Artigos do Autor: Fernando Bruder

Uso de fungicidas agrícolas compromete tratamentos contra infecções graves em humanos

O fungo Aspergillus fumigatus, causador de uma doença chamada aspergilose invasiva, está evoluindo resistência aos poucos medicamentos capazes de detê-lo. Há apenas quatro classes de medicamentos antifúngicos no mercado, um número insuficiente diante da dimensão do problema — e a evolução de uma blindagem contra esse pequeno leque de terapias pode ter consequências graves para a saúde pública mundial nos próximos anos.

A preocupação com o tema motivou o Documento de Botucatu, uma moção pública de alerta aprovada em dezembro de 2025 durante um encontro entre 51 especialistas, 21 deles estrangeiros, na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, em Botucatu (SP). Um dos líderes dessa iniciativa é o engenheiro agrônomo Paulo Ceresini, especialista em fitopatologia da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (SP).

O texto reúne recomendações para enfrentar a resistência antifúngica no Brasil e no mundo a partir de um conceito conhecido como One Health (“Uma Só Saúde”), que considera o bem-estar humano como inseparável da preservação ambiental e da qualidade de vida das demais espécies que compartilham a biosfera conosco.

O artigo científico que embasa o Documento de Botucatu, assinado por Ceresini como primeiro autor e recém-publicado no periódico especializado One Health, explica que o Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de fungicidas agrícolas, especialmente da classe dos triazóis. Esses compostos foram amplamente utilizados nas lavouras nas últimas três décadas e também constituem a base do tratamento médico contra infecções fúngicas graves.

A exposição constante deste fungo aos triazóis funciona como uma pressão seletiva darwiniana, que elimina os indivíduos suscetíveis ao fungicida. Apenas as linhagens que já nascem naturalmente resistentes a esses compostos, por causa de mutações fortuitas no genoma, são capazes de sobreviver e se reproduzir. Esse gargalo tem justamente o efeito de selecionar e ampliar a população dessas linhagens blindadas a medicamentos antes eficazes.

Fora do ambiente agrícola, o Aspergillus fumigatus aparece em escala macroscópica como uma mancha verde-acinzentada de textura aveludada, que se adapta bem a ambientes secos de maneira incomum para os fungos — o que explica sua capacidade de se instalar em lugares inóspitos como dutos de ar-condicionado. Seus esporos, pequenos e ressequidos, são facilmente aerossolizados, o que o torna um contaminante comum em ambientes fechados de escritórios, por exemplo. Na natureza, porém, ele pode ser encontrado em habitats mais usuais, como matéria orgânica em decomposição.

Em geral, o A. fumigatus é inofensivo. Todos nós inalamos alguns esporos diariamente e os eliminamos sem maiores problemas. Mas em pacientes imunossuprimidos ou com outras comorbidades — como recém-transplantados, pessoas com leucemia e pacientes de covid-19 — a aspergilose pode ser grave e, frequentemente, fatal. Calcula-se que a espécie cause 600 mil mortes todos os anos no mundo; número que tende a piorar se pessoas saudáveis começarem a sucumbir às variantes resistentes.

Segundo dados apresentados durante o encontro, a aspergilose ganhou força no Brasil nos últimos anos — foram cerca de 200 vítimas fatais em 2022 versus 800 em 2024 —, o que acompanha uma tendência observada internacionalmente. O uso de triazóis na agricultura brasileira também subiu de 20 mil toneladas anuais para 160 mil toneladas desde a introdução dessa classe de fungicidas no começo dos anos 2000. “A correlação não prova causalidade, obviamente, mas ela é um sinal de alerta importante”, resume Ceresini.

Colônia de Aspergillus fumigatus observada com microsópio (Crédito: Jankaan/Creative Commons)

Documento propõe políticas públicas para lidar com o problema

O texto aprovado no encontro traz um consenso científico inédito em torno do tema. Ele recomenda que os dados sobre resistência antifúngica sejam coletados de forma auditável e divulgados com acesso aberto à sociedade, e que se crie um sistema nacional de monitoramento para acompanhar a presença de fungos resistentes no ar e no solo. “Não existe um sistema assim nem no Brasil nem fora, o documento é um marco”, diz Ceresini.

Além disso, o documento propõe que as agências reguladores exijam avaliações de risco mais rigorosas antes de aprovar produtos agrícolas capazes de estimular resistência a medicamentos humanos; que se amplie a capacidade dos hospitais de detectar infecções fúngicas e sua resistência e que se realize campanhas educativas voltadas a agricultores, profissionais de saúde, estudantes e ao público em geral.

