadvertidamente.
  • 2. Acidentes com veículos e pedestres: motociclistas podem enroscar em cabos baixos; pedestres têm espaço de circulação reduzido, especialmente em áreas com grande fluxo.
  • 3. Queda de cabos em dias de vento e chuva: tempestades ou ventos fortes aumentam o risco de fios caírem no chão, criando situações de risco imediato para moradores e animais.
  • 4. Obstáculo para serviços públicos e manutenção urbana: postes e cabeamento desorganizados dificultam podas de árvores, manutenção de iluminação pública e serviços de limpeza urbana.

Esses problemas são recorrentes no município. Mesmo assim, a sensação de “lei que não sai do papel” persiste entre moradores e comerciantes.

Botucatu tem lei, mas é ineficiente

Em Botucatu, uma lei municipal que parecia ser a resposta para esses problemas visuais e de segurança, tão óbvios nas ruas, virou símbolo de ineficácia e falta de fiscalização.

A Lei nº 5.741, de 2015, foi criada justamente para obrigar a concessionária e permissionárias de energia elétrica a alinharem a fiação e retirarem dos postes os cabos inutilizados, bem como a notificar outras empresas que utilizam estes postes para seus cabeamentos.

Em junho de 2025, a Câmara Municipal aprovou e o prefeito sancionou uma alteração nessa lei por meio da Lei Ordinária nº 6.783/2025, fruto do Projeto de Lei nº 54/2025.

O que mudou?

A intenção, segundo o vereador autor do texto, era reforçar a obrigação da concessionária de energia em não apenas organizar seus próprios cabos, mas também em notificar companhias que instalam seus cabos nos mesmos postes para que façam a manutenção e retirada da fiação obsoleta.

A justificativa oficial era simples: a legislação já existia, mas não funcionava na prática — e a alteração buscava preencher lacunas e atribuir mais clareza às responsabilidades. O que não se alterou, no entanto. Na prática, a mudança tem sido letra morta e não tem ação efetiva na vida da população.

O que faltou definir na alteração à lei?

Não existe uma fiscalização efetiva ou qualquer mecanismo público estruturado para garantir que as empresas cumpram a lei.

Mesmo após a alteração da legislação, a realidade nas ruas continua a mesma. Em diversos bairros de Botucatu é comum ver postes entulhados com emaranhados de fios de energia, telefonia, internet e TV a cabo que se estendem de maneira desordenada, muitas vezes pendurados a alturas perigosas ou mesmo quebrando com o tempo e ficando soltos sobre calçadas e vias ou até enrolados nos postes, pela própria população, de forma paliativa.

A Lei não define a fiscalização

Por não ter um mecanismo claro de fiscalização ativa instituído pelo município para que esses riscos sejam efetivamente combatidos, a cidade segue com mais esse problema.

A lei alterada prevê multas à concessionária de energia de 2000,00 por dia, por cada notificação que deixar de realizar às empresas envolvidas.

Mas o limite de fiscalização, quem e como será acompanhada cada notificação, o cumprimento de prazos e a aplicação das multas, ainda é nebuloso. E permite brechas graves à execução real da lei.

A obrigação legal de notificar outras empresas não tem sido acompanhada por um órgão municipal com pessoal ou estrutura específica para garantir que essas notificações sejam efetivamente cumpridas e que as correções sejam feitas.

Empresas continuam a operar com seus cabos sem uso presos aos postes, por anos; e a própria concessionária que detém o maior peso na ocupação desses postes também dificilmente remove ou realinha todos os cabos, mesmo quando notificada.

A alteração de 2025 ampliou o texto original para reafirmar que a concessionária de energia não pode apenas apontar irregularidades. Ela deve retirar cabos inservíveis sob sua responsabilidade e notificar formalmente as demais empresas das quais os postes são compartilhados.

Na verdade, o que aconteceu com essa alteração da lei foi apenas evitar que a responsabilidade recaia apenas sobre a distribuidora de energia.

O problema central, porém, continua sendo a falta de fiscalização definida e rotinas claras de execução pela Prefeitura algo que a lei alterada não conseguiu estruturar.

Sem um órgão responsável por verificar cumprimento e aplicar sanções, como: multas; ordens de serviço ou prazos rigorosos, a legislação continua, para muitos, uma promessa sem prazo de validade.

Descaso com a cidade

Muitas vezes, a população fica sem saber a quem recorrer.

Se liga na Prefeitura, a administração municipal aponta a concessionária; se contata a concessionária, que diz que o problema é das empresas de internet ou telefonia. E assim a bola é jogada para frente sem solução concreta.

Moradores reclamam que as notificações feitas na Prefeitura ou para as empresas, muitas vezes não resultam em ações concretas, e que, sem uma pressão institucional contínua, a retirada de fios inutilizados segue como iniciativa pontual e escassa, e não como regra permanente e contínua.

O custo do descaso urbano

Para a grande parte da população, a existência da lei não se reflete na realidade das ruas.

A sensação de insegurança — tanto física quanto estética — é compartilhada por motoristas, ciclistas, comerciantes e pedestres.

