Artigos do Autor: Fernando Bruder

São Manuel: Guarda Civil Municipal encontra veículo furtado em Botucatu

Na última sexta-feira (08), a equipe da Guarda Civil Municipal de São Manuel, composta pelos GCMs Braga, Medeiros e Coutinho, após receber denúncia anônima, localizou um veículo Gol de cor vinho que havia sido furtado no município de Botucatu. O referido veículo encontrava-se em uma área de mata de difícil acesso próximo à Aparecida de São Manuel.

Foi acionada a Delegacia de Polícia de São Manuel, que entrou em contato com a vítima para proceder à entrega do referido veículo. A Polícia Civil realizará investigações para apurar a autoria do crime.

Alpha Notícias entrevista a médica nefrologista Drª Vanessa

O Alpha Notícias desta terça-feira (12), recebeu a médica nefrologista do Hospital das Clinicas e Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), Drª Vanessa dos Santos Silva para falar do “Dia Mundial do Rim”.

Em comemoração a esse dia, será realizada algumas ações com o objetivo de informar, acolher e esclarecer a população acerca das doenças renais

O Dia Mundial do Rim, celebrado anualmente na segunda quinta-feira de março, que este ano será no dia 14 de março, foi instituído com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a importância dos rins para nossa saúde e destacar a prevenção e o tratamento das doenças renais.

Segundo a médica nefrologista do HCFMB, Drª Vanessa dos Santos Silva, pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, histórico pessoal de doença cardiovascular ou circulatória, infecção urinária, litíase e idosos devem procurar os seus médicos na Unidade Básica de Saúde para realizar avaliação de creatinina e urina tipo 1, buscando o diagnóstico e melhor orientação em relação ao tratamento da doença renal.

Programação:

Data: 14/03/24
Horário: das 10 às 13 horas
Local: Praça do Bosque
Público-alvo: População em geral
Ação: Orientações, entrega de panfletos, aferição de Pressão Arterial e de glicemia.

Data: 16/03/24
Horário: das 14 às 18 horas
Local: Shopping Botucatu
Público-alvo: População em geral
Ação: Orientações, entrega de panfletos, aferição de Pressão Arterial e de glicemia.

Data: 21/03/24
Horário: das 7h30 às 9h30 e das 13h30 às 15h30
Local: Auditório do Departamento de Gestão de Pessoas da Prefeitura de Botucatu. Rua General Telles, 1021, Centro
Público-alvo: Servidores da Prefeitura Municipal de Botucatu
Ação: “Saúde Renal e Rastreamento de Risco de Servidores”. Orientações, entrega de panfletos, aferição de Pressão Arterial e de glicemia.

Data: 27/03/24
Horário: das 7h30 às 11h30 e das 13 às 17 horas
Local: Sala da UNIBR.

Av. Paula Vieira, 624, Vila Jahu (no fim da rua do Curtume Pioneiro)
Público-alvo: e-Multi, Equipe de Enfermagem, Médicos e Agentes Comunitários de Saúde da Rede Básica de Saúde de Botucatu
Ação: Oficina de Capacitação “Educando para a Saúde Renal”

Acompanhe entrevista completa através do link

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Polícia Civil recupera laranjas furtadas e doa para instituições de Botucatu

Operação Policial desta terça-feira (12), pelos policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu  relativa ao crime de furto registrado no Boletim de Ocorrência (B.O.), os furtos de aproximados 200 sacos de laranja do pomar da vítima, com um prejuízo de R$ 10.000,00. Com trabalho de investigação foi possível identificar o criminoso.

Com o indiciado foram localizados 24 sacas de laranjas, as quais por intermediação feita pelo Delegado Seccional Dr. Lourenço Talamonte Neto, foram doadas a três instituições e dentre elas a Padre Euclides e a Ação Cidadania.

Os trabalhos de investigação foram feitos pela Equipe Policial chefiada pelo Investigador de Policia Rogério, executadas pelo Delegado de Policia Dr. Luis Fernando e Coordenadas pelo Delegado de Policia Dr. Geraldo Franco.

O caso segue agora ao Primeiro Distrito para continuidade das investigações.

SUS ainda não oferta Fertilização In Vitro (FIV), a casais inférteis

Foram oito anos de espera até Marli Peixoto de Jesus, 33, conseguir chegar a um centro de reprodução humana público e iniciar o processo de FIV (fertilização in vitro) para tentar realizar o sonho de ser mãe.

Por sete anos e meio, ela foi acompanhada em um posto de saúde no Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. Lá, soube que tinha ovários policísticos e o marido, varicocele (varizes nos testículos), duas das principais causas de infertilidade conjugal.

No mesmo dia, no centro cirúrgico ao lado, dois embriões eram transferidos para o útero de Ana Patrícia Santana, 39, após uma espera de três anos na atenção primária do município. O marido, Igney Teles Santana, 45, se dizia ansioso. “Eu tô tranquila. Ansiedade eu sentia antes de chegar aqui”, disse Ana.

Os obstáculos começam com a pouca oferta de serviços públicos. Apenas dez dos 197 centros de reprodução assistida no país atendem o SUS. Desses, só quatro ofertam tratamento totalmente gratuito. Nos demais, os casais precisam arcar com medicações e outros insumos.

Nas clínicas particulares, um ciclo de FIV pode custar de R$ 25 mil a R$ 50 mil, dependendo dos procedimentos associados. O tratamento também não tem previsão de cobertura pelos planos de saúde. Segundo a literatura internacional, a taxa de gravidez com FIV varia entre 35% e 50%, a cada ciclo, dependendo da idade da mulher.

O estado de São Paulo concentra quatro dos dez centros que atendem pacientes do SUS. Mas somente o Hospital da Mulher (antigo Pérola Byington) e o Hospital das Clínicas de São Paulo, ambos na capital paulista, oferecem o tratamento totalmente gratuito por meio de verbas do governo estadual.

No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da USP (Universidade de São Paulo), as pacientes precisam pagar a medicação, cerca de R$ 6.000 por ciclo até o mês passado. No serviço de reprodução do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), são cobradas as medicações e o meio de cultura utilizado no tratamento, cerca de R$ 16 mil.

Os demais centros que atendem ao SUS ficam em Porto Alegre (RS), com dois centros; Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Brasília (DF) e Natal (RN). Nos dois últimos, o tratamento também é gratuito.

Apesar de a FIV estar prevista em política do Ministério da Saúde de 2005, o tratamento não consta na tabela SUS. “Na história dessa política, houve alguns repasses federais pontuais. Tudo o que se tem hoje tudo corre às custas do Tesouro estadual”, diz Morris Pimenta e Souza, diretor-técnico do HM (Hospital da Mulher).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram realizados 189 ciclos de fertilização in vitro em 2023 no centro de reprodução do HM, a um custo operacional de R$ 4,6 milhões.

“Como hospital público, a gente não deixa a desejar em nada para nenhum serviço de reprodução privada”, diz Nilka Fernandes Donadio, chefe do laboratório de reprodução da instituição.

No centro de reprodução do Hospital das Clínicas de São Paulo, foram 234 ciclos de FIV no ano passado. O valor destinado pelo hospital ao setor de reprodução foi de quase R$ 2,7 milhões. Atualmente, há uma fila de espera de 50 casais.

A realização da FIV nos centros públicos pode demorar de um a dois anos (depois que a mulher já está inscrita no serviço), há limite de idade (em geral, 38 anos) e de tentativas (até dois ciclos FIVs). Na capital paulista, as vagas dos centros do Hospital das Clínicas e do Hospital da Mulher são reguladas pelo Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo), antigo Cross.

SUS ainda não oferta FIV a casais inférteis quase 20 anos após política de reprodução assistida
Segundo o ginecologista e obstetra Edmundo Baracat, professor titular da USP e coordenador da área da saúde da mulher da Secretaria de Estado da Saúde, o governo paulista estuda a ampliação da oferta de FIVs em outras regiões e o aumento da capacidade dos centros já existentes. Não há, porém, previsão orçamentária para este ano.

Baracat afirma que será feito um mapeamento da demanda de casais inférteis e quantos podem ser beneficiados com tratamento de baixa complexidade, como inseminação intrauterina.

“Temos mulher com obstrução tubária que pode fazer uma reanastomose da tuba uterina, as que têm endometriose, podem fazer tratamento. Não exclui a possibilidade de ter que fazer uma FIV, mas há outras opções terapêuticas”, diz.

