Destaques

Novo ponto de ônibus na curuzú gera preocupação nos usuários

Quando o assunto é prevenção de acidentes e tragédias anunciadas, um local específico de Botucatu volta a preocupar moradores e autoridades: a Rua Curuzu. É nesse trecho que a Prefeitura de Botucatu, por meio da Semutran, iniciou a implantação de um novo ponto de ônibus — justamente ao lado de um prédio antigo, visivelmente deteriorado e com sérios indícios de risco estrutural.

A solicitação para a instalação do abrigo é antiga e partiu, inclusive, de um vereador do município. No local, já é possível observar sapatas no solo, cones de sinalização e uma placa informando que a área está em obras para a construção do novo ponto. No entanto, a escolha do endereço levanta questionamentos técnicos e de segurança.

O prédio ao lado do futuro ponto apresenta diversas trincas estruturais em toda a parte externa, sinais claros de desgaste provocado pelo tempo. Trata-se de uma construção histórica, datada do ano de 1900, portanto 126 anos de existência, que está abandonada há alguns anos e aparenta estar em estado avançado de deterioração. O mais preocupante é que essas trincas estão exatamente acima do local onde os usuários do transporte público deverão aguardar os ônibus.

Especialistas e moradores questionam como um local com essas características pode ter sido aprovado por engenheiros e pelo setor de trânsito do município. A situação remete a episódios anteriores em Botucatu, como o ocorrido na região da Avenida Floriano Peixoto, há mais de um ano, onde um prédio histórico acabou desabando parcialmente, colocando em risco pessoas que utilizavam um ponto de ônibus instalado nas proximidades — por pouco, uma tragédia maior não foi registrada.

Diante do histórico e das condições visíveis do imóvel, a decisão da Prefeitura causa indignação. A avaliação é de que, antes da autorização, uma análise técnica mais criteriosa deveria ter sido realizada. Também há críticas quanto à escolha do local indicado, que claramente não oferece segurança adequada para a população.

A situação reforça o alerta: prevenir acidentes exige mais do que atender pedidos antigos — exige responsabilidade, planejamento e, acima de tudo, a preservação da vida.

https://youtu.be/uehx7XcDzkQ 

 

Muro inclinado e risco iminente: descaso preocupa moradores do Lavapés

Uma denúncia recorrente volta a preocupar moradores do bairro Lavapés, em Botucatu. Localizado na Rua Curuzu, nos fundos da Secretaria Municipal de Trânsito (Semutran), um muro muito antigo apresenta sinais graves de deterioração e risco iminente de colapso, sem que providências efetivas tenham sido adotadas pelo poder público.

De acordo com relatos e imagens registradas no local, a situação se arrasta há mais de anos. A mais de um ano, o muro já apresentava trincas e chegou a ter parte da área isolada pela Prefeitura de Botucatu devido ao perigo. No entanto, atualmente, o espaço encontra-se em total abandono. As faixas de isolamento colocadas anteriormente permanecem jogadas ao chão, evidenciando a falta de manutenção e acompanhamento da área.

O problema se agrava com o período de chuvas, comum no início do ano. As imagens mostram grandes trincas no muro, algumas com medições que chegam a cerca de 1,5 centímetro, além de rachaduras visíveis no pavimento superior. Também é possível notar a inclinação da estrutura em direção à rua, o que aumenta o risco para pedestres que utilizam a calçada — que, segundo moradores, já é precária por si só.

A equipe da REDE ALPHA esteve em abril de 2024 no local e nada mundou

Outro ponto de alerta são as marcas de barro escorrendo pela parede, indicando falhas na drenagem da água acumulada no interior do terreno. Mesmo diante desse cenário, o local voltou a ser utilizado para a guarda de veículos, o que aumenta o peso sobre a borda do muro e potencializa o risco de desabamento.

A área fica muito próxima a uma creche do bairro Lavapés, o que preocupa ainda mais moradores e frequentadores da região. Em caso de colapso, crianças, transeuntes e motoristas podem ser atingidos.

