Saúde

NUATRA/Unesp recebe apoio de vereador de Botucatu

O Núcleo de Atenção aos Transtornos Alimentares na Infância e na Adolescência, da Unesp ( NUATRA) ganhou o apoio público do vereador de Botucatu Lelo Pagani. Pagani se comprometeu em contribuir para a excelência do acolhimento, tratamento e acompanhamento de usuários e familiares do NUATRA.

O NUATRA está inserido na Rede de Atenção Primária à Saúde de Botucatu, em conformidade com a portaria que rege as Unidades Básicas de Saúde, ao nível secundário de atenção à saúde, ligado diretamente à Secretaria Municipal da Saúde de Botucatu. O Núcleo é um ambulatório localizado no Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), que atende crianças e adolescentes portadores de transtornos alimentares, entre eles, anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão, principalmente.

Esses transtornos são doenças psiquiátricas que causam grande sofrimento tanto para o paciente quanto para os familiares e, muitas vezes, se não identificados e tratados podem levar à morte.

A equipe de profissionais do NUATRA é composta por nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, pediatras, psicopedagogos e enfermeiros a qual busca oferecer por meio de multi e interprofissionalidade, importante contribuição na assistência a pacientes portadores destes transtornos.

De acordo com a professora Luiza Dias, coordenadora do NUATRA, este apoio é de fundamental importância a este tipo de assistência, pioneira em Botucatu e região. “Vai possibilitar a formação de profissionais, alunos de graduação e pós-graduação da área de saúde mental, interessados no campo dos transtornos alimentares”, destaca.

 

Projeto da Unesp sobre doenças crônicas faz oficina de avaliação

A coordenação do ArticulaRRAS está convidando as equipes de saúde envolvidas no projeto para participarem da oficina de avaliação do curso “A gestão do território na linha de cuidado das condições crônicas”.

A atividade será realizada de 17 de outubro a 20 de novembro em oito campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e será uma importante oportunidade de dizer ao Ministério da Saúde – que é o financiador do projeto -, como as equipes de saúde entendem que deveriam ser os processos formativos. Os participantes devem comparecer a unidade mais próxima na data e horário agendados (conforme quadro abaixo).

O curso, realizado em forma híbrida, foi disponibilizado para profissionais das 525 equipes de saúde atendidas pelo projeto em 39 cidades do Estado de São Paulo. O objetivo foi oferecer formação para ampliara capacidade técnica dos profissionais que atuam na atenção primária em Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Todas as equipes estão convidadas a participar, independentemente de terem concluído ou mesmo iniciado o curso.

Os gestores de saúde desses municípios estão sendo contatados para que possam incentivar e facilitar a participação das equipes. A avaliação é considerada fundamental, já que com base nesta análise é possível verificar a eficácia das ações desenvolvidas e saber se os objetivos propostos foram alcançados, bem como nortear futuro projetos.

O projeto – O ArticulaRRAS é um projeto de ensino, pesquisa e extensão que teve seu início em 2020 e conclusão previsto para o final de 2023. Visa a transformação das práticas de gestão e promoção, prevenção e cuidado da Obesidade, Hipertensão e Diabetes Mellitus e seus fatores de risco no estado de São Paulo e conta com a parceria de várias instituições de ensino e do poder público do estado de São Paulo, entre elas a Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde. Seus propósitos estão totalmente alinhados às atuais políticas das DCNTs do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde, com o objetivo de facilitar o trabalho de gestores e técnicos municipais.

Mais informações– O programa conta com um site de referência (www.articularras.com.br). No endereço eletrônico é possível encontrar, entre outros dados, as lives realizadas durante o projeto, curtas-metragens voltados à temática das DCNTs, documentos, produções científicas (e-books, livros e artigos científicos), Objetos Virtuais de Aprendizagem (OVAS) e didáticos, além das notícias atualizadas das atividades em andamento.

