Saúde

Líderes do SindSaúde, Alex Rosa e Rita de Cássia, acusam Governo de ‘ignorar’ pauta e não cumprir acordo

Na manhã desta sexta-feira (26), a Alpha Notícias recebeu Alex Rosa, delegado da base do SindSaúde do HCFMB, e Rita de Cássia Silva, diretora regional do SindSaúde de Bauru, para discutir a Campanha Salarial 2025.
​Segundo Alex Rosa, desde março de 2024, ele tem dialogado com o governador e com o Secretário de Saúde do Estado sobre as reivindicações dos trabalhadores estaduais.

​Rita de Cássia Silva:O funcionalismo do Estado de São Paulo recebe um vale-refeição que atualmente é de R$ 12,00 por dia trabalhado (o que, calculado em 30 dias, equivale a R$ 8,00 líquidos), e este valor está extremamente defasado. Em nossa pauta da Campanha Salarial — sobre a qual o governador não senta para conversar com a categoria desde 2023 — pedimos um complemento de 47% para suprir todas as perdas destes anos. Fizemos uma paralisação e nos mobilizamos para a greve nos dias 16 e 17 de julho. O governador nos chamou para uma conversa e fez uma proposta, sem que a nossa pauta da Campanha Salarial fosse atendida. Foi prometido, naquela ocasião, o aumento da bonificação que seria paga no dia 5 de setembro, mas não veio. Também prometeu que, no dia 17 de setembro, apresentaria o valor do aumento do vale — o que seria uma proposta, e não o aumento em si —, e que, em dezembro, aumentaria nosso prêmio de incentivo, que recebemos mensalmente, mas que também está sem aumento há tempos.”​

Reivindicações da Campanha Salarial 2025 da Saúde são entregues ao governo

O SindSaúde-SP protocolou a pauta da Campanha Salarial 2025 junto ao governo e solicitou uma mesa de negociação com secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima, que assumiu esse compromisso ano passado, para tratar
sobre a reivindicações da categoria.

Os(as) trabalhadores(as) exigem reajuste de 4,70%, aumento real de 2%, a Aposentados(as) recomposição de 48,6%
referente às perdas dos últimos 10 anos e o reajuste do vale-refeição, além da retomada da discussão sobre
um plano de carreira para os profissionais da saúde.

O SindSaúde-SP também cobrará a valorização profissional na Secretaria da Saúde, na Secretaria de Governo Digital e na SPPrev para discutir a situação de aposentados e aposentadas.

Garantir a isonomia de todos(as) os(as) aposentados(as); Extensão dos reajustes concedidos aos(às) trabalhadores(as) ativos também para os(as) aposentados(as) com e sem paridade; Reajustes do Prêmio de Incentivo; 2% de aumento real; Reajuste inflacionário para todos os aposentados, pois neste ano, foi concedido apenas os(as) aposentados(as) e pensionistas sem paridade, de apenas 4,68%.

Alimentação
Reajuste do vale-alimentação de R$ 12 para R$ 57,09, valor médio da refeição da cidade de São Paulo no ano de
2024, de acordo com Pesquisa Preço Médio Refeição, da ABBT; Concessão do vale-alimentação todos os vínculos de
trabalho; Direito ao vale-alimentação por 30 dias corridos, nas férias e durante o afastamento; Concessão de cesta-básica.

Municipalizados(as) da capital com o objetivo de garantir a igualdade salarial e de benefícios, reivindicamos:

Reajuste da Gratificação de Municipalização em 134,53%; Pagamento da Gratificação de Difícil Acesso; Direito ao pagamento pelos Plantões Extras; Estender o pagamento de horas extras aos municipalizados; Gratificação de Atendimento ao Público (GAP); Gratificação por Local de Trabalho (GLT); Extensão do Trabalho em Home Office;
Complemento de Auxílio Alimentação/Refeição; Fim do Assédio Moral.

Revogação da Reforma Administrativa
Retorno das seis faltas abonadas; Reajuste automático anual do Adicional de Insalubridade.

Novas reivindicações
Equiparação do salário-base ao do mínimo estadual e que seja escalonado de acordo com o cargo;
Pagamento do Prêmio de Incentivo Especial na Aposentadoria; Reajuste do Plantão Remunerado em 75,77%;
Estabelecimento de um protocolo para trabalho em condições de emergência climática; Acesso ao SOU.SP.GOV.BR via web; Revisão da resolução SS 5/2006; Licença-menstrual para trabalhadoras com sinto mas intensos;
Garantia dos direitos em caso de licença saúde para cuidar de pessoa da família (2º grau); Atestado veterinário (licença-Pet)

Acompanhe a entrevista completa através do link

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Internações por alcoolismo crescem no país: 4 pessoas são hospitalizadas por hora

4 internações por hora – O alcoolismo, também chamado de transtorno por uso de álcool, é responsável por 10,5% das mortes associadas ao consumo de álcool no Brasil, com uma média de 21 óbitos por dia. Entre 2022 e 2023, houve um aumento de 2,8% nas hospitalizações por essa causa, totalizando quatro internações por hora. O levantamento foi feito pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), com base em dados do Datasus e do IBGE.

Onze estados apresentam taxa de óbito por alcoolismo superior à média nacional de 3,6 por 100 mil habitantes, com destaque para Piauí, Bahia, Espírito Santo e Tocantins. Já em relação às internações, oito estados superam a média nacional de 19,3 por 100 mil habitantes, sendo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina os líderes nesse índice.

Apesar do aumento nas hospitalizações, houve uma queda de 9,2% nos óbitos entre 2022 e 2023, segundo ano consecutivo de redução após o crescimento observado durante a pandemia.

Homens representam 90,9% das mortes por alcoolismo, com aumento de 10,1% entre 2010 e 2023, enquanto entre as mulheres houve queda de 2,5%. A maioria dos óbitos ocorre entre pessoas com 55 anos ou mais. Quanto às internações, os homens são 86,4% dos hospitalizados, mas a participação feminina cresceu de 9,9% em 2010 para 13,6% em 2023.

A faixa etária mais afetada pelas internações é de 35 a 54 anos, com 57,4% dos casos.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Anvisa: Não há registros que relacionem paracetamol a autismo

O Brasil não tem registros que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez com casos de autismo. É o que afirmou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (24), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou a existência de ligação entre o uso de analgésico na gravidez e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O caso ganhou repercussão no Brasil, sobretudo entre as mães de crianças com o diagnóstico de autismo. Pelas redes sociais ou em grupos de maternidade, relatos de preocupação e sentimento de culpa.

Para Rayanne Rodrigues, a preocupação maior foi com a “desinformação”. Estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois de suporte, ela relata a empatia pelas mulheres que carregam o sentimento de culpa.

“Nós, como mães atípicas, ficamos preocupadas com o tamanho da desinformação que é repassada para frente. Uma mulher grávida já não tem um leque assim muito grande de medicamentos que pode ser tomado durante a gestação”, afirmou

“Não é o meu caso, mas tem muitas mães que se culpam pelo filho ter o transtorno, ficam se perguntando o que elas fizeram de errado na gestação. E aí vem uma situação dessa e acaba culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, completou Rayanne.

Para tranquilizar a população, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou nas redes sociais um recado sobre a falta de comprovação científica.

“O Tylenol é causa do autismo? Mentira! Não existe nenhum estudo que comprove uma relação entre o paracetamol e o Tylenol com o autismo. Esse tipo de mentira coloca a sua vida e a vida do seu bebê em risco. A Organização Mundial de Saúde, a Anvisa, as principais agências internacionais de proteção à saúde, já deixaram claro: o paracetamol é medicação segura. Aliás, o autismo foi diagnosticado e identificado muito antes de existir paracetamol.”

Repercussão mundial

Após a declaração de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota relatando que “atualmente não há evidências científicas conclusivas que confirmem” a ligação do autismo e o paracetamol na gravidez. Na nota, a OMS também citou que nenhuma das muitas pesquisas sobre o assunto encontrou associação consistente.

A Agência de Medicamentos da União Europeia também disse que “atualmente não há novas evidências que exijam alterações nas recomendações atuais de uso” do medicamento pela instituição. 

Apesar disso, a FDA dos Estados Unidos, agência reguladora equivalente à Anvisa no Brasil, anunciou ter começado o processo para modificar a bula do paracetamol no país, para refletir as supostas evidências, e informou que emitiu alerta para médicos dos Estados Unidos sobre o medicamento.

No Brasil, a Anvisa informa que o paracetamol é classificado em norma como medicamento de baixo risco e, por isso, faz parte da lista de produtos que não exigem receita médica. De acordo com a agência, a liberação de medicamentos no país segue “critérios técnicos e científicos rigorosos” para garantir qualidade, segurança e eficácia. Mesmo assim, esse tipo de remédio passa por monitoramento.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Equipe de saúde aplaude saída de corpo de jovem após familia autorizar doação de órgãos

A equipe do Hospital Santa Casa de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, aplaudiu a saída do corpo de um adolescente que teve morte cerebral após a família dele autorizar a doação de órgãos.

Eduardo Wazne Pedroso tinha 16 anos e faleceu na sexta-feira (19). Segundo o hospital, ele foi diagnosticado com meningite dois dias antes, após procurar o pronto atendimento relatando dor de ouvido e fortes dores de cabeça.

Depois da morte cerebral, a família autorizou a doação de órgãos – que, segundo o hospital, foi possível porque a infecção da meningite foi controlada e não se espalhou para todo o corpo.

Eduardo doou os dois rins e o fígado, e pode salvar a vida de até três pacientes.

UTI Neonatal do HC Unesp está concorrendo a edital de emenda parlamentar para aquisição de equipamentos

Visando fortalecer a infraestrutura tecnológica da UTI Neonatal, capacitar profissionais de Saúde e aprimorar a qualidade da assistência, o HCFMB está participando de um Edital de Emenda Parlamentar na categoria Saúde.

Dentre os projetos selecionados de todo o Estado para votação popular, um deles é destinado ao HCFMB: a aquisição de três novos CPAPs de Bolhas Neonatal, terapias recomendadas internacionalmente que diminuem o tempo médio de internação em UTI neonatal, previnem complicações graves e reduzem em até 40% a necessidade de intubação e ventilação invasiva.

O prazo de votação está aberto até o dia 17 de outubro e os projetos vencedores serão os cinco mais votados por categoria (Capital, Interior, Saúde e Escolas Estaduais). Será aceito apenas um voto por CPF válido.

Saiba mais sobre o projeto e vote no HCFMB pelo link: https://www.marinasporsp.com.br/votacao?projeto=4a876c3a-4f3f-4799-bc3e-8778b1343e36

HCFMB é contemplado com o maior número de vagas do programa Agora tem Especialistas

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) foi contemplado com seis vagas do programa Agora tem Especialistas, do Ministério da Saúde (MS). A instituição recebeu o maior número de postos destinados à região do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS VI). Os seis médicos atuarão nos Serviços de Cirurgia em Coloproctologia, Colonoscopia, Endoscopia e Anatomia Patológica do HCFMB.

O programa tem como objetivo ampliar o acesso assistencial a médicos especialistas, fortalecendo o atendimento em áreas prioritárias da saúde pública. A Superintendência, a Diretoria de Assistência e o Núcleo de Faturamento do HCFMB trabalharam no processo da adesão ao programa e atenderam todos requisitos, como corpo docente e infraestrutura adequados para o Programa, em parceria com estados e municípios, conforme as necessidades locais e regionais.

No HCFMB, os profissionais atuarão em especialidades de alta demanda, contribuindo para a redução de filas de espera e a otimização da assistência oferecida pelo hospital aos pacientes de toda a região.

“Receber o maior número de vagas da região reforça nossa missão em oferecer atendimento e ensino de qualidade. É uma oportunidade de expandir a capacidade do hospital, beneficiando diretamente os usuários do SUS”, destaca a Diretora de Assistência do HCFMB, Silke Weber.

O início dos médicos está previsto ainda para o mês de setembro, e deve trazer impactos positivos tanto para a assistência hospitalar quanto para a formação médica, reforçando ainda mais o papel do HCFMB como referência regional em assistência, ensino e pesquisa.

Saiba mais sobre o Programa Agora tem Especialistas em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/agora-tem-especialistas

Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite, chega ao SUS em novembro

Imunização – A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos, passará a ser oferecida pelo SUS em novembro deste ano.

A distribuição da vacina na rede pública para a proteção de gestante e bebês começa na segunda quinzena de novembro. A imunização materna favorece a transferência de anticorpos para o bebê, o que contribui para a proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao VSR.

A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e vai beneficiar aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos.

O Brasil passará a produzir o imunizante e as primeiras 1,8 milhão de doses serão adquiridas por meio do acordo envolvendo o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer, que serão entregues até o fim deste ano. Em novembro, o Ministério da Saúde vai iniciar o envio das primeiras 832,5 mil doses da vacina contra o VSR e, até dezembro, vai distribuir mais 1 milhão para todo SUS.

O Comitê Técnico Assessor do Ministério da Saúde segue o que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS) – uma dose a partir da 28ª semana de gestação. A pasta informa que, com a implementação da vacina, será possível avaliar, no Brasil e em outros países, a necessidade de novas doses em futuras gestações.

Complicações associadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia levaram a 83 mil internações de bebês prematuros, entre 2018 e 2024.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Professora da FMVZ/Unesp é homenageada como Patologista Destaque Sênior 2025

Título foi concedido pela Associação Brasileira de Patologia Veterinária.

A professora Renée Laufer Amorim, do Departamento de Clínica Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu, foi agraciada com o título de Patologista Destaque Sênior 2025, concedido pela Associação Brasileira de Patologia Veterinária (ABPV).

A homenagem ocorreu durante o 8º Congresso de Patologia Veterinária e o XXII Encontro Nacional de Patologia Veterinária, realizado entre os dias 9 e 12 de setembro, em Cuiabá, Mato Grosso.

A premiação reconhece a trajetória da docente, marcada pela contribuição significativa ao ensino, à pesquisa e à extensão na área de Patologia Veterinária. Ao longo de sua carreira, a professora Renée tem se dedicado à formação de gerações de médicos-veterinários, ao fortalecimento da comunidade científica e ao avanço do conhecimento na área, tornando-se referência nacional e internacional.

Trajetória

A professora Renée Laufer Amorim é graduada pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense (1992), com mestrado (1997) e doutorado (2001) em Medicina Veterinária pela Unesp. Fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia, Davis nos anos de 2016/2017. Atualmente é professora Titular da FMVZ/Unesp. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Patologia Veterinária, oncologia comparada e translacional.

Foi editora do Brazilian Journal of Veterinary Pathology (2017/2020), coordenadora do programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária, da FMVZ/Unesp (2021/ 2025).É membro da Associação Brasileira de Patologia Veterinária, da Associação Brasileira de Oncologia Veterinária, do Latin Comparative Pathology Group e da International Coalition for Veterinary Pathology. É pesquisadora nível A do CNPq.