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Governo puniu 7 servidores por descumprimento da Lei de Acesso à Informação em 11 anos

O governo federal puniu, em quase 11 anos, sete servidores por descumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI) – que está em vigor desde maio de 2012.

Considerada um marco na história recente da transparência pública no país, a legislação diz que é dever do estado garantir o acesso à informação por procedimentos objetivos e ágeis, respeitando o interesse público, com transparência, clareza e em linguagem de fácil compreensão para qualquer cidadão.

Em linhas gerais, o objetivo da LAI é facilitar a fiscalização dos governos. No entanto, especialistas e a Controladoria-Geral da União (CGU) – principal órgão do governo na fiscalização do cumprimento da lei – veem necessidade de reforço no monitoramento e de possíveis punições.

Dados obtidos pelo g1, por meio da própria LAI, apontam que, nos quase 11 anos em que a lei está em vigor, 57 processos sobre descumprimento da norma foram abertos e somente 7 servidores públicos federais foram punidos por descumprir o texto da lei. Dos 7 punidos, 5 receberam pena de suspensão e 2, de advertência.

Há casos em que os processos levam mais de 2 anos para serem concluídos. Os dados não detalham qual das condutas consideradas ilegais foram cometidas, mas entre as possibilidades estão:

  • recusar-se a fornecer ou retardar deliberadamente o fornecimento de informação;
  • utilizar indevidamente ou mesmo destruir informação;
  • agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação.

‘Uso indevido de sigilos’

 

Ao assumir a chefia da CGU, no início deste ano, Vinícius Carvalho afirmou que houve um “uso indevido de sigilos” por parte do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

E, no primeiro dia de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a revisão de sigilos impostos na gestão do antecessor, em temas como registros de visitas a prédios públicos e processos disciplinares. Mesmo o sigilo do cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro segue em discussão.

Risco de subnotificação

 

Para a CGU, o número de notificações de descumprimento da LAI poderia ser maior. O órgão reconhece que existe risco de subnotificação porque agentes públicos podem estar descumprindo propositalmente a lei sem serem detectados.

Inclusive porque estas irregularidades podem ser “maquiadas” pelas argumentações apresentadas.

Sem avaliar se o número de punidos é elevado ou não, o órgão disse em nota que “parece claro que há espaço para fortalecimento da capacidade punitiva do Estado em se tratando de descumprimento da LAI.”

“A abordagem da CGU, desde a entrada em vigor da Lei e até agora, tem se focado muito mais em outras perspectivas, como por exemplo a capacitação, a sensibilização de servidores em torno da importância da LAI. Essas políticas de sensibilização e capacitação de servidores será reformulada e reforçada pela atual gestão”, acrescentou o órgão.

 

‘Só educação não foi suficiente’

 

A diretora de programas da ONG Transparência Brasil, Marina Atoji, concorda com a necessidade exposta pela CGU de uma postura mais assertiva do governo.

Marina acrescenta que os órgãos mais resistentes em cumprir a lei seguem sendo as Forças Armadas, órgãos ligados à área de segurança pública, Receita Federal e o corpo diplomático.

Segundo a especialista, a flexibilidade dada aos servidores para interpretar a lei nas respostas a pedidos é um problema que pode ser combatido com mais estrutura, treinamento e formação de servidores, mas mesmo isso pode não bastar.

“A gente percebeu que, nos últimos quatro anos, por exemplo, que só a educação, só a coisa da sensibilização, não foi suficiente. Porque, a partir do momento em que houve uma orientação contrária à transparência, uma orientação superior contrária a fornecer informações, disseminou-se uma postura generalizada e com alguns pontos de resistência de se ocultar informações”, afirmou Marina.

 

“É necessário ainda que haja algum tipo de ação mais assertiva de fato, um pouquinho mais rígida”, completou a diretora da Transparência Brasil.

Para a especialista, recente alteração na Lei de Improbidade Administrativa, que passou a exigir a comprovação de intenção do servidor para que ele possa ser punido, pode impactar negativamente na aplicação de sanções em razão de descumprimento da LAI.

