Destaque

Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da operação sobre Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

A defesa dele disse que Vorcaro “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. A defesa negou “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e disse confiar “que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”. Reiterou ainda a “sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF. A defesa disse que “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”.

As prisões aconteceram como parte da terceira fase Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, tem o objetivo de investigar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.

🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.

Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista.

Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

CPI

Vorcaro era aguardado para depor nesta quarta à CPI do Crime Organizado, em Brasília. No entanto, o dono do Banco Master já havia sinalizado que iria comparecer apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O ministro André Mendonça tinha decidido na terça-feira (3) que a ida dele à CPI seria facultativa.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Nove em cada dez vítimas de feminicídio no Brasil não tinham medida protetiva

O Brasil chega aos 20 anos da Lei Maria da Penha com um paradoxo a enfrentar: enquanto o índice de mortes violentas está em queda, os feminicídios crescem a níveis recordes. Em 2025, o país registrou 1.568 casos de feminicídio, o maior número da série histórica, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Considerados os últimos cinco anos, o salto é ainda maior, de 14,5%.

Só 13,1% das vítimas contavam com uma medida protetiva de urgência concedida pela Justiça quando foram mortas. Significa que quase nove em cada dez mulheres não tinham a ordem judicial baseada na Lei Maria da Penha, que visa garantir a integridade física e psicológica das vítimas, em caráter urgente.

Os dados estão na pesquisa ‘Retrato dos Feminicídios no Brasil’, um levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado na manhã desta quarta-feira (4). O relatório deve ser apresentado em encontro com representantes do governo federal em Brasília.

Pela legislação brasileira, o feminicídio ocorre quando uma mulher é assassinada no contexto de violência doméstica e familiar ou em razão do menosprezo ou discriminação à condição de mulher. No Brasil, uma lei de março de 2015 alterou o Código Penal Brasileiro e incluiu o feminicídio como uma das formas qualificadas de homicídio. Em 2024, outra mudança legislativa transformou o feminicídio em um crime autônomo.

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que o número pífio de mulheres com medida protetiva não é resultado de um gargalo no sistema judiciário. Pelo contrário. A Justiça brasileira tem conseguido dar essa resposta, e a cada ano aumenta o número de decisões favoráveis às mulheres. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 621 mil medidas protetivas de urgência foram concedidas no ano passado, o correspondente a 90% das solicitadas.

— De um lado, a gente tem quase 87% das vítimas que não tinham medida protetiva. E a gente não sabe muito bem o porquê. Por que elas não buscaram ajuda? Normalmente, essas mulheres sequer tem um BO (boletim de ocorrência) contra o agressor. Então a gente tem um desafio de conseguir chegar nessa mulher. Do outro lado, tem 13% de vítimas que procuraram o estado, tinham uma medida protetiva, e ainda assim nós falhamos com elas — ressalta Samira.

Embora não haja respostas definitivas, os pesquisadores têm pistas das causas da baixa concessão de medidas protetivas, o que chamam de “rota crítica”. O problema, diz o estudo, é anterior aos tribunais. Até chegar à ordem de restrição, a mulher em situação de violência percorre um longo caminho, que envolve desde a coragem para quebrar o silêncio e denunciar o agressor até encontrar a efetiva proteção institucional.

Uma série de fatores podem impulsionar o pedido de ajuda, como a preocupação em proteger os filhos, a escalada da violência ou o apoio de amigos e familiares. Mas há também os inibidores, como a dependência econômica, vergonha, má resposta institucional e isolamento social, segundo a pesquisa do Fórum. Além disso, não basta que os serviços de proteção estejam disponíveis. É preciso que sejam acessíveis, de qualidade e capazes de produzir respostas consistentes.

Uma vez que a medida é concedida, há ainda um longo caminho pela frente, segundo Samira. O agressor precisa ser notificado sobre a decisão judicial. E também as forças de segurança, que serão responsáveis pelo cumprimento e fiscalização.

— Tenho frisado que a medida protetiva de urgência é uma decisão judicial que precisa ser fiscalizada para que a mulher seja protegida. E diria que é aí que a gente está falhando. Essa é uma tarefa dos Executivos, seja com guardas municipais, seja com as Polícias Militares, a quem cabe garantir que essa mulher, depois de amparada por uma decisão judicial que impede a aproximação do agressor, seja protegida pelas forças de segurança. Se não tem fiscalização, a medida nada mais é do que um pedaço de papel — destaca Samira.

