Artigos do Autor: Fernando Bruder

Arco-íris com formato raro surpreende moradores no interior paulista e chama atenção nas redes

Um arco-íris com aparência diferente do tradicional chamou a atenção de moradores de Presidente Prudente no fim da tarde de segunda-feira (23). O fenômeno foi registrado por uma moradora no quintal de casa e rapidamente despertou curiosidade por apresentar um formato incomum, com cores intensas e aspecto visual “acoplado”, diferente do arco clássico visto normalmente após a chuva.

Segundo relato da autora das imagens, o registro aconteceu por volta das 17h, após o marido notar a formação no céu e chamá-la para observar. Encantada com a cena, ela fotografou o momento e descreveu o fenômeno como uma experiência especial e marcante. As imagens passaram a circular entre moradores e internautas, gerando comentários sobre a beleza e raridade do registro.

Especialistas explicam que, apesar do formato diferente, a formação ocorre de maneira semelhante à de um arco-íris comum: a luz solar atravessa partículas de água e gelo presentes na atmosfera, provocando reflexão e decomposição das cores do espectro luminoso. A aparência incomum está relacionada à distribuição dessas partículas em áreas específicas de instabilidade atmosférica.

Embora o fenômeno não tenha uma classificação científica específica neste caso, ele pode lembrar formações conhecidas popularmente como “arco-íris de fogo”. Apesar de relativamente comuns, essas ocorrências são rápidas e dependem de posição e condições ideais de observação, o que torna registros como esse pouco frequentes e ainda mais impressionantes para quem presencia.

Foto: Fernanda Sobreiro Sabino/Arquivo pessoal

Desaprovação de Lula vai a 61%, a maior em dois anos, segundo PoderData

O número de brasileiros que desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 61%, alcançando seu maior patamar em um período de dois anos, de acordo com um levantamento do PoderData, divulgado nesta quarta-feira (25). 

Dois anos atrás, 50% dos eleitores desaprovavam Lula, o que representa um aumento de 11 pontos percentuais no período.

Em contrapartida, 31% aprovam o chefe do Executivo. No mesmo período de 2024, 39% aprovavam o presidente — 8 pontos percentuais a mais do que os resultados atuais. Outros 8% não sabem.

A desaprovação de Lula é maior do que a do seu governo. São 57% dos brasileiros que reprovam a gestão petista, enquanto 37% aprovam. Outros 6% não sabem. 

A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 eleitores no país, entre os dias 21 e 23 de março, por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95% 

Apesar de ser ano eleitoral, o levantamento não tem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto.

Bolsonaro apresenta melhora e pode ter alta até sexta-feira, diz médico

O médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Jair Bolsonaro (PL), disse nesta quarta-feira (25) que a alta hospitalar do ex-presidente está programada para a próxima sexta-feira (26). Segundo Caiado, Bolsonaro apresenta um quadro “estável”.

Segundo Caiado, Bolsonaro pode demorar de 90 dias a seis meses para se recuperar compeltamente da pneumonia em ambos os pulmões que teve. Para saber como o quadro evoluirá, os médicos visitarão o ex-presidente recorrentemente.

Bolsonaro foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DF Star, em Brasília, no último dia 13. O ex-chefe do Executivo deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido do estômago.

Na semana passada, após apresentar melhora, Bolsonaro foi transferido para um protocolo considerado “mais adequado ao quadro clínico atual”, passando a ter cuidados semi-intensivos, mas ainda internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Agora, segundo o boletim, o ex-presidente deixou a UTI na noite de segunda-feira (23), sendo transferido para um quarto do Hospital DF Star, onde está hospitalizado desde o último dia 13.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar temporária, pelo período de 90 dias, para Bolsonaro na terça-feira (24).

A decisão aconteceu após a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar favorável à transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou demonstrado por laudos médicos que a saúde de Bolsonaro precisa de vigilância constante, o que pode ser melhor oferecido no “ambiente familiar”.

