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A Valorização do Professor

Pesquisa recente esclareceu que o Brasil é um dos países que menos valoriza o professor. Até aí, nenhuma surpresa. Não é preciso ser um especialista para chegar a esse resultado. Basta entrar numa sala de aula de ensino médio, por exemplo, e perguntar aos alunos quem deseja ser professor. Haverá um silêncio sepulcral. Ninguém está a fim de ser professor. Bem, para não ser radical, vamos dizer que quem deseja ser professor é exceção, não regra.

E por que isso acontece? Não se pode ser simplista e dizer que existe apenas um motivo. Os simplistas dizem que o salário do professor não atrai o jovem de hoje. Isso não é a verdade total. É certo que o salário não é lá essas coisas, mas o motivo principal não está aí. No mundo competitivo de hoje, em qualquer profissão que se exerça o cara tem que ser competente. Se não for, não vai ganhar bem. Há médicos que ganham mal. Há advogados que ganham mal. Como há médicos e advogados que ganham muito bem. Com o professor acontece a mesma coisa. Se for competente, poderá não ganhar tanto quanto o médico competente, mas com certeza será bem remunerado.

O desprestígio da profissão de professor está diretamente relacionado aos caminhos tortuosos que são trilhados pela educação brasileira. Os resultados das avaliações externas nos deixam envergonhados. Estamos quase sempre nas últimas posições, perdendo para países muito mais pobres. Até na América do Sul, em que deveríamos ser reis, estamos abaixo de países como Argentina, Chile e Uruguai.

Em primeiro lugar, os nossos dirigentes têm uma visão muito imediatista de educação. Um mandatário quer realizar algo, para que fique como marca de seu governo. Ninguém quer fazer um plano consistente que poderá dar resultados no futuro. O mandatário quer lançar o plano e colher os resultados no seu mandato. O resultado é sempre o mesmo: tudo é feito de afogadilho, sem nenhuma estrutura consistente e os resultados são esses que vemos há anos.

Por outro lado, os governantes querem sempre realizar coisas que são vistas com facilidade pela população, como a construção de novos prédios, como a aquisição de uma parafernália no campo da informática… Coisas assim. Enquanto fazem questão de gastar dinheiro construindo

prédios, os que já existem estão semiabandonados e alguns estão ociosos, em boa parte. Isso fica bem para o político. Mas não fica bem para a educação.

Valorizar o professor corresponde a dar-lhe meios de se aperfeiçoar constantemente. Corresponde também a oferecer-lhe uma estrutura condizente com as necessidades de seu trabalho. A ele também devem ser dadas condições reais de trabalho e autoridade para desempenhar bem suas funções. Ao professor deve ser dada a oportunidade de ter um trabalho continuado com uma clientela. O professor não pode ser apenas um repetidor de decisões de pessoas que não conhecem o aluno, a escola e o meio em que está inserida.

O professor deve ser um líder, numa pessoa motivada e engajada na atividade que desenvolve. O professor deve ser uma pessoa feliz e bem-sucedida. Ninguém quer aprender com uma pessoa infeliz e fracassada. Enquanto não se trabalhar a figura do professor, não conseguiremos bons resultados na educação. E continuaremos a lamentar as mesmas derrotas de sempre.

colunista: BAHIGE FADEL

Relatos de brasileiros que vivem a traumática experiência da paralisia do sono

“Eu tive essa sensação pela primeira vez aos nove anos. Acabei dormindo enquanto estava assistindo televisão no quarto. Em meio ao sono, abri meus olhos e vi vários vultos vindo em minha direção. Eu tentava gritar, mas ninguém me ouvia. Eu tentava me mexer e não conseguia. Isso durou alguns minutos”, relata a fotógrafa Bianca Machado, de 23 anos.

A partir da primeira experiência, ela passou a viver constantes momentos em que teve o sono interrompido pela assustadora sensação de acordar, não conseguir se mexer e avistar vultos.