Moradores antigos afirmam que o muro pode ter mais de 50 anos e nunca passou por obras de contenção ou manutenção preventiva. Diante disso, a população volta a cobrar uma ação urgente da Prefeitura de Botucatu e da própria Semutran, que utiliza o espaço, para evitar uma possível tragédia anunciada.

A denúncia reforça que o risco já foi comunicado diversas vezes ao longo do último ano e pede atenção imediata das autoridades responsáveis para garantir a segurança da população.

Assistam a reportagem:

 

Postos de Saúde não resolvem e mandam pacientes para o PSA e PSI

A abertura dos Postos de Saúde para Pronto Atendimento no período noturno, finais de semana e feriados, pela Prefeitura Municipal de Botucatu, como forma de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, não tem produzido resolutividade dos casos, nem evitado a sobrecarga dos Pronto-Socorros Adulto (PSA) e Infantil (PSI). E ainda, tem produzido custos elevados para a administração pública.

Segundo relatos de pacientes, familiares e da própria equipe das unidades de saúde, a maioria dos atendimentos acabam sendo encaminhados ao PSA e PSI devido à falta de estrutura para a realização de medicações, coleta de exames e outros procedimentos. E ainda, quando há alguma prescrição de receita de medicamentos, o paciente precisa retornar em outro dia, em horário comercial, para obter as medicações.

Embora as Unidades de Saúde permaneçam abertas, elas não contam com as farmácias em funcionamento, nem com equipamentos necessários para exames considerados essenciais e não agendam consultas com especialistas. Toda essa situação, dificulta a assistência de saúde, principalmente dos trabalhadores e servidores municipais, que não conseguem ir às unidades, em horário comercial. Diante desse cenário, muitos pacientes atendidos nos horários alternativos, recebem orientação para buscar o Pronto-Socorro Adulto, onde precisam enfrentar novas filas para conseguir um atendimento mais satisfatório. E no caso das crianças, a falta de pediatras nas unidades de saúde, também promovem o encaminhamento para atendimento no PSI.

Especialistas em Administração em Saúde Pública e Profissionais de Saúde questionam que:

“Se há uma equipe à disposição da população nas unidades de saúde, próximas às suas residências, mas não há condições de resolutividade e encaminham os paciente para os Pronto Socorros, o custo desses serviços tem sido onerosos ao Município. E poderiam ser empregados para a melhoria dos atendimentos nos Pronto Socorros, como a contratação de mais profissionais, a manutenção de uma farmácia central e um laboratório municipal para que os atendimentos fossem mais eficientes.”

O valor total de investimentos para a Saúde, em 2025, na cidade de Botucatu, foi cerca de 165 milhões. O município precisa investir 15% do seu orçamento anual no setor de saúde, o que equivale a aproximadamente 72 milhões de reais. No entanto, a Prefeitura de Botucatu investiu mais que o dobro do valor obrigatório no ano de 2025.

Mais apesar disso, o que causa perplexidade é que os postos de saúde de Botucatu são terceirizados para várias empresas. Sendo a principal delas, a OSS Pirangi, desde 2018 ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini. A OSS Pirangi recebeu dos cofres publicos, no ano de 2025, 0 repasse de 55 milhões de reais, aproximadamente.

O cenário da precária assitência à saúde básica do Munícpio de Botuatu expõem a ineficiência da gestão; a incompetência da operacionalização dos serviços de saúde  pelas terceirizadas, a falta de fiscalização por órgãos de controle, como o Conselho Municipal de Saúde e pela Câmara Municipal. O resultado dessas contrariedades são unidades de saúde abertas sem capacidade de resolutividade dos atendimentos, ausência de integração entre sistemas dos postos de saúde com os Pronto Socorros, limitações estruturais dos
Serviços de Urgência e Emergência. Tais deficiências, seguem impactando diretamente na assistência à população.

Dessa forma, muitas pessoas cientes dessas limitações, tem optado por procurar diretamente os Pronto Socorros sobrecarregando ainda mais os atendimentos de Urgência e Emergência. Situação que familiares de um paciente de 80 anos, que buscou atendimento na USF do Lavapés, neste domingo 11/01, relataram a frustração com a situação. Segundo eles, se soubessem previamente que os exames só poderiam ser realizados no Pronto-Socorro Adulto, nem teriam se deslocado até a USF Lavapés.

