Fernando Bruder 20 de dezembro de 2019Destaque, SaúdeComentários desativados em Poupatempo Saúde realizou mais de 2,5 mil atendimentos em um mês
O mais novo projeto realizado pela Prefeitura de Botucatu buscando agilizar o atendimento de urgências na Saúde já tem surtido efeito. O conceito “Poupatempo Saúde”, criado a partir da abertura de dez prontos atendimentos no período noturno em toda a Cidade, realizou 2.098 consultas em seu primeiro mês de funcionamento.
Somados os atendimentos noturnos no Pronto Socorro Odontológico na Cohab 1, as vacinas realizadas no Centro de Saúde Escola na Vila dos Lavradores, e os atendimentos na Farmácia Central, montada na Policlínica CS1, na Boa Vista, o número sobe para 2.658.
O investimento desse novo conceito na Saúde botucatuense engloba também a contratação de equipes médicas e de enfermagem, que já atendem nas unidades de saúde.
“Estamos muito satisfeitos com o número de atendimentos realizados neste primeiro mês, e esperamos que a população conte ainda mais com essas alternativas. Também tivemos os primeiros indícios de agilidade no atendimento no PS Adulto, o que ocorre com a população procurando os dez prontos atendimentos setorizados para a solução de casos de menor complexidade”, afirma André Spadaro, Secretário Municipal de Saúde.
Além das unidades da Cohab I, Cohab IV e Cecap, que já funcionavam em horário estendido, foram abertas as unidades do Jardim Aeroporto, Centro de Saúde Escola (Vila dos Lavradores), Jardim Iolanda/Monte Mor, Jardim Cristina e Rubião Júnior das 18 às 22 horas. A Unidade de Vitoriana também está aberta das 18h30 às 21h30.
O Centro de Saúde I (Centro) funciona agora também entre 18 e 23 horas, e, além do atendimento a pacientes, disponibiliza uma farmácia de retaguarda para que os atendidos pelos Prontos Atendimentos Noturnos e Prontos Socorros Adulto e Infantil retirem os medicamentos receitados. Não são dispensados medicamentos de uso contínuo durante o atendimento noturno.
Outro serviço que também passou a ser oferecido em período noturno é a sala de vacinação, iniciativa inédita no Município, que funciona junto ao Centro de Saúde Escola na Vila dos Lavradores entre 18 e 22 horas, para atender toda a população.
Para a abertura noturna dos postos de Saúde, a Prefeitura contratou novos médicos, por meio de aditamento de contrato com a OSS Pirangi e a FMB/FAMESP. São sete novas equipes que somam 33 novos postos de trabalho gerados, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêutico.
Fernando Bruder 19 de dezembro de 2019Destaque, Nacionais, SaúdeComentários desativados em Homem curado de câncer terminal com tratamento inédito morre após acidente em BH
O homem que foi curado de um câncer em estado terminal com um tratamento inédito na América Latina morreu neste mês em Belo Horizonte após um acidente. De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Vamberto Luiz de Castro, de 64 anos, deu entrada no Instituto Médico Legal em 11 de dezembro e saiu no mesmo dia.
O acidente provocou um traumatismo craniano grave em Vamberto, que não resistiu. Os parentes do homem não quiseram se manifestar.
De acordo com amigos da família, a missa de sétimo dia de Vamberto foi nesta terça-feira (17). O enterro foi no Cemitério Parque Renascer, em Contagem, na Grande BH.
Vamberto estava em fase terminal de um linfoma – um tipo de câncer – muito agressivo nos ossos quando procurou o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para tentar um tratamento ainda experimental no Brasil, inédito na América Latina, com uma equipe da Universidade de São Paulo (USP).
Ele teve alta em outubro após apresentar uma melhora considerada cura, com a terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-CeII.
Antes de se submeter ao tratamento inédito custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Vamberto tomava doses máximas de morfina diariamente e não conseguia mais andar. O tumor havia se espalhado pelos ossos. No início de setembro, o corpo do paciente estava tomado por tumores. Já após o tratamento, a maioria deles já havia desaparecido. E os que restavam, segundo os médicos, sinalizavam a evolução da terapia
Em entrevista ao G1 em outubro, Vamberto afirmou: “hoje, o que eu quero, de verdade, é que aconteça para todas as pessoas que passam por isso o que aconteceu com a gente. A gente vai ter que fazer alguma coisa para buscar o apoio. Este benefício tem que atingir um número bem maior de pessoas”, disse. No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil.
