Nesta quarta-feira, 9, o mundo foi surpreendido com a notícia da demissão de 11 mil funcionários da Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e outros conglomerados de tecnologia e mídias sociais.
De acordo com o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, em nota emitida aos funcionários e disponível no site da Meta, “A empresa está tomando uma série de medidas adicionais para nos tornarmos uma empresa mais enxuta e eficiente, cortando despesas discricionárias e estendendo o congelamento de contratações até o primeiro trimestre de 2023”.
Zuckerberg assume que fez uma leitura errada sobre os investimentos que fez no começo da pandemia, quando o mundo rapidamente se moveu para o online e a expansão do comércio eletrônico fez com que a empresa tivesse um crescimento exponencial de receita.
“Muitas pessoas previram que isso seria uma aceleração permanente que continuaria mesmo após o fim da pandemia. Eu também imaginei isso, e tomei a decisão de ampliar de forma significativa nossos investimentos”, considera o executivo.
Para o especialista em negócios digitais, novas tecnologias, metaverso e professor de MBA da FGV, Kenneth Corrêa, as empresas de tecnologia estão tendo um inverno longo esse ano. “Alguns players amargaram 50% ou mais que isso de queda no valor de mercado, com fuga de investidores para investimentos mais seguros, e também com menos desconto no valor a longo prazo (juros altos significam descontos mais agressivos no valuation de empresas que vivem de resultados futuros)”, pondera.
Depois do segundo trimestre seguido com prejuízos bilionários (literalmente) em algumas unidades de negócio, foi a hora de vender a ideia aos acionistas, de controle de gastos, ganho de eficiência operacional e foco no core business.
Assumindo que fez uma leitura errada, Zuckerberg afirma a necessidade da eficiência na alocação do capital em áreas de crescimento prioritárias como em “nossos sistemas de Inteligência Artificial de descoberta, nossas plataformas de anúncios e negócios, e nossa visão de longo prazo do metaverso”. Neste sentido, a Meta tem cortado custos em todas as áreas de negócios, diminuindo orçamentos, reduzindo benefícios e consolidando escritórios.
Para o especialista em negócios digitais, “Zuckerberg toma essa difícil decisão para o negócio sem perder de vista o que ele acredita como forças motrizes: anúncios, que é a área que gera receita hoje; inteligência artificial, tecnologia que atende a todo o negócio e o Metaverso, a unidade Reality Labs com seu Roadmap de U$10 bilhões em 10 anos anunciados ano passado e já gastou U$ 4,9 bi nos primeiros 12 meses”, conclui.
Este é o recado aos acionistas, e o preço da ação até a publicação dos próximos resultados no começo de 2023 será o termômetro para saber se os investidores compartilham da mesma visão do CEO, Fundador e Presidente do Conselho da Meta.
Confira na íntegra a mensagem de Mark Zukerberg aos funcionários da Meta: clique aqui
Kenneth Corrêa – Diretor de Estratégia da 80 20 Marketing e especialista em negócios digitais, novas tecnologias, marketing, inteligência competitiva e Metaverso. Professor de MBA da FGV, professor e palestrante pela Digital House e Por Exemplo. Há 15 anos desenvolve e monitora projetos de marketing e tecnologia, atendendo empresas como: Suzano, Thermo Fisher Scientific, Elanco Saúde Animal e Mosaic Fertilizantes.
Cônsul geral Matthieu Branders, Cônsul Marie Gelders, além do Cônsul Honorário de Campinas, Damien Jean Jacques Grimmelprez, estão em Botucatu em celebração aos 61 anos da chegada dos belgas no Brasil.
O Prefeito Mário Pardini recebeu nesta quarta-feira, 21, a visita do Cônsul Geral da Bélgica, Matthieu Branders e Cônsul Marie Gelders, junto com imigrantes belgas que vivem em Botucatu, como Juan Dierckk. O grupo está na Cidade para comemorar os 61 anos da chegada dos belgas no Brasil.
A primeira comunidade belga do país foi em Botucatu, no bairro de Monte Alegre, onde os imigrantes chegaram até a instalar uma fábrica de cerveja no inicio do século passado.
Fernando Bruder 19 de agosto de 2022Destaque, InternacionalComentários desativados em Novas descobertas sobre criatura misteriosa sem ânus aliviam cientistas
Uma misteriosa criatura microscópica parecida com um Minion irritado foi apontada durante muito tempo como os primeiros ancestrais dos seres humanos. No entanto, um estudo publicado nesta quarta-feira (17) na revista Nature revelou que o microrganismo, que não tinha ânus, faz parte de uma árvore filogenética diferente da nossa, para alívio dos cientistas, que finalmente descobriram a verdadeira conexão evolutiva daquela espécie.