Qualquer dúvida, entre em contato pelo WhatsApp 14997519641 ou pelo e-mail articularras@gmail.com

Projeto da Unesp oferece curso gratuito para gestores e profissionais de saúde sobre gestão do município em doenças crônicas

Gestores municipais de saúde e profissionais que atuam na atenção primária já podem participar do curso “A gestão do município na linha de cuidado das DCNT”.  Os interessados terão acesso a uma breve contextualização das ferramentas indispensáveis para a atuação dos gestores em sintonia com as tendências atuais.

Também vão poder se aprofundar sobre modelo de atenção, redes, linhas de cuidado, planejamento e avaliação, tomada de decisão, indicadores, sistemas de informações e planos de promoção, prevenção e cuidado das DCNTs.

O curso é coordenado pelo ArticulaRRAS da Unesp de Botucatu  com apoio de diversas organizações. Financiado pelo Conselho nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e Ministério da Saúde, o projeto ArticulaRRAS tem como objetivo apoiar gestores e equipes de saúde dos municípios do estado de São Paulo (SP) na promoção da saúde, prevenção e cuidado da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM), Obesidade e fatores de risco associados.

O relevante conhecimento adquirido em quase três anos de estudos do projeto ArticulaRRAS sobre a importância e as estratégias de atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), está sendo disponibilizado de forma sistematizada e com fácil acesso.

Para se inscrever não é necessário ter participado de outras ações do projeto ou mesmo do curso de formação que foi direcionado aos profissionais das equipes de saúde. Estão convidados secretários, diretores, gestores de unidades de saúde, técnicos e outros profissionais ligados a gestão de saúde.

Os módulos são independentes e cada participante pode optar por fazer quantos quiser ou mesmo o curso completo com 40 horas de duração. Será fornecido certificado correspondente ao número de horas cursado. Cada módulo equivale a seis horas. São disponibilizados videoaulas, material de apoio e um questionário que deverá ser respondido ao final de cada módulo.

O curso tem como parceiros o Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade de Marília (Unimar). Os executores são o ArticulaRRAS; o Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação para Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional da UNESP (INTERSSAN) e; a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os interessados devem entrar no site www.articularras.com.br e preencher um formulário. Mais informações pelo número 14 99751-9641 ou e-mail articularras@gmail.com.

Módulos do Curso
1.
Modelo de Atenção às condições crônicas
2. Redes de Atenção à Saúde
3. Linhas de Cuidado
4. Planejamento e Avaliação
5. Tomada de decisão e indicadores de saúde
6. Sistemas de Informação em Saúde
7. Planos de Promoção, prevenção e cuidado das DCNT

http://jornalviamao.com.br/site/?p=12169

https://www.ovictoriano.com.br/page/noticia/gestores-e-profissionais-de-saude-podem-participar-de-curso-sobre-doencas-cronicas

https://www.tribunadebotucatu.com.br/noticias/esporte-saude/6846/gestores-e-profissionais-de-saude-podem-participar-de-curso-gratuito-sobre-doencas-cronicas-

Acidente de trânsito na última semana demonstra fragilidade no sistema de remoção de pacientes por ambulâncias

A cidade de Botucatu, tem enfrentado recentemente problemas relacionados ao uso de ambulâncias por profissionais da saúde, bem como a escassez de veículos para o transporte de pacientes. Essas questões têm levantado preocupações entre a população e exigem uma reflexão sobre a ética profissional e a necessidade de investimentos adequados na área da saúde.

Não são poucas as reclamações que chegam à REDE ALPHA referente a falta de ambulâncias para deslocamento de pacientes nos postos de saúde e nos pronto atendimentos.

Na semana passada, quando houve um acidente na Rua João Passos esquina com a Rua Monsenhor Ferrari, onde houve a necessidade da remoção de uma idosa de 70 anos, percebemos a fragilidade deste tipo de serviço de saúde, onde nem o SAMU e nem a Central de Ambulâncias fez o devido atendimento com rapidez. O Corpo de Bombeiros teve que deslocar um caminhão usado principalmente para o combate à incêndio para levar até o local um grupo de profissionais para imobilizar a idosa, atendimento este que se prolongou por quase uma hora até a chegada de uma ambulância para a devida remoção.

