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Câmara aprova nome de Romeu Escolástico para rua e família acompanha homenagem

A Câmara Municipal de Botucatu analisou, na sessão desta segunda-feira (27), projeto de lei que propõem a denominação de rua em um novo loteamento da cidade. Entre as homenagens, está o Projeto de Lei nº 34/2026, de autoria do vereador Nuno Garcia, que sugere o nome “Romeu Escolástico” para a Rua 03. Durante a sessão, familiares dos homenageados estiveram presentes, acompanhando a votação e se emocionando com o reconhecimento público.

A homenagem a Romeu Escolastico resgata a trajetória de um cidadão que marcou gerações em Botucatu. Nascido em 18 de maio de 1923, ele era filho de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil pelo Porto de Santos em 1901. Romeu cresceu em uma família numerosa e trabalhadora, ao lado dos irmãos, todos dedicados à marcenaria. Junto de Antônio e Sabatini, foi sócio de uma marcenaria na Rua Quintino Bocaiuva, tornando-se referência na cidade pela qualidade e capricho de seus serviços, especialmente na confecção de armários embutidos.

Casado com Pedrina, conhecida como Dina, Romeu construiu uma família sólida, deixando três filhos, além de netos, bisnetos e tataranetos que preservam sua memória. Após encerrar a sociedade na marcenaria, seguiu atuando com dedicação e perfeccionismo, conquistando clientes e respeito pela excelência de seu trabalho. Reconhecido como um homem íntegro, trabalhador e profundamente ligado à família, ele faleceu em 25 de março de 2001, deixando um legado de valores como honestidade, respeito e união, agora eternizados também na memória urbana da cidade.

Turbinado pelo cigarro eletrônico, tabagismo volta a ameaçar brasileiros

O aumento do número de jovens fumantes no Brasil volta a se tornar uma preocupação para a saúde pública. O tabagismo é reconhecido pelo Ministério da Saúde como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina. Dados do relatório Vigitel Brasil 2006-2024 mostram um aumento significativo de jovens fumantes. Em 2023, o índice era de 9,2%, subindo para 11,5% em 2024.

Para o professor Ricardo Luiz de Melo Martins, da Faculdade de Medicina da UnB, o aumento do percentual em 2024 se deve ao crescimento do uso do cigarro eletrônico, conhecido como vape. “Até 2024, o Brasil tinha uma política de erradicação do cigarro exemplar. Havia uma tendência declinante, mas passou a aumentar por causa do cigarro eletrônico, principalmente consumido por jovens. Já se sabe, por exemplo, que a nicotina presente no cigarro eletrônico é cerca de 20 vezes maior do que a do cigarro comum”, observa o médico.

A publicitária e influenciadora Laura Beatriz Nascimento, de 28 anos, é uma sobrevivente do câncer de pulmão causado pelo cigarro eletrônico. Ela conta que começou a fumar esporadicamente quando ainda era adolescente, mas, com o passar do tempo, o cigarro se tornou uma necessidade. Em 2020, em uma tentativa de parar de fumar tabaco, começou a usar o vape. “Me mostraram, e eu via que era uma alternativa para parar de fumar. Diziam que era menos prejudicial que o tabaco normal. Eu acabei caindo nessa mentira. Na época, eu achei que fosse verdade”, conta.

Quatro anos depois, em 2024, Laura, na época com 26 anos, descobriu a doença. Ela não precisou fazer quimioterapia, mas metade do pulmão direito foi retirado. “Quando eu estava internada no hospital, comecei a pensar em alguém do meu convívio que não fumava. Não tinha ninguém que não fumava. Aquilo acendeu um alerta em mim e tive a ideia de postar na internet sobre isso para alertar minha família e meus amigos, mas os posts saíram da bolha. Até hoje eu posto”, diz.

Mesmo depois da doença, a vontade de fumar demorou para ir embora. Atualmente, Laura está há 1 ano e 4 meses sem fumar, mas diz que não foi um processo fácil. “Ano passado foi muito difícil. É muito estranho, porque a minha vida de fumante foi relativamente longa. Então, ter que me acostumar com essa nova rotina sem poder fumar foi muito difícil. Já teve dias que eu precisei ir pra casa porque eu via meus amigos fumando”.

