Geral

Domingo, 26, tem Prefeitura Mais Perto de Você em Rubião Júnior

No próximo domingo, 26, tem mais uma edição do Programa “Prefeitura Mais Perto de Você”. O evento será na Escola Francisco Marins (R. Luís Cassineli, 378 – Nossa Sra. das Graças), no Distrito de Rubião Júnior a partir das 9 horas. Serão oferecidos serviços nas áreas de saúde, educação, tributos, jurídico, entre outros. Cada departamento e serviço solicita a apresentação de documentos básicos.

A ação da Secretaria de Participação Popular e Comunicação tem como objetivo oferecer os serviços da administração municipal e parceiros para a população de bairros distantes do centro de Botucatu. No último evento, realizado no Caimã, foram ofertados cerca de 350 atendimentos.  Confirma a lista de serviços e os documentos necessários: Assistência Social:– Atualização do Cadastro Único – Documento de identidade e comprovante de residência. Balcão da Cidadania/Ouvidoria:– Demandas em geral – nome, endereço completo, e-mail, telefone;– Poda ou retirada de árvores: endereço completo, e-mail, telefone, cópia do carnê do IPTU ou contrato de compra e venda de imóvel;– Ressarcimento de danos: nome, documentos pessoais, endereço completo, e-mail, telefone, Boletim de Ocorrência, fotos do local e dos danos, três orçamentos assinados e documento do veículo. Casa do Cidadão:– Posto de Atendimento ao Trabalhador: elaboração de currículo Educação:– Cadastro de vagas: Documento de identidade dos pais e da criança, certidão de nascimento, comprovante de endereço; Procuradoria Municipal:– Consulta geral de processos da Prefeitura: Documento com foto e protocolo (caso tenha). Saúde:– Aferição de pressão e glicemia;– Teste rápido de HIV e Sífilis;– Orientação sobre DSTs e distribuição de camisinhas;– Exame clínico para avaliação de câncer bucal;– Recadastramento;– Avaliação das carteirinhas e aplicação de vacinas com doses atrasadas e/ou primeira dose (crianças, adultos e idosos). Todos os tipos de vacina estarão disponíveis;– Anamnese odontológica e agendamento para atendimento;– Agendamento de consultas e exames;– Orientações sobre Saúde Mental. Tributos:– Refis: Documento com foto, cópia do carnê do IPTU;– Segunda via de tributos gerais. Vigilância Ambiental em Saúde:– Agendamento de castração, vacinação antirrábica e microchipagem de cães e gatos acima de 3 meses de vida: Documento com foto, comprovante de endereço, necessário que o animal esteja acompanhado de um responsável acima dos 18 anos.  – Serviços de parceiros: Cartório Eleitoral:– Certidões: Composição partidária; Crimes eleitorais; Filiação partidária; Negativa de alistamento e Quitação eleitoral;– Multas: regularização de pendências com a Justiça Eleitoral;– Título de eleitor: emissão de segunda via;– Alteração dos dados: emissão de certidão para todos os fins de direito. CPFL:– Emissão de segunda via;– Parcelamento de dívida. OAB:– Consultas em geral: Documentos de identidade, números de processo (se tiver). Sabesp:-Parcelamento de dívida e segunda via: Documento com foto e comprovante de endereço.

Serviço:Programa Prefeitura Mais Perto de Você – Rubião JúniorData: 26 de marçoHorário: das 9 às 13 horasLocal: Escola de Francisco Marins.

Rua Luís Cassineli, 378 – Nossa Sra. das Graças – Rubião Júnior.

Secretaria de Participação Popular e ComunicaçãoPraça Pedro Torres, 100 – CentroTelefone: 3811-1520

Bruno e Barretto fez show em Botucatu neste último sábado dia 18 de março

Confiram todos os cliques da colunista Ana Tineu no Show de Bruno e Barretto em Botucatu

Fotos: Colunista Ana Tineu

 

Tratamento e reciclagem de efluentes são fundamentais para abastecimento de água

Por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março, Lívia Baldo, especialista em gestão de resíduos e gerente da Tera Ambiental, empresa especializada na valorização de resíduos orgânicos líquidos e sólidos, que produz fertilizante orgânico a partir da compostagem de lodo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e resíduos orgânicos, faz um importante alerta: 25% da população mundial, ou cerca de dois bilhões de pessoas, não têm acesso à água potável, recurso essencial para a vida. É o que demonstra o recente estudo Situação da Água Potável no Mundo, realizado em conjunto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Banco Mundial. Em 2050, a carência poderá atingir cinco bilhões de habitantes, indica outro relatório da ONU.

