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Funcionários e empresas de ônibus fazem acordo e cancelam greve prevista para segunda 26/08

Além disso, os trabalhadores questionavam a prática de os motoristas terem que dirigir e cobrar ao mesmo tempo, caracterizando acúmulo de função e expondo-os a riscos significativos.

Os funcionários das duas empresas destacaram que os salários dos motoristas estão defasados em relação à média da região. Os cobradores enfrentavam uma situação ainda mais crítica, com salários abaixo do mínimo estadual.

Devido as discussões não terem chegadas a um acordo anteriormente, havia a possibilidade de uma paralização na próxima segunda-feira (26).

Porém um dos representantes da categoria, Bruno, entrou em contato com a redação informando que após uma longa demanda e “luta de braço”, chegaram a um acordo. Sendo assim, a paralização que ocorreria na próxima segunda-feira (26), foi cancelada.

Governo divulga gabarito oficial preliminar do Concurso Público Nacional Unificado (CNU)

Os quase 1 milhão de candidatos que fizeram o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no último domingo (18) já podem conferir os gabaritos preliminares das provas objetivas dos oito blocos temáticos. O material foi disponibilizado nesta terça-feira (20), na área do candidato, no site do CNPU.

Em nota, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos informou que, com a divulgação, os candidatos têm até esta quarta-feira (21) para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas ou aos gabaritos divulgados.

Os recursos, segundo a pasta, devem ser enviados em campo específico na área do candidato. Não serão aceitos recursos via postal, via correio eletrônico, via fax ou fora do prazo.

Os cadernos de provas foram disponibilizados na noite do domingo (18). A imagem do cartão-resposta será disponibilizada no dia 10 de setembro. Já as notas finais das provas objetivas e a nota preliminar da discursiva serão divulgadas em 8 de outubro.

A divulgação do resultado definitivo da seleção, conforme cronograma divulgado pelo ministério, está prevista para 21 de novembro e a etapa de convocação para posse e realização de cursos de formação deve começar em janeiro de 2025.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Mais de 1,5 milhão são afetados por remoções forçadas no Brasil

Um levantamento inédito, produzido pela Campanha Nacional Despejo Zero e divulgado nesta quarta-feira (14), mostra que mais de 1,5 milhão de brasileiros sofreram com despejos ou remoções forçadas entre outubro de 2022 e julho de 2024. Isso representou aumento de 70%, já que em outubro de 2022, 898.916 pessoas tinham enfrentado essa situação.

O mapeamento reúne casos coletivos de remoção forçada de pessoas e de comunidades inteiras, que foram expulsas de seus locais de moradia. Isso inclui não só os casos judicializados, mas também processos administrativos promovidos pelo poder público.

O aumento verificado no período, explicou Raquel Ludermir, gerente de Incidência Política da organização Habitat para a Humanidade Brasil, pode estar relacionado ao fato de que, durante a pandemia de covid-19, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão dos despejos e a reintegração de posse contra famílias vulneráveis. A medida acabou durando até o final de outubro de 2022. “Até esse momento, vários casos ficaram represados por essa determinação do STF. Depois disso, a gente teve a liberação, e os despejos voltaram a ser legais. Então, o que a gente nota é um aumento muito expressivo que reflete a retomada do andamento desses processos judiciais de despejo e ameaça de reintegração de posse, de uma forma geral”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.

Outro fator que pode ter contribuído para esse aumento, explicou Raquel, é o custo de vida elevado como reflexo da pandemia. “A gente sabe que, durante a pandemia, houve um empobrecimento muito sério das pessoas e o custo de vida aumentou bastante. Então é possível que muitas pessoas tenham recorrido a ocupações”, lembrou. “Se a família já está morando de forma precária, está morando de favor, às vezes está tendo que comprometer alimentação e segurança alimentar para pagar o aluguel no final do mês, aí ela pode recorrer a uma ocupação urbana”.

Perfil

A crise habitacional brasileira tem classe, gênero e raça, revelou o levantamento. A grande maioria dos afetados é formada por pessoas que se autodeclaram pretas e pardas (66,3% do total), mulheres (62,6%) e que ganham até dois salários mínimos (74,5%). “Estamos falando de pessoas predominantemente de baixa renda, muito vulnerabilizadas do ponto de vista socioeconômico. É também uma população predominantemente negra e, muitas vezes, chefiada por mulheres. Existe uma dívida histórica do país em relação à demanda dessa população por moradia”.

Do total de vítimas dessas remoções e despejos, cerca de 267 mil são crianças e mais de 262 mil, pessoas idosas. “Sabemos que apesar de a moradia ser um direito constitucional e um direito humano, ainda estamos em um país em que existem pelo menos 6 milhões de pessoas em situação de déficit habitacional e mais 26 milhões em condição de inadequação habitacional. A pesquisa indica a ponta do iceberg de um problema histórico no Brasil. Estamos falando aqui da moradia, do problema da luta pela terra e de como isso está atrelado às questões da pobreza e de interseccionalidades”, disse Raquel Ludermir.

Números subestimados

Segundo a Campanha Nacional Despejo Zero – articulação nacional composta por 175 organizações que atuam na luta pelo direito à vida na cidade e no campo e que fez o mapeamento de forma coletiva – esse número pode ser ainda maior já que a pesquisa não considera a população em situação de rua e pessoas que estão ameaçadas por desastres socioambientais.

O que o levantamento conseguiu apontar é que, do total de vítimas de despejos ou remoções forçadas, 333.763 correspondem a famílias ameaçadas, 42.098 a famílias despejadas e 78.810 a famílias vivendo com o despejo suspenso.

Entre as regiões mais afetadas, São Paulo lidera o ranking com o maior número de famílias ameaçadas (90.015) e despejadas (9.508). O estado de Pernambuco aparece na segunda posição no ranking de famílias ameaçadas (43.411) e em quinto no de despejadas (2.194). Já o estado do Amazonas aparece na segunda posição em número de despejados (5.541) e em terceiro no de ameaçados (31.902).

Reintegração de posse e grandes obras

De acordo com Raquel, essas remoções forçadas ou despejos são motivados principalmente por reintegração de posse, quando há conflito entre a pessoa que se diz proprietária do imóvel ou da terra e as famílias que estão ocupando esses locais.

Como segunda principal razão estão as remoções forçadas impulsionadas pelo poder público, principalmente por grandes obras. “Isso pode estar relacionado a grandes obras – como de sistema de transporte, drenagem ou esgotamento sanitário – ou obras em menor escala, que são supostamente para o benefício da própria população, mas que acabam tendo efeitos contraditórios de remoção”, afirmou.

É por isso que, neste momento em que as grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo retomadas, Raquel defende que é preciso repensar o quanto elas podem estar afetando também a população mais vulnerável. “É muito importante a gente estar atento para que essas obras não tenham um efeito ainda mais negativo sobre a população vulnerabilizada”, destacou. “A obra pública não pode nunca aumentar o déficit habitacional ou o problema da moradia no país, porque senão a gente está favorecendo apenas um setor de desenvolvimento”.

Soluções

Para a gerente da organização, é urgente que se pense em uma política nacional de mediação de conflitos fundiários, com esforço interministerial para que o problema seja resolvido. Outro ponto levantado por ela diz respeito às legislações e decisões judiciais. “Temos diversas medidas em nível do Conselho Nacional de Justiça, como por exemplo a Resolução 510 de 2003, que estabelece a necessidade de mediação desses conflitos com visitas in loco, ou seja, é o juiz descer do escritório e realmente colocar o pé na terra e conhecer as pessoas que estão sendo removidas”.

Também é preciso, segundo ela, que se encerrem propostas legislativas que pretendem marginalizar ainda mais essas pessoas. “Há propostas legislativas que estão tramitando e que estabelecem – ou tentam estabelecer – que as pessoas que precisam ocupar imóveis ou terrenos percam também seus direitos a programas sociais, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o direito de participar de concursos públicos. Existe aqui uma tentativa de punir duplamente a população que já está bastante vulnerabilizada, ou seja, uma pessoa que já não tem direito à moradia, além de tudo, corre o risco de perder o direito a um programa social”.

O mapeamento pode ser consultado no site da campanha.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Vinhedo (SP): Corpos de vítimas de tragédia aérea começam a ser enterrados

Familiares das vítimas do acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, começam a realizar os primeiros velórios das vítimas, à medida que os corpos são identificados e liberados. Até a manhã desta segunda-feira (12/8), o Instituto Médico Legal (IML) Central de São Paulo havia identificado 12 vítimas e feito a liberação de oito corpos. As certidões de óbito já foram lavradas em cartório.

Cenipa encerrará investigações em local de acidente aéreo nesta segunda-feira 12/08

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), informou em nota, no fim da tarde deste domingo (11), que tem a previsão de encerrar na segunda-feira (12) os trabalhos no local da queda da aeronave operada pela Voepass Linhas Aéreas, em Vinhedo (SP).

Retirada da aeronave

De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e com a normas do Sistema do Comando da Aeronáutica, após a liberação por parte do Investigador-Encarregado do Cenipa e do responsável pela investigação policial, a retirada da aeronave do local será de responsabilidade do operador da aeronave.

Neste caso, a Voepass deverá providenciar e custear a higienização do local, dos bens e dos destroços de modo a evitar prejuízos à natureza, à segurança, à saúde, ou à propriedade privada no condomínio residencial Recanto Florido, onde caiu o avião ou danos à coletividade.

Investigação

Em entrevista coletiva neste domingo, o chefe da Cenipa, brigadeiro do ar Marcelo Moreno, informou que após a conclusão da Ação Inicial, a investigação avançará para a fase de Análise de Dados.

Neste próximo estágio, serão examinadas as atividades relacionadas ao voo, ao ambiente operacional e aos fatores humanos, bem como um estudo de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Professor aposentado da Unesp treina atleta que chegou a final no salto em altura nas Olimpíadas

A atleta Valdileia Martins, 35, tornou-se nacionalmente conhecida ao classificar-se para a final olímpica do salto em altura no último dia 2/8. Durante a prova classificatória, ela saltou 1,92m, marca que igualou o recorde nacional brasileiro. No entanto, o esforço terminou por provocar uma entorse em seu tornozelo esquerdo, e ela deixou a pista carregada.

A lesão não permitiu que Valdileia disputasse a final, que aconteceu no domingo, 4/8. Ela chegou a tentar iniciar a corrida para dar o primeiro salto, mas as dores não lhe permitiram continuar. Mesmo assim, sua participação na Olimpíada de Paris é a consagração de uma trajetória de muita garra, que teve início num assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e que é tão inspiradora quanto o resultado final. Acompanhando de perto esta trajetória, e contribuindo de forma importante para ela, está seu treinador, o professor aposentado de educação física da Unesp Dino Cintra.

Valdileia destacou-se logo no primeiro dia das provas de atletismo dos Jogos de Paris. O fato de aos 35 anos —  idade avançada para a prática de esporte de alto rendimento —  ter conseguido saltar 1m92, e igualar um recorde brasileiro estabelecido ainda em 1989 por Orlane Maria dos Santos, já bastaria para que ela se destacasse na história do atletismo brasileiro. “A Valdileia diz que nasceu para bater esse recorde porque essa marca foi estabelecida no ano em que ela nasceu”, brinca o treinador.

Depois de quase 30 anos dedicados às aulas de atletismo do curso de Educação Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no campus de Presidente Prudente, Cintra se desligou da Universidade e investiu na carreira de treinador de alto rendimento. Atualmente é treinador de salto da equipe de atletismo da Orcampi, que figura entre as três melhores do país, e tem Valdileia como uma de suas atletas.

Ambos começaram a trabalhar juntos em 2018, mas não é exagero dizer que o dedo do treinador está presente no desenvolvimento da atleta brasileira desde quando ele ainda era professor da Unesp.

Ao longo de sua carreira como professor universitário em uma cidade com longa tradição no atletismo, Cintra sempre foi um entusiasta do esporte. Entre suas principais realizações em prol da modalidade, durante sua atuação docente, está um projeto de extensão universitária que produziu campeões sul-americanos e uma medalhista de ouro na prova do heptatlo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, Lucimara Silvestre. E ele orientou a monografia de conclusão de curso de André Domingos, que foi aluno do curso de Educação Física e fez história no esporte como ganhador da medalha de prata no revezamento 4×100 em Sydney-2000.

Docente dedicado e querido pelos alunos, a ponto de ter sido por 17 vezes escolhido patrono da turma, Cintra sempre esteve ciente de que as condições para a prática esportiva com que seus alunos precisariam lidar quando formados nem sempre seriam as melhores. Por conta disso, em suas aulas, além de ensinar as técnicas da modalidade, ensinava também alguns “quebra-galhos” que poderiam ajudar os estudantes a superarem as adversidades em seus futuros postos de trabalho. Entre os macetes disponíveis no repertório do professor da Unesp estava o uso de varas de bambu para serem usadas como sarrafos para as provas de salto, e uma engenharia que combinava pilhas de pneus velhos e sacos cheios de palha de arroz para substituir os colchões que amortecem a queda dos atletas.

Em meados dos anos 1990, um de seus ex-alunos, o professor de educação física Flávio Rodrigues dos Santos, trouxe essas mesmas “técnicas” para superar a falta de recursos e viabilizar a prática esportiva para jovens e crianças de um acampamento ligado ao MST localizado no município de Querência do Norte, no Paraná. E, junto com as técnicas, o conhecimento técnico que absorveu no aprendizado com Dino Cintra.

Entre os alunos no assentamento estava uma garota alta, de pernas longas e com pouca desenvoltura para os esportes coletivos chamada Valdileia Martins. “Tudo o que eu passei para Valdileia aprendi com o Dino. Ele faz parte da história dela desde o início. Se eu não tivesse um professor competente como ele, não teria a coragem e nem capacidade de dar início a esse trabalho”, declarou Rodrigues em uma entrevista.

Por isso, quando décadas mais tarde Valdileia procurou os meios para dar uma virada em sua carreira, foi a Bragança Paulista que ela se dirigiu, em busca de Cintra e da equipe da Orcampi. Era o ano de 2018 e naquele momento, explica o treinador, Valdileia era uma atleta conhecida dentro da modalidade, mas estava desacreditada pela comunidade do atletismo por ter passado por duas cirurgias no joelho. Já não conseguia atingir as mesmas marcas de antigamente, e sua idade era considerada avançada. Tudo somado, a atleta pensava inclusive em desistir do esporte.

Os dois começaram a trabalhar juntos, mas Cintra só soube dessa “conexão” anterior com a atleta após a participação na Olimpíada, por meio de uma notícia veiculada na imprensa que resgatou sua história de infância no Paraná. “Eu consegui o contato desse meu ex-aluno Flávio e falei para ele que isso é coisa de Deus. Foi Deus quem me colocou para ensiná-lo na Universidade e ele acabou ensinando a atleta que no futuro viria treinar comigo e ir para uma final olímpica. Essa é uma história linda demais”, comemora o treinador.

Desde o início do trabalho em 2018 até o resultado nos Jogos Olímpicos em Paris, entretanto, muito trabalho teve que ser feito. Além dos treinamentos com Cintra, Valdileia investiu os poucos recursos que tinha para consultar-se com um nutricionista e ser acompanhada por um psicólogo especializado. A meta estabelecida por atleta e treinador era chegar aos Jogos na melhor forma possível, e saltar a melhor marca na carreira.

Trabalhando apenas com o atletismo, Cintra é um treinador especializado em saltos (altura, distância e com vara) e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo. Entre todas essas modalidades, contudo, a que o ex-professor da Unesp considera mais difícil é o salto em altura. “Se você olhar o salto com vara, por exemplo, ele é difícil de ser executado, mas o atleta só perde a visão do sarrafo no movimento de reversão do corpo.

No salto em altura, por outro lado, assim que o atleta bate o pé da impulsão ele já não vê mais o sarrafo. A partir daí é tudo perceptivo. O atleta precisa jogar o centro de gravidade para o alto e sentir o momento exato de erguer a cintura e as pernas”, esclarece o treinador. “Isso demanda um controle corporal e uma noção da localização do corpo em relação ao sarrafo que nem todo mundo tem.”

Cintra explica que Valdileia tinha a força e o controle corporal para a execução de um bom salto, mas o elemento que faltava para a paranaense se estabelecer entre as melhores do mundo era a força mental. “Tenho 48 anos de atletismo e já fui um desses treinadores que diziam que um atleta não precisa de psicólogo. Hoje, trabalhando com o alto rendimento, tenho a opinião de que 90% do resultado são o fruto de um bom preparo mental”, afirma.

Para o treinador, é natural que durante a competição o atleta sinta medo de errar no momento de executar a prova, e esse receio faça com que ele acabe queimando ou chegue ao momento do salto em uma velocidade mais lenta. “O psicólogo tem as ferramentas capazes de ajudar o atleta a melhorar a sua performance, e a Valdileia é uma prova disso.

Ela é outra pessoa após receber o acompanhamento psicológico adequado. O atleta pode estar treinando muito bem. Mas, se não estiver mentalmente bem, não vai chegar lá”, diz. A força mental que a saltadora levou consigo para os jogos passou por uma dura prova quando, já na capital francesa, poucos dias antes de sua estreia, soube que seu pai havia falecido.

Apesar da extrema tristeza pela perda daquele que era um de seus grandes incentivadores, ela optou por permanecer em Paris, manteve o foco e alcançou sua melhor marca na carreira.

O treinador lamenta não ter sido convocado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para acompanhar Valdileia em Paris, ainda assim manteve contato com a atleta pelo telefone durante as competições. “Eu assistia à prova pela TV e imediatamente passava as orientações para um técnico da CBAt que estava no local. Mas ela foi para as Olimpíadas muito bem preparada, sabia o que tinha que fazer. Não precisava de mim, não”, brinca.

Para o treinador, a campanha na França mudou a vida dele e de Valdileia completamente. Cintra afirma que recebeu os parabéns e ganhou o reconhecimento de pessoas que até pouco tempo atrás não acreditavam no seu trabalho. Já a atleta viu o número de seguidores no Instagram aumentar de dois mil para 200 mil seguidores, além de ganhar projeção nacional. “Acredito que esse resultado pode fazer com que as meninas mais jovens se interessem em praticar o salto em altura. Quem sabe assim o recorde da Valdileia não leve outros 35 anos para ser quebrado”, diz.

Fonte: Jornal da Unesp

Foto: Reprodução

 

Sindicato dos Servidores Municipais de Botucatu lançará cartão de convênios para os associados

A novidade será lançada oficialmente no sábado dia 31/08 às 9 horas a todos os sócios da sede do Sispumb, na Rua Damião Pinheiro Machado, 197.
O convite estará disponível aos interessados até o dia 23/8 das 8h30 às 16h30 na própria sede e os benefícios serão somente para aos associados.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Botucatu está localizado à Rua Damião Pinheiro Machado 197.
O convite poderá ser retirado de 08/08 a 23/08 das 8:30 às 16:30 na sede do sindicato e o mesmo será entregue somente ao associado mediante documento com foto.

 

Funcionários de empresas de ônibus de Botucatu reivindicam reajuste salarial

Cerca de 60 funcionários das empresas de ônibus Reta Transportes e Pontual assinaram um abaixo-assinado solicitando o reajuste dos pagamentos dos motoristas, que estão abaixo da média regional, e dos cobradores, que recebem menos que o salário mínimo paulista.

Além disso, os trabalhadores questionam a prática de os motoristas terem que dirigir e cobrar ao mesmo tempo, caracterizando acúmulo de função e expondo-os a riscos significativos.
Os funcionários das duas empresas destacam que os salários dos motoristas estão defasados em relação à média da região. “Enquanto outras empresas pagam um valor justo e compatível com o mercado, estamos recebendo menos e, ainda por cima, tendo que acumular funções”, relatou um motorista que preferiu não se identificar.

Já os cobradores enfrentam uma situação ainda mais crítica, com salários abaixo do mínimo estadual. “É um desrespeito completo com o nosso trabalho. Não conseguimos sustentar nossas famílias com o que ganhamos atualmente”, comentou um cobrador.

A questão do acúmulo de função é outro ponto crucial na reivindicação dos trabalhadores. Segundo eles, o fato de os motoristas terem que dirigir e cobrar ao mesmo tempo aumenta os riscos de acidentes e compromete a segurança dos passageiros. “Não é seguro para ninguém. Estamos sobrecarregados e isso pode resultar em situações perigosas no trânsito”, alertou outro motorista.

Na manhã desta terça-feira (06), a empresa Reta Transportes, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Manuel e Região, convocou uma assembleia para discutir as demandas dos funcionários e tentar chegar a um acordo. No entanto, a assembleia foi abruptamente cancelada.

O sindicato alegou que não foi informado previamente sobre as demandas apresentadas pelos trabalhadores. Segundo representantes sindicais, as questões seriam levadas ao presidente do sindicato, que remarcaria a assembleia, mas sem previsão de data.

Após o cancelamento da assembleia, nossa equipe tentou entrevistar a Dra. Leila, advogada do sindicato, que se recusou a conversar.

Diante da falta de respostas e da situação precária em que se encontram, os funcionários das empresas Reta Transportes e Pontual afirmam que, se não houver um acordo, iniciarão uma greve geral na cidade. “Estamos unidos e dispostos a lutar por nossos direitos. Se não tivermos um retorno positivo, vamos parar tudo”, declarou um dos líderes do movimento.

A possível paralisação dos serviços de transporte causaria um grande impacto na cidade, afetando milhares de usuários que dependem diariamente dos ônibus para se deslocarem.

A situação segue em desenvolvimento, e novos desdobramentos são aguardados nas próximas semanas. A expectativa dos trabalhadores é que o sindicato e as empresas se mobilizem rapidamente para atender às reivindicações e evitar uma greve geral.

A Rede Alpha continuará acompanhando de perto os acontecimentos e trazendo atualizações sobre o caso.

Matheus Kruze

Foto: Reprodução