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Anvisa decreta proibição total: Fabricação e venda de suplementos contendo ORA-PRO-NÓBIS são cassadas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e a proibição dos suplementos Prosatril e Erenobis, fabricados pela empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda. Com isso os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos desde esta terça-feira (2).

“Os suplementos estão sendo vendidos e anunciados sem possuir registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Além disso, o Erenobis possui a planta Pereskia aculeata (ora-pro-nóbis) como ingrediente, o que não é permitido”, diz Anvisa.

A utilização da planta ora-pro-nóbisem suplementos alimentares foi proibida pela agência, em abril desde ano, por falta de evidências que comprovem a sua eficácia e segurança.

Suplemento Óliver Turbo

Outro produto atingido pela medida é o Óliver Turbo, suplemento da empresa Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda., que deve ser apreendido. A ação fiscal proibiu ainda a sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e o seu consumo, também por não ser registrado e notificado na Anvisa.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Crimes recentes evidenciam o crescimento alarmante do cenário de violência contra a mulher no País

“A luta pela dignidade das mulheres e igualdade de gênero passa pela criação de uma cultura jurídica emancipatória e de reconhecimento de direitos de todas as mulheres e meninas.” A conclusão é da advogada Luciane Mezarobba, que atua em Curitiba e atualmente atende exclusivamente mulheres.

Dois casos de violência contra a mulher, na capital paulista, tiveram grande repercussão na última semana. No sábado (29), uma mulher de 31 anos teve as pernas severamente mutiladas após ser atropelada e arrastada, por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. Na segunda-feira (1º), um homem atirou, usando duas armas, contra sua ex-companheira na pastelaria em que ela trabalhava.

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Fernando Barbosa Bossa, responsável pela investigação que levou à prisão do autor do atropelamento, classificou a ocorrência como tentativa de feminicídio, sem possibilidade de defesa da vítima e com requintes de crueldade. Neste caso, a vítima teve as pernas amputadas devido à gravidade das lesões e segue internada em um hospital da cidade.

Para a advogada, é preciso atacar o problema em duas frentes: nas políticas públicas e na cena privada. “O maior exemplo vem do poder público, em primeiro lugar, pelo reconhecimento da existência de desigualdades estruturais e profundas entre os gêneros, passando pela construção coletiva de políticas públicas que ataquem estas desigualdades, de políticas afirmativas e antidiscriminatórias da posição da mulher na sociedade”, disse.

Entre as políticas que acolhem demandas básicas que acabam recaindo sobre as mulheres, ela citou a construção de creches e escolas em período integral, que possibilitem às mulheres trabalhar enquanto seus filhos estão seguros.

“No âmbito do Poder Judiciário, a implementação, pelo CNJ [Conselho Nacional de Justiça], do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero tem se mostrado ferramenta valiosa para os operadores do Direito, preocupados com a superação dessa trágica realidade”, lembrou Mezarobba.

O objetivo do protocolo é orientar o Judiciário a considerar o papel das desigualdades estruturais nos julgamentos de conflitos que envolvam mulheres.

Para a advogada, o problema não é a ausência de leis sobre a questão. O crime de feminicídio, por exemplo, tem pena de 20 a 40 anos de reclusão. Nem a possibilidade de permanecer 40 anos encarcerado vem inibindo os homens de assassinar suas companheiras, parceiras e namoradas, disse.

“É preciso, sim, que o Estado viabilize a justa punição aos homens agressores de mulheres. Isso passa pelo enfrentamento às redes de ódio e misoginia que pululam nas redes sociais, não raro sob o discurso de ‘liberdade de expressão’ e sob anonimato.”

Asituação, diz a advogada, precisa ser encarada, enfrentada e punida com o rigor da lei.

Em relação à esfera privada, Mezarobba aponta a importância da educação emancipatória e não machista. “Uma educação que não perpetue os estereótipos de gênero, de divisão sexual das tarefas domésticas, construindo espaços de igualdade de direitos e deveres entre os filhos, a mãe e o pai”, disse.

“Mensagens profundas que nos são incutidas desde a infância, de que o espaço privado, do lar, é para as mulheres, e os espaços públicos e de poder são para os homens, devem sim ser combatidas no seio das famílias”, acrescentou a advogada.

Histórico de desigualdade

Psicóloga e pesquisadora da Universidade de Brasília (Unb), Maisa Guimarães explica que, historicamente, a desigualdade entre homens e mulheres foi validada socialmente e formalmente pelas legislações e pelas instituições, o que se reflete hoje ainda em uma cultura de muito privilégio concedido aos homens e de muitas opressões sobre as mulheres.

