Artigos do Autor: Fernando Bruder

Avaré: Pré-candidatos a prefeito quase saem em “vias de fato” em Sessão da Câmara

Os vereadores e pré-candidatos a prefeito de Avaré, Roberto Araújo e Marcelo Ortega quase saíram em “vias de fato” durante a sessão da Câmara Municipal, realizada na noite de terça-feira (18).

O clima começou a esquentar quando o vereador Roberto Araújo fazia uso da palavra. Durante sua fala, uma munícipe que acompanhava a sessão do plenário, começou a se manifestar contra o parlamentar, o que desagradou o líder do prefeito na Câmara.

“Aquela senhora, que está se manifestando, porque apoia outro pré-candidato a prefeito, ela deveria pensar na Apae. Utilize a tribuna para defender a Apae e não o pré-candidato. O que a senhora está fazendo, está envolvendo o nome da Apae de forma negativa. Pare de fazer politicagem barata. Vá defender seu candidato nas ruas, mas não fique usando as crianças das Apae para fazer essa politicagem barata”, disparou Araújo.

Enquanto Araújo falava, a munícipe também se manifestou e a sessão teve que ser paralisada para que os ânimos se acalmassem.

Neste momento, iniciou-se uma grande discussão, onde Marcelo Ortega chegou a chamar Araújo de mentiroso. “Demagogo e mentiroso”. Araújo se levantou da mesa e foi em direção de Ortega, momento que a transmissão foi interrompida.

Fonte: A Voz do Vale

 

Empresário que disparou contra casal durante briga de trânsito em Boituva é preso

O empresário Adriano Domingues da Costa, que era procurado por atirar contra o carro de um casal em Boituva, interior de São Paulo, na Rodovia Castello Branco, na sexta-feira (14), foi preso em Alumínio, a cerca de 50 quilômetros do local do entrevero, no início da tarde desta quarta-feira (19).

Costa havia combinado de se entregar e estava se dirigindo a Delegacia de Itapetininga, mas foi interceptado por policiais rodoviários e detido devido a um mandado de prisão contra ele. O empresário, que usou uma pistola com numeração raspada para atirar contra Gabrielle Gimenez e William Isidoro durante uma briga de trânsito, será submetido a exame de corpo de delito e encaminhado para uma unidade carcerária da região.

Ali não tem santinho, não. Eles quase mataram minha família”, desabafou, ao chegar à delegacia. Adriano não possui porte nem registro da arma utilizada no crime.

Imagens: JPNEWS

Incêndio na base do Morro de Rubião Junior causa transtornos aos moradores

Novo foco de incêndio na base do Morro de Rubião Junior na tarde desta quarta-feira (19). Segundo moradores é frequente isso acontecer; “Com esse tempo seco, mato alto, falta de manutenção e com muito lixo no local, propiciam os incêndios podendo atingir as casas daqui, e sem falar dos animais peçonhentos que para fugir do fogo acabam invadindo as casas” . disse morador

O incêndio  foi combatido pelos agentes da Defesa Civil que atendeu ao chamado dos moradores. Ainda não se sabe a causa mas será investigado. Além do incêndio ser um risco ao meio ambiente, é também para pessoas com problemas respiratório. Lembrando que, se o incêndio for causado por alguém caracteriza-se como “Crime Ambiental”.

Lei n 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora: Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

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Itatinga: Carreta com 30 toneladas de bobinas de aço é destruída por incêndio na Castello

Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente uma carreta que transportava 30 toneladas de bobinas de aço na terça-feira (18), na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Itatinga. O incidente aconteceu nas proximidades da praça de pedágio.

De acordo com informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o incêndio teve início após o motorista sentir odor de queimado enquanto trafegava no sentido capital-interior. Felizmente, o condutor conseguiu parar o veículo no acostamento e sair em segurança antes que as chamas tomassem conta da cabine.

Apesar da rápida ação do Corpo de Bombeiros e das equipes da concessionária que administra a rodovia, as chamas se alastraram rapidamente, consumindo a carreta e toda a carga de aço.

As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades. A perícia no local deve ser realizada para determinar a origem das chamas.

 

André Spadaro fala sobre sua pré-candidatura à Prefeitura de Botucatu

Dando sequência as séries de entrevistas com os pré-candidatos, Alpha Notícias recebeu nesta quarta-feira (19), o pré-candidato à prefeito de Botucatu, André Spadaro (Republicanos).

André Spadaro é médico e filho do ex-prefeito, Joel Spadaro, também médico que governou Botucatu de 1989 á 1992, e André pretende dar continuidade ao legado Joel concorrendo à prefeito.

André Spadaro foi Secretário de Saúde de Botucatu na gestão do atual Prefeito Mário Pardini, e teve a árdua missão na pandemia de trazer vacina contra Covid-19 à Botucatu. Em 2022 concorreu a uma cadeira na Alesp como Deputado Estadual, mas não foi eleito.

Filiou-se ao Partido Republicanos em 2023, e foi o primeiro pré-candidato a oficializar entre os postulantes ao cargo de Prefeito de Botucatu após o término na segunda gestão Mário Pardini.

Alpha Notícias:Republicanos tem hoje uma bandeira muito forte, e você, qual é a bandeira que você pretende defender, qual lado político, o norte que você tem nesse sentido?

Spadaro: “Essa é uma questão que já está bem estabelecida, bem definida. Estou filiado ao Republicanos é importante recordar que quando retornei fui Secretário de Saúde em 2017, eu já era do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que é o atual Republicanos. É um partido que defende pautas conservadoras, de valores éticos, de família, cristão, valores de Centro-direita e direita é onde orbita a nossa candidatura, embora já tenho dito e criticado por isso, porque sou uma pessoa moderada e aberta ao diálogo com todos partidos”.

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Porto Alegre: Ocupações de prédios abandonados ganham força

As ocupações de prédios abandonados ganharam força após as enchentes em Porto Alegre. Ao menos quatro ocupações realizadas por famílias atingidas pelas chuvas ocorreram no centro da capital gaúcha desde a histórica enchente de maio. A última ocupação, feita nesse domingo (16) por cerca de 200 pessoas, foi despejada, debaixo de chuva, no mesmo dia pela Polícia Militar (PM) do estado.

Agência Brasil visitou uma dessas ocupações que abriga hoje cerca de 48 famílias, com mais de 120 pessoas. Fica no centro histórico, em um prédio abandonado há mais de dez anos, onde era o antigo Hotel Arvoredo, apelidada de Ocupação Desalojados pela Enchente Rio Mais Grande do Sul.

Diferentemente das outras três ocupações que ocorreram nos últimos dias, essa não foi liderada por um movimento social organizado, mas por famílias que, sem querer ficar em abrigos, procuraram outra saída para a falta de moradia e entraram no prédio no último dia 24 de maio.

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Liziane Pacheco Dutra e o seu marido Anselmo Pereira Gomes, integrantes da ocupação O Rio Mais Grande do Sul. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A faxineira Liziane Pacheco Dutra, de 37 anos, foi viver com o marido, a filha e o enteado, além do pai, da mãe e do sogro, nessa ocupação depois que a casa deles, no bairro Rio Branco, ficou com água até o telhado.

“Aqui em Porto Alegre tem vários prédios ociosos, sem utilidade social nenhuma. O presidente falou que ou ia construir casas, ou comprar casas em leilão. Então, por que não aproveita todos esses prédios que estão ociosos, compra, reforma e dá pra população que perdeu tudo? Não adianta reformar minha casa. Se eu voltar pra lá, a primeira chuva forte que der, enche tudo”, afirmou.

As novas ocupações são sintomas do agravamento da falta de moradia na capital gaúcha. Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, em 2019 existia um déficit habitacional de mais de 87 mil habitações em Porto Alegre, situação que piorou com as enchentes que desalojaram, em todo o estado, mais de 388 mil pessoas, de acordo com o último boletim da Defesa Civil.

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Carlos Eduardo Marque, integrante da ocupação O Rio Mais Grande do Sul. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Carlos Eduardo Marques Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O pedreiro e técnico de celulares Carlos Eduardo Marques, de 43 anos, vive com os quatro filhos e a esposa na ocupação. Ele conta que a família perdeu tudo no bairro Sarandi e, sem ter para onde ir, resolveu conversar com outras famílias insatisfeitas nos abrigos para entrar no prédio abandonado.

“Quando as pessoas começaram a perder tudo e ir para abrigos foi que começou uma explosão. Elas não queriam ir para os abrigos. Eu falei com a minha mãe, com as minhas irmãs, elas conheciam uma família que não estava sendo bem acolhida nesses locais e que aceitou fazer a ocupação. E a gente entrou. Então, nós estamos lutando e acolhendo famílias”, explicou.

Carlos disse que a empresa dona do prédio entrou contra eles na Justiça e que receberam um ultimato de 60 dias para sair, que termina em 12 de agosto. As famílias com quem a Agência Brasil conversou não querem ir para as cidades temporárias ou abrigos.

“Bah, tá louco! Pegam a gente e botam num abrigo, ou botam na cidade temporária. E depois? Daqui a pouco todo mundo esqueceu de nós. Vamos lutar por uma coisa digna para nós”, comentou.

Outras ocupações

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Fachada do prédio aonde vivem integrantes da ocupação O Rio Mais Grande do Sul. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Fachada do prédio aonde vivem integrantes da ocupação Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Antes dessa ocupação, houve outra em antigo prédio abandonado da prefeitura de Porto Alegre, também no centro da cidade, onde funcionava uma companhia de arte. O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) entrou no edifício no dia 31 de maio para abrigar famílias atingidas pela enchente.

Eles estão em processo de negociação com a prefeitura e apresentaram proposta para que o prédio seja usado para moradia popular, além de manter um teatro como espaço cultural e uma cozinha solidária.

Outra ação, feita no dia 8 de junho, foi liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e chamada ocupação Maria da Conceição Tavares, em homenagem à economista que morreu no mesmo dia.

Famílias afetadas pelas chuvas estão vivendo em antigo prédio do INSS, no centro de Porto Alegre, que era usado apenas como depósito pelo órgão. Nesse caso, há um processo de negociação com o governo federal e o próprio INSS para encontrar uma solução de moradia para as famílias nesse prédio ou em outro local.

Reintegração

Situação oposta ocorreu com a ocupação Sarah Domingues, no último domingo, que foi imediatamente desocupada por uma reintegração de posse comandada pela Polícia Militar gaúcha. Famílias lideradas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocuparam por algumas horas um prédio de propriedade do governo do estado abandonado há anos.

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Luciano Schafer durante conversa com integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma das lideranças do movimento, Luciano Schafer, acusa o governo estadual de promover a reintegração sem decisão judicial e de impedir o acesso dos advogados do grupo. “Foi uma ação ilegal e terrorista do governo de Eduardo Leite para colocar medo na população e impedir que novas ocupações ocorram”, denunciou.

Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do estado para comentar o caso, mas não obteve retorno.

A coordenadora do MLB, Tâmisa Fleck, contou que a ação foi realizada por cerca de 200 pessoas desalojadas pelas enchentes em diferentes pontos da capital. Segundo ela, as fortes chuvas impulsionaram o movimento por moradia.

“Entramos num momento em que não tinha como não fazer uma ocupação. Então, nos organizamos. Fizemos reuniões em bairros, porque a gente trabalha de bairro em bairro, conversa com as pessoas, se reúne. Foram várias etapas até resolvermos de forma coletiva fazer a ocupação”, contou.

Após a reintegração, o grupo fez uma plenária nessa terça-feira (18) para discutir os próximos passos. Eles prometem denunciar a ação do governo do estado na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (19) e promover uma reunião na Secretaria de Habitação na próxima segunda-feira (24), para discutir saídas para as famílias desalojadas pelas chuvas.

Déficit habitacional

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Edifício no Centro Histórico aonde vivem famílias de ocupações do MTST. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Edifício no Centro Histórico onde vivem famílias de ocupações do MTST. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O pesquisador do Observatório das Metrópoles, André Augustin, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS), destacou que a política habitacional da região metropolitana de Porto Alegre não tem apresentado soluções de moradias populares.

“De 2010 a 2022, quase dobrou o número de domicílios vagos em Porto Alegre. Há uma política de incentivo à construção de novos prédios, mas é para o mercado, voltado principalmente para a população de alta renda. Por outro lado, houve o abandono da política de habitação de interesse social. É uma política que tem que ser mudada, e agora a enchente mostrou isso de forma mais acentuada”.

De acordo com o Censo do IBGE de 2022, existem mais de 223 mil domicílios não ocupados em toda a região metropolitana da capital. Para Augustin, o uso dos imóveis públicos abandonados é uma solução de curto prazo para essa população.

“Tanto as prefeituras quanto o governo do estado e o governo federal têm muitos imóveis que não estão sendo usados. Eles estão mapeados, já são públicos, não precisariam passar por um processo de desapropriação. No curto prazo, a melhor política seria usar esses imóveis que são públicos. Mas, no médio e longo prazo, é preciso repensar toda a política habitacional  e se voltar mais para a habitação social”, completou.

Ações governamentais

Nessa terça-feira (18), o governo federal editou medida provisória (MP), com R$ 2,18 bilhões, para moradia popular dos atingidos pelas enchentes. Ao todo, espera-se alcançar com esses recursos 12 mil moradias, sendo 10 mil urbanas (com valor médio de R$ 200 mil) e 2 mil rurais (com valor médio de R$ 90 mil).

Também ontem começou a construção dos centros humanitários de Acolhimento em Canoas (RS) e Porto Alegre (RS), uma parceria dos governos federal, estadual, municipais e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O órgão cedeu 208 estruturas com capacidade para receber cerca de 700 pessoas desabrigadas pelas enchentes em Canoas. Mais mil pessoas devem ser acomodadas nessas estruturas temporárias em Porto Alegre.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Bruno Peres

Paulistânia (SP): Preso tio suspeito de agredir menino que morreu após ter alta

Um menino de 3 anos, morador de Paulistânia, morreu na madrugada desta terça-feira (18) em decorrência de parada cardiorrespiratória que, apesar de todas as tentativas, não foi revertida por equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel, em Bauru. Cerca de três horas antes, ele havia sido liberado da mesma UPA, onde ficou em observação por 7 horas. Segundo o boletim de ocorrência (BO), a mãe da criança disse para enfermeiras que ela teria sido agredida pelo tio. O homem teve a prisão temporária decretada e está preso. O caso, registrado como morte suspeita, é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a chefe de gabinete da Prefeitura de Paulistânia, Maria Aparecida Lescova, Marcos Derick Bueno Sisterhen deu entrada na Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade por volta das 15h desta segunda (17), com o quadro de vômito e sonolência.

Durante o atendimento, a mãe relatou que o filho teria sofrido agressões físicas por parte de um tio e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso. Após avaliação médica, ele foi transferido em uma ambulância para a UPA do Geisel, em Bauru.

Na unidade, foi avaliado e ficou em observação. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru informou que o garoto chegou à UPA com os sinais vitais normais. Extraoficialmente, neste primeiro atendimento, a genitora não teria comentado sobre agressões.

Segundo a chefe de gabinete da Prefeitura de Paulistânia, a criança teve alta da UPA às 23h15 e retornou para Paulistânia na ambulância do município, sendo deixada pelo motorista com a mãe, em sua casa, em uma fazenda na zona rural, por volta da 0h30.

Ainda conforme Lescova, por volta da 1h40, mãe e filho retornaram a Paulistânia, onde ambulância fica de plantão. A mulher disse que, ao dar banho no garoto, ele perdeu a consciência. Após regulação junto à UPA de Bauru, ele seguiu novamente para a unidade.

Conforme o BO, Marcos Derick deu entrada na UPA em parada cardiorrespiratória, e sem sinais vitais. Apesar das tentativas de reanimação, teve a morte constatada por volta das 2h30 e o corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) local para exames.

A reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar de Paulistânia para saber se alguma autoridade foi comunicada sobre a denúncia de suposta agressão feita pela mãe da criança, mas a responsável pelo órgão não deu retorno até o fechamento desta edição.

O JC também procurou o delegado do município, Rogério Dantas, responsável pelas investigações, e ele informou que o suspeito do crime está preso temporariamente. Detalhes sobre a prisão serão divulgados nesta quarta-feira (19). O corpo de Marcos Derick foi sepultado no fim da tarde, no Cemitério de Paulistânia.

Fonte: JCNET

Foto: Malavolta Jr.

Botucatu tem mudança na classificação climática

Para debater sobre o assunto e pensar em ações relacionadas ao meio ambiente, reunião da Apa CTB aconteceu na sede do Magma Museu na última quarta-feira (12), aconteceu na sede do Magma Museu (espaço classificado como área de proteção ambiental da cidade), a reunião da Área de Proteção Ambiental – Apa – Corumbataí-Botucatu-Tejupá. O objetivo foi debater e pensar sobre ações relacionadas ao meio ambiente, já que a classificação climática de Botucatu passou por modificações ao longo dos anos.

