Destaque

Acordo integra Disque 100 a cadastro de crianças e adolescentes desaparecidos

Um acordo estabeleceu o fluxo de informações dentro do Governo Federal para agilizar e modernizar a busca crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil. A medida, firmada entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), integra os registros de denúncias no Disque 100 com o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.

O compromisso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (17). O acordo de cooperação técnica permitirá a implementação de aplicativo e do site para a busca de crianças e adolescentes desaparecidos.

Para a ministra Damares Alves, titular do MMFDH, a medida mostra a transversalidade com que o Governo Federal lida com o tema de direitos humanos. “Essa é uma questão muito importante, pois quando uma criança desaparece, toda a estrutura familiar é abalada. Nós vamos trabalhar em conjunto, desenvolvendo tecnologias, para que isso não aconteça mais no Brasil. Mais adiante atenderemos ainda os demais grupos sociais”, afirma.

Com a parceria, os ministérios integrarão as suas bases de dados para iniciarem a política de registro e localização de crianças e adolescentes desaparecidos. O termo foi assinado pela ministra Damares Alves, pelo titular do MJSP, André Mendonça, pelo ouvidor nacional de direitos humanos, Fernando Ferreira, e pelo secretário nacional de segurança pública, Carlos Machado.

O MMFDH ficará responsável pelo compartilhamento das denúncias recepcionadas pelo canal e pela distribuição das informações aos demais órgãos de segurança pública responsáveis pela execução da política de desaparecidos.

A medida não acarreta prejuízo aos encaminhamentos tradicionais da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) aos demais órgãos da Rede de Proteção de Direitos Humanos.

Aplicativo e site

O aplicativo e site para registro e busca de crianças e adolescentes desaparecidos estão em desenvolvimento pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), que integra a estrutura do MMFDH e coordena o Disque 100. “Essa é mais uma ferramenta que a ONDH vai implementar em conjunto com toda a rede de segurança pública, sob a coordenação do MJSP”, afirma Ferreira.

As famílias poderão utilizar a ferramenta para denunciar o desaparecimento de crianças e adolescentes em todo o país e fornecer informações sobre o caso.

Já os agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Ferroviária Federal, das polícias civis e militares, e, dos corpos de bombeiros militares, poderão utilizar a ferramenta para iniciar as buscas de forma imediata, dispondo de alertas georreferenciados do local em que a vítima foi vista por último e uso de ferramenta de reconhecimento facial para auxiliar na identificação da pessoa desaparecida.

A autenticação do registro de desaparecidos será realizada com o Boletim de Ocorrência Policial, que deverá ser informado ou validado de forma sistêmica pelo MJSP.

Legislação

O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos foi instituído em 2009. Desde 2019, com a Política Nacional de Pessoas Desaparecidas, a ferramenta integra o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, de responsabilidade do MJSP. A política também estabeleceu o Disque 100 para recebimento de denúncias de desaparecimento de crianças e adolescentes.

Para dúvidas e mais informações:
ouvidoria@mdh.gov.br

Infodemia: saiba como o excesso de informação pode afetar a saúde mental

Pandemia é o termo utilizado para explicar uma doença infecciosa, em estágio epidêmico, que se espalha entre a população de uma grande região geográfica. Seguindo essa definição, infodemia seria a propagação de uma grande quantidade de informações por todo o mundo. Com a internet, esse tipo de veiculação torna-se ainda mais rápida e prática, o que acende um alerta sobre a veracidade das informações e até que ponto é saudável acompanhar o que é divulgado a todo momento, já que a projeção da realidade, através da internet, pode afetar a visão de determinadas pessoas sobre o que acontece ao redor do mundo. Pensando nesse excesso de informação, especialistas orientam sobre os cuidados que devem ser adotados ao consumir notícias no cotidiano.

Com relação ao consumo de notícias em excesso, a médica Célia Almeida de Moura Prestes (CRM 28464), psiquiatra do Sistema Hapvida, explica quais são as possíveis consequências psicológicas para aqueles que cometem esse tipo de exagero. “O segredo para viver bem é exatamente o equilíbrio. Com o consumo de notícias em excesso, sejam elas falsas ou verdadeiras, ocorre, com frequência, alterações no humor, como sintomas ansiosos e/ou depressivos. Muitas vezes as pessoas se tornam mais confusas e até psicóticas”.

