Geral

Prefeitura sedia reunião sobre acompanhamento do Censo 2022

Foi realizada na última terça-feira, 20, a 3ª Reunião de Planejamento e Acompanhamento do Censo 2022 (REPAC). Na ocasião, representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram a autoridades municipais, entre elas o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Relações Institucionais e Trabalho, Junot de Lara Carvalho, como foi o processo de coleta de dados no Município.

Participaram da reunião, além do Secretário Junot, o Secretário Adjunto de Desenvolvimento, Mário Camargo; o comandante da GCM, Leandro Destro; o representante da CATI Botucatu, Rafael Marcelino; representando a Polícia Civil, Mauro Sérgio Santos; Chefe do Cartório Eleitoral, Igor Ignácio, os vereadores Rodrigo Rodrigues (Palhinha), Lelo Pagani; e membros do IBGE: Marcos Tenori, Maria Lima, Anna Beatriz, Ana Nascimento, Fernando, Hamilton Souza, e Paulo Roberto Costa Struminski Junior, coordenador regional.

Desde que a pesquisa do Censo foi lançada, reuniões periódicas foram realizadas para atualizar as autoridades municipais sobre as várias fases da coleta de dados.

De acordo com o IBGE, os dados oficiais do Censo 2022 serão divulgados no dia 28 de junho.

Zeus é eleito o nome do mascote do Patrulha da Paz

Com 41% dos votos, o nome Zeus foi o escolhido para o lobinho mascote do Programa Patrulha da Paz. A escolha do nome foi promovida através de um concurso cultural entre os alunos de 5º ano, que enviaram sugestões para uma votação aberta.

Durante três semanas, os 23 nomes sugeridos ficaram disponíveis para escolha popular e receberam ao todo 30.692 votos. Zeus recebeu 12.555 votos, vencendo o concurso cultural.

A nomeação oficial do lobinho ocorrerá nesta sexta-feira, 23, durante uma cerimonia com a presença da equipe da Patrulha Escolar, os guardas municipais Nobrega, Jayme e Dutra, e dos alunos do 5º ano da Escola Angelino de Oliveira, os quais escolheram o nome.

Escolha do nome e votação

Com o objetivo de tornar o processo de escolha do nome democrático, o regulamento definiu que cada escola pública participante do Programa Patrulha da Paz escolhesse um nome que representasse a instituição. Todos os nomes foram disponibilizados para votação popular durante três semanas.
Veja o número de votos recebidos por cada nome:

 

Prefeitura Mais Perto de Você: saiba quais serviços serão oferecidos domingo, 25

Neste domingo, 25, ocorrerá mais uma edição do Programa “Prefeitura Mais Perto de Você”, na Região Leste de Botucatu. O foco será atender a população dos bairros Cachoeirinha, Jardim Ciranda, Jardim Peabiru, Cohab 4, e Arlindo Durant.

O evento será na Escola de Tempo Integral Mozart de Moraes, na Avenida Deputado Brás de Assis Nogueira, S/N – Cachoeirinha. O atendimento ocorrerá das 8h30 às 12 horas.

Confirma a lista de serviços e os documentos necessários:

Assistência Social:
– Atualização do Cadastro Único – Documento de identidade e comprovante de residência.

Balcão da Cidadania/Ouvidoria:
– Demandas em geral – nome, endereço completo, e-mail, telefone;
– Poda ou retirada de árvores: endereço completo, e-mail, telefone, cópia do carnê do IPTU ou contrato de compra e venda de imóvel;
– Ressarcimento de danos: nome, documentos pessoais, endereço completo, e-mail, telefone, Boletim de Ocorrência, fotos do local e dos danos, três orçamentos assinados e documento do veículo.

Casa do Cidadão:
– Posto de Atendimento ao Trabalhador: elaboração de currículo.
– Microempreendedor Individual.

Educação:
– Cadastro de vagas: Documento de identidade dos pais e da criança, certidão de nascimento, comprovante de endereço;

Procuradoria Municipal:
– Consulta geral de processos da Prefeitura: Documento com foto e protocolo (caso tenha).