A equipe de reportagem da Rede Alpha esteve na USF do Lavapés e encontrou o local completamente vazio. Ao procurarem o PSA, o local estava completamente cheio. Reflexo, segundo relatos, do descontentamento da população em buscar atendimento em uma unidade que não consegue concluir o cuidado ao paciente. Questionados, os profissionais de plantão da USF informaram que o sistema de informática não é integrado ao do Pronto-Socorro Adulto, o que compromete o fluxo de informações e torna o atendimento ineficiente. Informaram ainda que nos horários estendidos, como noturno e finais de semana, os exames não são coletados e nem a farmácia está aberta para entrega de medicamentos. Os profissionais também pediram que a reportagem procurasse o Secretário Municipal de Saúde para esclarecimentos.

Prontamente, a Equipe de Jornalismo da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o Prefeito Fábio Leite; o secretário de Saúde e Vice-Prefeito, o médico Dr André Spadaro; e a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage, questionando sobre o atendimento precário dos Pronto Atendimentos nos Postos de Saúde em horários estendidos. Mas até o fefchamento desta matéria, nenhum deles deu qualquer esclarecimento.

 

Lei contra fios soltos em Botucatu existe, mas não funciona

Ao caminhar pelas ruas de Botucatu, é fácil notar postes com dezenas de fios soltos, emaranhados ou simplesmente pendurados sem controle.

A imagem dos postes abarrotados de cabos — energia, telefonia, internet e TV a cabo — já se tornou símbolo do descaso da administração pública com a cidade.

Moradores relatam situações em que cabos arrastam ao longo dos passeios, se enroscam em árvores ou ficam apenas a alguns centímetros da cabeça de quem passa.

Além de poluir visualmente as vias, esses fios representam riscos reais:

  • 1. Perigo de choque elétrico: fios desencapados, expostos ou soltos podem energizar objetos metálicos ou tocar pessoas inadvertidamente.
  • 2. Acidentes com veículos e pedestres: motociclistas podem enroscar em cabos baixos; pedestres têm espaço de circulação reduzido, especialmente em áreas com grande fluxo.
  • 3. Queda de cabos em dias de vento e chuva: tempestades ou ventos fortes aumentam o risco de fios caírem no chão, criando situações de risco imediato para moradores e animais.
  • 4. Obstáculo para serviços públicos e manutenção urbana: postes e cabeamento desorganizados dificultam podas de árvores, manutenção de iluminação pública e serviços de limpeza urbana.

Esses problemas são recorrentes no município. Mesmo assim, a sensação de “lei que não sai do papel” persiste entre moradores e comerciantes.

Botucatu tem lei, mas é ineficiente

Em Botucatu, uma lei municipal que parecia ser a resposta para esses problemas visuais e de segurança, tão óbvios nas ruas, virou símbolo de ineficácia e falta de fiscalização.

A Lei nº 5.741, de 2015, foi criada justamente para obrigar a concessionária e permissionárias de energia elétrica a alinharem a fiação e retirarem dos postes os cabos inutilizados, bem como a notificar outras empresas que utilizam estes postes para seus cabeamentos.

Em junho de 2025, a Câmara Municipal aprovou e o prefeito sancionou uma alteração nessa lei por meio da Lei Ordinária nº 6.783/2025, fruto do Projeto de Lei nº 54/2025.

O que mudou?

A intenção, segundo o vereador autor do texto, era reforçar a obrigação da concessionária de energia em não apenas organizar seus próprios cabos, mas também em notificar companhias que instalam seus cabos nos mesmos postes para que façam a manutenção e retirada da fiação obsoleta.

A justificativa oficial era simples: a legislação já existia, mas não funcionava na prática — e a alteração buscava preencher lacunas e atribuir mais clareza às responsabilidades. O que não se alterou, no entanto. Na prática, a mudança tem sido letra morta e não tem ação efetiva na vida da população.

O que faltou definir na alteração à lei?

Não existe uma fiscalização efetiva ou qualquer mecanismo público estruturado para garantir que as empresas cumpram a lei.