A psiquiatra também destaca que algumas pessoas podem ser mais afetadas do que outras por determinadas notícias. Por esse motivo, Prestes orienta sobre a importância de se tratar cada caso de forma individual. “Algumas pessoas são mais sensíveis e, por isso, não devem se informar sobre algumas notícias, pois podem exacerbar suas consequências, distorcer e assim temer. Este temor pode levar aos mais variados transtornos psiquiátricos”, pontua.

Manter os cuidados com a saúde mental não significa estar alheio às informações. Esta explicação é apresentada pela própria especialista, que finaliza suas orientações reforçando a importância da busca pelo equilíbrio. “Devemos estar sempre bem informados, porém nunca substituir os afazeres do dia a dia pela necessidade de estar a par de tudo. Percebemos ainda uma competição pela informação, e isto faz com que as pessoas passem longas horas a procura destas, deixando para trás novas construções na sua vida”.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

Servidores do sistema prisional praticam de artes marciais a corrida de montanha

Celebrado nesta sexta-feira (19), o Dia do Esportista contempla atletas profissionais, amadores ou qualquer pessoa que encontra um tempinho em meio à rotina do dia a dia para a prática regular de atividades físicas. Na Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Noroeste (CRN), inclusive, há vários servidores que se arriscam em alguma performance esportiva. Artes marciais, ciclismo, natação, vôlei, futebol, tênis, triatlo e até corrida de montanha estão entre as modalidades que movimentam os funcionários da CRN.

Desde o início da pandemia de Covid-19, porém, todos tiveram que se adaptar, principalmente quem faz esportes coletivos. Especialistas em saúde já reconhecem, contudo, que atividades físicas ao ar livre podem ser realizadas sem o uso de máscara. É o caso de servidores que treinam corrida, pedalam ou usam a piscina para se exercitar – e que esperam, ansiosos, pelo retorno das provas oficiais.

 

CORRIDA DE MONTANHA

Entre os atletas que buscam superar seus próprios limites e recordes, está o Agente de Segurança Penitenciária (ASP) Heberton Tadeu Gomes, 46 anos, que atua no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César. Ele pratica corrida de rua desde 2009 e já disputou centenas de provas, sedo premiado em algumas delas. Em 2012, correu sua primeira meia maratona e, em 2016, comemorou os 42 anos de vida correndo uma maratona (42.195 metros).

Atualmente, o servidor participa de ultramaratonas em trilhas e montanhas. Sua maior distância foi completar os 70 quilômetros da Ultra Trail Run, realizada na Cuesta de Botucatu. “A corrida é uma importante ferramenta para proporcionar saúde física e mental. Para competir longas distâncias, exige compromisso e concentração”, diz.

 

TRIATLO

        O Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP) Paulo Cesar Lyra Guimaraes, que atua na Penitenciária I “Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz” de Pirajuí, pratica triatlo há anos. “Trata-se de um esporte que oferece três opções de modalidades: natação, ciclismo e corrida de rua, o que vem atraindo cada vez mais atletas interessados em diversificar seu treinamento e ter mais qualidade de vida”, destaca.

Paulo coleciona diversas conquistas no esporte, entre elas, terceiro colocado na prova de Short Triatlhon em Piracicaba, em 2016. O ASP também pratica vôlei e tênis e comemora medalhas que ganhou em ambas as modalidades.

 

CICLISMO

        Quando o assunto é atividade física, vale qualquer exercício para manter o corpo em movimento. Musculação e pilates também fazem parte da rotina de servidores que atuam em unidades prisionais da CRN. A maioria, entretanto, se rendeu ao ciclismo. Muitos encontraram na bicicleta uma forma dinâmica e prazerosa de praticar esporte.

Não somente os homens. Grande parte dos adeptos à modalidade são mulheres, que pedalam praticamente todos os dias. Exemplo da ASP Jucélia Gonçalves da Silva, que atua na Penitenciária Feminina de Guariba. Desde 2018 na “onda” da Mountain Bike, ela já participou de passeios ciclísticos regionais e estaduais.