“É [necessário] também criar formas ou instrumentos internos para poder fortalecer, ou um procedimento que deixe mais evidente quando é uma má-fé de fato. Ou que reduza as chances da pessoa ‘pedalar’ aí ou fazer alguma alguma negativa ou enrolar o cidadão sem que aquilo fique de fato caracterizado como uma má-fé ou uma forma de burlar a Lei de Acesso”, concluiu.

Fonte: Matéria/Imagem – G1

Vídeos e fotos mostram vida de luxo e prisão de casal que aplicava ‘golpe do amor’ em homens em SP; eles eram sequestrados e roubados

Vídeos e fotos obtidos pela TV Globo mostram a vida de luxo e o momento da prisão de um casal suspeito de aplicar o “golpe do amor” em homens, em São Paulo. Outros cinco integrantes da quadrilha foram detidos pela Polícia Civil em uma operação realizada nesta quinta-feira (9).

A mulher atraía os homens por meio de aplicativos de relacionamentos e nas redes sociais. Depois, seu namorado, líder de uma quadrilha, os sequestrava e roubava o dinheiro deles.

Segundo a investigação, Letícia Nicolau Gomes, de 26 anos, era usada como isca para convencer os homens a marcarem encontros com ela, que nunca aconteciam. Ela possuía mais de 20 perfis falsos nas redes sociais.

Após irem ao local marcado, geralmente com seus carros, eles eram abordados pelos criminosos armados liderados por Pedro Henrique Gonçalves, de 19 anos, namorado dela.

Após serem ameaçados de morte pelo grupo, as vítimas transferiam o dinheiro das contas bancárias por meio de PIX, sistema de transferência bancária digital.

Letícia e Pedro foram presos no apartamento onde moravam no Jaraguá, Zona Norte da capital. Imagens gravadas pela Divisão Antissequestro (DAS) mostram o momento da prisão. Eles estavam dormindo quando a polícia chegou. Com o casal, foram apreendidos US$ 900 (pouco mais de R$ 4,5 mil).

Os dois suspeitos e mais outras cinco pessoas foram detidos na operação “Deu Match II” da polícia. Entre os outros presos estão Mickael Rodriguez Paz, ex-namorado de Letícia. Além disso, um adolescente foi apreendido. Todas as seis prisões e a apreensão foram autorizadas pela Justiça.

A DAS apreendeu ainda 35 tijolos de maconha com o grupo. Três dos detidos foram indiciados por tráfico de drogas.

Outras imagens, gravadas pelo casal, mostram uma vida repleta de viagens para praias paradisíacas, como Cancún, no México, e jantares românticos em restaurantes caros com o dinheiro das vítimas, de acordo com a polícia.

As defesas dos detidos não foram encontradas para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

Crimes na Grande SP

Em 2023, a TV Globo registrou ao menos 15 casos em que encontros marcados por aplicativo não terminaram bem na Grande São Paulo. Uma pessoa acabou assassinada.

Dos 15 casos, 12 aconteceram na capital, e três, na Grande São Paulo – sendo dois em Itaquaquecetuba e um em Itapecerica da Serra.

Dos 12 casos da capital, 10 ocorreram na Zona Norte. Oito a cada 10 casos registrados na capital são na Zona Norte. No ano passado, foram 30 casos, com três vítimas mortas e três feridas.

Fonte: Matéria/Imagens – G1

Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturaisavanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

 

O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias“, observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

“Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária”, diz Granado.

Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

 

“Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta”, afirma a pesquisadora.

“Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada.”

Além da tradição histórica e do valor nutricional, a pesquisadora destaca a importância social do feijão na dieta brasileira.

“O feijão é um elemento de segurança alimentar e nutricional, porque a alimentação saudável é um direito da população, previsto na Constituição”, observa a nutricionista.