Lembrando que fornecer água e saneamento para todos no planeta é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)/Agenda 2030, Lívia ressalta a importância do tratamento de esgotos e reciclagem dos efluentes para retorná-los de maneira adequada aos corpos d’água e, consequentemente, abastecimento da população. No Brasil, isso é particularmente significativo, pois o consumo médio por habitante é de 200 litros por dia, segundo a Agência Nacional de Águas, quantidade maior do que a recomendada pela ONU, de 110 litros per capita.

O ideal é que os efluentes gerados pelas atividades industriais e urbanas retornem aos rios após tratamento, conforme todas as exigências ambientais, enquanto o lodo gerado no processo seja transformado em produto de valor agregado. É o que se observa na parceria entre a Companhia Saneamento de Jundiaí (CSJ), que trata 3.960 metros cúbicos de efluentes por hora, e a Tera Ambiental, que utiliza o lodo gerado no tratamento para a produção de fertilizante orgânico. Dessa forma, a água antes utilizada volta para o curso dos rios como efluente tratado e o resíduo sólido vira insumo agrícola, num conceito de upcycling e economia circular.

Em 2022, a Tera Ambiental contribuiu para o tratamento de 740 mil metros cúbicos de efluentes, recebidos por meio de caminhões, e produziu 30 mil toneladas de fertilizantes, considerando a compostagem de todo o lodo gerado no processo, incluindo outros resíduos industriais, agroindustriais e urbanos. “Seria importante a multiplicação de modelos semelhantes em todo o Brasil, pois se trata de um processo benéfico ao meio ambiente, à vazão dos rios e ao abastecimento da população com água de qualidade. Há, ainda, o aspecto econômico relativo ao valor agregado de um resíduo que poderia se tornar passivo danoso aos ecossistemas”, ressalta Lívia.

Toda a água consumida pelas pessoas e empresas pode e deve ser tratada. O reaproveitamento é fundamental para poupar os recursos hídricos e para que as futuras gerações não enfrentem o risco de escassez. O despejo de resíduos líquidos e sólidos, principalmente os industriais, em rios e lagos prejudica todo o meio ambiente e reduz a água disponível para o consumo.

Apesar de 70% do planeta ser coberto por água, apenas 1% do total é considerado potável. Deste, 12% estão no Brasil, sendo que 70% ficam na Bacia Amazônica. O restante é distribuído de modo bem desigual pelas regiões do País. Além disso, de acordo com o Instituto Trata Brasil, volume equivalente a 5.336 piscinas olímpicas de esgotos sem tratamento é despejado na natureza diariamente. Por isso, a importância de iniciativas que alterem essa realidade, de modo que água utilizada e escoada seja reciclada e retorne aos rios.

O tratamento adequado dos esgotos e efluentes industriais está intrinsecamente ligado à recuperação e preservação dos corpos hídricos, visto que o lançamento inadequado impacta as características do solo e da água, podendo poluir ou contaminar o meio ambiente. A poluição dá-se quando há modificação do aspecto estético, da composição ou da forma do meio físico. A contaminação acontece quando há mínima ameaça à saúde de pessoas, animais e plantas.

As consequências incluem prejuízos alarmantes para mananciais, desequilíbrio do ecossistema aquático e poluição da atmosfera por gases tóxicos, que se refletem no meio ambiente e na população. Além disso, o erário público é onerado por custos elevados para a recuperação das áreas degradadas. Muitas vezes, empresas judicialmente responsabilizadas pela poluição acabam sendo condenadas criminalmente e ao pagamento de pesadas multas e têm sérios danos à sua reputação perante a sociedade, consumidores e investidores.

