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Crise na coleta de lixo em Botucatu volta às manchetes: moradores denunciam abandono da prefeitura

O que deveria ser um serviço básico garantido à população tem se transformado em um verdadeiro pesadelo para moradores de diversos bairros de Botucatu. A coleta de lixo, essencial para a saúde pública e a dignidade urbana, está novamente em colapso no município.

Desde o último final de semana, moradores de bairros como Altos do Paraíso, Cohab III, Jardim Paraíso II, Chácara dos Pinheiros entre outros bairros, relatam que os caminhões da coleta simplesmente deixaram de passar, sem qualquer aviso prévio ou justificativa oficial por parte da Prefeitura.

“Desde sábado, meu lixo está acumulando na calçada. A gente paga impostos e não tem nem o básico garantido”, reclama Mariangela, moradora do Altos do Paraíso. O cenário se repete em outros cantos da cidade.

Na Cohab III, o morador Doni questionou diretamente funcionários da empresa terceirizada responsável pela coleta, que teriam afirmado que a falta de garis tem prejudicado o serviço. “É um problema recorrente. Sempre falta funcionário e quem paga o preço somos nós”, lamenta.

Em maio deste ano, a Rede Alpha já havia denunciado falhas na coleta de lixo no município. Na época, a prefeitura garantiu que a situação seria normalizada. Quatro meses depois, os relatos mostram que o problema só se agravou.

https://www.alphanoticias.com.br/coleta-de-lixo-inadequado-em-botucatu-compromete-a-cuesta/ 

Nas redes sociais, a indignação da população é evidente. PC da Silva, morador do Jardim Paraíso 2, publicou: “Foto bonita no começo, no final do contrato a população que se vira com os atrasos na coleta de lixo”, referindo-se às imagens de divulgação dos caminhões no início da terceirização do serviço.

Na Chácara dos Pinheiros, moradores enfrentam o mesmo drama. Adilson Olivatto questionou em sua publicação no Facebook: Isso é desleixo, incompetência ou não estão nem aí com a população? É um teatro na hora de mostrar os caminhões e agora somos nós que ficamos na mão”.

Apesar das reclamações públicas e do agravamento da situação, até o momento, a Prefeitura de Botucatu não se pronunciou oficialmente sobre os atrasos ou sobre medidas que estão sendo tomadas para solucionar o problema.

Enquanto isso, o lixo se acumula pelas ruas da cidade, colocando em risco a saúde dos moradores e revelando uma crise na gestão de um serviço essencial.

Homem é preso pelo GIAR após furtar roçadeira em propriedade rural em Botucatu

Na terça-feira (09), equipe do Grupo de Investigações em Área Rural (GIAR), Marcos Franco e Eliandro Jamas, foi informada sobre a ocorrência de furto em andamento, tendo como alvo uma roçadeira na propriedade rural situada às margens da estrada Vicinal Geraldo Biral em Botucatu.

A equipe se deslocou ao local e constataram que a porta da cozinha havia sido arrombada, sendo a roçadeira subtraída.
Ainda em diligências, os agentes receberam a informação de que um indivíduo se encontrava nas proximidades da Rodovia Marechal Rondon, transportando uma roçadeira com características semelhantes ao objeto furtado.

Diante disso, os policiais chegaram ao ponto indicado e logram êxito em abordar e prender o suspeito.

A equipe do GIAR contou com apoio do policial militar, Doriguel, que auxiliou na abordagem e recuperação do bem subtraído.

Polícia Civil

Macatuba (SP): Barco com vereador de Agudos vira no Rio Tietê e pescador desaparece

Um barco em que estavam o vereador de Agudos Luiz José Breve (PSD) e mais três homens virou na manhã desta quarta-feira (10), em um trecho do Rio Tietê, em Macatuba.

O parlamentar conseguiu se salvar, assim como outros dois amigos. Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas por um homem que teria se afogado e continua desaparecido. Servidores da Guarda Civil Municipal de Agudos também se deslocaram até a cidade vizinha para prestar apoio.

Luiz José Breve é vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara de Agudos, onde cumpre seu segundo mandato, conquistado com 549 votos. A reportagem ainda não conseguiu contato direto com ele, mas seu assessor parlamentar, Cirso Leite, confirmou que o vereador está bem.

O nome do desaparecido ainda não foi divulgado. Ele é conhecido pelo apelido “Barba”.

A reportagem acompanha o caso e trará atualizações em breve.

Fonte: JCNET
Foto: Reprodução

Piraju (SP): Homem é preso após desligar sistema de oxigênio de hospital e colocar pacientes em risco

Um homem com mais de 120 passagens pelo sistema prisional foi preso na terça-feira (9) após ser flagrado por câmeras de segurança desligando o registro de oxigênio do Hospital de Piraju (SP). O ato criminoso, que já havia ocorrido outras vezes, colocou a vida de pacientes em risco, especialmente aqueles que dependem do gás para tratamento.

O sistema de oxigênio é vital para o abastecimento da unidade hospitalar e do pronto-socorro. Em depoimento à polícia, o suspeito, de 48 anos, alegou que sua intenção era chamar a atenção das autoridades para retornar ao sistema prisional, onde já teria cumprido cerca de 20 anos de pena por diversos crimes.

As imagens da câmera de segurança mostram o homem escalando uma escada para acessar o registro. Após desligar o sistema, que segundo relatos da Polícia Militar ele fez cinco vezes no dia, um carro chega ao local e o homem continua mexendo no equipamento. Em um dos momentos de interrupção do fornecimento, o alarme de emergência foi acionado ao atingir a maternidade.

A Polícia Militar localizou o indivíduo a cerca de cinco quadras do hospital e o prendeu em flagrante. Ele admitiu a ação e declarou que seu objetivo era “chamar a atenção”. A autoridade policial não arbitrou fiança, e o homem deverá responder pelo crime de atentado contra a saúde pública.

O hospital já está realizando reformas no acesso ao sistema de oxigênio, com a instalação de telas de proteção para impedir a ação de pessoas não autorizadas. O incidente ressalta a vulnerabilidade de infraestruturas essenciais e a necessidade de medidas de segurança mais rigorosas para proteger os pacientes.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Unesp inicia estudo para Indicação Geográfica para o Mel da Cuesta Paulista

Unesp inicia estudos para Indicação Geográfica do Mel da Região da Cuesta Paulista
Trabalho é desenvolvido no âmbito do PROFNIT.

Entre os dias 5 e 7 de setembro, o Shopping Park Botucatu sediou a 4ª edição da Brasil Honey Show, evento de destaque nacional voltado à apicultura, cafés especiais, sustentabilidade e gastronomia brasileira. O encontro reuniu produtores, pesquisadores, instituições e autoridades em um ambiente de inovação e valorização da produção apícola.

Nesse contexto, o mestrando Thiago Pontes, do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT/UNESP), apresentou o início dos seus estudos sobre a Indicação Geográfica (IG) do Mel da Região da Cuesta Paulista.

O trabalho é desenvolvido sob orientação dos professores Cyntia Ludovico Martins, Paulo André de Oliveira e Ricardo de Oliveira Orsi, com a coordenação institucional da professora Silvia Angélica Domingues de Carvalho, e apoio da Agência Unesp de Inovação (AUIN), que concede bolsa de pesquisa ao aluno.

A proposta de Indicação Geográfica busca reconhecer oficialmente a singularidade do mel produzido na Cuesta Paulista, valorizando as características únicas da região, como sua biodiversidade, práticas sustentáveis e tradição produtiva. Essa iniciativa representa não apenas um avanço científico, mas também uma oportunidade concreta de fortalecimento da economia local, geração de renda e promoção da agricultura familiar.

O trabalho conta com o engajamento de importantes entidades representativas: a Associação de Itatinga, a Associação dos Apicultores do Polo Cuesta (APICUESTA), presidida por Joel Santiago de Andrade, a Associação dos Apicultores de Botucatu, presidida por Mansour Tour Savadkouhi, e a Associação de Apicultores e Meliponicultores de Avaré e Região (A.A.M.A.R.E.), presidida por Leonardo Mazzoni. Essas organizações desempenham papel estratégico na mobilização dos produtores e no fortalecimento coletivo do setor.