Chamado Saccorhytus, o minúsculo ser era dotado de uma boca grande cercada por espinhos e buracos que foram interpretados como poros para brânquias – uma característica primitiva do grupo dos Deuterostômios, do qual nossos ancestrais profundos surgiram.
Uma extensa análise de fósseis de 500 milhões de anos da China, porém, mostrou que os buracos ao redor da boca são bases de espinhos que se romperam durante a preservação dos fósseis, trazendo novas informações reveladoras sobre a estranha criatura.
“Alguns dos fósseis estão tão perfeitamente preservados que parecem quase vivos”, diz Yunhuan Liu, professor de Paleobiologia na Universidade de Chang’an, na China, em comunicado. “Saccorhytus era uma besta curiosa, com boca, mas sem ânus, e anéis de espinhos complexos ao redor de sua cavidade bucal”.
“Fósseis podem ser bastante difíceis de interpretar, e Saccorhytus não é exceção. Tivemos que usar um síncrotron, um tipo de acelerador de partículas, como base para nossa análise dos fósseis”, explicou a pesquisadora Emily Carlisle, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, na Inglaterra.
Segundo ela, o síncrotron fornece raios-X muito intensos que podem ser usados para tirar imagens detalhadas dos fósseis. “Pegamos centenas de imagens de raios-X em ângulos ligeiramente diferentes e usamos um supercomputador para criar um modelo digital 3D dos fósseis, o que revela as pequenas características de suas estruturas internas e externas”.
Os modelos digitais mostraram que os poros ao redor da boca foram fechados por outra camada corporal que se estende, criando os espinhos que a contornam. “Acreditamos que isso teria ajudado Saccorhytus a capturar e comer suas presas”, sugere Huaqiao Zhang, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, coautor do estudo.
Os pesquisadores acreditam que Saccorhytus é um Ecdysozoa, grupo que contém artrópodes e nematoides. “Consideramos muitos grupos alternativos aos quais Saccorhytus pode estar relacionado, incluindo corais, anêmonas e águas-vivas que também têm boca, mas não têm ânus”, disse o professor Philip Donoghue, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, que coliderou o estudo.
“Para resolver o problema, nossa análise computacional comparou a anatomia de Saccorhytus com todos os outros grupos vivos de animais, concluindo uma relação com os artrópodes e seus parentes, o grupo ao qual insetos, caranguejos e lombrigas pertencem”, explicou Donoghue.
Reclassificação da criatura sem ânus pode mudar o que se sabe sobre a evolução do novo grupo
A falta de ânus de Saccorhytus é uma característica intrigante desse microrganismo antigo. Como o órgão surgiu – e posteriormente desapareceu – contribui para a compreensão de como os corpos animais evoluíram.
E mover Saccorhytus do grupo dos Deuterostômios para o dos Ecdysozoas altera os rumos das pesquisas. Não se trata mais de entender como o ânus teria surgido com a evolução da espécie, mas, sim, como ele desapareceu.
“Este é um resultado realmente inesperado porque o grupo artrópode tem um intestino, estendendo-se da boca ao ânus. A adesão de Saccorhytus ao grupo indica que ele regrediu em termos evolutivos, dispensando o ânus que seus ancestrais teriam herdado”, diz Shuhai Xiao, da Virgina Tech, que também participou do estudo. “Ainda não sabemos a posição precisa de Saccorhytus dentro da árvore da vida, mas isso pode refletir a condição ancestral da qual todos os membros desse grupo diversificado evoluíram”.
Fernando Bruder 25 de maio de 2022Destaque, InternacionalComentários desativados em Curta-metragem botucatuense concorre a 25 mil reais em desafio americano. Votação termina nesta sexta, 27
A produtora Orion, empresa que presta serviços de produção audiovisual em Botucatu, está participando de uma votação popular no Musicbed Challenge, um desafio americano de vídeos com a inscrição de seu curta-metragem “An Infected Place” (Um lugar infectado). A premiação na categoria de votação popular é de 25 mil reais, com prazo final até esta sexta-feira, dia 27 de maio, às 14 horas.