Na sua opinião, o Ministério da Saúde deveria ser o grande fomentador de uma política pública que garantisse os direitos reprodutivos dos casais que desejam um filho e enfrentam dificuldades. “Tem que ter financiamento.”

Para o ginecologista e professor da USP Rui Ferriani, coordenador do centro de reprodução do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o acesso é hoje o principal problema da reprodução assistida no país e um dos maiores fatores de exclusão na área reprodutiva.

“Quem tem infertilidade e tem dinheiro, resolve seu problema nas clínicas privadas. Quem não têm, fica frustrada ou vende tudo o que tem para pagar pelos procedimentos.”

Segundo ele, na instituição de Ribeirão, há uma fila de espera de cerca de 350 casais que aguardam até dois anos para conseguir fazer a FIV.

Até o mês passado, os casais pagavam em média R$ 6.000 pelos medicamentos. Segundo Ferriani, a Secretaria de Estado da Saúde prometeu, a partir deste mês, incluir no orçamento do local R$ 3,5 milhões para bancar o custo das medicações.

No centro de reprodução do Hospital São Paulo, os casais que ingressam no serviço primeiro passam por investigação das razões da infertilidade.

Se houver indicação de FIV, o que acontece em 60% dos casos, o casal tem que pagar a internação, a medicação e os custos dos meios de cultura envolvidos, o que dá em torno de R$ 12 mil. “Por não pagarem honorários médicos, fica mais em conta do que no particular”, diz o urologista Renato Fraietta, coordenador do setor integrado de reprodução humana da Unifesp.

O médico diz que desaconselha os casais a vender bens, como o carro, para pagar o tratamento. “Eu sempre falo que não é garantido, a pessoa vai ter no máximo 50% de chance.” Por ano, são realizados cerca de 300 ciclos de FIV no serviço.

Membro da câmara técnica de reprodução do CFM (Conselho Federal de Medicina), Ferriani diz que uma demanda que tem crescido muito é a de mulheres diagnosticadas com câncer e que buscam os centros de reprodução para tentar preservar a fertilidade antes do início da quimioterapia.

Nesses casos, como há grande risco de infertilidade após o tratamento oncológico, a indicação médica é que haja congelamento dos óvulos para serem usados no futuro.

“É uma obrigação o SUS oferecer preservação dos óvulos às mulheres jovens submetidas ao tratamento oncológico. A grande maioria não consegue pagar as medicações [para a estimulação ovariana]”, reforça Ferriani.

O Hospital da Mulher é um dos poucos serviços que oferece o tratamento de graça. Por mês, dez mulheres com diagnóstico de câncer são atendidas por mês e têm seus óvulos congelados.

“São mulheres que teriam o seu prognóstico reprodutivo selado [infertilidade] e aqui elas têm a possibilidade de preservar essa fertilidade. Enche os nossos olhos poder oferecer isso, mas gostaríamos de poder ofertar numa escala muito maior”, afirma Nilka Donadio.

Artur Dzik, diretor do centro de reprodução do Hospital da Mulher, afirma que o direito à reprodução faz parte da cidadania da mulher. “Dá para oferecer dignidade reprodutiva para a paciente SUS. O grande problema é acesso e esse é um problema mundial”

Segundo ele, a necessidade de reprodução assistida tende a aumentar cada vez mais porque homens e mulheres estão mais inférteis por fatores ambientais, como a poluição, e comportamentais, como a obesidade.

“Os problemas clássicos, como a endometriose e os ovários policísticos também tem aumentado. As mulheres estão engravidando mais tarde. Precisamos estar preparados a dar mais mais acesso para esse problema que veio para ficar.”

Em nota, o Ministério da Saúde informou que planeja a formação de um grupo de trabalho interno para a revisão da política de reprodução humana de 2005, com a consultoria e orientação de especialistas da área.

Segundo a pasta, também deverá ser instaurada uma análise de impacto regulatório sobre a temática e a elaborada propostas concretas baseadas nos resultados dessa análise para aprimorar o acesso e a qualidade dos serviços de reprodução humana assistida no SUS.