Mesmo após a alteração da legislação, a realidade nas ruas continua a mesma. Em diversos bairros de Botucatu é comum ver postes entulhados com emaranhados de fios de energia, telefonia, internet e TV a cabo que se estendem de maneira desordenada, muitas vezes pendurados a alturas perigosas ou mesmo quebrando com o tempo e ficando soltos sobre calçadas e vias ou até enrolados nos postes, pela própria população, de forma paliativa.

A Lei não define a fiscalização

Por não ter um mecanismo claro de fiscalização ativa instituído pelo município para que esses riscos sejam efetivamente combatidos, a cidade segue com mais esse problema.

A lei alterada prevê multas à concessionária de energia de 2000,00 por dia, por cada notificação que deixar de realizar às empresas envolvidas.

Mas o limite de fiscalização, quem e como será acompanhada cada notificação, o cumprimento de prazos e a aplicação das multas, ainda é nebuloso. E permite brechas graves à execução real da lei.

A obrigação legal de notificar outras empresas não tem sido acompanhada por um órgão municipal com pessoal ou estrutura específica para garantir que essas notificações sejam efetivamente cumpridas e que as correções sejam feitas.

Empresas continuam a operar com seus cabos sem uso presos aos postes, por anos; e a própria concessionária que detém o maior peso na ocupação desses postes também dificilmente remove ou realinha todos os cabos, mesmo quando notificada.

A alteração de 2025 ampliou o texto original para reafirmar que a concessionária de energia não pode apenas apontar irregularidades. Ela deve retirar cabos inservíveis sob sua responsabilidade e notificar formalmente as demais empresas das quais os postes são compartilhados.

Na verdade, o que aconteceu com essa alteração da lei foi apenas evitar que a responsabilidade recaia apenas sobre a distribuidora de energia.

O problema central, porém, continua sendo a falta de fiscalização definida e rotinas claras de execução pela Prefeitura algo que a lei alterada não conseguiu estruturar.

Sem um órgão responsável por verificar cumprimento e aplicar sanções, como: multas; ordens de serviço ou prazos rigorosos, a legislação continua, para muitos, uma promessa sem prazo de validade.

Descaso com a cidade

Muitas vezes, a população fica sem saber a quem recorrer.

Se liga na Prefeitura, a administração municipal aponta a concessionária; se contata a concessionária, que diz que o problema é das empresas de internet ou telefonia. E assim a bola é jogada para frente sem solução concreta.

Moradores reclamam que as notificações feitas na Prefeitura ou para as empresas, muitas vezes não resultam em ações concretas, e que, sem uma pressão institucional contínua, a retirada de fios inutilizados segue como iniciativa pontual e escassa, e não como regra permanente e contínua.

O custo do descaso urbano

Para a grande parte da população, a existência da lei não se reflete na realidade das ruas.

A sensação de insegurança — tanto física quanto estética — é compartilhada por motoristas, ciclistas, comerciantes e pedestres.

A legislação, mesmo revisada, tornou-se mais um texto jurídico do que uma ferramenta efetiva de ordenamento urbano.

Enquanto isso, os fios continuam pendurados, as notificações viram números em planilhas, os moradores se queixam da inércia das autoridades em transformar a lei, que em tese deveria proteger o espaço público e a segurança das pessoas,
e a cidade segue tolerando o que deveria ter sido resolvido há mais de uma década.

Enquanto isso, os riscos persistem, as ruas seguem com um visual degradado e a população fica aguardando uma ação efetiva que de fato limpe e organize a fiação dos postes.

O que se vê hoje é a demonstração de que apenas alterar uma lei sem definir claramente quem fiscaliza, com que cronogramas e aplicação das penalidades, acaba sendo uma solução inócua.

Botucatu ainda espera por uma fiscalização que saia da promessa e vá até a prática, porque os postes sobrecarregados de fios soltos continuam sendo um problema urbano que a lei municipal ainda não conseguiu resolver.

Banho das Tilápias 2026: Um Grito de Carnaval que Ferveu Rio Bonito

A orla do Rio Bonito, na zona rural de Botucatu, foi tomada por muita alegria no dia 10 de janeiro durante a realização da quarta edição do Banho das Tilápias. O evento, que resgata a tradição do Grito de Carnaval celebrado há mais de 18 anos pela comunidade, registrou o maior público de sua história, consolidando-se como uma das festas mais aguardadas da região.

