Destaques

Após novo alagamento na Gastão Dal Farra, concessionária anuncia avaliação técnica no trecho

O acúmulo de água em um dos acessos da Rodovia Gastão Dal Farra voltou a causar transtornos em Botucatu e reacendeu críticas de motoristas. O problema foi registrado após a chuva da tarde desta quarta-feira (18) e levou à interdição do trecho por mais de uma hora.

Desde a liberação dos novos acessos, no fim de 2025, usuários relatam episódios frequentes de alagamento, principalmente durante chuvas intensas. As principais reclamações apontam falhas no sistema de drenagem da via.

O caso mais recente ocorreu nas proximidades do bairro Maria Luíza, onde uma grande quantidade de água se acumulou em uma das alças de acesso, no sentido Parque Tecnológico, formando uma espécie de “piscina”. Diante da situação, alguns motoristas chegaram a trafegar pela contramão para evitar o trecho alagado. Com o nível elevado da água, o tráfego precisou ser interrompido, gerando espera de mais de uma hora até a normalização.

Além da drenagem considerada insuficiente, motoristas também criticam a falta de iluminação no novo trecho, o que aumenta os riscos durante a noite ou em condições de baixa visibilidade. Apesar dos transtornos, não houve registro de feridos.

Em nota, a concessionária Rodovias do Tietê informou que a interdição ocorreu por volta das 18h, na altura do km 4,5, devido às fortes chuvas que atingiram a região. Equipes foram mobilizadas para orientar motoristas, realizar a sinalização e monitorar as condições da via.

Ainda segundo a empresa, o tráfego foi totalmente liberado por volta das 18h30. A concessionária afirmou que realizará uma avaliação técnica detalhada para identificar as causas do alagamento e adotar medidas que evitem novas ocorrências.

Operação Jandaia prende suspeitos de tráfico e apreende arma de uso restrito na região

Uma ação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público resultou na prisão de suspeitos de tráfico de drogas nesta terça-feira (17), em municípios como Laranjal Paulista e Bofete. A operação, denominada Jandaia, envolveu equipes do 14º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, com sede em Botucatu, e do GAECO, núcleo de Piracicaba.

O foco da operação foi desarticular uma célula criminosa ligada ao tráfico de entorpecentes. Durante o cumprimento de mandados judiciais, os policiais prenderam indivíduos identificados como integrantes do grupo, que já eram monitorados ao longo das investigações.

Além das prisões, foram apreendidos drogas prontas para comercialização, uma pistola semiautomática Glock calibre 9 mm — classificada como arma de uso restrito — munições e valores em dinheiro suspeitos de estarem relacionados ao tráfico.

Segundo a Polícia Militar, a ação demonstra a eficácia da atuação integrada entre as forças de segurança e o Ministério Público, com foco na ordem pública e na proteção da população. Os detidos e todo o material apreendido foram encaminhados às autoridades competentes para as providências legais.

A corporação reforça que operações como a Jandaia são essenciais para enfraquecer organizações criminosas e reafirma o compromisso com a segurança da sociedade.

MP recomenda afastamento de secretário de Jaú por suspeita de irregularidades

O Ministério Público (MP) de Jaú, por meio das Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social e de Habitação e Urbanismo, recomendou ao prefeito Ivan Cassaro (PSD) a exoneração imediata do secretário municipal de Habitação e Planejamento Urbanístico, Norberto Leonelli Neto. A medida ocorre diante de suspeitas de envolvimento do secretário em diversos atos ilícitos que estão sendo investigados por órgãos de controle. Procurada, a Prefeitura de Jaú afirmou que ainda não foi oficialmente notificada. Leonelli Neto, por sua vez, nega as acusações.

A recomendação foi formalizada em um inquérito civil, que cita uma “robusta base probatória” reunida em processos civis e policiais, ações civis públicas e procedimentos administrativos, indicando que a Secretaria de Habitação e Planejamento Urbanístico teria sido utilizada para enriquecimento ilícito, favorecimento pessoal e retaliação a concorrentes.

Entre os supostos ilícitos atribuídos ao secretário estão conflitos de interesse, fraude na entrega de áreas institucionais, favorecimento na aprovação de empreendimentos próprios, tráfico de influência, omissão na fiscalização, abuso de poder, retenção irregular de documentos, concorrência desleal, evasão fiscal, embaraço a investigações, corrupção e falso testemunho.