“O ciclismo veio para trazer mais qualidade de vida. Além de ser uma ótima atividade física, também faz bem para a mente”, defende.

 

LUTA E CINEMA 

Há, ainda, quem consegue agregar artes marciais ao cinema. É o caso do AEVP Diego Ramiro Ferraz de Camargo, 35 anos, que trabalha na Penitenciária Feminina “Sandra Aparecida Lario Vianna” de Pirajuí. Apaixonado por cinema e fã incondicional do ator chinês Jackie Chan, ele percebeu que, com a mistura de luta e comédia, alcançaria a fórmula certa para os filmes independentes que produz.

Guarda Municipal realizou grande operação no último fim de semana

Mesmo com o cancelamento dos pontos facultativos do Carnaval, a Guarda Civil Municipal realizou entre os dias 12 e 16 de fevereiro uma grande operação de monitoramento e combate a ações ilícitas em Botucatu.

Neste período, a GCM desempenhou 1248 ações, sendo 663 delas solicitadas pela população via telefone (199).

Entre os destaques dessas ações, estão as apreensões de dois indivíduos em flagrante delito e de outros dois condenados pela justiça.

A Guarda também realizou 18 mediações de conflito e atendeu 63 reclamações de perturbação de sossego. Em 17 situações, a GCM atuou contra aglomerações e desordens.

“Nos últimos dias, todos os nossos Guardas se empenharam nessa grande operação para manter a ordem e a segurança na Cidade, e evitar especialmente atividades que colocassem em risco a saúde das pessoas. Importante notar a participação da população através do 199, que nos ajuda sempre a sermos mais objetivos em nossas ações”, afirmou Leandro Destro, comandante da Guarda Civil Municipal.

Outra importante participação da Guarda Municipal foi através do Projeto Sentinela, com 535 ações.

Vigilância Sanitária Estadual

 

A Vigilância Sanitária Estadual realizou a “Operação Especial de Carnaval” em conjunto com as Forças de Segurança.

A operação foi constituída de diversas ações complementares, como orientação e fiscalização de bares, restaurantes e similares, com ênfase nas áreas da Cidade que concentram maior número de estabelecimentos.

Em paralelo, as equipes realizaram ações para identificar e conter a ocorrência de festas, perturbação do sossego ou qualquer evento que nestes dias pudessem promover aglomeração de pessoas.

As Forças de Segurança e a Vigilância Sanitária estiveram atentas às movimentações sobre possíveis eventos clandestinos em Botucatu. Além de ronda nos bairros da área urbana, também receberam equipes algumas chácaras nas regiões de Rubião Júnior, Vitoriana, Rio Bonito, Alvorada da Barra, Mina, Cascata da Marta e Pontal da Serra.

Os estabelecimentos foram orientados a seguir os protocolos sanitários, uso obrigatório de máscaras, utilização de álcool em gel e distanciamento social, de acordo com as diretrizes da saúde.

Ao todo, foram feitas 19 autuações por aglomeração, desrespeito ao uso obrigatório de máscaras em locais públicos, descumprimento de medidas restritivas do Plano São Paulo, promoção de festas e desacato aos agentes da Vigilância.

As sanções e multas estabelecidas seguem a Lei Estadual 10.083/98 (Código Sanitário do Estado de São Paulo) e a Resolução SS 96- 29 de 06/2020, que dispõe sobre as ações de Vigilância Sanitária no âmbito do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa), para fiscalização do uso correto de máscaras nos estabelecimentos comerciais, prestação de serviços, bem como pela população em geral.

Capitalismo social é sustentabilidade socioambiental

A economia de livre mercado, economia pró-mercado autossustentado ou sistema de negócios a cargo único da livre iniciativa sem o concurso do Estado é um estímulo ou a potencialização de crises. Mas a iniciativa privada pode se aliar ao fortalecimento de um Estado de bem-estar social, avocando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e suas 169 metas. Basta que os Estados levem adiante a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável que, em síntese, visa à erradicação da pobreza e da miséria extrema, garantindo vida digna para todos sem, contudo, exaurir os recursos do planeta. “A Agenda 2030 é a nossa Declaração Global de Interdependência”, já disse António Guterres, Secretário-Geral da ONU.