O professor Ricardo Martins explica que o cigarro afeta, principalmente, o pulmão, porque o órgão é incapaz de metabolizar substâncias contidas no fumo. “Quando a pessoa fuma, em torno de 5.200 substâncias são inaladas. E isso vai provocar uma inflamação crônica no pulmão. Além das doenças, por que a gente é tão contra o cigarro? É pela inadequação de colocar para dentro do organismo substâncias nas quais o órgão não está preparado para metabolizar”, alerta o especialista.

Segundo o Instituto de Efetividade Clínica e Sanitária, os danos do cigarro custam R$ 153,5 milhões para o Sistema Único de Saúde todos os anos. No Brasil, mais de 145 mil pessoas morrem por doenças relacionadas ao tabaco todos os anos, sendo 477 pessoas por dia. Entre essas, mais de 40 mil mortes correspondem à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, 30 mil à doenças cardíacas, 26 mil ao câncer de pulmão, 20 mil ao tabagismo passivo, entre outros.

Aconselhamento

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostrou que uma conversa de até 5 minutos com um profissional de saúde pode ser decisiva para evitar a iniciação ao fumo ou incentivar o abandono do tabagismo. Os dados mostram que mais de 10 milhões de pessoas estiveram em um consultório médico, mas não foram aconselhadas sobre o assunto. Além disso, a conversa poderia reduzir o número de fumantes em meio milhão e poupar até R$ 1 bi do SUS.

Martins também aponta para a importância da conversa e do acolhimento. “Acredito que em torno de 10% dos pacientes, só de conversar com o médico, já largam o cigarro. Isso é um número expressivo”.

Além disso, existem tratamentos para o tabagismo no SUS. “O tratamento consiste em reuniões, em que são feitas dinâmicas de psicoterapia cognitiva comportamental, dependendo do caso, associado também ao uso de medicação ou de reposição de nicotina”, explica o professor.

Indústria do tabaco

Apesar das políticas de enfrentamento ao tabagismo, a indústria do tabaco argumenta que as restrições ao mercado legal de tabaco estão servindo de combustível para o crime organizado.

Às vésperas da retomada do julgamento do Tema 1.252 no Supremo Tribunal Federal (STF), no próximo dia 01 de maio, o iLab Segurança — organização que reúne autoridades e especialistas da área de segurança pública, combate ao crime organizado e inteligência —, enviou um alerta contundente aos ministros do Supremo: restrições severas ao mercado legal de tabaco estão servindo de combustível para o crime organizado.

Em petição protocolada nesta quarta-feira (22) pelos sindicatos do setor (Sinditabaco BA e RS), o iLabSegurança adverte que a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 14/2012 da Anvisa, que restringe o uso de ingredientes

Os dados técnicos apresentados pelo sindicato ao STF apontam que o mercado ilegal responde por 32% das vendas de cigarro, o que provocou uma evasão fiscal de R$ 105 bi nos últimos 12 anos.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Eva Hambach

Fim da escala 6×1: Estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação

As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6×1.  

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.

Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.

“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta.

Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.

“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita.

Previsões

pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%.

“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%.  Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média.

“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC.

Custos x benefícios

Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.

Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança.

“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea.

A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.

Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho.

“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou.

A Agência Brasil procurou a CNC para comentar as divergências, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Inflação dos preços

 

Supermercados
Foto: Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil/Arquivo
Setor de comércio calcula aumento dos custos com redução da jornada  – Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil/Arquivo

Projeções de aumento de preços com o fim da escala 6×1 são destaque nos estudos de entidades patronais como CNC e CNI, que argumentam que o aumento do custo da mão de obra será repassado ao consumidor final.

O economista da CNI Marcelo Azevedo pondera que a necessidade de contratar mais vai gerar aumento de custos na ponta.

“Tem aumento de custo porque o valor do salário-hora aumentou, então vai ter aumento de custo. Todos os produtos vão ter aumento. Isso é um efeito que vai se acumulando porque cada setor tem o mesmo problema”, explica.

Por sua vez, o economista do Ipea Felipe Pateo avalia que o impacto inflacionário será limitado, lembrando que os empresários podem ainda absorver essa diferença com redução de lucros.

“O aumento no custo operacional é de 1%. Se o empresário repassar integralmente esse aumento, vai ser um aumento de 1% no preço do produto”, afirma Pateo.

Já a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, avalia que não há risco de aumento generalizado de preços.

“Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara.

Ela acrescenta que praticamente todos os setores da economia atuam com capacidade ociosa, que permite aumentar a oferta em caso de pressão no lado da demanda.