O cumprimento desse direito implica no acesso a alimentos saudáveis, de forma permanente, regular, em quantidade suficiente, sem que isso comprometa outras necessidades essenciais da vida, como moradia, vestuário, entre outras.

“Por ser um alimento saudável e acessível, o feijão é um elemento importante em termos sociais para garantia da segurança alimentar e nutricional”, conclui Granado.

Como foi feito o estudo da UFMG

 

Para analisar a evolução do consumo de feijão nos últimos anos no Brasil, a pesquisadora usou dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), pesquisa feita anualmente por telefone pelo Ministério da Saúde.

“A POF [Pesquisa de Orçamentos Familiares] do IBGE de 2017 já mostrava uma redução de 7% na participação dos alimentos in natura no consumo dos brasileiros. Ao mesmo tempo, mostrava um aumento de 46% nos ultraprocessados, em relação a 2002”, observa Granado.

“Foi isso que me instigou a investigar a tendência no consumo do feijão”, explica.

Analisando dados do Vigitel de mais de 500 mil adultos entre 2007 e 2017, a pesquisadora observou uma tendência de queda do consumo da leguminosa entre 2012 e 2017. A redução aconteceu entre homens e mulheres, de todas as faixas etárias.

A partir da observação do passado, ela então utilizou métodos estatísticos para projetar o que deve acontecer à frente, até 2030.

“Para nossa surpresa, vimos essa inversão em 2025, quando o consumo regular, de 5 a 7 dias por semana, vai perder prevalência para o consumo não regular, de 1 a 4 dias”, diz Granado.

 

“Entre as mulheres, a estimativa é de que essa mudança já tenha acontecido no ano passado [em 2022], e para os homens, vai acontecer em 2029”, detalha a especialista.

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

 

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

“Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia”, observa a nutricionista.

“Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder.”

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

“O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional”, observa Granado.

 

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.

Quais as consequências para a saúde de comer menos feijão O estudo da UFMG investigou ainda a relação entre o consumo ou não de feijão e a obesidade.

Segundo o levantamento, os indivíduos que consomem feijão de forma regular, de 5 a 7 vezes por semana, têm chance 14% menor de desenvolver sobrepeso e 15% menor de serem obesos.

Já o não consumo é um fator de risco, com 10% de chance maior de excesso de peso e 20% de possibilidade maior de obesidade.

“Concluímos com isso a importância das nossas escolhas alimentares sobre o nosso perfil de saúde”, diz Granado.

“O indivíduo que não consome feijão, ou consome uma ou duas vezes por semana – o que não é suficiente – tem um fator de risco porque, muito provavelmente, nos dias em que ele tira o feijão de sua alimentação durante a semana, ele está fazendo opções não saudáveis. São essas opções que contribuem para o maior ganho de peso.”

O que o poder público pode fazer para mudar esse quadro

 

Para Granado, para mudar esse quadro é preciso uma revalorização do feijão como um elemento da nossa cultura, um alimento símbolo e parte da identidade nacional do país.

 

Para isso, ela sugere que seria desejável uma maior tributação dos alimentos ultraprocessados e pouco saudáveis. Países como França e México já adotam taxação mais alta para bebidas açucaradas, por exemplo, com bons resultados, cita a especialista.

Outro passo importante é a rotulagem nutricional. Granado avalia que o Brasil avançou nesse sentido com o novo padrão de rotulagem, em vigor desde outubro de 2022, que indica a presença de alto teor de sódio, gordura e açúcar nos alimentos.

“Isso contribui para o consumidor ter uma consciência melhor dos alimentos que ele está adquirindo e para que possa fazer escolhas melhores”, afirma.

Por fim, a nutricionista defende que, além da taxação dos alimentos não saudáveis, seria desejável subsidiar os saudáveis, por exemplo, através do incentivo à agricultura familiar, para que o produto chegue a um preço mais baixo às prateleiras, estimulando o consumo.

Fonte: Matéria/Imagem – G1

Chuva diminui, sol esquenta e escorpiões invadem casas em Franca

A aparição de escorpiões em Franca tem deixado a população preocupada. No sapato, nos ralos de casa, escalando superfícies, perto de lixo e mato. Esses são os cenários mais comuns para encontrar o pequeno e perigoso animal peçonhento. O cessar das chuvas, sol forte e outros fatores propiciam a aparição de escorpiões.

Era manhã e Cidinei da Silva, 49, se arrumava para ir até o serviço, numa fábrica de sapatos, onde trabalha como montador manual. Trabalhando normalmente, não sentiu nada, mas perto do fim do expediente, ao continuar andando sentiu um incomodo no sapato, foi quando o tirou e chacoalhou. Aí veio a surpresa: um escorpião amarelo esmagado caiu no chão – funcionários que estavam ao lado de Cidinei também se surpreenderam com a cena.

“Era um escorpião grande e amarelo. Ele estava no meu sapato e assim que calcei, acho que esmaguei ele. É engraçado, por pouco não acontece um acidente”, disse Cidinei. O caso aconteceu no início desta semana.

Nayara Azevedo, 28, estudante de medicina veterinária, somente nestas duas últimas semanas, já contabilizou três encontros com o aracnídeo.

“O primeiro achei perto do ralo. Até aí normal: fui tomar banho e achei ele perto do ralo, foi na sexta-feira (24). Já no domingo (26) encontrei um escalando o muro aqui de casa – entendível, já que o terreno vizinho é um matagal”, contou a universitária.

“Mas o último, agora nesta terça-feira (28), foi o mais surpreendente, minha porta tem aquele plástico por baixo, justamente para não passar nenhum tipo de bicho e sujeira, e lá estava ele, agarrado no cantinho da porta do meu quarto”, finalizou.

Cuidados
A Vigilância Ambiental faz orientações permanentes para a população sobre escorpiões, como manter lixo bem fechado para evitar baratas, moscas e outros insetos que sejam alimento dos escorpiões; manter jardins e quintais limpos.

Em casas e apartamentos, é importante utilizar soleiras nas portas e janelas, telas em ralos do chão, pias e tanques, afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão.

Não é recomendada a utilização de produtos químicos para o controle de escorpiões. Esses produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

Informações poderão ser obtidas pelos telefones (16) 3711-9415 e 3711-9408 ou pelo e-mail visam@franca.sp.gov.br

Troca no alto escalão cria mal-estar até entre aliados do governo Suéllen

Um Mané Losila diferente ocupou a tribuna da Câmara Municipal na sessão desta segunda-feira (6). Geralmente comedido, o vereador vinha evitando criticar de maneira mais dura o governo Suéllen Rosim (PSD), uma postura atrelada à orientação da direção de seu partido em Bauru, o MDB. Isso mudou ontem.

“O vereador Miltinho Sardin (PTB) comentou na semana passada que as pessoas só criticam a prefeitura, só reclamam do governo. Mas da maneira como as coisas acontecem, fica difícil reconhecer as boas ações”, afirmou Losila antes de prosseguir com declarações ainda mais ácidas.

Ele comentava o envio à Câmara, por parte da prefeitura, do Projeto de Lei (PL) que enfim regulamenta o sinal 5G em Bauru. O texto, já praticamente pronto, foi entregue nas mãos do governo ainda no ano passado, mas chegou somente na última sexta-feira (3) ao Legislativo. “Foram sete meses de espera”, lamentou o vereador.

Losila prosseguiu. “Os R$ 5 milhões que estão sendo utilizados para recapear a [avenida] Duque de Caxias e outras ruas foram uma conquista minha. Eu fui pessoalmente até o Detran, em São Paulo, e consegui a verba. Em nenhum momento levei o crédito”, reclamou, para na sequência criticar uma negativa do governo a um de seus pedidos.

“Vai negar a solicitação de um parlamentar direto do gabinete, sem nem comparecer até o local? É assim que esse governo espera que a gente consiga construir algo em conjunto?”, finalizou o emedebista, que foi afagado pela oposição assim que desceu da tribuna.

MUDANÇA

A mudança de postura do vereador até assustou alguns vereadores, mas acompanha uma nova relação entre o MDB e o governo. O partido se distanciou da administração depois das recentes mudanças feitas pela prefeita Suéllen no alto escalão do Palácio das Cerejeiras.

Como noticiou o JC, Gislaine Magrini assumiu a Secretaria de Meio Ambiente (Semma), Flávia de Souza foi para a pasta de Desenvolvimento Econômico (Sedecon), Levi Momesso virou diretor na Emdurb e Fabiano Serpa assumiu um departamento na Secretaria de Planejamento (Seplan). As mudanças foram anunciadas na sexta-feira (24).

Há casos em que o mal-estar não se resume apenas às conversas reservadas. O presidente do MDB, Rodrigo Mandaliti, disse a várias pessoas nos últimos dias que a maneira como a dança das cadeiras no secretariado aconteceu é algo a se lamentar. Até há pouco tempo, Mandaliti e Suéllen mantinham uma boa relação.

O dirigente partidário fez questão, segundo apurou o JC, de apontar seu descontentamento com a administração e descolar a imagem do MDB à do governo. A aliados, o emedebista tem frisado também a necessidade de se construir uma chapa contrária à reeleição da prefeita no ano que vem.

Mesmo integrantes do governo foram pegos de surpresa.

Nos corredores do Palácio das Cerejeiras, alguns dos que permaneceram na administração criticaram, veladamente, a forma como foi conduzida a mudança e disseram que souberam das medidas somente quando as nomeações foram anunciadas. Eles evitam, no entanto, tornar as declarações públicas.

ARTICULAÇÃO

Enquanto recebe fogo amigo, Suéllen também manobra para manter uma base consistente para a eleição. Nesta segunda (6), por exemplo, o pai da mandatária, Dozimar Rosim, almoçou com o ex-vereador e ex-presidente da Emdurb Luiz Carlos Valle. O encontro ocorreu num restaurante da rua Rio Branco.

A eleição do ano que vem foi o centro da pauta da reunião. O JC apurou que o grupo de Suéllen articula o apoio do ex-vereador. Valle tem uma base vista como “considerável” pelos Rosim, especialmente em razão da igreja, mas saiu desgastado da Emdurb no ano passado. Uma fonte ligada ao governo é taxativa: só o tempo dirá se o almoço conseguiu reconciliar o ex-vereador dos Rosim.

Homem mais rico da Ásia vai relançar a concorrente da Coca-Cola na Índia

Gosto antigo, garrafa nova. O homem mais rico da Ásia, Mukesh Ambani, anunciou planos para relançar a Campa Cola, uma icônica marca de refrigerante indiana que rivalizou com a Coca-Cola e a Pepsi em 1970.

  • A reintrodução será feita pelo Reliance Group — companhia de Ambani — e deve acontecer ainda neste verão.

Nem precisou de marketing. A notícia despertou interesse em milhões de indianos de meia-idade que cresceram saboreando a bebida, provocando uma onda de nostalgia nas redes sociais.

Contexto 🥤

A Coca-Cola começou a ser vendida na Índia em 1950, mas saiu de mercado duas décadas depois, quando o governo introduziu um regulamento que exigia que a empresa revelasse a sua fórmula.

📈 Nessa ausência, a Campa Cola tornou-se imensamente popular e passou a liderar o mercado de refrigerantes do país. Assim como o rival americano, a marca também investiu em campanhas publicitárias cativantes.

📉 Porém, em 1990, quando o governo indiano abriu o país para investimentos estrangeiros, a Coca-Cola retornou para o mercado, a Pepsi e a Fanta se popularizaram e a Campa Cola desapareceu das prateleiras.

Com o retorno, a Reliance espera atrair os indianos nostálgicos e conquistar os jovens que gostam do “vintage” — além de preocupar a Coca-Cola, que tem a Índia como um de seus principais mercados em volume global.