O Estado brasileiro deve, sem demora, promover mecanismos econômicos que protejam iniciativas de produção como o associativismo e o cooperativismo, principalmente quando envolvem empreendedores da agricultura familiar e/ou de subsistência, autônomos, artesãos/artistas e ambulantes. Igual medida deve alcançar as micro, pequenas e médias empresas, que são as que mais empregam no país. Para isso, é preciso ir além dos preparos técnicos de planejamento e organização dos negócios. Bancos de fomento, que garantam a estabilidade dos negócios privados precisam ser pensados com linhas de incentivos financeiros de médio e longo prazos.

Sem a presença do governo, regulando a vida social e econômica do país, é fatal o (res)surgimento de ações deletérias visando a conspurcar o Estado de bem-estar social, minimizando-o e, mais grave, levando a democracia de roldão. Essa é uma das mal resolvidas lacunas de nossa história econômico-social. Assistimos agora às suas reprises: ressuscitam-se as máximas pelo enfraquecimento do Estado, em nome da lógica do mercado no qual tudo se torna mercadoria, além de uma obcecada oposição a toda e qualquer forma de nacionalismo.  Põem-se em segundo plano as conquistas de inclusão social que, em síntese, são os programas de educação, saúde, moradia, saneamento básico e cultura. Tal (des)ordem socioeconômica, somada às crises no âmbito jurídico e da magistratura, macula e atrasa o avanço de nossa democracia e leva ao abandono dos princípios e valores que regem a Carta Magna de 1988, a “Constituição cidadã”. A economia tende ao fracasso se continuar renhida ou rendida a um mercado que se prende unicamente aos dogmas neoliberais. Isso é uma ameaça à democracia.

Um caminho alternativo já foi traçado pelas nações do mundo inteiro no âmbito da ONU. Ele está explícito na Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Resta-nos cumpri-la, já que dela somos signatários.

Talvez seja difícil admitir que os poderosos combinem propostas em prol dos que mais precisam. Mais difícil ainda talvez seja emplacar as indispensáveis políticas públicas que rompam com a nossa centenária deseducação política, social e cívica, que, no quadro atual, devasta o país e fragiliza os valores garantidores da nossa pretendida democracia. Mas o autor de Capitalismo social não se limita a denunciar os problemas ou se lamentar. Para ele, há motivos para se ter esperança, mesmo nos marcos do capitalismo. Como ele mesmo observa, ao falar do objetivo do livro:

Um exercício perseguindo este propósito: intentar o capitalismo na direção do agravamento de suas responsabilidades socioambientais sem interferir no seu indispensável concurso para o aumento da capacidade produtiva do país, redução do desemprego e das desigualdades.

Utópico? Sim, se permanece o já prenunciado capitalismo autofágico – o selvagem – que na atualidade insiste em assim permanecer pelo mundo afora, mas que já caminha inexorável aos seus estertores. E não será uma utopia ter em perspectiva o capitalismo remido pró-paz mundial, como já assentado ficou na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo Abi Abib, o nosso país tem condições de adotar o capitalismo social, reduzir as desigualdades, preservar o meio ambiente e ampliar a democracia. Neste livro, ele reúne reflexões de economistas, sociólogos e autoridades políticas e religiosas do mundo todo, além dos já citados documentos internacionais, para fundamentar suas próprias ideias sobre como tornar o Brasil um país mais próspero e justo.

Nota: Em 1988 o Brasil proclamou-se um Estado laico, democrático, de economia capitalista na plenitude dos direitos humanos e sociais; da livre iniciativa; da liberdade de imprensa; da proteção à vida e à propriedade. Eis aí o arcabouço do Capitalismo Social! O livro explica por que o país não consegue pôr em prática o que estabelece nossa Carta e propõe caminhos para superação dos entraves.

com assessoria

Religioso não é tudo igual

Engana-se quem pensa que o religioso é apenas o que está vestido de terno e gravata, saia, ou com uma bíblia gigante debaixo do braço. Não existe um estereotipo fixo e único dessa espécie. Mas existem performáticas religiosas que são construídas na sociedade contemporânea. São produtos dos meios mais diversos e variáveis que vão das denominações mais tradicionais até as neopentecostais.

