Artigos do Autor: Fernando Bruder

Dia Mundial do Rim: Doenças renais são silenciosas e exigem atenção

Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica (DRC) passou a figurar entre as chamadas doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), a entidade alerta ainda para o impacto de fatores ambientais sobre o risco de doença renal ao longo da vida.

“Esse tema amplia o olhar para além do tratamento, estimulando ações que promovam práticas sustentáveis no cuidado renal e reduzam impactos ecológicos, especialmente em serviços de saúde. Sustentabilidade, nesse contexto, significa também prevenção qualificada e redução de exposições evitáveis desde os primeiros estágios da vida”, destacou a instituição.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.

“Além disso, eles controlam nosso equilíbrio de eletrólitos ou sais do corpo, portanto, eles mantêm sódio, potássio, cálcio, tudo equilibrado pra que a gente mantenha todo o funcionamento dos outros sintomas”, disse. “Eles também produzem alguns hormônios relacionados ao controle de pressão”, completou.

O especialista alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • histórico familiar de doença renal;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;
  • doenças cardiovasculares;
  • infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;
  • desidratação frequente;
  • consumo inadequado de água.

“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”

Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.

“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”

Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:

  • inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;
  • urina muito escura e/ou espumosa;
  • mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;
  • inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;
  • dor intensa no flanco ou cólicas renais;
  • fadiga excessiva;
  • perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;
  • aumento persistente da pressão arterial;
  • glicemias de difícil controle;
  • alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Botucatu: Casal é preso com pinos de cocaína nas proximidades do Estádio Severino de Almeida em Rubião Jr.

Um homem e uma mulher foram detidos pela Guarda Civil Municipal na noite de quarta-feira (11) nas proximidades do Estádio Severino de Almeida, na região do Jardim Botucatu, em Botucatu.

Segundo informações da GCM, a equipe realizava patrulhamento preventivo pelo local quando notou um casal sentado em um banco próximo ao estádio. Ao perceber a aproximação da viatura, os dois teriam demonstrado comportamento suspeito e jogado um objeto no chão, atitude que levou os agentes a realizarem a abordagem.

Durante a revista, os guardas localizaram com o homem cinco pinos contendo substância semelhante à cocaína, além de R$ 20 em dinheiro. Já com a mulher foram encontrados três pinos da mesma substância, R$ 149,50 em espécie e um telefone celular.

Na sequência da verificação nas proximidades do banco onde o casal estava, os agentes também encontraram mais sete pinos com material análogo à cocaína.

Diante da ocorrência, os dois foram encaminhados ao Plantão Policial. Após análise do caso, a autoridade policial determinou a prisão do casal, que permaneceu à disposição da Justiça.

Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 15 pinos de cocaína, R$ 169,50 em dinheiro e um aparelho celular.

Novos radares passam a multar em duas rodovias de acesso a Botucatu

Motoristas que utilizam importantes vias de ligação em Botucatu precisam ficar mais atentos ao velocímetro. Desde a madrugada de terça-feira (10), novos radares de fiscalização eletrônica começaram a operar em dois pontos com grande circulação de veículos no município. Os equipamentos foram instalados nas rodovias Rodovia Gastão Dal Farra e Rodovia Antônio Butignolli, onde o limite de velocidade permitido é de 60 km/h.

Na Rodovia Gastão Dal Farra, o radar está localizado no km 10,687, no sentido oeste. Já na Rodovia Antônio Butignolli, o equipamento foi instalado no km 0,950, no sentido norte. As duas vias funcionam como importantes corredores de ligação entre diferentes regiões da cidade e recebem fluxo intenso de veículos diariamente.

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo, a implantação faz parte de um programa de ampliação da fiscalização eletrônica nas rodovias estaduais. O órgão informou que a definição dos locais considera fatores técnicos, como histórico de acidentes, registros de excesso de velocidade, características da via e trechos considerados críticos para a segurança no trânsito.

Os equipamentos contam com sinalização indicativa e já estão aptos a registrar infrações. Motoristas que ultrapassarem o limite estabelecido poderão ser autuados por excesso de velocidade.

