Saúde

Anvisa e Ministério Público Federal assinam acordo para combater cigarros eletrônicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram acordo com o objetivo de intensificar ações de fiscalização e fortalecer o enfrentamento ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.

Em nota, a Anvisa informou que o acordo visa garantir o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024, que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de cigarros eletrônicos em território nacional.

“A ideia é unir a expertise técnica da Anvisa ao poder de atuação jurídica do MPF”, destacou a agência no comunicado.

O acordo terá vigência inicial de cinco anos, com reuniões periódicas entre as equipes responsáveis. Não há previsão de transferência de recursos entre as partes.

Entenda

Entre as medidas previstas no acordo está o compartilhamento sistemático de informações técnicas e de dados sobre fiscalizações realizadas em ambientes físicos e virtuais.

Caberá à Anvisa fornecer subsídios técnicos e informações sobre as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, enquanto o MPF fará a apuração das infrações identificadas e a articulação com outros órgãos de controle.

A parceria prevê ainda o desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização sobre riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos como parte de estratégias de proteção à saúde pública.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Coração de bebê de três meses é captado pela OPO do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) participou ontem, 4, da captação de um coração de um bebê de apenas três meses, na Santa Casa de Jaú.

O órgão, que pesa apenas alguns gramas, é um dos menores já registrados para transplante. O processo de captação foi concluído por volta das 13h e o coração foi encaminhado ao Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, sendo transplantado em seguida.

A ação foi viabilizada em conjunto com a Equipe de Doação de Órgãos Para Transplantes (E-dot) da Santa Casa, que faz parte da OPO do HCFMB, e com o apoio da Polícia Militar de Jaú. A autorização da família do bebê doador transformou um momento de dor em esperança.

Sobre a OPO do HCFMB

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) do HCFMB, coordenada pelo médico Laércio Stéfano, é responsável pelas captações de órgãos e distribuições para transplantes para cerca de 51 municípios do âmbito da sua área de abrangência, e algumas vezes, até outros estados.

Seja um doador de órgãos

Para ser um doador de órgãos, a pessoa deve manifestar seu desejo à família e pessoas mais próximas. De um doador, é possível obter vários órgãos e tecidos para realização do transplante.

Na maioria das vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam da doação. Para um transplante, só importa a compatibilidade entre o doador e as várias pessoas que esperam por um novo órgão.

Jornal HCFMB 

Foto: Reprodução

 

SUS amplia oferta de vacina contra bronquiolite para bebês e crianças de risco

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar a vacina contra a bronquiolite para bebês prematuros e crianças de até dois anos que apresentam condições específicas de saúde. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde, que já distribuiu mais de 300 mil doses do imunizante para todos os estados do país.

A vacinação é voltada principalmente a bebês que nasceram com menos de 37 semanas de gestação e a crianças diagnosticadas com comorbidades, como cardiopatia congênita, fibrose cística e síndrome de Down. O objetivo é proteger o público considerado mais vulnerável às formas graves da doença.

A bronquiolite é causada, na maioria dos casos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por cerca de 45 mil registros da doença no Brasil no ano passado. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização reduz o risco de complicações, internações e óbitos, especialmente durante os períodos de maior circulação do vírus.

Vila dos Lavradores recebe vacinação antirrábica e microchipagem gratuita neste domingo

Botucatu: A Vigilância Ambiental em Saúde realiza neste domingo (08) uma ação voltada à vacinação antirrábica de cães e gatos, além da oferta de microchipagem gratuita. O atendimento acontece das 9h às 13h, na Rua Major Matheus, nº 7, no bairro Vila dos Lavradores.

A campanha é destinada a cães e gatos com idade mínima de três meses que não tenham recebido a vacina contra a raiva nos últimos 12 meses. A proposta é aumentar a cobertura vacinal e reforçar as medidas de controle sanitário animal no município.

De acordo com a organização, não há necessidade de agendamento prévio. O atendimento será realizado por ordem de chegada, enquanto houver doses disponíveis. Os tutores devem levar os animais devidamente contidos, com coleira e guia, e, no caso dos gatos, em caixas de transporte, garantindo a segurança de todos durante a ação.