Sensação semelhante à vivida com frequência por Bianca é descrita por várias outras pessoas. “Comecei a passar por isso ainda na infância. Eu sentia alguém me observando e depois se sentando ao meu lado, em meu colchão. Não conseguia me mexer, ficava totalmente imóvel e sempre pensava que eu fosse morrer”, relata o músico e técnico em eletrônica Jairo Estevam, de 60 anos.

“Tenho isso há 25 anos. A primeira vez aconteceu quando eu estava dormindo no banco de trás do carro, durante uma viagem. Quando abri os olhos, ouvia tudo o que minha família conversava, mas não conseguia me mexer, apesar de tentar muito. Depois de um tempo, finalmente acordei. Após esse dia, passei a ter aquela sensação estranha com frequência. Dois anos depois, comecei a ver coisas horrendas, como monstros”, narra a relações públicas Priscila Matos, de 35 anos.

Bianca, Jairo e Priscila têm paralisia do sono, condição na qual o indivíduo desperta, mas é incapaz de realizar qualquer movimento corporal voluntário, pois os músculos não respondem — é como se você estivesse em parte acordado, mas seu corpo ainda estivesse dormindo. A paralisia pode envolver situações como o aparecimento de vultos ou criaturas assustadoras.

Sergio Victor StelletDireito de imagem ARQUIVO PESSOAL
Sergio Victor viveu a experiência pela primeira vez aos 14 anos

“A paralisia do sono causa a incapacidade de falar ou mover os membros, tronco e cabeça, mesmo com a sensação de consciência preservada sobre o que está acontecendo”, explica o psiquiatra Alexandre Azevedo, membro do Programa de Transtornos do Sono, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

A paralisia acontece quando o indivíduo desperta do estado mais profundo do sono, denominado REM (rapid eye moviment, em português, movimento rápido dos olhos). Ela pode durar segundos ou alguns minutos.

“Quando despertamos, existe uma ativação sincrônica entre o cérebro e a medula, responsável pelo movimento corporal. Mas quando há a paralisia do sono, há um desbalanço, no qual o cérebro acorda, mas o comando de despertar é bloqueado para a medula. Não acontece a sincronia e há apenas a ativação cerebral, não a medular, por isso a pessoa não consegue se mexer”, diz o neurologista Alan Eckeli, especialista em Medicina do Sono e professor da USP de Ribeirão Preto.

De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, há estudos que apontam que entre 15% a 40% de determinada população podem vivenciar alguma situação de paralisia do sono ao longo da vida. As estimativas, segundo especialistas, variam conforme a população estudada, em razão de itens como os fatores culturais e étnicos.

A paralisia do sono

Há diversos relatos sobre paralisia do sono ao longo da história, em diferentes populações. “Esse fenômeno biológico está relatado na história em diferentes momentos, desde a antiguidade. Em todo o mundo já houve relatos de paralisia do sono”, relata Eckeli.

Há inúmeros fatores que podem fazer com que a pessoa tenha paralisia do sono. Para muitos especialistas, trata-se uma característica genética. Estudos também apontam que ela pode ser influenciada por situações como constante estresse, privação do sono — quando o indivíduo dorme menos de sete horas por dia —, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e utilização de medicamentos para induzir o sono, sem orientação médica.

A paralisia do sono também pode estar relacionada a doenças psiquiátricas como transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico.

Bianca MachadoDireito de imagem: ARQUIVO PESSOAL
Bianca Machado diz que já teve episódios em que via vultos vindo até ela

O fenômeno é muito comum em indivíduos que possuem narcolepsia, transtorno no qual a pessoa tem sonolência intensa ao longo do dia, mesmo que tenha dormido bem durante a noite.

Nem todos os casos de paralisia envolvem alucinações, há situações em que a pessoa apenas não consegue se mexer. Porém, as experiências alucinatórias — que podem ser auditivas, visuais ou táteis — são recorrentes e, segundo estudos, podem estar presentes em até 75% dos casos.

As experiências relatadas durante a paralisia do sono são diversas. Há pessoas que veem diferentes vultos, outras que sentem alguém se aproximando, há quem sinta um bicho com características assustadoras em cima de si, entre outros diversos tipos de relatos.