Genial/Quaest: Escândalo do Master derruba a confiança no STF

O escândalo do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, em novembro do ano passado, está arrastando para a berlinda os Três Poderes da República de forma generalizada, como governo atual, governo anterior, Supremo Tribunal Federal (STF) e até o Congresso Nacional.

Contudo, o STF foi a instituição que mais perdeu a confiança dos brasileiros, tanto que candidatos que se comprometam com o impeachment dos membros da Corte podem largar na frente na preferência dos eleitores neste ano, conforme dados de um recorte da edição de março da Pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quinta-feira (12/3).

O levantamento da Quaest indica que 40% dos eleitores consideram que todos os citados foram afetados negativamente pelo caso Master. Entre os poderes citados, o STF e o Judiciário foram apontados por 13% dos entrevistados, liderando as indicações, apesar de o fato de metade dos eleitores reconheceram que o papel do Supremo foi importante para manter a democracia no país.

O governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também foi lembrado pelos entrevistados e ficou em segundo lugar no ranking dos que seriam mais afetados negativamente pelo caso Master, indicado por 11% dos entrevistados. E, em terceiro lugar, ficou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 10% das indicações.

Na sequência, o Banco Central, foi apontado por 5%, e o Congresso Nacional foi citado por 3%. Dezesseis por cento disseram que não sabem ou não responderam e apenas 1% disse que nenhum dos citados foi afetado negativamente, conforme o recorte da pesquisa quantitativa da Quaest realizada em parceria com a Genial Investimentos.

Considerando o posicionamento político, a maioria dos eleitores de esquerda não lulista e dos independentes acredita que todos os integrantes dos Três Poderes foram afetados negativamente pelo escândalo do Master, com percentuais de 51% e 49%, respectivamente. Entre os lulistas, esse percentual foi de 31%, e, entre os bolsonaristas, de 35%, e cada um deles aponta o outro governo como maior afetado negativamente pelo caso Master.

Queda da confiança no Supremo

O escândalo do Master provocou um rombo de quase R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — o maior da história do Fundo criado em 1994 — e está deixando um rastro de destruição não apenas no campo financeiro, afetando principalmente a imagem do Supremo e de políticos que estão sendo citados nas investigações.

Conforme dados da pesquisa, em 2022, 56% dos eleitores confiavam no Supremo enquanto 40% não confiavam. Esse quadro só piorou desde então, tanto que, na edição de março deste ano, o quadro inverteu pela primeira vez no levantamento e 49% dos entrevistados disseram que não confiam no STF — seis pontos percentuais acima dos 43% dos eleitores que confiam na Corte.

O aumento da desconfiança dos brasileiros no Supremo, segundo analistas, é resultado do fato de ministros da Corte serem próximos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master — que foi preso novamente pela PF –, seja via contrato de prestação de serviços de escritório de advocacia de familiares, seja via sociedade em resort no Paraná, seja via passeios em iate pela Riviera Francesa ou em jato particular.

A pesquisa mostrou ainda um recorte regional dos eleitores que não confiam mais no Supremo. A região Sul foi a que possui o maior percentual de eleitores que desconfiam do Supremo, de 64% — acima da edição anterior, em agosto de 2025, antes do escândalo do Master, de 51%.

No Sudeste, o percentual de eleitores que desconfiam do Supremo percentual foi de 51%, praticamente estável em relação à anterior. No conjunto Centro-Oeste-Norte, a taxa avançou de 46%, em agosto de 2025, para 50%, neste mês. O Nordeste, na contramão, apresentou a menor taxa de eleitores que não confiam no STF, de 38%, mesmo percentual da edição anterior.

Para 72% dos eleitores, o STF tem poder demais e 66% deles consideram que é importante votar em um candidato para o Senado que seja comprometido com o impeachment de ministros do Supremo.

Praticamente metade dos eleitores (51%) consideram que o STF foi importante para a democracia do Brasil e 59% deles afirmaram que a Corte Suprema é aliada do governo Lula.