Fonte: thenewscc

Carteiro é flagrado pulando ‘amarelinha’ enquanto espera morador em Piraju: ‘Trabalho com alegria’; veja o vídeo

Pular corda, jogar pião e disputar uma partida de queimada são algumas das brincadeiras que marcaram a infância de muitas pessoas. Mas, para um carteiro de Piraju (SP), a tradicional “amarelinha” é a mais memorável e presente até nos dias atuais.

Com a vitalidade de uma pessoa com 56 anos, o servidor Pedro Luiz Ribeiro foi flagrado pulando as 10 casinhas do jogo até chegar ao “Céu”, enquanto esperava o morador que receberia uma encomenda.

Veja o vídeo.

O vídeo, que já acumula mais de 30 mil visualizações nas redes sociais, mostra que o carteiro toca a campainha e aguarda o cliente para realizar a entrega. Durante a espera, ele vê o desenho de uma “amarelinha” na calçada e decide brincar.

Nas redes sociais, a divulgação das imagens estimulou a memória afetiva dos internautas, que elogiaram a atitude do carteiro.

Pedro contou que não havia percebido a câmera de monitoramento e que levou um susto com a repercussão do vídeo.

“Nem pensei no que aconteceria. Foi só instinto de querer brincar. Depois de algumas horas, me mencionaram no Facebook, mas eu não sabia que tinha um vídeo. No início, fiquei assustado e com medo da repercussão. Quando vou pra rua, o povo já vem falar comigo. Dizem que o vídeo alegrou o dia. Isso me emociona! Fico feliz de saber que levei um pouquinho de alegria”, contou Pedro.

Apesar do medo da reprovação por parte dos Correios, onde o carteiro trabalha há pouco mais de 15 anos, ao tomar ciência do vídeo, a assessoria da empresa teceu elogios ao funcionário.

“Os Correios prezam pelo bem-estar físico e mental dos seus empregados, assim como o respeito às pessoas. Nesse sentido, o episódio do carteiro é um exemplo de que é possível trabalhar com alegria, leveza e profissionalismo, priorizando a satisfação dos nossos clientes”, ressaltou a estatal, em nota.

Hoje, após alguns dias de fama, o carteiro acredita que ser flagrado durante a brincadeira evidenciou o que ele mais preza: levar a vida e a profissão de uma forma descontraída e bem humorada.

“Trabalho com alegria e tento passar isso pros clientes. Até aprendi a falar ‘bom dia’ e ‘boa tarde’ em japonês por conta de um morador. Receber uma entrega é muito esperado, então, tento tornar esse momento mais bacana”, finalizou Pedro.

 

Fonte: Imagens/Matéria: G1

As Margens do Rio Tietê – Novo lançamento teatral

O Governo do Estado de São Paulo pelo meio da Secretaria da Cultura traz a você um espetáculo teatral gratuito com o novo trabalho da Pitangueirarte, contemplado pelo PROAC, edital estadual de incentivo a cultura, para realizar diversas apresentações gratuitas nas cidades da região de Botucatu/SP. A estreia ocorrerá em São Manuel, na data de 26/03/2023.

A peça é inspirada no conto “Sarapalha” do livro “Sagarana” de João Guimarães Rosa que conta a história de dois homens que são os últimos habitantes de um vilarejo de Minas Gerais que foi devastado por uma epidemia de malária. A encenação recontextualiza o conto original para o interior do estado de São Paulo, nas proximidades de Anhembi, nas margens do rio Tietê, como é implicado no título.

 

Confira a sinopse:

Numa fazenda em ruínas, às margens do rio Tietê, primo Argemiro e Ribeiro, ambos doentes, são os últimos habitantes de um vilarejo abandonado, devastado por uma epidemia de malária. Entre surtos de febre e revivendo suas lembranças os dois se mantém unidos, até que vem a tona uma desilusão amorosa.

 

Os personagens são vividos por Renan Félix, ator e produtor, bacharel em artes cênicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Matheus Pessôa, ator e professor licenciado em artes cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).