“Quando a gente fala dessa desigualdade de poder, não é só na dimensão da cultura, de como as pessoas se relacionam por um senso comum. A gente também está falando de uma cultura institucional, uma história política, legislativa, que por séculos no Brasil concedeu direitos a homens e negou direitos às mulheres”, disse.

A pesquisadora lembra que a ideia da igualdade de poder e direitos iguais entre homens e mulheres é uma postura política muito recente na história brasileira. “Só a partir do Estatuto da Mulher Casada, que é do final da década de 60, que se entendeu que uma mulher casada era civilmente capaz de exercer direitos básicos como escolher o [próprio] trabalho”, mencionou.

O atual cenário de violência contra a mulher no país remonta ainda a uma tradição patriarcal, que impõe hierarquias estruturais, mantendo as mulheres em uma situação de subordinação aos homens, conforme apontou Luciane Mezarobba. Além disso, quando o agressor é alguém próximo, as pessoas no entorno, e a própria vítima, ignoram os riscos.

Mezarobba explica que existem diversas formas de violência doméstica e familiar, e quase nunca o agressor começa pela mais gravosa. A Lei Maria da Penha indica as seguintes formas de agressão: a violência física; a violência psicológica; a violência sexual; a violência patrimonial; e a violência moral.

“As agressões tendem a escalar, a partir da certeza da impunidade e da visão, infelizmente ainda socialmente aceita, de que ‘em briga de mulher, ninguém mete a colher’ ou de que o homem tem poderes conferidos pelo patriarcado sobre o corpo e vida da mulher”, disse a advogada.

Recorde de feminicídio em SP

Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) revelam que entre janeiro e outubro de 2025 foram registrados 53 casos de feminicídio na capital paulista. Este é o maior índice anual desde 2018 (início da série histórica), mesmo sem contabilizar ainda os dados de novembro e dezembro.

Desde janeiro deste ano, 207 mulheres foram mortas em todo o estado de São Paulo, vítimas de feminicídio. Apenas em outubro, foram 22 vítimas desse tipo de crime e outras 5.838 mulheres que sofreram lesão corporal dolosa.

Feminicídio é o homicídio de uma mulher cometido em razão do seu gênero, caracterizado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina. É considerado a expressão máxima da violência de gênero e ocorre frequentemente como desfecho de um histórico de agressões, podendo ser motivado por ódio, inferiorização ou sentimento de posse sobre a vítima. No Brasil, é considerado um crime hediondo e, quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.

Em relação aos dados sobre feminicídio, a pesquisadora Maisa Guimarães avalia que há um esforço político atualmente para minimizar a subnotificação dos casos e para a aplicação de protocolos de investigação sobre mortes violentas de mulheres, considerando o feminicídio como a primeira opção a ser investigada.

“Essas políticas públicas proporcionam maior visualização e visibilização da problemática, que antes existia, mas era subnotificada.”

Ela acrescenta, no entanto, que um aumento dos casos de agressão e dos feminicídios também reflete um agravamento das violências que as mulheres têm sofrido. Um dos fatores é a forma como os homens têm resistido e recusado a ampliação dos direitos das mulheres, como, por exemplo, o direito de escolher com quem elas querem se relacionar.

“Não é só que [o homem agressor] não aceita se separar, ele não aceita que [a mulher] tenha decisão sobre a vida dela própria. É uma recusa à alteridade, ao direito das mulheres fazerem escolhas e viverem a própria vida como elas gostariam. É uma recusa masculina de sair desse lugar de exigência e de dominação sobre o que acham que as mulheres deveriam fazer, desejar, escolher”, afirmou a pesquisadora.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Pai morre após saber da morte do filho no mesmo dia em Santa Catarina

Um pai morreu de ataque cardíaco após saber da morte do filho em Abelardo Luz, no Oeste de Santa Catarina. Com isso, os dois faleceram no mesmo dia, no domingo (30).

Ademir Antônio Casanova, de 62 anos, mais conhecido como Tiquinho, e o filho Claudecir da Cruz Casanova, de 30 anos, chamado também de Cile, foram sepultados na segunda-feira (1º), no cemitério municipal.

A primeira morte aconteceu por volta das 3h30 de domingo, no bairro Vila Ceres. Segundo a Polícia Militar, dois grupos que saíam de um baile brigaram às margens da rodovia.

Durante a confusão, Claudecir foi atingido por uma facada no pescoço e morreu no local. Ele não tinha antecedentes criminais.

Testemunhas indicaram características dos envolvidos. A PM fez buscas e encontrou três suspeitos a cerca de 300 metros do local do crime. Um deles estava ferido por uma facada nas costas. Outros suspeitos não foram localizados.

