Denúncia

Mudanças no trânsito na Rua Capitão Tito geram transtornos e risco de acidentes após intervenções na Rodoviária

Moradores da Rua Capitão Tito, nas proximidades da Rodoviária de Botucatu, têm enfrentado transtornos no trânsito após alterações promovidas pela Semutran de Botucatu em razão das obras na região.

De acordo com relatos encaminhados ao portal, veículos estão estacionando regularmente no local e devido aos desvios proveniente da Rodoviária, obrigando o motorista do ônibus a realizar uma manobra arriscada para conseguir seguir viagem, quase provocando um acidente.

Moradores também denunciam que alguns condutores estariam avançando com os veículos de forma imprudente, chegando muito próximo das garagens das residências. “Tem carro que quase entra na nossa garagem”, relatou um morador, demonstrando preocupação com a segurança de famílias e pedestres que circulam pelo local.

As intervenções no entorno da Rodoviária têm como objetivo reorganizar o fluxo viário, mas, segundo a população, a falta de sinalização adequada e fiscalização mais rigorosa estaria contribuindo para o aumento dos problemas.

Os moradores pedem que a Prefeitura e a Semutran reavaliem as mudanças implantadas e reforcem a orientação aos motoristas, buscando garantir mais segurança, organização e respeito a quem vive na Rua Capitão Tito e imediações.

 

Grupo é flagrado correndo nu pelas ruas do Jardim Paraíso durante a madrugada

Moradores do Jardim Paraíso registraram, por volta das 4h10 da madrugada desta sexta-feira, um grupo de estudantes correndo nus pelas ruas do bairro. As imagens, feitas por um residente da região, começaram a circular nas redes sociais nas primeiras horas da manhã e rapidamente geraram repercussão entre a comunidade.

Segundo relatos preliminares, o grupo teria passado por diferentes vias do bairro em clima de euforia, surpreendendo moradores que saíam para o trabalho ou que acordaram com a movimentação e o barulho. Até o momento, não há informações oficiais sobre a identidade dos envolvidos nem sobre eventual intervenção policial.

A situação causou indignação e preocupação entre famílias do bairro, principalmente por se tratar de uma área residencial. Moradores cobram apuração dos fatos e medidas preventivas para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. O caso deverá ser encaminhado às autoridades competentes para análise.

Abandono e risco à segurança marcam cenário do Morro de Rubião Júnior em Botucatu

O Morro de Rubião Júnior, um dos principais cartões-postais de Botucatu, enfrenta uma situação alarmante de abandono e falta de manutenção. A denúncia foi registrada pela Rede Alpha de Comunicação após receber imagens de um munícipe mostrando as condições precárias do local, numa cidade com o novo “status” de Estância Turística de Botucatu. O cenário encontrado no local revela descaso com a conservação, sujeira espalhada e estruturas comprometidas, colocando em risco a segurança dos visitantes.

Entre os problemas mais graves estão os “balaústres” que delimitam as escadarias do mirante. Diversas peças estão soltas, outras já caíram e permanecem espalhadas pelo chão. A estrutura apresenta falhas que permitem a passagem de crianças pequenas por entre os vãos, o que representa perigo iminente de quedas. Além disso, há risco de desprendimento das peças, que podem atingir pessoas que circulam na parte inferior do morro.

Outro ponto crítico é uma antiga torre de comunicação pertencente à Prefeitura, instalada nas proximidades. Após um vendaval registrado no município, a estrutura metálica ficou envergada e apresenta sinais visíveis de ferrugem e deterioração. Utilizada anteriormente para telecomunicação, inclusive pela administração municipal e pela Guarda Civil, a torre permanece no local, oferecendo risco de colapso e possível acidente, já que está situada próxima ao acesso principal do morro.

Na rampa de acesso ao ponto turístico, outro problema chama a atenção: um espaço com acúmulo de água parada, favorecendo a proliferação de mosquitos. A situação, segundo relatos, se arrasta há meses sem solução efetiva. Moradores e visitantes cobram providências urgentes da zeladoria municipal e da Secretaria de Turismo, para que o Morro de Rubião Júnior volte a ser motivo de orgulho para Botucatu, e não exemplo de abandono em um dos seus mais importantes patrimônios naturais e turísticos.