Compliance Zero

As fraudes do Master foram reveladas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro, mesmo dia em que o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição de Daniel Vorcaro, cujo patrimônio teve um crescimento expressivo entre 2015 e 2025, passando de R$ 2,5 milhões para R$ 2,6 bilhões em uma década – aumento de , conforme dados da Receita Federal enviados para membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em setembro do ano passado, o BC vetou a venda do Master para o Banco de Brasília (BRB), anunciada em março do mesmo ano, sinalizando problemas na operação, e especialistas apontaram problemas na fiscalização das autoridades, pois elas não identificaram problemas nos balanços do Master.

As investigações da PF identificaram fraudes de R$ 12,2 bilhões na venda de uma carteira de crédito podre do Master ao BRB que, agora, tenta cobrir mais de R$ 6 bilhões em perdas por meio de uma operação de empréstimo com garantias de imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF).

Nesta semana, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI que investiga o Crime Organizado, protocolou pedido para a criação no Senado Federal de uma nova CPI para investigar as relações dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Master.

Impacto nas eleições

O escândalo do Master, inclusive, deverá influenciar as eleições presidenciais deste ano, de acordo com a pesquisa da Quaest. Segundo o levantamento, 36% dos eleitores lulistas evitaria votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master e 23% deles levariam em consideração o tema do Master antes de votar.

Enquanto isso, entre os eleitores bolsonaristas 49% disseram que evitariam votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Master e 28% dos bolsonaristas disseram que levariam em consideração, assim como outras questões. Entre os independentes, 36% deles evitaria votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Master e 28% levariam o tema em consideração, assim como outras questões.

A Quaest realizou 2.004 entrevistas de eleitores brasileiros com 16 anos ou mais, de forma presencial, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Wilton Júnior

Entenda o que são “redpill” e outros termos de ódio contra mulheres

Há décadas, grupos de homens têm atuado em fóruns de internet, redes sociais e outros canais de comunicação para estimular hierarquias de gênero e ódio contra as mulheres. Espaços e discursos de ódio, segundo especialistas, são combustíveis para ações concretas de violência, como o caso recente de estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro.

Ativistas e pesquisadores veem esses movimentos e ideologias como parte de um fenômeno estrutural chamado “misoginia”: o ódio contra as mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos – sociais, culturais, econômicos e políticos – para os homens.

Grupos misóginos têm códigos comuns para se comunicar e difundir ideias. Usam, como estratégia de falsa equivalência, o termo “misandria”, ao definir um suposto movimento de ódio e preconceito contra homens. Alegam, por exemplo, que o feminismo e leis de proteção à mulher são formas institucionalizadas de destruição da masculinidade.

Em resposta ao feminismo, que defende a igualdade de direitos e oportunidades, adotam o “masculinismo”: conjunto de ideologias que prega uma “masculinidade tradicional”, com direitos diferenciados para homens e mulheres.

A feminista e ativista Lola Aronovich sofre com ataques misóginos na internet desde 2008, quando criou o blog “Escreva Lola Escreva”. A luta dela resultou na prisão de um dos agressores e estimulou a criação da Lei nº 13.642/2018, que atribui à Polícia Federal a responsabilidade pela investigação de conteúdos misóginos na internet.

Ela entende que os agressores possuem um perfil muito parecido.

“Desde o começo do meu blog, percebi que são homens héteros, de extrema direita. Todos apoiam lideranças como Bolsonaro e Trump. Esses homens sempre carregam um combo de preconceitos. Não são apenas machistas. São também racistas, homofóbicos, gordofóbicos, xenófobos, capacitistas”, avalia Lola.

Conheça, abaixo, outras palavras e expressões comuns utilizadas por grupos misóginos na internet.

Principais grupos e comunidades

Machosfera: termo que engloba fóruns na internet, canais de YouTube, grupos de WhatsApp e perfis em redes sociais voltados para defesa da masculinidade tóxica, o ódio às mulheres e a oposição aos direitos femininos.