A legislação, mesmo revisada, tornou-se mais um texto jurídico do que uma ferramenta efetiva de ordenamento urbano.

Enquanto isso, os fios continuam pendurados, as notificações viram números em planilhas, os moradores se queixam da inércia das autoridades em transformar a lei, que em tese deveria proteger o espaço público e a segurança das pessoas,
e a cidade segue tolerando o que deveria ter sido resolvido há mais de uma década.

Enquanto isso, os riscos persistem, as ruas seguem com um visual degradado e a população fica aguardando uma ação efetiva que de fato limpe e organize a fiação dos postes.

O que se vê hoje é a demonstração de que apenas alterar uma lei sem definir claramente quem fiscaliza, com que cronogramas e aplicação das penalidades, acaba sendo uma solução inócua.

Botucatu ainda espera por uma fiscalização que saia da promessa e vá até a prática, porque os postes sobrecarregados de fios soltos continuam sendo um problema urbano que a lei municipal ainda não conseguiu resolver.

Banho das Tilápias 2026: Um Grito de Carnaval que Ferveu Rio Bonito

A orla do Rio Bonito, na zona rural de Botucatu, foi tomada por muita alegria no dia 10 de janeiro durante a realização da quarta edição do Banho das Tilápias. O evento, que resgata a tradição do Grito de Carnaval celebrado há mais de 18 anos pela comunidade, registrou o maior público de sua história, consolidando-se como uma das festas mais aguardadas da região.

Com programação totalmente gratuita para moradores e visitantes, o Banho das Tilápias contou com o desfile contagiante da bateria Bar do Índio Unidos do Jardim Brasil, a passagem do bloco É Rio Bonito e show ao vivo do cantor Gustavo Santarém. Para as crianças, não faltaram atrações como pipoca, algodão-doce e pula-pula, garantindo diversão para toda a família.

A combinação de música, folia e entretenimento transformou o espaço em um verdadeiro carnaval a céu aberto. O evento transcorreu de forma tranquila, sem registros de ocorrências, marcado apenas por alegria, brincadeiras e clima de confraternização.

Idealizado e realizado pelo gestor de projetos culturais Fernando César, morador da região e apaixonado pelo carnaval, o Banho das Tilápias teve apoio fundamental da Associação de Moradores e da Prefeitura de Botucatu. A união entre comunidade e poder público reforça o orgulho local e demonstra como o trabalho coletivo é capaz de manter vivas as tradições e transformá-las em grandes celebrações populares.

Homem confessa ter quebrado vidraça de loja em Botucatu

Na noite de quarta-feira (8), a vidraça de um estabelecimento comercial no Bairro Residencial Cedro, em Botucatu, foi quebrada em um ato de vandalismo. A vítima registrou a ocorrência no 1º Distrito Policial, enquadrado como crime de Dano (Art. 163 do Código Penal).

A investigação iniciou rapidamente, e imagens de câmeras de segurança revelaram um veículo Renault Scenic, passando em frente à loja, reduzindo a velocidade e lançando um objeto contra o vidro, causando sua quebra. Com base nas informações obtidas, a polícia localizou o proprietário do veículo e encontrou o carro na garagem de sua residência.

Durante entrevista policial, o indivíduo confessou o ato, explicando que utilizou um estilingue e uma bolinha de gude para quebrar a vidraça, motivado por desentendimentos pessoais com a moradora do local. Os documentos do caso foram encaminhados à Autoridade Policial para prosseguimento dos procedimentos de Polícia Judiciária.

Golpe do falso advogado se espalha e vira alerta em Botucatu

O chamado “golpe do falso advogado” tem causado prejuízos milionários em diversas regiões do país e vem se tornando cada vez mais frequente em Botucatu. Criminosos utilizam dados reais de processos judiciais, informações corretas das vítimas e até nomes e fotos verdadeiras de advogados para dar aparência de legitimidade às abordagens. O contato costuma ocorrer por telefone ou aplicativos de mensagens, com a falsa informação de que a causa foi ganha e que é necessário pagar taxas ou despesas para liberar valores.

Esse tipo de crime tem crescido com a digitalização dos processos judiciais e a maior publicidade das informações, o que facilita o acesso dos golpistas a dados oficiais. As quadrilhas entram em contato direto com clientes, usam linguagem técnica, documentos falsos e pressão emocional para induzir transferências bancárias, muitas vezes por PIX. Há registros de vítimas que perderam desde valores menores até quantias significativas acreditando que receberiam indenizações ou créditos elevados.

Em Botucatu, o presidente da OAB local, Ricardo Delfim, alerta que: “A prática se tornou constante e reforça que alguns cuidados simples podem evitar que o cidadão caia no golpe. Um dos principais sinais de alerta é o número utilizado no contato. Segundo ele, a ligação ou mensagem nunca parte do telefone pessoal do advogado ou do escritório que o cliente já possui cadastrado. Somente esse fato já deve ser visto com desconfiança”, destaca.

Outro ponto importante é que, quando há valores a serem recebidos em um processo judicial, não existem custas, taxas ou despesas a serem pagas pelo cliente. “Se a ação foi ganha, o cidadão não deve nada à outra parte. Pedido de pagamento para liberar dinheiro é indício claro de golpe”, reforça Delfim.