Fonte: ESHOJE

Ana Hickmann e Edu Guedes assumem namoro

Ana Hickmann e Edu Guedes assumiram o namoro nesta terça-feira (12), quatro meses após a separação da apresentadora. Nas redes sociais, o novo casal compartilhou um post com um breve texto e algumas imagens, incluindo uma que trocam beijos.

“É sobre termos um novo motivo pra sorrir, alguém pra dar a mão e ser feliz. É sobre a transformação de uma amizade em amor, cuidado e carinho. É sobre se dar uma nova chance de viver as coisas mais lindas”, escreveu o casal.

O anúncio de namoro entre Ana e Edu acontece quatro meses após Ana Hickmann entrar com o pedido de divórcio de Alexandre Correa. Os dois eram casados desde 1998 e são pais de Alexandre Júnior, de 10 anos.

O pedido de divórcio foi feito com base na lei Maria da Penha. Em novembro de 2023, a apresentadora registrou um boletim de ocorrência contra o então marido, Alexandre Correa, por lesão corporal e violência doméstica.

Por causa da agressão, Ana Hickmann procurou atendimento médico e precisou colocar uma tipoia em um dos braços. Conforme o BO, após a discussão, Alexandre pressionou Ana Hickmann contra a parede e ameaçou agredi-la com cabeçadas.

Relembre caso de agressão

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o g1 teve acesso, Ana Hickmann acionou a Polícia Militar pelo telefone na tarde do dia 11 de novembro. Em seguida, a corporação foi até o condomínio de alto padrão onde o casal mora, em Itu .

Ana Hickmann contou aos policiais que conversava com o filho e que o marido não teria gostado do conteúdo da conversa e começou a repreendê-la, aumentando o tom de voz, o que teria assustado o filho do casal, que saiu do ambiente.

Conforme o B.O., a modelo relatou que, após a discussão, Alexandre Correa a teria pressionado contra a parede e ameaçado agredi-la com uma cabeçada. Ela afirmou que conseguiu afastar o marido e pegar o celular, mas, neste momento, Alexandre teria fechado a porta de correr da cozinha, pressionando o braço esquerdo dela.

Ainda de acordo com o registro, Ana Hickmann disse que conseguiu trancar Alexandre no lado externo da casa e chamar a polícia. Quando a PM chegou à residência, Alexandre não estava mais no local.

Em uma postagem nas redes sociais, pouco tempo depois do caso, Alexandre Correa afirmou que o desentendimento foi uma situação isolada e que não gerou maiores consequências. Leia:

“Nota de esclarecimento: De fato, na tarde de ontem, tive um desentendimento com a minha esposa, situação absolutamente isolada, que não gerou maiores consequências. Gostaria de esclarecer também que jamais dei uma cabeçada nela, como inveridicamente está sendo veiculado na imprensa, e que tudo será devidamente esclarecido no momento oportuno. Aproveito a oportunidade para pedir minhas mais sinceras desculpas a toda minha família pelo ocorrido. São 25 anos de matrimônio, sem que tivesse qualquer ocorrência dessa natureza. Sempre servi a Ana como seu agente, com todo zelo, carinho e respeito, como assim trato as 7 mulheres com quem trabalho no meu escritório”.

Fonte: G1 

Foto: Redes Sociais

Homenagem a Eduardo Lourençon

Há duas semanas fiz uma trilha incrível com o Grupo Papa Trilhas de Botucatu, fomos em uma cachoeira chamada Cachoeira do Sofá. Esse nome surgiu pelo seu formato rochoso que lembra um sofá.

O grupo Papa Trilhas tem como objetivo além de caminhar pela natureza, também manter a Cuesta limpa e de maneira voluntária levar sacos de lixo para fazer a limpeza da sujeira deixada pelo homem nas cachoeiras e caminhos.

Esse grupo era liderado por Eduardo Lourençon, uma pessoa incrível que nos deixou vítima de um infarto fulminante neste domingo do dia 10 de março de 2024 fazendo o que mais gostava, uma linda caminhada pela natureza!

Eduardo, liderava o grupo de forma responsável, antes de levar o grupo em qualquer local se certificava dois dias antes se o trajeto estava seguro, abria caminho nas trilhas e marcava todo o percurso.

Com responsabilidade não deixava ninguém para trás, respeitava cada limite de cada indivíduo do grupo para que todos chegassem ao destino final juntos e seguros, e inspirava a todos do grupo a agir da mesma forma com companheirismo pelos demais.