Os Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura e Pecuária estão preparando a nova edição de seu Plano Nacional de Enfrentamento da Resistência Antimicrobiana (PANBR), que deverá orientar políticas públicas sobre o tema ao longo do próximo quinquênio. Os especialistas que se encontraram em Botucatu defendem que a resistência antifúngica, historicamente negligenciada, passe a ser abordada com clareza nesta próxima edição do documento.

O Documento de Botucatu é publicado no âmbito do Failsafe, uma parceria internacional para enfrentar a resistência a antifúngicos financiada pela principal agência de fomento à pesquisa do governo britânico, a UK Research and Innovation (UKRI). Um dos objetivos da iniciativa é capacitar pesquisadores em países de baixa e média renda para lidar com o tema.

O Conselho de Pesquisa Médica do UKRI escolheu Ceresini para encabeçar a perna brasileira do projeto justamente por sua experiência como engenheiro agrônomo e fitopatologista, que o qualifica para liderar os esforços de coleta e análise de material em campo e fazer um mapa da ocorrência de linhagens resistentes no estado de São Paulo. O projeto foi aprovado em 3 meses e forneceu verba de £ 250 mil, com que foi possível contratar três pós-doutorandos, dois doutorandos, dois mestrandos e uma aluna de iniciação científica para trabalhar sob a batuta do docente de Ilha Solteira.

A equipe contou com a participação ativa de docentes da Unesp nos câmpus de Dracena (Ana Firmino e Paulo Lopes), de Ilha Solteira (Karine Costa, Rita Peruquetti e Bárbara Christofaro Silva), de Jaboticabal (Everlon Rigobelo e Fábio Mingotte), de Botucatu (Edson Furtado), e do câmpus Lagoa do Sinoi da Ufscar (Waldir Cintra e Danilo Stipp), além de parcerias agrícolas relevantes para a amostragem no estado de São Paulo.

Essa equipe passou um ano fazendo coletas em diversas partes do estado de São Paulo — porém, o Jornal da Unesp não teve acesso aos resultados, que ainda não foram publicados em um paper. “Estamos em uma fase de geração final de dados, de sequenciamento do DNA das linhagens desse fungo, que dura até fevereiro”, explica Ceresini. O trabalho ocorreu em correspondência com pesquisadores das Universidades de Manchester e da Geórgia, que fizeram coletas parecidas no Reino Unido e nos EUA.

“Dediquei os últimos vinte anos ao estudo da resistência a antifúngicos na agricultura, nunca me voltei a patógenos humanos”, conta Ceresini. “Porém, era essa intersecção que os parceiros buscavam: alguém com conhecimento agronômico para fazer a amostragem no campo e determinar o que está acontecendo.”

O protagonismo inesperado de um agrônomo em uma pesquisa de saúde pública é, por si só, uma demonstração da força da abordagem One Health. Para lidar com desafios do futuro — que incluem também a resistência de bactérias a antibióticos e a provável piora de doenças transmitidas por mosquitos — as pesquisas na área da saúde pública precisarão enxergar o ser humano cada vez mais como um ator em uma complexa rede de interações com outros seres vivos e com o clima terrestre. Não temos escolha: estamos na Terra juntos, e é impossível conviver bem com nossa vizinhança biológica sem compreendê-la.

Fonte: jornal.unesp.br

Suécia propõe reduzir maioridade penal para 13 anos em crimes graves

O governo da Suécia planeja reduzir a idade de responsabilidade penal de 15 para 13 anos em casos de crimes graves. A medida visa combater o crescente recrutamento de crianças por gangues para cometer atos violentos, aproveitando a legislação atual para evitar consequências legais severas.

De acordo com o ministro da Justiça, Gunnar Strommer, o país vive uma “situação de emergência” na segurança pública. Ele afirma que impedir a exploração de menores por redes criminosas é uma “tarefa crucial” para a atual gestão, que assumiu o poder em 2022 com a promessa de endurecer o combate ao crime.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência de várias autoridades, como a polícia, promotores e agentes penitenciários. Em novembro, a corporação policial alertou que a mudança poderia, como consequência, levar crianças ainda mais novas a serem recrutadas por facções criminosas.

Dados oficiais do Conselho Nacional sueco para a Prevenção do Crime mostram que o número de delitos envolvendo suspeitos com menos de 15 anos dobrou na última década. Se o projeto for aprovado, a lei poderá entrar em vigor já no segundo semestre deste ano.

