Funcionários de uma empresa terceirizada da Educação Municipal, contratados por meio da empresa terceirizada J&F Empreendimentos, seguem sem receber o pagamento referente ao mês de agosto. O salário, que deveria ter sido depositado até o quinto dia útil de setembro, ainda não foi pago, gerando insegurança financeira e insatisfação entre os trabalhadores da educação.
A empresa, responsável por parte dos serviços terceirizados nas escolas municipais, realizou uma “live” nesta segunda-feira (08/09) com todos os funcionários sob sua gestão para tratar do atraso. Durante a transmissão, representantes da J&F afirmaram que o problema ocorreu porque “a Prefeitura Municipal não realizou o repasse previsto em contrato“.
Em um trecho da reunião virtual, os representantes tentaram tranquilizar os funcionários, afirmando que irão honrar com os salários “utilizando recursos de outro contrato firmado com outro município”. Segundo eles, os pagamentos devem ser regularizados “até a próxima quarta-feira, dia 10 de setembro.”
“Essa situação já teria acontecido no ano de 2023, e todos os funcionários têm o receio de que isso ocorra novamente”, relatou uma professora que preferiu não se identificar.
Os trabalhadores cobram transparência sobre o que de fato está acontecendo: se a Prefeitura deixou de fazer o repasse ou se a empresa está omitindo o recebimento dos valores. Muitos alegam que estão com contas vencidas e que terão que arcar com juros e multas por uma situação que foge ao controle deles.
“Nós precisamos dessa explicação. Queremos saber se a empresa está sendo honesta ou se a Prefeitura não está cumprindo com o combinado. No fim, quem sofre somos nós, que temos compromissos a pagar”, desabafou uma funcionária.
A equipe de reportagem da REDE ALPHA entrou em contato com a Prefeitura Municipal em busca de esclarecimentos. O Secretário de Educação, Gilberto Mariotto Peres, a Secretária de Comunicação, Cinthia Al Lage, e o próprio prefeito Fábio Leite foram procurados, mas até o fechamento desta matéria, nenhum deles se posicionou oficialmente sobre o caso.
O episódio reacende o debate sobre a fragilidade dos contratos terceirizados na administração pública, especialmente quando envolvem profissionais essenciais ao funcionamento da rede de ensino.