Como não se bastasse esta verdadeira novela até a chegada para a remoção da paciente, nossa reportagem flagrou uma ambulância do Governo do Estado estacionada na Praça do Bosque bem ao lado da “Fonte Luminosa”, trancada e sem o devido motorista no local, a menos de 50 metros do acidente onde se necessitava de um pronto atendimento por este equipamento de saúde.

Percorremos as clínicas, estabelecimentos públicos em busca do tal motorista e não o localizamos. Sabemos que as ambulâncias só podem ficar em locais especificamente à serviço da população, pois além de seu trânsito livre para percorrer qualquer vias da cidade, a mesma é restringida de ficar em locais cuja função não é de atender a população.

Fizemos contato com o Corpo de Bombeiros, SAMU e Central de Ambulâncias da cidade e não souberam dizer ao certo quais ocorrências ou deslocamentos estariam sendo feitos na ocasião do horário da sexta-feira passada. A única corporação que fez o atendimento emergencial com rapidez foi o Corpo de Bombeiros que apesar de tudo, encaminhou seus profissionais para o rápido atendimento.

A assessoria de comunicação do SAMU não soube ao certo precisar sobre a falta da ambulância no horário em questão e o responsável pela Central de Ambulância não é encontrato no local na Rua Major Matheus.

Informações extra oficiais dão conta que hoje o município possui em torno de 12 ambulâncias, responsáveis pelos atendimento de deslocamento de pacientes nos postos de saúde, hemocentro, pronto atendimentos e também utilizadas nos distritos de Vitoriana, Rubião Junior e César Neto.

Essa situação precária compromete a qualidade do sistema de saúde local e coloca em risco a vida dos pacientes. A demora no transporte de emergência pode ter consequências graves, especialmente em casos de acidentes, doenças cardíacas ou outras condições médicas urgentes. É indispensável que a administração pública de Botucatu tome medidas imediatas para solucionar esse problema.

Além disso, é fundamental que a gestão pública atue com rigor na fiscalização do uso indevido de ambulâncias. É necessário estabelecer políticas claras e punições adequadas para os profissionais de saúde que desrespeitarem a ética e utilizarem os veículos de forma indevida. Além disso, a implantação de um sistema de controle mais eficiente, com registros detalhados de todas as ocorrências envolvendo as ambulâncias, pode ajudar a coibir essas práticas e garantir que os veículos estejam sempre disponíveis para atender à população.

Na sessão da Câmara desta segunda dia 09/10 inclusive, foi feito um requerimento ao supertintendente do Hospital das Clínicas, solicitando um local adequado a estes motoristas como banheiro, local de descanso, com foco na humanização do atendimento

Fizemos contato também com a Secretaria de Saúde do Estado para saber por quais circunstâncias a ambulância estava estacionada sem a devida utilização enquanto a menos de 50 metros uma idosa de 70 anos necessitava do devido transporte. Até o fechamento desta matéria, não obtivemos retorno da Secretaria.

A REDE ALPHA acompanha o caso

Fernando Bruder

Hemocentro do HCFMB informa expediente no feriado de 12 de outubro

Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) comunica o funcionamento das atividades de coleta e doação de sangue durante o feriado nacional de 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

O atendimento estará suspenso na quinta-feira, 12. Após o feriado, na sexta-feira, 13, as doações poderão ser realizadas das 7h às 13h e no sábado, 14, o Hemocentro funcionará das 7h às 12h.

A partir de segunda-feira, 16 de outubro, o horário de atendimento seguirá normalmente: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 7h às 12h.

Coleta externa

Nesta quarta-feira, 11, das 8h às 12h, haverá uma ação de coleta externa de sangue no Pronto-Socorro de Areiópolis. A doação será feita por ordem de chegada.

O Hemocentro precisa de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente dos tipos A e O (positivos e negativos). Saiba mais informações pelos telefones (14) 3811-6041 (ramal 240) e pelo WhatsApp (14) 99624-7055 / (14) 99631-5650.