As alucinações durante a paralisia, conforme os estudos, podem acontecer porque pouco antes de despertar, a pessoa estava no estágio mais profundo do sono, onde acontecem os sonhos mais vívidos.

No limiar do sonho

Bianca Machado comenta que entre as experiências mais assustadoras que já vivenciou durante a paralisia do sono está a vez em que ela teve a sensação de que seria morta. “Um homem falou comigo e muitos vultos começaram a aparecer. Eles queriam me pegar, me matar e eu fiquei desesperada para acordar. Quando consegui me mover, estava com uma crise de ansiedade muito forte e com uma tristeza imensa”, relata.

Ela conta que há dois anos passou a ter a sensação de sair do próprio corpo durante a paralisia do sono. “Parece que minha alma está flutuando. É horrível”, descreve.

“A sensação de sair do próprio corpo pode acontecer durante a paralisia do sono. Isso faz parte da atividade alucinatória”, comenta o psiquiatra Alexandre Azevedo.

Jairo EstevamDireito de imagem ARQUIVO PESSOAL
Jairo Estevam teve paralisia do sono durante 50 anos

Em muitos dos relatos, as pessoas descrevem que tiveram sensação de mal-estar físico durante o episódio.

“Senti um homem se deitando sobre mim. Ele era muito pesado e eu me sentia afundando no colchão, sem conseguir me mover. Quando consegui me mexer, notei que não havia ninguém no quarto”, relata Priscila Matos, ao comentar sobre uma das paralisias mais traumatizantes que vivenciou.

Especialistas afirmam que as sensações físicas durante a paralisia do sono acontecem porque o indivíduo não tem domínio do próprio corpo quando vivencia o fenômeno biológico.

Por exemplo, a pessoa pode ter a percepção de falta de ar, porque no momento ela não tem controle voluntário da respiração, mas continua respirando de forma natural. Como não consegue fazer a respiração de modo voluntário, pode ter a percepção de falta de ar. Mas ela não vai morrer durante a paralisia”, comenta Eckeli, que ressalta que a paralisia não causa riscos de morte.

As alucinações

Há pessoas que associam as alucinações da paralisia do sono a questões sobrenaturais. O compositor Rodrigo de Freitas, de 34 anos, relata que teve a primeira experiência aos oito anos. Desde então, conta que se tornou frequente. Para ele, os elementos que aparecem durante a paralisia podem ser algo de “outra dimensão” e que precisam ser muito bem analisados. “As pessoas precisam ir mais a fundo em suas experiências com a paralisia do sono, para perceber os sinais e a oscilação de energia no ambiente”, afirma.

“Acredito que não é algo da nossa dimensão. Porém, não saberia explicar mais detalhadamente. Penso que tem relação com energia, algo que estamos longe de descobrir, porque as pessoas aceitam muito facilmente respostas prontas”, completa o compositor.

Assim como Rodrigo, outras diversas pessoas relacionam a paralisia a algo que possa ter uma origem sobrenatural. Em razão disso, há casos de pessoas que chegam a recorrer a igrejas ou outras representações religiosas para tentar compreender o assunto e até tentar evitar novas paralisias.

Eles afirmam que as figuras descritas por aqueles que têm paralisia do sono são semelhantes, entre elas um animal escuro, às vezes peludo, e de olhos vermelhos, que surge sobre o peito das pessoas. Há também constantes relatos de um homem com uma cartola preta.

Rodrigo de FreitasDireito de imagem ARQUIVO PESSOAL
 Rodrigo de Freitas atribui o fenômeno a coisas sobrenaturais

Não há uma definição para a origem das alucinações que podem surgir durante a paralisia do sono. Especialistas acreditam que possa se tratar de imagens de temor criadas com base no contexto cultural do indivíduo.