 

Ambulatório de Transplantes do HC da Unesp Botucatu muda de espaço

O Ambulatório de Transplantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) concluiu a mudança para um novo espaço no Ambulatório de Especialidades II. A entrada para os pacientes e acompanhantes é feita pelo Ambulatório Mion, próximo ao Boulevard do HCFMB.

O novo ambulatório conta com 14 consultórios, oferecendo uma estrutura moderna e uma maior organização dos fluxos assistenciais para pacientes e equipes multiprofissionais. No local, são realizados acompanhamentos especializados e atendimentos ambulatoriais dos Serviços de Transplante de rins, coração, fígado e pulmão, concentrando em um único espaço serviços essenciais para o acompanhamento contínuo dos pacientes transplantados.

Com a nova localização, o Ambulatório de Transplantes passa a ter um espaço mais amplo e funcional, fortalecendo o compromisso da instituição com a excelência no cuidado em saúde e com a ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade.

Sobre o Ambulatório de Transplantes do HCFMB

O Ambulatório de Transplantes do HCFMB é referência no interior paulista. Duas vezes por semana, os pacientes recebem orientações da equipe multiprofissional, incluindo enfermeiras, psicólogas, assistentes sociais, nutricionistas, equipe médica, entre outros; sobre temas que abordam o processo de transplante, como funcionamento da lista de espera, cirurgias, diferenças entre doador vivo e falecido e pós transplante, completando o ciclo de cuidado integrado.

Paciente com fibromialgia relata constrangimento e negação de prioridade no Pronto-Socorro Adulto de Botucatu

 

Um morador de Botucatu denunciou situação de constrangimento e desrespeito vivida no Pronto-Socorro Adulto do município ao buscar atendimento durante uma crise de fibromialgia. O relato foi feito pelo Sr. Oséias Néres, que afirma ter tido negado, inicialmente, o direito à prioridade no atendimento, garantido por leis municipais e federais.

Segundo Oséias, Botucatu possui desde 2022 uma lei municipal que assegura prioridade no atendimento a pessoas com fibromialgia em serviços públicos, incluindo unidades de saúde, mercados e repartições públicas. Além disso, em 2023, outra legislação passou a obrigar o Sistema Único de Saúde (SUS) a fornecer medicamentos necessários ao tratamento da doença — o que, segundo ele, não vem sendo cumprido de forma efetiva.

O paciente relata que chegou ao pronto-socorro em crise, com fortes dores, e explicou à equipe de enfermagem que possuía fibromialgia e necessitava da medicação intravenosa normalmente utilizada nesses casos. No entanto, teria ouvido de uma enfermeira que não se enquadrava como atendimento prioritário. “Eu questionei, disse que era lei, mas a resposta foi que ela estava seguindo o protocolo”, afirmou.

Diante da negativa, Oséias acionou a Guarda Civil Municipal, que acompanhou a ocorrência. Durante o atendimento, o assessor da Prefeitura, Sr. Carmoni esteve presente no local. Segundo o paciente, inicialmente o secretário defendeu a conduta da profissional de saúde, mas mudou de posicionamento após ter acesso à legislação que garante a prioridade ao paciente com fibromialgia. Após a intervenção, Oséias foi, então, classificado como atendimento prioritário e recebeu a medicação necessária.

Apesar da resolução do caso, Oséias afirma que o episódio gerou desgaste emocional e físico. “Além da dor, você passa por constrangimento, fica se explicando, as pessoas olhando, questionando algo que não é visível”, relatou. Ele também destacou que a assistente social da unidade demonstrou desconhecimento da legislação e não soube orientá-lo adequadamente.

O paciente ressaltou que o procedimento adotado naquele dia sempre foi simples em atendimentos anteriores: triagem, apresentação da carteirinha de fibromiálgico, classificação como prioridade, aplicação da medicação e liberação. “Não é cura, porque a fibromialgia não tem cura, mas o medicamento amortece a dor e permite que a gente volte para casa”, explicou.