Asissta a Reportagem:

https://www.youtube.com/watch?v=nJToBReYjZg&feature=youtu.be

Foto Capa: Fototurismo Botucatu

Nutricionista da Cozinha Piloto afirma que Laudo do Instituto Adolfo Lutz confirmou que a carne estava imprópria para consumo

O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) de Botucatu voltou a discutir, na reunião desta quarta-feira (25), os desdobramentos do caso das carnes consideradas impróprias para consumo distribuídas na rede municipal de ensino em janeiro de 2026. O encontro foi marcado por debates acalorados entre jornalista da Rede Alpha, nutricionista da Cozinha Piloto, vereador, representantes da secretaria de educação e da Prefeitura de Botucatu.

O nutricionista da Cozinha Piloto, William Fernandes apresentou esclarecimentos adicionais sobre a atuação técnica da Secretaria de Educação e os protocolos sanitários adotados. Segundo ele, a condução do caso seguiu critérios preventivos e normativos. “Desde o primeiro alerta, adotamos medidas cautelares. Houve o bloqueio imediato da proteína, independentemente de marca ou lote, justamente para eliminar qualquer possibilidade de risco. Esse tipo de decisão não é simples, pois envolve logística, contratos e impacto direto na alimentação escolar, mas a prioridade sempre foi a segurança dos alunos, as amostras retiradas passaram por verificação visual, olfativa e laboratorial. Nem todas apresentaram indícios de deterioração. Por isso, os encaminhamentos técnicos consideraram exatamente os lotes questionados”, explicou. Ele acrescentou que toda a documentação foi registrada junto aos órgãos competentes. “Os procedimentos foram formalizados e acompanhados pela vigilância sanitária”

Sobre o descarte das carnes, o nutricionista detalhou que as decisões seguiram orientação técnica. “Quando surgiram as suspeitas, a empresa fornecedora foi imediatamente comunicada e a substituição do produto ocorreu de forma emergencial. Em paralelo, os lotes recolhidos foram isolados para evitar qualquer reintrodução na cadeia de consumo. Esse cuidado é padrão em situações de investigação sanitária”, pontuou.

Durante o debate, o jornalista Fernando Bruder reiterou os questionamentos feitos à administração municipal e destacou o impacto social do caso. “O que nos chamou atenção foi o volume de relatos semelhantes vindos de diferentes pontos da cidade. Famílias, merendeiras e até servidores relataram o mesmo problema. Nossa função como imprensa é justamente dar voz a essas denúncias provenientes da população”, declarou. Bruder também enfatizou a necessidade de comunicação institucional mais ágil. “Em episódios sensíveis, o silêncio oficial da Prefeitura amplia a desconfiança. Transparência é fundamental.”

O vice-presidente do CAE, Luciano Valin, reforçou a preocupação do conselho com os indícios observados em campo. “Quando estivemos nos locais, o odor era muito forte. Não era uma situação subjetiva. Havia registros fotográficos, relatos consistentes e preocupação legítima das famílias. Nosso papel é agir diante de qualquer suspeita que envolva alimentação escolar”, afirmou. Ele voltou a defender maior integração entre o conselho e a Secretaria de Educação. “O CAE não é adversário da gestão, mas um instrumento de controle social. Precisamos ser incluídos nos processos.”

Valin também relatou desconforto com a condução da comunicação durante a crise. “Houve momentos em que a narrativa pública não refletia o que estava sendo verificado pelos conselheiros. Isso gera desgaste desnecessário. A solução passa pelo diálogo e pela clareza das informações”, disse. Valim também solicita uma retratação pública do Prefeito Fábio Leite, pois o prefeito disse em uma emissora de rádio que a Prefeitura teria feito o Boletim de Ocorrência sobre o assunto, fato desmentido por Luciano Valim, tendo em vista não encontrar nenhum Boletim de Ocorrência nos Distritos Policiais de Botucatu.