JORNAL HCFMB

Deficiências no serviço de Ambulâncias em Botucatu exigem atenção urgente

Na última sexta-feira, dia 06/10, noticiamos mais um caso de atropelamento nas ruas de Botucatu. Além dos dos danos sofridos pelos envolvidos, outra situação que nos alertou, foi que a idosa permaneceu imobilizada em maca rígida, na calçada da via, após atendimento dos bombeiros e da polícia, por cerca de 1 (uma) hora até a chegada de uma ambulância para fazer sua remoção ao hospital. Além disso, foi possível observar que para o local só foi deslocado o caminhão de Incêndios dos Bombeiros, que não podia transportar a paciente. De acordo com as testemunhas do acidente, tanto o SAMU quanto a Central de Ambulâncias foram as primeiras a serem acionadas, mas não puderem comparecer prontamente ao chamado, pois informaram que não tinham veículos disponíveis para o transporte da vítima, no momento do acidente.

E isso demostrou a fragilidade e a ineficiência de um serviço crucial para a população. O sistema de ambulâncias é um serviço que exige rapidez, pois a demora de transporte para um hospital, pode comprometer ainda mais o estado de saúde do paciente e colocar a sua vida em mais riscos. E isso é gravíssimo e inaceitável.

Nossa equipe de jornalismo procurou durante todo o dia, após o acidente, os departamentos públicos responsáveis pelo serviço de resgate e remoção de pacientes do município para tentar compreender por que o serviço de ambulâncias em Botucatu não é suficiente, afim de explicarmos à população sobre o que fazer em situações como essa de atraso das ambulância, durante um socorro.

Procuramos, primeiramente, a Secretaria de Saúde para receber informações sobre a Central de Ambulâncias e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU. Fomos atendidos pela Secretária Adjunta de Saúde, Valéria Lopes Manduca Ferreira, que informou desconhecer a problemática, mas nos daria um retorno até o final da tarde de ontem. Até o momento não tivemos retorno da Secretaria de Saúde. Em seguida, procuramos o Corpo de Bombeiros através do Tenente Lyrio, que nos assegurou que fará um levantamento sobre o caso. Mas também, até o momento, não recebemos as informações necessárias.

Curiosamente, nossa equipe recebeu uma mensagem de whatsapp de Clarissa Athaíde de Medeiros, que se apresentou como Assessora de Comunicação do SAMU. Enviamos os questionamentos a ela, e mais uma vez, não recebemos o retorno devido.

Nossa equipe continua aguardando as informações sobre essa situação alarmante em relação aos serviços de transporte de pacientes prestados pelo SAMU, a Central de Ambulâncias e o Resgate do Corpo de Bombeiros da cidade de Botucatu, pois a população precisa e muito desses esclarecimentos. Situações como essa que ocorreram ontem na Rua João Passos, e até outras, com maior gravidade, podem acontecer, a qualquer momento, em nossa cidade e qualquer um de nós pode necessitar desse serviço. Por isso, as pessoas precisam estar bem orientadas sobre o que fazer em situações de atraso na remoção de doentes e feridos, que em nossa cidade, a cada dia mais sofrem com o aumento expressivo dos acidentes de trânsito.

A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO

O serviço de ambulâncias em Botucatu enfrenta desafios significativos, levando a uma crescente preocupação entre os moradores e profissionais da saúde. Diversos fatores contribuem para a insuficiência desse serviço essencial, resultando em consequências potencialmente graves para a população.

Uma das principais razões para a inadequação do serviço de ambulâncias reside na falta de recursos e investimentos direcionados para o setor. Equipamentos essenciais muitas vezes se encontram em estado precário, prejudicando a eficácia dos atendimentos de emergência. Além disso, a insuficiência de veículos disponíveis agrava a situação, levando a atrasos cruciais no atendimento a pacientes em situações críticas.

A geografia do município também representa um desafio considerável, principalmente em eventos culturais e esportivos, destacando os esportes de aventura. Bem como, nos pontos turísticos, como na Cuesta. Isso porque nessa região da cidade possuem áreas de difícil acesso, o que torna imperativa a disponibilidade de uma frota de ambulâncias robusta com equipe treinada e suficientemente bem distribuída para situações de resgate de vítimas.