Vamberto era funcionário público aposentado de BH e sofria de um linfoma terminal.
Fernando Bruder 18 de dezembro de 2019Destaque, SaúdeComentários desativados em Milagres da alimentação ou fakenews?
Estudo brasileiro revela que notícias falsas relacionadas ao tratamento do câncer e outras doenças estariam ligadas à venda de produtos naturais; Especialistas explicam por que boatos são aceitos com tanta facilidade e o que de fato auxilia os pacientes com câncer
A partir de uma investigação da organização não governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), foi descoberta uma ligação entre sites de fake news e a venda de produtos naturais. O estudo, realizado pelas duas instituições, mapeou as principais páginas divulgadoras de fake news no Brasil e o conteúdo disseminado por elas.Ao todo, foram analisados oito sites. Entre 2012 e 2019, eles divulgaram 1.613 notícias falsas ou imprecisas sobre saúde, com a estimativa de que tenham sido compartilhadas 489 mil vezes no Facebook.
Em fóruns pela internet e grupos de redes sociais é comum aparecerem “milagres” contra o câncer a todo momento. Sem nenhuma evidência científica ou fonte médica, são textos que afirmam que mudanças radicais na alimentação e o consumo de determinados produtos naturais poderiam levar a cura do câncer. Entre os exemplo de informações que circulam neste tipo de página veiculadas como notícias comprovadas, está que a graviola é a nova arma para o combate de qualquer tumor ou que a maçã evita o câncer de pulmão; ou ainda que não se deve tomar chá verde durante o tratamento da doença, apenas para citar alguns exemplos.
A adesão tende a ser imediata, com muitos agradecimentos. Mas por que tantas pessoas aceitam essas receitas sem questionar a veracidade delas — e chegam até a ser agressivas com quem hesita em acreditar? Para Denise Leite, oncologista clínica do CPO/Oncoclínicas, a resposta está na fragilidade que os pacientes ou seus amigos e familiares sentem diante do câncer. “É uma doença de que as pessoas têm muito medo, acham que não há cura — mesmo que haja. Elas se agarram a qualquer coisa que crie uma esperança além do tratamento convencional”, afirma.
A oncologista Michelle Samora, também do CPO/Oncoclínicas, acrescenta que existem pacientes em fases mais avançadas da doença que buscam alternativas sem nem pensar sobre sua eficácia. ” Estamos rodeados de notícias que anunciam a cura do câncer ou afastamento da chance do surgimento da doença através de um alimento, por exemplo. E mesmo que não exista estudo que comprove, muitas pessoas tomam como verdade”, explica.
E o que leva à escolha de um ou outro alimento nessas narrativas? Leite diz que, na maior parte das vezes, são elementos que foram ou estão de fato sendo estudados pela indústria farmacêutica, mas acabaram descartados por não terem sido encontradas neles substâncias eficazes para a elaboração de medicamentos ou cujo trabalho ainda não terminou. “Um pedaço de informação é manipulado e a história toma proporções enormes.”
A seguir, Michelle e Denise esclarecem o que é mito e o que é verdade na relação entre a alimentação e o câncer. Mas, antes, os especialistas lembram: uma alimentação balanceada e saudável, com o máximo de alimentos naturais e o mínimo possível de processados, é realmente uma aliada para o sucesso dos tratamentos contra o câncer e para o bem-estar geral das pessoas, tenham elas câncer ou não.
Graviola é a nova arma na cura do câncer
MITO. Alguns compostos da folha da graviola estão sendo estudados devido às suas características antioxidantes e profiláticas, mas ainda não há nenhuma conclusão quanto à sua eficácia contra o câncer ou mesmo em relação ao seu uso em medicamentos para o tratamento da doença.
Maçã evita o câncer de pulmão
MITO. Um estudo realizado em 2017 pela Universidade John Hopkins (EUA) indica que quem come três porções (cerca de 400 gramas) de maçã por dia tem a função pulmonar mais forte e preservada, devido principalmente às características antioxidantes e anti-inflamatórias da fruta. Mas não há nenhuma ligação formal entre isso e o desenvolvimento de um câncer de pulmão.
Não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra o câncer
DEPENDE. O chá verde é metabolizado pelas mesmas enzimas necessárias para a absorção de alguns dos medicamentos do tratamento contra o câncer. No entanto, não é uma regra geral, podendo haver exceções.
Tomate previne contra o câncer de próstata
NÃO CHEGA A SER MITO, MAS É DIFÍCIL CHAMAR DE VERDADE. O licopeno presente no tomate realmente tem a capacidade de prevenir contra o câncer de próstata, mas não existem estudos científicos que comprovem na prática se é possível alcançar algum resultado — além de ter toda uma alimentação geral exemplar.
Gengibre cura qualquer tipo de câncer
MITO. Não há nenhuma evidência científica de que algum elemento do gengibre tenha a capacidade de curar o câncer. Porém, é VERDADE que o gengibre alivia os sintomas de mal-estar da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e enjoos.
Vegetais verdes protegem contra o câncer de intestino
VERDADE. Eles aceleram o movimento intestinal, facilitam a evacuação e POSSIVELMENTE impedem a formação de células cancerígenas no órgão, embora, novamente, não haja estudos definitivamente comprobatórios em relação a isso.
Fernando Bruder 18 de dezembro de 2019Destaque, Geral, SaúdeComentários desativados em CRAS Leste passa por ampliação para atender famílias do Cachoeirinha
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Região Leste foi reformado e a equipe de atendimento ampliada atender as 500 famílias que já estão morando nos Residenciais Cachoeirinha 1 e 2 e mais 492 que se mudarão ainda no primeiro semestre do ano que vem.
“Com esta adequação, todos os moradores da região e dos Cachoeirinhas passam a ser referenciados no CRAS Leste. Esta necessidade de ampliação do espaço e da equipe foi entendida pelo Governo Pardini para facilitar a locomoção e atendimento das famílias”, explicou Silvia Carvalho, Secretária Municipal de Assistência Social.
Além da equipe que já realizava o atendimento no CRAS Leste, três novas assistentes sociais foram contratadas e já estão atuando junto às famílias.
O prédio recebeu nova pintura, adequação de banheiros e salas e reforma na quadra esportiva. A partir do ano que vem, a comunidade atendida no CRAS será convidada a pintar grafites nos muros e na quadra esportiva.
O CRAS Leste fica na Rua Domingos Cariola, 0, Jardim Ciranda. O telefone da unidade é o (14) 3811-1463.
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, SaúdeComentários desativados em Relatos de brasileiros que vivem a traumática experiência da paralisia do sono
“Eu tive essa sensação pela primeira vez aos nove anos. Acabei dormindo enquanto estava assistindo televisão no quarto. Em meio ao sono, abri meus olhos e vi vários vultos vindo em minha direção. Eu tentava gritar, mas ninguém me ouvia. Eu tentava me mexer e não conseguia. Isso durou alguns minutos”, relata a fotógrafa Bianca Machado, de 23 anos.
A partir da primeira experiência, ela passou a viver constantes momentos em que teve o sono interrompido pela assustadora sensação de acordar, não conseguir se mexer e avistar vultos.
Sensação semelhante à vivida com frequência por Bianca é descrita por várias outras pessoas. “Comecei a passar por isso ainda na infância. Eu sentia alguém me observando e depois se sentando ao meu lado, em meu colchão. Não conseguia me mexer, ficava totalmente imóvel e sempre pensava que eu fosse morrer”, relata o músico e técnico em eletrônica Jairo Estevam, de 60 anos.
“Tenho isso há 25 anos. A primeira vez aconteceu quando eu estava dormindo no banco de trás do carro, durante uma viagem. Quando abri os olhos, ouvia tudo o que minha família conversava, mas não conseguia me mexer, apesar de tentar muito. Depois de um tempo, finalmente acordei. Após esse dia, passei a ter aquela sensação estranha com frequência. Dois anos depois, comecei a ver coisas horrendas, como monstros”, narra a relações públicas Priscila Matos, de 35 anos.
Bianca, Jairo e Priscila têm paralisia do sono, condição na qual o indivíduo desperta, mas é incapaz de realizar qualquer movimento corporal voluntário, pois os músculos não respondem — é como se você estivesse em parte acordado, mas seu corpo ainda estivesse dormindo. A paralisia pode envolver situações como o aparecimento de vultos ou criaturas assustadoras.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALSergio Victor viveu a experiência pela primeira vez aos 14 anos
“A paralisia do sono causa a incapacidade de falar ou mover os membros, tronco e cabeça, mesmo com a sensação de consciência preservada sobre o que está acontecendo”, explica o psiquiatra Alexandre Azevedo, membro do Programa de Transtornos do Sono, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
A paralisia acontece quando o indivíduo desperta do estado mais profundo do sono, denominado REM (rapid eye moviment, em português, movimento rápido dos olhos). Ela pode durar segundos ou alguns minutos.
