Política

A juventude brasileira traça novos rumos para a política em 2026

A juventude brasileira tem transformado profundamente sua relação com a política, afastando-se das estruturas partidárias tradicionais para ocupar as trincheiras do ativismo digital. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam um cenário de contraste acentuado: enquanto a filiação partidária de jovens entre 16 e 24 anos despencou 56% na última década – caindo de mais de 415 mil para cerca de 180 mil -, a emissão de títulos de eleitor aos 16 anos passou de 480.044, em 2014, para 724.324, em 2024.

Especialistas ouvidos apontam que a militância, historicamente forjada em diretórios, sindicatos e movimentos estudantis, migrou massivamente para as redes sociais. Nesse novo ambiente, o debate político se mistura a temas do cotidiano e entretenimento, sendo frequentemente mediado por influenciadores digitais, longe da hierarquia rígida das siglas. Para Camilo Aggio, pesquisador da UFMG, o fenômeno reflete uma “descrença nas instituições tradicionais” e altera a própria natureza da discussão pública.

Essa digitalização do ativismo, no entanto, traz efeitos colaterais. A dinâmica das redes favorece a “tribalização”, onde o contraditório é menos tolerado do que nos espaços físicos de negociação política. O levantamento indica que apenas 1% do total de eleitores nessa faixa etária opta por se filiar formalmente a um partido, evidenciando uma crise de representa tividade. O jovem participa, opina e milita, mas prefere fazê-lo de forma autônoma e online.
Diante desse esvaziamento, grandes legendas como o Partido Novo, têm investido em campanhas de filiação na tentativa de reverter o quadro e atrair novos quadros.

Contudo, os números mostram que o engajamento formal ainda é concentrado na população adulta (25 a 59 anos), impondo às lideranças politicas o desafio de encontrar novas linguagens para reconectar a institucionalidade à geração conectada.

Imagem: Shutterstock

Lula gera polêmica ao afirmar que pobres “nasceram só para trabalhar”

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16), após um discurso realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Em tom exaltado, ao criticar o histórico descaso com a educação no BrasiUma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16), após um discurso realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Em tom exaltado, ao criticar o histórico descaso com a educação no Brasil, o presidente utilizou uma fala que gerou polêmica ao mencionar o papel social da população mais pobre.

Durante o pronunciamento, Lula afirmou: “Pobre não precisa estudar, porra. Vocês nasceram só para trabalhar”. A frase foi dita no contexto de uma crítica à formação tardia do sistema educacional brasileiro, destacando que a primeira universidade do país foi criada apenas em 1920, o que, segundo ele, reforça um histórico de privilégios e exclusão no acesso ao ensino superior.

Apesar da intenção de criticar desigualdades históricas, a declaração foi interpretada por críticos como contraditória e inadequada, por sugerir que o destino das camadas mais pobres estaria limitado ao trabalho, e não à educação. O trecho repercutiu negativamente nas redes sociais e em setores da oposição, que apontaram incoerência entre o discurso e os períodos em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do governo federal.

O PT governou o Brasil por quase 17 anos, entre 2003 e 2016, além do atual mandato iniciado em 2023. Para críticos, esse período teria sido suficiente para promover mudanças estruturais profundas na educação, o que torna a fala ainda mais controversa ao reforçar a percepção de que o acesso ao estudo segue restrito às elites.

do presidente, por outro lado, afirmam que a declaração foi retirada de contexto e que a intenção de Lula era denunciar justamente o modelo histórico que excluiu os mais pobres do sistema educacional. Ainda assim, especialistas avaliam que a forma utilizada acabou gerando uma mensagem ambígua, interpretada como desestímulo à ascensão social por meio da educação.

A repercussão do episódio reacendeu o debate sobre políticas públicas educacionais, desigualdade social e o papel do Estado na garantia do acesso universal ao ensino, temas centrais na trajetória política do presidente e do partido que governa o país.

l, o presidente utilizou uma fala que gerou polêmica ao mencionar o papel social da população mais pobre.

Durante o pronunciamento, Lula afirmou: “<em><strong>Pobre não precisa estudar, porra. Vocês nasceram só para trabalhar</strong><Lula gera polêmica ao afirmar que pobres “nasceram só para trabalhar” /em>”. A frase foi dita no contexto de uma crítica à formação tardia do sistema educacional brasileiro, destacando que a primeira universidade do país foi criada apenas em 1920, o que, segundo ele, reforça um histórico de privilégios e exclusão no acesso ao ensino superior.

