Artigos do Autor: Fernando Bruder

Polícia Civil de Botucatu recebe novas viaturas e amplia capacidade operacional

A Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu recebeu, na data de hoje 24 de abril de 2026, duas novas viaturas da marca Renault, modelo Duster, encaminhadas pelo Governo do Estado, em mais uma iniciativa voltada ao fortalecimento da segurança pública na região.

A retirada dos veículos ocorreu na cidade de Sorocaba, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 7 (DEINTER 7), unidade responsável pela coordenação das atividades policiais na área. A entrega integra um conjunto de ações estratégicas destinadas à modernização da estrutura da Polícia Civil.

Com as duas novas viaturas destinadas à Delegacia Seccional de Botucatu, amplia sua capacidade de atendimento e diligências, e Plantão Policial.

Os veículos são caracterizados e equipados com todos os acessórios necessários ao serviço policial, proporcionando maior segurança aos agentes e eficiência no atendimento das ocorrências. A modernização da frota representa avanço significativo nas condições de trabalho das equipes policiais.

Com a incorporação dessas duas novas unidades, a Seccional de Botucatu passa a contabilizar doze viaturas recebidas durante a gestão do Diretor do DEINTER 7 – Sorocaba, Delegado de Polícia Wilson Roberto Negrão de Almeida Barros, evidenciando o compromisso institucional com o fortalecimento das delegacias da região, dentre elas uma GM S-10 e Trailblazer.

O Delegado Seccional de Polícia de Botucatu, Dr. LourençoTalamonteNetto, destacou e agradeceu o empenho do Diretor do DEINTER 7 pela destinação dos veículos, ressaltando que o apoio tem sido fundamental para o aprimoramento das atividades de polícia judiciária, refletindo diretamente na qualidade dos serviços prestados à população.

Contrato milionário de transporte por aplicativo da Prefeitura de Botucatu gera reclamações de motoristas e falhas no sistema

 

O contrato firmado pela Prefeitura de Botucatu com a empresa Ribeiro Tecnologia Ltda. — que não possui nome fantasia registrado na Receita Federal — inscrita no CNPJ nº 48.779.248/0001-29, no valor estimado de R$ 1,23 milhão, destinado à prestação de serviços de transporte individual de passageiros por meio de aplicativo, passou a ser alvo de questionamentos após relatos de motoristas parceiros e problemas técnicos registrados nesta quinta-feira (24). Os motoristas conveniados com a Ribeiro Tecnologia Ltda se reportam À empresa como Macuxi, que inclusive não aparece nos documentos entre as partes, aliás até existe em Roraima, portanto ligado à outro CNPJ que não é o documentado entre a Prefeitura e a empresa contratante.

Segundo denúncias encaminhadas à reportagem, motoristas vinculados à plataforma afirmam que não estão recebendo os repasses financeiros dentro do prazo previamente estipulado, situação que estaria causando prejuízos diretos aos profissionais que realizam o atendimento das corridas. Além disso, nesta data de 24 de abril, o aplicativo móvel utilizado para a operação do sistema ficou fora do ar, deixando usuários e motoristas impossibilitados de acessar o serviço contratado pela administração municipal.

Cláusulas do contrato levantam questionamentos técnicos

A análise do Contrato nº 353/2025 aponta pontos considerados sensíveis do ponto de vista jurídico e administrativo. Um dos aspectos que chama atenção é a previsão de prorrogação do contrato por até 10 anos, mesmo tratando-se de serviço contínuo com características típicas de transporte por aplicativo, modalidade que normalmente exige reavaliações periódicas de competitividade e economicidade.

Outro ponto que levanta dúvidas é a cláusula que proíbe a subcontratação do serviço, apesar de o modelo operacional desse tipo de plataforma normalmente depender da atuação de motoristas parceiros credenciados. Especialistas apontam que essa divergência pode indicar inconsistência entre o contrato formal e a execução prática do serviço.

Empresa contratada fica em outro estado

A empresa responsável pela operação do sistema possui sede em Boa Vista, a mais de 3 mil quilômetros de distância de Botucatu. Embora isso não configure irregularidade automática, a situação levanta questionamentos sobre a existência de estrutura operacional local suficiente para garantir atendimento contínuo e suporte técnico adequado ao serviço contratado.

Instabilidade do aplicativo compromete atendimento

Outro fator considerado preocupante é a instabilidade do aplicativo registrada nesta quinta-feira (24). Motoristas relataram que ficaram impedidos de trabalhar durante o período de indisponibilidade do sistema, enquanto usuários também não conseguiram solicitar corridas por meio da plataforma.