Fonte: CNN Brasil

Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola diz IBGE

Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido alvos de bullying, e 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de humilhação duas ou mais vezes.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), e se referem a depoimentos coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil.

Com relação à pesquisa anterior, feita em 2019, houve um aumento de 0,7 ponto percentual no total de estudantes que declararam já ter sofrido bullying. Já a proporção de alunos que passaram por isso pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais, ressalta o gerente da pesquisa, Marco Andreazzi.

“O bullying já é caracterizado como algo persistente, intermitente… E nós observamos aqui uma tendência de aumento, o que indica que mais estudantes passaram a vivenciar situações repetidas de violência”.

“O número dos que sofrem bullying permanece praticamente igual, porém, a persistência dos episódios e a intensidade deles aumentou”, complementa.

Principais números

  • 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola;
  • No caso das meninas, percentual sobe para 43,3%; 
  • Aparência do rosto ou cabelo foi alvo em 30,2% dos casos;
  • 13,7% assumiram ter praticado bullying;
  • 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.

Aparência, raça e gênero

Os estudantes agredidos disseram à pesquisa que a aparência do rosto ou do cabelo foi o principal alvo do bullying, o que se deu em 30,2% dos casos.

Em seguida, vêm a aparência do corpo, com 24,7%, e a violência por causa da cor ou raça, vivida por 10,6% deles.

“Há também um percentual alto, de 26,3%, de alunos que declaram que o bullying não teve motivo. Ou seja, uma grande parte daqueles que sofrem não sabem por que, e isso é natural, já que o bullying ocorre coletivamente, e aquele que está sofrendo não necessariamente vê uma razão para isso. Pelo contrário, se sente completamente injustiçado”, destaca o gerente da pesquisa.

A pesquisa identificou que as meninas são as mais atacadas ─ 43,3% delas já sofreram bullying, contra 37,3% dos meninos.

Além disso, 30,1% das estudantes adolescentes se sentiram humilhadas por provocações de colegas duas vezes ou mais. Essa proporção é quase 6 pontos percentuais maior que a dos alunos do sexo masculino.

Perfil dos agressores

Já os dados de quem comete bullying mostram uma relação inversa: 13,7% dos estudantes declararam ter praticado alguma violência do tipo, sendo 16,5% dos meninos e 10,9% das meninas.

O IBGE também perguntou qual a razão da agressão praticada e, novamente, a aparência do rosto, cabelo ou corpo e a cor ou raça foram os motivos mais citados.

No entanto, algumas diferenças significativas surgiram, com relação ao relatado pelas vítimas. Por exemplo, 12,1% dos autores declararam ter cometido bullying por causa do gênero ou orientação sexual dos colegas, mas apenas 6,4% dos alunos que sofreram bullying reconheceram que essa característica motivou a violência sofrida.

O mesmo ocorreu com o tópico da deficiência: enquanto 7,6% dos autores reconhecem que cometeram bullying por esse motivo, apenas 2,6% das vítimas associaram o ataque a essa característica.

Para os pesquisadores, isso pode indicar que muitas vítimas preferem silenciar sobre as circunstâncias do ocorrido por medo ou receio de serem estigmatizadas. 

Agressões físicas e virtuais

A pesquisa também identificou que, em alguns casos, há agravamento dos conflitos entre os alunos: 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas, proporção que sobe para 18,6% no caso dos meninos.

Nesse caso, também houve aumento com relação a 2019, quando 14% dos alunos haviam relatado alguma agressão física sofrida, sendo 16,5% entre os meninos.

O IBGE também destaca o crescimento na proporção de estudantes agredidos duas vezes ou mais, que passou de 6,5% para 9,6%.

Já os casos de bullying virtual, cometidos via redes sociais ou aplicativos, recuaram de 13,2% para 12,7%. Nesse caso, as meninas aparecem como vítimas em quantidade mais expressiva: 15,2% delas já se sentiram humilhadas ou ameaçadas por conteúdos postados nesses espaços, contra 10,3% dos meninos.