Saúde:
– Aferição de pressão e glicemia;
– Aplicação de vacinas de Influenza e Bivalente da Covid-19;
– Testes de DSTs;
– Orientações odontológicas.

Tributos:
– Segunda via de tributos gerais.
– Atualização cadastral.

Vigilância Ambiental em Saúde:
– Agendamento de castração, vacinação antirrábica e microchipagem de cães e gatos acima de 3 meses de vida: Documento com foto, comprovante de endereço, necessário que o animal esteja acompanhado de um responsável acima dos 18 anos.

– Serviços de parceiros:

Cartório Eleitoral:
– Certidões: Composição partidária; Crimes eleitorais; Filiação partidária; Negativa de alistamento e Quitação eleitoral;
– Multas: regularização de pendências com a Justiça Eleitoral;
– Título de eleitor: emissão de segunda via;
– Alteração dos dados: emissão de certidão para todos os fins de direito.

OAB:
– Consultas em geral: Documentos de identidade, números de processo (se tiver).

Sabesp:
– Parcelamento de dívida e segunda via: Documento com foto e comprovante de endereço.

CPFL:
– Emissão de segunda via;
– Parcelamento de dívida;
– Cadastro para tarifa social.

OSC Renascer Botucatu:
– Prestação de serviços às mulheres, jovens, crianças e idosas em vulnerabilidade social, com intuito de promover a igualdade de direitos e condições de vida digna a todos.

Sobre o Prefeitura Mais Perto de Você:

O Programa “Prefeitura Mais Perto de Você” surgiu em setembro de 2022 com o objetivo oferecer os serviços da administração municipal e parceiros para a população de bairros distantes do centro de Botucatu.

A ação da Secretaria de Participação Popular e Comunicação tem como objetivo oferecer os serviços da administração municipal e parceiros para a população de bairros distantes do centro de Botucatu. São oferecidos serviços nas áreas de saúde, educação, tributos, jurídico, entre outros.

No último evento, realizado do Jardim Monte Mor, mais de 420 pessoas receberam atendimento.

O Programa já ocorreu nos bairros: Anhumas, Vitoriana, Santa Eliza, Caimã e Jardim Nossa Senhora das Graças em Rubião Júnior, além do Jardim Monte Mor.

Serviço:
Secretaria de Participação Popular e Comunicação
Praça Pedro Torres, 100 – Centro
Telefone: 3811-1505

Assistência Social pede ajuda para localizar familiares de idosa acolhida em Botucatu

A Secretaria Municipal de Assistência Social pede ajuda da população para localizar familiares de uma idosa encontrada em um terreno no Jardim Cristina na noite da última quarta-feira, 21.

A senhora foi encontrada em um terreno, deitada com apenas um cobertor, sem documentos ou outros pertences pessoais. A denúncia foi feita à Guarda Civil Municipal, que esteve no local junto com a equipe de Assistência Social e encaminhou a idosa para o Espaço Acolhedor.

Durante a manhã, ela apresentou quadro de confusão mental e foi encaminhada pelo SAMU para o Hospital das Clínicas para atendimento médico. Ela se identifica como Aparecida Paulino Neto, natural da cidade de Osvaldo Cruz. Porém nenhum documento comprova esses dados.

A foto da idosa já foi compartilhada com serviços de Assistência Social do interior. Qualquer informação sobre a idosa ou seus familiares pode ser passada por telefone para a equipe de Assistência Social – 3811-1468; Espaço Acolhedor – 3811-1421; ou Guarda Civil Municipal – 153.

Nova vacina contra a dengue chega ao Brasil na próxima semana

A Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que uma nova vacina contra a dengue deve chegar ao Brasil na próxima semana. Composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, a Qdenga, da empresa Takeda Pharma Ltda., foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março. De acordo com o órgão regulador, a dose confere ampla proteção contra a dengue.