“Pensando um pouco em psicanálise, no momento entre o sono e o despertar, podem surgir informações do nosso inconsciente para a nossa consciência. E, talvez, a sensação de sufocamento, medo e imobilidade precipitem nosso consciente a expressar imagens que simbolizem essas sensações e sentimentos”, comenta Eckeli.

As interpretações da paralisia do sono podem variar conforme as crenças de cada pessoa. “Esse fenômeno biológico pode ser interpretado com base no contexto histórico e social. Há registros da paralisia do sono em diversos povos, como orientais, japoneses, indígenas, africanos, norte-americanos e egípcios. Onde há ser humano, há algum tipo de relato. A interpretação sobre esse assunto depende do contexto de cada povo”, explica Eckeli.

O neurologista, porém, afirma que não se trata de uma situação sobrenatural. “As alucinações nada mais são do que elementos de sonhos durante o momento em que a pessoa desperta.”

O designer Sergio Victor Stellet, de 29 anos, chegou a cogitar que a paralisia do sono pudesse ser uma situação mística. “Mas comecei a ver inconsistências nessas explicações sobrenaturais, então comecei a ver pelo lado científico, pois sou ateu e bem cético. Hoje, percebo que não são necessárias explicações extraordinárias para compreender”, diz Stellet, que teve a primeira experiência com o fenômeno biológico aos 14 anos, enquanto cochilava após o almoço.

“Hoje, consigo entender que a minha paralisia do sono acontece quando durmo pouco. Então, já me preparo psicologicamente, quando sei que vai acontecer, e explico para a minha companheira que aquela noite será complicada para eu dormir”, relata o designer.

A busca por ajuda

A paralisia do sono pode trazer diversas dificuldades. Entre elas, medo de dormir e ansiedade frequente. “Essas dificuldades causam instabilidade de humor e prejuízos de atenção e concentração”, ressalta o psiquiatra Alexandre Azevedo.

Entre os que possuem paralisia, há aqueles que optam por esconder, por medo de serem considerados anormais. Outros, principalmente aqueles que vivenciam o fenômeno com frequência, preferem buscar ajuda especializada. Entretanto, não existe um tratamento específico e não há como prever a persistência de episódios ao longo da vida.

Os casos de paralisia do sono podem ser considerados isolados, quando o indivíduo não possui nenhuma mazela que possa justificar as dificuldades durante o sono. Quando o fenômeno está relacionado a uma doença psiquiátrica, o tratamento psicológico e com remédios pode auxiliar na redução da paralisia do sono.

Especialistas também passam algumas orientações que podem ser implementadas na rotina. Entre as medidas estão dormir ao menos sete horas por noite, manter o ritmo regular de horário para dormir e acordar diariamente, evitar cochilos durante o dia, manter o controle de uso de substâncias como cafeína e bebidas alcoólicas e não utilizar medicamentos para indução do sono sem orientação médica.

Uma das principais orientações para sair da paralisia e retomar os movimentos do corpo é manter o foco mental sobre o despertar durante o episódio e mexer os olhos rapidamente, com força. Outra medida para acelerar o fim do fenômeno é que alguém que esteja por perto encoste na pessoa que está passando pelo episódio, para que ela consiga despertar por completo.

Mesmo com orientações sobre como evitar o fenômeno, nem todas as pessoas conseguem sair da paralisia com facilidade. Outros aprendem a controlar após viver diversos episódios durante anos.

“Eu tinha todas as noites, por quase 50 anos. Hoje, depois de tanto tempo, passei a ter controle total e só tenho a paralisia do sono quando quero ter. Perder o medo dela é fundamental para que possamos compreendê-la. É importante mantermos a calma, para que ela passe logo. Para mim, atualmente é uma diversão”, afirma o músico Jairo Estevam.

“No começo eu tinha muito medo de tudo isso, então via vultos, ouvia sons diversos como gritos e estrondos. Era uma confusão entre praticamente todos os sentidos. Sentia peso no peito, como se houvesse algo em cima de mim. Hoje, quando tenho, consigo direcionar um pouco melhor minhas ideias e pensar ‘Ok, começou de novo. Vamos mexer pelo menos um dedo e ver se saímos dessa'”, comenta o designer Sergio Stellet.

fonte: BBC

Preço da energia chega à prestação de um carro popular

Muitos consumidores se assustaram neste mês ao conferir a conta de energia elétrica. O calorão e a aplicação do patamar 1 da bandeira vermelha em novembro fizeram com que o preço mensal da energia elétrica chegasse à prestação de um carro popular: em torno de R$ 300,00, em muitos imóveis. O valor é confirmado pelo engenheiro elétrico e especialista nesta área, Braz Melero, que levou em consideração o consumo de uma casa com até quatro pessoas. A CPFL Paulista, por sua vez, dá dicas para economizar.

Segundo Melero, uma residência com quatro moradores gasta, em média, 300 kW/h. Com o patamar 1 da bandeira vermelha, que vigorou no mês passado, a taxa extra da conta de energia elétrica passou de R$ 1,50 para R$ 4,16 a cada 100 kW/h consumidos. Eis a explicação para o impacto sofrido por muitas famílias.

O especialista reconhece o alto custo, mas defende o procedimento. “Vivenciamos (entre junho e outubro, aproximadamente) um período pouco chuvoso, fato que reduz o reservatório das hidrelétricas, responsáveis por 70% da energia gerada pelo País. A finalidade é educativa, afinal, a população acaba evitando o desperdício”, acrescenta.

O engenheiro, então, sugere algumas medidas. “Atualmente, nós temos 13 horas de claridade. Poderíamos manter as luzes apagadas para compensar o uso do ar-condicionado. Outra ação envolve a redução do tempo de banho”, descreve.

MONITORAMENTO

Já a CPFL orienta os clientes a acompanharem o próprio consumo. Para tanto, a distribuidora lançou, em outubro, mais uma facilidade de atendimento digital: Conta Fácil, disponível no aplicativo CPFL Energia. Basta tocar o menu e selecionar a opção “Minha Fatura”. Em seguida, aparecerá o botão da “Conta Fácil”.

Já pelo site da companhia, o www.cpfl.com.br, é só acessar a aba “Atendimento”, clicar em “Serviços Online”, rolar a tela até encontrar o item “Demais Serviços” e, na coluna “Minha Fatura”, escolher a “Conta Fácil”.

EQUIPAMENTOS

Além disso, a CPFL propõe o uso dos chuveiros na posição “verão”, a limpeza periódica dos orifícios destes objetos, o não reaproveitamento de resistência queimada e a aquisição de aquecedores solares para a água.

Quando o uso do ar-condicionado for inevitável, o ideal é fazê-lo da melhor maneira possível, evitando a utilização por longos períodos e com temperaturas muito baixas.

A substituição das lâmpadas incandescentes por LED também influencia no uso ou não do ar, porque os primeiros modelos aquecem os ambientes, contribuindo para a sensação de calor.

Os consumidores devem priorizar pela compra de aparelhos com a tecnologia inverter, cujos motores são mais eficientes e econômicos.

Em relação às geladeiras, as dicas são: observar as borrachas de vedação periodicamente, só abrir as portas quando necessário, nunca utilizar a parte traseira para secar roupas, instalá-las em locais ventilados e forrar as prateleiras com plásticos ou vidros, dificultando a passagem de ar e forçando os eletrodomésticos a trabalharem mais.

fonte: JCNet

Doméstica é condenada em SP após usar corrente furtada de patrão em casamento

Uma empregada doméstica foi condenada por furtar joias, roupas, perfumes importados e dinheiro da residência de um empresário em Santos, no litoral de São Paulo. Ela chegou a usar no dia de seu casamento uma corrente com pingente de ouro levada do imóvel e publicou a foto em seu perfil em uma rede social. O G1 teve acesso ao documento de condenação neste domingo (15).

Além da corrente usada no casamento, a esposa do empresário reconheceu outros acessórios e peças de roupa em outras fotos na rede social da empregada, Adriana Barreto dos Santos, de 39 anos. As publicações foram impressas e serviram de provas no processo, que tramitou na 4ª Vara Criminal de Santos.

O casal procurou a empregada nas redes sociais e, em seu perfil no Facebook, encontrou diversas fotos usando acessórios, roupas e objetos que pertenciam à família. Eles se deram conta, então, que os furtos aconteceram entre o final de 2017 e agosto de 2018.

Adriana trabalhava na casa do casal desde 2015 e tinha a confiança da família. Uma busca e apreensão na casa da empregada, realizada no final do ano passado, revelou diversos outros objetos das vítimas, como roupas, perfumes, relógios, colares e anéis. O casal estima que o prejuízo foi de R$ 100 mil, mas a Polícia Civil conseguiu recuperar apenas 30% do total.

Objetos do casal foram encontrados na residência de empregada doméstica. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Objetos do casal foram encontrados na residência de empregada doméstica. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a defesa da empregada, alguns dos objetos encontrados foram emprestados e outros, como roupas e eletrônicos, foram doados pelo casal. Ela negou o crime e se defendeu alegando que outras sete pessoas tinham acesso à residência das vítimas, através de chaves reserva que eram colocadas na caixa do relógio de luz do apartamento.

Ela alegou ainda, em depoimento, que estaria sendo acusada falsamente por conta de um atrito com a esposa do empresário a respeito do horário de trabalho. “Não conseguia cumprir seu intervalo de almoço pela divergência de horários entre sua saída de seu outro emprego e sua entrada na casa das vítimas”, diz nos autos. “Este poderia ser o motivo da acusação”.

Condenação

A juíza Elizabeth Lopes de Freitas reconheceu, na condenação publicada no dia 4 de dezembro, que a doméstica abusou da confiança que tinha por parte dos patrões, praticando vários furtos em condições semelhantes de tempo, lugar e maneira de execução. Além do longo tempo no qual trabalhou para o empresário, Adriana tinha acesso à residência do patrão, inclusive, na ausência dele e de sua esposa.

A pena imposta foi de dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto, porém, em razão de a ré preencher requisitos legais, como não ser reincidente, a juíza substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e limitação de fim de semana. Adriana também deverá cumpri-las por dois anos e quatro meses. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

fonte: G1

Sete corpos são encontrados em caçamba de caminhão no Frade, em Angra dos Reis

Sete corpos foram encontrados na caçamba de um caminhão de pequeno porte na manhã deste domingo (15) no bairro Frade, em Angra dos Reis, Costa Verde do RJ. O veículo estava em frente à sede do batalhão dos bombeiros.
Segundo a Polícia Militar, os corpos, todos de homens, seriam de suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Peritos estiveram no local e a Polícia Civil apura as circunstâncias em que essas pessoas foram mortas.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre quem teria deixado o caminhão em frente ao batalhão dos bombeiros. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Angra dos Reis.
Na madrugada deste domingo, o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (Bope) apreendeu três fuzis e outras armas durante uma ação em Angra dos Reis.
A operação ocorreu no bairro Frade, onde anteriormente havia acontecido um tiroteio entre facções criminosas no sábado. De acordo com o Bope, quando chegaram ao local, os agentes foram recebidos a tiros e houve “intenso confronto”.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar não informou se houve mortos durante esta operação. Disse apenas que “durante vasculhamento na área, criminosos atiraram contra as equipes policiais, que reagiram. Após cessarem os disparos, foram encontrados e apreendidos três fuzis (dois fuzis calibre 762 e um fuzil calibre 556), três pistolas, duas granadas e um rádio comunicador”.

Impacto Total conquistou título da ACAK

A Associação das Cooperativas das Academias de Karatê – ACAK promoveu no sábado (14), a solenidade de premiação aos campeões da temporada 2019. O evento foi realizado em Piracicaba e reuniu os campeões em várias categorias individuais e por equipes.

A equipe do Projeto Impacto Total conquistou o bi-campeonato da competição por equipes somando 109 pontos. Nas premiações individuais, confira a relação dos atletas do Impacto Total.

Rosângela dos Santos foi vice campeã da categoria adulto até 3ºkyu +58; Fabiana Serafim foi campeã na categoria adulto até 3º kyu +58 kg; Cassinane Maitam foi viice campeã na categoria até adulto até 3ºkyu -58kg; Ana Júlia Mariano foi vice campeã na categoria pré mirim absoluto; Elisangela Garcia foi vice campeã na categoria master absoluto; Davi Spago Estevan foi vice-campeão na categoria mirim absoluto; Kauan Inoue Moreira foi 3º colocado na categoria infantil 2 até 3ºkyu; Vitor Hugo foi vice campeão na categoria Infanto juvenil até 3º kyu; Felipe Augusto Diniz foi campeão da categoria infanto juvenil 2º kyu acima; Silvio Theodoro da Silva Júnior foi vice campeão da categoria infanto juvenil 2º kyu  acima; Gabriel Benedito foi 3º colocado na categoria juvenil 2º kyu acima; Devid de Oliveira foi campeão da categoria até 3º kyu até 70kg; Matheus Oyan foi vice campeão na categoria adulto 67 a 75 kg 2º kyu acima; Rogério Pires foi vice campeão na categoria adulto 75 a 84 kg 2º kyu acima; Manoel Antônio Ferreira Filho foi vice campeão na categoria adulto + de 84 kg 2º kyu acima.

fonte: Esportes em Botucatu

Ator Maurício Mattar está internado em Bauru

O ator Maurício Mattar, atualmente da Record TV e ex-Rede Globo, foi internado em Bauru após sofrer um infarto. Ele estava na cidade a trabalho. O artista, de 55 anos, passou mal durante a madrugada e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Geisel. Depois, por volta de 3h30, foi transferido para o Hospital Estadual (HE) de Bauru.

O estado de saúde dele é considerado estável, informa a assessoria de imprensa da Famesp. De acordo com o órgão de comunicação, ele será transferido para o Hospital das Clínicas de Botucatu ainda nesta segunda-feira, para tratamento cardiológico.

Confira a nota na íntegra:

Boletim médico – ator Maurício Mattar | 16/12/2019 – 9h50
Com a expressa autorização do paciente, o Hospital Estadual de Bauru (HEB) informa que o ator Maurício Mattar Kirk de Souza, 55, deu entrada na UTI da unidade às 3h27 de 16/12/2019, por infarto, vindo da UPA Geisel. Ele foi avaliado pela equipe e está estável. Na manhã desta segunda, 16, o paciente, que está consciente e estável, será transferido para o Hospital das Clínicas de Botucatu da Faculdade de Medicina da Unesp para tratamento cardiológico.

fonte: JCNet

Cunhado procura jovem na internet e PM responde: “Está preso por furto”

O cunhado de um jovem de Bertioga, no litoral de São Paulo, publicou sobre seu desaparecimento nas redes sociais e descobriu, por um policial militar, que ele havia sido preso por furto. Segundo informado ao G1, o crime ocorreu na madrugada de terça-feira (10), quando o rapaz foi flagrado saindo de uma residência no bairro Vista Linda. A reportagem entrou em contato com o familiar, que afirmou ter sido pego de surpresa.

A preocupação da família do rapaz de, 21 anos, foi exposta em uma página no Facebook, com a foto do suposto desaparecido, na qual o cunhado escreveu que o rapaz saiu de casa e ainda não havia dado notícias. Ainda na publicação, o familiar pede para que quem soubesse algo a respeito de seu paradeiro, informasse por meio de um telefone.

Em contato com a Delegacia Sede da Bertioga, o G1 confirmou a prisão do jovem, que foi abordado por uma equipe da PM saindo de uma residência na Rua Jorge Bechara, por volta de 1h50.

De acordo com informações da polícia, o rapaz carregava diversos equipamentos elétricos como uma furadeira, serra elétrica e ventiladores. Ele foi encaminhado para a delegacia, onde foi autuado em flagrante por furto.

fonte: G1