Ações preventivas

O IBGE também entrevistou gestores escolares para coletar informações sobre o suporte oferecido aos adolescentes e identificou que apenas 53,4% dos alunos estudavam em unidades que aderiram ao Programa de Saúde nas Escolas (PSE), que desenvolve uma série de ações para aumentar o bem-estar dos estudantes.

Considerando as iniciativas incluídas no PSE, apenas 43,2% dos alunos estavam em escolas que realizaram ações de prevenção de práticas de bullying, e somente 37,2% das unidades atuaram conforme o programa para prevenir brigas em suas dependências.

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

IBGE alerta para agravamento da saúde mental de adolescentes no Brasil e aumento de casos entre jovens

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito.

O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.

O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

Onde buscar ajuda

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento: 

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mailchat e voip 24 horas todos os dias.

Desamparo

Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública.

A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes.

A pesquisa também traz informações sobre a relação desses adolescentes com suas famílias e comunidades, e 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles.

Pouco mais de um terço dos alunos também achava que os pais ou responsáveis não entendiam seus problemas e preocupações e 20% contaram que foram agredidos fisicamente pelo pai, mãe ou responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Saúde mental e gênero

Em todos os indicadores, os resultados entre as meninas são mais alarmantes do que entre os meninos.

Fonte: PeNSe/IBGE
Resposta Meninas Meninos
“Sentem-se tristes sempre ou na maiorias das vezes” 41% 16,7%
“Já tiveram vontade de se machucar de propósito” 43,4% 20,5%
“Se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” 58,1% 27,6%
“Pensam sempre, ou na maioria das vezes, que a vida não vale a pena ser vivida” 25% 12%
“Acham que os pais ou responsáveis não entendem suas preocupações” 39,7% 33,5%
“Acreditam que ninguém se preocupa com eles” 33% 19%

Autoagressões

A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado.

Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos:

  • 73% se sentem tristes de forma constante;
  • 67,6% ficam irritados ou nervosos por qualquer razão;
  • 62% não veem sentido na vida;
  • 69,2% já sofreram bullying.

As meninas também apresentam maior proporção de lesões autoprovocadas. Entre aquelas que sofreram algum ferimento, 6,8% se machucaram de propósito, contra 3% entre os meninos.

“A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, defendem os pesquisadores.

Imagem corporal

O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas.

Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos.

Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Carga de mais de 220 kg de maconha com destino a Botucatu é apreendida na Marechal Rondon; motorista foragido é preso

Um carregamento de 220,9 quilos de maconha que seria levado para Botucatu foi interceptado pela Polícia Rodoviária durante uma fiscalização na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), na altura de Andradina. A abordagem foi realizada por equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), que pararam um veículo de passeio em operação de rotina. Durante a vistoria, os policiais encontraram 238 tabletes da droga escondidos no porta-malas e também sob o banco dianteiro do passageiro.

Além do entorpecente, os agentes constataram que o carro circulava com placas clonadas. As placas originais, compatíveis com o chassi do veículo, estavam dentro do automóvel, indicando tentativa de enganar a fiscalização. Em depoimento, o motorista — que é natural de Botucatu — afirmou ter carregado a droga em Dourados e que o destino final seria o município paulista.

Durante a checagem nos sistemas de segurança, foi identificado que o condutor já possuía antecedentes por tráfico de drogas e era considerado foragido da Justiça, com mandado de prisão em aberto expedido por uma vara cível de Botucatu.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal, onde o caso foi registrado como tráfico de entorpecentes e adulteração de sinal identificador de veículo. O automóvel foi apreendido para perícia, e a droga deverá ser destruída após autorização judicial.