Oséias também criticou a falta de informação entre profissionais da saúde e a dificuldade para acessar medicamentos gratuitos pelo SUS, apontando burocracia excessiva e falhas administrativas. Segundo ele, mesmo com laudos, receitas e protocolos médicos, o fornecimento acaba não ocorrendo, obrigando pacientes a arcar com altos custos do tratamento.

Durante o depoimento, Oséias lembrou que fevereiro é o mês de conscientização sobre a fibromialgia e destacou a importância da divulgação dos direitos garantidos por lei.

Por fim, Oséias informou que pretende levar o caso ao Ministério Público, buscando orientação e providências para evitar que situações semelhantes se repitam. “Lei é para ser cumprida. Não é favor. É direito. A gente já convive com dor todos os dias, não precisa passar também por humilhação”, concluiu.

Confira os dias e horários de expediente do Hemocentro do HCFMB para o Carnaval

O Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) informa como será o atendimento de coleta e doação de sangue durante o Carnaval.

  • 14 de fevereiro (sábado): funcionamento das 7 horas às 12 horas
  • 16 e 17 de fevereiro (segunda-feira e terça-feira): não haverá expediente
  • 18 de fevereiro (quarta-feira): funcionamento das 8 horas às 16h30

O Hemocentro precisa de doações de todos os tipos sanguíneos. Os requisitos para ser doador de sangue são: apresentar documento emitido por órgão oficial com foto, como RG ou CNH; ter boa saúde; pesar mais que 50kg; não estar em jejum; dormir ao menos 6 horas antes da doação; não estar com doenças infecciosas; não ter vida sexual promíscua; não ser usuário de drogas; não ingerir bebida alcoólica 12 horas antes da doação e ter entre 18 anos completos e 69 anos, 11 meses e 29 dias, desde que a primeira doação tenha ocorrido até os 60 anos. A doação de candidatos com idade entre 16 e 17 anos será autorizada somente com a presença do responsável legal e ambos portando documento original com foto.

Mais informações pelos telefones (14) 3811-6041 (ramal 2016) e pelo WhatsApp (14) 99631-5650.

Mais uma irregularidade denunciada no Pronto-Socorro Adulto de Botucatu

A ausência de informações claras e acessíveis sobre a Escala Médica no Pronto-Socorro Adulto (PSA) de Botucatu tem gerado reclamações e levantado questionamentos sobre a transparência e a eficiência do atendimento de urgência no município.

A situação foi denunciada por munícipes à Rede Alpha de Comunicação. Logo em seguida, a equipe de Jornalismo do Alpha Notícias esteve no local, para apurar as queixas.

Segundo os usuários, a Escala Médica — documento que informa quais profissionais estão de plantão e que está diretamente relacionada ao funcionamento dos atendimentos no Pronto-Socorro Adulto — não está fixada da recepção do PSA.

Ao buscar esclarecimentos no guichê de atendimento, a equipe de reportagem foi informada, por recepcionistas, que eles não tinham acesso aos nomes dos médicos plantonistas e que apenas a secretaria de saúde teria essas informações.

O que diz a lei estadual

A prática adotada no Pronto-Socorro Adulto de Botucatu contraria frontalmente a Lei Estadual nº 16.652/2018, do Estado de São Paulo.

A norma é clara ao determinar que todas as unidades de saúde da rede pública devem dar publicidade à relação dos médicos plantonistas, por meio de painel fixado em local visível, preferencialmente no hall de entrada da unidade.

De acordo com a lei, o painel deve conter, no mínimo:

  1. Nome completo do médico;
  2. Número do CRM, especialidade e setor que está no PS;
  3. Horário de início e término do plantão;
  4. Nome do diretor responsável pela unidade;
  5. Telefone da Ouvidoria da Saúde e orientação para reclamações.

A legislação ainda determina que essas informações sejam atualizadas a cada troca de turno, justamente para evitar fraudes, escalas “fantasmas” ou ausência de profissionais em serviços essenciais.

