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Há poder no pouco

Nunca podemos subestimar o poder do ”pouco” nas nossas vidas, em todas as áreas e contextos.

”Qual a mosca morta faz o unguento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (Eclesiastes 10:1).

Imagine um perfumador desenvolvendo um perfume a partir de flores, cuidadosamente selecionadas, com todos os cuidados e experiências necessárias para realizar aquela atividade e garantir que no final, tudo saia conforme o planejado; e após longos dias de preparação, uma ”mosca” caia em seu perfume, inutilizando o mesmo por problemas de qualidade.

Talvez você já tenha vivenciado algo parecido na culinária, ao preparar um delicioso jantar e ao colocá-lo na mesa, se deparar com uma ”mosca” sentando na comida recém feita, trazendo a sensação de que todo o seu trabalho foi em vão, por causa de um pequeno detalhe, que ”estragou tudo” no final do processo.

Às vezes, temos o poder de nos prevenir para evitar que isso aconteça, ”fechando as janelas e portas da casa” no momento de servir a alimentação para que ”não tenhamos nenhuma mosca” entrando pela janela, baseados em experiências e percepções vivenciadas anteriormente, ou ”controlar nossas ações e reações”, condicionando nossa mente para olhar da melhor forma para as situações que venham nas nossas vidas, dando os ”significados” mais leves e favoráveis possíveis, diante de cada situação, e neste caso, como contornar a situação em relação a ”mosca”, sem deixar que seu alimento perca a qualidade e você perca todo o seu trabalho na cozinha.

Aí é que entra o poder do ”pouco”. Para sabermos como ”nos prevenir” ou ”como nos comportar”, é preciso levar em conta o ”poder do pouco”.

Muitas vezes, entramos em um dilema quando se refere ao limite da nossa ”tolerância e aceitação” diante das pessoas, grupos, situações e contextos em que estamos inseridos.

Como vemos no texto, que um pouco de estultícia, ou seja, ”tolice, estupidez” é vergonhoso para a honra e para a sabedoria; é preciso levar em consideração que ”um pouco” pode estragar todo um sistema e todo o equilíbrio da nossa saúde mental, emocional e social ao mesmo tempo.

Para que sempre estejamos ”bem” para lidar com toda e qualquer situação, é preciso cuidarmos no nosso equilíbrio pessoal constantemente. E para isso, é preciso entendermos com muita clareza, quais são os nossos ”valores e crenças” que não abrimos mão de forma alguma, para que possamos saber ”quais coisas precisam estar nas nossas vidas” e ”quais coisas, nos farão muito mal à longo prazo, se permanecerem nas nossas vidas”.

Nem sempre podemos controlar o ambiente externo a nossa volta, mas podemos evitar estar em ambientes que nos prejudiquem, quando já sabemos que nos farão mal. E para isso, é preciso sempre colocar em uma balança, nos questionando sempre que necessário:

  • – ”Esse relacionamento me fará bem a longo prazo?”
  • – ”A forma com que eu vejo essa situação, me faz bem?
  • – ”É preciso mudar a forma de ver ou sair de perto dessa situação?”
  • – ”Esse grupo realmente me representa em relação a sua filosofia de vida e crenças?”
  • – ”Eu tenho o respeito dessas pessoas ou estou cercado de inimigos?”

Quando fechamos nossos olhos para isso, corremos o risco de deixarmos o ”pouco” invadir nossas vidas, nos levando a um desequilíbrio muitas vezes prejudicial a longo prazo.

Podemos até pensar ”Ah, a convivência com tais pessoas não me afetam, eu não ligo, abstraio”, mas, não é isso que os estudos científicos revelam, e como a Bíblia é nosso ”manual de instruções”, podemos ver que ”As más companhias corrompem os bons costumes” (1 Co 15:33).

Então, se você convive com pessoas tóxicas, ou está inserido em grupos que não possuem os mesmos princípios e valores que você; saiba que você está dando poder ao ”pouco” para que sua vida seja prejudicada muito em breve, aos poucos, mesmo que aparentemente sutil.

E para sabermos o que são ”más companhias”, é preciso aprofundarmos um pouco mais sobre a abrangência de seu significado.

A primeiro momento, pessoas más parecem ser aquelas que ”fazem mal para as pessoas”, ou seja, pessoas boas ”não fazem mal pra ninguém” e ainda ouvimos a frase: ”não estou roubando ou matando, então está tudo bem”.

Mas, é preciso observar com uma cautela maior sobre ”o que é a maldade” ou ”agir errado”, para que possamos, além de distinguir o bem, também distinguir o mal.