Com programação totalmente gratuita para moradores e visitantes, o Banho das Tilápias contou com o desfile contagiante da bateria Bar do Índio Unidos do Jardim Brasil, a passagem do bloco É Rio Bonito e show ao vivo do cantor Gustavo Santarém. Para as crianças, não faltaram atrações como pipoca, algodão-doce e pula-pula, garantindo diversão para toda a família.

A combinação de música, folia e entretenimento transformou o espaço em um verdadeiro carnaval a céu aberto. O evento transcorreu de forma tranquila, sem registros de ocorrências, marcado apenas por alegria, brincadeiras e clima de confraternização.

Idealizado e realizado pelo gestor de projetos culturais Fernando César, morador da região e apaixonado pelo carnaval, o Banho das Tilápias teve apoio fundamental da Associação de Moradores e da Prefeitura de Botucatu. A união entre comunidade e poder público reforça o orgulho local e demonstra como o trabalho coletivo é capaz de manter vivas as tradições e transformá-las em grandes celebrações populares.

Golpe do falso advogado se espalha e vira alerta em Botucatu

O chamado “golpe do falso advogado” tem causado prejuízos milionários em diversas regiões do país e vem se tornando cada vez mais frequente em Botucatu. Criminosos utilizam dados reais de processos judiciais, informações corretas das vítimas e até nomes e fotos verdadeiras de advogados para dar aparência de legitimidade às abordagens. O contato costuma ocorrer por telefone ou aplicativos de mensagens, com a falsa informação de que a causa foi ganha e que é necessário pagar taxas ou despesas para liberar valores.

Esse tipo de crime tem crescido com a digitalização dos processos judiciais e a maior publicidade das informações, o que facilita o acesso dos golpistas a dados oficiais. As quadrilhas entram em contato direto com clientes, usam linguagem técnica, documentos falsos e pressão emocional para induzir transferências bancárias, muitas vezes por PIX. Há registros de vítimas que perderam desde valores menores até quantias significativas acreditando que receberiam indenizações ou créditos elevados.

Em Botucatu, o presidente da OAB local, Ricardo Delfim, alerta que: “A prática se tornou constante e reforça que alguns cuidados simples podem evitar que o cidadão caia no golpe. Um dos principais sinais de alerta é o número utilizado no contato. Segundo ele, a ligação ou mensagem nunca parte do telefone pessoal do advogado ou do escritório que o cliente já possui cadastrado. Somente esse fato já deve ser visto com desconfiança”, destaca.

Outro ponto importante é que, quando há valores a serem recebidos em um processo judicial, não existem custas, taxas ou despesas a serem pagas pelo cliente. “Se a ação foi ganha, o cidadão não deve nada à outra parte. Pedido de pagamento para liberar dinheiro é indício claro de golpe”, reforça Delfim.

A orientação é que, ao receber ligação ou mensagem de número desconhecido solicitando pagamento, a pessoa não realize nenhuma transferência. A recomendação é desligar imediatamente e entrar em contato com o advogado ou escritório pelos canais oficiais já conhecidos, ou comparecer pessoalmente ao local para esclarecer qualquer dúvida.

Autoridades e entidades da advocacia têm adotado medidas para reforçar a segurança dos sistemas judiciais e promovem campanhas de conscientização, mas alertam que a informação e a atenção do cidadão continuam sendo as principais armas contra esse tipo de crime. Desconfiança, verificação e contato direto com profissionais de confiança são essenciais para evitar prejuízos.

Prefeitura de Botucatu anuncia abono do FUNDEB abaixo do esperado, servidores da educação se revoltam e sensação é de abandono às vésperas de 2026

Após dias de silêncio e esquivas, prefeito revela que valor do abono será de R$ 2 mil,  metade do pago em 2024

Mais uma vez, os servidores da educação de Botucatu terminam o ano com a amarga sensação de estarem “à deriva”, sem o reconhecimento financeiro esperado pelo repasse anual do FUNDEB. Após uma semana inteira evitando responder aos questionamentos da imprensa, o prefeito Fábio Leite finalmente revelou, na manhã desta segunda-feira (30), o valor do abono que seria destinado aos profissionais da área — e o anúncio causou indignação.

