Saúde
Saúde convoca adolescentes de 12 a 17 anos para 2ª dose da vacina contra a Covid-19
A Secretaria Municipal de Saúde convoca os adolescentes de 12 a 17 anos a procurarem, a partir desta quarta-feira 20, às 14 horas, uma das Unidades de Saúde do Município para receberem a 2ª dose da vacina contra a Covid-19.
A vacinação ocorrerá em todos que já tomaram a primeira dose há 8 semanas (56 dias) ou mais, e será realizada com o imunizante do laboratório Pfizer.
A partir de amanhã, quinta-feira, 21, as Unidades de Saúde da Cidade continuarão disponíveis para receber os adolescentes de segunda a sexta-feira, das 08 às 17 horas.
A vacinação de menores de 18 anos ocorre no Estado de São Paulo com a utilização da vacina Pfizer, de modo que a vacinação deste grupo está condicionada a autorização pelos pais e/ou responsáveis legais.
Pessoas nesta faixa etária devem estar acompanhadas de um adulto responsável, podendo este proceder com a autorização verbal para o ato de vacinação. Caso não haja a presença de um adulto responsável, a vacinação poderá ocorrer diante da apresentação de termo de assentimento devidamente preenchido e assinado pelos pais e/ou responsáveis legais, em acordo com o disposto no art.142 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual recomenda-se que seja retido pelo serviço de saúde que procederá com a vacinação. O termo de assentimento está disponível no site da Prefeitura de Botucatu (https://www.botucatu.sp.gov.br/arquivos/termo_de_assentimento_livre_e_esclarecido_-_representante_le_17093325.pdf
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Termo de assentimento para vacinação de pessoas de 12 a 17 anos Termo de Assentimento Livre e Esclarecido – Representante legal do menor de idade
www.botucatu.sp.gov.br
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).
Também será necessária a apresentação de um comprovante de endereço dos pais ou responsável legal.
Todas as pessoas pertencentes a esses grupos devem comparecer as Unidades portando CPF, um documento de identificação com foto (RG ou passaporte) e a carteirinha que comprova a 1ª dose.
Mais informações:
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores
Telefone: (14) 3811-1100
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Adolescentes com comorbidades, deficiências ou gestantes já podem tomar 2ª da vacina contra a Covid-19
A Secretaria Municipal de Saúde convoca adolescentes da Cidade que possuem comorbidades, deficiências ou que estejam gestantes, para tomarem a 2ª dose da vacina contra a Covid-19.
No ato da 1ª dose, estes adolescentes tiveram a 2ª dose programada em suas carteirinhas para 12 semanas. Porém, com a antecipação desse prazo para 8 semanas, estipulada pelo Plano Nacional de Imunização, aqueles que já alcançaram esse prazo devem buscar a nova imunização.
Todas as Unidades de Saúde da Cidade estão disponíveis para receber os adolescentes de segunda a sexta-feira, das 08 às 17 horas.
A vacinação de menores de 18 anos ocorre no Estado de São Paulo com a utilização da vacina Pfizer, de modo que a vacinação deste grupo está condicionada a autorização pelos pais e/ou responsáveis legais.
Pessoas nesta faixa etária devem estar acompanhadas de um adulto responsável, podendo este proceder com a autorização verbal para o ato de vacinação. Caso não haja a presença de um adulto responsável, a vacinação poderá ocorrer diante da apresentação de termo de assentimento devidamente preenchido e assinado pelos pais e/ou responsáveis legais, em acordo com o disposto no art.142 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual recomenda-se que seja retido pelo serviço de saúde que procederá com a vacinação. O termo de assentimento está disponível no site da Prefeitura de Botucatu (https://www.botucatu.sp.gov.br/arquivos/termo_de_assentimento_livre_e_esclarecido_-_representante_le_17093325.pdf
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Termo de assentimento para vacinação de pessoas de 12 a 17 anos Termo de Assentimento Livre e Esclarecido – Representante legal do menor de idade
www.botucatu.sp.gov.br
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).