Chans: fóruns anônimos que são frequentemente espaços para discursos extremistas, vazamento de fotos íntimas e ataques coordenados contra mulheres.

Incels: contração das em inglês involuntary celibates (celibatários involuntários). São homens que alegam, de forma ressentida e violenta, não conseguir parceiras sexuais ou românticas por culpa das mulheres ou de padrões sociais.

Redpill: termo inspirado no filme Matrix, em que o protagonista toma uma pílula vermelha que dá a ele consciência da realidade. Na machosfera, descreve homens que acreditam ter “despertado” para uma suposta realidade em que as mulheres manipulam e exploram os homens. Pregam que o homem deve reassumir o domínio e manter a mulher submissa.

MGTOW (Men Going Their Own Way): homens que pregam o afastamento total de relacionamentos com mulheres, alegando que as leis e a sociedade moderna são injustas com o sexo masculino.

Pick Up Artists (PUA): na tradução livre, significa “artistas da sedução”. Homens que utilizam técnicas psicológicas e de manipulação para obter sexo. Tratam mulheres como objetos ou prêmios a serem conquistados.

Tradwife: mulheres que defendem o retorno aos papéis tradicionais de gênero, nos quais elas serão exclusivamente donas de casa e submissas ao marido.

Arquétipos e hierarquias:

Blackpill (pílula preta): enquanto o redpill prega que o homem deve acordar e agir, o blackpill afirma que o destino de um homem é determinado exclusivamente pela sua genética (aparência, altura, estrutura óssea). Para eles, se você não nasceu com características físicas superiores, não há esforço ou confiança que mude o fracasso social e amoroso.

Bluepill (pílula azul): termo pejorativo para descrever homens que acreditam na igualdade de gênero ou que buscam relacionamentos saudáveis, vistos pelos grupos misóginos como “alienados” ou “fracos”.

Chad: é o homem visto como geneticamente perfeito, atraente, confiante e sexualmente ativo. Na visão desses grupos, é o único tipo que as mulheres realmente desejam, independentemente do caráter.

Alfa: é o topo da hierarquia social masculina. É a idealização do homem dominante, líder, fisicamente forte, financeiramente bem-sucedido e sexualmente atraente.  Diferente do Chad (que nasce com genética privilegiada), o Alfa é visto como status que pode ser alcançado por esforço e mudança de mentalidade.

Beta: é o homem comum, visto como submisso, cooperativo e sem dominância social. São frequentemente ridicularizados por serem, na visão da machosfera, usados pelas mulheres apenas por estabilidade financeira.

Sigma: popularizado em redes como o TikTok, é o homem visto como um “alfa solitário”, que não precisa de validação social e foca apenas no próprio sucesso. O termo é frequentemente usado para mascarar isolamento e desprezo pelas mulheres.

Stacy: contraparte feminina do Chad. É o termo usado para descrever mulheres consideradas extremamente atraentes e de alto status social, que supostamente só se interessariam por Chads, desprezando todos os outros homens.

White Knight (Cavaleiro Branco): termo pejorativo para descrever homens que defendem mulheres ou causas feministas de forma mentirosa, apenas como estratégia desesperada para tentar conseguir atenção feminina ou sexo.

Becky: mulher considerada de aparência mediana e comum, situada abaixo da Stacy na hierarquia visual criada por essas comunidades misóginas.

Termos e gírias comuns

Depósito: gíria ofensiva usada em fóruns e redes sociais para se referir às mulheres como um todo, tratando-as meramente como recipientes para o prazer sexual masculino.

80/20: teoria pseudocientífica que afirma que 80% das mulheres competem por apenas 20% dos homens (os mais atraentes ou ricos), deixando o restante dos homens sem opções.

Hypergamy (Hipergamia): crença de que as mulheres buscam apenas parceiros de status social ou financeiro superior ao delas para tirar vantagem.

AWALT (All women are like that): sigla, em inglês, para “todas as mulheres são assim”, usada para estereotipar comportamentos femininos.