“Essa ideia de que uma elevação marginal no custo do trabalho pela contratação gera inflação, não se sustenta. O impacto disso no custo total é tão marginal que é óbvio que não vai impactar no preço do produto. E se a empresa compete, ele não vai reajustar preço porque corre o risco de perder cliente para o concorrente”, justifica.

A nota técnica do Ipea sustenta que a redução da jornada terá efeito semelhante a de aumentos do salário mínimo e afirma que as projeções que preveem redução do PIB e do emprego não são respaldadas por estudos que analisam a experiência histórica brasileira.

“Aumentos reais [do salário mínimo], que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego”, diz a nota técnica do Ipea.

Divergências

A divergência entre as pesquisas ocorre porque os levantamentos partem de pressupostos e premissas diferentes para calcular os impactos sobre o PIB e inflação, por exemplo.

O estudo da Unicamp parte da premissa de que a redução da jornada vai incentivar os empregadores a contratar mais. Em contrapartida, o estudo da CNI parte do pressuposto de que a redução do total de horas trabalhadas diminuiria o total do produto final.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou à Agência Brasil que os estudos de projeções econômicas simplificam a realidade e precisam definir hipóteses para fazer projeções de impactos da mudança.

“Você pode assumir que vai ter ganho de produtividade, você pode assumir que não vai ter ganho de produtividade. E tudo bem. Isso faz parte dos estudos, desde que bem explicitados que tipo de hipótese você está assumindo. Não à toa você tem visões diferentes e não necessariamente erradas, mesmo que conflitantes”, pondera.

Marilene ressalta que a diferença entre as pesquisas não é resultado de uma manipulação das evidências. A partir dos mesmos dados, pode-se chegar a resultados distintos em razão da perspectiva política, econômica e social que o pesquisador tem do contexto que se analisa.

“É um conflito que chamamos de conflito distributivo. É uma disputa para definir para onde canalizar os lucros, a renda do trabalho, o salário e o consumo. O que está em disputa são os ganhos da produtividade”, completa.

Produtividade

 

fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose
Trabalhador da indústria- Amanda Oliveira/GovBA

O estudo da CNI aponta que a redução da jornada de trabalho vai impactar a competitividade das empresas.Ele avalia como improvável o aumento da produtividade para compensar a redução das horas trabalhadas.

Ao aumentar a produtividade, uma empresa pode produzir o mesmo com menos tempo de trabalho.

“A gente, infelizmente, e por diversas razões que não são simples de contornar, está com uma produtividade estagnada há muito tempo. Ela é baixa frente aos outros países. Acho difícil apostar numa melhora significativa de produtividade”, explicou à Agência Brasil o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

A economista Marilane Teixeira aponta que, mesmo com uma jornada relativamente extensa como a brasileira, a produtividade se mantém estagnada.

“Portanto, não é a jornada de trabalho que vai resolver o problema da produtividade. Talvez, até reduzindo a jornada de trabalho, você possa melhorar a produtividade porque as pessoas vão estar mais descansadas”, completa.

O técnico do Ipea Felipe Pateo afirma que há muitas possibilidades para adequação das empresas frente a redução da jornada, não sendo possível antecipar uma queda no PIB.

“A hora liberada do trabalhador pode gerar também maior produção, maior consumo. Pode fazer com que as outras atividades, no tempo livre, tenham uma dinâmica positiva na economia”, explica.

Evolução histórica

 

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988.
Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988. – Arquivo Agência Brasil

Em 1988, a Constituição brasileira reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Em 2002, economistas da PUC Rio e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo que não identificou efeitos negativos no nível de emprego.

“As mudanças relacionadas à jornada de trabalho em 1988 não aumentaram a probabilidade de o trabalhador afetado perder o emprego e diminuíram a sua probabilidade de sair da força de trabalho no ano seguinte à mudança regulatória”.

O economista da CNI Marcelo Azevedo questiona a comparação da redução atual da jornada com a que foi realizada durante a Constituição de 1988, alegando que a economia mudou muito nesses 40 anos.

“A economia era mais fechada, não tinha globalização como tem hoje, não tinha o comércio eletrônico de hoje. Era mais fácil absorver os custos com uma inflação elevadíssima como a daquela época”, rebate Azevedo.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo

Governo empenha R$ 12 bi em emendas às vésperas de sabatina de Messias no STF

O governo federal comprometeu cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares nos dias que antecederam a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal. O empenho significa que o Executivo separou e se comprometeu formalmente a liberar esses recursos.