 

AS ÁGUAS DO RIO JUNDIAÍ

O Brasil possui mais de mil rios principais e outros ribeirões, córregos, arroios e igarapés, distribuídos em 12 grandes bacias hidrográficas. Um desses é o rio Jundiai, com 128 quilômetros de extensão, que nasce em Mairiporã e passa pelas cidades de Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto, no interior paulista, desembocando depois no Tietê.

Segundo o professor doutor Rogério Ap. Machado, docente de Química e Meio Ambiente na Escola de Engenharia (EE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), o crescimento desordenado, característico do Estado de São Paulo, levou à poluição desse rio, que no início dos anos 1980 já era tido como crítico, a ponto de suas águas serem consideradas completamente impróprias para consumo e seu tratamento para condicionar sua potabilidade ter se tornado algo que não era viável economicamente.

Para solucionar o problema, o professor explica que, inicialmente, foi necessário barrar o descarte de esgoto livre no leito do rio. Isso foi possível com o desvio das redes coletoras de esgoto, não colocando mais como destino os córregos que desaguavam no Jundiaí, mas mudando a rede para o direcionamento de estações de tratamento. “Nessa nova rede, o esgoto entrando na estação de tratamento, passa por várias etapas de despoluição, eliminando a parte orgânica nociva, até chegar ao final do processo, em que o esgoto volta a ser água limpa e desinfectada, podendo assim ir em direção ao rio e conferir um volume maior de água potável para seu curso”, enfatiza o docente.

É para este rio Jundiaí em avançado processo de despoluição, que abastece quase 500 mil pessoas, que a Companhia Saneamento de Jundiaí destina o efluente devidamente tratado em sua planta de operação. O rio é classificado como classe 3. Ou seja, suas águas estão aptas ao consumo humano, após o tratamento adequado, e são de suma importância para o atendimento regular da população das cidades de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, pois é a principal fonte de abastecimento dos municípios. Também atendem Indaiatuba, em períodos de queda do volume nos reservatórios.

Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicas toma posse para o quadriênio 23/27

A diretoria eleita do Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu, do quadriênio 2023-2027, foi empossada na tarde desta quarta-feira, 15, pelo segundo mandato, consecutivo. A sessão ocorreu em reunião ordinária na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em Botucatu, e contou com a participação dos novos membros.

 

PERSPECTIVA DE UM DIÁLOGO PERMANENTE
O presidente Luiz Cláudio Guimarães da Silva (Beiço), destacou aspectos que reforçam a força do último mandato, até em números, já que houve um aumento de mais de 300% nos números de novos membros, passando de 800 para mais de 4000 associados. Além disso, o diálogo mais assertivo e a abertura das portas da sede do sindicato para que todos tragam ideias e reivindiquem melhorias.

 

DIRETORIA ATUALIZADA
Foram apresentados os novos membros e as trocas pontuais entre alguns cargos, objetivando um serviço de atendimento ao associado ainda mais eficiente. Confira abaixo:

Luiz Claudio Guimarães da Silva
Presidente

Angelita Fernanda da Silva
Vice-Presidente

Wanderley Vilas Boas
Tesoureiro Geral

Guilherme Augusto Sobrinho
1º Tesoureiro

Ricardo Alves Lima
Secretário Geral

Wellinton Rodrigo de Souza
1º Secretário

Diretoria – Suplentes
Marcos Leandro Leonel
Murilo Lopes Barbim
André Reche
Eduardo Carlos de Godoy
Eduardo Luis Gonçalves
William Marinho dos Santos

Conselho Fiscal
Luiz Carlos da Silva
José Aparecido Mariano
Edmir de Oliveira Silva

Conselho Fiscal – Suplentes
Valdeir Rodrigues da Silva
João Amaral Clara
Julio Cesar de Melo

Delegados do Conselho de Representantes
Ederson Ferreira Lopes
Marcelo de Oliveira Gonçalves

Delegados do Conselho de Representantes – Suplentes
Flávio Santos da Silva
Florisvaldo Pinto de Lima

 

Assessoria de Imprensa Sindicato dos Metalúrgicos / Baboo Comunicação

A Cultura de Botucatu tem sido vista e reconhecida

Em 2022 a cidade recebeu o Prêmio Top Destinos Turísticos na categoria Turismo Cultural, além do título de Capital Cultural concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, a seletos 21 Municípios em alusão ao trabalho realizado na área cultural.

Iniciamos 2023 com mais um reconhecimento pelos trabalhos realizados em 2022. Desta vez trata-se do Selo de Responsabilidade Cultural atribuído pela ANCEC – Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação.

A ANCEC se consolida como uma das maiores instituições de reconhecimento no País, entregando anualmente algumas homenagens como a Medalha Renato Russo na área da música, o Troféu Nelson Rodrigues à classe artística e a Cruz da Referência Nacional a empresários e personalidades de diversas áreas.

O certificado de Responsabilidade Cultural é conferido a Personalidades e Instituições que valorizam e fomentam a Cultura em nosso País

A homenagem foi entregue no dia 13 de Março, no Clube Naval, em Brasília, oportunidade na qual esteve presente a Secretária de Cultura de Botucatu, Cris Cury Ramos, representando a equipe da Secretaria Municipal de Cultura e a cidade de Botucatu.

“Receber esse certificado nos honra, nos motiva e aumenta a nossa responsabilidade no fazer cultural.
Agradeço, de todo o meu coração, a minha equipe da Secretaria de Cultura, que é simplesmente incrível e ao Prefeito Pardini, pela confiança em nosso trabalho”.

Governo anuncia programa de passagens aéreas por R$ 200

O ministro dos Portos e Aeroportos, Marcio França, detalhou o novo programa do governo, Voa Brasil, que vai disponibilizar passagens aéreas a R$ 200 para estudantes do FIES, aposentados e pensionistas e servidores públicos que recebem até R$ 6.800.

Mais detalhes: O objetivo é aproveitar os assentos ociosos em meses de menor procura. A novidade deve começar no 2° semestre, com as passagens a R$ 200 representando 5% da ociosidade dos voos nesse primeiro momento.

  • A ideia é emitir cerca de 12 milhões de passagens por ano, com um limite de 4 tickets por pessoa — contando ida e volta.

O ministro afirmou que as companhias aéreas operam, em média, com apenas 79% das suas capacidades totais em períodos de baixa temporada. “Eu quero as vagas restantes para as pessoas que não voam”.

Seguindo esse tom de foco aos que não têm acesso a voos, ele ainda criticou a concentração de passagens.Segundo ele, são 90 milhões de bilhetes emitidos por ano para apenas 10 milhões de CPFs.

O impacto indireto: A partir do momento em que a ociosidade dos aviões cai, a tendência é uma maior margem para o preço das outras passagens também caírem, uma vez que as aeronaves são melhores aproveitadas.

Looking forward… O programa ainda será apresentado ao governo e depois levado às companhias aéreas. Apesar disso, o ministro destacou que não se trata de um subsídio do governo.

Fonte: Matéria/Imagem – thenewscc

Botucatu lança rotas ciclísticas autoguiadas

As paisagens, rios, mirantes, serras e encantos de Botucatu podem ser contemplados e admirados no ritmo das pedaladas, em trilhas autoguiadas recém inauguradas na cidade que possui uma geografia única proporcionada pela Cuesta e está localizada a 230 quilômetros de São Paulo.

São duas rotas, com percursos com trajetos e níveis de dificuldades diferentes. Além de QR codes, são equipadas com totens e placas informativas em pontos estratégicos para melhorar a experiência de pedalar pela Cuesta, uma formação geológica única. A criação das rotas é uma ação da secretaria adjunta de Turismo que visa atrair mais visitantes e praticantes do cicloturismo, que é uma modalidade que cresce no Brasil e permite, além da prática física e esportiva, a contemplação da natureza, aliada à conservação ambiental.

Uma das rotas é a da Indiana, com três níveis de percurso e dificuldade. O ponto de partida é o Ginásio Municipal de Esportes, com ampla área de estacionamento, lanchonetes e padaria. No local é possível encontrar uma placa informativa da Ciclorrota, com QR codes para acessar as trilhas através de aplicativos. Também há placas indicativas por todo caminho.

Logo de início já é possível contemplar a vista parcial da Cuesta e a 700 metros do ginásio a aventura começa com o acesso à Serra da Bocaina. Uma descida rápida em estrada de chão batido e que requer cuidado por conta das curvas e trechos estreitos, como um túnel, em que só passa um carro por vez. Vale a pena descer devagar porque tem atrativos interessantes, como um lindo Mirante da Cuesta onde há um Totem da Ciclo Rota e o Morro do Peru, que é possível acessá-lo.

No pé da serra as rotas começam. No local há placas informativas com três opções: Indiana Clássica (15 km), Indiana Mediana (20 km) e Indiana Hard (34 km). Cada uma com uma beleza diferente.

Na Indiana Clássica é possível avistar as ruínas da Igreja de São João, local muito escolhido para fotos. A rota segue e passa por dois restaurantes rurais, o Cantinho da Paz e Cantina Bela Vista, onde está instalado mais um totem da Ciclo Rota. Após a parada, passa por dentro do Rio da Indiana, onde é necessário cuidado nos dias de chuva, porque o Rio sobe muito.

A Indiana Mediana aumenta um pouco o percurso e é possível ter a visão da Cuesta em uma posição privilegiada. Em dias quentes é possível ver o voo dos paragliders decolando da Base da Nuvem.

A Indiana Hard é um percurso desafiador, com muitas subidas e descidas rápidas com muitas pedras, que requerem atenção. Neste percurso é possível avistar uma grande expansão da Cuesta, e o Gigante Adormecido em alguns trechos. A parada é o Restaurante Estância Jacutinga.

Os três percursos se encontram na Ponte da Indiana para o retorno pela linda serra. O trecho é quase todo sombreado. Também passa pelo Espaço Indiana, onde há um totem da Ciclorrota e é possível visitar a famosa Cachoeira Indiana, caso tenha autorização. Alguns metros à frente está a Base da Nuvem e, em seguida, já é possível ver o Ginásio de Esportes.

 

Roteiro Pedra do índio.

A rota da Pedra do Índio tem 41 quilômetros. O ponto de saída é o Parque da Juventude, na Cohab 1, onde está instalado o Totem com os QR codes dos APPs para a trilha. Também há placas indicativas por todo o trajeto. O local tem um amplo estacionamento, lanchonete e restaurante próximos.

Ao seguir a rota chega-se ao bairro da Demétria, de grande influência alemã com agricultura, dança, alimentação e escola Waldorf. É um bom local para se hidratar e tirar fotos no Totem. O percurso segue sem dificuldades até a Pedra do Índio, um dos locais mais visitados pelos turistas.

No parque tem infraestrutura, lanchonete, um Deck que garante lindas fotos e a Trilha do Guarani – para ser feita à pé.

O retorno é pela rodovia até chegar na Marechal Rondon, onde há opções de almoço e hidratação. Na sequência está o Parque Natural Cascata da Marta, a principal cachoeira de Botucatu, com centro receptivos, trilhas autoguiadas e monitores, além da queda d’água de 35 metros. Do parque da Marta até o ponto inicial são mais 4 quilômetros.

Porque pedalar em Botucatu – um dos destinos preferidos por aventureiros e esportistas que procuram paisagens e cenários encantadores para pedalar, fazer trekking ou praticar esportes de aventura. A cidade abriga eventos de esportes de aventura durante todo o ano e agora com as novas trilhas, vai proporcionar ao visitante a possibilidade de conhecer locais icônicos de diferentes pontos de vista.

A cidade localizada no centro do Estado de São Paulo, no topo da Cuesta, tem clima e relevos de montanha e planalto, características que a colocam em posição de destaque pelos encantos, beleza cênica, fácil acesso, boa infraestrutura e estrutura turística cada vez melhor.

Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturaisavanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

 

O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias“, observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

“Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária”, diz Granado.

Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

 

“Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta”, afirma a pesquisadora.

“Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada.”

Além da tradição histórica e do valor nutricional, a pesquisadora destaca a importância social do feijão na dieta brasileira.