“O registro dos dados meteorológicos da cidade começou em 1971 e continua até os dias de hoje. Quando estudamos sobre o assunto, conseguimos avaliar a média da temperatura, analisar a intensidade de chuvas da região, e ter um comparativo em relação ao passado. Neste momento, observamos diferentes mudanças.

Por exemplo, o inverno está menos rigoroso, além das modificações que ocorreram nos períodos de chuva”, explicou o palestrante da reunião, José Rafael Franco, Técnico e Analista de Desenvolvimentos pela Fatec Botucatu e aluno do Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Área de Concentração em Irrigação e Drenagem da Unesp – câmpus de Botucatu.

A reunião organizada também foi uma forma de apresentar para a população os dados coletados ao longo dos estudos, como caminho para a organização do planejamento agrícola e urbano da cidade. Além disso, os temas como as ações sobre políticas públicas organizadas pela Apa ganharam espaço no evento.

“A gestão da APA se dá basicamente com articulação dos diversos atores num território, e isso deverá resultar em políticas públicas. O primeiro deles, que já está em andamento, é um plano de manejo, de gestão e direção desse território, e o segundo, são as políticas não só territoriais, mas municipais em função do que ficará decidido neste plano de manejo.

Trazer a discussão de mudanças climáticas neste momento, em que está se elaborando um plano de manejo, é trazer o assunto para adaptação não só de território, mas para os municípios individuais. É um tema de extrema importância, que nos permite tomar as decisões que irão evitar problemas e catástrofes nos anos seguintes.

Mais do que criar conscientização, é necessário provocar que tudo isso resulte em ações efetivas sociais, do poder público, municipal e estadual”, destacou o Gestor Mário Sérgio Rodrigues, da Apa CBT – perímetro Botucatu.

O olhar da Apa e dos participantes envolvidos reforça a temática de um assunto cada vez mais relevante para a cidade e para o mundo. Em 2023, a Organização das Nações Unidas (ONU) comunicou que 2024 poderia ser o ano mais quente em comparação aos períodos anteriores, causando grandes impactos socioeconômicos.

“Essa reunião foi de extrema importância para frisar que, em Botucatu, o cenário não é diferente em relação ao resto do mundo. Os dados apresentados sobre o assunto mostram as consequências das mudanças climáticas, como: intensificação de eventos extremos, chuvas concentradas e intensas ou, partindo para outro extremo, como estações muito secas, afetando o ser humano e o impacto nos ecossistemas naturais.

O plano gestor aqui citado é algo para criar e combater esses efeitos negativos dessas mudanças”, finalizou o participante Diego Sotto Podadera, Professor Assistente Doutor do Departamento de Ciência Florestal, Solos e Ambiente da Faculdade de Ciências Agronômicas – câmpus de Botucatu.

Um pouco mais sobre a Apa CTB

A Área de Proteção Ambiental – Apa – Corumbataí-Botucatu-Tejupá faz parte do Guia de Áreas Protegidas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo do Estado de São Paulo. É considerada uma importante ferramenta para aproximar a população das áreas verdes, utilizando os principais conceitos da preservação ambiental, via uso sustentável dessas áreas.

Em Botucatu, o perímetro envolvido em relação à proteção ambiental envolve a região localizada na Serra, no reverso da Cuesta basáltica, entre os rios Tietê e Paranapanema.

De acordo com o site “Guia de Áreas protegidas”, do Governo do Estado de São Paulo, na Apa de Botucatu encontra-se um dos mais importantes sítios arqueológicos do Estado, o Abrigo Barandi, no município de Guareí, com registros pré-históricos com cerca de 6.000 anos.

Em relação à fauna, essa registra 424 espécies de vertebrados, dos quais 66 são mamíferos, 244 são aves, 58 são anfíbios e 56 são répteis. Essa grande riqueza de espécies, com várias endêmicas e outras ameaçadas de extinção, entre elas, o muriqui e o sagui-da-serra-escuro, decorre principalmente da localização da unidade em uma região de transição de vegetação entre cerrado e mata atlântica.