Fonte: JP

Foto: Reprodução

Polícia apreende munições e anabolizantes durante operação em Pereiras

Policiais da Delegacia de Pereiras realizaram, nesta quarta-feira (28), uma operação para cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça na residência do suspeito, no município.

Durante as buscas no imóvel, após a vistoria em todos os cômodos, os policiais localizaram munições intactas. Em um dos quartos da residência, também foram encontrados diversos anabolizantes, entre eles frascos de Trembolona Acetato, dois frascos de Durateston e dois frascos de Drostanolona Propionato.

Diante do material apreendido e por se tratar de situação de flagrante, foi dada voz de prisão ao morador, que foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pereiras para as providências de polícia judiciária. Após ser autuado em flagrante, o suspeito foi colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 2 mil, conforme arbitrado pela autoridade policial, com a expedição do respectivo alvará de soltura.

Polícia Civil

Atendimentos por armas de fogo geram gasto de R$ 500 milhões ao SUS

Um levantamento do Instituto Sou da Paz revela que o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou quase meio bilhão de reais na última década apenas com internações de vítimas de armas de fogo. O estudo aponta que, além das perdas humanas irreparáveis, a violência armada gera um impacto financeiro pesado aos cofres públicos, desviando recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas da saúde.

Somente em 2024, a despesa chegou a R$ 42,3 milhões para atender cerca de 17 mil feridos. Segundo a pesquisa, o tratamento de um baleado é significativamente mais caro do que o de outras lesões, exigindo procedimentos de alta complexidade. Com o valor gasto no ano passado, seria possível custear, por exemplo, mais de 10 milhões de hemogramas completos ou 4,5 milhões de radiografias.

O perfil das vítimas segue um padrão alarmante: homens e pessoas negras representam mais de 80% dos casos, e mais da metade (52%) são jovens de até 29 anos. O estudo ressalta ainda que os dados hospitalares mostram apenas uma parte da tragédia, já que o número de mortes por disparos no Brasil costuma ser o dobro do número de internações, indicando que muitas vítimas sequer chegam a receber socorro.

Especialistas ouvidos pela reportagem defendem que a violência seja tratada urgentemente como uma questão de saúde pública para estancar essa perda de vidas e recursos.

Fonte: OTEMPO

Foto: Reprodução

Anvisa atualiza norma sobre cannabis medicinal e amplia acessos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que modifica as regras para produtos derivados de cannabis no país, com impacto direto no acesso e na oferta dessas terapias. A medida permite a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação, mediante prescrição individual, e amplia as possibilidades de uso previstas na regulamentação sanitária.

Uma das mudanças centrais envolve os medicamentos com concentração de tetrahidrocanabinol acima de 0,2%. Até então, o uso era restrito a pacientes em cuidados paliativos ou com quadros irreversíveis ou terminais. Com a nova norma, pessoas diagnosticadas com doenças debilitantes graves passam a ser incluídas entre aquelas autorizadas a utilizar produtos com esse teor da substância, mantendo-se as exigências de controle e prescrição médica.

A resolução também altera as vias de administração permitidas. Além das formas oral e inalatória, passam a ser autorizados os usos bucal, sublingual e dermatológico. A Anvisa informou que a ampliação foi definida a partir de evidências científicas avaliadas durante a Análise de Impacto Regulatório, considerando critérios técnicos relacionados à absorção e ao risco sanitário. Houve ainda ajuste de nomenclatura, com a substituição do termo “nasal” por “inalatória”.

No campo comercial, a norma flexibiliza a publicidade, antes proibida, permitindo-a apenas para profissionais prescritores e de forma restrita às informações constantes na rotulagem e no material informativo aprovado pela agência. A resolução reforça que não há qualquer alteração quanto ao uso recreativo da cannabis, que continua vedado no Brasil, permanecendo a autorização limitada exclusivamente a finalidades medicinais dentro das regras sanitárias vigentes.

 

Veículo Oficial da Prefeitura de Botucatu é encontrado em estado deplorável e com pichação

Um veículo oficial pertencente à Prefeitura de Botucatu foi encontrado nesta semana estacionado ao lado do prédio da administração municipal em condições precárias e totalmente aberto. A situação do automóvel chamou a atenção de um colaborador do Alpha Notícias, pela falta de segurança, abandono, pneus desgastados (“carecas”) e marcas de pichação no volante e na lataria.

O veículo, que é de uso da Secretaria Municipal de Zeladoria, estava com portas abertas e sem qualquer controle de guarda, levantando questionamentos sobre fiscalização interna e segurança patrimonial no âmbito da administração pública.