Durante entrevista a uma emissora de rádio, o chefe do Executivo confirmou que: “O pagamento será em torno de R$ 2.000,00 por servidor.”

O valor considerado vergonhoso pela categoria, já que representa menos da metade do que foi repassado no ano passado, quando o abono chegou a cerca de R$ 4.000,00.

Segundo o prefeito: “A definição do valor só foi possível após a entrada da última parcela dos repasses, ocorrida na madrugada do dia 30. O montante incluiu recursos do Governo Federal, por meio do FUNDEB, e do Governo do Estado, referentes à cota-parte do ICMS. Ainda conforme explicou, essa última parcela somou cerca de R$ 4,7 milhões, completando um total anual de aproximadamente R$ 130 milhões em recursos do fundo.”

Mesmo diante desse volume expressivo, o valor destinado aos servidores causou perplexidade. O próprio prefeito afirmou que o pagamento do abono seria processado ainda no dia 30, com crédito imediato na folha, mas reconheceu que o depósito ficaria “muito próximo de dois mil reais”, frustrando completamente as expectativas criadas ao longo do ano.

Para os profissionais da educação, o episódio reforça uma crítica recorrente: a falta de prioridade do Governo Municipal com a área educacional. Enquanto cargos de assessoria se multiplicam em diversas secretarias, servidores que sustentam o funcionamento das escolas seguem sem valorização efetiva, acumulando perdas e desânimo.

O contraste com o ano anterior escancara o descontentamento. Em 2024, o abono do FUNDEB foi pequeno porém significativamente maior do que este ano que foi menos da metade. A redução drástica no valor anunciado agora é vista como um duro golpe para quem aguardava o recurso como alívio financeiro no fim do ano.

Entre professores e demais profissionais da rede municipal, o sentimento é de frustração, descaso e descrédito. Para muitos, a promessa de reconhecimento virou mais um capítulo de desvalorização do servidor público, deixando claro que, mais uma vez, a educação ficou em segundo plano.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município na tarde desta terça-feira 30/12

 

Terceirização dos artistas: Conselho de Cultura de Botucatu vira arena de gritos, ataques pessoais aos artistas que foram contra a decisão

Além da reação exaltada da secretária Cristina Cury, assessor da pasta toma o microfone  e transforma debate público em confronto.

O que deveria ser um espaço democrático de diálogo e construção coletiva de políticas públicas, no Conselho Municipal de Cultura, se transformou, mais uma vez, em um cenário de tensão, confronto verbal e cerceamento da palavra durante uma recente reunião, pela Secretária de Cultura, Cris Cury e pelo seu assessor de Gabinete Paulo Vitor Previatto que usou tom ameaçador e autoritário com os artistas que discordaram do projeto de terceirização dos agentes culturais para atividades complementares nas escolas de tempo integral da educação básica do município. Os artistas questionam como será feita a contratação, uma vez que muitos defendemos que os cargos deveriam ser ocupados por arte-educadores através de concurso público e não por terceirização.

A confusão começou após a fala de um munícipe que, de forma longa e embasada, questionou a condução das políticas culturais e, principalmente, a confusão recorrente entre as atribuições do Conselho e da Secretaria Municipal de Cultura. Ele reconheceu iniciativas da pasta, mas foi enfático ao afirmar que o Conselho não tem função executiva, cabendo-lhe deliberar, fiscalizar e orientar, enquanto a execução das políticas públicas e do orçamento é responsabilidade exclusiva do Poder Executivo.

O munícipe também destacou a importância de o Conselho receber pautas e documentos com antecedência e alertou que a recente mudança da lei torna o órgão deliberativo, obrigando o Executivo a cumprir suas decisões. Segundo ele, decretos, repasses de verbas para festas, eventos religiosos, carnaval ou contratação de shows passam, obrigatoriamente, pela aprovação do Conselho, sob pena de violação da própria legislação municipal.