Mas, infelizmente, a atual limitação nesse aspecto tem resultado em tempos de resposta superiores aos recomendados em diversas situações, comprometendo o cuidado urgente e necessário.

Outra questão crucial é a sobrecarga do sistema de saúde local. A demanda por serviços de urgência e emergência tem aumentado progressivamente, sobrecarregando as unidades de atendimento de urgência e emergência que são os Pronto Socorros Adulto, Infantil e o Referenciado da Unesp.

Isso se reflete diretamente na capacidade do serviço de ambulâncias de atender prontamente a todas as solicitações, colocando em risco a vida daqueles que dependem de uma resposta rápida em momentos críticos.

A falta de treinamento adequado para equipes de atendimento também é uma preocupação. Profissionais bem treinados são a espinha dorsal de qualquer serviço de urgência e emergência eficaz. A capacitação contínua e o aprimoramento das habilidades são essenciais para garantir a segurança e eficácia dos atendimentos.

Em face desses desafios, é imperativo que sejam implementadas medidas imediatas para fortalecer o serviço de ambulâncias em Botucatu. Um investimento significativo em recursos, infraestrutura e treinamento é essencial para atender às crescentes necessidades da população e garantir um atendimento de emergência de qualidade.

As autoridades municipais e estaduais, em conjunto com profissionais de saúde e especialistas do setor, devem trabalhar em conjunto para superar essas deficiências e assegurar que cada cidadão botucatuense e os turistas, que aqui visitam, tenham acesso a um serviço de ambulâncias confiável e eficiente, proporcionando o cuidado que todos merecem em momentos de crise.

Nossa equipe de jornalismo continua aguardando as informações dessas entidades públicas municipais, aqui citadas, para que possamos esclarecer essa situação e informar a população sobre as soluções para mais esta demanda.

Médico que sobreviveu ao ataque no quiosque na Barra da Tijuca grava vídeo no hospital

Daniel é o único médico do grupo de ortopedistas que sobreviveu ao ataque nesta quinta-feira na Barra da Tijuca. Ele passou por uma cirurgia que durou quase 10 horas no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Ele teria levado 14 tiros, sendo dois de raspão, que provocaram 24 perfurações em seu corpo. Sonnewend teve lesões no tórax, no intestino, na pélvis, na mão, nas pernas e no pé. Dois projéteis ficaram alojados em seu corpo e um foi retirado pelos médicos, que vão encaminhar o material para a Polícia Civil, que fará uma análise. Ele continua com uma bala alojada na escápula, próximo ao ombro.

Qual o estado de saúde de médico?

O médico está estável, foi transferido para um hospital particular lúcido e respirando sem ajuda de aparelhos. Após ser baleado, ele foi socorrido ao Hospital municipal Lourenço Jorge, que fica a 10 km de onde foi atingido, e foi para a sala de cirurgia 14 minutos após dar entrada na unidade. O tempo de atendimento foi crucial para ele sobreviver ao ataque. A cirurgia teve a participação de 18 profissionais: quatro ortopedistas, quatro anestesistas, quatro cirurgiões gerais, um cirurgião vascular, dois enfermeiros e três técnicos de enfermagem.

Médico que sobreviveu ao ataque no quiosque na Barra da Tijuca, Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos mandou um recado do hospital onde está internado, conforme revelou a jornalista Lu Lacerda, em sua página @lulacerdaoficial, no Instagram. O ortopedista, que passou por uma cirurgia de cerca de 10 horas e se recupera bem, gravou um vídeo no qual diz: “Pessoal, eu tô bem, viu? Tá tudo tranquilo graças a Deus. Só algumas fraturas, mas vai dar certo. A gente vai sair dessa juntos. Valeu pela preocupação. Obrigado!”.