Do total, R$ 10,7 bilhões integram os R$ 17,3 bilhões que o governo tem obrigação de pagar no primeiro semestre de 2026, conforme calendário definido na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O cronograma determina o repasse de 65% das emendas individuais e de bancada destinadas a fundos de saúde, assistência social e às chamadas “emendas PIX”, de aplicação livre.

No início de abril, apenas R$ 389,8 milhões haviam sido empenhados desse montante semestral, valor inferior a 2% do total obrigatório. Com a aceleração recente, o governo já se comprometeu com mais de 58% do total previsto para o período.

O aumento expressivo ocorre enquanto o Executivo articula votos para aprovar a indicação de Messias. A sabatina está marcada para esta quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O AGU precisa de ao menos 14 votos favoráveis na CCJ para que a indicação avance ao plenário, onde serão necessários 41 votos para sua confirmação como ministro do Supremo.

Fonte: Auri Verde Brasil

Foto: Reprodução

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo investiga Presidente da Câmara Cula por uso de carro oficial como veículo particular desde 2023

Relatórios revelam prática repetida por anos, uso de servidores públicos e gastos pagos com dinheiro da população

Um novo capítulo de polêmica atinge a Câmara Municipal de Botucatu. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) escancaram um cenário grave: veículos oficiais teriam sido utilizados como transporte particular pelo presidente da Casa, vereador Cula (Antonio Carlos Vaz de Almeida).

A denúncia não é pontual. Segundo os documentos, a prática ocorreu de forma repetida ao longo de 2023 e 2024, mesmo após alertas do órgão de fiscalização.

Carro oficial virando carro particular

Os relatórios são diretos: registros da frota apontam diversas viagens com destino descrito como “casa do presidente”, indicando que os veículos públicos eram usados para deslocamentos pessoais.

Na prática, isso significa que um bem pago com dinheiro público pode ter sido transformado em meio de transporte privado.

Reincidência que agrava o caso

O que mais chama atenção é que o problema não foi corrigido.

O Tribunal de Contas aponta que a irregularidade já havia sido identificada anteriormente, mas voltou a acontecer, sendo classificada como reincidente — um fator que aumenta a gravidade do caso.

Conta para o contribuinte

O uso indevido não é apenas uma questão administrativa — ele pesa no bolso da população.

Entre os impactos apontados estão:

  • Combustível pago com dinheiro público
  • Desgaste e manutenção dos veículos
  • Estrutura da Câmara utilizada para fins particulares

Ou seja, segundo o Tribunal, há indícios de gasto público para benefício pessoal.

Motoristas a serviço particular?

Outro ponto preocupante: motoristas da Câmara teriam sido utilizados para atender os deslocamentos do presidente, o que pode caracterizar uso indevido de servidores públicos.

Falta de transparência levanta suspeitas

Para agravar a situação, o Tribunal também aponta falhas na divulgação de informações sobre o uso da frota, dificultando o acompanhamento pela população.

Sem transparência, o controle social fica comprometido — e as dúvidas aumentam.

Possível violação de princípios públicos

De acordo com o TCE-SP, as condutas identificadas ferem princípios básicos da administração pública, como:

  • Legalidade
  • Moralidade
  • Impessoalidade
  • Transparência

E agora?

Diante dos apontamentos, o caso pode ter desdobramentos sérios. Especialistas apontam que situações como essa podem, em tese, configurar:

  • Desvio de finalidade
  • Uso indevido de recursos públicos
  • Possível improbidade administrativa

A reportagem procurou o Presidente da Câmara, Vereador Cula para sua manifestação, porém até o fechamento da matéria nenhum retorno havia sido feito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


REPERCUSSÃO

O caso deve gerar forte repercussão entre moradores e órgãos de controle, já que envolve o uso de recursos públicos em benefício direto de agente político.

 

Ataque brutal em festa: Homem arranca parte da orelha da namorada e é preso em Piracaia

Uma mulher de 25 anos precisou passar por cirurgia após ter parte da orelha arrancada pelo próprio namorado durante uma festa realizada no sábado dia (18), em Piracaia/SP, fica próximo a Atibaia 315 km de Botucatu. O agressor, Wendel Alexandre de Oliveira Poloni, de 29 anos, foi preso. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima, que atua como representante comercial, conversava com outras mulheres no balcão de um estabelecimento.