Para fiscalizar o cumprimento das medidas, Polícias Militares e Guardas Municipais têm unidades especializadas, como as patrulhas Maria da Penha ou rondas Maria da Penha, voltadas ao acompanhamento dessas mulheres com medidas vigentes. Essas equipes realizam visitas periódicas, mantêm canais diretos de contato e constroem um vínculo com as vítimas. Esse acompanhamento, segundo o estudo, tem efeitos concretos na proteção, seja pela presença ostensiva, seja pela capacidade de identificar precocemente sinais de escalada da violência.

Alguns estados passaram a adotar ainda a tecnologia, como o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores, e a disponibilização de dispositivos de alerta, como botões do pânico. A pesaquisa considera essas ferramentas menos eficientes, uma vez que a implementação ainda enfrenta “limites de escala, cobertura e integração institucional”.

Cidades menores

O mapeamento do Fórum revela que o risco de morte para as brasileiras é inversamente proporcional ao tamanho da cidade onde vivem. Ou seja: quanto menor o município, maior a incidência de casos de feminicídio.

Municípios com até 100 mil habitantes concentram 50% de todos os feminicídios do país, embora abriguem apenas 41% da população feminina. Nessas localidades, a taxa de mortalidade chega a 1,7 por 100 mil mulheres, índice superior ao registrado em cidades médias (1,2) e nas grandes metrópoles (1,1).

Essa vulnerabilidade nas cidades menores é agravada pelo deserto de serviços especializados. Enquanto 98% dos grandes municípios possuem Delegacias de Defesa da Mulher, onde as denúncias contra os agressores em geral são feitas, apenas 5% dos pequenos contam com esse serviço. Sem essa infraestrutura básica, a trajetória da mulher em busca de ajuda é interrompida por barreiras territoriais, falta de sigilo e pressões comunitárias mais conservadoras.

— A gente tem uma boa legislação, tem equipamentos de unidades especializadas de referência em muitos lugares. O desafio é a descentralização da política. Se a gente tem metade dessa violência letal contra a mulher acontecendo nesses municípios pequenos, como é que a gente vai fazer para, de fato, dar capilaridade para a política? Fazer com que a lei Maria da Penha, que é essa lei tão importante e tão reconhecida, se transforme em realidade nessas cidades menores? — questiona Samira.

O levantamento atualiza o perfil das vítimas de feminicídio. Mulheres negras (62,6%), com idade entre 30 e 49 anos (50%), são a grande maioria. O crime não é aleatório. Em 80,7% dos casos, o assassino é o parceiro ou ex-parceiro íntimo. A violência, em 97,3% dos crimes, é praticada por homens.

Segundo o Fórum, o local mais perigoso para as mulheres é a própria residência, cenário de 66,3% das mortes. O instrumento mais utilizado é a arma branca (48,7%), como facas e machados presentes no cotidiano doméstico, seguida pela arma de fogo (25,2%).

O retrato do feminicídio — Foto: Criação O GLOBO
O retrato do feminicídio — Foto: Criação O GLOBO

Fonte: O GLOBO
Foto: Reprodução

Trio armado invade casa, faz duas mulheres reféns e leva joias em São Manuel

Uma casa localizada em um município sob jurisdição da Delegacia Seccional de Polícia Civil de Botucatu foi invadida por criminosos na manhã desta terça-feira (3). Três homens, com os rostos cobertos e utilizando luvas, entraram no imóvel, renderam duas mulheres e fugiram com joias e outros objetos de valor.

Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária da residência chegou ao trabalho por volta das 7h50. Depois de realizar atividades rotineiras, como colocar o lixo para fora e iniciar a limpeza, foi surpreendida no corredor por um homem armado. Ele apontou a arma e ordenou que ela permanecesse em silêncio, questionando sobre a existência de cofre e joias na casa. Pouco depois, outros dois comparsas entraram em um dos quartos, totalizando três invasores — apenas um deles portava arma de fogo.

Por volta das 9h, a proprietária retornou da academia e acabou sendo rendida assim que abriu a porta. As duas mulheres foram levadas até um quarto, onde tiveram as mãos presas com abraçadeiras plásticas e as bocas fechadas com fita adesiva. Durante a ação, o criminoso armado fez ameaças constantes, chegando a encostar a arma no rosto da moradora enquanto exigia a senha do cofre.

Ao abrirem o compartimento, constataram que estava vazio. Em seguida, obrigaram a vítima a indicar onde estavam as joias, guardadas dentro de um guarda-roupa. Foram levados colares de pérolas, correntes e cordões de ouro, anéis, entre eles um com brilhante, além de diversas bijuterias. Os objetos foram colocados em uma mochila cinza pertencente aos próprios assaltantes.

Antes de deixar o local, os criminosos amarraram novamente as vítimas, prendendo-as juntas, e as trancaram no banheiro. Ainda permaneceram por alguns minutos utilizando um telefone celular e, sob ameaça, exigiram a chave do portão para facilitar a fuga.

Cerca de cinco minutos após a saída do trio, as mulheres conseguiram se soltar e acionaram a Polícia Militar.

A ocorrência foi registrada como roubo qualificado e será apurada pela Polícia Civil. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.

Polícia Civil

Professor Nelson Letras volta ao Rádio com programa Românticos da Noite pela Rádio Alpha FM

Uma crônica de rádio… e de vida

Estávamos nos anos 80, a charrete que perdeu o condutor como cantava o maluco beleza.

Aos meus oito anos de idade, cantarolava, enquanto caminhava pelo quintal de terra, “toquem o meu coração, façam a revolução… está no ar, nas ondas do rádio”… Aquela música da banda RPM não saía de minha cabeça. E como eu a conhecia? Pelo rádio, aquela caixa mágica que me entretinha com uma das maravilhas da arte, a música, com a companhia dos locutores, as transmissões dos jogos de futebol – “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, e havia também os jornais (que, na época, eu não ligava muito). Lembro-me bem de como a vinheta de encerramento da programação da Rádio PRF´8 me entristecia, pois aquele mundo de sonhos só estaria disponível no próximo dia.

Todas as manhãs, meus pais ouviam “O Palanque” com Plínio Paganini, Elias Francisco e companhia… Tudo que acontecia na cidade, ficávamos sabendo por esse programa.

Eu me apaixonei muito cedo pelo rádio e, naqueles tempos, nem imaginava que um dia faria parte dessa casa.

Os anos se passaram, e chegávamos a março de 1991. Não consigo recordar o dia exato do mês, mas foi quando subi as escadas daquele prédio histórico onde ficava a Radio Emissora de Botucatu e a Cultura FM. Eu seria o mais novo office-boy das duas emissoras! Fui apresentado a dona Maria Buriti, a dona da Cultura FM, que me recebeu como uma professora (que, aliás, ela também era). Minha função também era “atender o balcão”. As pessoas chegavam para saber sobre empregos, para divulgar sobre cães desaparecidos, para ver se alguém havia encontrado a carteira com documentos, chaves, até óculos. Tudo acontecia na Rádio!

Festa do dia das Mães, da PRF´8, 1991

Ali também fiz muitas amizades. Foi muito interessante ouvir a voz do locutor Clóvis Carmone, pessoalmente, e reconhecê-la. Mas não foi só a voz de meu amigo Clóvis. Também havia o Plínio e o Elias (do Palanque), o Gilberto Silva, o Wartão, o Nelson Camargo, o Edmundo Anselmo e muitos outros. Ah, também os técnicos de som, os programadores, jornalistas… Luís Valin, Heitor e César Titon, o Dez, o Rúbens Roberto Herbst, o Haroldo Amaral … a lista é grande. Depois vieram outros, o Tom Martins, o Fernando Bruder, o Marcelo Kor, o Kiko Filho, o Joandre César, o Paulo Magrão, o Giovani Neto, o Luís Henrique… enfim… são tantos os nomes, amigos, que seriam necessárias muitas linhas para escrever.

Mas eu sentia que minha vida não estava somente no escritório da Rádio e ao lado do aparelho transmissor. Eu queria mais!

Foi em 1993 que comecei a aprender sonoplastia (comandar a mesa de som, os toca-discos, as fitas…). O Césinha Jr, que hoje apresenta o programa da tarde na Municipalista, foi meu primeiro professor. Até me emociono quando lembro as palavras de meu amigo roqueiro: “Nelsinho, tudo aqui é som! A finalidade de todos esses botões, de todos esses aparelhos é som!”…

Em poucas semanas, eu já estava comandando aquele equipamento e ajudando a levar música, informação, entretenimento para milhares de ouvintes. Agora eu estava do outro lado da caixa mágica.

Estúdio Nova Cultura FM, 1997

… “Lojas Algodão Doce informam o hora certa!”. Meu coração acelerou… Eu fazia técnica de som, nas madrugadas, aos fins de semana, na Cultura FM, quando apertei o botão da cartucheira (equipamento em que eram tocadas as fitas com comerciais), e a propaganda das Lojas Algodão Doce informava a hora. Mas quem falava era o locutor do horário. Opa, que locutor? Naquele horário não havia locutor, era só eu ali naquele estúdio. Minha ação foi muito rápida, abri o canal do microfone e falei a hora… Assim, iniciava-se minha nova aventura de vida…

A cerca de três, quatro meses, eu começara a aprender técnica de som, e agora eu já estava até anunciando músicas nas madrugadas dos fins de semana.

Aí vem um momento que nunca esquecerei. A equipe da FM conversou com o diretor, dono da Rádio, Plínio Paganini, que eu chamava de seu Plínio, e lhe informou sobre o que eu estava “aprontando”. Só que o objetivo era positivo, era me ajudar a ser mais uma voz do rádio. “Seu Plínio” me chamou em sua sala e disse: “responde uma coisa, Nelsinho, você quer ser locutor?”. A resposta foi automática “sim, seu Plínio, quero muito”. “Muito bem, então você começa a treinar no estúdio de gravação, mas antes quero que você preste muita atenção no que vou lhe dizer, tome muito cuidado com o que você fala no rádio, pois, no mínimo, haverá mil pessoas te ouvindo!”. Na hora, eu fiquei empolgado, pois era exatamente o que eu queria. Foi muitos anos depois que entendi melhor o que aquelas palavras significavam. Quantos locutores deveriam ter ouvido isso de seu Plínio… – Durante a pandemia de Covid, absurdos que causaram milhares de mortes, sofrimento de milhões, foram alardeados por “locutores” em muitas emissoras do país, até mesmo em emissoras importantes, como a Jovem Pan de São Paulo, emissora que um dia, no final da adolescência, eu admirava e tinha como referência. Aquelas mentiras como “o vírus não faz tão mal, distanciamento social é errado, máscaras fazem mal, vacinas não são confiáveis…” vieram de pessoas que, possivelmente, não tiveram a oportunidade que eu tive: de ter um professor como Plínio Paganini.

Estúdio PRF´8, 1999

Eu tinha dezessete anos quando assumi o horário da tarde da na Nova Cultura FM. Eita, vida corrida… Saía da escola mais de meio-dia para começar minha locução às 13h. Era uma aventura… EECA, terceiro colegial, e já locutor de rádio. E, enquanto “brincava de rádio”, ia aprendendo a vida.

Estúdio Cultura FM, 2001

E os anos foram passando, novos amigos no rádio, novos programas… Em Botucatu, foi marcante apresentar nos fins de noite o “Cultura e os Românticos do Mundo”. Isso foi no final dos anos 90 e começo dos anos 2000.

Mas era tempo de trilhar novos caminhos. Era tempo de cursar Letras, na Unesp de Assis, tempo de ser professor. Aqueles anos também haviam sido os últimos momentos de rádio para mim, já que enquanto fazia faculdade também trabalhei em duas rádios na cidade de Assis. Também foram momentos inesquecíveis, e amigos que sempre serão lembrados…

Estúdio Cultura FM de Assis, 2003

Minha formatura foi no início de 2005. Logo após, retornei a Botucatu para começar minha carreira de professor no cursinho da Escola Viva, o cursinho da Nora, da Noinha, rsrsrs – o Nelson Leite do rádio passava a ser conhecido como Nelson Letras. Desde então atuei em várias escolas. Eu que nunca havia entrado em uma sala de aula de uma escola particular como aluno, passei a ser professor nelas. Montei meu curso de redação que continua participando da vida de muitos jovens, futuros universitários. Nestes anos, também tenho me divertido com programas de tevê, apresento o programa Flashmix, produzido e exibido pela TV Alpha, Botucatu, e também exibido em várias emissoras comunitárias do país, inclusive, no canal nacional, a TVcom Brasil.

Mas a crônica do rádio não pode parar, a caixa mágica de som continua emitindo ondas que pulsam nossas vidas… Assim, o fim desse texto é para contar a sequência de minha aventura, de meu amor pelo rádio. É a hora de continuar me emocionando e de levar emoção para outras pessoas, para antigos e novos ouvintes. As músicas românticas voltarão a fazer parte do rádio e da vida de muitos. Estreia segunda, dia 09 de março, às 22h, na Rádio Alpha FM Botucatu, o programa Românticos da Noite. Além da frequência 87,5 – como o rádio também evoluiu – o programa poderá ser ouvido pelo celular, é só baixar o aplicativo da Rádio Alpha Botucatu (é apenas um toque em seu celular e você ouve), ou ainda pelo site https://www.radioalphabotucatu.com.br/

É em um clima de extremo saudosismo, que, tantos anos depois, subirei, no mesmo mês de março, aquelas mesmas escadas de 1991, de quando era menino, e são, realmente, os mesmos degraus, já que a Rádio Alpha fica naquele mesmo prédio da rua Marechal Deodoro, no centro da cidade, em que ficava a Rádio PRF´8 e a Cultura FM, ou seja, a minha segunda casa.

Termino essa crônica de rádio e de grande parte de minha vida convidando você a fazer parte dessa viagem, a resgatar o prazer de ouvir rádio, a ouvir e fazer comigo o programa Românticos da Noite. Você poderá participar mandando sua mensagem, pedindo sua música pelo WhatsApp (14) 99661 64 11 ou pelo Instagram “@programaromânticosdanoite”. Afinal, a frase é clichê, mas é verdadeira “o show não pode parar”.

 

 

 

Rua José Vitoriano Villas Boas é destaque na nova edição do “Cuesta Vista de Cima”, da TV Alpha Botucatu

A TV Alpha Botucatu apresenta a quarta edição da série “Cuesta Vista de Cima”, que valoriza a história, a geografia e a cultura de Botucatu. Nesta edição, o destaque vai para a Rua José Vitoriano Villas Boas, homenageando um cidadão que deixou legado importante na cidade.

José Vitoriano Villas Boas é um exemplo de dedicação e compromisso com o desenvolvimento de Botucatu. Nascido em uma época em que a cidade ainda consolidava sua identidade econômica e social, atuou no comércio local e participou ativamente de iniciativas comunitárias, tornando-se respeitado por moradores, colegas e lideranças. Sua trajetória reflete honestidade, responsabilidade e amor pela cidade, acompanhando transformações importantes, como a urbanização, a expansão dos bairros e o fortalecimento do comércio.

A homenagem com a denominação da rua vai além de uma formalidade: é um reconhecimento público de sua contribuição para a memória coletiva da cidade. Cada vez que moradores e visitantes percorrem a Rua José Vitoriano Villas Boas, mantém-se viva a lembrança de quem, com trabalho e dedicação, ajudou a construir a Botucatu que conhecemos hoje.

A quarta edição do Cuesta Vista de Cima – Rua José Vitoriano Villas Boas , pode ser assistida pela TV Alpha,  Canal 8 NET Claro e Canal 21 NET Infinito ÀS 09H, 13H e 20H

Pelas Redes Sociais:

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Di0NnTi48Ewyoutube.com/watch?v=ZNoMAlSUuHY&feature=youtu.be
Facebook: https://www.youtube.com/watch?v=Di0NnTi48Ew
Instagram: https://www.instagram.com/p/DVb_O9_iQcA/

Canal Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAiAsZBPzjgjI3QEf0n/3779

Esta edição do Cuesta Vista de cima teve o apoio de:  Colégio Tyto Alba Botucatu, Realize Negócios Imobiliários e Lanchonete e Salgados Ventrella

Desembargador do TJ-MG assume vaga de ministro afastado na Quarta Turma do STJ

O desembargador Luís Carlos Balbino Gambogi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), passou a ocupar nesta terça-feira a cadeira do ministro afastado Marco Buzzi na Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A designação ocorre após o afastamento provisório de Buzzi, determinado pela Corte no último dia 10 de fevereiro.