O Musicbed Challenge é uma competição anual projetada para fornecer aos membros da comunidade cinematográfica um caminho claro para experiências criativas e inovadoras. Hospedado pela Musicbed, uma plataforma de licenciamento de música com curadoria de seus filmes.
A votação é realizada através do site: https://challenge.musicbed.com/submissions/vLhhRW e é necessário a validação do voto, clicando na imagem “verify vote” no email recebido da Musicbed.
A Orion Produtora Audiovisual, sediada em Botucatu, além da prestação de serviços no ramo audiovisual, produz curta-metragens independentes para participação em festivais, concursos, desafios e mostras cinematográficas, nacionais e internacionais.
Programado para esta sexta-feira (20), às 10h30 da manhã, o quinto voo tripulado da Blue Origin promete causar uma emoção especial para o nosso país. Entre os anunciados como próximos tripulantes da espaçonave New Shepard está Victor Correa Hespanha, que entrará para a história como o segundo brasileiro a viajar para o espaço.
Próximo voo espacial tripulado da Blue Origin terá o brasileiro Victor Correa Hespanha a bordo da espaçonave New Shepard. Imagem: Blue Origin
Desde a última segunda-feira (9), quando seu nome foi revelado no comunicado oficial da missão NS-21 (o 21º voo na contagem geral da empresa), a vida do mineiro de Belo Horizonte, de 28 anos, virou de pernas para o ar. Todos os principais veículos da imprensa escrita, televisiva e da Internet queriam conversar com ele e saber detalhes sobre essa história inusitada.
Afinal de contas, não é todo mundo que tem a sorte de viajar para o espaço, ainda mais com absolutamente todas as despesas pagas, ou seja, sem precisar desembolsar uma verdadeira fortuna por isso – embora a Blue Origin não mencione valores em sua página de reserva de bilhetes, sabe-se, por exemplo, que um assento para o primeiro voo foi leiloado e arrematado por US$28 milhões (algo em torno de R$141,6 milhões).
E o Olhar Digital conseguiu um espacinho nessa agenda atribulada de Victor, que nos contou sobre todo o processo envolvido no que ele chama de “realização de um sonho de infância”.
Assista à entrevista do brasileiro que irá ao espaço com a Blue Origin:
Investimento em NFTs se converte em passagem para o espaço
Victor conseguiu sua vaga na próxima missão da Blue Origin por meio de um sorteio feito pela Crypto Space Agency (CSA), que se autointitula “a agência espacial para a nação cripto”, depois de adquirir três NFTs (sigla em inglês para token não fungível).
“Eu comprei algumas NFTs da CSA quando fiquei sabendo que eles haviam comprado uma cadeira no próximo voo da Blue Origin. Já estava juntando um dinheiro para investir nesse mercado de cripto, NFT e tudo mais, e estava esperando pela oportunidade certa”, relatou o engenheiro de produção civil.
Victor com a camisa da Crypto Space Agency (CSA), agência de criptoativos que promoveu o sorteio do assento na próxima viagem da Blue Origin, do qual ele se sagrou vencedor. Imagem: Reprodução Instagram
Segundo ele, ao tomar conhecimento de que a agência havia comprado um assento em uma missão espacial turística, viu nisso uma chance de investimento, vislumbrando a valorização de seus ativos.
“O tema de criptomoedas e NFT ainda é relativamente novo, poucas pessoas conhecem e dominam de fato, e ainda alguns assuntos de NFT eram muito subjetivos. E eu entendi que esse projeto da CSA especificamente trazia algo muito concreto, não abstrato, limitado ao campo digital. Ele traria um vencedor para acessar o espaço”, explicou Victor. “Então, eu vi que seria um projeto extremamente promissor. E aí eu investi, comprei três NFTs e fui abençoado de ser o sorteado”.
Ele estava acompanhando o sorteio em tempo real, e mal pôde acreditar quando viu no Twitter da CSA a divulgação do resultado. “Foi um momento surreal. Pensei: ‘Será que isso é verdade? Sou eu mesmo?’, e fiquei com aquela sensação de algo extremamente inédito. Eu nunca ganhei na loteria, mas imagino que deve ser uma sensação semelhante. É algo inacreditável, incrível. Estou muito feliz mesmo por isso”.
Victor conta que investiu em torno de R$12 mil na compra de três dos 5.555 NFTs da coleção Gen-1 disponibilizados pela agência. Os investidores se tornam membros premium da comunidade da CSA e têm vantagens, como acesso prioritário a eventos, produtos e sorteios. “No valor de criptomoeda, cada uma saiu a 0,25 Ether (ETH), da rede Ethereum. Convertendo isso para real, na época, eu paguei aproximadamente entre R$3,8 mil e R$4 mil em cada uma das três”.