Em nota, a ABCVAC informou que o preço da vacina, disponível inicialmente apenas em laboratórios particulares, deve variar entre R$ 350 e R$ 500 para o consumidor final, dependendo do estado. Em São Paulo, por exemplo, o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) autorizado pela Anvisa para as clínicas é R$ 379,40.

“As clínicas devem utilizar esse parâmetro na composição da sua precificação final, que também inclui o atendimento, a triagem, a análise da caderneta de vacinação, as orientações pré e pós-vacina, além de todo o suporte que os pacientes necessitam para se informar corretamente sobre a questão da vacinação”, destacou a ABCVAC.

Indicação

De acordo com a Anvisa, a vacina é indicada para crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos de idade. A Qdenga, portanto, é a primeira dose aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, a Dengvaxia, só pode ser utilizado por quem já teve dengue.

A nova vacina estará disponível para administração via subcutânea em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

“A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, contudo, segue sujeita ao monitoramento de eventos adversos, por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da empresa”, informou.

A eficácia contra a dengue para todos os sorotipos combinados entre indivíduos soronegativos (sem infecção anterior pelo vírus) foi de 66,2%. Já para indivíduos soropositivos (que tiveram infecção anterior pelo vírus), o índice foi de 76,1%.

“A demonstração da eficácia da Qdenga tem suporte principalmente nos resultados de um estudo de larga escala, de fase 3, randomizado e controlado por placebo, conduzido em países endêmicos para dengue com o objetivo de avaliar a eficácia, a segurança e a imunogenicidade da vacina”, informou a Anvisa.

Fonte: Agência Brasil

Especialista fala com exclusividade sobre os traumas gerados na pandemia

Rossandro Klinjey é palestrante, escritor e psicólogo clínico. Fenômeno nas redes sociais, seus vídeos já alcançaram a marca de mais de cem milhões de visualizações. Autor vários de livros, sendo os mais recentes, “As cinco faces do Perdão, Help: me eduque!” e “Eu escolho ser feliz”. É consultor da Rede Globo em temas relacionado a comportamento, educação e família, além de colunista da Rádio CBN. Foi professor universitário por mais de dez anos, quando passou a se dedicar à atividade de palestrante, no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

Tendo em vista, os vários traumas adquiridos na pandemia por boa parte da humanidade, que eu convidei o especialista Rossandro Klinjey, para falar amplamente sobre temas como; maturidade emocional e a importância do autoperdão dentre outros assuntos.

 

O que é maturidade emocional?

R:   Costumo afirmar com convicção que a maturidade emocional é uma jornada de autodescoberta e uma poderosa escolha pessoal. Ela pode ser descrita como a habilidade intrínseca de reconhecer, compreender e lidar de maneira harmoniosa com nossas próprias emoções e as emoções dos outros. É o domínio de um indivíduo sobre seus sentimentos, permitindo que ele os identifique, nomeie e expresse de forma assertiva, evitando reações impulsivas ou explosivas. Uma pessoa emocionalmente madura não se deixa arrastar pelo caos dos comportamentos explosivos alheios. Ela compreende profundamente que agir no mesmo tom apenas alimentaria um desequilíbrio ainda maior. Ao invés disso, mantém-se serena diante das provocações, pois entende que as ações dos outros são reflexo de seu próprio estado emocional. A maturidade emocional alicerça a capacidade de não se deixar levar por impulsos momentâneos, aguardando o momento adequado para uma conversa genuína e construtiva. No entanto, quando a oportunidade para a comunicação sincera não se apresenta, o indivíduo emocionalmente maduro compreende que isso decorre da incapacidade emocional do outro. Em vez de se frustrar, encontra serenidade na aceitação de que cada pessoa trilha seu próprio caminho de crescimento. Essa compreensão profunda permite que ele permaneça firme em sua busca pela autenticidade e crescimento pessoal, independentemente das circunstâncias externas. A maturidade emocional é, portanto, um estado de ser que transcende as aparências e nos guia para uma conexão mais profunda com nossa própria essência. É um convite para abraçar a paz interior, cultivar relacionamentos genuínos e construir uma vida ancorada na sabedoria emocional. Ao escolher trilhar esse caminho, somos capazes de influenciar positivamente não apenas nossa própria jornada, mas também o mundo ao nosso redor.