Eduardo amava o mar mas não abria mão das montanhas!

Em sua carreira trabalhou como colaborador da Rádio Nova Cultura desde 2016, início da Rádio, trabalhou também na Rádio PRF 8 e na FM Cultura entre final dos anos 80 e começo dos anos 90. Na Rádio Cultura foi também produtor do programa Vitrine Viva.

Eduardo tinha paixão pelo rádio e criou a sua própria Web Rádio, a chamada rádio Bem-te-Vi onde tocava clássicos do Rock, jazz e New Age.

Era fã das bandas Rush, Pink Floyd e Led Zeppelin, gostava de clássicos do rock e deu o nome de um dos seus 3 cachorros de OZZY ( Chico, Belinda e Ozzy).

Além da rádio e das trilhas, também gostava de escrever, em suas redes sociais misturava fotos de paisagens, fotos de amigos e família com crônicas e memórias.

Uma memória linda que deixou escrita foi a do pai que o levava para pescar no Rio do Peixe nos anos 80, conta em sua crônica que pegava o trem até o distrito de Conchas e da estação ia caminhando por 6km até o rio e na volta, após a pescaria parava para tomar uma tubaína com o pai.

Essa leitura me fez pensar que o amor de Lourençon pelas caminhadas, pelas descobertas, pelos pontos históricos e pelas coisas simples veio da infância, gostava do simples, dizia que os melhores cheiros eram o de Café moído na hora, flores, alho dourado, relva molhada e pizza a lenha, gostava de acordar cedo e era apaixonado pela cidade de Botucatu.

Em 2023 encerrou o ano num ciclo de 37 caminhadas trilhas com o grupo “Papa trilhas viciados em natureza” e com muitos planos para  novas aventuras em 2024.

Deixou um legado, muitos amigos e histórias lindas!

Meus sentimentos sinceros e pesar profundo a sua esposa Luciana e toda a família.

Colunista: Juliana Gomes

Pardinho é a cidade escolhida hoje no Pólo Cuesta

A história de Pardinho é marcada por um vilarejo com uma grande história, com direito a música da famosa dupla Tião Carreiro e Pardinho, a canção “FERREIRINHA”, que deu origem à estátua na entrada da cidade de Pardinho.

A estátua homenageia a cultura local e ao cavaleiro/violeiro, um tributo à música raiz Ferreirinha, letra de Adauto Ezequiel (Carreirinho) e imortalizada na voz de Tião Carreiro e Pardinho. Adalto, nascido em Bofete e um ilustre morador de Pardinho, na época trabalhou como pedreiro e ajudou a construir a igreja matriz da cidade, a PA música “Ferreirinha“ fala da IGREJA BOM JESUS DO RIBEIRÃO GRANDE situada na estrada atrás do condomínio Ninho verde 2 nas margens da rodovia Castelo Branco.

A Igreja Bom Jesus do Ribeirão Grande faz parte dos primórdios de Pardinho, quando ainda era Sesmaria Espírito Santo do Rio Pardo, chegando a ser um dos maiores centro de comércios de produtos agrícolas e mulas, vindo a ter cartório de registros.

“Reza a lenda que numa das brigas de final de festa, o padre que ao tentar separar, também apanhou feio, decidiu partir e furioso rogou uma praga que o povoado não iria para frente. 

O fato é que entre a imaginação e a realidade aquele povoado mingou restando o cemitério de bambu onde se encontram os restos do personagem que deu origem a famosa moda de viola”: O Ferreirinha.

Passado o tempo, uma iniciativa ergueu a igreja, retomando as missas e as festas. Em 2018 chegou a receber 10 mil pessoas entre os três dias de festas. Hoje aguarda o retorno das atividades e aspira se tornar parte do audacioso projeto de tornar aquela área um Centro Histórico.

Essa igreja com ar rural faz parte da Arquidiocese de Sant’Ana de Botucatu, a Catedral fica no centro da cidade de Botucatu e foi construída 1927, em homenagem a padroeira da cidade.

A Igreja de Santo Antônio no bairro de Rubião Júnior, também faz parte da Arquidiocese de Sant’Ana. O formato de castelo medieval foi uma maneira que o construtor Manoel Álvaro Guimarães encontrou para homenagear seu país de origem, Portugal.