A orientação é que, ao receber ligação ou mensagem de número desconhecido solicitando pagamento, a pessoa não realize nenhuma transferência. A recomendação é desligar imediatamente e entrar em contato com o advogado ou escritório pelos canais oficiais já conhecidos, ou comparecer pessoalmente ao local para esclarecer qualquer dúvida.

Autoridades e entidades da advocacia têm adotado medidas para reforçar a segurança dos sistemas judiciais e promovem campanhas de conscientização, mas alertam que a informação e a atenção do cidadão continuam sendo as principais armas contra esse tipo de crime. Desconfiança, verificação e contato direto com profissionais de confiança são essenciais para evitar prejuízos.

Previsão do tempo para sexta, sábado e domingo em Botucatu

A sexta-feira (9) começa com tempo instável em Botucatu. Segundo meteorologistas, a cidade pode registrar chuvas isoladas e condições de tempestade em parte do dia, com máximas perto dos 30 °C e mínima em torno dos 20 °C. A presença de nuvens e pancadas de chuva isoladas deve marcar o início do fim de semana, com possibilidade de trovoadas em algumas regiões da cidade ao longo do dia.

No sábado (10), o sol volta a aparecer entre nuvens, trazendo um dia mais agradável para atividades ao ar livre. A temperatura tende a subir um pouco, com máximas na casa dos 31 °C e mínima próxima dos 20 °C. A previsão indica menor chance de chuva, mas ainda com variação de nebulosidade, especialmente no período da manhã.

Para encerrar o fim de semana, o domingo (11) será marcado por céu com menos nuvens e calor mais forte. As temperaturas continuam em elevação, podendo chegar a 31 °C a 32 °C ao longo da tarde, com noites mais quentes e céu mais limpo. A tendência é de um dia com pouca chuva e tempo firme, ideal para atividades ao ar livre e lazer com a família.

📌 Resumo do fim de semana em Botucatu

  • Sexta (9): Instável, possibilidade de chuva e tempestades isoladas — máxima ~30 °C.
  • Sábado (10): Sol entre nuvens, tempo mais estável — máxima ~31 °C.
  • Domingo (11): Céu mais aberto e calor, pouco risco de chuva — máxima ~31–32 °C.

Com o cenário típico de verão, a variação de nuvens e tempestades rápidas no fim de semana é comum — principalmente no fim de tarde — então mantenha um guarda-chuva por perto se for sair.

 

Reajuste das aposentadorias acima do mínimo será de 3,9% em 2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 3,90% em 2025, abaixo dos 4,77% observados em 2024. O indicador é usado para definir o reajuste das aposentadorias de quem recebe acima de um salário mínimo, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9).

Os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63% no ano passado, enquanto os não alimentícios tiveram variação de 4,32%. Entre as regiões, Vitória apresentou o maior aumento (4,82%), influenciada pela energia elétrica residencial (17,65%) e pelo aluguel (9,06%), enquanto Campo Grande registrou a menor alta (2,78%), com queda nos preços do arroz (-31,01%), frutas (-9,56%) e carnes (-3,00%).

Os aposentados e pensionistas que começaram a receber benefícios em 2025 terão a correção proporcional ao período do ano em que receberam os pagamentos. Já o piso previdenciário, pago a quem recebe o valor mínimo, será de R$ 1.621,00, representando um aumento de 6,79%. O reajuste começará a ser pago entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, impactando cerca de 21,9 milhões de benefícios de até um salário mínimo, o que corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios do Regime Geral de Previdência Social, com custo estimado de R$ 30,7 bilhões em 2026.

Celulares doados à Etec de Lins são apreendidos após venda irregular

A Polícia Civil apreendeu 58 celulares que haviam sido doados pela Receita Federal à Escola Técnica Estadual (Etec) de Lins (SP) e acabaram desviados para venda irregular em cidades do interior de São Paulo. Os aparelhos foram localizados durante uma operação realizada entre quarta-feira (7) e quinta-feira (8), após denúncia apontar a comercialização indevida dos equipamentos destinados à área educacional.

Na quarta-feira, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Lins, Promissão, José Bonifácio, Mirassol, Ubarana, São José do Rio Preto e Lourdes. Ao todo, 48 celulares foram recolhidos nessa etapa, sendo 27 encontrados em uma única loja em Ubarana. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por receptação qualificada e levado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins.

No dia seguinte, mais dez aparelhos foram apreendidos em São José do Rio Preto, elevando para 58 o total de celulares recuperados. A operação contou com apoio do Centro de Inteligência da Polícia Civil, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Setor de Investigações Gerais (SIG) e do Centro de Polícia Judiciária (CPJ).

Segundo a polícia, cerca de 150 celulares foram doados pela Receita Federal à Etec de Lins. As apurações indicam que um funcionário da unidade assinou a retirada dos aparelhos, mas ainda é investigado se eles chegaram efetivamente à escola. A TV TEM informou que procurou o Centro Paula Souza, responsável pela administração das Etecs, porém não houve resposta até a última atualização da reportagem.