Em seguida, o homem aparece por trás, puxa a vítima pelos cabelos e, de forma violenta, morde sua orelha, arrancando um pedaço. Pessoas que estavam no local intervieram rapidamente para prestar socorro.

Segundo a Guarda Civil Municipal, a vítima foi encaminhada a um hospital da região, onde passou por procedimentos cirúrgicos. O suspeito foi localizado nas proximidades e apresentava ferimentos, que ele atribuiu a seguranças do estabelecimento.

Em depoimento, negou a agressão e disse que houve apenas uma discussão. A versão, no entanto, contraria o relato da vítima, que afirmou sofrer violência há anos e possuir registros das agressões ao longo do relacionamento de seis anos. De acordo com ela, o ataque teria sido motivado por irritação do companheiro devido à demora na compra de uma bebida. O caso foi registrado na delegacia de Atibaia, e o homem responderá por violência doméstica e lesão corporal.

Prefeitura de Botucatu é notificada pelo FNDE por supostas irregularidades na distribuição dos Ovos de Páscoa

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação, notificou oficialmente a Prefeitura de Botucatu após receber denúncia de possíveis irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O documento, datado de 9 de abril de 2026, solicita esclarecimentos sobre a distribuição de alimentos considerados inadequados aos alunos da rede municipal.

De acordo com o ofício encaminhado ao prefeito Fabio Vieira de Souza Leite, a denúncia aponta que escolas municipais estariam distribuindo Ovos de Páscoa industrializados aos estudantes, prática que pode contrariar as diretrizes nutricionais do programa federal.

O FNDE destaca que o PNAE tem como objetivo garantir alimentação saudável e adequada aos alunos da educação básica pública, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados. A legislação vigente, especialmente a Resolução nº 4/2026 do Conselho Deliberativo do FNDE, restringe a oferta de produtos ultraprocessados e proíbe a utilização de recursos federais para aquisição de itens como chocolates, balas e outros alimentos com alto teor de açúcar.

No documento, o órgão federal estabelece prazo máximo de 10 dias para que a Prefeitura se manifeste oficialmente, informando quais providências foram adotadas diante dos fatos denunciados. O não cumprimento das normas pode resultar na adoção de medidas administrativas por parte do FNDE e de órgãos de controle.

Além da Prefeitura, o FNDE também notificou o Conselho de Alimentação Escolar, presidido por Gislaine Aparecida Mendes, para que acompanhe o caso e informe as ações tomadas para apuração e eventual correção das irregularidades.

O Conselho tem papel fundamental na fiscalização da merenda escolar e deve garantir que os recursos e diretrizes do programa sejam corretamente aplicados, assegurando a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes.

O caso agora aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Botucatu e poderá ter desdobramentos conforme a análise técnica do FNDE sobre as justificativas apresentadas.

Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias

As Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), indicam que as famílias seguem pressionadas por crédito caro e recorrem ao uso de modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito.

Em março, a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas permaneceu elevada, em 61,5% ao ano, apesar do recuo mensal de 0,4 ponto percentual (p.p).

Com o brasileiro pagando juros tão altos, a inadimplência do crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,3% da carteira em março, com queda de 0,1 p.p. no mês, mas aumento de 1,0 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa chegou a 5,3%, com avanço de 1,4 p.p. em um ano.

De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro (aumento de 0,1 p.p. no mês, e de 1,3 p.p. em 12 meses), enquanto o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% (alta de 0,2 p.p. no mês e de 1,9 p.p. na comparação anual).

Crédito às famílias segue em expansão

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,2 trilhões em março, com crescimento de 0,9% no mês.

O crédito às famílias alcançou R$ 4,5 trilhões, com alta mensal de 0,8% e expansão de 10,9% em 12 meses.

No crédito livre destinado às pessoas físicas, o saldo chegou a R$ 2,5 trilhões, avançando 1,1% no mês e 12,3% em relação a março de 2025. O BC destacou o aumento das operações com cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos.

Já o crédito direcionado às famílias — que inclui linhas com recursos e condições definidas por regras específicas — totalizou R$ 2,0 trilhões, com crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em 12 meses.

Crédito ampliado alcança R$ 21 trilhões

O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,0 trilhões em março, o equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano), com leve retração de 0,3% no mês. Em 12 meses, houve crescimento de 11,2%.

O crédito ampliado às empresas atingiu R$ 7,1 trilhões, com expansão mensal de 1,5%, impulsionada principalmente pelos títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução