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Contra crime organizado, Banco Central limita Pix a R$ 15 mil para instituições sem licença

Banco Central (BC) anunciou, nesta sexta-feira (5/9), uma série de medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Entre ações está a limitação do valor de transações via TED e Pix para instituições de pagamento sem licença.

A justificativa da autoridade monetária para o endurecimento é o envolvimento do crime organizado em intituições de pagamento, as chamadas fintechs. Segundo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, boa parte das medidas foram antecipadas.

O BC fixou um teto de R$ 15 mil para instituições de pagamentos não autorizadas e as que se conectam ao SFN via prestadores de serviços de tecnologia de informação (PSTI). A nova medida entra em vigor imediatamente.

Por que R$ 15 mil?

Galípolo explicou que o valor foi fixado em R$ 15 mil devido ao baixo número de transações de Pix ou TED de pessoas jurídicas que ficam acima da cifra. Segundo ele, apenas 1% movimentam valores acima de R$ 15 mil.

“Por que R$ 15 mil? R$ 15 mil é o que a gente de percentil 99, ou seja, 99% das transações de Pix ou TED de pessoas jurídicas estão abaixo de R$ 15 mil. Se fosse falar de pessoa física, esse valor seria de R$ 3,7 mil. Então, a gente tem uma folga bastante boa que apenas 1% de pessoa jurídica se encaixa acima desse valor de R$ 15 mil. Qual o tamanho desse universo? Estamos falando de 3% do total de contas de existentes no sistema. Estamos falando de 1% de 3%, também conhecido como 0,03%”, detalhou o presidente do Banco Central.

No caso de operações acima dos R$ 15 mil, as instituições de pagamentos não autorizadas e os prestadores de serviços terão que fazer mais de uma transação. Para Galípolo, esse fator será essencial para o BC aumentar a celeridade na detecção do crescimento de movimentações acima de R$ 15 mil.

De acordo com o Banco Central, a limitação poderá ser removida assim que o participante e o respectivo prestador de serviços “atenderem aos novos processos de controle de segurança”. Em paralelo, os participantes que atestarem a adoção de controles de segurança da informação poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias.

Nenhuma IP poderá começar operar sem prévia autorização

A autoridade monetária ainda determinou que, a partir de agora, “nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização” do Banco Central.

Além disso, as que já operam precisa solicitar autorização ao BC até o meados do próximo ano. Isso porque o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar foi antecipado de dezembro de 2029 para maio de 2026.

A instituição de pagamento que estiver prestando serviços e tenha o pedido de autorização indeferido deverá encerrar as atividades em até 30 dias, conforme determinação do Banco Central. A vigência da medida é imediata.

Outra medida adotada é a introdução de controles adicionais às instituições de pagamento. “Somente integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 que não sejam cooperativas poderão atuar como responsáveis no Pix por instituições de pagamento não autorizadas”, destacou o BC. Todos os contratos vigentes deverão ser adequados em até 180 dias.

O Banco Central divide os segmentos da seguinte forma:

  • S1: bancos com porte maior ou igual a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou atividade internacional relevante;
  • S2: instituições e conglomerados com porte de 1% a 10% do PIB;
  • S3: instituições e conglomerados com porte de 0,1% a 1% do PIB; e
  • S4: instituições e conglomerados não bancários com perfil de risco simplificado com porte inferior a 0,1% do PIB.

O Banco Central informou que também poderá requerer “certificação técnica ou avaliação emitida por empresa qualificada independente que ateste o cumprimento dos requisitos autorizativos”.

PSTIs terão que ter capital mínimo de R$ 15 milhões

Por fim, o BC aumenta os requisitos e controles para o credenciamento dos prestadores de serviços de tecnologia de informação, os PSTIs. Para isso, os requerimentos de governança e de gestão de riscos foram ampliados. “O descumprimento estará sujeito à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento”, frisou o BC.

A partir de hoje, será exigido capital mínimo de R$ 15 milhões dos PSTI. As novas normas passam a valer imediatamente e os PSTIs em atividade têm até quatro meses para se adequarem.

Fonte: Metrópoles

Foto: Reprodução

Veja 6 golpes comuns aplicados em postos de combustível e como evitar

Não é preciso ter muita experiência ao volante para saber que não se deve abastecer em qualquer posto de combustível. Todavia, com a engenhosidade de golpistas e até do crime organizado, as fraudes agora vão além da gasolina adulterada — o que deixa o motorista ainda mais exposto e vulnerável.

Autoesporte conversou com Carlo Faccio, diretor executivo do Instituto Combustível Legal (ICL), para desvendar os principais golpes aplicados nos postos. Criado em 2016, o órgão atua no combate ao mercado irregular e também na fiscalização da qualidade dos combustíveis no Brasil. Confira abaixo:

1°) Gasolina adulterada com etanol, solvente e até metanol

O ICL tem um método de fiscalização chamado “cliente misterioso”. É um carro que vai anonimamente aos postos e faz aferições sobre a qualidade daquele combustível: somente em 2025, o Instituto fez mais de 2 mil visitas, gerando 700 denúncias de fraude. “Já constatamos até 80% de etanol misturado na gasolina, muito acima do novo limite de 30%”, alerta Faccio.

Gasolina adulterada pode causar danos, além de lesar o bolso de quem abasteceu. “Se for um carro flex, ele vai andar normalmente com este combustível adulterado, mas com eficiência consideravelmente prejudicada. Caso seja um veículo a gasolina, o carro pode ter problemas sérios no motor”.

Outra modalidade criminosa que voltou a ser registrada no Brasil é a adulteração com metanol. “Notamos a presença deste elemento nas regiões de Campinas e Sorocaba (SP). É um produto nocivo, corrosivo e tóxico para o próprio frentista. Se um mecânico tiver contato com metanol e coçar os olhos, pode ficar cego”, ressalta.

Indo além, o especialista revela que existem postos que trocam os combustíveis de bombas para cobrar mais caro. “Vendem gasolina aditivada como se fosse premium, e o combustível comum como se fosse aditivado”, denuncia Faccio.

Por isso, evite abastecer em postos sem bandeira ou com procedência desconhecida.

2°) Etanol adulterado com água

A forma mais comum para adulterar etanol é adicionar água à mistura. Segundo Faccio, a cilada tomou proporções tão avançadas que os postos conseguem injetar água diretamente no tanque do carro, sem que esteja necessariamente misturada com o combustível soterrado.

“Nestes casos, haverá grande perda de eficiência em um carro flex, além de inúmeros problemas que podem surgir em componentes do motor, como nos bicos injetores”, alerta. Neste caso, o mais recomendado também é abastecer somente em postos já conhecidos ou indicados por amigos e familiares, de preferência com a bandeira oficial de uma distribuidora.

3°) “Bomba burra” é capaz de fraudar o verdadeiro volume abastecido

Faccio diz que os motoristas também devem se atentar à chamada fraude volumétrica. Ela é aplicada direto na bomba, onde os números nos mostradores não condizem com a verdadeira quantidade de combustível que entrou no carro. “Pelo programa cliente misterioso, identificamos penalidades que chegam a 31%”, alerta o diretor executivo.

Este golpe é possível por conta das chamadas “bombas chipadas” ou “bombas burras” — inclusive, postos que suspeitam de fiscalização podem desativá-las para que os mostradores voltem a marcar o volume real do combustível. “É possível controlar o acionamento por controle remoto e até aplicativo”, revela Faccio.

O diretor executivo diz que a melhor forma de evitar este golpe é fazendo o pedido por litros, e não com base no dinheiro. “Em vez de pedir R$ 150 de gasolina, peça 20 litros. É assim que os agentes de fiscalização fazem. Saber o volume do tanque de combustível do seu carro também é um método para contestar o frentista [caso o número não bata]”, sugere.

4°) “Postos clones” imitam redes famosas e negociam valores mais baixos

O ICL observa que a maior cilada é induzida pelo próprio consumidor ao buscar preços mais baixos que os praticados em sua região. “Neste mercado não existe mágica. Se todos os postos cobram R$ 10, mas um estabelecimento precifica a R$ 7, há um risco enorme de fraude”, denuncia Carlo Faccio. Isso vale tanto para o combustível quanto para o óleo lubrificante.

Mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, revela Organização Mundial da Saúde (OMS)

Dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão. O cenário causa imensos prejuízos humanos e econômicos, alerta a instituição. 

“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a agência das Nações Unidas.

Segundo a OMS, transtornos de saúde mental como ansiedade e depressão são altamente prevalentes em todos os países e comunidades, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, acentuou a OMS.

Desafios

“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública”, destacou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, acrescentou.

“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu Tedros.

Análise

Os números apresentados revelam que a prevalência de transtornos de saúde mental varia de acordo com o gênero e que mulheres são desproporcionalmente mais impactadas. Ansiedade e depressão figuram como os dois tipos de transtorno mais comuns tanto entre homens como entre mulheres.

“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS, ao citar o suicídio como uma das principais causas de morte entre jovens em todos os países e contextos socioeconômicos.

“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”  

Brasília (DF), 02/11/2024 - Movimentação do Dia de Finados no cemitério Campo da Esperança. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Suicídio permanece como consequência devastadora, ceifando 721 mil vidas em 2021 – Foto – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Impacto econômico

A agência avalia o impacto econômico dos transtornos mentais como impressionante. Embora os custos com saúde sejam substanciais, os custos indiretos, sobretudo os que envolvem perda de produtividade, são muito maiores. A estimativa é que depressão e ansiedade, juntas, custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS.

Fonte: Agência Brasil

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Fiocruz: Dois terços das gestantes já sofreram violência obstétrica no Rio de Janeiro

Aproximadamente dois terços das gestantes no Rio de Janeiro já relataram ter sofrido pelo menos um tipo de violência obstétrica, segundo estudo “Nascer no Brasil“, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O trabalho foi lançado na quarta-feira (3) com dados inéditos sobre gestação, parto e nascimento no estado do Rio de Janeiro.

Além das informações sobre violência obstétrica, a pesquisa reúne dados exclusivos sobre o perfil das puérperas, características das maternidades, adequação ao pré-natal, amamentação, saúde mental materna, além de taxas de cesarianas, partos vaginais e boas práticas. Os resultados foram publicados em uma série com sete artigos na Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O levantamento envolveu 29 maternidades públicas e privadas localizadas em 18 municípios fluminenses, com o total de 1.923 mulheres entrevistadas durante a internação para o parto ou por perda fetal, e foram obtidas informações de cadernetas de gestante e de prontuários de puérperas e recém-nascidos.

Segundo a pesquisa, entre os tipos de violência obstétrica, toques vaginais inadequados foram os mais relatados (46%), seguido por negligência (31%), abuso psicológico (22%), estigma e discriminação (8%) e abuso físico (3%). Foi constatada desigualdade na ocorrência do problema, com maior vulnerabilidade entre mulheres em condições socioeconômicas desfavoráveis.

Também foram observadas disparidades relacionadas ao estigma e discriminação de acordo com algumas características demográficas, como cor de pele preta e mulheres sem companheiro, bem como abuso físico e toques vaginais inadequados entre mulheres com idade acima de 35 anos e escolaridade inferior a 12 anos de estudo.

Mulheres primíparas [que estão dando à luz pela primeira vez], que entraram em trabalho de parto, com trabalho de parto prolongado e que tiveram parto vaginal, também apresentaram maiores prevalências de violência obstétrica em algumas das dimensões investigadas.

Perfil das puérperas

O “Nascer no Brasil 2 – Pesquisa Nacional sobre Perdas Fetais, Parto e Nascimento” foi realizado uma década após o lançamento da primeira edição, que apontou alto índice de cesarianas no sistema de saúde nacional. O estudo teve como objetivo dimensionar o panorama da saúde obstétrica, com base em informações sobre as condições socioeconômicas das mulheres, os fatores de risco gestacionais, o acesso e a qualidade dos serviços de saúde, além das condições do parto e do nascimento e os principais desfechos maternos e neonatais, oferecendo um acompanhamento ampliado do cenário da assistência à saúde sexual e reprodutiva no país.

Segundo o levantamento, um em cada dez partos aconteceu em adolescentes, enquanto o dobro ocorreu em mulheres com idade materna avançada, ou seja, 35 anos ou mais. Segundo as coordenadoras do estudo, os resultados indicam maior complexidade e requerem melhor qualificação do serviço público.

“As faixas etárias extremas da vida reprodutiva estão associadas ao aumento de risco de complicações obstétricas e perinatais. Já a gravidez na adolescência demanda atenção diferenciada em razão dos maiores riscos de óbito perinatal, parto prematuro e restrição do crescimento fetal, especialmente nas mais jovens”, afirmam Maria do Carmo Leal, médica e coordenadora do estudo, e Silvana Granado, enfermeira e coordenadora-adjunta do estudo.

O estudo também alertou que as adolescentes apresentaram maiores chances de desfechos perinatais negativos, como óbito perinatal e ter um recém-nascido prematuro. Já no grupo com idade superior a 35 anos, houve maior chance de síndromes hipertensivas, diabetes gestacional, descolamento prematuro de placenta e morbidade materna grave. Em contrapartida, elas receberam mais orientação sobre a maternidade de referência.

Desigualdades entre setor privado e público

Entre as mulheres atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS), 80% tiveram acompanhante em tempo integral. No setor privado, o índice foi de 98%. O uso de analgesia peridural foi ofertado para apenas 1% das parturientes do SUS, enquanto para as usuárias do setor privado, o acesso ao procedimento foi de 30%.

“A oferta de analgesia peridural se associou com o parto vaginal, sendo uma tecnologia útil para alívio da dor do parto, podendo ser uma aliada na redução de cesarianas sem indicação clínica”, afirmam Maria do Carmo Leal e Silvana Granado.

Os dados também apontam que as taxas de cesarianas ainda se mantêm altas, conforme constatou a primeira edição do estudo, sendo mais frequentes nos municípios do interior (66%) e no setor privado (85%), principalmente as realizadas antes do trabalho de parto.

Mulheres que tiveram filhos no SUS tiveram chance quase dez vezes maior de entrar em trabalho de parto em comparação com as que tiveram financiamento privado. “Nesse setor, observou-se que, quando a parturiente entra em trabalho de parto, ela evolui para um parto vaginal quase tanto como no setor público. Entretanto, apenas 15% das mulheres da rede privada tiveram parto vaginal e o modelo da cesariana sem trabalho de parto é o que prevalece”, lamentam as autoras da pesquisa.

Os dados indicam que, apesar de a cobertura da assistência pré-natal no Rio de Janeiro ser praticamente universal (98%), a sua adequação foi inferior a 1% no estado, ao se considerar todas as recomendações do Ministério da Saúde. Do total de gestantes entrevistadas, 79% iniciaram o acompanhamento médico até a 12ª semana de gestação e 75% realizaram o número mínimo de consultas para a idade gestacional no parto.

“As gestantes usuárias do serviço de saúde privado apresentaram melhor desempenho, evidenciando as desigualdades que persistem no país”, observam as autoras da pesquisa.

Segundo o estudo, menos de 20% das mulheres receberam todas as orientações recomendadas: riscos e benefícios sobre tipos de parto, maternidade de referência e uso de álcool e tabagismo. De acordo com as autoras, a baixa adequação ao pré-natal pode ser um dos fatores por trás da elevada razão de mortalidade materna, fetal e perinatal, e de incidência de sífilis congênita no estado, que é superior à média nacional.

Fonte: CNN

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Máquinas e servidores sa Prefeitura de Botucatu estão sendo usados em obra da Caio

Máquinas e funcionários da Prefeitura foram flagrados realizando obras no pátio do estacionamento privativo da empresa Caio Induscar, destinado exclusivamente aos seus colaboradores.

A denúncia, apurada pela Rede Alpha de Comunicação, coloca em xeque a gestão do prefeito Fábio Leite e do secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda, que agora podem responder por graves irregularidades administrativas.

De acordo com registros obtidos pela reportagem, tratores e caminhões da frota municipal, além de servidores da Secretaria de Infraestrutura, foram deslocados para executar serviços de pavimentação do estacionamento interno da empresa, em clara utilização de recursos públicos para favorecer interesses privados.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o caso pode configurar improbidade administrativa prevista na Lei nº 8.429/1992, que pune agentes públicos que permitam ou facilitem o uso de bens e serviços em benefício de particulares.

Também há indícios de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), já que gastos de pessoal e de maquinário estariam sendo aplicados fora do interesse público. As consequências podem ir de multas e inelegibilidade até perda do cargo e suspensão dos direitos políticos do prefeito e do secretário.

A população reagiu com indignação:

“Enquanto a cidade sofre com buracos nas ruas e bairros sem manutenção, as máquinas da Prefeitura estão trabalhando para uma empresa milionária. Isso é um absurdo!”, declarou a comerciante Maria Helena dos Santos, moradora da Vila Maria.

Profissionais da área jurídica também reforçam a gravidade do caso.

O advogado, Dr. Thiago Devidé , foi enfático ao dizer: “Se comprovada a denúncia, trata-se de um flagrante uso do bens públicos para fins privados, algo que fere a moralidade administrativa e a ligalidade, não alcançando por assim dizer o interesse público. Logo, é passível de responsabilização civil, administrativa e até mesmo criminal.”

A equipe da Rede Alpha de Comunicação entrou em contato com a direção da Caio Induscar, com o prefeito Fábio Leite, o secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda e a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage, mas nenhum deles respondeu até o fechamento desta matéria.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que o caso seja investigado pelo Ministério Público e que a Prefeitura explique por que recursos de todos os contribuintes estariam sendo direcionados a uma empresa privada.

Ônibus contratado pela secretária de esportes de Botucatu levou Integrantes para pontos turísticos do Rio de Janeiro

Entre os dias 29 e 31 de agosto, uma comitiva de Botucatu viajou ao Rio de Janeiro para participar do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu GI & NO-GI da CBJJO. O grupo, segundo informações apuradas pela REDE ALPHA, era formado por 36 pessoas, mas apenas 21 eram atletas, sendo que poucas crianças participaram efetivamente das competições.

O que seria apenas uma viagem esportiva acabou gerando polêmica. A comitiva utilizou o veículo custeado com dinheiro público para realizar passeios turísticos, passando por praias cariocas e até pelo Cristo Redentor.

Além disso, as próprias redes sociais dos integrantes expuseram fotos dos momentos de lazer, levantando suspeitas de uso irregular de recursos municipais.

Em uma das fotos é possível ver várias pessoas que não são atletas sentadas na areia de uma praia carioca.

Uma dessas pessoas é avó de uma atleta que também foi acompanhada pelo pai.

Em outra, pai e mãe de apenas um atleta posam diante do Corcovado.

Na reportagem publicada ontem pela Rede Alpha, moradores reagiram com indignação. “Isso não é incentivo ao esporte, é turismo pago com o nosso dinheiro”, comentou um internauta.

Outro escreveu: “Se eram 36 pessoas e só 21 atletas, quem eram os outros? Familiares? Amigos? Por que a Prefeitura está pagando por isso?”.

“21 atletas pra chegar no total..é muita comissão técnica….pq se forem os responsáveis, aí virou excursão msm”

Comentários apontaram que apenas uma academia de Jiu-Jitsu de Botucatu participou do evento, que sequer é pré-requisito para outros campeonatos. “Esse campeonato não é classificatório para nada. Só serviu de pretexto para passear no Rio”.

Inclusive, uma das integrantes da comitiva declarou nos comentários da reportagem postada nas redes sociais:

“(…) agora me diga uma coisa estar no Rio é errado levar as crianças conhecer a beira do mar …

Os comentários também apontaram que apenas uma academia de Jiu-Jitsu de Botucatu participou do evento, o que reforça as suspeitas de favorecimento: “A cidade tem várias academias, mas só uma foi escolhida. Isso já diz muita coisa”, relatou outro morador.

O que foi corroborado por uma integrante da comitiva:

…o b.o foi pq foi no Rio em SP tbm vai atletas e acompanhantes e nunca teve esse b.o o problema pq foi só nossa equipe“.

Tal declaração ainda escancara que essa prática de fazer passeios turísticos, com dinheiro público, já teria ocorrido em outros eventos esportivos financiados pela Prefeitura.

Já vimos isso antes com outras modalidades. Virou rotina usar dinheiro público para passeio”, afirmou uma internauta revoltada pelas declarações dessa integrante.

