Artigos do Autor: Fernando Bruder

Combater o etarismo é uma tarefa de todos

É um prazer ver a atriz Arlete Salles em cena. No papel das gêmeas Frida e Catarina, duas mulheres com personalidades completamente distintas, a protagonista da novela da Globo não esbanja apenas talento e carisma na televisão. Aos 85 anos e em plena forma, ela também vem conseguindo demolir estereótipos e preconceitos que costumam ser associados à velhice.
      Cunhado no final dos anos 1960 nos Estados Unidos, o termo etarismo (ou idadismo) só recentemente se tornou mais conhecido no Brasil. Não é de hoje, porém, que idosos e idosas sofrem as duras consequências da discriminação.
      De acordo com a segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil, realizada em 2020 pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo, nada menos que 81% das pessoas com mais de 60 anos concordam que existe preconceito contra o idoso no Brasil –um percentual praticamente idêntico ao registrado na primeira edição do levantamento (80%), de 2006. Mais grave: 18% afirmaram terem sido discriminados ou maltratados em um serviço de saúde; e 19% declararam terem sofrido algum tipo de violência física ou verbal.
      Chama atenção ainda que a percepção dos idosos sobre como os mais jovens os enxergam seja majoritariamente negativa (75%). Entre as principais citações espontâneas estão referências à “incapacidade”, como “não servem para nada” ou são “um incômodo”; em seguida aparecem menções a “desprezo” e “desrespeito”.
      Na visão do professor Egídio Dórea, coordenador do programa USP 60+ e especialista no tema, o etarismo constitui o mais universal e frequente dos preconceitos, porque não depende de cor, nacionalidade, renda, orientação sexual ou religião. De tão arraigado na sociedade, ele se reproduz até no nível das leis.
      Foi só no início deste ano que o Supremo Tribunal Federal, de forma unânime, tornou possível aos maiores de 70 anos escolher o regime de bens a ser aplicado no casamento ou na união estável. Até então, pelo Código Civil, eles só tinham direito de se casar no regime de separação de bens –uma forma nada sutil de, sob o pretexto de proteger os eventuais herdeiros, determinar que essas pessoas são incapazes de fazer as próprias escolhas. Não à toa a ministra Cármen Lúcia afirmou, durante o julgamento, que o dispositivo apresentava “presunção de etarismo”.
      Muitas vezes tratado como simples brincadeira –o que definitivamente não é–, essa discriminação por idade pode acarretar consequências graves para a saúde e o bem-estar dos idosos. Está associada, por exemplo, à redução da expectativa de vida e ao desenvolvimento de depressão, doenças cardiovasculares e problemas cognitivos. Ele também aumenta o isolamento social e o sentimento de desamparo dos mais velhos – condições que tendem a desencadear problemas de saúde–, restringe sua capacidade de expressar a própria sexualidade e aumenta o risco de violência e abusos.
      Por fim, ele também contribui para a pobreza e a insegurança financeira dos idosos, uma vez que muitos terminam excluídos do mercado de trabalho.
      Uma pesquisa realizada em 2022 pela consultoria Ernst & Young e pela agência Maturi com quase 200 empresas de 13 setores fez uma radiografia do mercado de trabalho brasileiro para pessoas com mais de 50 anos –e os resultados são pouco alentadores.
      Dois terços das companhias entrevistadas possuem menos de 10% de funcionários nessa faixa de idade, e quase um terço delas contam com menos de 5%.
      Além disso, 78% das organizações ouvidas afirmam que o mercado em geral é etarista, criando barreiras para a contratação de trabalhadores maiores de 50 anos. Apesar dessa percepção, conclui o estudo, o discurso sobre a importância do tema se choca com a ausência de ações concretas: 80% das empresas respondentes não possuem políticas específicas e intencionais de combate à discriminação etária em seus processos seletivos.
      Mais preocupante ainda: falta uma visão clara por parte delas sobre como deixarem de ser discriminatórias. As ideias para enfrentar o problema costumam ser genéricas e pouco inovadoras, tocando apenas a sua superfície. Dado o rápido envelhecimento da força de trabalho nacional, mudar essa realidade se afigura urgente. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que, em 2040, quase 60% dos trabalhadores terão mais de 45 anos.
      A mudança de mentalidade, claro, não cabe apenas ao mercado de trabalho. Respeitar e valorizar a velhice é uma tarefa de todos. A transição demográfica em curso no país fará com que, em poucas décadas, nos tornemos um país de adultos e idosos. Segundo o IBGE, cerca de um terço da população terá mais de 60 anos em 2060.
      Como a presença da octogenária Arlete Salles nos ensina, a velhice é uma conquista, e um idoso saudável e ativo é um bônus –e não um ônus– para a sociedade.
Colunista Dimas Ramalho: Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Foto: Reprodução Rede Globo

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (18) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o benefício sobe para R$ 680,90. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,89 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,19 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Cadastro

Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 130 mil de famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 120 mil famílias foram incluídas no programa neste mês. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Regra de proteção

Cerca de 2,68 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 370,87.

 

Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Abril 2024 Arte Agência Brasil
Arte Agência Brasil
Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quarta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 2. O valor foi mantido em R$ 102, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 5,8 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Fonte: Agência Brasil

Instituto Jatobás celebra cultura dos povos originários na Biblioteca Pública

Pardinho, abril de 2024 – Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, administrado pelo Instituto Jatobás, celebra durante o mês de abril o Dia dos Povos Originários, com programação especial na Biblioteca Pública de Pardinho, que terá atividades focadas na cultura indígena, com roda de leitura, contação de histórias e exposição literária.

Durante todo o mês, acontece a Mostra de Livros e Varal “Herança dos Povos Originários”, com mais de 30 obras que abordam a rica herança cultural, incluindo saberes, mitos, lendas e medicina ameríndia. O espaço vai exibir mais de uma dezena de livros do escritor e educador indígena Daniel Munduruku, que dedica a sua literatura ao público infanto-juvenil, remontando a tradição oral dos povos originários, através de fábulas, contos e mitos de criação. Entre os livros escolhidos para compor a Mostra, estão as premiadas obras Meu Vô Apolinário: Um Mergulho no Rio de Minha Memória (2009) e Coisas de índio (2003).

O livro “Os olhos do jaguar”, do escritor, professor e líder indígena Yaguarê Yamã, autor de mais de 30 histórias infantis, estará também na mostra. A obra traz um pouco da tradição do povo Maraguá, cujas histórias são contadas para as crianças pelos malylis, que são os pajés, dentro da mirixawaruka, a casa de conselho. “A lenda do guaraná: mito dos índios sateré-maué” e “A linguagem dos pássaros: mito dos índios Kamairá”, da escritora, ilustradora e ganhadora do Prêmio Jabuti por três vezes, Ciça Fittipaldi, igualmente marcam presença na Mostra. Estas obras que refletem a pesquisa e dedicação a culturas indígenas pela a autora.

Em 19 de abril, dia oficial da celebração da data, a atriz Gabriela Hess fará a narração dos mitos “O Sol e a Lua”, a história de um amor proibido entre um homem e uma mulher indígenas de aldeias diferentes, transformados em astros pelo pajé. Contará, em seguida, a lenda do povo carajás, “Tainá Can, estrela d’alva”, entidade indígena representada por uma estrela, levando o público a uma viagem pelas histórias dos povos originários. O evento se destina a pessoas de todas as idades e começa às 8h30.

Seguindo nessa temática, no dia 26, das 16h às 17h, em sua reunião mensal, o Clube de Leitura irá discutir o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, líder dos povos originários, ambientalista e escritor que há poucos dias assumiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se o primeiro indígena a ocupar uma cadeira nesse instituto literário. O bate-papo discutirá sustentabilidade, cultura e vida e será mediado por Dhara Rodrigues, de ascendência negra e indígena, que traz uma visão sob lentes contra-coloniais. Nesse livro, Krenak critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, sendo essa a origem do caos socioambiental da atualidade. A atividade é destinada para maiores de 16 anos.

Confira a programação da Biblioteca Pública de Pardinho (todas as atividades são gratuitas):

Mostra de livros e Varal “Herança dos povos originários”

Durante todo o mês de abril

Narração de Histórias com Gabriela Hess

19 de Abril | Sexta-feira | às 8h30

Clube de Leitura: “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak

26 de Abril | Sexta-feira | das 16h00 às 17h00

Mediação: Dhara Rodrigues (ela/elu) é piauiense, de ascendência negra e indígena, e vê as paisagens sob lentes contra-coloniais como um grande livro de memórias visuais, físicas, sensitivas e afetivas. Atua em pesquisas arqueológicas no interior do estado de São Paulo, desenvolve ações educativas, intermediações e guianças que envolvam o diálogo entre a Geociências e Arqueologia da Paisagem em pontos de interesse geológico e geomorfológico da região de Botucatu.

Funcionamento:

Centro Max Feffer:

De terça a sexta-feira, das 8h00 às 18h00. Aos sábados, das 8h00 às 17h00.

Domingos e feriados, abertura de acordo com a programação.

Local: Praça Ademir Rocha da Silva, sn, Pardinho – SP.

Para mais informações sobre atividades e acesso ao equipamento via WhatsApp: (14) 99879-2760.

Instituto Jatobás

O Instituto Jatobás é uma organização da sociedade civil que, há 18 anos, trabalha comprometida com acesso à cultura, educação e inclusão produtiva. Está presente em dois territórios distintos, mas com desafios comuns: a cidade de Pardinho, no interior de São Paulo, e a região da Água Espraiada, na Zona Sul da capital.

Agência Lema

Leandro Matulja / Leticia Zioni / Guilherme Maia

Informações para a imprensa

Ana Cláudia Luiz

anaclaudia@agencialema܂com܂br

Ihanna Barbosa (11) 98109-7296

Ihanna@agencialema܂com܂br

Ana Luiza Pêgo

ana܂pego@agencialema܂com܂br

Foto: Eduarda Santos – Acervo do Instituto Jatobás

Santa Cruz do Rio Pardo: Caminhoneiro morre após colisão traseira na Castello

O motorista de um caminhão morreu em um acidente na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Santa Cruz do Rio Pardo, na terça-feira (16).

Segundo a Polícia Rodoviária, Aleilton Ribeiro Meireles, de 36 anos, viajava sentido capital – interior quando bateu na traseira de outro caminhão carregado com uma carga de grama, que seguia na mesma via.

A cabine do veículo ficou destruída e o motorista morreu no local. O motorista do caminhão atingido não ficou ferido

A rodovia precisou ser interditada por cerca de duas horas para limpeza e remoção dos veículos e a Polícia Civil investiga as causas do acidente

Fonte: G1

Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas amplia horário de atendimento

Com o objetivo de zerar a fila de espera, o Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) ampliou seu horário de atendimento. Desde janeiro, a unidade está com o expediente fixado de segunda a sexta-feira das 5h às 24h; antes, era das 8h às 21h.

De acordo com o médico responsável pelo Serviço, Batista de Oliveira Júnior, a medida foi implementada em virtude do período (quatro meses) que os pacientes diagnosticados com câncer tinham que enfrentar até chegar a Unidade.

Em janeiro, havia 70 pessoas que aguardavam para iniciar o tratamento radioterápico e, neste mês de abril, o número chega a 26. Estes pacientes são chamados em até quatro semanas para realização das sessões de radioterapia, após a consulta ambulatorial.

Dinâmica de atendimentos

Com a ampliação do horário, os pacientes de cidades da região e vinculados ao Departamento Regional de Saúde (DRS-VI) são inseridos nas sessões ao longo do dia e àqueles de Botucatu ou que estão hospedados nas Casas de Apoio são direcionados para o período noturno ou nas primeiras horas da manhã.

“O paciente é o maior beneficiário. Houve uma compreensão da Superintendência do HC que a medida era importante e deu certo”, frisa o médico Batista de Oliveira Júnior.

No fim de 2022, antes da ampliação do horário, aproximadamente 70 pacientes eram atendidos diariamente pelo Serviço de Radioterapia. Atualmente são mais de 90 pessoas que recebem atendimento.

Encaminhamentos

As pessoas que necessitam de sessões de radioterapia chegam até o Serviço por encaminhamento das consultas ambulatoriais realizadas no próprio HCFMB.

“Abrir mais vagas para pacientes com tratamento oncológico de radioterapia no HCFMB tem um impacto significativo. Para o Hospital, significa um olhar humanizado que estabelece uma conexão com os pacientes e para os pacientes possibilita um acesso mais rápido ao tratamento, redução do tempo de espera e potencialmente melhores resultados no tratamento do câncer”, explica o médico Alessandro Lia Mondelli, Gerente de Exames Diagnósticos e Terapêuticos do HCFMB.

Acelerador Linear (imagem ilustrativa)

JORNAL HCFMB

 

Mineiros do Tietê: Encontrado um carro incendiado com corpo carbonizado dentro

Na manhã desta quarta-feira (17), um corpo foi encontrado dentro de um carro em chamas no jardim Esmeralda, perto do cemitério de Mineiros do Tietê. Uma mulher está sendo ouvida na delegacia na condição de suspeita.

Por volta das 8h, a PM foi acionada e localizou o carro que acabou carbonizado. O corpo estava no banco do motorista.

A princípio todos são moradores de Mineiros do Tietê. O nome da vítima não foi informado.

Pederneiras: Motociclista morre em acidente na rodovia César Augusto

Um motociclista que conduzia uma Honda/XRE 300  morreu, por volta das 7h desta quarta-feira (17), em uma colisão com um Fiat Palio, nas proximidades do quilômetro 161 da rodovia César Augusto Sgavioli (SP-261), em Pederneiras.

Segundo o Policiamento Rodoviário, que atende a ocorrência neste momento, pelo local, de pista simples, houve uma batida lateral.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução Redes Sociais

Dois Córregos: Motorista perde o controle e carro tomba próximo a pontilhão

Na tarde de terça feira (16), o motorista de um carro modelo Fiat Strada de cor branca perdeu o controle do veiculo e acabou batendo em um barranco no cruzamento da das ruas Voltaire Nogueira dos Santos com a Francisco Palomo bem próximo a um pontilhão.

Com o impacto da batida o veiculo tombou e a vitima ficou presa as ferragens, e foi necessário a ajuda de populares e a equipe de resgate da cidade composta por Luiz Carlos, Marcão, Elton, Mário, Welinton e Leandro, para resgatar a vitima, que foi levada até a Santa Casa com ferimentos considerado leves.

O trânsito no local ficou interditado e um boletim de ocorrência foi registrado e a polícia civil vai investigar as causas do acidente.