O MP também ressalta que Leonelli Neto possui condenações anteriores por improbidade administrativa, fraudes em licitações e danos ambientais, incluindo supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP). Ele também é investigado pela Câmara Municipal por meio de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Caso a recomendação não seja acatada, o prefeito poderá responder solidariamente por improbidade.

Além da exoneração, o órgão recomenda que a prefeitura realize investigação interna rigorosa sobre a atuação do secretário e informe, em até 30 dias, todas as apurações relacionadas aos fatos, como sindicâncias ou processos administrativos. O prefeito tem dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar se acatará ou não a medida; a negativa injustificada pode gerar responsabilização civil e criminal.

Em nota, Leonelli Neto afirmou que recebeu a recomendação “com tranquilidade” e reforçou que não há decisão judicial reconhecendo qualquer ato ilícito de sua parte. Segundo ele, análises de empreendimentos sempre foram conduzidas por um colegiado de técnicos concursados, atuando de forma independente e transparente, inclusive em processos que deram origem à operação Terra Roxa, que ele próprio denunciou ao Gaeco.

Homem é detido por furto e objetos são recuperados em Botucatu

Um homem foi preso suspeito de furto durante patrulhamento da Guarda Civil Municipal no Jardim Bom Pastor, em Botucatu. A abordagem aconteceu após o indivíduo demonstrar comportamento suspeito ao notar a aproximação da viatura.

Segundo a GCM, a equipe realizava rondas pelo bairro quando flagrou o suspeito arremessando uma bolsa no chão e tentando fugir. Os agentes iniciaram acompanhamento e conseguiram abordá-lo pouco depois. Durante a revista, foi encontrado um aparelho celular. Ao ser questionado, o homem admitiu ter invadido uma residência próxima e furtado os objetos.

Os guardas se dirigiram ao imóvel indicado e conversaram com a vítima, que relatou ter ouvido barulhos dentro da casa antes de perceber o desaparecimento de seus pertences. Ela reconheceu tanto os itens recuperados quanto o suspeito como autor do crime.

O homem foi encaminhado ao Plantão Policial, onde a ocorrência foi registrada. Ele permaneceu preso e à disposição da Justiça. A ação resultou na recuperação de uma bolsa e de um aparelho celular.

Munícipe denuncia espera de mais de 20 anos por cirurgia de vesícula em Botucatu e relata descaso no sistema de saúde

Uma moradora de Botucatu denunciou publicamente, nesta segunda-feira (16), a longa espera por uma cirurgia de vesícula no sistema público de saúde do município. A denúncia foi feita por Luciana Romero Jovencio Marques, durante entrevista concedida ao jornalista Fernando Bruder, no Jornal Alpha Notícias, da Rádio Alpha FM 87,5.

Durante a entrevista ao vivo, Luciana relatou que aguarda pelo procedimento cirúrgico há mais de 20 anos, período em que enfrentou sucessivos adiamentos, falta de encaminhamentos adequados e agravamento do quadro de saúde. Segundo ela, no início do acompanhamento médico houve alterações em exames do fígado que impediram a realização da cirurgia naquele momento. No entanto, após novos exames, o procedimento nunca mais foi efetivamente agendado.

De acordo com a munícipe, as crises de dor foram se intensificando ao longo dos anos, prejudicando inclusive sua vida profissional. “Mesmo com dores fortes eu continuei trabalhando, mas agora ficou impossível. Minha movimentação está muito difícil e tive que fechar minha loja porque não consigo mais trabalhar”, relatou.

Luciana contou ainda que recentemente foi chamada para atendimento no “Hospital do Bairro”, onde foi informada de que precisaria realizar também uma cirurgia bariátrica para que a retirada da vesícula pudesse ser feita. Entretanto, o procedimento não é realizado na unidade, e ela foi novamente orientada a retornar para a fila de espera do sistema e aguardar atendimento pela Universidade Estadual Paulista.

Segundo a moradora, apesar de ter procurado diversas vezes o sistema de saúde municipal por meio do posto de saúde — porta de entrada do Sistema Único de Saúde — ela afirma que não recebeu acompanhamento ou encaminhamento para resolver a condição que estaria impedindo a cirurgia. “Só pedem para aguardar na fila, mas nunca dão um retorno ou um tratamento que ajude a resolver a situação”, disse.

Luciana também afirmou que tentou buscar ajuda diretamente com a Prefeitura. Segundo ela, enviou mensagem ao prefeito Fábio Leite em dezembro do ano passado, relatando sua situação. De acordo com a munícipe, o chefe do Executivo chegou a solicitar seus dados pessoais para verificar o caso, mas desde então não houve mais retorno.

Durante o programa, o jornalista Fernando Bruder classificou a situação como preocupante e cobrou uma resposta do poder público municipal. Ele destacou que o sistema de saúde deveria garantir não apenas o acesso à cirurgia, mas também o acompanhamento necessário para que o paciente esteja apto a realizá-la.

A gente entende que existem critérios médicos, mas quando há uma comorbidade que impede o procedimento, o próprio sistema deveria encaminhar o tratamento para resolver esse problema e, depois, realizar a cirurgia. Não é aceitável uma pessoa esperar décadas por atendimento”, afirmou.

A reportagem do Jornal Alpha Notícias entrou em contato com o Secretario Municipal de Saúde, André Spadaro, solicitando esclarecimentos sobre a situação e possíveis providências para o atendimento da paciente.

Enquanto aguarda uma solução, Luciana afirma que espera que a divulgação do caso ajude a acelerar o atendimento e evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. “Eu só quero poder fazer a cirurgia e voltar a ter uma vida normal”, concluiu.

Carro oficial da Câmara é flagrado sobre calçada e gera questionamentos sobre exemplo do Legislativo

Um veículo oficial da Câmara Municipal foi flagrado estacionado de forma irregular, em cima da calçada, espaço que deveria ser exclusivo para a circulação de pedestres. A situação chama a atenção principalmente por envolver um carro do próprio Poder Legislativo — justamente o órgão responsável por criar e fiscalizar leis que organizam a convivência na cidade.

Além de desrespeitar as regras de trânsito, o estacionamento sobre a calçada cria um obstáculo sério para a mobilidade urbana, principalmente para pessoas com deficiência, idosos, cadeirantes e cidadãos com mobilidade reduzida. Quando a calçada é bloqueada, muitas vezes essas pessoas são obrigadas a descer para a rua, correndo riscos e enfrentando ainda mais dificuldades para se locomover.

Segundo relatos, o veículo permaneceu parado no local por bastante tempo. Mesmo com a circulação de vereadores e servidores pela área da própria Câmara, ninguém teria solicitado a retirada do carro, o que aumenta ainda mais o questionamento sobre o cuidado com o cumprimento das regras dentro da própria instituição.

Outro ponto que gera dúvidas é que, por se tratar de um veículo oficial, muitas vezes não há identificação clara ou sistema de autuação tão imediato quanto ocorre com veículos particulares. Isso levanta uma pergunta inevitável entre os cidadãos: se um carro oficial comete uma infração, como seria feita a multa ou a responsabilização?

Enquanto motoristas comuns são penalizados por estacionar em local proibido ou sobre a calçada, a população espera que o mesmo rigor seja aplicado aos veículos públicos. Afinal, o exemplo de respeito às leis deveria vir justamente de onde elas são feitas.

Guardas municipais pedem destituição de comandante da GCM de Itatinga e denunciam irregularidades

Um grupo de guardas civis municipais protocolou documentos na Prefeitura de Itatinga solicitando a destituição do comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), apontando uma série de supostas irregularidades administrativas e problemas internos na corporação.

Os pedidos foram formalizados por servidores da própria Guarda Municipal e encaminhados ao prefeito municipal e a setores da administração pública, como Procuradoria Jurídica, Recursos Humanos e Diretoria de Segurança.

Denúncias contra o comandante

No documento apresentado à prefeitura, os guardas afirmam que, desde que assumiu o comando da corporação em 30 de abril de 2024, o atual comandante teria adotado práticas consideradas incompatíveis com os princípios da administração pública.

Entre os pontos citados está a suposta irregularidade no cumprimento da jornada de trabalho. Segundo o documento, o comandante teria registrado pontos de forma incompleta ou posterior, justificando ao setor de Recursos Humanos que teria “esquecido de registrar” a entrada ou saída. Os denunciantes afirmam que, em alguns casos, o horário informado não corresponderia ao horário real de trabalho.

Os guardas também pedem auditoria nos registros de ponto dos últimos 12 meses para verificar eventuais inconsistências e apontam que o comandante teria sido visto em uma academia durante horário de expediente, o que, segundo o documento, poderia ser confirmado por registros de acesso do local.

Outra denúncia envolve o programa educacional “Patrulha da Paz”, desenvolvido nas escolas do município. Os guardas afirmam que o enteado do comandante, participante do programa em 2025, teria sido premiado com bicicleta, notebook e uma possível bolsa de estudos em escola particular, o que levantou suspeitas sobre possível favorecimento. Os servidores pedem auditoria na aplicação das provas e nos critérios de premiação do projeto.

Além disso, o documento menciona problemas de gestão e falta de diálogo com a tropa, alegando que decisões e comunicados estariam sendo feitos apenas por meio de avisos em um painel interno da base da Guarda.

Pedido de investigação e afastamento

Diante das denúncias, os guardas solicitaram à administração municipal:

  • abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o comandante;
  • auditoria nos registros de ponto;
  • investigação sobre o programa Patrulha da Paz;
  • afastamento cautelar do comandante durante as apurações.

No mesmo documento, os servidores também pedem a revogação da portaria que nomeou o comandante para o cargo.

Clima interno e pedidos da corporação

Os guardas afirmam que a situação teria provocado desgaste interno na corporação, mencionando pedidos de exoneração recentes e afastamentos por problemas de saúde.

Nos documentos, os servidores pedem que a prefeitura avalie as denúncias e adote medidas administrativas para preservar o funcionamento da Guarda Municipal e a saúde dos agentes.

Prefeitura e citados podem se manifestar

Até o momento, não há informação oficial sobre eventual abertura de investigação administrativa por parte da Prefeitura de Itatinga.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do comandante e da Prefeitura de Itatinga, caso queiram apresentar esclarecimentos sobre as denúncias.

Uso de ônibus escolar em viagem esportiva gera susto e levanta questionamentos sobre falta de fiscalização em Botucatu

Um episódio ocorrido na madrugada deste domingo (08) gerou apreensão entre pais e responsáveis de jovens atletas de taekwondo de Botucatu e também levanta questionamentos sobre o uso de veículos públicos destinados ao transporte escolar.

Um micro-ônibus que transportava cerca de 20 crianças e adolescentes, integrantes do Projeto Bethel, sofreu um momento de perda de controle na Rodovia Raposo Tavares, na região de Sorocaba. Segundo relatos de pessoas que acompanhavam o trajeto logo atrás do veículo, o motorista teria perdido momentaneamente o controle da direção, fazendo com que o micro-ônibus atravessasse o canteiro central da rodovia e invadisse a pista contrária, percorrendo alguns metros até retornar ao sentido correto da via.

Apesar do grande susto vivido pelos passageiros e acompanhantes da delegação, ninguém ficou ferido. Após o ocorrido, a Prefeitura de Botucatu encaminhou outro veículo para dar apoio e garantir a continuidade da viagem com segurança.

Entretanto, o caso chama a atenção por outro motivo: o micro-ônibus utilizado no transporte faz parte da frota vinculada à Secretaria Municipal de Educação, tradicionalmente utilizada para transporte escolar. O uso desse tipo de veículo em deslocamentos para atividades esportivas levanta questionamentos sobre a legalidade e a finalidade do transporte.

Especialistas em gestão pública apontam que, em regra, a prefeitura não deve utilizar veículos escolares para o transporte de terceiros ou para finalidades que não estejam diretamente ligadas ao transporte de alunos da educação básica, pois isso pode caracterizar desvio de finalidade do patrimônio público.

Diante do episódio registrado na rodovia, além da análise das causas que levaram à perda momentânea de controle do veículo, especialistas apontam que também é necessário avaliar se houve ou não irregularidade no uso do micro-ônibus escolar no transporte da delegação esportiva.

Até o momento, a Prefeitura informou que ninguém ficou ferido e que o transporte da equipe foi concluído após o envio de outro veículo de apoio. As circunstâncias do ocorrido deverão ser apuradas nos próximos dias.

imagem: Ilustrativa