Mais tarde, um conhecido contou ao pai da vítima, Ademir, sobre a morte do filho. Ele passou mal e morreu, mas a Polícia Militar não presenciou o momento.

A Delegacia de Abelardo Luz informou que investiga o caso. Os três suspeitos foram liberados por falta de provas.

Homem é preso por desobediência, desacato, resistência e injúria contra PMs em Avaré

Na noite de terça-feira (2), uma ocorrência de desentendimento entre um casal terminou com a prisão de um homem por desobediência, desacato, resistência, injúria e ameaças contra policiais militares em Avaré. A situação, inicialmente registrada como uma discussão doméstica, rapidamente se tornou tensa e exigiu ação dos agentes.

O fato foi detalhado pelo Sargento Palhau, que comandou a ação. Segundo ele, ao chegarem ao local, a guarnição encontrou apenas a parte masculina, que estava “bastante alterado” e começou a destratar os policiais.

A maior preocupação dos militares, no entanto, era localizar e verificar a integridade da mulher envolvida na discussão. Questionado, o homem afirmou que ela não estava no local, o que levantou suspeitas.

Para tentar esclarecer o paradeiro da mulher, os policiais pediram para que o homem se identificasse e o acompanharam para buscar a esposa. Em um determinado momento, ele correu para o interior da residência e fez uma declaração grave. “Ele pegou, correu para o interior da residência e falou que, naquele momento, os policiais teriam que matá-lo”, relatou o Sargento Palhau.

Diante da atitude agressiva e da possibilidade de o homem tentar pegar uma arma, os policiais contiveram o indivíduo. Foi nesse momento que ele passou a desacatar a equipe de forma mais explícita e a fazer ameaças. “Ele desacatou os policiais e fez algumas ameaças. E, diante dessas circunstâncias, os policiais deram voz de prisão e o encaminharam para o plantão policial”, explicou o sargento.

O homem foi preso em flagrante pelos crimes de desobediência, desacato, resistência, injúria e ameaça. Ele foi conduzido ao Plantão Policial para os procedimentos legais cabíveis, onde ficou à disposição da justiça.

A ocorrência, que começou com uma simples verificação, escalou devido à conduta do envolvido, culminando em sua prisão. A polícia segue apurando os detalhes do desentendimento inicial.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Botucatu: Polícia Militar captura suspeito de furto à farmácia na Vila Maria

A Polícia Militar de Botucatu efetuou a detenção de um homem na madrugada desta segunda-feira (1º), sob suspeita de ter cometido um furto na Farmácia do Jairo, situada no bairro Vila Maria.

A ação ocorreu durante uma ronda de rotina, quando a equipe policial localizou o indivíduo com base nas características repassadas anteriormente. Após a abordagem, o suspeito admitiu a autoria do crime e indicou o local exato onde os itens subtraídos haviam sido escondidos.

O caso foi formalmente apresentado no Plantão Policial, onde o registro oficial foi feito sob a tipificação de Furto / Localização e Apreensão de Objeto. As autoridades civis continuam investigando os detalhes do ocorrido e a extensão da participação do detido no ato ilícito.

Polícia Militar

Chamada Pública: Museu Tião Carreiro, em Pardinho, lança Bolsa de Pesquisa em Cultura Raiz

​O Museu Tião Carreiro, localizado em Pardinho/SP, acaba de lançar o Edital nº 01/2025 para a concessão de bolsas de pesquisa. O objetivo principal é incentivar estudos que se aprofundem no legado musical de Tião Carreiro, promovendo a recontextualização do acervo da instituição e gerando novas reflexões sobre o universo da música caipira.​

​O edital irá selecionar até três projetos de pesquisa. Cada projeto contemplado receberá uma Bolsa de R$ 7.000,00 (sete mil reais).

​Critérios de Participação:
​A participação é aberta a todos, sem a necessidade de formação acadêmica específica.
​Podem se inscrever tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas (incluindo MEI ou CNPJ ativo), trabalhando de forma individual ou em coletivo.

​Resultado Esperado:
​Os proponentes devem planejar a entrega de um produto final tangível, que pode ser um artigo, um podcast, um vídeo, uma exposição ou outro formato relevante.​

Prazos e Inscrições
​As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico.
​O prazo final para submissão é 4 de janeiro de 2026, às 23h59.
​Para acessar o formulário oficial de inscrição, utilize o link: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfCoLM8FN39Rwe41UuJlLV6wOlRI95ayIYRlDdE_5bFO1rPdQ/viewform

​Dúvidas:
​Para esclarecer quaisquer questões sobre as regras e o processo de seleção, entre em contato através do e-mail: editalpesquisamuseu@institutojatobas.org.br

Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação.

No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra.

PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques.

Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos.

“A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen.

A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina.

Reforma tributária

As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023).

Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária.

Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA:

aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros;

embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário;

pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência;

plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e

tratores e máquinas agrícolas.

Debate em plenário

Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA.

“Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10”, afirmou.

Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse.

Fonte: Agência Brasil/Câmara de Notícias

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Polícia apreende leite e bebidas lácteas imróprios para o consumo em Avaré

A Polícia Civil de Avaré deflagrou uma operação, na terça-feira (2), para apreender produtos alimentícios impróprios para consumo que estavam sendo vendidos no município. A ação foi realizada em dois estabelecimentos comerciais após a polícia receber informações de que lotes de bebidas lácteas e leite UHT, destinados exclusivamente ao descarte ambiental, tinham sido reintroduzidos irregularmente no comércio.

A investigação teve início a partir de um comunicado oficial da fabricante dos produtos, que identificou a circulação irregular dos itens por meio de redes sociais e de reclamações de consumidores de Avaré. Um boletim de ocorrência sobre o mesmo lote já havia sido registrado anteriormente em outra cidade.

Equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) localizaram, nos dois estabelecimentos, grande quantidade de bebidas lácteas sabor chocolate e leite UHT de marcas conhecidas. Todos correspondiam aos lotes citados no alerta da empresa, que foram reprovados no controle de qualidade e deveriam ter sido destruídos.

Durante a ação, os policiais constataram que as mercadorias estavam expostas ao público e também armazenadas nos depósitos. Centenas de unidades foram apreendidas. A polícia foi alertada, ainda, sobre reclamações de consumidores que já haviam devolvido os produtos por problemas de qualidade, o que motivou a imediata intervenção para evitar novos riscos à saúde pública.

O responsável pelos dois estabelecimentos confirmou a compra e venda dos produtos. Ele declarou à polícia que adquiriu as mercadorias “de boa-fé”, de um fornecedor com quem já mantinha negociações anteriores. O comerciante também informou que vinha realizando trocas dos produtos após receber reclamações, principalmente sobre o leite integral e a bebida láctea sabor chocolate.

Após a apreensão, a maior parte do material foi entregue à fabricante para que proceda ao descarte ambientalmente adequado, conforme normas sanitárias e com acompanhamento dos órgãos municipais. Amostras representativas de cada lote foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística, que fará a análise pericial para atestar a impropriedade dos itens.

Com a conclusão da diligência, a Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para apurar a origem da irregularidade, a rota percorrida pelos produtos até chegar às prateleiras de Avaré e todas as circunstâncias que permitiram o retorno de mercadorias condenadas ao mercado. O caso segue sob investigação para total elucidação dos fatos e adoção das medidas legais cabíveis.

A polícia reforça a importância de os consumidores ficarem atentos à origem e integridade dos produtos adquiridos e de reportarem qualquer suspeita às autoridades sanitárias ou policiais.

A Usina de Laticínios Jussara S/A emitiu uma Nota Oficial no final da tarde de ontem, 03/12

 

Comunicado Oficial

A Usina de Laticínios Jussara informa que foi vítima de uma ação criminosa, detectada em dois estabelecimentos varejistas de Avaré/SP, com a exposição à venda de produtos não aprovados pelos padrões de qualidade e destinados para descarte.

Lotes de produtos listados abaixo, após análises internas, foram destinados ao descarte por estarem fora dos padrões de qualidade, em processo documentado e amparado pela legislação, e enviados a empresa especializada de Itamogi/MG.

Os lotes foram indevidamente desviados e encontrados em comercialização em dois estabelecimentos de Avaré/SP. A situação foi comunicada às autoridades competentes que estão diligenciando o recolhimento dos produtos nos pontos de venda.

A Usina já adotou medidas para apurar a responsabilidade da empresa responsável pelo descarte e a identificação dos responsáveis.

Os produtos apresentam alterações visuais, de odor e consistência, o que facilita sua identificação como inadequados e reduz o risco de consumo inadvertido.

Com mais de 70 anos de compromisso com a saúde da população, a Usina orienta que consumidores que tenham adquirido produtos dos lotes abaixo, que retornem o produto ao ponto de venda.

Para dúvidas, nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor está disponível pelo email sac@leitejussara.com.br e pelo 0800 771 8021.

Os produtos não aprovados pelo controle de qualidade empresa são os identificados pelos lotes a seguir:

Bebida Láctea Chocolate Jussara – lotes 150v108g e 201v108g

Leite Max Integral – lote 101v101g

Usina de Laticínios Jussara S/A