De acordo com a CSA, os lucros obtidos e a taxa de royalties de 7,5% de vendas secundárias são usados para financiar a busca por “Inteligência Extraterrestre”, detectar ameaças de asteroides e possibilitar novos voos espaciais para associados.
Desejo de conhecer Marcos Pontes
Como grande parte das crianças brasileiras, em especial os meninos, Victor queria ser jogador de futebol quando era mais novo. Esse sonho não se tornou real, mas ele mal podia imaginar que outra de suas aspirações de infância poderia ser concretizada, de alguma forma: ser astronauta.
“Acho que toda criança tem o sonho de ser astronauta, de ir para o espaço, vestir aquela roupa, ficar em gravidade zero, etc. Na escola, eu comecei a aprender um pouco de física, depois sobre astronomia também, então eu sempre me interessei”, conta Victor, que atribui isso à curiosidade gerada pelo desconhecido. “Um assunto cercado de mistérios, muito desconhecido, e eu acho que o desconhecido gera curiosidade. Eu sempre tive muita curiosidade por esses temas e agora tenho o privilégio, o prazer e a bênção de dar um passo extremamente importante”.
Victor tem o desejo de conhecer o primeiro brasileiro a ir ao espaço, o ex-astronauta e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes. Imagem: Arquivo pessoal – Reprodução Instagram
Até agora, o único brasileiro a viajar para além da Terra foi o ex-astronauta e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, que Victor revelou ter o desejo de conhecer pessoalmente. “Estou ansioso para conhecê-lo. Gostaria de perguntar o que ele levou. Acho que esse encontro vai ser fantástico, algo realmente épico, e eu estou doido para que isso aconteça”.
Se realmente isso for acontecer, ficará para depois que o jovem voltar dessa que promete ser a viagem mais especial de sua vida. Isso porque Victor e sua esposa Marcella Diniz Hespanha embarcaram para os EUA na noite deste domingo (15).
Victor Hespanha e a esposa Marcella Diniz Hespanha embarcaram para os EUA na noite deste domingo (15). Imagem: Reprodução Instagram
E o que será que o brasileiro levou na mala para voar com ele para o espaço? Na entrevista concedida na sexta-feira (13) ao Olhar Digital, ele disse que ainda não sabia o que levaria, mas que, com certeza, seria algo relacionado às suas origens. “Penso em levar fotos da minha família, que é a base de tudo isso. De resto, eu não sei, estou pensando ainda em algumas coisas curiosas que possam remeter às minhas raízes. Eu sou mineiro, nascido e criado em Belo Horizonte, e também o que possa representar o Brasil”.
Como são os preparativos para viajar para o espaço com a Blue Origin
Conforme relatado no nosso guia completo sobre turismo espacial, existem pré-requisitos para viajar a passeio para o espaço, que variam de empresa para empresa. Para voar pela Blue Origin, por exemplo, a idade mínima é 18 anos. O interessado deve ter mais de 1,50 m e menos de 1,92 m. Também há limites mínimo e máximo quanto ao peso: de 50 kg a 101 kg.
Além dessas exigências, há uma série de outras, merecendo destaque as quatro a seguir:
Capacidade de escalar a torre de lançamento da nave New Shepard (o equivalente a sete lances de escadas) em 90 segundos e de andar em superfícies ligeiramente desniveladas;
Prender-se e soltar-se do cinto de segurança no tempo máximo de 15 segundos;
Ser capaz de suportar uma força de até três vezes a aceleração da gravidade (3 Gs), por cerca de dois minutos (sendo essa uma das sensações na decolagem – durante o voo, essa força pode chegar a quase 6 vezes durante alguns segundos);
Escutar e compreender instruções em inglês de membros da tripulação ou de comunicadores de rádio, em um ambiente em que o volume do som pode chegar a 100 dB.
Quanto aos treinamentos, eles duram em torno de 14 horas, e podem acontecer durante um a dois dias. Neles, os potenciais tripulantes fazem ensaios de missões, recebem instruções de segurança, realizam atividades análogas, além de procedimentos operacionais em geral. Nessas preparações para o voo, eles também recebem orientações sobre a microgravidade.
“O programa é feito para que se exija o mínimo da tripulação”, explicou Victor. “Diferentemente dos astronautas, que têm que passar por um denso treinamento e têm que saber operar funções nas espaçonaves, nesse programa a tripulação só aproveita mesmo a viagem, com o mínimo de contato possível com alguma questão mais técnica”.
Victor Hespanha será considerado um astronauta?
De acordo com as diretrizes determinadas pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), para ser considerado um astronauta, o viajante espacial precisa voar mais de 80 km acima da superfície da Terra para se qualificar. Segundo esse critério, os tripulantes da Blue Origin são aptos, já que os voos da empresa ultrapassam essa marca, passando inclusive a barreira de 100 km de altitude, chamada Linha de Kármán, convencionada como a “fronteira final”, ou seja, o início do espaço sideral.
No entanto, o viajante deve ter passado por um treinamento certificado pelo departamento e “demonstrar durante o voo ações que são importantes para a segurança pública ou contribuem para a segurança espacial humana”. Além disso, a pessoa deve ser designada para a tripulação a realizar certas tarefas durante o voo, não sendo apenas um passageiro comum.
Como a New Shepard é um veículo totalmente autônomo, não fica ninguém responsável por pilotar a espaçonave, nem ninguém realmente realizando quaisquer tarefas que sejam essenciais para a “segurança espacial” da tripulação.
Sendo assim, Victor Hespanha não será considerado astronauta – e ele não só tem consciência disso, como concorda com os critérios estabelecidos e enaltece aqueles que realmente detêm esse título.
“Eu tenho um respeito enorme pela comunidade científica e pelos astronautas. Eles estudam muito por isso, se dedicam, e eu valorizo demais esse esforço”, declarou o brasileiro. “Eu me considero um viajante espacial, que vai ter o privilégio de ver a Terra de cima, a escuridão do Universo e as estrelas um pouquinho mais de perto, a curvatura do planeta, então eu me considero um privilegiado de poder ver isso, mas não me considero um astronauta de forma nenhuma”.
Emoção se sobressai ao medo
Questionado sobre estar com medo, Victor disse que está confiante. “Eu vejo como andar de avião. Todas as vezes que ando de avião, eu sei que estou em uma altitude extremamente alta e que qualquer problema fora do padrão pode ser fatal, naquela velocidade e naquela altura. É natural ter medo. Mas, eu procuro entender dessa forma: é uma oportunidade muito grande, e o programa da Blue Origin é muito seguro, sem histórico de acidente, então estou mais aproveitando do que sentindo medo”.
Com a proximidade do momento do lançamento, entretanto, ele sabe que a sensação poderá ser diferente. “Eu sei que quando chegar na hora de entrar na cápsula, com a contagem regressiva, vai dar um frio na barriga enorme, mas a emoção é muito grande e com certeza se sobressai ao medo”.
E Jeff Bezos? Será que o fundador, CEO e um dos primeiros passageiros da Blue Origin estará presente na base de lançamento da empresa, no oeste do Texas, para acompanhar de perto a viagem de Victor e seus companheiros de voo Evan Dick, Katya Echazarreta, Hamish Harding e Jaison Robinson?
“Naturalmente, a gente vai ficar nas instalações por alguns dias antes, então conhecer o lugar faz parte do pacote. Tenho a expectativa de estar lá, de ver o foguete de perto, sei que vai ser muito legal. Quanto ao Jeff Bezos, eu não sei se vamos ter algum contato com ele, mas é óbvio que vai ser muito legal se ele estiver lá”, disse Victor, reforçando que, independentemente disso, esse sonho já está sendo muito maior do que ele imaginava.
Quem quiser acompanhar essa grande jornada rumo ao espaço, pode acessar o perfil do Victor no Instagram, onde ele tem divulgado todos os detalhes de sua maior aventura. E não perca o lançamento da missão NS-21, que terá transmissão ao vivo em todas as plataformas do Olhar Digital.
Fernando Bruder 10 de março de 2022Destaque, InternacionalComentários desativados em OAB SP lança e-book sobre acolhida, no Brasil, de refugiados da guerra na Ucrânia
A Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB SP), por meio do Núcleo de Direito de Imigrantes e Refugiados da Comissão de Direitos Humanos, produziu um e-book para entendimento sobre a guerra na Ucrânia e a questão dos refugiados, com orientações a respeito da concessão de visto humanitário para ucranianos e apátridas afetados pelo conflito. A permissão foi regulamentada pelo governo brasileiro por meio da Portaria Interministerial 28, de 3 de março de 2022.
A guerra já causou o deslocamento de, pelo menos, dois milhões de pessoas, em pouco mais de dez dias. As perspectivas atuais são de que o número de deslocados, buscando países vizinhos como forma de escapar do conflito, chegue a quatro milhões de pessoas – quase 10% da população total da Ucrânia.
Clique nestes links: para acessar as versões em português e inglês do e-book.
A Meta, empresa que controla os serviços e produtos chefiados por Mark Zuckerberg, indicou que pode deixar de oferecer as redes sociais Facebook e Instagram em toda a Europa.
O cenário ainda é bem abstrato e é visto como blefe por setores da indústria, mas realmente consta como uma das possibilidades em um relatório enviado pela empresa ao Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador e fiscalizador dos Estados Unidos.
O que aconteceu?
O problema estaria em uma recente lei europeia que impede ou restringe que dados gerados na Europa sejam armazenados, processados e compartilhados por meio de servidores estrangeiros — no caso da Meta, aqueles situados nos Estados Unidos.
A companhia considera essencial a utilização de dados cruzados entre regiões e serviços para a disponibilização de anúncios personalizados e outros negócios. Essa nova legislação da União Europeia prejudicaria tanto a parte técnica quanto financeira da empresa, o que a levou a fazer a consideração mais pessimista possível.
“Se não estivermos aptos a transferir dados entre e por continentes ou regiões em que operamos, ou se houver restrição em compartilhar dados entre nossos produtos e serviços, isso pode afetar a habilidade de garantir nossos serviços (…) Nós possivelmente podemos ser impedidos de oferecer uma quantidade de nossos serviços e produtos mais significativos na Europa, incluindo Facebook e Instagram”, diz o documento.
Pode dar ruim?
Consultado posteriormente para comentar a declaração, um executivo da Meta confirmou a hipótese e disse que a empresa busca “de boa fé” uma resolução para uma troca de dados mais segura sem comprometer a navegação dos consumidores. A ideia é que um novo acordo seja encaminhado entre empresa e governos ainda em 2022.
Vale lembrar que, recentemente, o Facebook registrou a primeira queda de sua história em usuários únicos diários, o que fez as ações da companhia caírem consideravelmente.
Fernando Bruder 4 de março de 2022Destaque, InternacionalComentários desativados em Antonov An-225, maior avião do mundo, aparece destruído após invasão da Rússia à Ucrânia
Surgem as primeiras imagens do que restou daquele que foi o maior avião do mundo, o Antonov An-225, antes de ser destruído no hangar onde se encontrava. Sem sombra de dúvidas, esta é uma das notícias mais tristes da história da aviação.
Reforçando o que dissemos quando mostramos quais são os cinco maiores aviões do mundo, a destruição do Antonov An-225 Myria não se compara à perda de vidas humanas, ou ao desastre econômico da guerra. Ela é mais uma demonstração importante do quanto há de tragédias na história da humanidade e de suas criações em situações tão tristes e injustificáveis.
Imagem: Reprodução/Twitter
O jato de carga gigante parece em grande parte destruído, com seu nariz, asas e alguns de seus motores seriamente danificados. Há partes que parecem intactas, mas não se sabe até que ponto. Uma imagem de satélite de alguns dias atrás sobre o aeroporto Hostomel, nas imediações de Kiev, capital da Ucrânia, mostra como a cauda do An-225 ainda está no lugar, por exemplo.
Imagem: Reprodução/The Drive
Um sonho gigantesco
Russos e ucranianos se acusam mutuamente pela destruição da aeronave. Um segundo exemplar, em construção, já havia sido destruído dias antes. Criado em 1988 como parte do programa espacial soviético, o Antonov An-225 Mriya (“sonho” em russo e ucraniano) era o avião mais pesado a sair do chão e o maior cargueiro do mundo, superando de longe a concorrência.
O Antonov An-225 Mriya foi construído como parte do programa soviético espacial em 1988. Foi encomendado para transportar o Buran, um veículo da União Soviética criado para viajar no espaço. Enquanto o avião foi feito na Ucrânia, o ônibus espacial foi feito na Rússia.
A aeronave tinha 84 metros de comprimento, 88 metros de envergadura e 175 toneladas sem carga, podendo transportar 250 toneladas no compartimento de cargas. O gigante contava com seis motores turbofans Ivchenko-Progress D-187 e possuía velocidade máxima de 850 km/h.