Outros participantes da reunião também se manifestaram, destacando a relevância do episódio para o aprimoramento dos mecanismos de fiscalização. Conselheiros ressaltaram que o caso evidenciou a importância de revisões nos critérios de recebimento, armazenamento e controle de qualidade dos alimentos. “Não se trata apenas de um episódio isolado, mas de uma oportunidade para fortalecer procedimentos e evitar recorrências”, pontuou um dos membros.

Ao final, William Fernandes informou de maneira categórica que o laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz concluiu que “AS CARNES ANALISADAS ESTAVAM IMPRÓPRIAS PARA CONSUMO”. A confirmação técnica reforçou a versão apresentada pelo Conselho de Alimentação Escolar que foi amplamente divulgada pela Rede Alpha de Comunicação à toda a população botucatuensea.

Fernando Bruder ressaltou que: “A seriedade do caso e ampliou o debate sobre responsabilidades, protocolos e fluxos de comunicação entre fornecedores, poder público e órgãos de controle. Nós tinhamos certeza que a carne estava imprópria, pois acompanhei reportando em diversas partes do município, relatos e depoimentos, visualizando o estado da carne fornecida pela Prefeitura de Botucatu aos alunos da Rede Municipal de Ensino“.

O CAE reiterou que seguirá acompanhando o tema e cobrando medidas que garantam rigor técnico e transparência administrativa. O caso permanece como um dos assuntos mais sensíveis da pauta educacional do município, mobilizando famílias, profissionais da educação e autoridades locais.

Afinal, quem é o subprefeito de Vitoriana? Contradições expõem possível irregularidade administrativa em Botucatu

O Distrito de Vitoriana, um dos mais tradicionais de Botucatu, tornou-se alvo de questionamentos após informações conflitantes envolvendo cargos e salários dentro da estrutura da Prefeitura de Botucatu. A dúvida que ecoa entre moradores e servidores é direta: Quem é, de fato, o subprefeito do distrito de Vitoriana?

Segundo o site oficial da Prefeitura, www.botucatu.sp.gov.br,  o Município de Botucatu é formado pelos distritos de Cesar Neto (mais conhecido por Anhumas), Rubião Júnior e Vitoriana.

De acordo com dados disponíveis no portal oficial do município, Benedito Ferreira de Oliveira, conhecido como “Dito Ferreira”, aparece vinculado a uma função administrativa associada a um suposto “Distrito de Balneário” — denominação que não consta formalmente entre os distritos reconhecidos pelo próprio município. A inconsistência levanta um alerta imediato: como pode existir a designação de subprefeito para uma unidade administrativa que oficialmente não existe?

A situação ganha contornos ainda mais delicados diante dos valores envolvidos, segundo o Portal Transparência de Botucatu, o atual subprefeito de Vitoriana é Dáurio Pereira de Oliveira, conhecido como “Dáurio Leal”. Registros indicam remuneração mensal superior a Sete Mil reais por mês atrelada à função, custeada com recursos públicos. O nome de Dáurio Leal aponta para uma função estaria concentrada no Pronto Socorro Adulto, exercendo atividades de “humanização”, função que não é reconhecida pelos Órgãos Oficiais de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). Outro fator que chama atenção é, como Dáurio conseguiria manter 40 horas semanais em Vitoriana se ele cumpre escala no Pronto Socorro Adulto?

Enquanto isso, investigação feita pela REDE ALPHA indica que Dáurio Leal mantém livre acesso a áreas internas do Pronto Socorro, o que amplia as dúvidas sobre a natureza exata de suas atribuições e a compatibilidade entre função, lotação e remuneração.

Print do Portal Transparência da atuação dos subprefeitos de Botucatu

Para esclarecer a situação, a equipe da Rede Alpha esteve presencialmente na subprefeitura de Vitoriana. No local, funcionários afirmaram de forma categórica que o subprefeito em exercício seria “Dito Ferreira” há muitos anos, desde a saída do ex-subprefeito “Dadá”. Segundo os servidores, o nome de Dáurio Leal não seria reconhecido como responsável pela administração distrital. Em contato telefônico, Dito Ferreira confirmou ocupar o cargo de subprefeito de Vitoriana.