“Quando despertamos, existe uma ativação sincrônica entre o cérebro e a medula, responsável pelo movimento corporal. Mas quando há a paralisia do sono, há um desbalanço, no qual o cérebro acorda, mas o comando de despertar é bloqueado para a medula. Não acontece a sincronia e há apenas a ativação cerebral, não a medular, por isso a pessoa não consegue se mexer”, diz o neurologista Alan Eckeli, especialista em Medicina do Sono e professor da USP de Ribeirão Preto.
De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, há estudos que apontam que entre 15% a 40% de determinada população podem vivenciar alguma situação de paralisia do sono ao longo da vida. As estimativas, segundo especialistas, variam conforme a população estudada, em razão de itens como os fatores culturais e étnicos.
A paralisia do sono
Há diversos relatos sobre paralisia do sono ao longo da história, em diferentes populações. “Esse fenômeno biológico está relatado na história em diferentes momentos, desde a antiguidade. Em todo o mundo já houve relatos de paralisia do sono”, relata Eckeli.
Há inúmeros fatores que podem fazer com que a pessoa tenha paralisia do sono. Para muitos especialistas, trata-se uma característica genética. Estudos também apontam que ela pode ser influenciada por situações como constante estresse, privação do sono — quando o indivíduo dorme menos de sete horas por dia —, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e utilização de medicamentos para induzir o sono, sem orientação médica.
A paralisia do sono também pode estar relacionada a doenças psiquiátricas como transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
Direito de imagem: ARQUIVO PESSOALBianca Machado diz que já teve episódios em que via vultos vindo até ela
O fenômeno é muito comum em indivíduos que possuem narcolepsia, transtorno no qual a pessoa tem sonolência intensa ao longo do dia, mesmo que tenha dormido bem durante a noite.
Nem todos os casos de paralisia envolvem alucinações, há situações em que a pessoa apenas não consegue se mexer. Porém, as experiências alucinatórias — que podem ser auditivas, visuais ou táteis — são recorrentes e, segundo estudos, podem estar presentes em até 75% dos casos.
As experiências relatadas durante a paralisia do sono são diversas. Há pessoas que veem diferentes vultos, outras que sentem alguém se aproximando, há quem sinta um bicho com características assustadoras em cima de si, entre outros diversos tipos de relatos.
As alucinações durante a paralisia, conforme os estudos, podem acontecer porque pouco antes de despertar, a pessoa estava no estágio mais profundo do sono, onde acontecem os sonhos mais vívidos.
No limiar do sonho
Bianca Machado comenta que entre as experiências mais assustadoras que já vivenciou durante a paralisia do sono está a vez em que ela teve a sensação de que seria morta. “Um homem falou comigo e muitos vultos começaram a aparecer. Eles queriam me pegar, me matar e eu fiquei desesperada para acordar. Quando consegui me mover, estava com uma crise de ansiedade muito forte e com uma tristeza imensa”, relata.
Ela conta que há dois anos passou a ter a sensação de sair do próprio corpo durante a paralisia do sono. “Parece que minha alma está flutuando. É horrível”, descreve.
“A sensação de sair do próprio corpo pode acontecer durante a paralisia do sono. Isso faz parte da atividade alucinatória”, comenta o psiquiatra Alexandre Azevedo.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALJairo Estevam teve paralisia do sono durante 50 anos
Em muitos dos relatos, as pessoas descrevem que tiveram sensação de mal-estar físico durante o episódio.
“Senti um homem se deitando sobre mim. Ele era muito pesado e eu me sentia afundando no colchão, sem conseguir me mover. Quando consegui me mexer, notei que não havia ninguém no quarto”, relata Priscila Matos, ao comentar sobre uma das paralisias mais traumatizantes que vivenciou.
Especialistas afirmam que as sensações físicas durante a paralisia do sono acontecem porque o indivíduo não tem domínio do próprio corpo quando vivencia o fenômeno biológico.
Por exemplo, a pessoa pode ter a percepção de falta de ar, porque no momento ela não tem controle voluntário da respiração, mas continua respirando de forma natural. Como não consegue fazer a respiração de modo voluntário, pode ter a percepção de falta de ar. Mas ela não vai morrer durante a paralisia”, comenta Eckeli, que ressalta que a paralisia não causa riscos de morte.
