Artigos do Autor: Fernando Bruder

Mulher vítima de estupro em Bofete é mãe de bebê que morreu após denúncia de suposta negligência

Uma mulher de 30 anos, vítima de estupro e agressão física em Bofete (SP), carrega também uma história recente marcada por dor e denúncia contra o poder público. Ela é mãe da bebê de seis meses que morreu em dezembro de 2025, em um caso que levantou questionamentos sobre possível negligência no atendimento de saúde.

O crime de estupro foi registrado pela Polícia Civil no dia 25 de março de 2026. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que, na madrugada do dia 23, foi surpreendida dentro de sua residência após ouvir um barulho forte. Em seguida, teria sido puxada pelos cabelos para fora da casa e agredida por ao menos dois homens.

De acordo com o depoimento, durante a violência houve luta corporal, danos no interior do imóvel e, posteriormente, a vítima foi levada novamente para dentro da residência, onde teria ocorrido o abuso sexual. Ela afirmou não conseguir identificar os autores devido ao efeito de medicação e à baixa iluminação do local. Após o crime, os suspeitos fugiram.

Abalada emocionalmente, a mulher não buscou ajuda imediata. Na manhã seguinte, foi encaminhada para atendimento médico e, posteriormente, ao Hospital da Mulher, onde recebeu assistência especializada.

O caso foi registrado como estupro (artigo 213 do Código Penal) e lesão corporal (artigo 129), ambos consumados, e segue sob investigação. Até o momento, os autores não foram identificados.

Histórico recente: morte da bebê e denúncia contra o poder público

A vítima é mãe de uma bebê de seis meses que morreu em dezembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência à época, a criança foi encontrada sem sinais vitais na própria residência e levada ao serviço de saúde, onde o óbito foi confirmado.

Inicialmente, a causa provável apontada foi um quadro grave de refluxo, com possibilidade de broncoaspiração durante a noite. No entanto, dias depois, familiares retornaram à delegacia para incluir no registro uma denúncia de suposta omissão do poder público. Segundo o relato, a criança necessitava de um medicamento havia cerca de quatro meses, e dificuldades no acesso ao tratamento teriam contribuído para o agravamento do quadro.

Ainda conforme o documento, os familiares alegaram falhas no atendimento em diferentes setores, incluindo as áreas de saúde e assistência social, além de apontarem demora no recolhimento do corpo da bebê após a constatação do óbito.

O caso envolvendo a morte da criança também foi registrado e segue como objeto de apuração.

Investigação

A Polícia Civil investiga o caso mais recente de violência, enquanto o histórico envolvendo a morte da bebê levanta questionamentos mais amplos sobre assistência pública e vulnerabilidade social.

Entenda o que é vicaricídio; projeto de lei endurece pena para o crime

Dentre os variados tipos de violência contra a mulher, o vicaricídio ganhou destaque recentemente após um caso ocorrido no interior de Goiás, em que um homem matou os próprios filhos com o objetivo de atingir a mulher. 

Nesta quarta-feira (25), o Senado aprovou um projeto que altera a legislação e cria penas mais pesadas para esse tipo de crime.

Em fevereiro, o secretário da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital, mas morreu horas depois.

Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes sociais, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal.

O que é vicaricídio 

O crime consiste no assassinato de filhos ou parentes como forma de punir ou atingir mulheres. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que, em muitos casos, o agressor constrói uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido.

De acordo com o texto aprovado pelo Senado, crime de vicaricídio consiste em “matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.

Com a aprovação, o crime será considerado hediondo e as penas serão de 20 a 40 anos de reclusão mais multa. O texto já havia sido aprovado pela Câmara e segue para sanção presidencial.

A proposta altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos. A pena poderá ser aumentada em um terço nas seguintes situações:

  • crime praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento
  • crime contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência
  • descumprimento de medida protetiva de urgência.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Presidente da CBF veta “Brasa” no uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

A polêmica envolvendo o novo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (26/3). Após forte repercussão negativa nas redes sociais, o presidente da CBF, Samir Xaud, confirmou que a entidade vetou a exposição ostensiva da expressão “Brasa” nas peças que serão usadas em campo pelos jogadores.

O modelo inicialmente apresentado pela Nike trazia a palavra “Brasa” de forma visível, inclusive no meião e em outros elementos do uniforme de jogo. O presidente da CBF, no entanto, confirmou que irá pedir a substituição do termo por “Brasil”.

Itatinga: TOR intercepta carga ilegal com medicamentos e eletrônicos na Castello Branco e prende dupla

Uma ação do Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo resultou na prisão em flagrante de dois homens por contrabando na rodovia Rodovia Castello Branco, na altura do km 208, em Itatinga. A abordagem foi realizada por equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) durante fiscalização de rotina a um veículo com dois ocupantes.

Na vistoria, os policiais encontraram uma série de produtos de origem estrangeira sem documentação fiscal. Entre os itens apreendidos estavam 69 ampolas de medicamentos para emagrecimento, duas de anabolizantes, 18 frascos de perfumes, 10 cigarros eletrônicos, um fone AirPod e um celular modelo iPhone 17 Pro Max. Conforme apurado, a mercadoria teria sido trazida ilegalmente do Paraguai, configurando o crime de contrabando.

Os suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal em Bauru, onde permaneceram presos e à disposição da Justiça. A polícia segue investigando a procedência dos produtos e possível envolvimento dos detidos em redes de comércio ilegal.

Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo

Tribunal de Justiça do Distrito Federal anula condenação de Nikolas Ferreira por falar sobre trans no plenário

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DFT) e dos Territórios anulou a condenação que obrigava o deputado federal Nikolas Ferreira a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos em razão de discurso feito na Câmara dos Deputados. A decisão foi unânime.

O colegiado reformou a sentença de primeira instância e concluiu que a manifestação do parlamentar está protegida pela imunidade parlamentar, por ter ocorrido no exercício do mandato e dentro do plenário da Casa Legislativa.

A ação havia sido proposta pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, que apontaram suposta prática de transfobia, discurso de ódio e incitação à violência contra a população LGBTI+.

Ao analisar o caso, os desembargadores entenderam que, independentemente do conteúdo das declarações, a Constituição assegura proteção ampla às manifestações de parlamentares no exercício de suas funções, o que impede a responsabilização civil nesses casos.

O episódio ocorreu em 2023, durante sessão no plenário da Câmara, no Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, o deputado utilizou uma peruca loira, se apresentou como “deputada Nikole” e fez críticas a pautas relacionadas à identidade de gênero.

A manifestação gerou reação de entidades e parlamentares, resultando na ação judicial que, agora, foi revertida em segunda instância.

Após a decisão, o deputado se manifestou nas redes sociais comemorando o resultado.

Polícia Civil identifica homem que atropelou e arrastou cão Branquinho em Itatinga

A Polícia Civil de Itatinga finalizou, na quarta-feira (25), o inquérito que apurava a morte do cão comunitário Branquinho, um dos casos de crueldade animal que mais geraram revolta na cidade. O animal foi atropelado e arrastado por quarteirões por um motorista que fugiu sem prestar socorro.

O crime ocorreu na madrugada do dia 14 de março, na Rua Luiz Fornazari, em frente a uma adega movimentada da cidade. De acordo com testemunhas, o condutor de um Toyota Corolla prata atropelou o cão e, mesmo sendo alertado aos gritos por pessoas que estavam no local, ignorou os avisos, acelerou o veículo e arrastou Branquinho por cerca de cinco quadras. O animal foi deixado agonizando no asfalto até a morte, sem qualquer chance de socorro.

A brutalidade do caso chocou os moradores e gerou forte mobilização nas redes sociais. Esse apoio popular foi fundamental para o trabalho dos investigadores civis Glauco Valério e Luciano Piazza.

Durante o andamento do inquérito, a situação ganhou um novo e grave contorno. O suspeito passou a ameaçar uma testemunha-chave na tentativa de abafar o caso. A Polícia Civil agiu rapidamente, prestando apoio imediato à vítima e registrando um novo boletim de ocorrência por ameaça.

Com base nas provas reunidas — que incluem imagens e diversos depoimentos —, o investigado foi intimado a comparecer à Delegacia de Polícia de Itatinga. Mesmo ao ser confrontado com evidências contundentes de sua autoria, ele negou ter cometido o crime.

A corporação enalteceu a ajuda da comunidade para dar voz à justiça por um animal dócil e indefeso, emitindo um forte recado sobre o desfecho do inquérito. “O cão foi deixado para trás, gravemente ferido, agonizando no asfalto frio, sem qualquer chance de socorro. O motorista fugiu sem olhar para trás, como se a vida ali interrompida não tivesse valor. (…) O caso deixa um alerta e uma ferida aberta: a violência contra quem não pode se defender não pode ser ignorada — e não ficará impune.”

Com a conclusão do inquérito, o suspeito deverá responder por crime de maus-tratos contra animais, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além do crime de ameaça contra a testemunha. O caso agora aguarda o envio ao Poder Judiciário.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Botucatu: Enteado é preso por espancar padrasto durante roubo e fugir com comparsa

Investigações da Polícia Civil, conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais, confirmaram a participação de um homem de 38 anos em um roubo violento que teve como vítima o próprio padrasto, de 70 anos, em Botucatu. O crime ocorreu no dia 5 de março, no bairro Jardim Brasil. Durante a ação, o idoso foi agredido e encontrado pela esposa com diversos ferimentos pelo corpo, sendo socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital das Clínicas de Botucatu, onde permaneceu internado.

Do imóvel foram levados um televisor de 32 polegadas, documentos, cartões bancários, celular e um veículo Fiat Uno. Ainda no mesmo dia, uma operação conjunta entre Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal resultou na prisão do enteado e de um comparsa, de 44 anos, que estava foragido da Justiça, na capital paulista. Com eles, foram recuperados o carro e o celular da vítima. A dupla confessou o crime e afirmou que pretendia seguir até o litoral. Uma mulher que estava com os suspeitos também é investigada.

Segundo a DIG, o trabalho investigativo incluiu a formalização do flagrante e o reforço das provas, com coleta e análise de imagens, além de reconhecimentos pessoal e de objetos, consolidando a elucidação do caso.