A falha ocorre dentro da vigência de um contrato público que prevê a prestação contínua do serviço, o que pode caracterizar descumprimento contratual caso seja confirmada a interrupção operacional sem justificativa técnica formal.

Motoristas relatam atraso nos repasses

Além das falhas técnicas, motoristas parceiros afirmam que enfrentam atrasos no pagamento dos valores referentes às corridas realizadas, contrariando prazos previamente estabelecidos pela empresa operadora da plataforma. A situação, segundo os relatos, tem provocado insegurança financeira entre os profissionais que dependem diretamente da atividade.

Caso confirmados, os atrasos podem configurar descumprimento das obrigações operacionais previstas no contrato e justificar apuração administrativa por parte do poder público.

Caso pode exigir esclarecimentos da Prefeitura

Diante das denúncias envolvendo atraso de pagamentos, falhas no aplicativo e questionamentos sobre cláusulas contratuais sensíveis, o caso pode motivar pedidos de esclarecimento junto à administração municipal e eventual acompanhamento por órgãos de controle. No contrato, podemos observar o gestor do contrato sendo o secretário do prefeito André Rogério Barbosa (Curumim) e o fiscal sendo Fernando Alves de Mora Sarzi. O secretário Curumim foi procurado pelo jornalista Fernando Bruder da REDE ALPHA e até o fechamento da matéria não nos retornou com os questionamentos solicitados. A reportagem permanece aberta para manifestação das partes envolvidas.

CAC é investigado por suspeita de violência doméstica contra menor em Torre de Pedra; arma é apreendida pela Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia de Polícia de Torre de Pedra realizaram, nesta semana, uma operação voltada à repressão de crimes de violência doméstica contra menores após denúncia envolvendo agressões físicas e psicológicas contra uma adolescente. Durante a ação, o investigado José Renan de Morais foi interpelado pelos agentes, que também apuravam informações sobre a possível posse de arma de fogo pelo suspeito, identificado como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).

No decorrer da diligência, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, da marca Taurus, que estava devidamente registrado e com a situação regular dentro do status de CAC do investigado. A apreensão ocorreu de forma cautelar e o material será anexado ao inquérito policial já instaurado. O caso segue sob investigação com prioridade máxima, conforme determina a Lei nº 14.344/22, e irá apurar todas as responsabilidades penais relacionadas às denúncias apresentadas.

Força Tática prende suspeito com mais de 10 quilos de drogas em São Manuel

Policiais militares da Companhia de Força Tática do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior prenderam, na quarta-feira (23), um homem suspeito de tráfico de drogas no bairro Santa Mônica, em São Manuel. A ação ocorreu após a equipe receber informações de que o indivíduo, já conhecido nos meios policiais, teria buscado uma grande quantidade de entorpecentes.

Durante patrulhamento, os policiais localizaram o suspeito saindo de sua residência e seguindo em direção ao carro. Na abordagem, foram encontrados R$ 101 em dinheiro, um celular e a chave do veículo. Em vistoria no porta-malas, a equipe localizou 13 tijolos de maconha e dois tijolos de crack. Questionado, o homem confessou o crime e indicou que havia mais drogas em sua casa.

No imóvel, os policiais localizaram, em um cômodo nos fundos, 115 porções de maconha, uma porção de “dry” e três celulares danificados. Já no armário da cozinha, foram encontradas outras sete porções de maconha. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 8,280 quilos de maconha, 1,920 quilo de crack e 100 gramas de “dry”, além de quatro aparelhos celulares.

O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido ao plantão policial. Após a ratificação da prisão pelo delegado de plantão, ele foi encaminhado à cadeia pública de Itatinga, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Esgoto a céu aberto persiste há décadas no Jardim Santa Mônica e moradores cobram solução da Prefeitura de Botucatu

Anos após a primeira denúncia feita pela Rede Alpha de Comunicação, o problema de esgoto a céu aberto e acúmulo de água parada no Jardim Santa Mônica, na zona sul de Botucatu, continua sem solução definitiva. O jornalista Fernando Bruder voltou ao local após novos chamados de moradores e constatou que a situação permanece praticamente inalterada, agravando riscos sanitários e ambientais na região.

Segundo relatos de residentes, o problema existe há décadas e se intensifica em períodos de chuva, quando o local se transforma em uma grande área alagada com características de esgoto acumulado. Moradores afirmam que já registraram diversos protocolos junto à Prefeitura solicitando providências, mas até o momento nenhuma intervenção eficaz foi realizada. A expectativa surgiu recentemente com a presença de maquinário no local, porém a obra não resultou na implantação da tubulação esperada pela comunidade.

