Saúde

Munícipe denuncia espera de mais de 20 anos por cirurgia de vesícula em Botucatu e relata descaso no sistema de saúde

Uma moradora de Botucatu denunciou publicamente, nesta segunda-feira (16), a longa espera por uma cirurgia de vesícula no sistema público de saúde do município. A denúncia foi feita por Luciana Romero Jovencio Marques, durante entrevista concedida ao jornalista Fernando Bruder, no Jornal Alpha Notícias, da Rádio Alpha FM 87,5.

Durante a entrevista ao vivo, Luciana relatou que aguarda pelo procedimento cirúrgico há mais de 20 anos, período em que enfrentou sucessivos adiamentos, falta de encaminhamentos adequados e agravamento do quadro de saúde. Segundo ela, no início do acompanhamento médico houve alterações em exames do fígado que impediram a realização da cirurgia naquele momento. No entanto, após novos exames, o procedimento nunca mais foi efetivamente agendado.

De acordo com a munícipe, as crises de dor foram se intensificando ao longo dos anos, prejudicando inclusive sua vida profissional. “Mesmo com dores fortes eu continuei trabalhando, mas agora ficou impossível. Minha movimentação está muito difícil e tive que fechar minha loja porque não consigo mais trabalhar”, relatou.

Luciana contou ainda que recentemente foi chamada para atendimento no “Hospital do Bairro”, onde foi informada de que precisaria realizar também uma cirurgia bariátrica para que a retirada da vesícula pudesse ser feita. Entretanto, o procedimento não é realizado na unidade, e ela foi novamente orientada a retornar para a fila de espera do sistema e aguardar atendimento pela Universidade Estadual Paulista.

Segundo a moradora, apesar de ter procurado diversas vezes o sistema de saúde municipal por meio do posto de saúde — porta de entrada do Sistema Único de Saúde — ela afirma que não recebeu acompanhamento ou encaminhamento para resolver a condição que estaria impedindo a cirurgia. “Só pedem para aguardar na fila, mas nunca dão um retorno ou um tratamento que ajude a resolver a situação”, disse.

Luciana também afirmou que tentou buscar ajuda diretamente com a Prefeitura. Segundo ela, enviou mensagem ao prefeito Fábio Leite em dezembro do ano passado, relatando sua situação. De acordo com a munícipe, o chefe do Executivo chegou a solicitar seus dados pessoais para verificar o caso, mas desde então não houve mais retorno.

Durante o programa, o jornalista Fernando Bruder classificou a situação como preocupante e cobrou uma resposta do poder público municipal. Ele destacou que o sistema de saúde deveria garantir não apenas o acesso à cirurgia, mas também o acompanhamento necessário para que o paciente esteja apto a realizá-la.

A gente entende que existem critérios médicos, mas quando há uma comorbidade que impede o procedimento, o próprio sistema deveria encaminhar o tratamento para resolver esse problema e, depois, realizar a cirurgia. Não é aceitável uma pessoa esperar décadas por atendimento”, afirmou.

A reportagem do Jornal Alpha Notícias entrou em contato com o Secretario Municipal de Saúde, André Spadaro, solicitando esclarecimentos sobre a situação e possíveis providências para o atendimento da paciente.

Enquanto aguarda uma solução, Luciana afirma que espera que a divulgação do caso ajude a acelerar o atendimento e evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. “Eu só quero poder fazer a cirurgia e voltar a ter uma vida normal”, concluiu.

Governo de SP entrega ambulância para reforçar transporte de pacientes em Botucatu

O município de Botucatu foi contemplado com uma nova ambulância destinada ao transporte de pacientes. O veículo faz parte de um pacote anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas durante evento realizado na cidade de Itu.

A iniciativa integra um programa do Governo do Estado de São Paulo que prevê a entrega de veículos de saúde para 200 municípios do interior paulista. Ao todo, serão distribuídas 80 ambulâncias e 120 vans utilizadas no transporte de pacientes para consultas, exames e tratamentos médicos. O investimento total nesta etapa é de aproximadamente R$ 53 milhões, com entregas previstas ao longo do primeiro semestre de 2026.

Em Botucatu, a nova ambulância deverá auxiliar no deslocamento de pacientes que precisam de atendimento em unidades de saúde, contribuindo para melhorar a logística do sistema público e ampliar o suporte oferecido à população.

Na região, outras cidades também foram beneficiadas com veículos para transporte de pacientes. É o caso de Avaré, Conchas e Itatinga, que receberam vans destinadas a esse tipo de serviço.

Segundo o governo estadual, a medida tem como objetivo fortalecer a estrutura das redes municipais de saúde e facilitar o acesso da população a atendimentos e procedimentos médicos, especialmente em unidades especializadas.

Hemocentro do HCFMB pede doações de sangue e alerta para estoques em nível crítico

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) está com os estoques de sangue em nível crítico e faz um apelo à população para que compareça ao Hemocentro e realize doações. A unidade, que atende pacientes de Botucatu e de diversas cidades da região, precisa de doadores de todos os tipos sanguíneos para manter o atendimento seguro a quem necessita de transfusões.

De acordo com o Hemocentro, a situação se torna ainda mais preocupante com a proximidade de vários feriados no mês de abril, período em que normalmente ocorre queda no número de doadores. A colaboração da população é essencial para garantir que cirurgias, tratamentos e atendimentos de urgência não sejam comprometidos pela falta de sangue.

O Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 7h às 12h. Antes de doar, é importante verificar os requisitos básicos para a doação e estar em boas condições de saúde.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3811-6041 (ramal 2016) ou pelo WhatsApp (14) 99631-5650.

A equipe do Hemocentro reforça o convite à população: doar sangue é um gesto simples que pode salvar vidas. Uma única doação pode ajudar até quatro pessoas. Doe sangue e seja um herói na vida de alguém.

Dia Mundial do Rim: Doenças renais são silenciosas e exigem atenção

Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica (DRC) passou a figurar entre as chamadas doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), a entidade alerta ainda para o impacto de fatores ambientais sobre o risco de doença renal ao longo da vida.

“Esse tema amplia o olhar para além do tratamento, estimulando ações que promovam práticas sustentáveis no cuidado renal e reduzam impactos ecológicos, especialmente em serviços de saúde. Sustentabilidade, nesse contexto, significa também prevenção qualificada e redução de exposições evitáveis desde os primeiros estágios da vida”, destacou a instituição.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.

“Além disso, eles controlam nosso equilíbrio de eletrólitos ou sais do corpo, portanto, eles mantêm sódio, potássio, cálcio, tudo equilibrado pra que a gente mantenha todo o funcionamento dos outros sintomas”, disse. “Eles também produzem alguns hormônios relacionados ao controle de pressão”, completou.

O especialista alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • histórico familiar de doença renal;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;
  • doenças cardiovasculares;
  • infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;
  • desidratação frequente;
  • consumo inadequado de água.

“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”

Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.

“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”

Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:

  • inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;
  • urina muito escura e/ou espumosa;
  • mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;
  • inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;
  • dor intensa no flanco ou cólicas renais;
  • fadiga excessiva;
  • perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;
  • aumento persistente da pressão arterial;
  • glicemias de difícil controle;
  • alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Ambulatório do IBB/Unesp Botucatu recruta mulheres que tiveram hipertensão na gestação

Atendimento gratuito oferece acompanhamento nutricional para prevenção de complicações cardiovasculares e promoção da qualidade de vida.

O Instituto de Biociências de Botucatu (IBB/Unesp), por meio do Centro de Estudos e Práticas em Nutrição (CEPRAN), está ampliando o recrutamento de mulheres que tiveram pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional para acompanhamento gratuito no seu Ambulatório de Atendimento Nutricional.

Inicialmente, o projeto contava com um grupo de aproximadamente 30 mulheres previamente cadastradas, que já foram contatadas pela equipe. Agora, o objetivo é expandir o atendimento para outras pacientes que tiverem interesse.

A professora Valéria Cristina Sandrim, docente do Departamento de Biofísica e Farmacologia do IBB/Unesp, justifica a necessidade dessas mulheres serem monitoradas, já que elas podem apresentar risco maior de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional podem entrar em contato para agendamento pelo telefone: (14) 3880-0182 – CEPRAN (que também é whatsapp). Os acompanhamentos às sextas-feiras, no período da tarde, das 14h às 19h.

Sobre o Ambulatório

Criado em maio de 2021, o ambulatório oferece atendimento gratuito às sextas-feiras, no período da tarde, para mulheres de Botucatu e região. O serviço é coordenado pela Prof. Dra. Renata Cintra, do Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação do IBB/Unesp, com apoio dos nutricionistas Gabriel Bossolani da Guarda e Nayana do Valle Saldivar

O ambulatório tem como foco a promoção de qualidade de vida e a prevenção de complicações futuras, especialmente doenças cardiovasculares, que apresentam maior incidência em mulheres que tiveram hipertensão na gestação.

