Artigos do Autor: Fernando Bruder

Acidente em terminal de balsas em Bangladesh provoca a morte de dezenas de passageiros após ônibus cair no rio

Um grave acidente no terminal de balsas de Daulatdia, em Bangladesh, foi registrado nesta quinta-feira (25). Ao menos 24 pessoas morreram após um ônibus cair no rio Padma. O veículo transportava cerca de 40 pessoas no momento da ocorrência.

De acordo com o portal g1, o resgate das vítimas foi realizado de forma gradual. Em um primeiro momento, dois corpos foram localizados por equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Com o avanço das operações e a retirada do ônibus do fundo do rio, novas vítimas foram encontradas dentro do veículo, fazendo o número de mortos subir. Até a última atualização, pelo menos 22 corpos haviam sido retirados da água.

Entre os mortos estão seis homens, 11 mulheres e cinco crianças, conforme informaram autoridades locais. Ainda há preocupação com a possibilidade de mais vítimas, já que nem todos os passageiros foram localizados.

Apesar da gravidade do acidente, parte dos ocupantes conseguiu sobreviver. Segundo a polícia de Bangladesh, ao menos 11 pessoas conseguiram nadar até a margem.

As buscas continuaram durante a noite, mesmo diante de condições consideradas difíceis pelas equipes envolvidas. Um sobrevivente afirmou que aproximadamente 40 pessoas estavam no ônibus no momento da queda.

De acordo com informações preliminares, o veículo chegou ao terminal por volta das 17h e aguardava para embarcar na balsa. Cerca de 15 minutos depois, uma embarcação de pequeno porte atingiu o píer com força. Com o impacto, o motorista perdeu o controle da direção e o ônibus acabou caindo no rio.

Foto: ABU SUFIAN JEWEL / AFP

Bebê é internada em Botucatu com suspeita de picada de cobra após atendimento inicial em Anhembi

Uma criança de 1 ano e 6 meses foi internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu após ser atendida inicialmente em uma unidade de saúde de Anhembi, na noite de terça-feira (24), com suspeita de acidente com cobra. De acordo com relato da mãe ao portal g1, a menina passou a apresentar choro intenso e comportamento incomum, o que motivou a busca por atendimento médico. Apesar de não haver marcas aparentes de picada no início, a hipótese foi levantada durante a avaliação clínica. A mãe também registrou um vídeo de uma cobra preta no quintal da residência, o que aumentou a suspeita.

Segundo a mãe, ainda em entrevista ao g1, a equipe informou que seria necessário aguardar vaga via CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) para transferência. Diante da espera, ela decidiu levar a filha por meios próprios até Botucatu. Em nota, a Prefeitura de Anhembi afirmou que a vaga foi disponibilizada cerca de uma hora após a chegada da criança e que, no momento do atendimento, a bebê apresentava vômito e febre, mas já mostrava melhora, sem sinais típicos de envenenamento ou marcas de picada. A administração também informou que a mãe deixou a unidade antes da conclusão do processo de transferência.

Até a última atualização, a criança permanece internada em Botucatu, com estado de saúde estável. Exames seguem em andamento para identificar a possível espécie do animal e confirmar se houve inoculação de veneno, o que determinará a necessidade de aplicação de soro antiofídico.

Botucatu: roubo de veículo é esclarecido após ação conjunta e suspeitos são presos

Uma operação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais, resultou no esclarecimento de um roubo de veículo ocorrido no dia 5 de março de 2026, por volta das 11h, em Botucatu. A ação criminosa foi registrada sob o Boletim de Ocorrência DL9107/26.

Ainda no mesmo dia, uma força-tarefa envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal permitiu o acompanhamento em tempo real da fuga dos suspeitos, com repasse de informações para equipes de outras cidades. A operação culminou na prisão dos suspeitos, detidos por volta das 19h e autuados em flagrante pelo 16º Distrito Policial de São Paulo, conforme registro DM6774/26.

Após as prisões, os investigadores da DIG deram continuidade ao trabalho, reunindo provas que reforçaram a autoria do crime, como imagens do local, reconhecimentos pessoais e identificação de objetos. A investigação foi coordenada pelo investigador Eduardo I. Goy, cuja equipe foi responsável por consolidar os elementos que levaram à elucidação do caso.

Polícia Civil

Polícia Civil realiza incineração de drogas apreendidas em Botucatu

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou a Operação “Incineração” em Botucatu, com o objetivo de destruir entorpecentes apreendidos durante investigações na região. A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, sob supervisão da Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu.

Ao todo, foram incinerados cerca de 5 quilos de drogas, incluindo maconha, crack e cocaína, resultado de diversas operações realizadas pelas forças de segurança na área de atuação da seccional. Segundo a polícia, as apreensões reforçam a atuação contínua no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado na região.

A destruição dos entorpecentes foi realizada mediante autorização judicial, com acompanhamento do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária, garantindo que todo o procedimento ocorresse dentro das normas legais e de segurança.