A área afetada fica entre bairros importantes da região sul, como a Cohab 3, Jardim Aeroporto e Santa Maria, e ainda assim permanece com infraestrutura precária. A água parada, descrita pelos moradores como semelhante a “chorume”, levanta preocupações com proliferação de mosquitos, ratos, baratas e animais peçonhentos, além do risco de contaminação ambiental, já que o córrego da região segue em direção a um pesqueiro próximo.

A situação já havia sido apresentada anteriormente ao poder público municipal durante a gestão do ex-prefeito Mário Pardini, mas nenhuma solução definitiva foi executada. Agora, moradores cobram providências da atual administração do prefeito Fábio Leite, destacando que o problema continua afetando diretamente a qualidade de vida da população local.

Além do impacto ambiental, o mau cheiro constante e a presença de água parada reforçam o sentimento de abandono relatado pelos moradores. A comunidade afirma que seguirá cobrando medidas urgentes e estruturais da Prefeitura, enquanto a reportagem da Rede Alpha mantém o acompanhamento do caso e aguarda posicionamento oficial das autoridades responsáveis.

Link da Reportagem:

http://youtube.com/watch?v=VdmFUsVW3Jc&feature=youtu.be

Língua Viva

Vamos lá. O que é uma língua viva? É a língua falada por pelo menos uma pessoa. E acreditem: no Brasil há uma língua falada por uma pessoa só. É aí que eu não entendo. Se a língua existe para a comunicação entre as pessoas, como pode existir uma língua de uma pessoa só? Só se o cara falar com ele mesmo. Mas vamos voltar ao leito do rio, ou ao assunto da crônica. O português, portanto, é uma língua viva. Falada por quase trezentos milhões de pessoas. Os brasileiros contribuem com a maior parte: mais de duzentos milhões de falantes. Uns falam bem e outros, mal. Uns assassinam a língua, o que é um crime de lesa-pátria.

Todas as línguas vivas estão sujeitas a mutações. Às vezes, são mudanças simples. Outras vezes, as mudanças são tão grandes, que se criam dialetos. Segundo os especialistas, no Brasil há doze dialetos. Arreda pra lá, sô. Tem espaço pra todo mundo. Esse é o dialeto caipira. As línguas mortas, não. O latim, por exemplo, depois que deixou de ser língua oficial, permanece o mesmo. É usado na igreja católica e em outras situações específicas. Quando criança, assisti a muitas missas cele radas em latim. A parte mais esperada era quando o padre falava ‘Ite, missa est’. E a gente dizia ‘Deo gracias!’.E saía correndo pra brincar.

A gente, que é mais velho, tem que tomar cuidado com as mudanças da língua. Se você não estiver atualizado, pode ter sérios problemas. Um dia, indo para a sala de aula, vi um menino e uma menina conversando no corredor. Isso foi no século passado. Sorrindo, disse a eles: O que vocês estão transando aí? Vamos pra sala de aula. Vi que os alunos não retribuíram ao sorriso. No dia seguinte, os pais foram reclamar com o diretor da escola, dizendo que eu os tinha ofendido.

Eu queria saber o que eles estavam combinando, acertando, naquele canto do corredor. Eles acharam que eu estava dando uma conotação sexual, que eu nem conhecia, na época. Quem mandou estar desatualizado?

Ainda assim, acho mais fácil atualizar-se do que entender o português mais antigo. Já pensaram se alguém diz: Aquele homem é um sacripanta azêmola. Tem uma birosca na periferia, só vende cacarecos e posa de janota, como se fosse muito importante. Gostaram? Entenderam alguma coisa? Escrevi um monte de palavras corretamente, mas que estão em completo desuso. Quem fala desse jeito não comete um despautério, mas não tem o meu beneplácito. Estou exagerando, né?

Um dia me perguntaram: Falar difícil é falar bem? Eu disse que não. Falar difícil é só falar difícil. Falar bem é falar com correção e clareza. Parafraseando Camões, digo que para se falar bem, deve haver engenho e arte. A arte é a intuição, a beleza, a elegância. E o engenho é a técnica, é a obediência às normas estabelecidas. Dessa forma, você será compreendido pelo seu interlocutor e preservará o seu idioma, já que ele é um patrimônio do povo e do país.

BAHIGE FADEL

Carol Lopes conquista medalha na Corrida em Botucatu e reflete sobre debate da inclusão no esporte municipal

A corredora Carol Souza conquistou o segundo lugar na GBC Trail Run, na categoria 17K, em Botucatu, no último dia 19 de abril, em uma prova marcada não apenas pelo desempenho esportivo, mas também por reflexões importantes sobre inclusão no esporte.

Carol, que é uma mulher trans, destacou após a corrida os desafios que ainda enfrenta para ter seu desempenho reconhecido de forma justa.

Segundo ela, o debate sobre inclusão precisa avançar com responsabilidade, levando em conta princípios de isonomia e equidade, para que todas as atletas possam competir e ser valorizadas.

A atleta reforçou que mulheres trans devem ter seu espaço garantido, assim como todas as mulheres, dentro de um ambiente esportivo respeitoso e justo. Para Carol, o esporte deve ser um lugar de oportunidades, não de exclusão.

Ela também relembrou o episódio ocorrido na corrida de aniversário de Botucatu, quando venceu em primeiro lugar na categoria feminina e passou a receber críticas.

Diante da repercussão, Carol optou por uma postura conciliadora na corrida GBC Trail Run. Ela decidiu aceitar a medalha e o troféu de forma separada das demais atletas, buscando evitar desconforto, tanto entre as competidoras, quanto perante o público em geral.

Mas referência que essa ainda não é a melhor forma de ter seu desempenho reconhecido.

Mesmo assim, ela afirma que ficou agradecida pela premiação que foi entregue ontem, no dia 23 de abril, na Loja Claus.

No entanto, em vez de recuar diante das críticas, Carol afirma que a situação a levou a refletir e buscar caminhos para transformar a polêmica em algo positivo.

“Isso me fez pensar em formas de melhorar o esporte na cidade e valorizar todas as atletas”, destacou.

A corredora defende que o momento atual exige diálogo, construção coletiva e políticas mais claras que garantam tanto a inclusão quanto o equilíbrio nas competições.

A participação e o prêmio da GBC Trail Run reforçam não apenas o desempenho de Carol Lopes nas trilhas, mas também seu papel como voz ativa em um debate cada vez mais presente no cenário esportivo de Botucatu e do Brasil.

Logo após a premiação, Carol veio aos estúdios da Rede Alpha de Comunicação com os prêmios recém recebidos. Ela fez a entrevista nos estúdios da Rede Alpha de Comunicação com a Diretora Artística Júlia Bruder, juntamente com o Jornalista Fernando Bruder. Na oportunidade, eles discutiram formas de melhoria e valorização de todas as atletas nas competições de corrida da cidade e traçaram uma proposta para resolver a questão que possa valorizar todas as mulheres e que será apresentada em uma reunião com autoridades e representantes da modalidade em Botucatu.

Posto de Informações Turísticas de Botucatu permanece fechado nos principais dias de movimentação da cidade

A equipe da Rede Alpha de Comunicação esteve no Posto de Informações Turísticas localizado na Avenida José Pedretti Neto, ponto considerado uma das principais portas de entrada da cidade para quem chega pela Rodovia João Hipólito Martins (SP-209), conhecida como a Rodovia Castelhinho. No local, o que deveria ser um espaço de acolhimento ao visitante se transformou em motivo de preocupação: o posto permanece fechado justamente em períodos de maior circulação de turistas, como finais de semana, feriados e vésperas de feriado.

As imagens registradas mostram um cenário de abandono. O prédio está fechado, com sinais de falta de manutenção, mobiliário escasso e aparência de descuido. No entorno, o mato alto e a ausência de jardinagem reforçam a sensação de negligência. Além do impacto negativo na recepção de visitantes, a situação levanta alerta para riscos à saúde pública, já que o acúmulo de vegetação e a falta de conservação podem favorecer a proliferação do mosquito da Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

A estrutura, que deveria funcionar como referência inicial para orientar turistas e valorizar a imagem da cidade, hoje transmite o oposto: abandono e falta de planejamento. Quem chega a Botucatu pela principal via de acesso encontra um espaço que não representa o potencial turístico do município, reconhecido regionalmente por suas belezas naturais, trilhas, cuestas e atrativos ecológicos.

Moradores e visitantes questionam como o município pretende fortalecer sua imagem como destino turístico sem manter em funcionamento um serviço básico de recepção e orientação ao público. A ausência de atendimento justamente nos dias de maior fluxo compromete a experiência de quem chega e enfraquece a proposta de consolidar Botucatu como Estância Turística.

A situação reforça a necessidade de atenção imediata do poder público para reativar o posto, garantir manutenção do espaço e assegurar que a principal porta de entrada da cidade esteja à altura da importância turística que Botucatu busca consolidar.

Acompanhem a reportagem:

http://youtube.com/watch?v=stwE-6oA54E&feature=youtu.be