Além de aproximar a pesquisa acadêmica da realidade dos produtores, o evento proporcionou networking qualificado com representantes de diversos estados, autoridades governamentais e a população local. Segundo os participantes, a troca de experiências durante a Brasil Honey Show reforçou a necessidade de alinhar ciência, tradição e inovação para que o Mel da Cuesta Paulista alcance reconhecimento nacional e internacional.

Com a iniciativa do PROFNIT/UNESP, a região da Cuesta Paulista dá um passo decisivo rumo ao reconhecimento de sua identidade produtiva, abrindo caminho para que o mel local se torne referência de qualidade, sustentabilidade e inovação no Brasil.

Na Foto: da esquerda para a direita Joel Santiago de Andrade, presidente da APICUESTA, Profa Silvia Angélica, coordenadora do PROFNIT UNESP, Profa Cyntia Martins, orientadora e professora do PROFNIT UNESP, Thiago Pontes, mestrando do PROFNIT UNESP, Prof. Paulo André de Oliveira, coorientador e professor do PROFNIT UNESP e Mansour Tour Savadkouhi, presidente da Associação dos Apicultores de Botucatu

Veículo em chamas inicia grande incêndio em vegetação em Estrada Vicinal que liga Avaré a Itatinga

Um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros na tarde desta terça-feira (9) na Estrada Vicinal que liga Avaré a Itatinga. As chamas, que teriam começado em um veículo, rapidamente se alastraram por uma vasta área de vegetação, consumindo cerca de 120 mil metros quadrados, o equivalente a 12 hectares, entre canaviais e pastagens.

O incidente teve início por volta das 15h22. Segundo relatos de populares que presenciaram o ocorrido, o fogo teria começado em um automóvel estacionado na margem da via. Impulsionado pelo vento, o incêndio evoluiu rapidamente, transformando o veículo em uma carcaça carbonizada e avançando sobre a vegetação seca e cultivada.

Para combater as chamas, foram empregadas duas viaturas do Corpo de Bombeiros, com um efetivo de cinco militares, sob o comando do 1º Sargento PM Monteiro. A ação foi fundamental para isolar a área e controlar as frentes de fogo ativas, evitando que o incêndio se propagasse para propriedades vizinhas ou áreas de mata nativa. O fogo na vegetação foi debelado após aproximadamente quatro horas de trabalho intenso.

A combinação do material combustível do veículo, a vegetação propícia ao fogo e as condições climáticas, com a presença de vento, criaram um cenário desafiador para os bombeiros. Uma densa coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.

Felizmente, não houve registro de vítimas humanas ou animais. No entanto, o prejuízo ambiental e material é considerável, com a destruição total do veículo e a perda da área de vegetação. As causas exatas que levaram ao princípio de incêndio no automóvel ainda serão investigadas.

ALERTA – A Secretaria da Segurança Pública, por meio do Corpo de Bombeiros, reforça importantes alertas à população para a prevenção de incêndios:

– Jamais jogue bitucas de cigarro pela janela do carro;
– Realize a manutenção periódica do seu veículo, com atenção especial aos sistemas elétrico e de combustível;
– Evite estacionar sobre vegetação seca, pois o calor do catalisador ou do sistema de escapamento pode iniciar um foco de incêndio;
– Em caso de princípio de incêndio, afaste-se imediatamente do local e acione o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Após denúncia da Rede Alpha, a Prefeitura de Botucatu retira máquinas da obra na Caio Induscar

Caso pode ser investigado pelo Ministério Público

A Prefeitura de Botucatu foi obrigada a recuar e retirar as máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura e os servidores públicos que estavam sendo usados em uma obra de pavimentação dentro do imóvel da empresa Caio Induscar, após denúncia feita pela Rede Alpha.

As imagens divulgadas mostraram funcionários da prefeitura operando maquinário pesado em um espaço privado, configurando uso indevido da estrutura pública para favorecer uma empresa particular.

O caso gerou indignação popular e abriu um debate sobre a falta de fiscalização e a permissividade da atual gestão municipal.

A situação é grave: a Constituição Federal e a Lei de Improbidade Administrativa proíbem o uso de recursos públicos para fins particulares.

Tanto o prefeito Fábio Leite quanto o secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda podem ser responsabilizados por ato de improbidade, que prevê desde a perda da função pública até a inelegibilidade e a obrigação de ressarcimento aos cofres municipais.

Diante da gravidade da denúncia, cresce a pressão para que o Ministério Público abra investigação imediata.

O episódio expõe não apenas a utilização irregular de bens públicos, mas também a ausência de critérios de transparência na gestão do município.

                                                                                            Canteiro de obras

                                                                             Pavimentação do estacionamento

Vereadores Abelardo, Welintom Japa, Nuno e Mário Ielo defendem a atuação da prefeitura

A Câmara Municipal de Botucatu decidiu não investigar as graves denúncias sobre o uso de máquinas da Secretaria de Infraestrutura e servidores públicos em uma obra de pavimentação dentro do imóvel da empresa privada Caio Induscar.

Na sessão ordinária do dia 09 de setembro, os vereadores Abelardo da Costa Neto, Nuno Garcia e Welinton Souza (Japa) declararam publicamente que o prefeito Fábio Leite agiu corretamente ao autorizar a execução da obra.

Veja a fala de cada um dos vereadores, na íntegra

1. Vereador Abelardo:

Relação aí às máquinas, né, eu fui atrás, tem a lei que permite quando há interesse público. Então, ali, como há o interesse público constatado, com aí vamos dizer, empregos, crescimento, pode-se fazer isso. Então, eu aí, antes de ter falado, querendo aparecer como certas mídias, querendo só criticar, não foi se informar do fato que realmente as máquinas estavam lá e quis aí essa imprensa aparecer e jogar, eu quero ser imparcial. As imprensa que querem jogar alguns leigos, que às vezes também não entende, contra o trabalho da prefeitura. Então esse é um ponto, tá bom? E às vezes joga vereadores falando que não estão vendo, não estão enxergando e fazendo nada. Então tem imprensa que às vezes de ser produtiva, ela atrasa a cidade e às vezes, supostamente, por ter parado de mamar dinheiro público. Algumas imprensa nesse Brasil, quando corta-se a verba, começa a falar só crítica, fala as coisas boas também. Então eu espero que a prefeitura também, como é de utilidade pública essa área que vai trazer benefício.”

2. Nuno Garcia:

“Assim como os nossos colegas já disseram, procurem meios de informação importante, usem a internet de maneira útil. A internet é muito boa, pode nos ajudar para tudo. Procurem saber das coisas sem fazer comentários por conta de uma fala ingrata para não usar outro termo.”

3. Welinton Japa

“Nós não estamos aqui brincando de ser político, nós estamos trabalhando para a população e levando para ela. Existe uma lei, a lei número 4842, de 30 de outubro de 2007, onde essa lei diz assim, autoriza o Poder Executivo a fornecer infraestrutura às empresas já instaladas no município e que pretendem implantar novas unidades. Essa lei foi elaborada pelo Ielo, onde o Poder Executivo autorizado a fornecer às empresas já instaladas no município de Botucatu e obras de infraestrutura que viabilizem a implantação de novas unidades ou ampliação das unidades existentes, que gerem novos empregos ou recursos que tenham impacto no orçamento. Então, eu quero explicar aqui o que aconteceu. A empresa CAIO, por não ter terreno ao seu derredor ali, ela solicitou para o prefeito que fizesse uma, usasse, de 70 mil reais do poder público, para que utilizasse essas máquinas para ampliar um espaço “dentro” da empresa para que pudesse ser organizada, em contrapartida, de 70 mil reais que a prefeitura investiu, ela ia gerar dez novos empregos.”

O vereador Welinton Japa causou mais uma polêmica com sua declaração. A fala abriu um precedente perigoso: Se a lógica for aplicada, qualquer empresário que prometa ao menos 10 empregos em Botucatu poderá exigir obras em seu estabelecimento privado custeadas pela Prefeitura.

Na mesma sessão, Japa citou que a ação da Prefeitura estaria respaldada pela Lei nº 4.842, de 30 de outubro de 2007, sancionada pelo ex-prefeito Mário Ielo, hoje vereador. Apesar de estar presente, Ielo não se manifestou em plenário sobre a utilização da lei para justificar a obra dentro da Caio Induscar.

Hoje 09/09, o Jornalista Fernando Bruder, Diretor da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o vereador Ielo para esclarecer o alcance da lei:

FERNANDO BRUDER:
A Lei nº 4.842 de 30 de outubro de 2007, de sua autoria, diz: “Fica o Poder Executivo autorizado a fornecer às empresas já instaladas no Município de Botucatu, serviços e obras de infraestrutura que viabilizem (…)”. Isso autoriza a Prefeitura a fazer obras dentro do imóvel da indústria, com recursos públicos?

VEREADOR IELO:
Fizemos para todas as indústrias de Botucatu, além de implantarmos toda a infraestrutura do Distrito Industrial 3. Na Eucatex, Duratex e Staroup, fizemos os pátios de estacionamento de caminhões e autos. Fizemos toda a terraplanagem da Fiberbus e da Inbrasp. Para a Embraer, fizemos uma nova avenida de acesso contornando a fábrica, proporcionando sua ampliação. Tudo documentado como manda a lei. O número de vagas de empregos na indústria era de 4 mil em 2001 e aumentou para 10 mil em 2008 (150%).

FERNANDO BRUDER:
Mas dentro do imóvel da indústria, a Prefeitura não pode construir então? Apenas no entorno. É isso?

VEREADOR IELO:
Pode sim, conforme as necessidades!

FERNANDO BRUDER:
Que necessidades?

VEREADOR IELO:
Ampliação da indústria e consequente aumento de empregos diretos, com auxílio da Prefeitura. Como a lei de incentivo fiscal.

“Também fizemos parceria com as incubadoras, reformando a 1ª junto com a Fiesp, que foi premiada nacionalmente. E implantamos a incubadora de empresas dentro da FCA, reformando o prédio.”

Leis federais que podem estar sendo desrespeitadas

O caso levanta sérias dúvidas sobre a legalidade das obras da Prefeitura em imóveis privados, mesmo com base em leis municipais.

Especialistas em direito público alertam que a prática pode ferir diversas normas federais, entre elas:

1. Constituição Federal (art. 37, caput e inciso XXI) – princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; proíbe favorecimento a particulares com uso de recursos públicos.

2. Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa, atualizada pela Lei nº 14.230/2021) – enquadra como improbidade atos que causem prejuízo ao erário ou que impliquem uso indevido do patrimônio público em benefício de particulares.

3. Lei nº 4.320/1964 – normas gerais de direito financeiro, que exigem destinação de recursos orçamentários exclusivamente para interesse público.

4. Lei nº 8.666/1993 (antiga Lei de Licitações) e Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos) – exigem processo licitatório e vedam o direcionamento de recursos públicos para fins privados sem concorrência pública.

5. Decreto-Lei nº 201/1967 – define como crime de responsabilidade de prefeitos o uso indevido de bens e rendas públicas.

6. Código Penal (art. 312 – Peculato) – prevê crime para quem se apropriar ou desviar bens e valores públicos em benefício próprio ou de terceiros.

Um precedente perigoso

A decisão dos vereadores de não investigar o caso abre um precedente grave: ao legitimar obras privadas com recursos públicos, a Câmara de Botucatu sinaliza que empresários locais podem reivindicar investimentos diretos da Prefeitura em seus imóveis, desde que justifiquem a criação de empregos.

O episódio escancara a fragilidade da fiscalização legislativa e levanta questionamentos sobre o papel do Ministério Público e dos órgãos de controle externo diante de um caso que, em qualquer interpretação jurídica, pode configurar desvio de finalidade e uso indevido do dinheiro do contribuinte.

A população solicita investigação

Para muitos moradores, os parlamentares, que deveriam fiscalizar o Executivo, preferiram agir como escudo político do prefeito, ignorando denúncias graves de possível improbidade administrativa. Nas ruas e redes sociais, a indignação é evidente.

É um absurdo, parece que esqueceram que foram eleitos pelo povo e não pelo prefeito”, disse a comerciante Maria Lúcia, moradora da Vila dos Lavradores.

Já o estudante Felipe Andrade foi ainda mais duro: “Se abriram esse precedente, amanhã qualquer empresário que gerar empregos vai poder pedir obras pagas com dinheiro público. Isso não é governar, é privatizar a prefeitura”.

A Rede Alpha segue acompanhamento os próximos desdobramentos desse caso