Como uma pessoa pode adquirir maturidade emocional?

R:  A busca pela maturidade emocional é uma jornada fascinante e desafiadora. Não existe uma fórmula mágica para alcançá-la, pois somos seres complexos, moldados por experiências diversas. No entanto, sabemos que a construção dessa maturidade requer um compromisso diário consigo mesmo, um mergulho profundo no autoconhecimento, no autodesenvolvimento e na persistência. É fundamental compreender por que certas situações ou pessoas nos tiram do equilíbrio emocional. Investigar as fragilidades que permitimos que outros explorem, dominando nossa paz interior. O autoconhecimento nos capacita a reconhecer os sinais de vulnerabilidade e perigo emocional, como um sensor de carro alertando para o perigo iminente, e nos orienta a buscar uma fuga saudável dessas situações. Entretanto, é importante ressaltar que esse processo não acontece da noite para o dia, nem se resume a uma simples decisão. A mudança efetiva requer tempo e consolidação de uma vontade interior, muitas vezes silenciosa, porém profundamente consciente. Aqueles que decidem deixar de reclamar da vida, por exemplo, podem ainda enfrentar momentos de fraqueza em que recaem em velhos hábitos. Nesses momentos, é crucial ter empatia e compaixão por si mesmo, compreendendo que a transformação exige paciência e persistência. Não existe uma fórmula universal, pois cada pessoa possui uma trajetória única de vida e experiências. À medida que nos aprofundamos no autoconhecimento, aprendemos a regular nossas emoções, a nos acolhermos e a tomar decisões mais assertivas. Compreendemos também as limitações daqueles que ainda não alcançaram essa conquista interna, e isso nos permite exercer empatia e compreensão.

Você escreveu vários livros, dentre os quais, ‘As 5 Faces do Perdão’. A seu ver, as pessoas têm se perdoado mais e perdoado o seu próximo? Quais os passos para se chegar as duas formas de perdão?

R:   A humanidade encontra-se profundamente adoecida em suas emoções, buscando escapar de seus sentimentos de todas as maneiras possíveis. Seja através do trabalho excessivo, como uma forma de distração ou até mesmo como uma fuga da própria vida, ou por meio do vício nas redes sociais e nas drogas. Essa busca incessante é acompanhada por uma velocidade frenética de viver, deixando pouco espaço para a verdadeira vivência emocional. Diante desse cenário, como podemos falar sobre perdão? Após quase duas décadas de atendimento em consultório e tendo ensinado a mais de 10 mil alunos em meus cursos de aperfeiçoamento emocional, percebo, a cada encontro, que o tempo passa, mas as pessoas continuam sofrendo as mesmas dores. Isso é resultado da falta de perdão, tanto em relação aos outros quanto a si mesmas. Muitas ainda veem o perdão como uma fraqueza, como se estivessem concedendo uma “vitória” ao agressor, quando, na verdade, o perdão é um sinal de maturidade emocional. É compreender que aquele que nos feriu não possui o repertório emocional para ser diferente do que é e agir de forma distinta. Perdão é aceitar que o passado não pode ser alterado. Ficar remoendo essas memórias e revivendo emocionalmente a dor não mudará nada. É deixar de lado a ferida para que ela se torne uma cicatriz indolor, uma marca do que aconteceu conosco, mas sem viver constantemente sob o domínio do mal que nos foi infligido. Se pudéssemos comparar o perdão aos contos de fadas, seria como alguém nos oferecendo uma “poção mágica” que nos transformaria em sapos. Ao tomá-la, nos tornamos anfíbios. No entanto, ao olharmos ao nosso redor, descobrimos outra poção capaz de nos devolver a forma humana. Ao bebê-la, voltamos a ser humanos, mas trazemos conosco a experiência de ter sido vítimas e buscado a “libertação” do mal. Não perdoar é permanecer ao lado do antídoto e recusar-se a tomá-lo, vivendo eternamente como sapos. Em outras palavras, é continuar sob o efeito do mal que nos foi infligido. O perdão e o autoperdão são sinais de uma profunda conexão com nossa própria essência. São atos de coragem, compaixão e amor-próprio. Ao perdoarmos, não estamos justificando as ações daqueles que nos machucaram, mas sim libertando-nos do fardo do ressentimento e abrindo espaço para a cura interior. O autoperdão é igualmente essencial, permitindo-nos reconhecer que somos humanos, sujeitos a erros e aprendizados, e que merecemos a oportunidade de seguir em frente com leveza e gratidão. A jornada da maturidade emocional e do autoconhecimento requer a coragem de olhar para dentro de nós mesmos, enfrentar nossas feridas mais profundas e, através do perdão, transformar cicatrizes em símbolos de superação e crescimento.