Importância da Escala Médica

A Escala Médica e o sistema de Classificação de Risco (Manchester) são pilares do atendimento em urgência e emergência no Brasil.

No entanto, usuários relatam que, na prática, a falta de informação clara sobre o funcionamento do sistema gera insegurança, sensação de abandono e desconfiança.

“O atendimento parece demorado e sem eficiência. A gente não sabe quem está atendendo,”, relatou um paciente que preferiu não se identificar.

O que diz a lei e o Conselho de Medicina

A Resolução nº 2.077/2014, do Conselho Federal de Medicina (CFM), determina que todos os serviços hospitalares de urgência e emergência, públicos ou privados, devem adotar o acolhimento e garantir acesso do paciente à avaliação médica.

A normativa também reforça que nenhum paciente pode ser dispensado sem avaliação médica e que a organização do fluxo assistencial deve seguir critérios técnicos, com coordenação médica adequada.

O CFM e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) entendem que a classificação de risco é um ato médico. Isso porque envolve avaliação clínica, definição de prioridades e possibilidade de reclassificação, conforme a evolução do quadro do paciente. E saber quem está atendendo é um direito de cada cidadão.

Embora outros profissionais de saúde possam participar do acolhimento inicial, a decisão final sobre a gravidade e prioridade do atendimento deve ser médica.

População cobra transparência e eficiência

Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Botucatu afirmam que a transparência, informação acessível e funcionamento eficiente do sistema são direitos dos cidadãos e obrigação do poder público.

O serviço pode ser terceirizado, mas a fiscalização da execução do serviço tem que ser da Prefeitura de Botucatu e dos vereadores da Câmara Municipal do município.

A ausência da Escala Médica visível, para a população, dificulta o acesso a informações básicas sobre o atendimento no Pronto-Socorro e comprometem a confiança no serviço público de saúde.

“A divulgação da escala médica deveria organizar o atendimento e salvar vidas. Muitas vezes, nem sabemos se quem está atendendo é médico mesmo. Do jeito que está, só aumenta a desconfiança da população no serviço e a revolta de quem precisa de socorro”, afirma Bruno Octaviano, morador da Cohab.

Violação de direitos e risco à população

A não divulgação da escala médica viola princípios básicos da administração pública, como a publicidade e a transparência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Também afronta os direitos dos usuários do SUS, que têm garantido o acesso à informação clara e adequada sobre os serviços e profissionais que os atendem.

Na prática, a população fica impossibilitada de:

  • Identificar quem é o médico responsável pelo atendimento;
  • Verificar se o número de profissionais é compatível com a demanda;
  • Exercer controle social sobre a gestão do serviço.
  • Em um Pronto-Socorro, essa falta de transparência pode mascarar deficiência de pessoal, sobrecarga de plantões e falhas na organização do atendimento, ampliando riscos de negligência, omissão de socorro e erros médicos.

Consequências legais

O descumprimento da Lei Estadual nº 16.652/2018 pode ensejar representações junto à Ouvidoria do SUS, ao Ministério Público e aos órgãos de controle, além de responsabilização administrativa dos gestores da unidade.

A lei foi criada justamente para proteger o cidadão e evitar que serviços de saúde funcionem sem fiscalização social.

Enquanto a escala médica continuar invisível para quem mais precisa do serviço, o Pronto-Socorro Adulto de Botucatu seguirá operando à margem da transparência exigida por lei.

Em um cenário de sucessivas denúncias envolvendo o atendimento de urgência no município, a pergunta que fica é simples e incômoda: o que se pretende esconder ao negar à população uma informação que a lei determina que seja pública?

A Rede Alpha de Comunicação segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde e da direção do Pronto-Socorro Adulto sobre as denúncias apresentadas, especialmente quanto à publicidade da Escala Médica, ao cumprimento das normas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e às medidas adotadas para garantir mais transparência e eficiência no atendimento à população que é atendida diariamente no Pronto Socorro Adulto de Botucatu