Também será necessária a apresentação de um comprovante de endereço dos pais ou responsável legal.
Todas as pessoas pertencentes a esses grupos devem comparecer as Unidades portando também CPF e um documento de identificação com foto (RG ou passaporte).
Cidadãos que ainda não se imunizaram, ou que tomaram apenas a 1ª dose, ou ainda idosos, profissionais da saúde, da educação e da segurança que ainda não tomaram a 3ª dose (dose de reforço) também podem procurar uma das Unidades para se imunizarem.
No caso da 3ªdose, a vacina será administrada nos profissionais que tenham tomado a 2ª dose com Coronavac há pelo menos 3 meses, ou a 2ª dose com a vacina Astrazeneca há pelo menos 6 meses. Estes profissionais devem ter tomado as 2 doses ou a 2ª dose em Botucatu e estarem registrados no Vacivida de acordo com suas respectivas ocupações.
Mais informações:
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores
Telefone: (14) 3811-1100
McDia Feliz 2021 terá renda revertida para capacitar médicos da rede básica em toda a região
Há 20 anos, todo segundo semestre em Botucatu tem sabor de solidariedade, e a cidade descobriu que um lanche não somente pode alimentar o corpo, mas também a esperança de muitas vidas. Neste ano de 2021, por conta da pandemia, o McDia Feliz, tradicionalmente realizado em agosto, será no dia 23 de outubro.
A campanha é coordenada nacionalmente pelo Instituto Ronald McDonald e, em Botucatu, pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).
Nesse dia, todo o valor arrecadado com a venda do sanduíche Big Mac (descontados os impostos) será revertido para capacitar médicos da rede básica nas 30 cidades que compõem as regiões do Pólo Cuesta e do Vale do Jurumirim. Os restaurantes do McDonald’s em Botucatu ficam na Av. Vital Brasil e no Shopping Botucatu e estarão o dia todo vendendo os sanduíches, cumprindo todas as medidas sanitárias de prevenção ao novo coronavírus.
Os tíquetes custam R$ 17,00 e já podem ser adquiridos antecipadamente com os voluntários ou pelos telefones (14) 3811-6069 ou (14) 99136-5696. Em breve, outros produtos promocionais da campanha estarão disponíveis. O pagamento pode ser em dinheiro, nos cartões de crédito / débito ou ainda pelo PIX, com a chave campanhamcdia@famesp.org.br.
Em 2020, o McDia Feliz Botucatu arrecadou R$ 54.926,40, quantia resultante da venda dos sanduíches Big Mac, doados pelos restaurantes McDonald’s da cidade no dia da campanha, e das camisetas promocionais com a marca McDia Feliz, além da generosidade de pessoas físicas e jurídicas.
Sábado, 16, é dia de atualização da caderneta de vacinas de crianças e adolescentes
No próximo sábado, 16, todas as Unidades de Saúde do Município estarão abertas das 8 às 17 horas para a Campanha de Multivacinação de Crianças e Adolescentes.
O objetivo é atualizar a caderneta de vacinas de menores de 15 anos (até 14 anos 11 meses e 29 dias), evitando que algumas doenças que já estão erradicadas voltem a circular. A campanha prossegue até o dia 29 de outubro, também nas Unidades.
Dentre as vacinas que estarão disponíveis estão: BCG, Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba), Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano), DT (difteria e tétano), entre outras. Estarão disponíveis para atualização da caderneta de adolescentes as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada).
Por conta da pandemia de Covid-19, todas as medidas e protocolos de segurança para proteger a população e os trabalhadores de saúde serão adotados, bem como o distanciamento social, a disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos. É importante também que a população faça uso de máscara e apenas 1 responsável acompanhe a criança ou adolescente no momento da vacinação.