A pichação no volante, uma espécie de uma “declaração romântica” e direcionadas ao provável motorista ou responsável pelo veículo, também chamou atenção. Imagens registradas no local mostram marcas que podem caracterizar conduta ilícita de terceiros ou, ao menos, vandalismo direcionado ao patrimônio público.

Aspectos Legais: Crime de Pichação e Dano ao Patrimônio Público

No Brasil, a pichação é considerada crime previsto na Lei nº 9.605/1998 — Lei dos Crimes Ambientais. O artigo 65 desta lei estabelece que:

“Pichar, grafitar equipamento público pode ter uma pena de detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”

Além disso, pichação pode ser enquadrada como crime de dano ou dano qualificado conforme o artigo 163 do Código Penal Brasileiro, quando a ação resulta na deterioração da propriedade alheia, especialmente quando se trata de patrimônio público:

Situações como estas configuram, ao mesmo tempo, um risco à administração pública no que tange ao controle de seus bens, e podem revelar problemas de gestão, segurança patrimonial e até falta de zelo com o patrimônio público

 

Polícia encontra 39 cães em criadouro clandestino na Grande Curitiba

Cães da raça Spitz Alemão mantidos em situação de maus-tratos foram resgatados pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR) na terça-feira (27), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao todo, 39 animais estavam em uma casa usada como criadouro clandestino. Assista acima.

A responsável pelo local foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos aos animais, que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão.

“Foram encontrados 39 animais em meio a fezes e urina, além de outras violações, o que caracteriza o crime de maus-tratos”, detalha o delegado Guilherme Dias.

Segundo a polícia, os animais eram mantidos em ambientes confinados, com pouca luminosidade e ventilação. Alimentos e medicamentos também estavam armazenados de forma inadequada.

A partir disso, com autorização da Justiça, a polícia foi até o local e encontrou os animais. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Científica do Paraná (PCPR), que analisou os ambientes, incluindo maternidade, área de reprodução e canis, e constatou que todos estavam em condições precárias e insalubres.

“Quando animais são tratados como objetos, como mercadoria, passíveis de lucro, é assim que eles são tratados. Sujeira, um sem água e sem comida, vivendo em caixas, sem falar o medo desses animais…”, apontou o delegado.

Sindico e filho são presos após corpo de corretora ser encontrado em GO

O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que havia desaparecido há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi encontrado em uma área de mata. A informação é do delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação do caso. Segundo a TV Anhanguera, o síndico do prédio confessou o crime.

Na madrugada desta quarta-feira (28), Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, e o seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil suspeitos do assassinato da corretora. Já o porteiro do prédio, cujo nome não foi divulgado, foi levado à delegacia, para prestar esclarecimentos.

g1 entrou em contato com a defesa do síndico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Policiais buscam o corpo da corretora Daiane Alves, em Caldas Novas — Foto: Divulgação/ Polícia Civil de Goiás

                               Policiais buscam o corpo da corretora Daiane Alves, em Caldas Novas

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista entrando no elevador do condomínio e passando pela portaria para falar com o recepcionista. Depois, ela retornou ao elevador, e desceu para o subsolo. A partir daí, ela não foi mais vista.

A polícia ainda não divulgou se as prisões são preventivas ou temporárias e nem o que pai e filho teriam dito em depoimento.

Segundo apuração da repórter Ludmilla Rodrigues, da TV Anhanguera, o corpo da Daiane foi abandonado pelo síndico a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. A polícia informou que o corpo foi encontrado já em avançado estado de decomposição.

Ainda de acordo com a apuração da repórter, Cleber disse à polícia que agiu sozinho. Ele afirmou que, no dia do desaparecimento dela, discutiu com Daiane no subsolo no momento em que ela desceu para religar o padrão de energia. O síndico contou que a discussão foi acalorada e que ele acabou cometendo o crime.

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Síndico denunciado

No dia 19 de janeiro, Cléber foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra a corretora. A ação já estava em andamento antes do desaparecimento de Daiane.

Segundo o MP, de fevereiro a novembro de 2025, Cléber praticou uma série de ações, incluindo agressões físicas e verbais. De acordo com o promotor Christiano Menezes da Silva Caires, que assina a denúncia, Cleber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane por meio de vários atos, como, por exemplo, monitoramento constante e perturbação das suas atividades profissionais e pessoais, atingindo a sua liberdade e privacidade.

No mesmo dia, a corretora também foi denunciada pelo MP, mas pelo crime de invasão de domicílio, após ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa de Daiane refuta a alegação, dizendo que “a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos”.

Corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO — Foto: Arte g1

Fonte: G1

Foto: Reprodução