Apesar da intenção de criticar desigualdades históricas, a declaração foi interpretada por críticos como contraditória e inadequada, por sugerir que o destino das camadas mais pobres estaria limitado ao trabalho, e não à educação. O trecho repercutiu negativamente nas redes sociais e em setores da oposição, que apontaram incoerência entre o discurso e os períodos em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do governo federal.

O PT governou o Brasil por quase 17 anos, entre 2003 e 2016, além do atual mandato iniciado em 2023. Para críticos, esse período teria sido suficiente para promover mudanças estruturais profundas na educação, o que torna a fala ainda mais controversa ao reforçar a percepção de que o acesso ao estudo segue restrito às elites.

Aliados do presidente, por outro lado, afirmam que a declaração foi retirada de contexto e que a intenção de Lula era denunciar justamente o modelo histórico que excluiu os mais pobres do sistema educacional. Ainda assim, especialistas avaliam que a forma utilizada acabou gerando uma mensagem ambígua, interpretada como desestímulo à ascensão social por meio da educação.

A repercussão do episódio reacendeu o debate sobre políticas públicas educacionais, desigualdade social e o papel do Estado na garantia do acesso universal ao ensino, temas centrais na trajetória política do presidente e do partido que governa o país.

Botucatu está entre os piores municípios em Inclusão Social

Botucatu figura entre as cidades com pior desempenho do Brasil em relação a Inclusão Social de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025.

O IPS é um dos mais importantes indicadores que medem o desenvolvimento social e a qualidade de vida da população, indo além de dados econômicos como o PIB.

Ele avalia se as pessoas conseguem viver com dignidade, segurança, bem-estar e oportunidades reais, com base em resultados concretos na vida da população.

No Brasil, o IPS é elaborado de forma independente, inspirada no índice internacional Social Progress Index, e utiliza apenas dados oficiais de órgãos como IBGE, Ministério da Saúde (Datasus), TSE e CadÚnico.

O índice analisa todos os 5.570 municípios brasileiros, estruturando os dados, com pontuação de 0 a 100, em três dimensões:

1. Necessidades Humanas Básicas;
2. Fundamentos do Bem-Estar e;
3. Oportunidades

De acordo com os dados divulgados pelo IPS Brasil, o município de Botucatu, infelizmente, ocupa a 5.342ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros, com nota 36,15 em 2025. Em 2024, ocupava 5304° lugar com a nota de 27,70.

Mesmo apresentando um leve aumento no ranking de 42 posições, esse ganho não foi susbtancial em comparação às outras cidades paulistas.

E infelizmente, o desempenho é considerado extremamente fraco quando comparado a cidades de porte e perfil econômico semelhantes e com outras cidades do Estado e da região da Cuesta.

Assim, esse resultado coloca Botucatu na parte mais baixa do ranking nacional e muito abaixo da média brasileira, que foi de 46,07 pontos, neste componente.

O IPS avalia não apenas renda ou crescimento econômico, mas a capacidade real dos municípios de garantir direitos, inclusão, segurança e oportunidades à população.

Inclusão social: onde Botucatu falha

O componente Inclusão Social integra a dimensão Oportunidades do IPS e analisa indicadores diretamente ligados à equidade, representatividade e proteção social.

No caso de Botucatu, os dados revelam fragilidades estruturais importantes:

1. Paridade de gênero na Câmara Municipal, evidenciando baixa representatividade de gênero no poder político local;
2. Paridade de negros na Câmara Municipal é classificada como relativamente fraca, evidenciando baixa representatividade racial no poder político local;
3. Indicadores de violência contra mulheres apresentam desempenho relativamente fraco, apontando taxas elevadas de ocorrências;
4. Violência contra a população negra e a violência contra povos indígenas aparecem como relativamente neutras, mas ainda distantes de um cenário considerado satisfatório.

O conjunto desses fatores contribui para a pontuação final extremamente baixa no ranking nacional.

Comparação com municípios semelhantes

O IPS Brasil agrupa municípios com faixa de PIB per capita semelhante para permitir comparações mais justas.

Nesse grupo de cidades com renda per capita de 55 a 56 mil, da qual Botucatu faz parte, a situação é ainda mais alarmante. Das 11 cidades, do Estado de São Paulo, que compõem esse grupo, Botucatu fica em último lugar em Inclusão Social.