Mais informações:
Secretaria Municipal de Saúde
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Telefone: (14) 3811-1100
Sabesp e Unesp apresentam desempenho do projeto de compostagem, em Botucatu
A Sabesp e a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp desenvolvem juntas um projeto para a compostagem e reutilização do lodo, principal resíduo sólido que é gerado do esgoto tratado pela Companhia na estação do Lageado, em Botucatu.
No último dia 30 de setembro, houve uma reunião via plataforma online para apresentar os resultados do projeto em culturas de milho. Foram apresentados estudos técnicos desenvolvidos pela FCA em parceria com a Sabesp. A ênfase se deu em como o adubo orgânico é avaliado para que gere um produto padrão e na apresentação da tecnologia de compostagem, que, por meio de micro-organismos decompositores, elimina os micróbios e bactérias causadores de doenças e preserva os nutrientes necessários para o fertilizante gerado – o Sabesfértil.
“A vantagem econômica ocorre, pois, comumente, estes resíduos são enviados aos aterros sanitários, ou seja, há custos de frete e de depósito nestes locais”, afirmou o professor Roberto Lyra Villas Bôas, orientador do projeto e docente do Departamento de Ciência Florestal, Solos e Ambiente da FCA/Unesp Botucatu. “Com a reciclagem, temos o ciclo biológico concluído, o que um dia foi alimento, se tornou resíduo e, ao se transformar em adubo orgânico, retorna ao solo para produzir novos alimentos. Assim o ciclo se completa. Obrigado à Sabesp por permitir, por meio de projetos de pesquisa, melhorar o perfil dos nossos alunos, preparando-os efetivamente para o mercado de trabalho”, acrescentou.
“Em um cenário global de degradação do meio ambiente, uma iniciativa desta traz uma contribuição fundamental para a preservação ambiental. A divulgação e conscientização desse trabalho é importante em todos os segmentos da sociedade”, destacou Ismael Mendes Júnior, encarregado de tratamento de esgoto de Botucatu.
Na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Botucatu, o lodo coletado é transferido para duas baias de compostagem. Elas ocupam uma área de 1.080 metros quadrados e são cobertas por estruturas metálicas recobertas por plástico, que protegem o lodo da chuva e geram um ambiente de estufa que permite a perda de água, seguida pela compostagem do material. Ao lado das baias, há uma área de armazenamento do produto, para que seja estocado e encaminhado à análise e verificação dos padrões físicos (como temperatura e umidade), químicos (se os nutrientes foram mantidos) e biológicos (se os patógenos foram eliminados).
O Sabesfértil, produto dessa parceria entre a Sabesp e a Unesp Botucatu, é produzido desde 2017 e, por enquanto, é de uso exclusivo da Faculdade de Ciências Agronômicas, que o utiliza para adubar as áreas de plantio de milho e assim gera economia no uso de adubos na fazenda e melhoria nas propriedades do solo, refletindo em produtividade nas culturas da Fazenda Lageado.
“Gostaria de agradecer à FCA pelo empenho com nosso projeto de compostagem. Estamos construindo uma importante contribuição no tratamento de esgoto e, simultaneamente, na busca de alternativas sustentáveis para nosso futuro e das próximas gerações. O Sabesfértil é a prova concreta da excelência nos serviços prestados por Sabesp e Unesp à população”, finalizou Maurício Tápia, superintendente da regional da Sabesp no Médio Tietê.
Definida a empresa que construirá planta para apoiar pesquisas de biofármacos
A licitação para a contratação da empresa que vai construir a fábrica de produção de amostras para pesquisas clínicas no câmpus de Botucatu da Unesp resultou em uma proposta vencedora no valor de R$ 12,2 milhões, um desconto de 10,6% em relação aos valores de referência estabelecidos na concorrência pública conduzida pela Pró-Reitoria de Planejamento Estratégico e Gestão (Propeg) da Universidade.