Gambogi é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e possui mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Antes de ingressar na magistratura, atuou como advogado e exerceu mandato como deputado estadual constituinte em Minas Gerais entre 1987 e 1991.

O afastamento de Marco Buzzi foi classificado pelo STJ como medida “cautelar, temporária e excepcional”, após denúncias de crime sexual feitas pela filha de um casal de amigos do ministro e por uma ex-servidora de seu gabinete. O magistrado nega as acusações e afirma ser inocente.

Além de determinar o afastamento, o tribunal instaurou sindicância para apurar os fatos. Uma sessão do plenário está marcada para o dia 10 de março, quando serão analisadas as conclusões da comissão responsável pela investigação.

Durante o período em que estiver fora das funções, Buzzi fica impedido de utilizar gabinete, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo. A remuneração, no entanto, está mantida, e ele continua recebendo salário em torno de R$ 44 mil mensais.

A primeira denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que relatou supostos episódios ocorridos durante férias na casa de praia dele, no litoral de Santa Catarina. A segunda acusação foi apresentada por uma ex-servidora, que afirmou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que as supostas investidas ocorreram de forma recorrente enquanto trabalhava no gabinete. Segundo ela, testemunhas presenciaram momentos em que deixava o local chorando ou pedindo ajuda. Em depoimento, relatou ainda que temia perder o emprego e, por necessidade financeira, optou por permanecer na função.

Foto: Gláucia Rodrigues

Pedestre morre após ser atingido por moto e atropelado por caminhão na SP-255, em Avaré

Um homem morreu na noite desta segunda-feira (2) após um grave acidente na Rodovia João Mellão (SP-255), em Avaré. A ocorrência foi registrada nas proximidades do trecho conhecido como Tronco Avaré, no bairro Jardim Paineiras.

Segundo as informações preliminares, a vítima tentava atravessar a rodovia quando foi atingida por uma motocicleta que trafegava pela pista. Com a força da colisão, o homem caiu no asfalto e, na sequência, acabou sendo atropelado por um caminhão que vinha logo atrás.

As circunstâncias exatas do acidente ainda serão apuradas pela perícia técnica, que deverá analisar a dinâmica da ocorrência. O caso será investigado pelas autoridades competentes.

Foto: Artesp

Menina de 10 anos é agarrada por leoa durante atividade interativa em zoológico na China

Uma atividade que prometia interação com animais silvestres terminou em susto em um zoológico no sul da China na quinta-feira (26/2). Uma menina de 10 anos foi agarrada por uma leoa enquanto participava de uma experiência de alimentação no Zoológico do Parque Zhongshan de Shantou, localizado na província de Guangdong.

Imagens gravadas por visitantes mostram o momento em que o animal estende a pata entre as grades e segura a calça da criança, puxando-a em direção ao recinto onde estavam outros leões. A menina gritou enquanto os funcionários correram para soltá-la.

Um tratador que acompanhava a atividade conseguiu agir rapidamente. Primeiro, segurou a criança para impedir que fosse arrastada e, em seguida, utilizou um objeto metálico para pressionar a leoa até que ela soltasse a perna da menina. A ação durou poucos segundos, mas causou pânico entre os visitantes.

A criança sofreu escoriações leves na perna e foi levada a um hospital da região. Após atendimento médico e aplicação de vacina preventiva contra a raiva, recebeu alta no mesmo dia.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, uma apuração interna indicou que a menina foi levada a uma área destinada à alimentação dos leões mesmo sem ter idade mínima para participar da atividade. Também foi identificado que o acesso de visitantes a áreas restritas já havia ocorrido em outras ocasiões.

O funcionário responsável foi afastado das funções enquanto o caso é investigado. A direção do zoológico informou que a unidade está fechada temporariamente para revisão dos protocolos de segurança e das práticas de manejo durante experiências interativas com animais, tendo em vista que além do ataque houve a quebra de uma das regras em relação à idade da criança.

Autoridades locais acompanham o caso e avaliam medidas para reforçar as normas de segurança no local.

Fonte: Cortreio Braziliense

Foto: Reprodução