Femoids ou FHOs: significa “organismo humanóide feminino”, um termo ofensivo que sugere que mulheres são inferiores aos homens, e até mesmo subumanas.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva

Pesquisa Genial/Quaest: Lula cai dois pontos e Flávio Bolsonaro cresce, empatando em eventual 2º turno

Uma nova rodada da pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta um empate técnico no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual confronto na eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, Lula registrou 41% das intenções de voto, dois pontos a menos que na pesquisa anterior, enquanto Flávio Bolsonaro subiu três pontos percentuais e também aparece com 41%.

Além desse cenário, o estudo testou outros possíveis adversários contra Lula no segundo turno. De acordo com os dados, o presidente venceria todos os demais nomes avaliados, incluindo Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite, Renan Santos e Aldo Rebelo. O melhor desempenho entre os concorrentes foi de Ratinho Jr., que aparece com 33% das intenções de voto contra 42% de Lula.

A pesquisa entrevistou presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05809/2026.

Fonte: Metrópolis

Cadeirante escapa de ser atropelado por trem após ficar preso em passagem ferroviária em Minas Gerais

Um cadeirante viveu momentos de tensão na quarta-feira, 4 de março, ao quase ser atingido por um trem enquanto tentava atravessar uma passagem em nível na estação ferroviária de Santos Dumont, em Minas Gerais. O homem acabou ficando preso no meio do trajeto e precisou da ajuda de pedestres que passavam pelo local naquele momento.

Sem conseguir mover a cadeira de rodas a tempo, as pessoas retiraram rapidamente o cadeirante da via férrea para evitar uma tragédia. A cadeira acabou sendo deixada para trás e foi atingida pelo trem. Apesar do susto, o homem não sofreu ferimentos graves.

Em nota enviada à imprensa, a empresa MRS Logística lamentou o ocorrido e explicou que, ao avistar o cadeirante atravessando a passagem em nível mesmo com o trem já se aproximando e a sinalização acionada, o maquinista utilizou os freios de emergência na tentativa de evitar o acidente. Segundo a empresa, porém, um trem não consegue parar com a mesma rapidez de um carro, o que impossibilitou a parada a tempo.

A concessionária também afirmou que a passagem em nível está em boas condições de uso, conta com sinalização adequada e atende às normas técnicas vigentes, além de ter recebido manutenção preventiva recentemente.

Imagens: Reprodução/Internet

Ambulatório do IBB/Unesp Botucatu recruta mulheres que tiveram hipertensão na gestação

Atendimento gratuito oferece acompanhamento nutricional para prevenção de complicações cardiovasculares e promoção da qualidade de vida.

O Instituto de Biociências de Botucatu (IBB/Unesp), por meio do Centro de Estudos e Práticas em Nutrição (CEPRAN), está ampliando o recrutamento de mulheres que tiveram pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional para acompanhamento gratuito no seu Ambulatório de Atendimento Nutricional.

Inicialmente, o projeto contava com um grupo de aproximadamente 30 mulheres previamente cadastradas, que já foram contatadas pela equipe. Agora, o objetivo é expandir o atendimento para outras pacientes que tiverem interesse.

A professora Valéria Cristina Sandrim, docente do Departamento de Biofísica e Farmacologia do IBB/Unesp, justifica a necessidade dessas mulheres serem monitoradas, já que elas podem apresentar risco maior de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional podem entrar em contato para agendamento pelo telefone: (14) 3880-0182 – CEPRAN (que também é whatsapp). Os acompanhamentos às sextas-feiras, no período da tarde, das 14h às 19h.

Sobre o Ambulatório

Criado em maio de 2021, o ambulatório oferece atendimento gratuito às sextas-feiras, no período da tarde, para mulheres de Botucatu e região. O serviço é coordenado pela Prof. Dra. Renata Cintra, do Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação do IBB/Unesp, com apoio dos nutricionistas Gabriel Bossolani da Guarda e Nayana do Valle Saldivar

O ambulatório tem como foco a promoção de qualidade de vida e a prevenção de complicações futuras, especialmente doenças cardiovasculares, que apresentam maior incidência em mulheres que tiveram hipertensão na gestação.