Polícia Civil 

Botucatu realiza Dia D de vacinação contra gripe e dengue neste sábado (28)

A Prefeitura de Botucatu promove neste sábado (28) uma mobilização especial de vacinação contra a Influenza e a Dengue. A ação acontece em todas as unidades de saúde do município, das 8h às 17h. Para receber as doses, é necessário apresentar documento com foto, carteira de vacinação e estar com o cadastro atualizado na unidade de referência.

A imunização contra a Influenza será voltada exclusivamente aos grupos prioritários, que incluem idosos, gestantes, puérperas e crianças de até 6 anos. Também fazem parte do público-alvo povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, profissionais das forças de segurança, armadas e de salvamento, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, rodoviário e portuário, funcionários dos Correios, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou condições especiais.

Já a vacinação contra a dengue estará disponível para pessoas com idades entre 15 e 59 anos, ampliando o acesso para quem ainda não se imunizou. A iniciativa reforça a importância da prevenção neste período, marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios e pelo crescimento dos casos de dengue.

Foto: Divulgação/Hugo Barreto

Homem é preso após ameaçar incendiar casa com moradores em Botucatu

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Estado de São Paulo acusado de violência doméstica e ameaça no bairro Jardim Peabiru, em Botucatu. A ocorrência teve início após uma denúncia feita por uma testemunha, que relatou que o suspeito estaria ameaçando a vítima e proferindo ofensas, chegando a dizer que colocaria fogo na residência com pessoas dentro.

Ao chegarem ao endereço, os policiais conversaram com a vítima, que confirmou as ameaças. Também foi informado que o indivíduo já possui histórico de outros episódios de violência doméstica. Durante as buscas, o homem foi localizado no imóvel, abordado e submetido à revista pessoal, mas nenhum material ilícito foi encontrado. Questionado sobre os fatos, ele negou as acusações.

Mesmo diante da negativa, os agentes deram voz de prisão com base nas informações reunidas no local. O suspeito e a vítima foram levados ao Plantão Policial, onde a autoridade responsável confirmou a prisão em flagrante. O homem permaneceu detido e ficou à disposição da Justiça.

A rápida atuação da Polícia Militar foi essencial para garantir a proteção da vítima e reforça a importância das ações de combate à violência doméstica no município.

Polícia Militar do Estado de São Paulo

Um quarto das estudantes adolescentes já foi alvo de violência sexual

Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento.

O alerta faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos, que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024.

Em relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais.

O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram forçadas ou intimidadas para se submeterem a relações sexuais. Nesse caso, o aumento em relação a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais.

Apesar da proporção de meninas violentadas ser, em média, o dobro da de meninos, estudantes de ambos os gêneros relataram situações de abuso, somando mais de 2,2 milhões de vítimas de assédio e 1,1 milhão de relações forçadas.

Apesar de ações enquadradas nas duas categorias serem tipificadas como estupro pela lei brasileira, o IBGE optou por dividi-las em duas perguntas para facilitar a compreensão dos adolescentes durante as entrevistas.

“Esse tipo de violência nem sempre é identificado pela vítima, seja por falta de conhecimento em razão da idade, no caso de menores, seja por aspectos sociais e culturais. Nesse sentido, a identificação dos diversos atos que caracterizam a violência sexual, por um lado, consiste numa estratégia metodológica que facilita a identificação da violência; por outro, possibilita a caracterização da violência em escalas de gravidade”

Idade

Outro destaque da pesquisa diz respeito à idade das vítimas no momento do crime. Enquanto as situações de assédio sexual foram mais reportadas por adolescentes com 16 e 17 anos, entre aqueles forçados à relação sexual, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando sofreu a violência.

A violência foi mais frequente entre os estudantes de escola pública: 9,3% dos adolescentes dessas instituições relataram já terem sido intimidados ou forçados a uma relação sexual, contra 5,7% dos alunos da rede privada.

Já nos casos de assédio sexual, a proporção entre as duas redes é semelhante.

Quem foram os agressores

O instituto também pediu aos estudantes que apontassem o autor das violências. No caso daqueles que foram submetidos a uma relação forçada, a grande maioria foi violentada por pessoas do seu círculo íntimo:

  • 8,9% por pai, padrasto, mãe ou madrasta;
  • 26,6% por outros familiares;
  • 22,6% por namorados ou ex-namorados;
  • 16,2% por amigos.

Já nos casos de toque não consentido, beijo forçado ou exposição de partes íntimas, a categoria mais mencionada foi “outro conhecido” (24,6%), seguido por outros familiares (24,4%) e desconhecidos (24%).

Em ambos os casos, os estudantes podiam escolher mais de uma opção, e o somatório das respostas nas duas questões foi superior a 100%, o que indica que muitos estudantes sofreram esse tipo de violência mais de uma vez, ou de pessoas diferentes.

>> IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

>> Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola

Gravidez precoce

A pesquisa também identificou que cerca de 121 mil meninas de 13 a 17 anos de idade já engravidaram alguma vez, o que representou 7,3% daquelas que disseram ter iniciado a vida sexual. Desse total, 98,7% eram de escolas da rede pública.

Em cinco estados do Brasil, o índice de gravidez precoce ultrapassa 10% das estudantes: Paraíba, Ceará, Pará, Maranhão e Amazonas, onde a situação chega a 14,2% das estudantes.

Outros dados sobre a iniciação sexual dos adolescentes, de forma consentida, levantam preocupações com a prevenção dessas gestações e contra infecções sexualmente transmissíveis.

Somente 61,7% dos estudantes usaram camisinha na primeira relação sexual, proporção que cai para 57,2% no caso da relação mais recente.

Para o IBGE, isso indica que não só os adolescentes não estão se protegendo desde o começo da vida sexual, como esse uso vai caindo com o passar o tempo.

Já entre aqueles que optaram por outros métodos contraceptivos, 51,1% dos estudantes utilizam pílula anticoncepcional e 11,7% usam pílula do dia seguinte, uma opção de emergência, que só deve ser tomada em situações excepcionais.

Apesar disso, quatro em cada dez meninas já tomou esse tipo de pílula pelo menos uma vez na vida.

Início da vida sexual

Em comparação com a pesquisa anterior, os dados de 2024 também apontam para um início mais tardio da vida sexual: 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vivenciado ao menos uma relação, 5 pontos percentuais a menos do que em 2019.

A proporção cai para 20,7% entre os alunos de 13 a 15 anos, e sobe para 47,5% entre aqueles com 16 e 17 anos.

Por outro lado, considerando apenas aqueles que já iniciaram a vida sexual, 36,8% tiveram a primeira relação com 13 anos de idade ou menos.

No Brasil, a idade mínima para o consentimento legal é 14 anos, e qualquer relação com pessoa menor do que essa idade pode configurar estupro de vulnerável. Entretanto, os dados da pesquisa apontam que a idade média da iniciação sexual foi de 13,3 anos, entre os meninos, e de 14,3 anos, entre as meninas.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Especialista explica comportamento da espécie que matou idosa em Botucatu e orienta como se proteger

As abelhas que atacaram e mataram uma idosa em Botucatu (SP) são da espécie Apis mellifera, conhecida popularmente como africanizada.

Segundo um especialista ouvido pelo g1, esses insetos não atacam humanos de forma instintiva, mas podem reagir com agressividade ao se sentirem ameaçados.

O marido dela, de 70 anos, e o filho do casal, de 38, também foram atacados. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital das Clínicas de Botucatu, onde receberam atendimento e tiveram alta na manhã de terça-feira (24).

Em entrevista ao g1, o professor Rui Seabra, coordenador do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp de Botucatu, explicou que as abelhas africanizadas, embora popularmente chamadas de “abelhas assassinas”, apresentam comportamento defensivo.

Diferentemente de outras abelhas, que picam uma ou poucas vezes, as africanizadas perseguem a ameaça por longas distâncias, atacando em grandes números.

O veneno (apitoxina) em si tem uma toxicidade semelhante ao de outras abelhas melíferas, mas a quantidade de veneno inoculada por centenas ou milhares de picadas simultâneas pode levar a uma síndrome de envenenamento grave e até à morte, mesmo em pessoas não alérgicas.

O especialista alertou para os cuidados necessários para evitar acidentes, principalmente em áreas urbanas, onde colmeias podem se instalar em telhados ou até no solo. Ele orienta que, ao identificar uma colmeia, a população não tente removê-la por conta própria.

“O recomendado é se afastar, não provocar as abelhas e acionar um especialista, a Vigilância Sanitária, o Corpo de Bombeiros ou um apicultor para fazer a remoção com segurança. Se o enxame estiver apenas passando, o mais indicado é deitar no chão e aguardar até que ele vá embora”, explicou.

Ataque dentro de casa

De acordo com o boletim de ocorrência, Márcia Maria, o marido e o filho do casal foram atacados por um enxame de abelhas dentro da residência.

Um vizinho relatou à polícia que ouviu gritos vindos do imóvel e tentou ajudar no socorro. Quando as equipes de emergência chegaram ao local, Márcia já estava morta.

O marido dela e o filho do casal foram socorridos e encaminhados ao Hospital das Clínicas de Botucatu, onde receberam atendimento médico.

Ainda segundo o registro policial, havia um enxame de abelhas africanizadas dentro do imóvel. A Vigilância Ambiental em Saúde foi acionada e constatou grande quantidade de insetos no local.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Botucatu como morte acidental.

Estudo de soro contra picadas

O Cevap desenvolve há mais de 20 anos um soro específico contra picadas de abelhas, tratamento que ainda não está disponível no Brasil.

A pesquisa é realizada em parceria com o Instituto Butantan e o Instituto Vital Brazil e já passou pelos ensaios clínicos de fase 2. Com apoio do Ministério da Saúde, o projeto avançou para a fase 3, última etapa antes da possível disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Aprovamos o estudo clínico de fase 3 no final de 2025 e estamos nas etapas preparatórias, incluindo a definição das cidades que receberão o soro no Brasil. Entre 15 e 20 municípios. Botucatu deve ser uma delas.”

Segundo ele, pacientes atendidos nessas cidades poderão receber o tratamento durante os testes. “Temos conversado com a Anvisa para acelerar a aprovação dos resultados, permitindo que o Instituto Vital Brazil produza as ampolas e as distribua para todo o SUS”, finaliza.