As alucinações
Há pessoas que associam as alucinações da paralisia do sono a questões sobrenaturais. O compositor Rodrigo de Freitas, de 34 anos, relata que teve a primeira experiência aos oito anos. Desde então, conta que se tornou frequente. Para ele, os elementos que aparecem durante a paralisia podem ser algo de “outra dimensão” e que precisam ser muito bem analisados. “As pessoas precisam ir mais a fundo em suas experiências com a paralisia do sono, para perceber os sinais e a oscilação de energia no ambiente”, afirma.
“Acredito que não é algo da nossa dimensão. Porém, não saberia explicar mais detalhadamente. Penso que tem relação com energia, algo que estamos longe de descobrir, porque as pessoas aceitam muito facilmente respostas prontas”, completa o compositor.
Assim como Rodrigo, outras diversas pessoas relacionam a paralisia a algo que possa ter uma origem sobrenatural. Em razão disso, há casos de pessoas que chegam a recorrer a igrejas ou outras representações religiosas para tentar compreender o assunto e até tentar evitar novas paralisias.
Eles afirmam que as figuras descritas por aqueles que têm paralisia do sono são semelhantes, entre elas um animal escuro, às vezes peludo, e de olhos vermelhos, que surge sobre o peito das pessoas. Há também constantes relatos de um homem com uma cartola preta.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALRodrigo de Freitas atribui o fenômeno a coisas sobrenaturais
Não há uma definição para a origem das alucinações que podem surgir durante a paralisia do sono. Especialistas acreditam que possa se tratar de imagens de temor criadas com base no contexto cultural do indivíduo.
“Pensando um pouco em psicanálise, no momento entre o sono e o despertar, podem surgir informações do nosso inconsciente para a nossa consciência. E, talvez, a sensação de sufocamento, medo e imobilidade precipitem nosso consciente a expressar imagens que simbolizem essas sensações e sentimentos”, comenta Eckeli.
As interpretações da paralisia do sono podem variar conforme as crenças de cada pessoa. “Esse fenômeno biológico pode ser interpretado com base no contexto histórico e social. Há registros da paralisia do sono em diversos povos, como orientais, japoneses, indígenas, africanos, norte-americanos e egípcios. Onde há ser humano, há algum tipo de relato. A interpretação sobre esse assunto depende do contexto de cada povo”, explica Eckeli.
O neurologista, porém, afirma que não se trata de uma situação sobrenatural. “As alucinações nada mais são do que elementos de sonhos durante o momento em que a pessoa desperta.”
O designer Sergio Victor Stellet, de 29 anos, chegou a cogitar que a paralisia do sono pudesse ser uma situação mística. “Mas comecei a ver inconsistências nessas explicações sobrenaturais, então comecei a ver pelo lado científico, pois sou ateu e bem cético. Hoje, percebo que não são necessárias explicações extraordinárias para compreender”, diz Stellet, que teve a primeira experiência com o fenômeno biológico aos 14 anos, enquanto cochilava após o almoço.
“Hoje, consigo entender que a minha paralisia do sono acontece quando durmo pouco. Então, já me preparo psicologicamente, quando sei que vai acontecer, e explico para a minha companheira que aquela noite será complicada para eu dormir”, relata o designer.
A busca por ajuda
A paralisia do sono pode trazer diversas dificuldades. Entre elas, medo de dormir e ansiedade frequente. “Essas dificuldades causam instabilidade de humor e prejuízos de atenção e concentração”, ressalta o psiquiatra Alexandre Azevedo.
Entre os que possuem paralisia, há aqueles que optam por esconder, por medo de serem considerados anormais. Outros, principalmente aqueles que vivenciam o fenômeno com frequência, preferem buscar ajuda especializada. Entretanto, não existe um tratamento específico e não há como prever a persistência de episódios ao longo da vida.
Os casos de paralisia do sono podem ser considerados isolados, quando o indivíduo não possui nenhuma mazela que possa justificar as dificuldades durante o sono. Quando o fenômeno está relacionado a uma doença psiquiátrica, o tratamento psicológico e com remédios pode auxiliar na redução da paralisia do sono.
Especialistas também passam algumas orientações que podem ser implementadas na rotina. Entre as medidas estão dormir ao menos sete horas por noite, manter o ritmo regular de horário para dormir e acordar diariamente, evitar cochilos durante o dia, manter o controle de uso de substâncias como cafeína e bebidas alcoólicas e não utilizar medicamentos para indução do sono sem orientação médica.
Uma das principais orientações para sair da paralisia e retomar os movimentos do corpo é manter o foco mental sobre o despertar durante o episódio e mexer os olhos rapidamente, com força. Outra medida para acelerar o fim do fenômeno é que alguém que esteja por perto encoste na pessoa que está passando pelo episódio, para que ela consiga despertar por completo.
Mesmo com orientações sobre como evitar o fenômeno, nem todas as pessoas conseguem sair da paralisia com facilidade. Outros aprendem a controlar após viver diversos episódios durante anos.
“Eu tinha todas as noites, por quase 50 anos. Hoje, depois de tanto tempo, passei a ter controle total e só tenho a paralisia do sono quando quero ter. Perder o medo dela é fundamental para que possamos compreendê-la. É importante mantermos a calma, para que ela passe logo. Para mim, atualmente é uma diversão”, afirma o músico Jairo Estevam.
“No começo eu tinha muito medo de tudo isso, então via vultos, ouvia sons diversos como gritos e estrondos. Era uma confusão entre praticamente todos os sentidos. Sentia peso no peito, como se houvesse algo em cima de mim. Hoje, quando tenho, consigo direcionar um pouco melhor minhas ideias e pensar ‘Ok, começou de novo. Vamos mexer pelo menos um dedo e ver se saímos dessa'”, comenta o designer Sergio Stellet.
Já pensou o trabalho que dá para preparar 23 mil refeições diariamente? Pois é, a Cozinha Piloto da Prefeitura fez isso durante os 200 dias do ano letivo de 2019 e entregou 4,6 milhões de pratos para crianças e adolescentes atendidos nas creches, escolas municipais, estaduais e projetos sociais.
Cada prato foi preparado de forma única, com cuidado e dedicação da equipe da Cozinha Piloto, que se preocupou em oferecer variedade de cardápio, com pratos como feijoada, escondidinho, variedade de carne, sempre acompanhados de salada e uma fruta de sobremesa. Tudo preparado de acordo com a idade escolar dos alunos atendidos em Botucatu.
“Nós prezamos pela qualidade das refeições. A equipe da Cozinha Piloto se dedica muito para preparar um cardápio balanceado, variado e saboroso. E o resultado é a aceitação cada vez maior dos nossos alunos e o reconhecimento do nosso trabalho, tanto é que cidades da região e até de outros Estados vêm até Botucatu para conhecer nossa Cozinha Piloto”, destacou o Prefeito Mário Pardini.
Além dos pratos, a quantidade de pães produzidos pela padaria da Cozinha Piloto também impressiona. Foram mais de 9 milhões de pãezinhos, 26 mil distribuídos diariamente.
Parte dos alimentos utilizados na preparação dos pratos vem da Agricultura Familiar, que oferta hortaliças, frutas e legumes como alface, tomate, chicória, rúcula, agrião, banana, maçã, melancia, mexerica, ameixa, pêssego, dentre outros.
Para o próximo ano, a Merenda Escolar deve ficar ainda melhor, com cardápio ainda mais variado e saboroso.
“Uma equipe formada por profissionais da Secretaria de Educação e nutricionistas está se dedicando a elaborar um cardápio ainda melhor e mais variado para nossas crianças. Queremos trazer comidas ainda mais saudáveis e saborosas, mantendo a qualidade de sempre”, afirmou o Secretário Municipal de Educação, Valdir Paixão.
O cardápio semanal da Cozinha Piloto fica disponível para consulta dos pais no site www.educatu.com.br
A Sabesp é uma das empresas vencedoras do prêmio “Cases de Sucesso em Água e Saneamento (ODS 6) 2019”, da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) que visa reconhecer os melhores cases da área no Brasil e qualificar o debate sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 – Água e Saneamento –, além de mostrar as oportunidades de negócio para o setor.
A Sabesp foi premiada pelo Programa Água Legal, que regulariza ligações de água em regiões de alta vulnerabilidade social, em duas categorias: “Água, Saneamento e Higiene (WASH) e Direitos Humanos” e “Eficiência hídrica em cadeias diretas de operações e suprimentos”.
“É uma premiação que reconhece o nobre trabalho realizado pela Sabesp ao levar o acesso à água de qualidade e cidadania às mais de 110 mil famílias beneficiadas, que antes viviam em situação de vulnerabilidade, sujeitas a doenças causadas pela água contaminada que corria nas instalações precárias. Os prêmios também refletem a gestão eficiente dos recursos hídricos à medida que, com estruturas preparadas, o programa resulta em acentuada redução de perda em relação ao que se perdia nas tubulações improvisadas”, afirmou o governador João Doria.
O Programa Água Legal, da Sabesp, regulariza ligações de água onde moradores são normalmente abastecidos de modo precário por tubulações improvisadas e sujeitas à contaminação. O propósito é levar saúde e qualidade de vida para a população, bem como a preservação dos recursos hídricos, além de promover a sustentabilidade urbana. De 2016 a 2019, foram atendidas 110 mil famílias pelo programa (ou 400 mil pessoas), com investimentos de R$ 133 milhões.
“Outra excelente notícia é a garantia de continuidade do programa com o financiamento assinado há poucos dias com o Banco Mundial. Mais 152 mil famílias serão beneficiadas nos próximos anos. Em síntese, a iniciativa da Rede Brasil nos dá importante sinalização de que estamos em sintonia com o grande tema mundial da implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, sobretudo o objetivo 6, que trata do acesso à água de qualidade e saneamento básico para todos”, disse o presidente da Sabesp, Benedito Braga.
Neste mês de dezembro, a Sabesp assinou contrato de financiamento junto ao Banco Mundial para o Programa de Saneamento Sustentável e Inclusivo, que prevê investimentos na distribuição de água na RMSP, com destaque para a ampliação do Programa Água Legal. O financiamento de US$ 250 milhões do Banco Mundial terá contrapartida de US$ 100 milhões da Sabesp.
Os finalistas foram divididos em quatro categorias: Água, Saneamento e Higiene (WASH) e Direitos Humanos; Eficiência Hídrica em cadeias diretas de operações e suprimentos; Ação Coletiva e Proteção; e Restauração de Ecossistemas. Os participantes da premiação podem ser conhecidos pelo site da organização Pacto Global: www.pactoglobal.org.br.
Fernando Bruder 10 de dezembro de 2019Destaque, Nacionais, SaúdeComentários desativados em Dezembro Laranja: como identificar os primeiros sinais do câncer de pele
Com mais de 170 mil casos registrados anualmente, câncer de pele é o mais comum no Brasil; chances de cura são grandes para casos diagnosticados no início.
A chegada do verão vem, para muitos, com as sonhadas férias na praia e descanso à beira mar. Todo o relaxamento, no entanto, não pode significar desatenção com a saúde. Com o aumento da incidência solar natural da época, os cuidados com a pele precisam ser redobrados, já que a exposição ao sol aumenta os riscos do câncer de pele. Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, até o final de 2019, mais de 171 mil pessoas terão sido diagnosticadas com a doença. O número diz respeito a dois tipos de câncer: o câncer de pele não melanoma e o câncer de pele melanoma, somados.O mais comum deles, o não melanoma, é responsável pela maior parcela de casos, superando a marca de 165 mil novos diagnósticos ao ano, mas possui altos índices de cura quando é detectado e tratado precocemente. Já o câncer de pele melanoma, menos incidente, mas com alto grau de letalidade, pode aparecer em qualquer parte do corpo, sendo subdividido em cutâneo (em geral na pele), acral (palma da mão, sola do pé e debaixo das unhas), uveal (olhos) e de mucosa (caso de boca, intestino, reto e qualquer outra mucosa do corpo). Destes, o cutâneo é o mais frequente e o que tem a exposição solar como principal fator de risco, aparecendo tanto em regiões foto-expostas (ante-braço, colo, face, pernas, dentre outros) ou regiões que geralmente são protegidas do sol.
Apesar de corresponder somente a 3% dos tumores malignos de pele registrados no país, o melanoma é considerado o tipo mais grave por sua capacidade de causar metástase. No Brasil, dos cerca de 7 mil casos registrados por ano, foram quase 1.800 mortes relacionadas à doença.
“É necessário ficar alerta ao surgimento de alguma pinta nova ou mudança no aspecto de alguma pinta pré-existente, como aumento de tamanho, variação de cor, perda da definição de bordas ou ainda quando as bordas ficam irregulares ou até mesmo sangramentos. Ao primeiro sinal de mudança, é preciso consultar logo um especialista”, afirma a oncologista clínica do Grupo Oncoclínicas, Carolina Cardoso.
Segundo ela, independentemente da classificação do câncer de pele (se melanoma cutâneo ou não-melanoma), os fatores que aumentam o risco são basicamente os mesmos: a exposição prolongada e repetida ao sol, sem uso de proteção adequada. Ter a pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino (ou possuir histórico familiar) também figuram como fatores que contribuem para o aumentos no risco. “A irradiação ultravioleta do sol – conhecida como raio UV – é a principal vilã no câncer de pele. Continuada, ou mesmo intermitente, como em períodos de férias, por exemplo, se feita de maneira não protegida, pode ser considerada um fator de risco preocupante”.
Carolina ressalta ainda que, além das pessoas que possuem histórico familiar e exercem profissões que exigem exposição solar diária, os tabagistas também podem estar mais suscetíveis a desenvolver câncer de pele. “Além disso, aqueles portadores de alguma imunossupressão também podem ter seu risco aumentado. Porém, tais grupos de risco não invalidam a necessidade de cuidado em todo o tipo de pele. Inclusive, a pele negra, quando há desenvolvimento de melanoma, têm geralmente pior prognóstico”, pontua.
O protetor solar é a melhor forma de proteção. Ele deve ser aplicado a cada duas horas e repassado, principalmente, após o contato da pele com a água. Proteger bebês e crianças é especialmente importante. Antes dos 6 meses de idade, eles devem ser mantidos fora do sol usando roupas, chapéus, cobertores e persianas. Após os 6 meses, adicione protetor solar à mistura, após consultar o pediatra. E não se esqueça dos óculos de sol para crianças pequenas.
“Para se ter uma ideia, os raios de sol podem penetrar janelas, atravessar a cobertura de nuvens e ainda são refletidos pela água, areia e concreto. Ou seja: nem a sombra é completamente protetora”, descreve a Dra. Carolina.
Como detectar e tratar o câncer de pele
Os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor e geralmente surgem em áreas muito expostas ao sol como rosto, pescoço e braços.
É importante a avaliação frequente de um especialista para acompanhamento das lesões cutâneas. “A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada para descobrir os possíveis riscos que os raios solares podem causar na pele”, explica Frederico Nunes, oncologista do Centro de Tratamento Oncológico — CTO/Oncoclínicas.
O câncer de pele não-melanoma pode ser classificado em: carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização.
Os casos de câncer de pele do tipo melanoma são, por sua vez, geralmente os que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o “ABCDE”- Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução. “A doença é mais facilmente diagnosticada quando existe uma avaliação prévia das pintas”, descreve a Dra. Carolina.
É recomendável a ressecção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado para adequada abordagem das margens ao redor do tumor. Posteriormente, dependendo do estágio da doença, pode ser necessária a realização de tratamento complementar. “Vale ressaltar que o tratamento para o câncer de pele pode ser feito apenas através de cirurgia quando é detectado no início. Já em casos mais avançados da doença pode ser preciso a realização de terapias complementares”, pondera a médica.
“Quando diagnosticada precocemente, quimioterapia, radioterapia imunoterapia ou terapias alvo são raramente necessárias e a cirurgia é capaz de resolver a maioria dos casos”, diz o Dr. Frederico.
Ele destaca ainda que diversos avanços têm melhorado a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes, com principal atenção às boas respostas às novas terapias que revolucionaram o tratamento do melanoma, como exemplo, os imunoterápicos, que estimulam o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células malignas.
“O que a gente observava, antes, é que os melanomas avançados não tinham uma resposta boa aos tratamentos mais tradicionais, infelizmente. A chegada da imunoterapia no câncer de pele vem apresentando resultados fabulosos no tratamento dos pacientes com melanoma metastático. Nestes casos, as respostas têm se mostrado sustentadas ao longo do tempo, com importante qualidade de vida. É uma revolução. Ainda fazem parte dessa nova etapa no tratamento oncológico com enorme destaque o tratamento com drogas alvo molecular, por exemplo”, reforça o Dr. Frederico.
Mas o melhor tratamento ainda, segundo os oncologistas, continua sendo a prevenção e o acompanhamento contínuo de possíveis alterações que possam indicar o surgimento da doença, promovendo assim, o seu diagnóstico em fase inicial. Eles recomendam que os cuidados sejam intensificados no verão, com o uso de protetores solares, viseiras, chapéus e/ou bonés, bem como roupas e óculos de sol com proteção UV, mas que devem seguir o ano inteiro. E não deixar de se consultar com dermatologistas regularmente.
“Use proteção solar diariamente, como protetor solar, chapéu, roupas com proteção UV e não fique exposto diretamente ao sol, principalmente em períodos mais críticos no verão, como de 10h à 16h. Não se esqueça de procurar um médico especialista de confiança e de examinar a própria pele sempre. Quando identificado em fase inicial, o câncer de pele tem excelentes respostas aos tratamentos e com altos índices de cura”, finaliza Dra. Carolina.
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