A igreja foi construída em 1932, diz a lenda que por volta de 1900 o italiano Archangelo Frederico subia o morro todas as noites para acender uma lamparina para Santo Antônio em uma pedra em agradecimento por sua esposa curada de uma doença grave. Em 1923 Frederico faleceu, entretanto naquela noite a luz da Lamparina acendeu misteriosamente no topo do morro. Essa história de amor e fé incentivou a construção da Igreja de Santo Antônio

A igreja é conhecida por ser um mirante onde se aprecia um maravilhoso pôr do sol , pois fica no ponto mais alto da cidade, localizada a uma altitude média de 930 metros.

Colunista: Juliana Gomes

Você sabia que a região da Cuesta Paulista tem muitas fazendas de plantação de café?

Em 1920, todo o território municipal tinha mais de 12 milhões de pés de café, sendo os maiores cafeicultores: Manoel Ernesto Conceição (Conde de Serra Negra), cujas três Fazendas (Valla, Vila Victória e Challet) possuíam juntas 615 mil pés plantados; e o Dr. João Baptista da Rocha Conceição, cuja Fazenda Lajeado tinha, então, 600 mil.

Esta fazenda, hoje, abriga a Faculdade da Unesp, o Museu do Café e um centro histórico lindo para passear.

UM POUCO DE HISTÓRIA:

Em 1881, o advogado João Batista da Rocha Conceição, comprou a Fazenda Lageado e com ajuda da mão-de-obra escrava, iniciou a plantação.

Logo após, a escravidão foi abolida, e assim a produção de café deu emprego a muitas pessoas incluindo imigrantes italianos.

Nesta mesma época, foi descoberta uma nova variedade de café: o café “amarelo de Botucatu” que atingiu popularidade internacional.

Em 1929, o país passou por uma grande crise, e a fazenda foi vendida ao Governo Federal.

A Fazenda Lageado teve uma importância fundamental para o desenvolvimento da cidade, uma das evidências disso é a estação ferroviária que foi construída dentro da fazenda e dessa forma, os grãos de café saiam de trem direto de dentro da fazenda para o porto de Santos e de lá eram exportados para a Europa.

TURISMO:

Para quem gosta, é possível fazer um passeio dentro da plantação de café da Fazenda São Pedro, o chamado Coffee Tour

O passeio inclui : visita ao cafezal, colheita seletiva, pós-colheita e processamento, torra, degustação, o passeio tem duração de 2h30.

A fazenda fica na serra de Pardinho e é um local espetacular com um mirante de tirar o fôlego. No local há uma cafeteria, o Cuesta Café, que fica na entrada da fazenda onde servem os cafés produzidos por eles, e também uma variedade de bolos, salgados e diversas bebidas.

O mirante tem vista de 360 graus com um pôr do sol incrível ao lado do lago da propriedade.

Outro café muito conhecido na região é o Café Tesouro, que tem sua fábrica em Botucatu.

Em Janeiro de 1926, o Sr. João Spenciere, montou em Botucatu, uma torrefação de café, que seria na época a primeira empresa instalada com a finalidade de industrializar o café e entregá-lo pronto para o consumo.

Hoje é um dos cafés mais conhecidos na região, chegando a produção de 4 toneladas diárias.

Um café que vale a pena ser falado também, é o Café Pelosini da região de Pardinho, vindo do Sítio Daniella, de variedade Catuaí vermelha e amarela, Tupis e Aranã, foram premiados inúmeras vezes pela qualidade e sabor.

Há ainda outras fazendas com plantações de café espalhados por toda a Cuesta Paulista, como a Fazenda da Pavuna, Fazenda Santana e muitas outras que surgiram após meados dos anos 1900, quando os imigrantes começaram a sair das grandes fazendas e foram trabalhar em suas próprias plantações.

Esses importantes imigrantes, além de trazerem sua cultura e arquitetura à Botucatu, trouxeram métodos construtivos e de colheita, como a primeira máquina de beneficiamento de arroz trazida pelo Italiano Amadeu Piozzi, que consiste na retirada da casca e do farelo para a obtenção do arroz branco para o consumo , e assim foi se criando uma crescente e forte economia urbana a região.

Colunista: Juliana Gomes