Foto: Divulgação

Alunos denunciam possível fim do curso de Enfermagem da ETEC de Botucatu e cobram explicações

Estudantes do curso Técnico em Enfermagem da Etec Industrial de Botucatu denunciaram, em entrevista ao jornalista Fernando Bruder, sinais de possível encerramento da formação na unidade. Segundo relatos das alunas, há mais de um ano e meio não são abertas novas turmas, o que levanta preocupação entre os estudantes sobre o futuro do curso, considerado referência regional na área da saúde.

Atualmente, a turma do terceiro semestre seria a única em andamento. De acordo com as estudantes, desde o início da formação havia expectativa de continuidade do curso com novas turmas, mas isso não ocorreu. Apesar disso, não houve confirmação oficial clara por parte da direção sobre o encerramento definitivo. “Na prática, a gente percebe que não existe interesse em manter o curso técnico de enfermagem aqui”, afirmaram.

As alunas destacam que a ETEC de Botucatu sempre teve papel importante na formação de técnicos que hoje atuam em hospitais e clínicas públicas e privadas de Botucatu e região. Elas alertam que a interrupção da formação pode gerar impactos diretos na área da saúde, especialmente diante da necessidade constante de profissionais técnicos no município, inclusive no Hospital das Clínicas da Unesp, onde os próprios estudantes realizam estágios.

Outro ponto levantado é que, desde o ingresso da atual turma, pelo menos três novas turmas poderiam ter sido formadas, o que representaria cerca de 60 novos estudantes em formação atualmente. Além disso, interessados em ingressar no curso estariam sendo informados informalmente de que a formação não deverá continuar sendo oferecida, aumentando a preocupação entre alunos e futuros candidatos.

Segundo as estudantes, a possível paralisação do curso representa não apenas a perda de uma oportunidade de formação gratuita e de qualidade, mas também um risco para a cadeia de formação de profissionais essenciais ao atendimento hospitalar. Elas pedem transparência sobre a situação e defendem a retomada das turmas, destacando a importância histórica da unidade na qualificação de técnicos de enfermagem em Botucatu.

O espaço segue aberto ao diretor da ETEC de Botucatu, Danilo César Ângelo, para pronunciamento oficial da Instituição, porém o mesmo nos retornou mas não quis comentar oficialmente sobre o caso.

Acompanhem a Reportagem:

 

Criança de 9 anos recebe medicação errada por duas semanas em São Manuel e caso é investigado pela Polícia Civil

Uma criança de 9 anos recebeu medicação diferente da prescrita durante cerca de duas semanas em São Manuel. O caso foi registrado pela Polícia Civil após a mãe da menina procurar a delegacia para relatar o possível erro na dispensação do remédio em uma unidade de saúde vinculada ao CAPS do município.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança faz acompanhamento médico há aproximadamente dois anos para tratamento de ansiedade e utiliza medicação contínua. A divergência foi percebida pela mãe no momento em que iria administrar o medicamento, quando notou inconsistências entre o remédio entregue e o indicado na receita.

De acordo com o relato, a menina utilizou a medicação incorreta por cerca de duas semanas e apresentou sintomas como sonolência, dor no peito e episódios de taquicardia. Após a identificação do erro, o uso foi interrompido imediatamente e a criança passou por nova avaliação médica, incluindo acompanhamento psiquiátrico e solicitação de exames para descartar possíveis complicações.

O caso foi comunicado à Diretoria de Saúde do município e registrado como lesão corporal de autoria desconhecida. A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da entrega do medicamento e eventual responsabilidade pelo ocorrido.

A criança segue em acompanhamento médico e sob observação da família.

O que diz a Prefeitura

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que instaurou processo administrativo interno para apurar a ocorrência envolvendo a dispensação de medicação no CAPS.

Segundo a pasta, a criança foi prontamente assistida por profissional médico responsável e continua recebendo acompanhamento, assim como a família, que permanece sendo acolhida pela rede municipal de saúde.

A Secretaria também declarou solidariedade à família e afirmou manter compromisso com a qualidade, segurança e legalidade dos serviços prestados à população.