Por outro lado, houveram vários comentários de pessoas responsáveis por outras modalidades informando que para eventos dentro de Botucatu,  não conseguem apoio da Prefeitura de Botucatu para deslocamento de atletas e até em competições realmente importantes e classificatórias para competições relevantes para o esporte da cidade.

Eu pedi um van pra transporte de atletas num percurso de de 300km ela negou!!”

A REDE ALPHA teve acesso da lista através do site da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, onde a relação com os nomes de todos os participantes estava à disposição para consulta pública.

Diante da repercussão, a população cobra transparência e esclarecimentos sobre a utilização do dinheiro público na viagem. Até o momento, o prefeito Fábio Leite, a secretária de Esportes Clarita Balestrin e a secretária de Comunicação não se pronunciaram sobre as denúncias.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que a Prefeitura explique quem realmente se beneficiou da verba pública e quais critérios foram adotados para custear uma comitiva tão numerosa em um evento que, ao que tudo indica, serviu mais como passeio turístico do que como investimento no esporte botucatuense.

 

Na esteira do tarifaço, Balança comercial tem superávit de US$ 6,1 bilhões em agosto

A balança comercial brasileira fechou o mês de agosto com superávit de US$ 6,133 bilhões, segundo balanço divulgado hoje (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações somaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as importações ficaram US$ 23,728 bilhões. Com isso, a corrente de comércio de ficou em US$ 53,589 bilhões no mês passado.

No ano, as exportações totalizam US$ 227,583 bilhões e as importações, US$ 184,771 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,812 bilhões e corrente de comércio de US$ 412,354 bilhões. Segundo o ministério, na comparação com o mês de agosto de 2024, as exportações apresentaram um crescimento de 3,9%. No mesmo mês do ano passado, o país exportou o total de US$ 28,74 bilhões.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento da agropecuária de US$ 0,51 bilhões ( 8,3%) ; de US$ 0,74 bilhões na Indústria extrativa ( 11,3%) e queda de US$ -0,14 bilhões em produtos da Indústria de transformação (-0,9%).

Já em relação às importações houve queda de 2% na comparação entre o mês de agosto do ano passado, quando o volume ficou em US$ 24,22 bilhões. O desempenho da agropecuária foi praticamente nulo, ficando em 0,4%. A indústria extrativa apresentou crescimento de US$ 0,37 bilhões (26,5%) e queda de US$ -0,85 bilhões (-3,8%) em produtos da Indústria de transformação.

Segundo o MDIC, as exportações, no mês de agosto, apresentaram crescimento expressivo de 11% para o Reino Unido, de 43,82% para o México; de 40,37% para a Argentina; de 31% para a China e de 58% para a Índia.

As maiores quedas registradas foram de 43,8% para a Bélgica; de 31,3% para a Espanha; de 30,44% para a Coreia do Sul e de 17,1% para Singapura.

Em relação aos Estados Unidos, o mês registrou uma queda de 18,5% no volume de exportações. Os dados chamam atenção para o minério de ferro que apresentou uma queda de 100%, com nenhuma exportação para os Estados Unidos.

A maior queda foi nas vendas de aeronaves e partes de aeronaves, que tiveram uma redução de 84,9%. Em seguida o açúcar com queda de 88,4% e motores e máquinas não elétricos que tiveram redução de 60,9%.

Já a carne bovina fresca teve queda de 46,2%; máquinas de energia elétrica com redução de 45,6%; celulose teve redução de 22,7%, produtos semiacabados de ferro e aço, com queda percentual de queda 23,4%; óleos combustíveis com queda de 37%; e madeira que registrou queda nas exportações de 39,9%.

De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, a queda ocorreu em razão da antecipação nas vendas, em julho, antes do início do tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump.

“Atribuo isso muito à antecipação que ocorreu em julho, quando houve uma carta no dia 9 de julho afirmando que as tarifas iam aumentar em 50% para o Brasil e isso gerou incerteza entre os exportadores e tivemos crescimento das exportações para os Estados Unidos de 7%”, explicou.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Vosmar Rosa

Família registra Boletim de Ocorrência após estudante ser agredido dentro de escola em Lençóis Paulista

Lençóis Paulista – A família de um estudante de 14 anos registrou boletim de ocorrência (BO) após ele ser vítima de agressões no interior de uma escola municipal em Lençóis Paulista. O caso, registrado como lesão corporal, é investigado pela Polícia Civil. Já a prefeitura informou, por meio de nota, que o autor das agressões foi transferido para outra unidade de ensino.