A empresa 2N Engenharia foi indicada como vencedora do processo licitatório, cujo resultado foi publicado nos primeiros dias de outubro no Diário Oficial do Estado e também no Diário Oficial da União. O contrato para a construção da fábrica, que vai atuar na produção de amostras de biofármacos, deve ser assinado ainda neste mês. A partir da assinatura, serão 20 meses para a entrega da obra, que deve ficar pronta em 2023.
A planta a ser erguida no câmpus de Botucatu, idealizada pelos pesquisadores Rui Seabra Ferreira Junior e Benedito Barraviera, ambos do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp, é apoiada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde e pela Caixa Econômica Federal e será financiada, em quase sua totalidade, com recursos federais, por meio de um aporte de R$ 11,2 milhões.
Aprovada em 2018 pelo Ministério da Saúde, a fábrica para produção de amostras de biofármacos, ou medicamentos biológicos, foi considerada “estratégica, inovadora e disruptiva” pela equipe técnica do Ministério. Além de atuar em parceria com a área de biotecnologia, uma das mais ativas e inovadoras do ambiente acadêmico e do setor farmacêutico, a nova instalação preencherá uma lacuna existente entre as pesquisas básicas realizadas nas bancadas de laboratórios, que fundamentalmente estão ligados a institutos e universidades públicas, e as últimas fases (3 e 4) das pesquisas clínicas de novos fármacos, especificamente os medicamentos biológicos.
As moléculas dos biofármacos são obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos. Atualmente, os medicamentos dessa classe têm sido usados principalmente no tratamento de câncer, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.
O trajeto de desenvolvimento para levar um novo biofármaco desde a bancada do laboratório até o usuário envolve tantos obstáculos que o processo é apelidado de “vale da morte”, pois são inúmeros os potenciais achados oriundos da ciência básica que não chegam até a etapa final. Isso se deve a diversos fatores, que incluem a complexidade das moléculas dos biomedicamentos e o menor acesso a recursos de financiamento. Além disso, como são etapas acompanhadas de perto pela supervisão de agências reguladoras (Anvisa, no caso brasileiro), o desenvolvimento de um medicamento biológico comumente torna-se caro e demorado, desestimulando investimentos. É neste “gap” do processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação que a fábrica a ser construída no câmpus de Botucatu da Unesp vai atuar.
“A pandemia trouxe esta visão da necessidade de o Brasil ser autônomo na produção de insumos farmacêuticos estratégicos. Não há no país nada parecido, ainda mais com o financiamento assegurado para a sua construção. Vai ser um equipamento único, que pode melhorar muito a autonomia do país e encurtar o caminho entre a bancada e a prateleira. O que estamos fazendo aqui é criar uma ponte para atravessar o Vale da Morte, ganhando anos em pesquisa que têm um custo da ordem de bilhões de dólares para o Brasil”, afirma o reitor da Unesp, professor Pasqual Barretti.

Atuação estratégica
De acordo com os pesquisadores envolvidos no projeto, em toda a América Latina só no México existe um modelo “parecido”, que basicamente apoia o desenvolvimento de pesquisas dos Estados Unidos. Para viabilizar a planta na Unesp, a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) cedeu ao Cevap uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados, dentro da Fazenda Experimental do Lageado. A fábrica terá 1.499 metros quadrados de área construída.
“Os estudos de fase clínica 3 são os mais abundantes atualmente no Brasil. No entanto, quando se trata de geração de tecnologia, os estudos pré-clínicos, bem como os de fase 1 e 2, são primordiais e imprescindíveis. Neste estágio, o nosso país ainda é carente, pois os medicamentos experimentais para as pesquisas são produzidos fora do Brasil e fornecidos pelas empresas interessadas em registrar o produto no país. Com a fábrica em operação, poderemos desenvolver tecnologias relacionadas para a elaboração de novos medicamentos, bem como produzir lotes validados pela agência sanitária com objetivo de realizar tais estudos, necessários para o registro final e comercialização”, explica o pesquisador Rui Seabra Ferreira Junior.