Por isso é salutar um cuidado mais apurado do termo ‘religioso’. É preciso muito cuidado para não se tornar um antirreligioso e se perder de Deus. Não adianta ter voz e perder o coração.

O religioso, tradicionalmente falando, é aquele que vocifera seus dogmas e crenças por onde anda e vai. Comumente tem um jeito peculiar de se vestir e portar. Terno, saia, calça, camisa, gravata, etc. Mas é verdade também que podem existir aqueles que entendem isso como uma tradição e que, de fato, não sejam religiosos. Embora seja muito difícil, mas nem todo tradicional é religioso.

Então, siga o conselho bíblico que diz sobre não considerar as aparências.

Atrelado aos estereótipos de religiosos tradicionais vem os ensinos, que a meu ver são piores do que a aparência. O ensino desses religiosos parte de uma premissa de que eles sabem o que é a Verdade, seja lá o que isso quer dizer(para eles). Ao interiorizarem isso se tornam fanáticos, todo fanático torna-se disposto a matar em nome do amor a verdade.E no amor ao outro que ele mata em nome da verdade dele. Esses se julgam conhecedores e sabedores do que é o melhor para aquele que eles matam. O matar aqui não é literal, pode ser emocionalmente, psicologicamente e espiritualmente, mas também pode culminar na morte literal. Nisso surge o tema tão usado por eles: ‘Deus é um Deus de justiça’. Portam-se como verdugos dessa justiça, fazendo-se valer de suas próprias verdades, frutos de uma mente já consumida pela síndrome de ser deus.

Mas existem os religiosos que dizem que não religiosos e até ‘batem de frente’ com os religiosos tradicionais. Constroem lugares e ambientes na contramão dos ambientes e lacais religiosos tradicionais. Espaços diferentes, cheio de luzes, cheio de coisas modernas, usam e abusam dos estilos modernos e descolados, as vezes usam até as casas própria, na tentativa de se mostrarem desapegados do templo religioso.

O estereótipo é descolado. Barba, camisa xadrez, calça apertada ou bem larga, usam bonés, adoram tatuagens e sempre passam um ar de liberdade e espontaneidade.

Mas faço questão de dizer mais uma vez. Não se apegue as aparências do exterior. Todos são livres e podem escolher como se vestir e andar. Inclusive não é essa minha questão aqui. Estou apenas fazendo uma explanação das realidades que tenho parcebido.

No que se refere ao ensino desses ‘não religiosos’, encontra-se a pseudo intelectualidade afogada na marcha cansativa e maçante das repetições musicais de quatro linhas, três notas, por longos quinze, vinte, trinta minutos. Reuniões regadas a emoções e transes psicológicos. Tudo isso em nome da liberdade e espontaneidade da adoração.

Na mensagem que transmitem, a imposição da santidade conforme o fundamentalismo histórico religioso pede e ensina, e a falsa sensação e acolhimento para todos permeiam os estudos. É uma mistura de cansaço do excesso de religiosidade com a vontade de se libertar do estereótipo tradicional. Mas um amor as cadeias dogmáticas, teológicas e dos conjuntos de regras da religião.

Poderíamos resumir os religiosos que se dizem não religiosos como sendo iguais os tradicionais dos primeiro parágrafos deste texto, mas mais descolados na vestimenta e aparência. A essência é a mesma. E essa essência não esta ligada ao Espirito do Evangelho.

A terceira, e talvez até mais imperceptível, performática religiosa seja essa que chamo dos que pensam que são, mas não são; libertos.