O mal também pode vir disfarçado de ”bem”, e por isso, é preciso refletirmos sobre os ”benefícios e malefícios” que as pessoas, grupos, associações ou empresas trazem para cada um de nós, para sabermos se isso realmente faz bem ou não.

Algo errado, é algo incerto, enganoso, inadequado ou não assertivo de forma geral. Mas, para saber o que é certo ou errado, é preciso avaliar todo o contexto de forma geral, levando em conta os benefícios imediatos, e os prejuízos a longo prazo.

Pense nos últimos meses, as principais mudanças que você teve em sua vida; as perdas e ganhos, o que você fez de diferente e os resultados que tudo isso trouxe para você; as pessoas que você acolheu para novas amizades e as que você precisou deixar pelo caminho; o grau de amizade e intenções que as pessoas que estão ao seu redor têm com você, se são verdadeiras ou apenas buscam benefícios de estarem ao seu lado; e o quanto você é influenciado pelo meio a sua volta.

Cada um de nós tem um conjunto de qualidades e dificuldades diferentes, e na soma do ”pacotinho completo”, funcionamos para produzirmos frutos e servirmos à Deus e consequentemente, pessoas durante nossa vida. Quando estamos ”em desequilíbrio”, nosso ”sistema” funciona de forma comprometida, por isso, muitas vezes é preciso darmos uma pausa e revermos nossas ações, permissões e o quanto precisamos limpar a casa do ”pouco” de tantas coisas que deixamos que entrassem nas nossas vidas no meio do caminho.

E mais do que isso, buscar em Deus, o que ”Ele quer nos ensinar” com o pouco de tantas coisas que vivemos, pois se confiamos nossas vidas nas mãos dEle, Ele é fiel para completar a boa obra que começou em nós, então, ele usará de provas para testar seu coração e testar seu caráter, para saber se você deixará ”um pouco” de estultícia, entrar na sua vida ou se estará fortalecido em Deus. Muitas vezes, jogamos nossa confiança em pessoas, ao invés de confiarmos unicamente em Deus, e quando fazemos isso, deixamos de ouvir tão claramente a voz de Deus, para nos guiarmos por pessoas, e ”um pouco” de desequilíbrio, pode prejudicar todo um sistema.

Se você sente que sua vida está ”um pouco” desequilibrada, lembre-se, você pode buscar a Deus nesse exato momento, pedindo que Ele coloque sua vida em ordem, coloque tudo no lugar e Ele está pronto para atender a oração de todas as pessoas que o buscam de verdade, acreditando que Ele fará por você mais do que você possa imaginar.

”Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Salmos 37:5).

”Os que confiam no Senhor são como os montes de sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre” (Salmos 125:1).

Confiar não é apenas dizer da ”boca pra fora”, mas é ter um relacionamento e intimidade com Deus, a ponto de falar com ele diretamente, sabendo que Ele fará o melhor por você. Muitas pessoas falam que acreditam em Deus, mas poucas experimentam o descansar nele, o confiar nele, porque aceitar isso, é aceitar um processo doloroso de fé, mas que trará uma consolidação imensa na sua vida, sabendo que se ”nossa confiança está em Deus”, não nos abalaremos com as situações externas das nossas vidas, sejam elas quais forem.

Confiar em Deus não é deixar de fazer sua parte, pelo contrário, é fazer tudo o que Deus confiar nas suas mãos, mas ter a certeza de que tudo o que você fizer, é para o Senhor e não para as pessoas. Logo, Deus mostrará a você o que você deverá ”tolerar” ou não, e o que você deverá cortar do ”pouco” que você ainda deixa entrar em sua vida, que o enfraquece.

Talvez você esteja se perguntando ”o que eu devo ou não fazer?”, então, saiba que Deus já revelou em sua palavra, na Bíblia, o que Ele quer que você faça. ”Eu sou o Senhor teu Deus que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deve andar” (Isaías 48:17).

Mais do que ”produzir muito”, é preciso refletir sobre o que estamos produzindo. Nossa vida é curta demais para ”errarmos” no meio do caminho com ”um pouco de estultícia”, então, é preciso saber muito bem ”o que escolher” na imensidão de informações e conquistas dadas diante de nós como oportunidades de realizações ou pertencimentos. Somente Deus pode revelar a você os planos que Ele tem para a sua vida, que são pensamentos de paz e não de mal. (Jr 29:11).

Que Deus abençoe muito a você e a sua família, e que você tenha discernimento para viver da melhor maneira possível, desfrutando da graça e da paz de Jesus Cristo.

Forte abraço,

Sandra RZ Bertotti

 

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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