Diante do cenário, a população cobra respostas objetivas. Existem dois subprefeitos vinculados ao mesmo distrito? Há desvio de função ou falha administrativa? A ausência de clareza em cargos públicos não é mera formalidade burocrática — trata-se de transparência na aplicação do dinheiro público. Outra questão até então sem respostas é, de onde veio esse Distrito de Balneário citado pelo Portal Transparência? A Rede Alpha buscou registros na Câmara de Botucatu e também não encontrou nenhuma documentação citando que Botucatu teria esse Distrito.

A Prefeitura precisa se manifestar de maneira técnica e documental, esclarecendo a base legal das nomeações, a correta lotação dos servidores e a correspondência entre função exercida e salário recebido. Em tempos de rigor fiscal e cobrança por eficiência na gestão pública, inconsistências dessa natureza exigem explicações imediatas.

A reportagem da REDE ALPHA DE COPMUNICAÇÃO procurou na data de ontem, 23/02, o prefeito Fábio Leite, o Secretário Municipal de Administração Hércules José dos Santos,  o subprefeito de “Balneário” Benedito Ferreira de Oliveira, o subprefeito de Vitoriana Dáurio Pereira de Oliveira, porém até o fechamento da matéria não nos retornaram

Em Nota, a Secretaria de Comunicação de Botucatu relata que:

Subprefeito, assim como todos os cargos comissionados, tem flexibilidade de atuar em todas as secretárias e não fica engessado a uma situação ou região, atendendo a conveniência e a oportunidade do interesse público municipal.”

Questionado mais uma vez pela Rede Alpha sobre quem seria o subprefeito de Vitoriana, a Secretaria de comuinicação respondeu:

“O organograma da Prefeitura está disponível no Portal da Transparência, para consulta ampla e pública.”

O caso segue gerando repercussão e continuará sendo acompanhado pela Rede Alpha.

Vereador Abelardo é Contra a Investigação das Denúncias sobre a GCM pela Câmara Municipal

A sessão desta segunda-feira (23/02) na Câmara Municipal de Botucatu foi marcada por um discurso inflamado do vereador Abelardo, que adotou um tom duro ao abordar a repercussão das denúncias envolvendo a Guarda Civil Municipal (GCM) veiculadas pela Rede Alpha de Comunicação. Em sua fala, o parlamentar criticou o que classificou como uso político do tema, afirmou que o caso já está sob investigação do Ministério Público e defendeu que a população aguarde a conclusão oficial das apurações. O vereador também demonstrou irritação com a atuação da imprensa, se referindo à Rede Alpha, alegando que determinadas abordagens buscam visibilidade e podem induzir interpretações precipitadas.

Sem mencionar nomes diretamente, Abelardo fez referências à cobertura jornalística de Fernando Bruder e às críticas direcionadas aos vereadores, sustentando que há um ambiente de “politicagem” em torno do assunto. A manifestação elevou a tensão no plenário e provocou imediata repercussão nos bastidores políticos e nas redes sociais.

Discurso do vereador Abelardo na íntegra

Infelizmente, nem cito o nome da imprensa, fazendo politicagem em relação ao assunto da GCM envolvendo alguns guardas municipais, lembrando que infelizmente se usa isso e já está no Ministério Público, já está sendo investigado, aí vem certa imprensa que não vale nem falar o nome, que não tem nem mais visualizações, querendo aparecer no meio de política, supostamente também em futuras eleições, isso é lamentável, já está tendo investigação pelo Ministério Público, assim que sair o trâmite, aí vai ser tomada as medidas, então cuidado pessoal, quando você vê algo, alguma imprensa usando ou a GCM, ou usando imagem, esperem a finalização. Finalização dessa investigação, que está inclusive no Ministério Público, não caia nessa politicagem.

Aí vem criticar vereadores. Olha, os vereadores não estão investigando, vai para a ponta da praia. É uma vergonha, lamentável o negócio desse. Ainda bem que a população, a maioria, não cai nessa, nesse negócio de politicagem, de querer apresentar requerimento na casa, como se fosse o líder de tudo. No entanto, você vê, a maioria das pessoas nem estão esquentando, porque já sabe que está no Ministério Público. Aí vem essa imprensa criticar a mim, aos vereadores.