São um tipo de gente que pensa que já chegou à plenitude. São abertos, leem bons livros(as vezes), tomam cervejas, vinhos, frequentam todos os lugares com liberdade e leveza. Sem maiores problemas para sua espiritualidade. Não tem problemas com músicas ‘mundanas’ , aparentemente superaram os limites dogmáticos das instituições. Um tipo de gente que aplaude quando se fala de ajuda aos pobres, que sorri quando se fala em repartir o pão. Vibram com os convites de comunhão com a criação, com a natureza.

Mas não ouse lhes tirar de sua zona de conforto.

Existe nesses, aquela velha e adâmica consciência de que não erraram. Não precisam mudar. Não querem mudar. São ignorantes ao novo e pior, aos ensinos de Jesus.

Normalmente esses religiosos não libertos, fogem dos ambientes de ensino e construção. Sabe por quê? Porque para eles aprender não é mais necessário e assim ambientes de debates e diálogos principalmente se for à contramão do que eles pensam e seguem fielmente, eles não aceitam. A comunidade é apenas o lugar de prestar sua gloriosa contribuição física e financeira com Deus. Espantam-se com a inclusão dos que antes eles apenas no discurso diziam amar.

Outra marca desse terceiro tipo de religioso é se sentir excluído por ser quem é. Mas na realidade ele mesmo não muda nem quer mudar, fica então a única saída que é se afastar e se dizer incompreendido ou excluído.

Seguirei a jornada do Evangelho que não se resume num conjunto de regras, livre e empenhado no proclamar A Mensagem do Reino de Deus.

Normalmente a Mensagem do Reino sempre vai excluir aqueles que acham que não precisam mudar nada para seguir a Jesus, vai confrontar os poderes estabelecidos e incomodar os religiosos de todos os tipos.

Tenho aprendido que toda inclusão é uma exclusão daqueles que não querem ficar dentro do Novo Mundo que a mensagem do Espirito esta gerando. Se o racista quer continuar racista e seguir a Jesus, a mensagem de Jesus vai excluí-lo. Assim com o acumulador capitalista, com xenofóbico, misógino, xenófobo, machista, violento, amantes desse mundo, fariseus, religiosos etc.

Temos uma condição ética, sim, para seguir a Jesus. Racistas, acumuladores capitalistas, xenofóbicos, misóginos, homofóbicos amantes desse mundo, fariseus, violentos, religiosos, venham, venham todos, mas, deixem de pensar o outro como vocês pensam. Aí, o racista, misógino, violento, machista, acumulador, vai embora e diz: Jesus me expulsou do convívio dele. Sim e não. Jesus te convidou a mudar de vida e você não quis, logo ali não seria um lugar confortável para você. Outra coisa, você saiu da convivência com Jesus porque amava mais as suas verdades do que aquilo que ele tinha para te ensinar…

Não existe mensagem neutra, tal como não existe recepção neutra da mensagem.

Estamos num mundo, com seus valores, crenças e esperanças e essas pessoas estão em outro mundo tentando fazer o Evangelho caber e se estagnar no mundo deles, fuja dos religiosos de todos os tipos e siga a Jesus.

O Evangelho não se resume num conjuntos de regras.

Renato Ruiz Lopes

Cursos técnicos se destacam na formação profissional

O mundo do trabalho está cada vez mais competitivo e exige que o profissional esteja sempre capacitado. Diante do contexto atual, com um maior volume de população desempregada devido à pandemia, ter diferenciais na formação profissional e adquirir novas habilidades são possibilidades para voltar ao mercado ou até mesmo para se destacar. Dados do Ministério da Educação (MEC) apontam que existem mais de 200 cursos técnicos em instituições privadas e públicas no país, e os profissionais técnicos estão em ascensão e ganham mais espaço no universo corporativo.

Assim, o curso técnico é uma boa opção para reciclar ou ampliar o conhecimento, somando diferenciais competitivos para o universo corporativo. “Existem várias razões para investir nesse nível de estudo. Para um estudante que não tem vivência profissional, por exemplo, é uma oportunidade de conhecer áreas de trabalho. Já para aqueles que buscam inserção rápida no mercado, é a possibilidade de conquistar um emprego em funções alternativas e com habilidades práticas”, pontua Fábio Kubica, coordenador de negócios educacionais do Senac Botucatu.

Apesar da curta duração, o ensino técnico inclui uma variedade de experiências práticas, sem deixar de lado as referências teóricas ou o conhecimento científico. A capacidade de simular o que ocorre na rotina de trabalho permite que o profissional esteja mais preparado para desenvolver sua carreira dentro de empresas com diferentes perfis.

Para Kelvis Rogério Germano, coordenador da área de saúde e bem-estar do Senac Botucatu, a formação técnica tem importante reconhecimento no mundo do trabalho justamente por unir conhecimento e prática profissional. “Na vivência das aulas, os estudantes têm contato com metodologias ativas de ensino, projetos, aulas práticas e estágios. Todo esse contexto possibilita um aprendizado que se diferencia, uma vez que o aluno conclui o curso com perfil profissional.”

O ensino técnico tem ainda como ponto positivo o baixo custo de investimento, comparado aos cursos superiores. Além de ser rápido e integrar conhecimentos atuais, como empreendedorismo, o que auxilia na definição ou aprimoramento de carreiras. “Por isso ele facilita a reinserção no mercado ou em uma nova área de atuação, pela agilidade e pelas práticas que permite aperfeiçoar. Ou seja, um profissional desempregado pode conquistar um novo direcionamento profissional graças às perspectivas e vivências diferenciadas que a formação técnica proporciona e, em um momento como esse, com instabilidades setorizadas, é uma alternativa bastante viável”, destaca Kelvis.

 

Bons motivos para fazer um curso técnico:

– O tempo de duração de um curso técnico é menor, mas o foco é maior na demanda do mercado. Assim, é possível aprender uma profissão diferente e aplicar os conhecimentos na prática;

– A formação possibilita o contato com plataformas tecnológicas e carreiras promissoras.  Outra vantagem é que as disciplinas estão relacionadas ao dia a dia profissional;

– A qualificação técnica pode ser o primeiro passo para uma carreira e ajuda a identificar a afinidade pessoal com a área. Assim, na hora de escolher um curso de graduação, já existe uma expectativa sobre o conteúdo;

– Os cursos técnicos têm mensalidades mais acessíveis. Os valores variam de acordo com a escolha, mas costumam ser mais econômicos do que   cursos do ensino superior, por exemplo.

 

Para quem deseja iniciar uma qualificação técnica, o Senac Botucatu oferece um portfólio extenso, com opções nas mais diversas áreas de atuação. Para conhecer as oportunidades e se inscrever, basta acessar o Portal Senac (www.sp.senac.br/botucatu).

 

Serviço:

Senac Botucatu

Local: Rua Dr. Rafael Sampaio, 85, Boa Vista – Botucatu/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/botucatu

CDHU parcela dívida de mais de 46 mil mutuários inadimplentes

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Habitação, enviou à casa de 46.867 mutuários com três ou mais prestações em atraso uma carta oferecendo proposta de acordo para parcelamento da dívida até o final do contrato de financiamento.

No total, os valores a serem renegociados pela companhia atingem R﹩ 153,7 milhões, que serão reinvestidos na construção de mais moradias populares. Na região de Sorocaba, 3.170 mutuários estão inadimplentes.

Pela proposta enviada, cada um dos mutuários inadimplentes recebe em sua casa um boleto personalizado, já calculado o valor da entrada que corresponde a no mínimo 10% de toda a dívida, com data de pagamento para 22 de fevereiro. O mutuário também é informado na carta qual será o valor mensal das prestações futuras do acordo. Depois de efetuar o pagamento desta parcela de entrada, o mutuário receberá um novo carnê, cujas prestações já vão incluir os valores atrasados acordados.

“Esta é mais uma excelente oportunidade que a CDHU está oferecendo aos mutuários para regularizarem seus débitos sem nenhuma burocracia, recebendo as informações por meio de carta em suas residências”, afirma o secretário de Estado da Habitação Flavio Amary. “É importante estar em dia com a CDHU para o mutuário preservar seu maior bem, a sua casa própria”, explica.

Para mais informações, acesse o site da CDHU (www.cdhu.sp.gov.br) ou ligue para o Alô CDHU (0800 000 2348).