Com a hiper abundância de informações, acesso as redes de maneira até obsessiva, percebe-se que as pessoas estão cada dia mais distantes umas das outras. Nesse sentido, há como reverter este quadro, teremos que lidar com esta nova realidade fazendo uma readequação?

R:   Chegará o momento em que a humanidade perceberá que passou mais tempo sonhando do que realizando. As palavras sábias de Carl Gustav Jung ressoam em nossos corações: “Aquele que olha para fora sonha. Mas o que olha para dentro acorda.” Vivemos imersos em realidades paralelas, perdendo horas preciosas em distrações, mas a vida nos traz pequenos “apagões”, momentos em que somos chamados à realidade. Seja quando a internet falha, as redes sociais saem do ar ou quando a dor se faz presente de forma intensa. Somos seres interligados, compartilhando dores universais, mas cada um de nós possui uma percepção singular. Estamos vivendo os efeitos de uma pandemia que impactou famílias de maneiras diversas. Todos fomos afetados de alguma forma, mas nem todos experimentaram uma verdadeira transformação interior. A mudança, o despertar de uma sociedade, ocorre gradualmente, de indivíduo para indivíduo. É chegada a hora de assumirmos a responsabilidade por nossas vidas, de olharmos para dentro e despertarmos para a realidade que nos cerca. É essencial não nos perdermos na sociedade da hiperinformação, mas sim encontrarmos o equilíbrio entre o mundo exterior e nosso mundo interior. Devemos buscar a sabedoria que nasce da autodescoberta e da conexão profunda com nossa própria essência. Ao nos reconectarmos com nosso eu verdadeiro, abrimos caminho para a realização dos nossos sonhos e potenciais. Somos chamados a despertar para uma vida autêntica e significativa, em que nossas ações se alinhem com nossos valores e propósitos. Nesse despertar, encontramos a coragem de enfrentar as adversidades, a compaixão para com os outros seres humanos e a responsabilidade de contribuir para um mundo melhor. Portanto, neste momento de transformação, convido você a olhar para dentro, a despertar para a realidade que pulsa em seu ser. Seja o agente de mudança que tanto anseia ver no mundo, pois cada indivíduo desperto é uma luz que ilumina o caminho para uma sociedade mais consciente e compassiva. A jornada começa em seu interior e se expande para além das fronteiras do seu ser, conectando-se com a teia de interdependência que nos une a todos.

Quais são os benefícios e os malefícios da conexão com as redes na dinâmica das relações interpessoais?

R:   Há uma dualidade evidente no uso das redes sociais e da internet em geral, e é importante reconhecê-la sem demonizar totalmente essas ferramentas. Como vivenciei durante um voo, a tecnologia pode ser uma ponte que aproxima pessoas, permitindo-nos manter conexões e fortalecer relacionamentos mesmo à distância. Pude conversar com minha esposa, compartilhar informações e estabelecer planos para quando nos encontrássemos. Foi uma experiência de união facilitada pelo avanço tecnológico. No entanto, presenciei outro lado dessa realidade enquanto observava um jovem ao meu lado, absorto em um jogo virtual. Ele estava escolhendo uma namorada para seu avatar, enquanto sua parceira na vida real opinava sobre qual personagem se assemelhava a ela. Ali, diante de mim, se apresentaram duas maneiras distintas de relacionar-se com o mundo digital. Isso ilustra claramente como a internet e as redes sociais são utilizadas de acordo com a maturidade emocional de cada indivíduo. Aqueles que possuem uma conexão genuína consigo mesmos utilizarão a internet como uma aliada para encurtar as distâncias físicas e fortalecer os laços afetivos com aqueles que amam. Por outro lado, aqueles que estão desconectados de si mesmos buscarão nas redes uma forma de escape, criando uma “realidade” virtual na tentativa de exercer um suposto “controle” sobre suas vidas. A grande verdade subjacente a tudo isso é que aqueles que se amam e estão verdadeiramente conectados continuarão a fortalecer seus vínculos através do uso consciente dessas ferramentas. Porém, aqueles que estão desconectados de si mesmos, mesmo tendo a oportunidade de compartilhar momentos reais ao lado das pessoas que amam, vivenciarão experiências de desconexão com a realidade. Portanto, cabe a cada um de nós refletir sobre como utilizamos a tecnologia e as redes sociais. É um chamado para a autenticidade e o autoconhecimento, para cultivarmos relacionamentos reais e significativos, e para estarmos presentes de forma genuína na vida daqueles que amamos. Não podemos permitir que as redes sociais se tornem uma ilusão que nos afasta da realidade, mas sim uma ferramenta que nos aproxima, amplia nossa visão de mundo e nos permite enriquecer nossas conexões humanas. É um convite para encontrarmos o equilíbrio entre o mundo virtual e o mundo real, honrando a essência daquilo que é verdadeiramente importante em nossas vidas.

Lidar com um mundo cada dia mais digital pode ou já tem tornado as pessoas mais intolerantes uma com as outras?

R:    A internet não é responsável por criar intolerância, mas sim por amplificar e expor aquilo que já está presente dentro de cada pessoa. Ela permite que sentimentos de intolerância se manifestem e sejam nomeados. Por exemplo, alguém que não tem habilidades culinárias pode assistir a um canal de culinária no YouTube, como o da Paola Carosella, e sentir-se inspirado a se tornar um cozinheiro, caso tenha interesse e afinidade com o assunto. Por outro lado, se não houver interesse, a ideia será simplesmente rejeitada. No entanto, o perigo reside especialmente entre crianças e adolescentes, que podem adotar comportamentos que não aprovam apenas para serem aceitos por determinados grupos. Eu, juntamente com meu amigo Jaime Ribeiro, sou cofundador de uma empresa de Educação Socioemocional chamada Educa. Diariamente, recebemos pais preocupados com essa questão. Temos uma escola de educação parental, uma espécie de “Netflix” do assunto, com especialistas explicando como abordar esses problemas com os filhos, e essa dúvida é uma das mais frequentes. É importante compreender que a internet é um espaço onde as pessoas podem manifestar quem realmente são. Se alguém possui tendências de preconceito ou intolerância, essa pessoa pode até criar uma personalidade falsa no ambiente digital, mas, inevitavelmente, ela buscará conectar-se com pessoas que compartilham de suas ideias, já que muitas vezes, no âmbito familiar ou no trabalho, ela se depara com indivíduos que não compartilham dessas mesmas visões. Por medo de punição ou de não serem aceitas, elas se omitem. Na internet, assim como na vida real, existem grupos de pessoas que agem dessa maneira. Quando falávamos sobre bullying na escola, não nos referíamos a uma única pessoa praticando bullying, mas sim a um grupo, pois havia aqueles que praticavam e outros que os apoiavam. Essas dinâmicas também ocorrem no ambiente digital, porém com um alcance ainda maior, uma vez que as conexões são mais amplas do que o número de alunos em uma sala de aula. Isso acaba criando a impressão de que esses comportamentos são mais prevalentes. Além disso, no ambiente digital, as pessoas podem criar múltiplos perfis, o que intensifica as sensações de violência e vulnerabilidade. Em contrapartida, no ambiente presencial, o valentão da escola era apenas uma pessoa, enquanto o grupo era um grupo, e ele não poderia fingir ser maior do que realmente era. Diante dessas reflexões, torna-se essencial compreender que a responsabilidade está em nós mesmos, enquanto indivíduos e como sociedade. Devemos cultivar o diálogo aberto, a empatia e a conscientização para combater a intolerância e o ódio que se manifestam nas redes sociais. É um convite para educarmos nossas crianças e jovens sobre os impactos emocionais e sociais das interações virtuais, incentivando-os a desenvolverem habilidades socioemocionais que promovam relacionamentos saudáveis e respeito mútuo. Ao fazermos isso, estaremos construindo uma cultura digital mais inclusiva e compassiva, onde as diferenças são celebradas e as vozes de todos são respeitadas. Será um espaço em que a conexão virtual servirá como um meio para promover o entendimento, a colaboração e o crescimento mútuo. Uma cultura em que a autenticidade e a bondade prevalecem, e onde cada interação online se torna uma oportunidade de fortalecer os laços humanos e inspirar-se mutuamente. É um chamado para que cada um de nós seja um agente de mudança, promovendo a empatia, o diálogo construtivo e a disseminação de mensagens positivas e construtivas. Juntos, podemos transformar a internet em um espaço de conexão significativa e crescimento pessoal, construindo um futuro digital que seja verdadeiramente inspirador e benéfico para todos.