Em paralelo à edificação que será instalada no câmpus de Botucatu, a Agência Unesp de Inovação (Auin) já está trabalhando nos modelos jurídicos para a operação da planta. O processo para a produção de amostras para pesquisas clínicas de um biofármaco envolve um ecossistema de inovação bastante abrangente, do qual podem fazer parte de forma simultânea universidades, startups focadas em biotecnologia e organizações especializadas em pesquisa por contrato, entre outros atores.
“Além de inédito, este tipo de ambiente fabril na área da saúde pode ser utilizado por nossas indústrias, além de clientes internacionais, bem como por pesquisadores de moléculas candidatas geradas em universidades brasileiras que necessitem de prototipagem”, diz Rui Seabra Ferreira Junior.
Fapesp
Devido ao potencial da fábrica para tornar-se referência internacional para a cadeia produtiva deste segmento, os professores Rui Seabra Ferreira Junior e Benedito Barraviera estão submetendo o projeto à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na chamada para a constituição de Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD-SP), que deverão conduzir pesquisa orientada a problemas específicos e com relevância socioeconômica para São Paulo.
De acordo com a última edição do Anuário Estatístico sobre o mercado farmacêutico, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em julho passado, o segmento dos medicamentos biológicos foi o de maior crescimento entre 2015 e 2019, com alta de 161,5% no faturamento — em 2019, o faturamento relacionado a biomedicamentos alcançou R$ 21,8 bilhões no país. O estado de São Paulo concentra a maior parte deste mercado.
Na imagem acima, ato público de abertura do envelope da empresa habilitada na licitação – Martha Martins de Morais – 21set2021 / ACI Unesp
foto: Fabio Mazzitelli
fonte: jornal.unesp.br
Novo posto de saúde no Residencial Maria Luiza já está atendendo a população
A Prefeitura de Botucatu inaugurou nesta terça-feira, 13, a Unidade de Saúde da Família do Residencial Maria Luiza.
O novo prédio possui como estrutura recepção, sala de espera ampla e arejada, sala de acolhimento, sala de vacina, sala de inalação, sala de agentes comunitários, sala de emergência, sala de expurgo, sala de curativo, sala de dispensação de medicamentos, sala de armazenamento de medicamentos, sala de medicação e pós consulta, sala de administração, sala de almoxarifado, sala de grupo/reuniões, sala de coleta de exames, sala de escovação, 7 consultórios médicos e de enfermagem , 2 consultórios de odontologia, 2 consultórios de ginecologia, além de banheiros feminino e masculino adaptados para deficientes físicos e fraldário.
Além do atendimento presencial, a Unidade atuará também com o atendimento a domicílio de aproximadamente 2.200 casas dos bairros Maria Luiza, Santa Maria, Jardim do Bosque 1 e 2, Residencial Paratodos e Jardim Santa Mônica.
“Este equipamento foi construído para oferecer mais qualidade e humanização ao atendimento de milhares de botucatuenses que moram nessa região. É muito legal perceber o desenvolvimento chegando a todos os bairros da Cidade, em especial nesta região Sul, que já recebeu uma escola de tempo integral, está com outra sendo finalizada, além da duplicação da Rodovia Gastão Dal Farra, que levou mais segurança a pedestres e motoristas”, afirmou o Prefeito Mário Pardini.
A cerimônia de inauguração ocorreu às 9 horas da manhã desta quarta-feira, 13, na Unidade, e contou também com a presença do Secretário Municipal de Saúde, André Spadaro, do Presidente da Câmara dos Vereadores, Rodrigo Palhinha, dos filhos do Dr. Theophilo Roque de Abreu Alvarenga, que dá nome a Unidade, Marcos e Sônia Carvalho Alvarenga, além da equipe técnica que já atua na unidade a partir desta quarta, e integrantes da Secretaria de Saúde.