“O feijão é um elemento de segurança alimentar e nutricional, porque a alimentação saudável é um direito da população, previsto na Constituição”, observa a nutricionista.

O cumprimento desse direito implica no acesso a alimentos saudáveis, de forma permanente, regular, em quantidade suficiente, sem que isso comprometa outras necessidades essenciais da vida, como moradia, vestuário, entre outras.

“Por ser um alimento saudável e acessível, o feijão é um elemento importante em termos sociais para garantia da segurança alimentar e nutricional”, conclui Granado.

Como foi feito o estudo da UFMG

 

Para analisar a evolução do consumo de feijão nos últimos anos no Brasil, a pesquisadora usou dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), pesquisa feita anualmente por telefone pelo Ministério da Saúde.

“A POF [Pesquisa de Orçamentos Familiares] do IBGE de 2017 já mostrava uma redução de 7% na participação dos alimentos in natura no consumo dos brasileiros. Ao mesmo tempo, mostrava um aumento de 46% nos ultraprocessados, em relação a 2002”, observa Granado.

“Foi isso que me instigou a investigar a tendência no consumo do feijão”, explica.

Analisando dados do Vigitel de mais de 500 mil adultos entre 2007 e 2017, a pesquisadora observou uma tendência de queda do consumo da leguminosa entre 2012 e 2017. A redução aconteceu entre homens e mulheres, de todas as faixas etárias.

A partir da observação do passado, ela então utilizou métodos estatísticos para projetar o que deve acontecer à frente, até 2030.

“Para nossa surpresa, vimos essa inversão em 2025, quando o consumo regular, de 5 a 7 dias por semana, vai perder prevalência para o consumo não regular, de 1 a 4 dias”, diz Granado.

 

“Entre as mulheres, a estimativa é de que essa mudança já tenha acontecido no ano passado [em 2022], e para os homens, vai acontecer em 2029”, detalha a especialista.

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

 

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

“Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia”, observa a nutricionista.

“Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder.”

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

“O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional”, observa Granado.

 

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.

Quais as consequências para a saúde de comer menos feijão O estudo da UFMG investigou ainda a relação entre o consumo ou não de feijão e a obesidade.

Segundo o levantamento, os indivíduos que consomem feijão de forma regular, de 5 a 7 vezes por semana, têm chance 14% menor de desenvolver sobrepeso e 15% menor de serem obesos.

Já o não consumo é um fator de risco, com 10% de chance maior de excesso de peso e 20% de possibilidade maior de obesidade.

“Concluímos com isso a importância das nossas escolhas alimentares sobre o nosso perfil de saúde”, diz Granado.

“O indivíduo que não consome feijão, ou consome uma ou duas vezes por semana – o que não é suficiente – tem um fator de risco porque, muito provavelmente, nos dias em que ele tira o feijão de sua alimentação durante a semana, ele está fazendo opções não saudáveis. São essas opções que contribuem para o maior ganho de peso.”

O que o poder público pode fazer para mudar esse quadro

 

Para Granado, para mudar esse quadro é preciso uma revalorização do feijão como um elemento da nossa cultura, um alimento símbolo e parte da identidade nacional do país.

 

Para isso, ela sugere que seria desejável uma maior tributação dos alimentos ultraprocessados e pouco saudáveis. Países como França e México já adotam taxação mais alta para bebidas açucaradas, por exemplo, com bons resultados, cita a especialista.

Outro passo importante é a rotulagem nutricional. Granado avalia que o Brasil avançou nesse sentido com o novo padrão de rotulagem, em vigor desde outubro de 2022, que indica a presença de alto teor de sódio, gordura e açúcar nos alimentos.

“Isso contribui para o consumidor ter uma consciência melhor dos alimentos que ele está adquirindo e para que possa fazer escolhas melhores”, afirma.

Por fim, a nutricionista defende que, além da taxação dos alimentos não saudáveis, seria desejável subsidiar os saudáveis, por exemplo, através do incentivo à agricultura familiar, para que o produto chegue a um preço mais baixo às prateleiras, estimulando o consumo.

Fonte: Matéria/Imagem – G1