É, sempre tem aqueles que não acompanham a política e acabam sendo induzidos. Pedido por quem quer fazer politicagem, lamentável, mas parabéns ao prefeito que já está aguardando, as pessoas, os vereadores também que estão de olho, parabéns a todos, então estamos sim de olho. Se tem no Ministério Público, calma, hora que sair, o resultado vai ser divulgado.

Em relação a… e amanhã é capaz de sair manchete, entrei novamente com pedido, não foi aceito na Câmara Municipal, olha, é uma piada, né, mas tudo bem.”

 

 

Após a manifestação do vereador, o jornalista Fernando Bruder respondeu de forma crítica:

“Utilizar a tribuna da Câmara Municipal para tratar de um tema tão grave e que envolve diretamente o interesse público, revela uma atitude incompatível com a função de um vereador, cujo dever é defender a população e zelar pela transparência dos atos públicos.

O fato de o Ministério Público estar conduzindo uma investigação não exclui a função do Poder Legislativo de exercer sua atribuição constitucional de fiscalizar. Cabe a cada vereador analisar e apurar denúncias, especialmente quando envolvem questões sensíveis e de grande relevância, como as que dizem respeito à alta cúpula da Guarda Civil Municipal de Botucatu.

Lamento que, em vez de fortalecer os mecanismos de controle e garantir clareza à sociedade, opte-se por classificar o debate como ‘politicagem’. A transparência e a verdade devem prevalecer acima de disputas políticas. A população merece respostas, responsabilidade e compromisso com a ética pública.”

Entenda o caso

O episódio ocorre após o arquivamento de mais um requerimento que buscava aprofundar a análise de questionamentos relacionados à Guarda Civil Municipal e à Secretaria de Segurança. A proposta pretendia abrir espaço para a eventual criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), instrumento previsto para investigação parlamentar.

Embora o pedido não apresentasse caráter acusatório, a decisão reacendeu o debate sobre o papel fiscalizador do Legislativo, transparência e responsabilidade institucional. O embate entre vereador e jornalista amplia a divisão de opiniões no cenário político local e promete novos desdobramentos.

Assista a declaração do Vereador Abelardo

Adolescente caminha 8 km até hospital e perde testículo em Botucatu

Um adolescente de 15 anos perdeu o testículo direito após aguardar mais de 12 horas por uma transferência médica entre o Pronto-Socorro Adulto (PSA) de Botucatu (SP) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

Segundo a mãe do jovem, ele chegou a caminhar cerca de oito quilômetros, sozinho, até a unidade hospitalar.

O caso aconteceu entre os dias 6 e 8 de fevereiro. O G1 ouviu a versão da mãe e procurou a Prefeitura de Botucatu, responsável pelo PSA, e o Hospital das Clínicas da Unesp.

A mãe denuncia negligência por parte do município devido à demora na transferência do filho, que apresentava quadro de torção testicular, condição considerada emergência médica, pois pode levar à perda do órgão se não tratada rapidamente.

Veja abaixo como foi todo o atendimento:

Sexta-feira (6 de fevereiro)

7h – De acordo com a Prefeitura de Botucatu, o adolescente relatou ter começado a sentir dores nos testículos por volta das 7h, enquanto estava em casa.

11h – O jovem procurou sozinho a Unidade de Saúde da Família de Rubião Júnior, distrito de Botucatu. Ele não estava acompanhado por um responsável.

Após atendimento inicial e suspeita de torção testicular, a equipe acionou a mãe e o encaminhou ao Pronto-Socorro Adulto para realização de exames complementares.

“Eles me ligaram pedindo para que eu fosse acompanhá-lo, já que ele tem 15 anos. Saí do trabalho, passei em casa e o levei ao PSA”, contou a mãe ao g1.