A nova Unidade de Saúde da Família fica na Rua Cinira da Costa Barbosa, s/n, no Residencial Maria Luiza.
Dr. Theophilo Roque de Abreu Alvarenga
Dr. Theophilo Roque de Abreu Alvarenga nasceu em São Paulo no dia 20 de novembro de 1925, filho do Reverendo e Professor Antônio Corrêa Rangel de Alvarenga e de Jocelyna de Abreu Alvarenga.
Mudou-se para Botucatu ainda criança, onde estudou na Escola Americana, no Grupo Cardoso de Almeida, no Grupo Escolar Raphael de Moura Campos e na Escola Normal. Anos depois, em 1944, formou-se professor primário pelo Curso de Professores.
No ano de 1945 mudou-se com a sua família para Bauru disposto a fazer Medicina, cursou 2 anos de Curso Colegial naquela cidade, enquanto trabalhava como escriturário na antiga estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
Esforçado e batalhador, sempre buscou conquistar seus sonhos. Juntou dinheiro para mudar-se para Curitiba/PR, onde prestou vestibular e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná.
Lecionou no primeiro ano de Ciências no Colégio Novo Ateneu, do segundo ao sexto ano foi auxiliar de cirurgia no serviço de cirurgia de tórax no Hospital São Francisco. Formou-se com êxito no ano de 1952.
No ano de 1953 começou a trabalhar como médico residente no Hospital Evangélico de Dourados, no estado do Mato Grosso, onde só haviam dois médicos para atender toda a cidade. Uma vez por semana dava assistência na Missão Evangélica, entre os índios Caiuás.
Em 1954 trabalhou no Pronto Socorro da cidade de Bauru e, em 1955, foi convidado pelo Prefeito de Ibirá para suprir a falta de médicos, trabalhou nesta cidade durante 6 anos, onde ingressou no Departamento Estadual da Criança.
Como reconhecimento profissional, foi transferido para Botucatu, após 18 anos de ausência, para organizar o primeiro serviço pré-natal no município, realizando exames mensais e fazendo o controle de peso de gestantes, além de auxiliar em programas de vacinação preventiva e alimentação complementar.
No final de 1955 casou-se com a senhora Edméa Carvalho de Abreu, com quem teve quatro filhos: Sonia Carvalho Alvarenga de Souza Nogueira, Selma Carvalho Alvarenga de Oliveira, Marcos Carvalho de Abreu Alvarenga e Silvia de Carvalho Alvarenga.
Em Botucatu assumiu a enfermaria de indigentes da Misericórdia Botucatuense junto com as irmãs da Consolata e atendia pacientes de toda a região antes mesmo da criação da Faculdade de Medicina.
Durante oito anos foi vice-presidente e, por quatro anos, presidente regional da Associação Paulista de Medicina.
Foi o primeiro médico a ocupar a Casa do Médico e durante a sua gestão foi instalada a Unimed, na qual foi o primeiro vice-presidente. Também foi médico do corpo clínico da Misericórdia Botucatuense e do Hospital Regional Sorocabana.
No início da Faculdade de Medicina foi médico assistente, voluntário da cadeira de Ginecologia e Obstetrícia.
Em 1964 ingressou no Rotary Club de Botucatu, sendo duas vezes presidente e três vezes primeiro secretário. Ocupou por cerca de dez anos o serviço de intercambio de jovens do Rotary Club, mandando para os Estados Unidos e Canadá muitos jovens.
Querido por todos, pai, marido e médico excelente, educou os filhos com honra, dignidade e respeito ao próximo, atendia seus pacientes com profissionalismo e respeito. Ao todo, em sua carreira, realizou mais de 17 mil partos.
Dr. Theophilo faleceu em 26 de agosto de 2012, deixando vazio o coração de familiares e amigos, por quem é lembrado como uma pessoa exemplar e que amava o que fazia.
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