Quais são as principais indicações que o senhor faz, enquanto psicólogo, para as pessoas que se encontram deprimidas, com transtorno de ansiedade e síndrome do pânico?

R:    A resposta para essa pergunta complexa e dolorosa reside na busca por ajuda. Embora a depressão, o transtorno de ansiedade e a síndrome do pânico sejam realidades distintas, se eu tivesse que oferecer uma resposta única a todas as pessoas que enfrentam essas dores, seria diretamente para que buscassem auxílio. Um dos principais desafios que a humanidade enfrenta diariamente é minimizar suas próprias dores. No entanto, ignorar ou suprimir essas dores não as faz desaparecerem. Ao contrário, elas continuam a afetar nossa existência, muitas vezes de maneira invisível a olho nu, até que, em algum momento, essas dores ocultas se tornem insustentáveis. Em um mundo que está despertando para a importância da saúde mental, é fundamental compreender que o bem-estar vai além do aspecto físico. Precisamos cuidar de nossas emoções sem nos preocuparmos com julgamentos externos. Aqueles que estão sofrendo não são capazes de compreender plenamente as necessidades dos outros. Porém, aqueles que já trilharam o caminho do autoconhecimento, que conquistaram uma profunda compreensão de si mesmos e encontraram equilíbrio em seus corações, são capazes de reconhecer quando alguém precisa de um tempo para si, de uma mão amiga e de cuidado. No entanto, ainda existem muitas pessoas que permanecem adormecidas, desconhecendo até mesmo o nome de suas próprias dores. Portanto, a resposta para aqueles que enfrentam essas batalhas internas é buscar ajuda. Não há vergonha ou fraqueza em admitir que precisamos de suporte emocional e profissional. É um ato de coragem e autocompaixão reconhecermos que estamos enfrentando dificuldades e buscar as ferramentas e recursos necessários para nossa cura. Ao buscar ajuda, abrimos portas para a esperança, a compreensão e a possibilidade de uma vida plena e significativa. Nesse processo, é importante lembrar que somos seres únicos e que cada jornada de cura é pessoal e individual. O caminho para a saúde mental envolve terapeutas, profissionais especializados e comunidades de apoio que possam nos auxiliar. É um processo de autocuidado contínuo, em que abraçamos nossa vulnerabilidade, nos conectamos com nossas emoções e buscamos as ferramentas que nos permitirão trilhar um caminho de cura e autodescoberta. Portanto, se você está enfrentando essas dores, saiba que você não está sozinho. Busque ajuda, confie no poder de sua própria jornada de cura e abra espaço para a transformação. A vida pode ser bela, e a luz do autoconhecimento e do cuidado emocional pode iluminar o seu caminho rumo à cura e à felicidade duradoura.

Considerações finais? Quais as suas redes sociais, sites no qual as pessoas podem encontrá-lo?

R:    João, gostaria de expressar minha gratidão pelo apoio e carinho que você tem dedicado ao meu trabalho, assim como pela forma como você o compartilha com seu público. Quero enviar um abraço caloroso aos seus leitores e seguidores, reforçando o convite que você faz para que eles me acompanhem em minhas redes sociais: @rossandroklinjey. Estou presente no Instagram, TikTok, Twitter e YouTube. Aos domingos, apresento um programa especial chamado “Cuidando da Alma”, que vai ao ar, ao vivo, às 10:00 da manhã, como mais de 110 epiósidos que estão todos no me canal do YouTube. Já são mais de 2 anos de transmissão! Convido também os leitores e leitoras a acompanharem minha coluna na CBN, junto com a Petra Chaves, chamada “Divã de Todos Nós”, que vai ao ar aos domingos, às 13h10. Além disso, todas as quartas-feiras, às 16h15, tenho o programa “Saúde Integral”. Essas duas colunas, assim como o “Cuidando da Alma”, também estão disponíveis nos principais tocadores de podcast, como o Spotify, Apple Podcasts, Deezer, entre outros. Espero que todos encontrem inspiração, conhecimento e momentos de reflexão em meu conteúdo. É uma honra poder compartilhar essas experiências e contribuir para o cuidado da alma e da saúde integral. Mais uma vez, agradeço imensamente pelo seu apoio e pela oportunidade de me conectar com seu público maravilhoso. Estou ansioso para receber a todos em minhas redes e compartilhar essa jornada de crescimento e bem-estar

1ªJornada da Mulher Negra – NUPE

O NUPE FMB saúda o “Julho das Pretas” com a 1º Jornada da Mulher Negra – Saúde, Ativismo e Cooperação, trazendo temas importantes e necessários relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando as mulheres negras em evidência.

O objetivo da jornada é contribuir para um melhor entendimento das várias estratégias de mobilização que mulheres negras estão empregando para combater o racismo no acesso à saúde, na garantia da saúde mental, na responsabilidade profissional e na ampliação do cooperativismo.

Haverá emissão de certificados e lanche para os inscritos.

Todos estão convidados!

Quando: 03 e 04/07, segunda e terça-feira das 18h às 22h. Dia 05/07, quarta-feira das 10h às 16h
Entrada gratuita
Inscrições pelo link: https://inscricoes.fmb.unesp.br/index.asp?configurar=true&codEvento=14389
Local: Auditório da Central de Aulas da FMB

A divulgação do evento acontece com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu

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Receita Federal apreende 200 quilos de roupas falsificadas em Bauru

A Receita Federal (RF) realizou nesta quarta (21) a apreensão de 200 kg de roupas de marcas famosas contrafeitas (falsificadas) em transportadora de Bauru. A carga veio da região de fronteira no Paraná e seria enviada para Manaus (AM). Através do trabalho de gerenciamento de risco da Receita Federal, a carga foi localizada e interceptada antes de ser enviada para o destinatário final.

A documentação que amparava o transporte da mercadoria mencionava só 50 kg de carga. Quando a equipe chegou ao local, constatou que, na realidade, eram 200 kg de roupas falsificadas.  A RF informou que vem realizando um importante trabalho de identificação e retenção de cargas suspeitas.

Fonte: JCNET

Foto: Polícia Federal/Divulgação