Hospital das Clínicas Unesp de Botucatu inicia implantação da metodologia Lean no Centro Cirúrgico

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) deu início, na manhã desta segunda-feira (3), à implantação da metodologia Lean no Centro Cirúrgico. O projeto, desenvolvido em parceria com o Lean Institute Brasil (LIB), marca um novo momento na busca pela melhoria contínua dos processos assistenciais e pela ampliação da eficiência nas rotinas hospitalares.

A implantação é uma iniciativa da Superintendência, da Diretoria de Assistência e da Gerência de Planejamento do HCFMB.

Reconhecido como um dos setores mais estratégicos do hospital, o Centro Cirúrgico concentra atividades que impactam diretamente diversas áreas da Instituição. Nesse contexto, a adoção da metodologia Lean surge como uma ferramenta fundamental para aprimorar fluxos de trabalho, fortalecer a comunicação entre equipes e eliminar gargalos operacionais.

O Superintendente do HCFMB, José Carlos Souza Trindade Filho, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento institucional. “A reorganização e otimização dos processos no Centro Cirúrgico representam um passo estratégico para a nossa gestão. Agradecemos a parceria do Lean Institute Brasil, que nos ajudará com a análise dos fluxos de trabalho, permitindo identificar desperdícios e aumentar a integração entre as equipes”, disse.

O evento reuniu lideranças institucionais e convidados para apresentar conceitos, experiências e perspectivas relacionadas à aplicação do Lean em ambientes hospitalares. A programação contou com a participação de Paloma Rubinato, Head de Saúde do Lean Institute Brasil; Cristina Prata Amendola, diretora médica do Hospital de Amor de Barretos; e de Ieda Aparecida Carneiro, que atuou como diretora de Enfermagem do Hospital São Paulo da UNIFESP.

Também foram apresentados exemplos práticos de aplicação da metodologia no próprio hospital. A diretora do Departamento de Logística de Atendimento do HCFMB, Karen A. Batista da Silva, compartilhou um case relacionado ao setor de compras, destacando como a reorganização de processos pode contribuir para maior agilidade e eficiência nas atividades institucionais.

Na sequência, a diretora do Departamento de Assistência à Saúde do HCFMB, Silke Weber, abordou a relevância estratégica do projeto para o Hospital, ressaltando o impacto positivo da iniciativa na qualidade da assistência e na integração das áreas envolvidas.

Encerrando a programação, o diretor médico do Centro Cirúrgico, Paulo Kawano, destacou a importância do engajamento coletivo para o sucesso da iniciativa. “A transformação do Centro Cirúrgico depende da participação ativa das equipes e da construção de uma visão sistêmica voltada à melhoria contínua dos processos. Estamos muito confiantes e engajados neste compromisso, e, principalmente, a segurança e a qualidade do atendimento prestado aos pacientes”, finaliza.

SUS ganha neste mês teleatendimento para mulheres expostas à violência

Mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial que vivem no Recife e no Rio de Janeiro terão acesso a teleatendimento em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. O cronograma do Ministério da Saúde prevê que, em maio, a ação chegará a cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, ao restante do país.

Em nota, a pasta informou que estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos ao ano, por meio de parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Para ter acesso ao serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção.

Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de um mini app previsto para começar a funcionar no fim do mês.

Na plataforma, a mulher fará um cadastro para avaliação inicial da situação de violência e, a partir dessas informações, o aplicativo enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento.

A primeira consulta, segundo o ministério, identificará riscos, rede de apoio e demandas, com articulação junto a serviços de referência.

“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão

Crianças morrem de coqueluche na Terra Yanomami e associação cobra ação do Ministério da Saúde

Na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, inúmeras crianças morreram recentemente por coqueluche, doença respiratória altamente contagiosa que pode ser prevenida com vacina. O surto também registrou oito casos confirmados entre crianças, segundo dados do Distrito Sanitário Especial Indígena e do Ministério da Saúde.

A coqueluche, conhecida como tosse convulsa, pode causar complicações graves e até óbito em crianças pequenas, mas está incluída no calendário de vacinação do SUS. Como Lula não comprou vacina e os índicos não estão tendo acesso a situação ficou mais grave.

Em resposta ao surto, o governo federal enviou equipes de saúde emergenciais, intensificou a vacinação e reforçou ações de vigilância e atendimento na região. A situação evidencia a crise sanitária histórica que atinge os Yanomami, com altos índices de malária, desnutrição e outras doenças evitáveis.

Mas nas fotos, Lula aparecendo com índios, com Zé gotinha, enquanto isso trabalhando para atrasar mais ainda o Brasil.
Para vacinas nada, escola de samba milhões.

Foto: Andressa Anholete