Esse grupo inclui as seguintes cidades:

1. Aparecida d’Oeste: 96,20;
2. Mesópolis: 85,26;
3. Cafelândia: 63,15;
4. São José do Rio Pardo: 54,68;
5. Morungaba: 54,26;
6. Ubarana: 51,82;
7. Guararapes: 50,31;
8. Pirapozinho: 47,24;
9. Aguaí: 37,95;
10. Anhembi: 36,41
11. Botucatu: 36,15

Esse desempenho de Botucatu sinaliza que o problema não pode ser atribuído apenas a questões econômicas.

Em relação a cidades paulistas com população entre 150 a 200 mil habitantes, Botucatu continua entre as piores. Nesse grupo estão:

– Mogi Guaçu: 52,54;
– Itapecirica da Serra: 50,5;
– Franco da Rocha: 48,90;
– Santana do Parnaíba: 48,08;
– Ferraz de Vasconcelos: 46,75;
– Bragança Paulista: 42,23;
– Francisco Morato: 42,03;
– Pindamonhangaba: 40,27;
– Botucatu: 36,15

Botucatu aparece entre os piores desempenhos, mostrando que o problema também não pode ser atribuído a quantidade populacional, ficando a frente apenas de Itapetininga: 32,84; São Caetano do Sul: 28,58; Itu: 28,32 e Atibaia: 26,82.

Comparação com outras cidades da Região

Botucatu ocupa posição abaixo de outras cidades da região, tais como:

– Paranapanema: 84,61
– Areiópolis: 64,24
– Barra Bonita: 57,41
– Pardinho: 54,99
– Bofete: 51,92
– São Manuel: 50,58
– Itatinga: 49,39
– Pratânia: 40,14
– Bauru: 38,70
– Anhembi: 36,41
– Conchas: 30,83
– Avaré: 30,19
– Jaú: 27,89

Contraste com outros indicadores

O desempenho negativo, em inclusão social, contrasta com resultados mais positivos em outros componentes avaliados pelo IPS.

O município apresenta indicadores relativamente fortes em Acesso à Educação Superior, como proporção de trabalhadores com ensino superior e desempenho médio no Enem.

Ainda assim, os dados mostram que esse avanço educacional não têm se convertido em inclusão social efetiva, sobretudo para mulheres, negros e populações vulneráveis.

O que o ranking revela

Mais do que uma posição numérica, o 5.342º lugar expõe um alerta sobre a incapacidade das políticas públicas locais de enfrentar desigualdades estruturais.

O IPS Brasil 2025 evidencia que crescimento econômico, oferta de ensino superior ou infraestrutura urbana não são suficientes quando não há ações consistentes voltadas à proteção social, equidade de gênero e racial, segurança pública e representatividade política.

Em um ranking que avalia todos os municípios brasileiros, Botucatu passa a integrar o grupo das cidades que mais falham em garantir inclusão social, reforçando a necessidade de revisão profunda das prioridades e estratégias da gestão pública municipal.

O IPS é uma ferramenta essencial para as cidades brasileiras, porque permite diagnosticar desigualdades sociais, comparar municípios de forma justa e fortalecer a transparência e o controle social.

Mais do que medir crescimento econômico, o índice mostra se o desenvolvimento está, de fato, chegando às pessoas e contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com oportunidades para todos.

Não basta constuir estradas, represas, ruas e prédios, se as pessoas não tem suas vidas melhoradas.

Não basta ter obras de infraestrutura, se essas obras não atendem às necessidades de todos os moradores.

EUA suspendem emissão de vistos para brasileiros e outros países

O governo do presidente Donald Trump determinou, nesta quarta-feira (14), a suspensão temporária da concessão de vistos para cidadãos do Brasil e de mais de 74 países. A informação foi divulgada pela emissora norte-americana Fox News.

Segundo a reportagem, a decisão partiu do Departamento de Estado dos Estados Unidos e tem como objetivo revisar os critérios atualmente adotados para a liberação de vistos a estrangeiros. A pausa na emissão começa a valer no dia 21 de janeiro e, de acordo com a Fox, não há prazo definido para o término da medida.

Além do Brasil, a lista inclui países como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia, totalizando 75 nações afetadas. Até a última atualização, o Departamento de Estado norte-americano, o Itamaraty e a Embaixada dos Estados Unidos não haviam se manifestado oficialmente sobre o assunto.

Ministros pedem afastamento e governo projeta mudanças

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitaram nesta terça-feira (6) autorização para deixar o cargo no país.

No caso de Lewandowski, ele já havia comunicado seus secretários no mês passado sobre a decisão de deixar o comando da pasta em janeiro, movimento que se soma a outras mudanças previstas no governo Lula em seu quarto ano de mandato, a poucos meses das eleições.

Pessoas próximas ao ministro relatam que ele se sente esgotado e com a percepção de que cumpriu tudo o que estava ao seu alcance à frente da função.

Além disso, Lewandowski manifestou o desejo de dedicar mais tempo à família, que estaria sentindo sua ausência. Aliados também avaliam que o último ano de governo tende a ser mais marcado pelo ambiente eleitoral, com maior disputa política e menos espaço para a aprovação e implementação de novos projetos.

Justiça da 2ª Vara de São Manuel mantém cassação de ex-vereadora Sandra de Andrade Santos em Pratânia

O juíz da 2ª Vara da Comarca de São Manuel não concedeu, nesta quinta-feira (19), a liminar pleiteada pela ex-vereadora Sandra de Andrade Santos para reintegração imediata ao mandato legislativo. A decisão preserva os efeitos da cassação aprovada pela Câmara Municipal de Pratânia até o julgamento do mérito da ação ou de recurso. Contra a decisão, cabe agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A cassação de Sandra de Andrade Santos decorreu de processo administrativo disciplinar instaurado na Câmara de Pratânia (Processo nº 206/01/2025), que apurou infração político-administrativa grave. O motivo central foi o exercício incompatível da função de agente comunitária de saúde, cargo público remunerado com verba federal vinculada, enquanto a parlamentar atuava de forma honorífica como primeira-dama no Fundo Social de Solidariedade do município.

De acordo com as apurações, Sandra de Andrade Santos não desempenhava efetivamente as atividades de agente comunitária de saúde, mas recebia salário base, adicional de insalubridade e vale-alimentação. A verba destinada aos agentes comunitários de saúde é de origem federal e estritamente vinculada ao efetivo exercício das funções, não podendo ser paga a quem não presta o serviço correspondente. Tal prática configurou quebra de decoro parlamentar e irregularidade administrativa.

O processo apontou ainda que o então prefeito Osmir Félix, esposo da ex-vereadora, teria concedido o privilégio e autorizado ordens de pagamento consideradas ilegais, o que agravou a conduta incompatível com o mandato.
Na ação judicial, a defesa da ex-vereadora alegou vícios no procedimento legislativo da Câmara. Contudo, o magistrado da 2ª Vara entendeu não haver, neste momento, elementos para concessão da tutela de urgência, respeitando a autonomia do Poder Legislativo municipal.

O caso divide opiniões na pequena Pratânia, com cerca de 5 mil habitantes, e levanta discussões sobre acumulação de funções públicas, uso de recursos federais vinculados e limites éticos no exercício de cargos eletivos e honoríficos.

A Câmara Municipal de Pratânia não se manifestou sobre a decisão judicial. O suplente permanece no exercício da vaga.
A ex-vereadora Sandra de Andrade Santos não foi localizada para comentário até o fechamento desta matéria

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprova lei que permite enterro de cães e gatos em sepulturas de tutores

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) deu um passo importante na legislação funerária ao aprovar, na quinta-feira (18), o Projeto de Lei “Bob Cativeiro”, de autoria do deputado estadual Eduardo Nóbrega. A proposta, que agora aguarda a sanção do governador Tarcísio de Freitas, visa legalizar o sepultamento de cães e gatos em jazigos ou campas já existentes de seus tutores ou familiares diretos.

O texto aprovado não cria uma obrigatoriedade, mas sim oferece uma alternativa legal para as famílias que consideram seus animais de estimação membros da família. O deputado Nóbrega defendeu que a lei reconhece o forte vínculo afetivo existente.

A implementação da medida exigirá que os procedimentos sigam rigorosamente as normas sanitárias e ambientais de cada município paulista. As funerárias locais serão responsáveis por regulamentar as regras específicas para o sepultamento dos animais. Em cemitérios de iniciativa privada, as empresas terão autonomia para definir suas normas internas.

É crucial notar que todos os custos relacionados ao sepultamento do animal serão de inteira responsabilidade do proprietário do jazigo.

Com a sanção, municípios e o setor privado terão que adaptar seus regulamentos para atender à demanda da população que optar por essa nova modalidade de despedida.

Foto: Ilustrativa

Silêncio oficial, respostas genéricas e seletividade: como a Prefeitura de Botucatu restringe o acesso à informação pública

Há meses, a Rede Alpha vem tentando exercer um direito básico garantido pela Constituição: acesso a informações públicas.

O que deveria ser um procedimento administrativo simples transformou-se em uma sequência de respostas evasivas, silêncio institucional e tratamento desigual entre veículos de imprensa por parte da Prefeitura de Botucatu.

O jornalista Fernando Bruder, presidente da Rede Alpha de Comunicação, já protocolou dezenas de requerimentos formais na Prefeitura de Botucatu, com base na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

No entanto, em vez de dados objetivos, documentos ou esclarecimentos técnicos, o que passou a receber foram respostas padronizadas, assinadas pelo Secretário do Prefeito André Rogério Barbosa (Curumim); pela Secretária Municipal de Comunicação, Cinthia Al-Lage e pelos procuradores municipais, Alisson Rafael Forti Quessada e Thiago dos Santos Dias com pareceres jurídicos que não enfrentam o conteúdo real dos pedidos.

O padrão que chama atenção

A análise dos documentos oficiais revela um padrão preocupante:
os pedidos são diferentes, mas as respostas são praticamente as mesmas.

Não há indicação clara de sigilo legal, não há classificação da informação, não há prazo de restrição, tampouco fundamentação específica.

Há apenas um texto genérico que, na prática, nega o acesso à informação sem dizer claramente por quê.

Na prática, isso cria uma barreira invisível à fiscalização jornalística.

Quando o protocolo não basta

Diante da falta de respostas efetivas, o jornalista Fernando Bruder também reitera os pedidos diretamente ao prefeito e aos secretários, por meios institucionais e diretos, como e-mail e mensagens via WhatsApp, tanto para o prefeito Fábio Leite quanto para os secretários municipais.

Ainda assim, o que se observa é um silêncio reiterado, que contraria frontalmente os prazos e deveres impostos pela Lei de Acesso à Informação (LAI).

O silêncio, quando repetido, também é resposta. E, nesse caso, uma resposta que levanta questionamentos.

A informação existe — mas não para todos?

Enquanto a Rede Alpha tem seus pedidos ignorados ou esvaziados, o prefeito e secretários municipais aparecem diariamente em rádios, emissoras de TV e outros portais de notícias da cidade e da região, concedendo entrevistas, anunciando ações e divulgando informações públicas.

A pergunta que se impõe é inevitável:
👉 Por que alguns meios de comunicação têm acesso e outros são sistematicamente ignorados?

A seletividade no atendimento à imprensa fere o princípio da impessoalidade, compromete a pluralidade da informação e configura discriminação ao trabalho jornalístico profissional.

Censura à Órgão Oficial de Imprensa

Não se trata de censura explícita, com proibições formais ou atos públicos. Trata-se de algo mais sutil — mas igualmente grave: a censura pelo silêncio, pela omissão e pela escolha de quem pode perguntar o que pode perguntar.

Quando o poder público decide quais jornalistas terão respostas e quais serão ignorados, o controle da narrativa substitui a transparência e à democracia. E isso não afeta apenas a imprensa, mas o direito da população de ter acesso a versões plurais, críticas e independentes dos fatos.

Por que isso é grave para o cidadão?

A Lei de Acesso à Informação não foi criada para atender interesses dos governantes, mas para garantir que a sociedade possa fiscalizar o uso do dinheiro público e as decisões administrativas.

  • Quando informações são negadas ou filtradas:
    – o cidadão perde acesso à verdade completa;
    – o debate público fica empobrecido;
    – erros e irregularidades deixam de ser expostos;
    – e a democracia se enfraquece.

O que a Rede Alpha cobra?

A Rede Alpha de Comunicação não pede privilégios. Pede apenas o cumprimento da lei.

Transparência não é favor político.
Acesso à informação não depende de alinhamento editorial.
E jornalismo não pode ser tratado como incômodo institucional.

Diante dos fatos documentados, a Rede Alpha avalia medidas administrativas e judiciais para garantir o direito de acesso às informações públicas e para que nenhum veículo de imprensa seja tratado de forma discriminatória em Botucatu.

Fernando Bruder esclarece:

“Quando um jornalista é silenciado, quem perde não é apenas a imprensa, mas principalmente, a população.”