Fonte: EXTRA

“Sangue dourado”: homem com tipo sanguíneo raro salva vida de 2,4 milhões de bebês; entenda

O australiano James Harrison ajudou a salvar a vida de 2,4 milhões de bebês por conta de seu raro sangue, apelidado de “sangue dourado”. O homem doou seu plasma por 60 anos até se aposentar em 2018. Ao contrário da maioria dos doadores, Harrison tem um anticorpo usado para fazer uma vacina que salva vidas, chamada Anti-D. A substância é administrada em mães cujo sangue pode “atacar” os fetos, chamada de doença de Rhesus, ou eritroblastose fetal.

A vacina previne a DHPN (Doença Hemolítica Perinatal), que pode causar anemia, aumento do fígado e do baço, danos cerebrais, insuficiência cardíaca e até morte em recém-nascidos. Até o momento, menos de 50 pessoas no mundo foram identificadas com esse tipo sanguíneo.

Existem quatro principais grupos sanguíneos: A, B, AB e O. Esse agrupamento é determinado pela presença de antígenos A e B que desencadearão uma resposta imune se o glóbulo vermelho for introduzido em alguém não compatível (como no caso de uma transfusão de sangue). O tipo sanguíneo A tem antígenos A, o tipo sanguíneo B tem antígenos B, o tipo sanguíneo AB tem ambos os antígenos e o tipo sanguíneo O não tem nenhum.

Além dos antígenos A e B, existem outras proteínas encontradas nas hemácias (células do sangue) chamadas de fator Rh, cuja presença ou ausência determina se um tipo sanguíneo é positivo (+) ou negativo (-). Embora existam na verdade 61 antígenos de grupos sanguíneos (antígenos Rh), a divisão negativa/positiva refere-se à ausência ou presença de um em específico — o antígeno Rh(D).

O sangue tipo O negativo não possui nenhum dos antígenos mencionados aqui, portanto, não desencadeará uma resposta imune em quem for administrado e é considerado um tipo de sangue universal. Em contrapartida, pessoas com o tipo sanguíneo O negativo só pode receber sangue de outro doador O negativo.

Fica muito mais complicado do que isso com centenas de antígenos desempenhando um papel, mas isso é o que você precisa saber para entender por que o sangue dourado é tão incomum.

O “sangue dourado” é tão incomum porque ele não possui nenhum dos 61 antígenos Rh — pessoas com fator Rh  Pessoas com o “sangue dourado” têm mutações nos genes responsáveis por construir essas proteínas, apresentando ausência de todas elas.

O primeiro caso de sangue dourado foi identificado em 1961 em uma mulher indígena australiana. Dezenas de casos foram detectados desde então, e os cientistas estimam que isso ocorra em cerca de 1 em 6 milhões de pessoas no mundo. Ninguém sabe ao certo, mas houve apenas 43 casos confirmados.

O sangue Rh nulo é considerado sangue “universal” para qualquer pessoa com tipos sanguíneos raros dentro do sistema Rh, uma vez que não possui nenhum dos antígenos que poderiam desencadear o alarme para o sistema imunológico. Isso significa que o Rh nulo tem um enorme potencial para transfusões de sangue.

No entanto, ter sangue Rh nulo pode causar alguns problemas reais. Se um portador de Rh nulo precisar de uma transfusão de sangue, pode ser extremamente difícil de localizar um doador compatível. Qualquer outro sangue é incompatível porque apresentará um monte de antígenos Rh os quais o dono do sangue dourado não tem.

Também está ligado a algumas complicações de saúde. Os glóbulos vermelhos que não possuem proteínas Rh apresentam anormalidades estruturais que podem fazer com que se rompam ou “vazem” facilmente.

James Harrison descobriu que tinha esse tipo de sangue raro aos 14 anos depois de passar por uma cirurgia delicada que o fez depender de transfusões de sangue para sobreviver.

Então, ele passou a doar o plasma sanguíneo para ajudar o maior número de pessoas possível. Os médicos não sabem exatamente por que James tem esse tipo sanguíneo raro, mas acham que pode ser devido às transfusões que recebeu após a cirurgia.

Ele se “aposentou” das doações em 2018. “É um dia triste para mim”, disse ao jornal australiano The Sydney Morning Herald ao doar sangue pela última vez.

Foto: Reprodução Rede Social