Jovem foi encaminhado da Unidade de Saúde da Família (USF) para o Pronto Socorro Adulto em Botucatu (SP) — Foto: Arquivo pessoal

14h30 – Mãe e filho chegaram ao Pronto-Socorro Adulto. Segundo ambos os relatos, o médico plantonista reforçou a suspeita de torção testicular e solicitou a transferência do paciente para o Hospital das Clínicas da Unesp, via sistema Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross).

“Ele disse que realmente parecia ser torção e que precisava encaminhar para a Unesp. Falaram que iam solicitar a transferência, porque lá não atendem sem encaminhamento”, relembra a mãe.

O Hospital das Clínicas não atende emergências de portas abertas, e atende apenas por meio de encaminhamento via Cross, Samu ou outras unidades de saúde da região.

17h07 – Segundo o Hospital das Clínicas, a solicitação de transferência foi recebida às 17h07.

17h30 – Ainda de acordo com o hospital, o pedido foi aceito às 17h30, um “aceite imediato”. A partir desse momento, caberia ao município providenciar o transporte do paciente até a unidade.

Adolescente perde testículo após esperar mais de 12 horas por transferência e caminhar 8 km até hospital em Botucatu — Foto: Arquivo pessoal

Adolescente perde testículo após esperar mais de 12 horas por transferência e caminhar 8 km até hospital em Botucatu — Foto: Arquivo pessoal

Desencontro de informações

A Prefeitura de Botucatu afirma que, após o aceite da transferência, o adolescente não foi localizado no Pronto-Socorro para ser encaminhado por ambulância. Segundo nota enviada ao g1, o atendimento foi encerrado com registro de evasão.

“Após tentativas de localizar o paciente para a remoção, o atendimento foi encerrado por evasão do serviço”, informou a administração municipal.

A versão diverge do relato da mãe. A mãe afirma que permaneceu com o filho na unidade até cerca das 23h30 e que não foi informada de que a vaga já havia sido liberada.

“A transferência demorou muito. Diziam que estavam esperando a Unesp liberar a vaga. Quando chegamos lá, um funcionário e o médico confirmaram que a vaga estava liberada desde as 17h”, afirmou.

Caminhada até o hospital

Segundo a mãe, o adolescente sentia dores intensas e, já no fim da noite, saiu sozinho do Pronto-Socorro e foi a pé até o Hospital das Clínicas, um percurso de aproximadamente oito quilômetros.

“De tanta dor e revolta, ele levantou e foi sozinho até a Unesp. Eu tentei impedir, mas não consegui. Depois fui atrás, desesperada. Liguei para o meu marido e procuramos de carro, mas não o encontramos”, relatou.

Sábado (7 de fevereiro)

2h – O adolescente deu entrada na emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp.

Apesar de a unidade não atender casos de portas abertas, o hospital localizou o encaminhamento via Cross e realizou o atendimento.

Ficha de atendimento cirúrgico de jovem de 15 anos em Botucatu (SP) — Foto: Reprodução

Ficha de atendimento cirúrgico de jovem de 15 anos em Botucatu (SP) — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, o jovem foi avaliado por um urologista durante a madrugada e passou por cirurgia. O diagnóstico de torção testicular foi confirmado e foi necessária a remoção de um dos testículos.

“Por causa da demora, houve complicações. O médico disse que, se demorasse mais, ele poderia ter perdido o outro também”, afirmou a mãe.

Ela também critica a falta de informação no PSA. “Disseram que o levariam de ambulância. Se tivessem me avisado que eu poderia levá-lo, teria chamado meu marido e nós mesmos o levaríamos. Mas insistiram que precisávamos esperar.”

Domingo (8 de fevereiro)

O adolescente recebeu alta hospitalar. Segundo o Hospital das Clínicas, a cirurgia ocorreu sem intercorrências e o paciente se recupera bem. A mãe informou ainda que procurou a ouvidoria do município para relatar o caso.

Mãe abriu reclamação na ouvidoria da Prefeitura de Botucatu (SP) — Foto: Reprodução

Mãe abriu reclamação na ouvidoria da Prefeitura de Botucatu (SP) — Foto: Reprodução

O que diz a Prefeitura de Botucatu

A Prefeitura de Botucatu esclarece que o paciente referiu início dos sintomas por volta das 7h da sexta-feira e procurou sua Unidade Básica de Saúde, recebeu atendimento e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Adulto.

