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Nada de extraordinário

Um dia desses, assistindo a fim filme, desses de alto-astral, uma das personagens diz à outra: ‘Nada de extraordinário acontece, se você resiste’. O alerta foi dado a uma personagem que resistia a aceitar que amava a outra pessoa e que, por isso, era justo que ela se entregasse a esse sentimento, que, com certeza, a faria feliz.

Fiquei pensando sobre essa frase. Como é que a gente poderia aplicá-la na vida real? Ou isso é apenas fantasia? Na verdade, não é. Muitas vezes, por medo ou por insegurança, a gente resiste a certos sinais que nos apresentam. Muitas vezes, por medo ou insegurança, perdemos certas oportunidades, que nos levariam à realização de determinados sonhos e que concretizariam a nossa felicidade.

O caro leitor já deve ter presenciado ou vivenciado várias situações como essa. Uma pessoa resiste a uma proposta de emprego excelente, só porque teria que deixar o conforto de sua cidade e a tranquilidade do emprego antigo, ao qual está acostumado, embora não lhe dê prazer algum nem lhe ofereça um salário justo. Isso acontece todos os dias. Na história e no dia a dia, isso acontece. Conta-se que o poeta Vicente de Carvalho, que vivia em Santos e amava o mar, se demitiu de um emprego público, só porque teria que se mudar para São Paulo. Teria sido feliz, com isso? Não teria sido mais feliz, se fosse para São Paulo e lá criasse uma nova vida, com novos amigos e novas oportunidades? Conheci um jogador de futebol aqui da cidade que perdeu todas as oportunidades possíveis de tornar-se famoso e bem remunerado, porque não queria ficar longe da namorada. Depois de algum tempo, desfez o namoro. Se tivesse aceitado a proposta de profissionalização, seria um homem profissionalmente realizado e – quem sabe? – o namoro poderia ter dado certo, em outras circunstâncias.

A gente não pode resistir às mudanças. Elas são importantes para o nosso desenvolvimento profissional e pessoal. O que não muda é poste, que está sempre no mesmo lugar. O que não muda é língua morta, como o latim. As línguas vivas mudam constantemente. E há pessoas que resistem a essas mudanças. Há pessoas que continuam usando convescote, porque não aceitam a palavra piquenique, só porque é de origem inglesa. Não estranharia se alguma múmia ainda empregasse ludopédio, só para não empregar a palavra futebol.

As pessoas devem estar constantemente abertas para as mudanças. Precisamos adaptar-nos a elas. Se resistirmos a essas mudanças, correremos o risco de nos transformar em peças de museu. Peças de museu não mudam. Elas são peças de museu porque não mudam. Nós somos seres vivos, que vivemos numa sociedade em transformação. Até os sentimentos mudam. Até as pessoas mudam. Até os costumes mudam. Até as opiniões mudam. E pensar que há pessoas que estufam o peito para dizerem: ‘Eu não mudo de opinião.’. Ridículo! Se aparecer uma opinião melhor, você tem que mudar. Se quiser que algo de extraordinário lhe aconteça, não resista às mudanças.

BAHIGE FADEL

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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