A fala gerou reação imediata e exaltada da secretária municipal de Cultura, Cristina Cury, que elevou o tom e desviou o debate do campo institucional para o pessoal. Sua manifestação foi registrada integralmente:

“Meu nome é Cristina Cury Ramos. Eu levo isso com honra e responsabilidade. E eu já falei, eu não vou admitir esse tipo de coisa, porque eu estou aqui como uma igual. Eu não estou aqui como a prima do João Cury, ou a sobrinha do Jamil Cury. Eu estou como Cristina Cury. Até porque eu sou ‘Cury’ antes deles serem, do Fernando Cury, ou de qualquer outra pessoa. Não me limite a um nome, muito menos a um sobrenome. Eu sou muito mais do que isso.

Embora eu não precise estar nessa reunião, eu venho e vocês vão me ver em todas as reuniões com você, a não ser que eu não esteja aqui por algum outro motivo, tá bem? E vai ser sempre assim. O assunto virou-se família, cara, família. Eu já expulsei da minha sala uma outra pessoa que veio falar e começou a falar dos ‘Curys’.”

Após essa intervenção, o clima se agravou ainda mais com a entrada do assessor de gabinete da Secretaria Municipal de Cultura, Paulo Vitor Previatto, que tomou o microfone do munícipe e passou a discursar em tom agressivo e intimidador.

Entre as falas mais relevantes do assessor Paulo Vitor Previatto, registradas durante a reunião, estão:

“Não só de hoje, eu penso que você dá umas viajadas fortes. Às vezes você induz algumas pessoas, porque pessoas que falam com muita confiança levam as pessoas na lábia.”

Em outro momento, ao interromper o munícipe, Paulo Vitor Peviatto afirmou:

“Eu quis te interromper sim. Eu quis ser pronto. Vou interromper. Agora o microfone está comigo, estou falando.”

O assessor também acusou o cidadão de distorcer falas e agir por motivações políticas:

“Não queira distorcer a partir do seu viés político. Inclusive político.”

Em tom ainda mais duro, sugeriu que o munícipe estaria tentando influenciar os conselheiros contra a Secretaria e a gestão municipal:

“Tentar influenciar as novas mentes aqui para que elas se voltem contra a secretaria, contra a Cris, contra o Fábio Leite… eu já vi isso em outros filmes, em outros lugares.”

Paulo Vitor ainda afirmou que não admitiria desrespeito ao trabalho da equipe:

“Eu não admito que desrespeitem o meu trabalho. Não é fácil, não foi fácil, então não é só você que estudou, não é só você que fez e aconteceu.”

As falas, marcadas por interrupções, ataques pessoais e elevação de voz, descaracterizaram completamente o propósito da reunião, transformando um espaço de participação social em um ambiente hostil e intimidatório para qualquer munícipe que ousasse discordar da condução da política cultural.

O episódio não é isolado. Em outra reunião do Conselho Municipal de Cultura e Turismo, situação semelhante envolveu o jornalista Fernando Bruder, que teve sua atuação questionada e cerceada, caso amplamente divulgado pela imprensa local e que reforça um padrão preocupante de intolerância a críticas.

Relembe o caso:

https://www.alphanoticias.com.br/clima-tenso-na-reuniao-do-conselho-de-cultura-de-botucatu/

https://www.alphanoticias.com.br/rede-alpha-sofre-censura-pelo-conselho-municipal-de-cultura-e-turismo/ 

Os acontecimentos levantam questionamentos sérios sobre o funcionamento do Conselho Municipal de Cultura de Botucatu e sobre a postura da Prefeitura de Botucatu diante da participação popular. Conselhos existem para ouvir a sociedade, acolher divergências e fiscalizar o poder público — não para constranger cidadãos, cercear opiniões ou impor o silêncio por meio da intimidação.

O que se repete nos conselhos de cultura da cidade é um verdadeiro absurdo: espaços criados para representar a população sendo usados para calar a própria população. O resultado é o enfraquecimento da democracia participativa e a transformação de instâncias públicas em ambientes fechados, onde questionar vira afronta e discordar passa a ser tratado como inimigo.

Confira o video:

Video entre Munícipe e Secretárua de Cultura de Botucatu

Video entre Munícipe e Assessor de Gabinete de Cultura