O paciente deu entrada e recebeu a primeira avaliação médica ocorreu por volta das 14h30. Após avaliação e medicação, a equipe médica solicitou a transferência para o Hospital das Clínicas para avaliação da equipe de urologia.

A autorização de transferência pelo sistema da Cross ocorreu por volta das 17h30, porém o paciente não foi localizado no PSA para encaminhamento por meio de transporte de ambulância, assim que concluídos transportes de outros pacientes que se encontravam em curso.

Conforme protocolos assistenciais, após tentativas de localizar o paciente para a remoção, o atendimento foi encerrado por evasão do serviço.

A prefeitura destaca que mantém no PSA duas ambulâncias exclusivas para transporte de pacientes para o Hospital das Clínicas, para agilizar o atendimento, e que o transporte é realizado sempre mediante autorização de transferência pela Cross.

O g1 questionou a Prefeitura de Botucatu sobre a divergências entre as versões da mãe e do município, após o encaminhamento da nota, mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

O que diz o Hospital das Clínicas

Em nota, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) informou que recebeu, por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), a solicitação de vaga referente ao paciente V.J.R.S. no dia 6 de fevereiro, às 17h07.

Após avaliação da especialidade, o caso foi aceito às 17h30 do mesmo dia, sendo caracterizado como aceite imediato.

O HCFMB esclarece que todos os protocolos assistenciais foram cumpridos, de acordo com a condição clínica do paciente, que recebeu alta hospitalar no dia 8 de fevereiro.

Fonte: G1

Moradores denunciam omissão da Prefeitura diante de erosão, esgoto a céu aberto e risco à população

Moradores da Vila Ema voltam a denunciar o que classificam como abandono do poder público municipal. A equipe da Rede Alpha de Comunicação esteve novamente no bairro, já conhecido pelas recorrentes queixas de erosão, acúmulo de mato, falta de limpeza e problemas estruturais. Desta vez, o foco das reclamações é o escoamento de água e o lançamento de esgoto a céu aberto que já virou algo rotineiro, situação que, segundo os residentes, tem provocado danos materiais e colocado famílias em risco.

Um morador relatou que precisou adotar medidas paliativas para conter o avanço da erosão em sua propriedade. De acordo com ele, cerca de 33 caminhões de terra foram utilizados para minimizar o problema, material que teria sido obtido por meio de doação. “A erosão estava muito grande, destruiu parte do muro e afetou a galeria lá embaixo. Aqui é muito difícil. Além do esgoto correndo a céu aberto, ainda enfrentamos o descarte irregular de lixo, que vem até de caminhões”, afirmou.

Os relatos também apontam para um problema crônico de infraestrutura. A canalização existente, além de não ser fechada, receberia não apenas esgoto, mas também grande volume de águas pluviais vindas de regiões mais altas da cidade. Em períodos de chuva, moradores afirmam que o fluxo intenso agrava o processo de erosão, danificando muros e ameaçando residências localizadas em áreas mais baixas. “Quando chove, é muita água. Se alguém cair nessa galeria, pode morrer”, alertou o morador.

Quanto ao vazamento de esgoto registrado várias vezes, o residente informou ter comunicado a SABESP, concessionária responsável pelo saneamento, destacando que esse tipo de ocorrência costuma ser resolvido com maior rapidez, mas infelizmente é constante. Já em relação às demandas direcionadas à Prefeitura, a principal crítica é a demora ou ausência de providências. “A gente faz protocolo, procura solução, mas a sensação é de que estamos largados”, desabafou.

Além dos danos estruturais e sanitários, a situação também levanta preocupações de segurança. A presença de montantes de terra improvisados e a deficiência de iluminação pública no trecho aumentariam o risco de acidentes, especialmente no período noturno. Moradores cobram uma solução definitiva para os problemas de drenagem, contenção de erosão e saneamento, ressaltando que os transtornos na Vila Ema não são recentes, mas persistem há anos sem resolução efetiva.

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