O fato ocorreu no último dia 22 de agosto, no pátio de uma escola de ensino fundamental II localizada no bairro São Judas Thadeu. A mãe do estudante relata que, pela manhã, recebeu uma ligação informando que o seu filho havia se envolvido em uma “briga” e que tudo já estaria resolvido, sem maiores consequências, além de uma pequena vermelhidão em seu rosto.

Contudo, de acordo com ela, após o fim das aulas, sua filha lhe enviou vídeo das agressões gravado por colegas. “Meu filho foi agredido por quatro minutos seguidos, de costas, sem qualquer intervenção de inspetores ou funcionários. O vídeo mostra ele sendo espancado, chorando e humilhado diante de outros alunos, enquanto alguns riam da cena”, declara.

A mulher revela que o adolescente levou diversos socos no rosto, a ponto de perder a lente dos óculos, e alega que a direção não lhe informou os detalhes da ocorrência, além de não registrar boletim de ocorrência (BO) e comunicar Conselho Tutelar. O estudante foi levado para atendimento médico posteriormente pela família, que também acionou o Conselho Tutelar.

“A escola permitiu que ele retornasse à sala de aula, expondo-o a constrangimento, comentários maldosos e olhares de colegas”, diz. “Se não tivéssemos visto o vídeo e tomado iniciativa de apresentar provas, a escola teria acobertado o caso, tratando uma agressão brutal como uma simples briga, sem garantir proteção ao meu filho nem acionar os órgãos competentes”.

Segundo a mãe, um dia antes, o agressor havia publicado uma ameaça contra seu filho em uma rede social. Além do BO e da comunicação ao Conselho Tutelar, ela afirma que levou o caso a vereadores e ao Ministério Público (MP) e reuniu-se com o secretário da Educação. Por questão de segurança, e para evitar episódios de bullying, seus filhos não retornaram à escola.

“Atualmente, estamos aguardando que o secretário da Educação providencie a transferência dos meus filhos para outra escola de nossa escolha, uma vez que instituições oferecidas até o momento possuem reputação inferior. O processo, no entanto, segue de forma extremamente lenta”, pontua, relatando que, no dia 29, a escola entrou em contato oferecendo atividades para que seus filhos façam em casa.

Resposta da Educação

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação argumenta que “todas as providências cabíveis foram adotadas de imediato pela equipe escolar”. “Logo após a agressão, a vítima recebeu acolhimento e seus responsáveis foram contatados. O aluno envolvido na briga foi identificado, ouviu-se sua versão, bem como de testemunhas, e foi aplicada a penalidade disciplinar de um dia de suspensão. Com a chegada de nova evidência em vídeo, a medida inicial foi revista e ampliada, resultando em suspensão de três dias”, declara.

“Na sequência, a direção da escola orientou os responsáveis da vítima a registrarem Boletim de Ocorrência, acionou o serviço de psicologia escolar para acompanhamento contínuo e comunicou a Secretaria Municipal de Educação, que deslocou equipe técnica até a unidade para levantamento detalhado dos fatos e orientação dos gestores. Além disso, foram implementadas práticas de justiça restaurativa, escuta especializada dos estudantes, reorganização de rotinas escolares para ampliar a vigilância nos intervalos e acompanhamento pedagógico domiciliar para os alunos temporariamente afastados”.

Ainda conforme a pasta da Educação, o caso também foi apreciado pelo Conselho Escolar, que, em reunião realizada no dia 27 de agosto, deliberou pela transferência do aluno envolvido na briga, em conformidade com o Regimento Interno Unificado. “A medida tem por objetivo resguardar a integridade da vítima e, ao mesmo tempo, favorecer desenvolvimento pedagógico e social do estudante transferido”, diz. “A Secretaria Municipal de Educação reafirma seu compromisso com a segurança, o respeito e a integridade de todos os alunos da rede, conduzindo o processo com rigor, diálogo e responsabilidade”.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução